Tex Willer #95 – Alba di piombo Argumento: Mauro Boselli Roteiro: Mauro Boselli Desenhos: Bruno Brindisi Capa: Maurizio Dotti Lançamento: 19 de Setembro de 2026
Nas ruas de Palo Pinto voam balas caldo, quando os três amigos do Nueces Valley decidem fazer justiça com as próprias mãos contra os pistoleiros do Rancho “Circle X”.
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Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Carlos Ramalho:Me chamo Carlos Alberto Ramalho, nasci na cidade de Moreira Salles, estado do Paraná, Brasil, no dia 22 de Janeiro de 1967. Morava numa pequena propriedade rural arrendada pelos meus avós (Materno) estudei na cidade entre 1974 /1980, nesse período morava na cidade, mas trabalhava (nos intervalos da escola) ajudando meus pais na lavoura. Em 1980, aos 13 anos de idade, juntamente com minha família nos mudamos para Indaiatuba São Paulo onde resido até hoje. Chegamos com o sonho de vencer numa cidade que crescia a cada ano, viemos em sete pessoas numa mudança em uma Perua Combi (meus pais mais três irmãos e meu avó), trabalhei mais ou menos 2 anos numa sorveteria, depois numa confeccção de roupas. Ao completar 18 anos entrei para trabalhar na indústria metalúrgica, fiz vários cursos, e recomecei os estudos onde me formei em Técnico em Mecânica Industrial, casei em 1990, tenho um casal de filhos e um casal de netos hoje, sou aposentado e tenho um site onde vendo revistas de quadrinhos, (www.texasranger.com.br) .
Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada? Carlos Ramalho:Meu interesse por revistas surgiu por volta de 1975, mas no começo curtia as revistas coloridas, Disney, Marvel, DC, entre outras coloridas.
Quando descobriu Tex? Carlos Ramalho:Certa vez um tio meu foi passear na minha casa isso já era o ano 1980, ele era leitor e não colecionador de Tex, comprou na banca da cidade o Tex nº 118 (O Tirano da Ilha) no qual ele leu e deixou em casa, eu peguei aquela revista e mesmo sendo P&B, eu li e reli-a várias vezes, foi aí que despertou minha paixão por Tex e outros personagens da Bonelli. Obs. Nessa revista 118, aquela fala do velho Kit Carson dizendo “Ah lá esta o meu batuqueiro” eu guardo até hoje e começo a rir sozinho… rsrsrsrs
Porquê esta paixão por Tex? O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Carlos Ramalho:A paixão por Tex creio que veio de uma raiz formada com o meu falecido pai, ele adorava filmes de faroeste e eu sempre que podia assistia com ele, e quando tive a oportunidade de ler e entender o que era Tex, isso se tornou uma paixão avassaladora onde eu procurava de tudo que não tinha lido ainda.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Carlos Ramalho: Posso falar por Tex, pois desde que conheci não li outros personagens fora da Bonelli, Tex para mim representa amizade, justiça e humanidade, na minha infância ajudou a me alfabetizar, ler e escrever melhor e também conhecer geograficamente muitos lugares assim como a sua história local, moldar o meu caráter de ser justo e honesto, assim como ajudar o próximo em necessidade.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Carlos Ramalho:Como colecionador devo ter por volta de umas 1800/2000, e vendedor tenho muitas repetidas que todas juntas deve somar umas 8 mil revistas para mais, a coleção mais importante para mim sem duvida é a Tex Mensal, mas todas as outras são importantes também.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Carlos Ramalho:Além de Tex revista, coleciono as estatuetas, chaveiros, botons, baralhos, postais e tudo do universo Texiano que conseguir, também coleciono Zagor, Chacal, Chet, Carabina Slim, Ken Parker…
Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir? Carlos Ramalho:Nunca parei para pensar direito, mas gostaria de completar a coleção das estatuetas.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Carlos Ramalho:Posso listar 3 e muito mais:
1º A Grande Intriga
2º A Cidade sem Lei (parece um filme que assistia com o meu Pai)
3º O Tirano da Ilha
Desenhador: Aurelio Galleppini (Galep)
Argumentista: Gian Luigi Bonelli
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Carlos Ramalho:Seu senso de justiça e a humanização que ele tem em sempre ajudar os necessitados e oprimidos. Nada que desabone…
