Apresentação TEX MAGAZINE 2021

Tex Magazine 2021, capa de Claudio Villa

O Tex Magazine 2021 (periodicidade anual), com capa de Claudio Villa e com lançamento anunciado para 23 de Janeiro de 2021, oferece aos amante do Western 176 páginas com artigos e dossiers coloridos. Além disso, duas histórias completas e inéditas de Tex!

Artigo contido no Tex Magazine 2021

O som de Ennio Morricone, as sentinelas do Noroeste, um estudo aprofundado sobre Jim Brandon, as notícias da Fronteira e duas histórias inéditas de Tex:

Columbia River
Argumento: Pasquale Ruju

Desenhos: Mario Rossi

Um trapper em perigo nas corredeiras do rio Columbia, caçado pelos índios. Tex e Carson são forçados a unir a sorte de ambos à dele. Mas qual é o segredo de Snow?

Giubba Rossa
Argumento: Mauro Boselli

Desenhos: Stefano Biglia

O corpo da Polícia a cavalo do Noroeste foi fundado recentemente e o jovem agente Jim Brandon, em missão na pradaria com os engenheiros e com os geólogos da futura ferrovia Transcanadense, deve defendê-los, sozinho, contra os Blackfoot e os famigerados Wolfers…

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As críticas do Marinho: “Caccia a Tiger Jack” e “Il veleno della zingara” (Maxi Tex 26)

Maxi Tex #26 – Caccia a Tiger Jack

Por Mário João Marques

Caccia a Tiger Jack

Argumento de Pasquale Ruju, desenhos de Ugolino Cossu.

História publicada em Itália no Maxi Tex #26 (“Caccia a Tiger Jack“), de Abril de 2020.

Il veleno della zingara

Argumento de Pasquale Ruju, desenhos de Felmang e Germano Ferri.

História publicada em Itália no Maxi Tex #26 (“Caccia a Tiger Jack“), de Abril de 2020.

Capa de Claudio Villa.

Como o leitor texiano certamente saberá, o Maxi Tex nasceu em 1991, fruto da necessidade da Sergio Bonelli Editore em albergar Oklahoma, uma aventura escrita por Giancarlo Berardi, inicialmente destinada à série mensal de Tex, mas considerada posteriormente como “diferente” para os cânones da publicação principal do ranger, acabando por encontrar espaço no mini-texone, como então foi apelidado o Maxi Tex, e destinado a ser um produto único. No entanto, o sucesso alcançado levou a que, seis anos mais tarde, a editora lançasse um segundo número, Il cacciatore di fossili, de Antonio Segura e José Ortiz, que veio inaugurar oficialmente a publicação dos Maxi Tex, apresentando, também pela primeira vez, o logótipo característico desta colecção. A filosofia do Maxi Tex era publicar anualmente uma história escrita por um autor exterior à série mensal, tendo-se então estreado nomes como o já citado Antonio Segura, que nunca encontrou espaço na série principal, eventualmente por força dos seus argumentos considerados mais violentos, Gianfranco Manfredi ou Luigi Mignacco. Ao Maxi Tex também se encontram ligados desenhadores que aqui encontraram o seu espaço na série, como por exemplo Roberto Diso, que Sergio Bonelli queria em Tex, ou Ugolino Cossu que, apesar de já ter tido honras de publicação na série mensal, tem sido presença regular no Maxi Tex. Ao longo das suas 27 edições, a publicação evoluiu, apresentando alguns números com mais de uma história e passando a semestral a partir de 2018, testemunhando aventuras de grande fôlego e qualidade como L’Oro del Sud, Nei Territori del Nord’Oest, Nueces Valley ou o recente I Tre Fratelli Bill, mas também outras menos conseguidas, se tivermos como exemplos Alaska, Fort Sahara ou Figlio del Vento.

Este primeiro Maxi Tex de 2020 traz-nos duas aventuras, ambas assinadas por Pasquale Ruju. A primeira, Caccia a Tiger Jack, desenhada por Ugolino Cossu, estende-se por mais de duzentas páginas e conta-nos a perseguição de Jack Tigre a um bando que raptou jovens índias da tribo Blackfoot. Embrenhando-se nas paisagens frias e agrestes das montanhas do Wyoming, o navajo depressa compreende que no meio de tudo encontra-se um lucrativo negócio de tráfico humano que movimenta interesses e poderes instalados, obrigando-o a enfrentar inúmeros perigos, o que suscita a preocupação de Tex que, regressado à aldeia navajo, depois de ter capturado um bando de assaltantes, decide ir ao encontro do seu pard índio. O tema da aventura de Ruju ancora-se nesta prática ilegal centrada no rapto das jovens índias que se destinam a ser vendidas para exploração e escravidão, incluindo sexual, um negócio muito lucrativo que, infelizmente, perdura nos nossos dias.

À semelhança de Mauro Boselli, Ruju insere a narração em duas vertentes (a perseguição de Jack Tigre aos raptores e a viagem de Tex ao encontro do navajo) que se encontram no final da história, deixando pelo meio um conjunto de personagens que servem para adensar a trama. Outro elemento que parece identificar Ruju com as premissas bosellianas encontra-se na presença da jovem índia Daanis, uma figura feminina positiva e de corpo inteiro, como Boselli tão bem tem vindo a fazer e não o estereótipo que Gianluigi Bonelli e, por vezes, também Claudio Nizzi construíram. Por fim, sublinhe-se alguma afinidade desta aventura com os acontecimentos narrados em Furia Rossa, quando Jack Tigre foi em busca da sua amada Taniah e sofreu a sua perda. Tudo somado, estamos em presença de um protagonismo solitário pouco habitual de Jack Tigre, o que poderá indiciar que Ruju, tal como Boselli tem vindo a fazer, também vê no navajo uma personagem com suficientes qualidades para assumir outra importância no contexto da série. Relativamente ao trabalho de Ugolino Cossu, em bom rigor aquilo que podemos sublinhar é que, sempre que folheamos uma aventura desenhada pelo autor romano, ficamos com uma certa sensação de que falta alguma chama. Não estão em causa as evidentes qualidades de Cossu enquanto desenhador, com o seu traço detalhado e contemplativo, mais saliente na construção de cenários e ambientes, apelando constantemente à atenção do leitor. Já nas personagens parece impor-se mais uma linha clara que não as inibe de uma expressividade real e perfeitamente de acordo com as circunstâncias, parecendo faltar, no entanto, uma certa linguagem corporal que se torna mais notória em Tex e Carson, personagens quase sempre desenhadas sem a altivez habitual nos dois pards, nomeadamente no ranger, onde escasseia a sua tão característica imponência.

Na segunda aventura, os acontecimentos passam para o Arizona, onde Tex e Carson estão na pista de um bando de assaltantes liderado pelo sanguinário Bill Gunning, autores de um roubo ao banco de Nogales, onde não hesitaram em cometer um verdadeiro massacre, abatendo a sangue frio muitos inocentes. O bando vai cruzar-se com a cigana cartomante Alithia que não prevê um futuro radioso para Bill Gunning, algo que as páginas seguintes da aventura apenas vêm confirmar. Trata-se de uma história que estava guardada na gaveta da editora desde há uns anos e que estava prevista para ser publicada num Almanacco del West com o título Abissi di Follia. Marca a estreia em Tex do veterano desenhador italiano Felmang, pseudónimo de Romano Felice Mangiarano, nascido em Roma em 1941 e que, apesar dos seus quase 80 anos, mantém um estilo preciso e elaborado, algo retro e que alguns podem associar a uma outra época. A verdade é que o desenhador, fundador do Cartoonstudio em 1968, conta com uma extensa carreira em diversos países, com trabalhos feitos para várias editoras e revistas, assim como em inúmeras séries e personagens, com destaque para o célebre Fantasma (The Phantom), criado por Lee Falk, ou para outro clássico das tiras americanas como Flash Gordon. Felmang conta aqui com a colaboração habitual de Germano Ferri, também ele desenhador de Fantasma, apresentando um trabalho com um contraste entre branco e negro bem preciso, mas cujo resultado final acaba prejudicado pela inconstância, uma vez que alterna desenhos detalhados e elaborados, nomeadamente as cenas desenhadas por Felmang onde intervém Alithia (a cigana inspirada na actriz italiana Gina Lollobrigida em jovem), com outros, da autoria de Ferri, onde o traço surge bem menos preciso e com uma composição das personagens muito estanque e datada, onde se notam evidentes falhas na sua ergonomia. Em resultado disso, também a face de Tex altera muitas vezes, sendo perceptível ao leitor a influência de desenhadores como Muzzi, mas sobretudo Giolitti, assim como o Tex ticciano do primeiro período do autor, simbolizado em Vendetta Indiana. Ao contrário da aventura anterior, o enredo desta parece mais linear e sem grandes acontecimentos que a exaltem, valendo a personagem de Alithia tão misteriosa quanto bela.

