Joana e Humberto, um VERDADEIRO CASAMENTO TEXIANO

Por José Carlos Francisco

Carlos Moreira e José Carlos Francisco com a noiva texiana Joana Gonçalves

José Carlos Francisco e Carlos Moreira com o noivo texiano Humberto Gonçalves

Decorreu neste passado sábado, dia 16 de Julho, na Folgosa, uma freguesia portuguesa do concelho da Maia, com 10,30 km² de área e cerca de 4000 habitantes, mais precisamente na Igreja de São Salvador (monumento composto por nave principal e duas torres sineiras, cuja parte frontal é forrada com azulejos azuis e brancos, abordando os temas do Salvador e do Apóstolo e cuja torre do lado direito apresenta um relógio, sendo o pequeno adro em granito, com três lanços de quatro escadas cada uma) aquele que pode ser considerado com toda a certeza o PRIMEIRO CASAMENTO VERDADEIRAMENTE TEXIANO, numa cerimónia magnificamente presidida pelo pároco Joaquim Domingos da Cunha Areais, da Diocese do Porto e onde o coro infanto-juvenil da paróquia de Folgosa, Maia, animou a celebração com lindos cânticos.

Joana e Humberto, um verdadeiro casamento texiano

Tratou-se do matrimónio de Joana Gonçalves com Humberto Gonçalves, um casal texiano tendo em conta que tanto a Joana como o Humberto são dois fãs e coleccionadores de Tex, o granítico Ranger criado em 1948 na Itália por Giovanni Luigi Bonelli (textos) e Aurelio Galleppini (desenhos). Fãs e coleccionadores a ponto de ambos serem inclusive, há já alguns anos, sócios do Clube Tex Portugal e de exibirem orgulhosamente Tex Willer no filme oficial do seu casamento, numa produção levada a cabo por Foto Fonseca, de Avintes, onde se pôde ver a belíssima colecção de ambos, onde nem sequer faltam algumas belas molduras expostas na sala do casal.

Parabéns aos noivos!

Tex (e Lilyth) também esteve presente musicalmente, mais precisamente durante o momento do Corte do Bolo de Casamento, cerimónia realizada na belíssima Quinta da Serra, circundada pela serra de São Miguel – O Anjo, localizada em Alfena, Valongo onde o ambiente acolhedor e de grande conforto num espaço dotado das melhores características aliado a uma vasta oferta de serviços, decorreu maravilhosamente pese o dia de enormíssimo calor, já que na Quinta da Serra se pôde desfrutar de uma tarde (e noite) mágica passada num local elegante, de requinte e de excelência e que foi muito bem escolhido pelos noivos!

Corte do bolo ao som de Tex e Lilyth e com fogo de artifício

Sendo a Joana e o Humberto texianos desde há vários anos e tendo muitos amigos entre os fãs e coleccionadores portugueses (e não só) de Tex, decidiram convidar os directores do Clube Tex Portugal, José Carlos Francisco e Carlos Moreira a comparecerem com as respectivas famílias naquele que seguramente foi um dos dias mais importantes na vida de ambos, convite esse que tanto José Carlos Francisco, como Carlos Moreira (e suas famílias) aceitaram com particular orgulho e muita alegria.

Joana e o seu presente texiano

Tex e Lilyth na arte de Fabio Civitelli para a Joana

E sendo este um casamento texiano, para além dos habituais presentes de casamento que cada convidado opta por oferecer aos noivos, os dois directores do Clube Tex Portugal resolveram surpreender o casal com um presente texiano para cada um deles, presentes personalizados e que certamente lhes farão recordar que também Tex Willer e a sua amada esposa Lilyth tiveram o privilégio de se associar ao casamento de ambos através de dois belos aventais pretos onde estava exibida uma magnífica e apaixonante ilustração de Tex e Lilyth, realizada pelo consagrado desenhador Fabio Civitelli.

Humberto e o seu presente texiano

Tex e Lilyth na arte de Fabio Civitelli para o Humberto

Prova de que gostaram da surpresa texiana foi o facto da Joana e do Humberto se prontificarem de imediato a vestir os aventais, enquanto contavam a sua história texiana a outros convidados presentes, e posarem juntamente com José Carlos Francisco e com Carlos Moreira como as fotos que ilustram este texto demonstram.