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Carlos Ramalho:Tem muitas características que fazem de Tex um verdadeiro ícone, vejamos, Tex foi se lapidando e melhorando no decorrer dos anos sem deixar de ser um símbolo de uma época, ele sempre se manteve como um rígido defensor e justiceiro de grupos considerados minoritários no velho Oeste, entre os quatro pards, cada um tem sua identidade, Carson com suas manias, Jack Tigre com as habilidades indígenas bem aprimoradas e Kit Willer sempre muito decisivo igual o pai, o grupo é unido e tem como ponto alto a camaradagem entre eles, mas Tex sempre é a ultima palavra nas decisões a serem tomadas, Tex nos faz passar a ideia de que sempre consegue antecipar ou prever a mentalidade criminosa da maioria dos seus adversários, e isto tem sido uma constância com exatidão e fidelidade, afinal, os textos e os desenhos são extremamente inteligentes e que fazem que o leitor estivesse participando de cada aventura com este tição dos infernos… kkkk
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Carlos Ramalho:De 2018 para cá, com uma certa estabilidade na vida, procuro ir em todos os eventos possíveis, sempre estou indo na Mythos com ou sem eventos, o boom disso tudo foi o de Limeira nos 70 anos de Tex, de lá para cá virou uma “obrigação” participar dos eventos seja onde for, fui em todos os EnconTex na Villa Texas do nosso querido Delair Turella, meu sonho será participar do encontro de Texianos em Anadia, Portugal, feito esse que já pranejo há um certo tempo. Encontro-me com muitos colecionadores de Tex, poderia listar aqui, mas não quero cometer o erro de esquecer alguém…
Como é que as redes sociais e os fóruns online mudaram a sua experiência de colecionador em comparação com a época das cartas dos leitores? Carlos Ramalho:Sinceramente, apesar de que esse nicho Texiano tem uma curva voltado a um publico mais velho, mas mesmo assim as redes sociais, whatsapp e alguns canais no youtube nos aproximaram mais dos colecionadores e fãs de Tex, através das redes sociais consigo contactar muitos colecionadores, tirar duvidas, trocar opiniões, etc…
Já influenciou ativamente alguém da sua família (filhos, netos, sobrinhos) a começar a ler e a colecionar Tex? Como foi essa experiência? Carlos Ramalho: Ah sim, tenho uma parceira quase que inseparável do mundo Bonelliano, trata-se da minha irmã Rosângela Pimentel, essa posso dizer que consegui convertê-la em Texiana e Zagoriana, hoje nos eventos que participamos ela é a “produtora dos cosplay” de quase toda turma, tanto que faço do nosso amigo atrapalhado Chico e El Morisco, graças a ela…
Como imagina que será a sua coleção daqui a 20 anos? Pensa em doá-la, vendê-la ou passá-la como herança familiar? Carlos Ramalho:Espero estar vivo ainda daqui 20 anos…rsrsrsrsrs, creio de passar como herança familiar, mas não parei para julgar isso ainda…
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Carlos Ramalho: O futuro é um pouco incerto para se dizer francamente, mas com certeza não acabará, seja na forma fisica ou na forma digital… sempre haverá uma saida, e sempre haverá colecionadores de Tex…
Prezado pard Carlos Ramalho, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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Enquanto o mundo da banda desenhada se agita com grandes festivais e eventos pela Europa fora, aqui no nosso canto o foco nunca deixa de ser um só: a poeira das pradarias, o cheiro a pólvora e a mística inabalável do nosso Ranger. Afinal, a verdadeira essência de Tex Willer vive nas páginas, nos argumentos de ferro e na arte que nos faz sonhar há quase oito décadas.
Hoje, gostavámos de lançar uma pergunta para debate na nossa comunidade. Uma das coisas que mais fascina qualquer colecionador de raiz é a capacidade que a Sergio Bonelli Editore tem de expandir o universo de Tex sem perder a sua identidade. Um exemplo perfeito disso são os projetos ambiciosos que visitam o passado da série, como a muito aguardada sequela de Mauro Boselli para a arte soberba de Stefano Andreucci, focada no Retorno do Capitão Barba Negra.
