Trazemos hoje aos leitores do Tex Willer Blog uma belíssima antecipação cortesia do próprio curador e argumentista Mauro Boselli! Trata-se do esboço original a lápis desenhado pelo talentoso mestre Maurizio Dotti para a capa da edição nº 97 da série regular do jovem herói: Tex Willer nº 97 – Congiura a New Orleans.
A ilustração exibe com grande dinamismo a figura marcante do jovem Tex Willer empunhando a sua arma, ao lado de uma elegante e misteriosa mulher trajando um vestido de época e segurando uma sombrinha, tendo como pano de fundo a arquitetura característica de Nova Orleães.
O Esboço de Maurizio Dotti para a capa de Tex Willer nº 97!
Esta edição em específico, escrita por Mauro Boselli e com desenhos interiores de Marco Ghion, destaca-se por retratar uma perigosa missão durante o conturbado período da Guerra Civil Americana, com a presença da famosa agente Pinkerton Kate Warne.
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José Carlos Francisco exibe a obra-prima desenhada pelo Mestre Pedro Mauro
O Tex Willer Blog partilha hoje com os seus leitores uma verdadeira preciosidade que passa a integrar o lendário e riquíssimo acervo de desenhos originais de José Carlos Francisco (Zeca). Trata-se de uma peça única e de um valor sentimental incalculável, saída diretamente da ponta do pincel e da tinta da china do mestre brasileiro Pedro Mauro.
Pedro Mauro, que conquistou um lugar eterno na história da Sergio Bonelli Editore como o primeiro desenhador nascido no Brasil a ilustrar oficialmente as páginas do Ranger, brinda-nos com uma composição soberba que exala a mais pura essência do Western bonelliano.
Uma Composição de Perfis e Movimento
O desenho, executado com a firmeza e a elegância que caracterizam o traço do artista, divide-se em dois planos visuais perfeitos: No topo, os perfis dos pards: Em grande plano, Pedro Mauro capta a expressividade marcante de Tex Willer e do seu inseparável companheiro de mil batalhas, o veterano Kit Carson. O olhar focado e as fisionomias decididas dos dois heróis transmitem a cumplicidade e a determinação de quem já enfrentou mil perigos nas pistas do Velho Oeste. Na base, o dinamismo do galope: Abaixo das lendas, vemos o Águia da Noite em corpo inteiro, perfeitamente integrado na sela do seu fiel companheiro de quatro patas, o cavalo Dinamite. A postura imponente de Tex e o vigor na anatomia do animal capturam o movimento e a energia das cavalgadas pelas pradarias do Arizona.
Carson, Tex e Dinamite na magistral Arte de Pedro Mauro, para José Carlos Francisco, o Zeca
A Assinatura de uma Grande Amizade
Para além do inegável valor estético, o desenho ganha uma dimensão ainda mais especial devido à dedicatória manuscrita pelo próprio autor na base da folha: “Para o grande amigo Zeca. Abraços do Pedro Mauro, São Paulo”.
Esta arte não é apenas uma demonstração do talento gigante de Pedro Mauro; é também o reflexo da forte ligação, respeito e amizade que unem os criadores da nona arte e o dinamismo do presidente do Clube Tex Portugal. Uma autêntica obra de arte que dignifica qualquer coleção!
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Os momentos de lazer e descontração no Brasil protagonizados pelo consagrado desenhador italiano Fabio Civitelli e pelo seu grande amigo e dinamizador dos quadradinhos de Tex em Portugal, José Carlos Francisco (Zeca), estão historicamente ligados às visitas oficiais de Civitelli ao país sul americano. Embora viajem para participar em grandes festivais de banda desenhada (como o Fest Comix, a Gibicon e o recente Gibi SP Festival neste último mês de Setembro de 2026), a forte ligação com a comunidade brasileira de Texianos transforma estas viagens em grandes ocasiões de convívio social.
O lazer e a partilha entre ambos no Brasil assentam sobretudo em dois pilares: Gastronomia e Tertúlias: Fora dos pavilhões dos eventos, são frequentes os almoços e jantares de confraternização em restaurantes e pizzarias de São Paulo. Nesses momentos de pura descontração com editores locais da Mythos Editora (como Dorival Vitor Lopes), jornalistas e fãs, Civitelli costuma até fazer pequenos esboços em ambiente informal enquanto desfruta da comida brasileira. O Afeto dos fãs como Lazer: Para Civitelli e José Carlos Francisco, o contacto humano é uma forma de lazer. O acolhimento caloroso logo na receção no aeroporto (muitas vezes documentado pelo jornalista Thiago Gardinali) prolonga-se por sessões de fotos, abraços e troca de impressões que quebram a barreira formal entre autor e leitor.
Todos estes momentos de camaradagem e as crónicas visuais dessas viagens costumam ser partilhados detalhadamente aqui mesmo no Tex Willer Blog, servindo de diário de bordo destas frutuosas passagens pelo Brasil, e este ano não será excepção pelo que de seguida vamos dar a conhecer aqui neste post mais alguns desses momentos fantásticos vividos nesta recente passagem de Fabio Civitelli e José Carlos Francisco pelo Brasil!
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O Tex Willer Blog traz hoje aos seus leitores uma verdadeira obra-prima visual, saída do traço inconfundível de um dos maiores mestres da Sergio Bonelli Editore: Fabio Civitelli.