Humberto e Joana com os seus aventais texianos

José Carlos Francisco, Humberto, Joana e Carlos Moreira com dois itens únicos e exclusivos para o casal texiano

Ao novo casal, ou melhor, ao mais recente casal texiano português, o blogue do Tex e o Clube Tex Portugal endereçam os mais sinceros votos de parabéns e felicidades pelo vosso casamento, Joana e Humberto e que Deus vos abençoe sempre com muita paz, amor, paciência, compreensão, união, saúde e felicidade!

Famílias Francisco e Moreira com o noivo enquanto aguardavam a chegada da noiva à igreja

Felicidades Joana e Humberto

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Tex Willer na ARTE de Cayman Moreira

Cayman Moreira e a visível paixão por Tex

Por José Carlos Francisco

Cayman Moreira é um fã e coleccionador brasileiro de Tex que tendo nascido em Fortaleza, no Estado do Ceará, Nordeste do Brasil, a 16 de Agosto de 1961, é designer, músico, pintor, desenhador, argumentista e instrutor de artes e ofícios e quis brindar os leitores do blogue do Tex com uma sua recente arte dedicada ao Ranger.

A propósito desta sua belíssima arte Cayman Moreira confidenciou-nos: “É a minha concepção artística de Tex Willer. Arte feita a lápis comum e lápis de cor. Esta arte é dedicada ao amigo José Carlos Francisco e aos leitores do blogue português do Tex.“.

Mas para conhecer melhor este verdadeiro artista brasileiro recomendamos a leitura de uma sua recente entrevista dada precisamente ao nosso blogue, entrevista essa riquíssima e que pode ser lida clicando AQUI!

Tex Willer na ARTE de Cayman Moreira

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As Leituras do Pedro: J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga #118 – “Myrna voltou!” e “A vida é uma aposta”

As Leituras do Pedro*

J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga #118

Myrna voltou!
Giancarlo Berardi e Maurizio Mantero
(argumento)
Laura Zuccheri
(desenho)

A vida é uma aposta
Giancarlo Berardi e Lorenzo Calza
(argumento)
Marco Foderà e Thomas Campi
(desenho)

Mythos Editora
Brasil, Setembro/Outubro de 2015
135 x 180 mm, 260 p., pb, capa mole, bimestral
R$ 20,50 / 10,00 €

O regresso de Myrna, a serial killer que, à distância, ama e odeia Julia, marca mais um volume duplo da criminóloga de Garden City, actualmente distribuído em Portugal, em mais uma lição de escrita de Giancarlo Berardi.

O argumentista, subverte a habitual estrutura das aventuras de Julia, ao colocar Myrna como narradora, no papel que habitualmente cabe à criminóloga. Desta forma, são os monólogos da assassina em fuga – e em rota de aproximação à sua paixão doentia, dando corpo à sua fixação nela – que os leitores ‘ouvem’, de algum modo entrando na sua cabeça e compreendendo-a (?) um pouco melhor…

O contraste em relação ao ritmo tradicional acentua-se porque a violência do discurso tem correspondência acrescida nas imagens que mostram as acções que semeiam de vítimas colaterais o seu percurso, completamente díspar da introspecção calma que associamos a Julia.

Mas Berardi não satisfeito com esta inversão de papéis – a assassina é, assim, sem qualquer dúvida, a verdadeira protagonista de Myrna voltou! (Myrna: io sono mia, no original italiano) – mantendo o discurso de fundo, não resiste a confundir-nos – de forma que não vou detalhar para não estragar o prazer da leitura – ao lançar outras pistas, indicar vias diversas e baralhar os dados, levando-nos a ver o que na realidade não nos é mostrado, como só descobriremos bastante mais tarde, numa bem urdida inversão da lógica e num desenvolvimento de todo inesperado.

Com isso, cria um thriller policial intenso, reforça o protagonismo e a preponderância de Myrna, aprofunda o seu retrato e motivações, conseguindo assim credibilizar uma personagem que, de alguma forma, poderia parecer algo deslocada – ou menos consistente – no universo realista de Julia.

