Entrevista com o fã e coleccionador: Fernando Videira

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Fernando Videira: Nasci em 1960 e vivi em Benfica até ao fim da minha carreira estudantil. Sou licenciado em História e auto especializado em Pré-História. Tenho desenvolvido algum trabalho em escavações arqueológicas (sobretudo em Espanha, aos fins-de-semana) mas a minha principal actividade é a de professor de História e Português.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Fernando Videira: No final dos anos sessenta, a BD publicada era muito cara. No entanto, existiam na minha localidade (Benfica, junto à estação de caminho de ferro) uma espécie de lojas, hoje já extintas, que trocavam livros em segunda mão e emprestavam outros por um período de tempo – normalmente uma semana – os quais se tornavam acessíveis para as nossas bolsas. Escusado será dizer que as prateleiras destas lojas prendiam completamente a nossa atenção, repletas de livros e fascículos de BD e de um tipo de livros que é raro ver editados nos dias de hoje. Refiro-me a um modelo de livros que conjugavam alguns quadradinhos com o texto, que representava a fatia principal destas obras. Foi assim que conheci alguns títulos que fazem parte da literatura juvenil universal – “Ben Hur”, “Os Três Mosqueteiros”, “O Último dos Moicanos”, “A Flecha Negra”, etc…
Nessa altura o Mundo de Aventuras e o Falcão eram as nossas referências no que toca à BD. Líamos os fascículos do “TINTIN” e o “Jornal do Cuto”. Estes títulos contribuíram decididamente para alargarmos os horizontes em relação ao que se fazia em BD nesta altura.

Quando descobriu Tex?
Fernando Videira: Antes do TEX, lembro-me do Mendonza Colt, do Texas Jack e do Bill The Kid, verdadeiros ícones da BD relativa ao Oeste Americano. Penso que só no início deste século é que descobri o Tex, através da única publicação feita em Portugal nessa altura. Chamava-se “Tex contra Mefisto” e ainda tenho esse exemplar a cores de uma colecção que incluía vários autores de BD.

Porquê esta paixão por Tex?
Fernando Videira:
O Tex simboliza tudo o que nos vem à memória da nossa infância: as séries a preto e branco (Bonanza, Daniel Boone, Chaparral) os filmes (as longas metragens de John Ford e Sérgio Leone; John Wayne, o 7º de cavalaria, o general Custer e as guerras com os índios, os grandes espaços convidativos para uma grande cavalgada, o pesquisador de ouro, o batoteiro, a menina do saloon e o xerife). No entanto, penso que é a partir de um filme que me marcou profundamente – “Dança Com Lobos” – que o Tex se afirma no meu ideário de herói, pois ele toma sempre o partido dos mais fracos e está sempre disposto a combater os partidários da corrupção e os prepotentes que se servem da justiça (ou da falta dela) para dominarem essas cidades do oeste americano em que a lei está no cano de uma arma.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Fernando Videira: Ao contrário de um certo tipo de BD (refiro-me concretamente às personagens da Disney) em que existe uma certa preocupação em tornar os heróis assexuados (repare-se que nas histórias do Tio Patinhas e do Donald só há tios e sobrinhos!…) no Tex, as relações familiares e amorosas estão perfeitamente assumidas – Tex teve uma esposa que faleceu e de cuja relação nasceu o Kit – e os vícios e virtudes do mundo envolvente a esta personagem confunde-se com o simples humano – o jogo, o álcool, a violência, a ganância, surgem de mãos dadas com a ilusão, a solidariedade, o sacrifício e a satisfação do dever cumprido. Por isso, todos temos algo de “Tex” em nós, quer na visão que temos do que nos rodeia, quer na forma como interagimos com os outros.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Fernando Videira: Tenho cerca de trezentas revistas, distribuídas pelas colecções Tex Ouro, Tex Gigante, Tex, Edição Histórica, Tex Anual e Tex em Cores. Todas são imprescindíveis para mim, daí não destacar nenhum título.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Fernando Videira: Para além das revistas, tenho a colecção de cromos editada pela Panini em Itália.
Tenho algumas personagens em miniaturas em plástico, relativas ao oeste americano e algumas figuras desta temática em chumbo, fabricadas na Rússia.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Fernando Videira: Os números 1 do Tex Ouro e do Tex Anual.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Fernando Videira:
Penso que o enredo do “Tex contra Mefisto” é dos melhores que já foi escrito.
Em relação aos autores, tenho uma especial preferência pelo Aurelio e pelo Sergio, os quais são os responsáveis pelo êxito do nosso herói. Actualmente surgem nomes com bastante valor e que são garantia da continuidade editorial.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Fernando Videira: Em relação ao herói, a sua visão pragmática das situações e a tomada de decisões no imediato, são atitudes que aprecio. Não adquiro outros títulos do Tex, porque detesto ficar à espera para saber como acaba uma história. Penso também que há algumas personagens que têm sempre lugar nas histórias do Tex, só que os autores que o desenham actualmente não se sentem à vontade para as “ressuscitar”.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Fernando Videira:
Tex é intemporal. Da mesma maneira que nos meus dez – doze anos vinha para a rua com um arco com flechas para brincar com o resto da tribo da minha localidade e embrenharmos no parque florestal do Monsanto (o nosso Oeste), também os jovens de hoje sentem a necessidade de brincar ao faz de conta, apesar das novas tecnologias os afastarem cada vez mais da natureza.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Fernando Videira:
Normalmente o ponto de encontro é o Festival da BD da Amadora. No entanto, vejo com apreensão o futuro destes encontros, pois o nº de “aficionados” cada vez é menos. Lembro-me das horas que passava numa fila para conseguir uma aguarela do Varanda, um desenho do Prado ou uma assinatura do Civiello ou do Bilal.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Fernando Videira:
Tudo depende do panorama editorial no Brasil. No entanto, começo a sentir que nem tudo vai bem, nomeadamente na irregularidade de títulos que chega até ao nosso rectângulo.

Prezado pard Fernando Videira agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Tex: “Patagónia” (da Polvo) na análise do crítico Pedro Vieira Moura

Tex: Patagónia. Mauro Boselli e Pasquale Frisenda (Polvo)

.Por Pedro Vieira Moura [*]
A personagem concebida por Gian Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini em 1948 tem uma vida longa, diversa e explorada das mais diversas formas, não apenas em banda desenhada (se bem que é apenas nessa linguagem que atinge alguma qualidade) e não nos atreveremos sequer a encetar uma tentativa de a reduzir a uma apresentação sumária, sempre dada a falhas. De resto, a sua recepção em Portugal tem sido particularmente feliz, pelo menos em termos de respostas activas da parte dos seus fãs mais activos, pela existência não apenas do Clube Tex como pela criação de uma revista própria, acessível aos sócios. Acrescenta a que essa recepção seja surpreendente pelo facto das edições dessa personagem serem sobretudo as brasileiras (cuja recepção é de tal importância que existem mesmo estudos sobre isso, como é exemplo O mocinho do Brasil, de Gonçalo Junior, editora Laços: 2009), mas também italianas, espanholas e, quiçá, as outras línguas em que esta personagem é publicada, no paradoxal papel de personagem muita amada mas não sendo famosa fora desse mesmo círculo. Havendo fãs e conhecedores sólidos dessa série, com espaços próprios, não podemos sequer integrar Patagónia na sua contínua história, mas considerá-lo como um texto singular.

Ao contrário de outras séries de banda desenhada análogas em termos de distribuição e circulação popular, e em termos históricos, Tex é um título dirigido sobretudo a um público mais maduro, pela constância das histórias complexas e a matéria humana de que trata, ainda que no género do western de aventura. Quer dizer, sem a necessidade de se entregar a elementos pornográficos ou de violência extrema (o caminho preferencial desse ramo italiano que são os fumetti gialli, depois continuados por outras formas mais ou menos diluídas), é também por essas mesmas camadas de complexidade que criam uma distância em relação a, por hipótese, séries de super-heróis ou as revistas infanto-juvenis. Todavia, não valerá a pena misturar territórios, uma vez que as suas próprias condições de produção e até formatos apontam para um tipo de consumo bem diferente do que surgiria mais tarde como “banda desenhada em livro”. Em 1948 surgiu como uma revistinha de tiras, e o seu formato usual tem sido o do “gibi” ou “revistinha”, e apesar de ter surgido nos mais díspares formatos, de tamanhos e qualidades de impressão, estamos sempre a falar de apostas em modos “populares” e económicos. A sua edição em Portugal foi apenas assegurada num dos volumes de uma colecção, muito desigual mas pioneira de outros gestos que se seguiriam, distribuída pelo Correio da Manhã, em 2005, a Clássicos de Ouro. Agora a Polvo apostou igualmente neste nicho de mercado, mas com uma atenção especial para com a qualidade formal e material dos volumes, sendo Patagónia o primeiro passo, e tendo já saído um segundo volume, Tempestade sobre Galveston, a que regressaremos em breve. O acto da Polvo vem conferir a estes títulos esta qualidade de “livro” que tanto em voga está.

Algumas das aventuras longas da personagem eram publicadas em formatinhos mais humildes, de uma centenas de páginas em formato de bolso, e em continuidade, mas Patagónia faz parte dos ditos “Albo Speciale”, ou para os aficionados, “Texone”, que estão mais próximos do que entenderemos como “livros” propriamente ditos. Se este título faz parte de uma colecção maior (era o número 23), a sua publicação “isolada” pela Polvo dá-lhe uma pátina especial que forçosamente o destaca entre nós. Todavia, a aventura em si tem angariado muita atenção, mesmo no seu território original, e junto aos fãs hardcore, por várias razões: a alteração do ambiente, que é inédito na personagem; a complexidade referencial da aventura, ancorada na história factual da Argentina a caminho do último quartel do século XIX, e sem pestanejar face às responsabilidades de genocídio e destruição das populações ameríndias; o burilar completo da narrativa e da vivacidade das personagens por Boselli, e o desenho clássico, sólido e legibilíssimo de Frisenda. Pelo que se entende, é uma prestação muito acima da média da série, a qual, ainda assim, conta na sua história recente com a participação de muitos nomes de peso na banda desenhada italiana moderna.

Há toda uma biografia da personagem que leva a que a dinâmica entre as personagens, o modo como se referem a aventuras passadas ou a maneira como interagem face a novas situações espoletarão sentimentos de familiaridade e conforto junto aos leitores de longa data. Mas ao mesmo tempo, essa gestão não é feita de maneira a que um novo leitor, totalmente desprevenido, não se possa aperceber da distribuição dos papéis entre elas nesta aventura singular. É possível que haja uma inscrição das personagens algo empedernidas, segundo as funções clássicas da “aventura de heróis”, no sentido da “viagem única”, à la J. Campbell. Tex é quase infalível e é ele o grande compasso moral da história; o filho Kit surge como o cândido intempestivo; os poucos navajos que surgem enquanto personagens cumprem o papel do índio taciturno fiel e inteligente, cuja parcimónia nas palavras apenas assegura a que estas, quando proferidas, ganham uma dimensão de vaticínio; etc. Porém, defender-se-á, não sem razão, de que sendo esta uma narrativa plenamente ancorada num género popular, utiliza mecanismos narrativos e de representação que são de uma interpretação quase imediata. Sem dúvida, até por Tex preencher totalmente as fantasias do “white savior”,”going native”, etc., sem nunca se dar espaço à expressão própria dessas mesmas etnias que ele “representa”.

Ainda assim, e sobretudo em Patagónia, a categoria do western é apenas um quadro genérico que serve de ponto de partida, já que há um desvio de alguns dos seus mais costumeiros traços. Ou então, pelo contrário, eles mantêm-se mudando só e precisamente as circunstâncias do espaço, passando do deserto do Sudoeste americano para as pampas argentinas, as dos interlocutores, mudando dos brancos americanos para os argentinos, dos navajos para as etnias ameríndias daquela região. Pois acima de tudo, se existir algum “coração” do western, ele é mantido: a noção de justiça.

A sinopse é simples. Um antigo amigo de Tex, Mendonza, agora oficial do exército argentino, pede ajuda ao americano para salvar colonos brancos que foram feitos reféns por um indómito cacique nativo que não pretende vergar sob o domínio dos brancos: Calfucurá, dos mapuche (mas subsumidos ao descritivo de tehuelches). Figura histórica, há uma necessária redução dos papéis e da personalidade para o transformar no grande antagonista deste livro, que não lhe dá quase nenhum espaço de expressão. Enfim, não estamos aqui no território político de Jack Jackson. Logo, Calfucurá é o “vilão”, e isso deve ser suficiente. O grande problema da intriga está em que Mendonza precisa de gerir o melhor possível a situação local, nas alianças e comunicação com as várias tribos, pretendendo manter a paz geral e não abandonar-se numa guerra total, racista e de genocídio que é o desejo de alguns militares do Estado. Tex Willer surge portanto numa capacidade de estratega, mas igualmente de uma espécie de conselheiro (bastas vezes tomando decisões completamente à revelia da dita inteligência militar). O que se segue é uma complicada trama de comunicações, alianças, traições, reveses e avanços que demonstram o parco equilíbrio entre os representantes do Estado argentino, sedentos de uma purga civilizacional, e os nativos, mostrados ora como violentos e ligeiros guerreiros (os Mapuche de Calfucurá) ou nobres e honrados (a tribo do sul liderada por Mancuche, amigo de Mendonza). Ou seja, é criado um binómio entre os “bons índios” e os “maus índios” (e ainda se cria uma personagem dúbia, Solano, para matizar a antinomia), que se revela algo mais unidimensional do que o tratamento individual que se vai fazendo de toda uma série de personagens argentinas (oficiais, soldados, os gaúchos, os batedores de Tex, etc.). O tema, então, de todo o livro, é esse mesmo parco equilíbrio, o fraco papel que a honra e a palavra têm face à máquina da violência de estado. Nesse sentido, Boselli cria uma máquina narrativa que não deixa de menosprezar as capacidades individuais do herói, mas ao mesmo tempo preserva os mecanismos deste tipo de ficções, deixando Tex incólume de toda e qualquer responsabilidade dos actos iníquos que ocorrem.

É muito difícil não ler este livro sem criar paralelos quase de modo completo com alguns dos conflitos em curso nos nossos próprios dias, sobretudo entre, por um lado “a civilização ocidental” e, por outro, “o mundo árabe”. Atenção, não cremos de forma alguma na tese do “choque de civilizações”, simplesmente compreendemos que esse tipo de discurso maniqueísta é corrente e até, cada vez mais, expandido, por isso não deixa de ser curioso ler um livro popular, de um género popular, a tentar gerir precisamente com a complexidade “cinzenta” que impede de vermos o mundo a preto-e-branco. Daí que, tal qual O poema morre ou Os Vampiros, se poderá dizer que Patagónia coloca no papel principal a problemática do conflito bélico como aparente solução e discurso que cria divisões intransponíveis, ou melhor, apenas transponíveis por essa mesma violência. Por alguma razão abre este livro com a demonstração de como uma fronteira tentada pode ser atravessada em nome de actos da mais bárbara violência. Sem abandonar, de forma alguma, as estruturas necessárias para uma narrativa popular, com todas as cenas expectáveis (a “lição do herói” ao “arruaceiro iludido” ou ao “oficial arrogante”, “o sacrifício do coadjuvante”, etc.). E até o banquete na aldeia não é esquecido…

Apesar de tudo, há o costumeiro desequilíbrio das aventuras que elegem um herói infalível como seu protagonista. Tex é sempre quem resolve os problemas ou tem os melhores conselhos, sempre acertados. Se existem brevíssimos momentos em que o seu controlo se parece perder, é apenas momentâneo e para reforçar a sua infabilidade, nem que seja moral: quando se recusa a matar personagens, a tomar decisões mais drásticas, etc. É de Tex, portanto, o fiel que torna uma acção heróica. Por isso, quando finalmente Tex se entrega a actos mortíferos, e até chacinas, o leitor está ciente da justificação desses actos.

O desenho de Frisenda inscreve-se nas mais prestigiadas escolas italianas da tinta-da-China, em que o pormenor e clareza das figuras, objectos e planos é complementada por efeitos subtis do pincel meio-seco, raspagens sobre a tinta, provavelmente pochoir, sfumato, etc., que traz a algumas vinhetas mais densidade, textura, profundidade e, quando necessário, gravitas. Há vinhetas em que se vê o fantasma de Toppi. Se bem que possa parecer hiperbólica tamanha comparação, e possivelmente despertada pelo cadáver de um cavalo servindo de punctum à primeiríssima vinheta, a primeira página parece algo próximo de Andrei Rublev de Tarkovsky. Sendo a preto-e-branco, é mais do que expectável que o artista tire partido do alto contraste, muitas vezes com efeitos não-naturais para melhor gerir a condução do olhar (um contraluz em que o fundo é branco, corpos lado a lado em que um está em silhueta e o outro “iluminado”, a ausência total do cenário em negrura para destacar uma personagem, um céu nocturno “invertido”, etc.). Frisenda é capaz de desenhar minuciosas e detalhadas expressões do rosto humano, destacando-se acima de tudo o modo espaçado e tranquilo com que o faz, deixando sobretudo as posições dos corpos “falarem”, e jamais se abandonando a momentos histriónicos, mesmo nos episódios mais dramáticos e dinâmicos.  A composição semi-regular das páginas, sem nenhum tipo de experimentação inusitada (com pequenas excepções na cena final de combate, em que algumas figuras passam para fora da moldura, de modo eficiente), serve para promover numa estrutura sólida e constante as explorações expressivas a que se entrega. Além disso, a estruturação permite que cada página funcione como uma unidade, sem jamais quebrar cenas e transições a meio de uma delas.

Num equilíbrio curioso entre as características mais comuns e clássicas das “fitas de caubóis”, uma tentativa de se endereçar à história pelo filtro da ficção, e levantando a lebre face a temas apresentados de um modo ligeiramente mais matizado, Patagónia é um livro que preenche o seu papel de modo para além do competente.  Quando falámos de Fri(c)ções, de N. Duarte e J. Sequeira, aventáramos como não deixava de ser curioso que se diga que uma determinada instância de um género seja “atípica” ou “diferente”, como é o caso presente, quando o western deve ser precisamente o género em que mais variações se exploram. Logo, Patagónia não é de forma alguma um acto isolado. E muito menos o será em termos editoriais, pois se as condições forem favoráveis, poderemos estar perante mais um dos caminhos assegurados pela Polvo, numa colecção especificamente dedicada à personagem.

[*] – Texto originalmente publicado no blogue “Ler BD” em 17 de Julho de 2016.
Copyright: © 2016 Blogue Ler BD & Pedro Vieira Moura

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Póster Tex Nuova Ristampa 265

Póster Tex Nuova Ristampa 265

Dramática ilustração de Claudio Villa, onde vemos Tex Willer auxiliando os bombeiros de Canon City a fazer o rescaldo de um terrível incêndio ocorrido no armazém de Gruber, cujo cadáver completamente carbonizado foi descoberto no seu interior.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Il testimone”, de Claudio Nizzi e Vincenzo Monti (Tex italiano #395 a #397).
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Revista nº 4 do Clube Tex Portugal está a chegar aos sócios do Clube

A revista nº 3 do Clube Tex Portugal na mão de Rui Campos

Por José Carlos Francisco

A revista nº 4 do Clube Tex Portugal que começou no passado mês de Junho a ser entregue e enviada aos sócios do clube continua a chegar aos seus destinatários, seja através da entrega pessoal por parte do director Carlos Moreira, seja por via postal não somente para Portugal, mas também para os países onde existem associados do Clube Tex Portugal, como por exemplo na Itália como se pode ver nas belas fotografias que ilustram este texto e onde podemos ver a revista #4 do clube nas mãos dos sócios italianos Roberto Roli e Francesco Micoli e dos consócios portugueses Rui Silveira, Manuel Francisco, António Luís, José Carlos Francisco e da jovem sócia Ana Beatriz.

Roberto Roli, presidente do Clube Italiano de Diabolik, fundado em 1996 e um dos maiores fãs e coleccionadores italianos de Tex, envia um agradecimento especial parabenizando ao mesmo tempo “… toda a redacção pela confecção de mais este excelente número.” Por sua vez Francesco Micoli que juntamente com a foto enviada nos escreveu dizendo “Estou muito contente pelo resultado. É uma revista verdadeiramente bela a começar pela magnífica capa desenhada pelo grandíssimo Enrique Breccia!“. Já Rui Campos Silveira confidenciou-nos:  “Chegou finalmente a tão desejada. Trata-se de um trabalho  que resulta num produto fantástico.“. Por fim o sócio António Luís disse a propósito de mais este número: “Os artigos das revistas são de ler e chorar por mais, pois  a sua qualidade é simplesmente soberba.“

Rui Campos Silveira e o entusiasmo pelo recebimento da revista nº 4 do Clube Tex Portugal

Roberto Roli exibe orgulhosamente a revista nº 4 do Clube Tex Portugal ao lado das duas obras texianas portuguesas com o selo da Polvo

Francesco Micoli com as duas versões da revista nº 4 do clube português

Carlos Moreira entrega a revista nº 4 a Manuel Francisco

António Luís exibe a revista nº 4 do Clube Tex Portugal e a sua mais recente preciosidade, o primeiro volume de Tex publicado em Portugal: Tex contra Mefisto