Ver Tex e os seus pards fora do seu ambiente tradicional do Arizona, cruzando caminhos com piratas e antigas lendas do mar, prova que o horizonte de Tex é infinito. Estas sagas de fôlego mostram a vitalidade do fumetto italiano e mantêm viva a chama que nos faz correr às bancas e livrarias todos os meses.
Panorâmica a propósito do “Retorno do Capitão Barba Negra”… Arte de Stefano Andreucci
Para os leitores que nos visitam diariamente: o que mais vos cativa nestas grandes sagas de longo fôlego? Preferem o Tex clássico no deserto e nas reservas, ou vibram quando o Águia da Noite enfrenta ameaças épicas vindas do passado em cenários invulgares?
Um motivo extra para participarem: Como muitos de vós já sabem, o blogue é uma paragem habitual para quem faz a magia acontecer em Milão. Os vossos comentários e opiniões neste post serão lidos com muita atenção pelo próprio Mauro Boselli, que continua a assinar as mais marcantes tramas do Ranger e nos visita com regularidade. É a vossa oportunidade de fazerem chegar as vossas ideias diretamente a uma das maiores lendas vivas dos argumentistas de Tex!
Mauro Boselli, a grande mente criativa por trás das mais ambiciosas e épicas tramas do Ranger na atualidade
Deixem as vossas reflexões abaixo e vamos conversar. Um forte abraço texiano a todos!
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Os últimos trinta dias ficarão, sem dúvida, gravados a letras de ouro na história da divulgação da nona arte e do universo bonelliano. Numa impressionante jornada transatlântica que uniu Portugal e o Brasil, o prestigiado Mestre Fabio Civitelli e José Carlos Francisco (o nosso bem-conhecido Zeca) foram alvo de grandiosas manifestações de carinho, respeito e reconhecimento institucional.
José Carlos Francisco (Zeca) ao lado do Mestre Fabio Civitelli
A consagração na mítica “Estância do Texas” brasileira
A recente comitiva ao Brasil revelou-se uma verdadeira apoteose para o universo dos pards. Entre os dias 11 e 13 de setembro, com passagens marcantes pela Editora Mythos e pelo conceituado 5º Gibi SP, a comunidade texiana brasileira uniu-se para celebrar e agradecer de forma oficial o impacto cultural de dois gigantes do mundo de Tex.
Por meio da Comissão Organizadora do EnconTex 2026, a emblemática comunidade Estância do Texas prestou uma justa e comovente homenagem a Fabio Civitelli e a José Carlos Francisco. Pelas mãos de Delair Turella e João Marin — e com a prestigiada cobertura jornalística de Thiago Gardinali —, foram entregues placas comemorativas que simbolizam o profundo respeito dos leitores sul-americanos.
Um momento repleto de emoção na Mythos Editora Delair Turella, João Marin e Thiago Gardinali entregam a placa de homenagem da Comissão do EnconTex 2026 ao Mestre Fabio Civitelli
A belíssima placa comemorativa atribuída a Fabio Civitelli pela comunidade Estância do Texas
O foco desta grande homenagem centrou-se na dedicação de uma vida inteira: Fabio Civitelli foi aclamado pelo seu talento artístico ímpar e pela inconfundível interpretação gráfica que moldou algumas das páginas mais memoráveis da saga do Ranger.
Já José Carlos Francisco recebeu o merecido tributo como um dos maiores divulgadores mundiais da personagem, o motor incansável que aproxima leitores, colecionadores e apaixonados por Tex em diferentes cantos do planeta.
Mais do que um acto formal, o momento na Mythos traduziu a gratidão genuína de uma comunidade inteira que encontra nas histórias do Ranger um porto seguro de valores humanos e amizade eterna.
