Encontro com a Lenda: PEDRO MAURO EM SÃO PAULO!
Atenção, colecionadores e fãs brasileiros de um bom Western! No próximo sábado, em São Paulo, há um encontro marcado com o mestre Pedro Mauro para uma tarde inesquecível de autógrafos e conversas.
Preparem os seus exemplares, pois o evento celebra o lançamento de “Tex Graphic Novel #18” e ainda contará com um bookplate exclusivo do evento!
Onde: Loja Mundo Mythos
Galeria Ouro Velho – Rua Augusta, 1371 (Próximo ao Metrô Consolação)
Quando: Sábado, 25 de abril
⏰ Horário: Das 12h às 17h
Não perca a chance de garantir seu item autografado e ver de perto o traço de um dos maiores artistas brasileiros da atualidade.
Pasquale Frisenda no Festival Maia BD 2026
Por Mário João Marques
O Festival Maia BD 2026, que decorre de 22 a 24 de Maio no Fórum da Maia, volta a afirmar‑se como um espaço de encontro entre a grande tradição da banda desenhada europeia e os leitores portugueses, ao receber, entre outros, o autor italiano Pasquale Frisenda, um dos mais respeitados desenhadores do fumetto contemporâneo. A sua vinda à Maia acontece a propósito da adaptação em banda desenhada de O Deserto dos Tártaros (edição portuguesa de A Seita), obra maior da literatura italiana do século XX, da autoria de Dino Buzzati, e será acompanhada por uma exposição dedicada ao livro, permitindo aos visitantes visualizar o processo artístico e narrativo desta notável transposição gráfica.
Nascido em Milão, em 1970, Pasquale Frisenda iniciou o seu percurso artístico ainda jovem, frequentando a Scuola di Fumetto e Illustrazione del Castello Sforzesco, onde consolidou uma sólida formação clássica assente no desenho manual e na observação da realidade. Ao longo dos anos, construiu uma carreira marcada pela exigência técnica, pelo profundo respeito pelos textos que ilustra e por uma abordagem visual que privilegia o tempo, o silêncio e a expressividade contida. Frisenda destacou‑se sobretudo no universo da Sergio Bonelli Editore, onde deixou marca em séries como Ken Parker, Magico Vento, Tex e Dylan Dog. Obras como Patagónia, frequentemente apontada como uma das grandes histórias de Tex, confirmaram‑no como um autor capaz de conjugar épica, introspecção e uma leitura crítica da História e da condição humana. O seu traço, muitas vezes trabalhado em meios‑tons e com uma forte componente atmosférica, distingue‑se num panorama cada vez mais dominado pelo imediatismo digital.
Publicado originalmente em 1940, O Deserto dos Tártaros é um romance sobre a espera, o tempo que passa sem ruído e a ilusão de que a vida verdadeira começa sempre amanhã. A história acompanha o jovem oficial Giovanni Drogo, destacado para a remota Fortaleza Bastiani, onde passa anos aguardando por uma invasão dos Tártaros que talvez nunca chegue. O inimigo, contudo, não é externo, mas interior: o medo de viver, a adaptação à rotina e a renúncia silenciosa aos sonhos.
A adaptação para banda desenhada, com argumento de Michele Medda e desenhos de Pasquale Frisenda, não procura simplificar o romance nem torná‑lo mais acessível. Pelo contrário, assume o risco da contenção e do vazio. O ritmo pausado, os grandes planos silenciosos, a monumentalidade austera da fortaleza e a vastidão opressiva do deserto, fazem desta obra um raro exemplo de fidelidade ao texto original.
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