Esta ilustração imponente, realizada em papel de alta qualidade, é um dos grandes atrativos da prestigiada edição limitada e numerada de “Tex. La cavalcata del morto”. Trata-se de uma peça de coleção exclusiva que acompanha este volume especial, elevando a experiência de qualquer colecionador da mítica personagem criada por Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini.
O Esplendor do Branco e Preto e a Técnica do Pontilhado
Na imagem, vemos um dinâmico e resoluto Tex Willer a domar o seu cavalo rampante, empunhando o seu fiel revólver sob um céu dramático e ameaçador. Ao fundo, a silhueta de uma figura misteriosa a cavalo acrescenta uma atmosfera de suspense e perigo iminente, que remete diretamente para a mística narrativa da história.
O desenho condensa perfeitamente a identidade artística que tornou Civitelli uma lenda viva do fumetto italiano: * Domínio do Claro-Escuro: O contraste profundo entre as sombras marcadas e as zonas de luz pura confere uma tridimensionalidade impressionante à figura de Tex e à anatomia do cavalo. * O Pontilhado Característico: O céu carregado de nuvens e a textura do solo do Arizona são trabalhados através de milhares de pequenos pontos meticulosos (a técnica do pointillisme), criando uma gradação de cinzentos que é a assinatura visual do autor. * Dinantismo Cinematográfico: A composição capta o instante exato do movimento, transmitindo toda a energia do Velho Oeste numa única e poderosa imagem.
Esta estampa exclusiva é mais uma prova do porquê de Fabio Civitelli continuar a ser uma referência absoluta e um dos desenhadores mais queridos pelos texianos de todo o mundo. Uma autêntica joia artística que merece um lugar de destaque na galeria de qualquer fã de Tex!
O mestre Claudio Villa no seu estúdio, o local sagrado onde ganham vida as capas do Ranger
Os leitores mais atentos do Tex Willer Blogsabem bem que acompanhar a evolução de uma capa de Tex é penetrar no próprio coração do misticismo da Sergio Bonelli Editore. Hoje, trazemos uma viagem absolutamente imperdível pelos bastidores da mais recente capa do Maxi Tex #39 – Pagati per uccidere (a lançar no próximo mês de novembro), comentada passo a passo pelo seu próprio criador: o mestre Claudio Villa!
Com o seu humor habitual e rigor anatómico, Villa partilhou nas suas redes sociais a evolução da ilustração sob o lema: “Maxi Tex novembroso. Origine e inserzione (dai manuali di anatomia sulla descrizione dei muscoli)”. Graças a esta generosa partilha, podemos desvendar a anatomia de uma obra de arte em 6 etapas fascinantes, enriquecidas com as próprias legendas do Maestro:
1. A Inspiração e o Desafio da Realidade
Legenda de Claudio Villa: “Foto reference. Ma come carica il winchester mi sembrava “grezzo”“
Todo o processo ganha vida a partir de um registo real (uma fotografia clássica do ator George Montgomery – no filme The Lone Gun, de 1954). No entanto, o olhar clínico de Claudio Villa percebeu de imediato que a mecânica original de recarga da Winchester parecia demasiado rude ou desalinhada para a elegância mítica que o Ranger exige no papel.
2. O Primeiro Esboço de Atmosfera
Legenda de Claudio Villa: “Primo schizzaccio di “atmosfera”. Non c’è ancora uno sfondo“
A partir da referência, nasce o primeiro traço a lápis. Aqui, a prioridade absoluta de Villa é capturar a pose, a tensão e a “energia” de Tex. O cenário de fundo ainda não existe; o foco está inteiramente na silhueta icónica do herói.
3. Definindo o Cenário
Legenda de Claudio Villa: “Pennarello sulla matita precedente. ora un accenno di sfondo.“
Com o auxílio do marcador sobre o grafite anterior, as linhas ganham peso e definição. É neste ponto que o Maestro introduz os primeiros elementos do plano de fundo — a janela e a ombreira de madeira da estrutura —, contextualizando o perigo iminente.
4. A Arte-Final a Tinta-da-China
Legenda de Claudio Villa: “China. Ma era più naturale la posizione della testa nella precedente.“
O traço definitivo é consolidado a tinta-da-china, fazendo sobressair o magnífico jogo de sombras texturizadas. Num vislumbre de autocrítica típica dos grandes génios, Villa confessa aos leitores que preferia a inclinação ligeiramente mais natural que a cabeça de Tex exibia na fase anterior.
5. As Cores Originais e o Humor do Scanner
Legenda de Claudio Villa: “Colore, con mio scanner che aumenta il rosso. Devo chiedergli per chi vota “
A pintura manual ganha vida com cores ricas, contrastes dramáticos e uma iluminação soberba sobre a icónica camisa amarela de Tex. Divertido, o desenhador brinca com o facto de o seu digitalizador saturar excessivamente os tons vermelhos, questionando as “tendências políticas” do aparelho.
6. O Resultado Final nas Bancas
Legenda de Claudio Villa: “Edicola“
O culminar do processo: a capa finalizada com o tradicional logótipo MAXI, os respetivos títulos integrados graficamente e o grafismo editorial que os colecionadores tanto apreciam encontrar nas bancas de toda a Itália.
Uma lição viva de banda desenhada oferecida por um dos maiores vultos da nona arte contemporânea!
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