Outro momento repleto de emoção na Mythos Editora quando Delair Turella e João Marin entregam a placa de homenagem da Comissão do EnconTex 2026 a José Carlos Francisco
A belíssima placa comemorativa atribuída a José Carlos Francisco pela comunidade Estância do Texas
O prestígio máximo em solo português
Mas as celebrações não ficaram por aqui. Mal regressado a solo lusitano, o eco do sucesso além-mar fez-se notar em Viseu, onde José Carlos Francisco foi agraciado com o prestigiado Prémio Anim’Arte BD pelo seu papel de embaixador oficioso de Tex em Portugal.
Demonstrando o peso institucional e a importância cultural deste prémio, o evento contou com o apoio e a presença do próprio Presidente da Câmara Municipal de Anadia, que fez questão de acompanhar o carismático divulgador nessa noite de gala. Para fechar este ciclo mágico com chave de ouro, o próprio editor brasileiro de Tex, Dorival Vitor Lopes, viajou propositadamente do Brasil para Portugal, encontrando-se atualmente hospedado em casa de José Carlos Francisco para o prestigiar pessoalmente e celebrar este duplo triunfo.
José Carlos Francisco recebe o Prémio Anim’Arte BD em Viseu, orgulhosamente acompanhado pelo Presidente da Câmara Municipal de Anadia, pelo editor Dorival Vitor Lopes, pelo Diretor do Museu do Vinho Bairrada e pelos seus colegas de Direção do Clube Tex Portugal
Estas sucessivas homenagens são o reflexo claro de que Tex Willer não é apenas uma banda desenhada; é um elo indestrutível de amizade, cultura e valores que continua a conquistar o mundo.
Parabéns, Mestre Civitelli! Parabéns, José Carlos! Longa vida ao Ranger!
Prémio Anim’Arte BD – José Carlos Francisco (Tex)
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Abriu oficialmente esta noite mais uma grande edição do Amadora BD! As portas do festival internacional de banda desenhada mais aguardado de Portugal já estão abertas e, este ano, o evento veste-se de mistério e terror para celebrar uma marca histórica: os 40 anos de Dylan Dog.
Criado pelo genial escritor Tiziano Sclavi em 1986, o “Investigador do Pesadelo” revolucionou por completo a banda desenhada de terror italiana, tornando-se um verdadeiro ícone da cultura pop mundial, com mais de 60 milhões de exemplares vendidos.
️♂️ Uma Viagem Imersiva a Craven Road
Com a curadoria de João Miguel Lameiras, a exposição dedicada a esta efeméride promete ser um dos grandes pontos altos do festival. Graças ao soberbo trabalho cenográfico de Sofia Mota, os visitantes vão poder cruzar a barreira da ficção e entrar diretamente no icónico apartamento londrino da personagem.
Não se esqueçam do detalhe obrigatório: ao chegarem, têm mesmo de tocar à campainha do número 7 de Craven Road! Lá dentro, a atmosfera ganha vida com peças fundamentais cedidas por grandes colecionadores, incluindo a preciosa coleção de Mário João Marques e o emblemático galeão emprestado por José Miguel Meneses Almeida.
Quatro Décadas de Arte e Terror
A exposição propõe um roteiro imperdível que acompanha a evolução histórica de Dylan Dog ao longo de quatro décadas. O público terá a oportunidade rara de contemplar trabalhos originais de alguns dos mais relevantes desenhadores da Bonelli, revelando as múltiplas faces e a complexidade psicológica de uma personagem que sempre enfrentou os monstros da realidade — o medo, a solidão e a loucura — tanto quanto as criaturas sobrenaturais.
E as surpresas não ficam por aqui! Para tornar esta celebração ainda mais inesquecível, os fãs da Bonelli e de Dylan Dog terão um motivo acrescido para visitar o festival: a presença confirmada do prestigiado desenhador italiano Bruno Brindisi! O aclamado mestre de Tex e Dylan Dog estará no festival durante o segundo fim de semana, de 24 e 25 de Outubro, para sessões de autógrafos, painéis de debate e um contacto direto com o público.
O convite está feito para todos os leitores do Tex Willer Blog e amantes da nona arte. Venham celebrar o legado de Dylan Dog na Amadora!
Cá vos esperamos para uma visita inesquecível ao mundo dos pesadelos… que nunca envelhecem.
* Fotografias de João Miguel Lameiras e Nuno Neves