(Pranchas provenientes do blogue pessoal de Laura Zuccheri)

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

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As OBRAS DE ARTE de Fabio Civitelli expostas na Galeria de Arte Ca’ di Fra em Milão

Está a decorrer desde o dia 9 de Junho até ao dia 29 de Julho, nos nobres espaços da Galeria de Arte Contemporânea Ca’ di Fra, em Milão, uma exposição que expõe vinte telas realizadas por Fabio Civitelli, histórico desenhador de Tex!.



De 9 de Junho a 29 de Julho, de segunda-feira a sexta-feira (das 10:00 às 13:00 e das 15:00 às 19:00 horas), nos salões da Galeria de Arte Contemporânea Ca’ di Fra, em Milão (na Rua Carlo Farini 2), estão expostas vinte telas dedicadas a duas das mais importantes personagens dos fumetti (banda desenhada), realizadas por Fabio Civitelli, histórico e apreciadíssimo desenhador de Tex, que depois de mais de 30 anos a desenhar o Ranger encontra-se actualmente a desenhar o aguardadíssimo retorno do maquiavélico Yama!

A inauguração da Exposição intitulada ‘Senza Frontiere‘ (‘Sem Fronteiras‘) ocorreu no passado dia 9 de Junho, pelas 18:00, na presença do próprio autor (que deste modo comprova que não é somente a banda desenhada a fazer parte da sua carreira artística e profissional) e conta com verdadeiras obra de arte onde emerge com exuberância a paixão pela fotografia e pela história do cinema, como se pode comprovar pelos enquadramentos e as composições das telas expostas e que damos hoje a conhecer no blogue do Tex devido à presença do nosso correspondente Francesco Micoli nas horas que antecederam a inauguração e onde se pode observar inclusive Fabio Civitelli a dar os últimos retoques, em mais um grande exclusivo para os nossos leitores, a quem convidamos para dar uma saltada até Milão e visitar esta deslumbrante exposição onde o trabalho de Civitelli revela uma transversalidade de linguagens (fotografia, pintura, banda desenhada) e sugestões fascinantes.

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Vídeo: Enrique Breccia a desenhar Tex!

Enrique Breccia e Francesco Micoli, dois ilustres sócios do Clube Tex Portugal

Hoje no blogue do Tex vamos dar a conhecer um vídeo do magnífico Enrique Breccia, desenhador, pintor, ilustrador, um dos maiores autores latino-americanos de sempre, a desenhar Tex!

Breccia para além de ser o autor das duas magníficas capas da revista Clube Tex Portugal #4, é também o desenhador do recentíssimo Tex Gigante, publicado em Itália no passado mês de Junho com o título de Capitan Jack. Enrique começou a trabalhar em 1968, como colaborador do pai Alberto Breccia na biografia de Che Guevara, escrita por Héctor Germán Oesterheld, percorrendo desde aí uma carreira intensa e brilhante que o levou a Tex!

Como escreve Italo Marucci, ilustre sócio honorário do Clube Português, na revista nº 4 do Clube Tex Portugal “Não é fácil encerrar numa única definição categórica a obra de um artista que reflecte em si as contradições úteis e as curiosidades estimulantes de uma cultura e de uma arte que tem múltiplos aspectos expressivos: é o caso de Enrique Breccia. Nos seus quadros não há perda de tempo em detalhes, mas uma síntese, uma simplificação unitária dos variados aspectos da nossa existência. Em algumas obras, Enrique Breccia deixa de lado as suas qualidades de desenhador e lança mão de uma inteligente economia gráfica e de uma grande força colorífica, nas quais sabe fundir as experiências do realismo, das expressões e dos tons, para obter um discurso unitário, no qual traduz o senso dramático da vida. Também na banda desenhada ele une figuras, formas, objectos, animais, paisagens, numa espécie de incrustação gráfica em que se fundem desenho e trama.“

Mas hoje mais do que falar da arte do Mestre Argentino, queremos mostrá-lo a desenhar o Ranger dedicando-o a todos os leitores apaixonados: