Enquanto o mundo da banda desenhada se agita com grandes festivais e eventos pela Europa fora, aqui no nosso canto o foco nunca deixa de ser um só: a poeira das pradarias, o cheiro a pólvora e a mística inabalável do nosso Ranger. Afinal, a verdadeira essência de Tex Willer vive nas páginas, nos argumentos de ferro e na arte que nos faz sonhar há quase oito décadas.
Hoje, gostavámos de lançar uma pergunta para debate na nossa comunidade. Uma das coisas que mais fascina qualquer colecionador de raiz é a capacidade que a Sergio Bonelli Editore tem de expandir o universo de Tex sem perder a sua identidade. Um exemplo perfeito disso são os projetos ambiciosos que visitam o passado da série, como a muito aguardada sequela de Mauro Boselli para a arte soberba de Stefano Andreucci, focada no Retorno do Capitão Barba Negra.
Ver Tex e os seus pards fora do seu ambiente tradicional do Arizona, cruzando caminhos com piratas e antigas lendas do mar, prova que o horizonte de Tex é infinito. Estas sagas de fôlego mostram a vitalidade do fumetto italiano e mantêm viva a chama que nos faz correr às bancas e livrarias todos os meses.
Para os leitores que nos visitam diariamente: o que mais vos cativa nestas grandes sagas de longo fôlego? Preferem o Tex clássico no deserto e nas reservas, ou vibram quando o Águia da Noite enfrenta ameaças épicas vindas do passado em cenários invulgares?
Um motivo extra para participarem: Como muitos de vós já sabem, o blogue é uma paragem habitual para quem faz a magia acontecer em Milão. Os vossos comentários e opiniões neste post serão lidos com muita atenção pelo próprio Mauro Boselli, que continua a assinar as mais marcantes tramas do Ranger e nos visita com regularidade. É a vossa oportunidade de fazerem chegar as vossas ideias diretamente a uma das maiores lendas vivas dos argumentistas de Tex!

Mauro Boselli, a grande mente criativa por trás das mais ambiciosas e épicas tramas do Ranger na atualidade
Deixem as vossas reflexões abaixo e vamos conversar. Um forte abraço texiano a todos!
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)


Grande post! Para mim, o fascínio de Tex é exatamente essa elasticidade que o Boselli consegue dar às histórias. Ver o Tex fora do Arizona, como nesta saga do Barba Negra com a arte incrível do Andreucci, não descaracteriza o herói; pelo contrário, mostra a sua força imbatível em qualquer cenário. Já estou a contar os dias para ler esta sequela! Um forte abraço para Milão, maestro Boselli, continue a guiar o nosso Ranger por estes caminhos épicos!
Que notícia fantástica saber que o Boselli acompanha o blogue! Sou fã incondicional das grandes sagas de longo fôlego, daquelas que cruzam o passado com o presente. Histórias assim dão uma profundidade brutal ao Tex e aos pards. Enfrentar ameaças antigas e piratas traz um ar de mistério clássico que renova a série. Se o mestre Mauro Boselli aceitar uma sugestão de um leitor brasileiro: traga de volta mais vezes as lendas do mar e os velhos inimigos que pensávamos esquecidos!
Bellissimo post! Rispondendo alla domanda: preferisco assolutamente quando l’Aquila della Notte affronta minacce epiche legate al passato in scenari insoliti. Il Tex classico è la nostra casa, ma queste storie di lungo respiro rinnovano la leggenda e mantengono il fumetto vivo e moderno. Sapere che il grande Boselli leggerà questi commenti è un onore per tutti noi lettori. Continua così, Mauro, portaci sempre più lontano nelle praterie e oltre!
O Tex clássico no deserto é o nosso porto de abrigo, mas estas sagas que nos levam para cenários invulgares dão uma lufada de ar fresco impressionante. E com o Stefano Andreucci a desenhar, o resultado é pura arte! O dinamismo que ele coloca nas cenas de ação e a atmosfera escura dessas tramas do mar casam na perfeição com o argumento do Boselli.
Para mim, quanto mais longa e épica for a saga, melhor! O que mais me cativa é ver como a dinâmica entre os quatro pards se adapta a esses ambientes hostis e diferentes do habitual. O Jack Tigre e o Kit Carson fora do deserto dão sempre momentos memoráveis. Saber que o mestre Boselli lê as nossas opiniões por aqui só prova a grandeza e a humildade desta equipa. Longa vida ao Águia da Noite!
Che grande sorpresa vedere questo spazio di discussione qui sul blog del grande Zeca! Un saluto affettuoso a tutti i pards portoghesi e brasiliani. Personalmente, adoro quando Tex esce dai confini del Southwest. Le sagas di ampio respiro, come quella del Capitano Barba Nera, dimostrano che il personaggio non ha limiti narrativi se gestito con la maestria di Mauro Boselli. La combinazione tra i testi di Mauro e i disegni epici di Andreucci è semplicemente dinamite pura! Un abbraccio da Milano!
Sagas longas e épicas são sempre as minhas favoritas. Com Boselli e Andreucci ao leme, esta sequela do Barba Negra vai ser imperdível!
Testi di Boselli e disegni di Andreucci: un’accoppiata vincente! Non vedo l’ora di leggere questa nuova avventura. Un saluto a tutti i pards dal blog!
O post está fantástico e a arte do Andreucci é soberba, mas vou ser a voz da discórdia neste domingo: eu prefiro o Tex no seu ambiente natural! Sagas com piratas e navios são giras para quebrar a rotina, mas nada bate o Tex e o Carson a comer bifes com batatas fritas e a perseguir bandidos nos desfiladeiros poeirentos do Arizona. De qualquer forma, um abraço ao mestre Boselli por arriscar!
Acho interessante para o personagem arriscar aventuras fora da “zona de conforto” narrativa que o Oeste sempre irá oferecer. Primeiramente porque a perspectiva de explorar novos e variados cenários está no DNA do personagem, que o faz desde os tempos primórdios, nos roteiros de G.L. Bonelli. Ademais, isso permite “arejar” as tramas com enredos que fogem do habitual, preservando o espírito de “novidade”. Eu mesmo já escrevi uma “fanfic” em que nosso ranger vai para o Japão e enfrenta samurais… Tudo dentro da “lógica” do personagem e explorando coadjuvantes habituais. Minha única ressalva diz respeito à forma como o roteiro é construído. Se a ideia exigir um arco que se prolongue por duas ou mais edições, que assim seja. Não pode engessado.
Sensacional, Zeca! Domingo começou muito bem com esta notícia. Saber que o Boselli lê o blogue dá um orgulho enorme a nós, leitores da América Latina. Minha única pergunta para o maestro é: quando é que esta maravilha chega às bancas brasileiras pela Mythos? Já estou a separar o espaço na estante. Que dupla dinâmica, Boselli e Andreucci!
Gosto muito quando as aventuras do Tex saem do seu “habitat natural”, principalmente nessas que duram 3 a 4 edições, em relação a isso a Bonelli está de parabéns pois dessa forma vimos Tex e seus pards agindo em situações e cenários diferenciados, muito bacana mesmo, mas o que mais me incomoda de uns tempos pra cá, é a falta de “alguns ajustes” ou uma “atualização” da forma de ação do personagem Tex, pois sua mira milimetricamente certeira, capaz de atingir somente a arma do oponente, independente se está de dia, de noite, parado ou cavalgando, isso me incomoda muito a ponto de ver uma cena dessas e me desanimar de continuar a ler, outro detalhe a maioria das vezes quando ele é atingido, é de raspão, e quando o ferimento é mais sério “a cura milagrosa” é com ervas medicinais e uma faixa, é forçado demais, evidentemente que não quero que o mesmo leve um tiro fatal, mas que nesses casos citados acima, pelo menos demonstre ao leitor que ele é um humano como nós, ou seja sua recuperação seja mais lenta e que o mesmo dependa pelo menos por um período, da cobertura de seus pards dando a eles o protagonismo, seria muito interessante, os editores da Bonelli deveriam amenizar essas “super habilidades (principalmente o tiro certeiro na arma do oponente) e essas recuperações milagrosas, muito utilizadas em 90% dos comics americanos”, resumindo deveriam “humanizar” mais o Tex, e olha que são pequenos detalhes que de forma alguma tiraria a essência desse personagem tão longevo e conhecido dos quadrinhos.
Gosto que saia do padrão velho oeste. Dosar uma fuga de história para o Canadá, América Central e quem sabe um dia para o Brasil o velho mundo é interessante. Só não pode ser constante e sem exagero ao sobrenatural (Estamos falando de Tex e não Dampyr). Tudo equilibrado!
Sendo um voraz leitor de Tex há vinte anos, e tendo lido praticamente a totalidade das suas histórias, posso afirmar que, de todos os roteiristas que já escreveram aventuras do ranger, Mauro Boselli é aquele que melhor compreendeu e expressou a essência do mundo texiano e a personalidade de cada um dos personagens. As histórias assinadas por ele sempre foram aquelas que mais me impressionaram pela veracidade, coerência, dinamismo e um nível soberbo de criatividade, indo desde as tramas mais puras de Velho Oeste (O Passado de Kit Carson) até as aventuras que flertam com o sobrenatural (como a recente O Mistério do Monte Ranier, no Tex 662). Com relação a isso, penso que as aventuras de Tex sempre deverão pender mais para o realismo, com tramas mais baseadas na ambientação clássica e os inimigos fora da lei, índios rebeldes, contrabandistas e políticos corruptos, pois é essa a matriz elementar do mundo texiano desde sempre. Mas esse mesmo mundo texiano também permite as excepcionais incursões de elementos fantásticos, desde que em pequenas quantidades, como já vimos tantas vezes nas participações de Mefisto, El Morisco, etc, mas de modo sempre muito pontual, e ainda assim em tramas que soem como minimamente críveis (algo que Boselli sempre soube dosar muito bem). As aventuras em ambientes urbanos como Washington, Boston e Nova York, embora pouco comuns, também são muito interessantes, sobretudo pelas situações cômicas que os pards se veem envolvidos, e também pela precisão histórica, e nesse aspecto me agradou muito a recente aventura contra o Mestre em Nova York.
Algo que aprecio muito, e que gostaria de ver mais vezes, é o retorno de personagens coadjuvantes (como o próprio Capitão Barbanegra, inclusive!) que com certeza mereceriam uma segunda ou terceira aparição nas novas histórias, como por exemplo o Batedor Laredo, o “Xerife Doutor” Nat Merrick e a rancheira Rose Clampett, o toureiro Rafael Guerrero e a família Montoya, só para citar alguns exemplos de participações memoráveis. Outros personagens poderiam ter a sua história melhor explorada, como é o caso do General Davis, ou o Comissário Ely Parker, que são também elementos muito interessantes nas tramas que envolvem conspirações políticas.
Sensacional essa discussão! Eu sou da vertente que assina embaixo de tudo que o Boselli faz. A capacidade de tirar o Tex da zona de conforto e criar essas epopeias marítimas ou urbanas é o que mantém a nossa paixão acesa depois de tantas décadas. A minha única “crítica” é puramente de colecionador ansioso: essas sagas longas e épicas demoram meses para serem concluídas no Brasil pela Mythos! A gente fica roendo as unhas de um mês para o outro para saber o desfecho! Mas vale cada centavo. Que venha logo esse Barba Negra com o traço absurdo do Andreucci! Um grande abraço a toda a comunidade luso-brasileira e ao mestre Boselli!
Argomento molto interessante. Sono d’accordo con chi dice che Tex non ha confini, ma spero che queste escursioni rimangano delle eccezioni speciali. Il fascino del Capitano Barba Nera è innegabile — e i disegni di Andreucci sono pura poesia oscura — ma per me la vera essenza di Tex si respira quando si cavalca a fianco dei Navajos sotto il sole cocente. Ad ogni modo, un plauso a Boselli per il coraggio di osare sempre e di non lasciare mai che la serie diventi prevedibile. Un caro saluto da Milano a tutti i pards del blog!
Eu cá prefiro as grandes sagas clássicas em pleno deserto! Mas com o Boselli ao leme e a arte soberba do Andreucci, o Barba Negra é compra obrigatória. Só espero é que a Mythos não demore uma eternidade a fazer chegar estas edições a Portugal.
Que grande debate se gerou aqui! Pessoalmente, acho que o segredo do Boselli nas grandes sagas não é apenas tirar o Tex do deserto, mas sim a forma como ele constrói os antagonistas. O Capitão Barba Negra não é um vilão de papelão; tem espessura, tem carisma. Quando o vilão é forte, o Tex brilha ainda mais, seja nas pradarias ou no convés de um navio. O mestre Andreucci sabe perfeitamente como traduzir essa atmosfera mais densa e sombria. Para mim, as incursões marítimas são excelentes precisamente por isso: desafiam a narrativa sem quebrar a espessura moral do Ranger. Venha de lá esse regresso!
Eu sou fascinado por essas sagas de longo fôlego. Para nós, leitores do Brasil, uma história em três ou quatro partes permite-nos saborear a evolução do traço do desenhista com outra calma. O Stefano Andreucci faz um trabalho cinematográfico — a ondulação do mar, a imponência dos barcos, a expressão compenetrada do Tex… tudo ganha uma escala épica. O Tex clássico é maravilhoso, mas estas grandes sagas são os verdadeiros “blockbusters” da Bonelli. Mal posso esperar para ter esses volumes nas mãos!
Boss, aborde o El Muerto em Tex Willer.
Eu gostaria muito de ler mais histórias de Tex ambientadas em New Orleans. O personagem viajava pra lá com mais freqüência no passado. Interessante também seriam mais aventuras ambientadas na própria terra dos Navajos explorando a cultura e os dramas daquele povo no Oeste. Gostaria também que o grandalhão Pat Mac Ryan aparecesse com mais freqüência nas aventuras de Tex. Assim como também Damned Dick em histórias inéditas da série regular. Sinto falta na série regular de mais histórias envolvendo os intrincados casos de mistério da agência Pinkerton. Um ambiente insólito mas plausível para uma aventura de Tex seria o Brasil. O país recebeu soldados confederados após o fim da guerra civil dos EUA. Tex indo até a América do Sul acertar as contas com algum patife seria perfeitamente plausível! Enfim, são muitas as idéias…
Também eu gosto das grandes sagas fora do western tradicional e neste aspeto concordo com a maioria dos que aqui já comentaram e também aprecio muito o regresso dos personagens que estiveram envolvidos no passado e proporcionaram grandes aventuras, como Mefisto, Yama, Proteus – inimigos ou o Bruxo Mouro ou Montales – amigos, mas confesso que não estou muito satisfeito com as histórias atuais e lendo os comentários identifico-me mais com as ideias do Edson Marcos da Silva quando refere “…mas o que mais me incomoda de uns tempos pra cá, é a falta de “alguns ajustes” ou uma “atualização” da forma de ação do personagem Tex, pois sua mira milimetricamente certeira, capaz de atingir somente a arma do oponente, independente se está de dia, de noite, parado ou cavalgando, isso me incomoda muito a ponto de ver uma cena dessas e me desanimar de continuar a ler, outro detalhe a maioria das vezes quando ele é atingido, é de raspão, e quando o ferimento é mais sério “a cura milagrosa” é com ervas medicinais e uma faixa, é forçado demais, evidentemente que não quero que o mesmo leve um tiro fatal, mas que nesses casos citados acima, pelo menos demonstre ao leitor que ele é um humano como nós…” Para resumir: falta de realismo, e de inimigos poderosos e carismáticos ao ponto de agradar aos leitores.
