O mestre Fabio Civitelli está de volta ao coração do território Navajo, e o resultado promete ser nada menos do que lendário! O incansável argumentista e ex-curador da série, Mauro Boselli, aguçou a curiosidade dos texianos de todo o mundo ao partilhar uma novidade empolgante: “La Monument Valley di Civitelli prossimamente su Tex – la leggenda.”
As primeiras pranchas de produção, que temos o privilégio de divulgar, revelam o traço inconfundível de Civitelli em toda a sua glória. Através de um pontilhismo cirúrgico e de um uso soberbo do preto e branco, o desenhador italiano consegue capturar a imponência quase mística do Monument Valley, com as suas famosas torres de arenito recortadas sob céus carregados e majestosas águias em pleno voo.
Nas vinhetas, podemos vislumbrar a rica atmosfera da reserva: o quotidiano nas aldeias, chefes nativos com imponentes cocares de penas — onde se destaca a expressividade e o rigor histórico que Civitelli sempre imprime às suas personagens — e cavaleiros solitários que vigiam a imensidão do deserto a partir de despenhadeiros vertiginosos.
O que é “Tex – La Leggenda”?
Lançada originalmente pela Sergio Bonelli Editore no mercado italiano, Tex – La Leggenda é uma inovadora coleção de volumes anuais com 224 páginas a preto e branco. A ideia da série é propor a cada ano uma história inédita e completa ambientada numa área diferente e simbólica do Velho Oeste, focando-se nas suas atmosferas particulares, lendas e contextos históricos específicos.
Para os leitores que acompanham apenas a edição traduzida, importa destacar que o número 1 desta coleção ainda se encontra inédita em língua portuguesa. A série foi inaugurada originalmente em Itália com o volume intitulado “I due sceriffi” (Os dois xerifes), focado na região do Texas. Nessa estreia histórica, a dupla de autores responsável foi bem diferente: contou com o envolvente roteiro de Pasquale Ruju e a arte dinâmica de Giampiero Casertano, além de uma capa assinada pelo mestre Claudio Villa.
Depois de abrir os horizontes no Texas, as declarações de Boselli confirmam que a bússola da coleção aponta agora decididamente para o desértico Sudoeste americano. E ninguém melhor do que Fabio Civitelli para desenhar as terras sagradas dos Navajos e de Tex Willer, evocando a magia cinematográfica e a imensidão dos clássicos westerns de John Ford.
Resta-nos continuar a acompanhar as novidades desta belíssima coleção, torcer para que a estreia de Tex – La Leggenda chegue rapidamente às bancas brasileiras, e contar os dias para folhear a obra de arte que já nasce com o selo de qualidade da dupla Boselli-Civitelli!
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A Sergio Bonelli Editore acabou de lançar uma daquelas novidades que faz o coração de qualquer colecionador texiano bater mais forte. A lendária primeira série de Tex Gigante (números 1 a 29), originalmente publicada pela Editrice Audace a partir de meados de 1954, vai regressar ao mercado numa sumptuosa edição de luxo, numerada e estritamente limitada. Os volumes já se encontram em pré-venda e o lançamento oficial está marcado para o dia 28 de outubro de 2026, coincidindo com o arranque do prestigiado festival Lucca Comics & Games 2026!
Cada uma destas edições especiais, comercializadas a 100,00 € por volume, foi desenhada como uma verdadeira peça de museu para os admiradores da obra imortal de Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini (Galep).
O que torna esta coleção única?
Esqueçam as reedições convencionais. Esta iniciativa foi pensada ao pormenor para oferecer uma experiência tátil e visual histórica: Tiragens Ultra-Limitadas: Cada volume conta com uma numeração exclusiva e restrita. O número 1 terá apenas 1.199 cópias, enquanto os números seguintes (2 ao 5) serão ainda mais raros, com apenas 999 cópias cada. Caixa Arquivadora Elegante (Cofanetto): Cada volume vem protegido por um estojo rígido ricamente decorado, ideal para exibição em destaque na estante. Reimpressão Anastática: O clássico livro a preto e branco no seu interior é uma réplica exata e fiel da primeiríssima impressão histórica da época de 1954. Apresentação com Passepartout: O livro assenta elegantemente sobre uma moldura em passepartout preto dentro do estojo, realçando e valorizando estas autênticas raridades do fumetto western.
Os cinco primeiros títulos disponíveis e as suas tiragens:
A rota desta coleção histórica arranca com os primeiros cinco tomos da mítica numeração, disponíveis em pré-venda desde o dia 16 de outubro no site oficial da editora: Tex Gigante n.º 1: La tragica notte – Limitado a 1.199 cópias numeradas. Tex Gigante n.º 2: L’agguato – Limitado a 999 cópias numeradas Tex Gigante n.º 3: La traccia di sangue – Limitado a 999 cópias numeradas. Tex Gigante n.º 4: La freccia della Morte – Limitado a 999 cópias numeradas. Tex Gigante n.º 5: La spia – Limitado a 999 cópias numeradas.
Trata-se de uma oportunidade monumental de redescobrir as origens do Ranger no mesmo formato gráfico gigante que ditou o início do mito, mas com o tratamento gráfico e o cuidado de preservação que só as grandes edições de colecionador conseguem oferecer. Os volumes podem ser adquiridos diretamente através do link oficial disponibilizado pela editora.
Uma autêntica joia editorial que, devido ao número muito reduzido de exemplares, promete esgotar num piscar de olhos!
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Tex Willer #95 – Alba di piombo Argumento: Mauro Boselli Roteiro: Mauro Boselli Desenhos: Bruno Brindisi Capa: Maurizio Dotti Lançamento: 19 de Setembro de 2026
Nas ruas de Palo Pinto voam balas caldo, quando os três amigos do Nueces Valley decidem fazer justiça com as próprias mãos contra os pistoleiros do Rancho “Circle X”.
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Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Carlos Ramalho:Me chamo Carlos Alberto Ramalho, nasci na cidade de Moreira Salles, estado do Paraná, Brasil, no dia 22 de Janeiro de 1967. Morava numa pequena propriedade rural arrendada pelos meus avós (Materno) estudei na cidade entre 1974 /1980, nesse período morava na cidade, mas trabalhava (nos intervalos da escola) ajudando meus pais na lavoura. Em 1980, aos 13 anos de idade, juntamente com minha família nos mudamos para Indaiatuba São Paulo onde resido até hoje. Chegamos com o sonho de vencer numa cidade que crescia a cada ano, viemos em sete pessoas numa mudança em uma Perua Combi (meus pais mais três irmãos e meu avó), trabalhei mais ou menos 2 anos numa sorveteria, depois numa confeccção de roupas. Ao completar 18 anos entrei para trabalhar na indústria metalúrgica, fiz vários cursos, e recomecei os estudos onde me formei em Técnico em Mecânica Industrial, casei em 1990, tenho um casal de filhos e um casal de netos hoje, sou aposentado e tenho um site onde vendo revistas de quadrinhos, (www.texasranger.com.br) .
Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada? Carlos Ramalho:Meu interesse por revistas surgiu por volta de 1975, mas no começo curtia as revistas coloridas, Disney, Marvel, DC, entre outras coloridas.
Quando descobriu Tex? Carlos Ramalho:Certa vez um tio meu foi passear na minha casa isso já era o ano 1980, ele era leitor e não colecionador de Tex, comprou na banca da cidade o Tex nº 118 (O Tirano da Ilha) no qual ele leu e deixou em casa, eu peguei aquela revista e mesmo sendo P&B, eu li e reli-a várias vezes, foi aí que despertou minha paixão por Tex e outros personagens da Bonelli. Obs. Nessa revista 118, aquela fala do velho Kit Carson dizendo “Ah lá esta o meu batuqueiro” eu guardo até hoje e começo a rir sozinho… rsrsrsrs
Porquê esta paixão por Tex? O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Carlos Ramalho:A paixão por Tex creio que veio de uma raiz formada com o meu falecido pai, ele adorava filmes de faroeste e eu sempre que podia assistia com ele, e quando tive a oportunidade de ler e entender o que era Tex, isso se tornou uma paixão avassaladora onde eu procurava de tudo que não tinha lido ainda.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Carlos Ramalho: Posso falar por Tex, pois desde que conheci não li outros personagens fora da Bonelli, Tex para mim representa amizade, justiça e humanidade, na minha infância ajudou a me alfabetizar, ler e escrever melhor e também conhecer geograficamente muitos lugares assim como a sua história local, moldar o meu caráter de ser justo e honesto, assim como ajudar o próximo em necessidade.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Carlos Ramalho:Como colecionador devo ter por volta de umas 1800/2000, e vendedor tenho muitas repetidas que todas juntas deve somar umas 8 mil revistas para mais, a coleção mais importante para mim sem duvida é a Tex Mensal, mas todas as outras são importantes também.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Carlos Ramalho:Além de Tex revista, coleciono as estatuetas, chaveiros, botons, baralhos, postais e tudo do universo Texiano que conseguir, também coleciono Zagor, Chacal, Chet, Carabina Slim, Ken Parker…
Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir? Carlos Ramalho:Nunca parei para pensar direito, mas gostaria de completar a coleção das estatuetas.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Carlos Ramalho:Posso listar 3 e muito mais:
1º A Grande Intriga
2º A Cidade sem Lei (parece um filme que assistia com o meu Pai)
3º O Tirano da Ilha
Desenhador: Aurelio Galleppini (Galep)
Argumentista: Gian Luigi Bonelli
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Carlos Ramalho:Seu senso de justiça e a humanização que ele tem em sempre ajudar os necessitados e oprimidos. Nada que desabone…
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Carlos Ramalho:Tem muitas características que fazem de Tex um verdadeiro ícone, vejamos, Tex foi se lapidando e melhorando no decorrer dos anos sem deixar de ser um símbolo de uma época, ele sempre se manteve como um rígido defensor e justiceiro de grupos considerados minoritários no velho Oeste, entre os quatro pards, cada um tem sua identidade, Carson com suas manias, Jack Tigre com as habilidades indígenas bem aprimoradas e Kit Willer sempre muito decisivo igual o pai, o grupo é unido e tem como ponto alto a camaradagem entre eles, mas Tex sempre é a ultima palavra nas decisões a serem tomadas, Tex nos faz passar a ideia de que sempre consegue antecipar ou prever a mentalidade criminosa da maioria dos seus adversários, e isto tem sido uma constância com exatidão e fidelidade, afinal, os textos e os desenhos são extremamente inteligentes e que fazem que o leitor estivesse participando de cada aventura com este tição dos infernos… kkkk
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Carlos Ramalho:De 2018 para cá, com uma certa estabilidade na vida, procuro ir em todos os eventos possíveis, sempre estou indo na Mythos com ou sem eventos, o boom disso tudo foi o de Limeira nos 70 anos de Tex, de lá para cá virou uma “obrigação” participar dos eventos seja onde for, fui em todos os EnconTex na Villa Texas do nosso querido Delair Turella, meu sonho será participar do encontro de Texianos em Anadia, Portugal, feito esse que já pranejo há um certo tempo. Encontro-me com muitos colecionadores de Tex, poderia listar aqui, mas não quero cometer o erro de esquecer alguém…
Como é que as redes sociais e os fóruns online mudaram a sua experiência de colecionador em comparação com a época das cartas dos leitores? Carlos Ramalho:Sinceramente, apesar de que esse nicho Texiano tem uma curva voltado a um publico mais velho, mas mesmo assim as redes sociais, whatsapp e alguns canais no youtube nos aproximaram mais dos colecionadores e fãs de Tex, através das redes sociais consigo contactar muitos colecionadores, tirar duvidas, trocar opiniões, etc…
Já influenciou ativamente alguém da sua família (filhos, netos, sobrinhos) a começar a ler e a colecionar Tex? Como foi essa experiência? Carlos Ramalho: Ah sim, tenho uma parceira quase que inseparável do mundo Bonelliano, trata-se da minha irmã Rosângela Pimentel, essa posso dizer que consegui convertê-la em Texiana e Zagoriana, hoje nos eventos que participamos ela é a “produtora dos cosplay” de quase toda turma, tanto que faço do nosso amigo atrapalhado Chico e El Morisco, graças a ela…
Como imagina que será a sua coleção daqui a 20 anos? Pensa em doá-la, vendê-la ou passá-la como herança familiar? Carlos Ramalho:Espero estar vivo ainda daqui 20 anos…rsrsrsrsrs, creio de passar como herança familiar, mas não parei para julgar isso ainda…
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Carlos Ramalho: O futuro é um pouco incerto para se dizer francamente, mas com certeza não acabará, seja na forma fisica ou na forma digital… sempre haverá uma saida, e sempre haverá colecionadores de Tex…
Prezado pard Carlos Ramalho, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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Enquanto o mundo da banda desenhada se agita com grandes festivais e eventos pela Europa fora, aqui no nosso canto o foco nunca deixa de ser um só: a poeira das pradarias, o cheiro a pólvora e a mística inabalável do nosso Ranger. Afinal, a verdadeira essência de Tex Willer vive nas páginas, nos argumentos de ferro e na arte que nos faz sonhar há quase oito décadas.
Hoje, gostavámos de lançar uma pergunta para debate na nossa comunidade. Uma das coisas que mais fascina qualquer colecionador de raiz é a capacidade que a Sergio Bonelli Editore tem de expandir o universo de Tex sem perder a sua identidade. Um exemplo perfeito disso são os projetos ambiciosos que visitam o passado da série, como a muito aguardada sequela de Mauro Boselli para a arte soberba de Stefano Andreucci, focada no Retorno do Capitão Barba Negra.
Ver Tex e os seus pards fora do seu ambiente tradicional do Arizona, cruzando caminhos com piratas e antigas lendas do mar, prova que o horizonte de Tex é infinito. Estas sagas de fôlego mostram a vitalidade do fumetto italiano e mantêm viva a chama que nos faz correr às bancas e livrarias todos os meses.
Panorâmica a propósito do “Retorno do Capitão Barba Negra”… Arte de Stefano Andreucci
Para os leitores que nos visitam diariamente: o que mais vos cativa nestas grandes sagas de longo fôlego? Preferem o Tex clássico no deserto e nas reservas, ou vibram quando o Águia da Noite enfrenta ameaças épicas vindas do passado em cenários invulgares?
Um motivo extra para participarem: Como muitos de vós já sabem, o blogue é uma paragem habitual para quem faz a magia acontecer em Milão. Os vossos comentários e opiniões neste post serão lidos com muita atenção pelo próprio Mauro Boselli, que continua a assinar as mais marcantes tramas do Ranger e nos visita com regularidade. É a vossa oportunidade de fazerem chegar as vossas ideias diretamente a uma das maiores lendas vivas dos argumentistas de Tex!
Mauro Boselli, a grande mente criativa por trás das mais ambiciosas e épicas tramas do Ranger na atualidade
Deixem as vossas reflexões abaixo e vamos conversar. Um forte abraço texiano a todos!
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