A jovem sócia Ana Beatriz Francisco com a sua revista nº 4 do Clube Tex Portugal

Carlos Moreira entrega as duas versões da revista nº 4 do Clube a José Carlos Francisco

Como mostram os directores Carlos Moreira e José Carlos Francisco, a capa da revista nº 4, da autoria de Enrique Breccia foi inspirada na vinheta final do recente Texone

Para fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser consultados em https://texwillerblog.com/?page_id=47999 – e usufruir de todos os brindes e regalias, entre os quais se inclui a revista do Clube, é necessário pagar uma jóia de inscrição de € 5,00 e uma quota mensal de € 2,00 (€ 2,50 para sócios não residentes em Portugal).

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Pelo terceiro ano CONSECUTIVO, TEX e Mythos Editora NOMEADOS para os prestigiados TROFÉUS CENTRAL COMICS na importante categoria MELHOR EDIÇÃO PERIÓDICA em Portugal

Cartaz da XIV Edição dos Troféus Central Comics

Já está a decorrer a votação para os prestigiados TROFÉUS CENTRAL COMICS, evento de iniciativa privada, que tem sabido adaptar-se às mudanças ao longo dos anos e que entram na XIV edição e como sempre incidem sob as melhores obras, profissionais e amadoras, e autores publicados em Portugal no ano transacto, que, com a intervenção de um júri composto por personalidades de reconhecido mérito no mercado português de banda desenhada, apresenta aos leitores e profissionais do sector um leque de categorias onde as preferências e votos da maioria determinam os vencedores.

Promovido pelo portal Central Comics, este ano os jurados foram: Pedro Vieira Moura (crítico em LerBD, pedagogo, escritor e promotor de eventos), Nuno Pereira Sousa (coordenador do site bandasdesenhadas.com e consultor editorial), Nuno Neves (Blogger do Notas Bedéfilas), e Gabriel Martins, para além de Hugo Jesus, administrador do portal Central Comics.

Há a salientar a continuação de uma nova categoria iniciada há dois anos  dedicada às edições periódicas, sendo que desde 2013 tem sido notável um aumento da aposta neste formato, de novo tornando as edições em papelarias e bancas um meio de acesso do público à BD.

E é precisamente nesta categoria “Melhor Publicação Periódica” que podemos constatar que pelo terceiro ano consecutivo em Portugal, TEX (que conquistou um terceiro e um segundo lugar, respectivamente em 2014 e 2015), com o selo da Mythos Editora, é um dos CINCO nomeados para vencer o prestigioso galardão, tendo o Ranger italiano uma forte concorrência, já que disputa o respectivo Troféu com as revistas Batman (Panini), Disney Especial (Goody), Simpsons (Goody) e Universo Marvel (Panini).

Esta categoria (“Melhor Publicação Periódica“) engloba obras com lançamentos periódicos (formato revista, jornal, prestige, álbum) editada em/para Portugal no ano transacto, em língua portuguesa (CPLP) e/ou bilíngue, por editor profissional ou amador, e distribuição nacional em bancas.

O blogue português do Tex e o Clube Tex Portugal, único Clube em Portugal dedicado exclusivamente a um herói da BD, e o primeiro Clube oficial de Tex no mundo, apelam a todos os fãs e coleccionadores portugueses do Tex que participem nesta nobre e importante iniciativa, votando no Ranger de Bonelli e Galep caso considerem ser merecedor do Troféu.

Este ano o período de votação decorre até há meia-noite de 21 de Julho 2016 e a cerimónia de entrega dos prémios está marcada para dia 24 de Julho de 2016, no evento Central Comics Fest, na EB Manuel António Pina, Vila Nova de Gaia.

Para votar (só são aceites votos de leitores portugueses e/ou oriundos dos PALOP – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa -, ou estrangeiros residentes em Portugal), NÃO É PRECISO QUALQUER REGISTO, só seguir as seguintes regras:
1) No Boletim de Voto, escolher apenas um (1) candidato por categoria;
2) Votar no mínimo em cinco (5) categorias das dez (10) primeiras existentes;
3) Votar só uma (1) vez, sendo a sua participação anulada doutra forma;
4) Preencher os campos de identificação obrigatórios para validar a participação.
5) A Votação termina à meia-noite de 21 de Julho 2016

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