Esta minha opinião não é de agora, tenho-a demonstrado ao longo dos anos em textos publicados aqui no blogue e na Revista do Clube Tex, textos como O ELO – publicado na Revista Clube Tex Portugal Nº 1 e em https://thebonelliemporium.blogspot.com/2014/12/o-elo.html
“…Confesso alguma desilusão com as histórias actuais de Tex. Não prendendo colocar em causa a qualidade dos argumentistas, que considero excelentes, mas nas histórias de Tex falta algo! Muitas das histórias até começam bem, mas depois o ritmo narrativo é lento, existem poucas cenas de acção, não existem inimigos perigosos e carismáticos, não existe suspense e, terminam normalmente de forma abrupta e previsível. … O Tex actual está muito diferente do Tex da fase de Ouro. As histórias são demasiado complexas, por vezes monótonas, existe muito pouca acção para um Western. O doseamento entre os diversos ingredientes, de uma história texiana, não está correcta. O Zagor actual está bem mais próximo do idealizado por Guido Nolitta, em comparação do Tex, com o idealizado por Gian Luigi Bonelli.”
Ou TRAPPER! OBRA-PRIMA BONELLIANA?? Publicado na Revista Clube do Tex Portugal Nº 3 e em https://thebonelliemporium.blogspot.com/2015/12/trapper-obra-prima-bonelliana-tex-1.html
“…As aventuras de “a idade de ouro” tinham algo! Algo fascinante que as tornava marcantes, que mantinham os leitores interessados, presos à leitura! Fascínio que raramente consigo encontrar nas aventuras deste século, que considero demasiado complexas e por vezes monótonas ou desinteressantes. São vários fatores que o podem justificar, como a existência de um maior equilíbrio entre as cenas de ação e as mais descritivas, um maior protagonismo dos outros personagens (Kit, Kit Carson, Tigre), mas também a frequente inclusão de humor ou suspense nos enredos, ou a presença assídua de inimigos poderosos ou carismáticos que colocavam os protagonistas em enormes dificuldades, ou ainda, uma boa exploração do desfecho final. … Pois o que tornava as histórias memoráveis era o correto doseamento dos componentes utilizados, mantendo assim a narrativa viva, num ritmo adequado a um western. Em minha opinião, a fórmula do sucesso dos Bonelli para criarem grandes histórias, assentava essencialmente nessa capacidade de conjugar, de uma forma harmoniosa, os diversos ingredientes da aventura!”
Ou FIM DO EPISÓDIO Publicado na Revista Clube do Tex Portugal Nº 18 e em https://thebonelliemporium.blogspot.com/2023/08/fim-do-episodio.html em que apresento uma série de desfechos das histórias de Tex muito bem conseguidos que melhoram claramente as aventuras:
“…Seja aberto ou fechado, o desenlace, conclusão, epilogo, fim do episódio ou como o queiramos apelidar, deve ser um ponto marcante da narrativa, seja ele emotivo, trágico, surpreendente, triste ou mesmo irónico. O mais importante é que, a forma como se conclui, melhore a narrativa e transforme uma história menos conseguida, numa aventura a recordar, e uma boa história, numa inesquecível, ou mesmo obra-prima, o que em minha opinião, nas aventuras referidas, foi plenamente conseguido, nas histórias clássicas de Tex era frequentemente atingido, e nas atuais raramente acontece.”
Apesar da de estar um pouco desiludido com as histórias atuais isso não me impede de continuar a ler e a comprar as revistas. Para terminar, reforçar o que afirmei e resumir o meu ponto de vista que o texto já vai longo, li recentemente dois Tex Gigante: Pela honra do Texas, de Boselli com a maravilhosa arte de Dotti e Nas montanhas Sierrita, de Rauch e Palumbo e gostei claramente mais de Nas montanhas Sierrita, não obstante a arte superior de Dotti, porquê? Pelo que já expliquei anteriormente. Apesar de ser baseado em factos reais a narrativa não têm de ser uma aula de história, esses factos devem ser apenas um ponto de partida. Para encaixar esses factos as páginas tornam-se carregadas de texto e a narrativa lenta e pesada demais para um western.
Talvez seja eu que esteja nostálgico e agarrado às aventuras do passado, mas sinto falta das histórias de Nolitta, das alterações dos ritmos narrativos, em que a seguir a páginas carregadas de texto seguiam-se longas páginas limpas de texto ou só com cartuchos em que o escritor deixava a arte transmitir a tensão e os sentimentos.