Resta-nos agora aguardar pelos próximos Maxi Tex, onde se perfilam trabalhos de Roberto Diso (quase 90 anos!), Sandro Scascitelli e Mauro de Luca, todos previstos para 2021, assim como de Giancarlo Alessandrini, Giuseppe Candita e Giacomo Danubio para 2022. Em resumo, desenhadores que, com excepção de Danubio, nunca trabalharam para a série mensal.

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ESTATÍSTICAS BONELLIANAS – 2020: CAPAS E CORES

Por Saverio Ceri

CAPAS E CORES

Quarta e última parte dedicada aos números bonellianos de 2020. Depois das personagens, argumentistas e desenhadores, desta vez, descobriremos os ilustradores que realizaram capas inéditas para as edições da Bonelli, e os profissionais que foram chamados para colorir as páginas, inéditas ou não, neste 2020 que acabou de findar.

Esta capa assinada por Villa e Cavenago, embora lançada no final de 2019, será fundamental no ranking dos capistas deste ano

Para os autores das capas há que precisar que as capas que aparecem na classificação são apenas as inéditas encomendadas pela Bonelli para os seus volumes. Não foram contabilizadas imagens “recicladas”, isto é, feitas no passado para outros fins (como capas de edições estrangeiras ou ilustrações para eventos de banda desenhada) e usadas como capas para os volumes de banca ou volumes de livraria; assim como não foram contabilizadas capas, embora inéditas, publicadas por outras editoras (como por exemplo as do Dylan Dog para La Gazzetta dell Sport). Também não foram contabilizadas capas realizadas pela redacção criadas com montagem e coloração de imagens internas dos álbuns. Fazem parte desta categoria quase todas as capas de Darl Zed, de Darwin, de I racconti di Domani de Dylan Dog e do volume do free comics Book de Nick Raider.
Para os coloristas, deve-se precisar que para os álbuns assinados por várias mãos, tentei, tanto quanto possível, creditar o melhor possível as várias páginas; não posso dizer que o tenha conseguido totalmente; na verdade, exorto os coloristas envolvidos nessas revistas com várias assinaturas a relatar imprecisões, se as encontrarem, ajudando-me a corrigir as cronologias das séries envolvidas, atribuindo a cada um os seus próprios méritos.
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Este ano, foram chamados 44 ​​ilustradores para criar as 239 capas inéditas dos livros e volumes da casa Bonelli; 207 capas foram encomendadas para publicações inéditas e 32 para reimpressões ou variantes. Números efectivamente menores em comparação com os 61 desenhadores e 253 capas do ano passado. A falta de eventos de BD seguramente contribuiu para o declínio das capas variantes e, por consequência também para o número de ilustradores envolvidos pela editora nessas ocasiões especiais; a maior queda em percentual, -27,9%, está justamente no número de capistas.

Gigi Cavenago assina uma das poucas variantes de 2020, que só poderá ser adquirida online devido ao cancelamento do evento para a qual foi realizada

Abaixo encontra-se o ranking dos capistas, por número de capas publicadas, o “E” de estreante refere-se ao facto de ser esta a estreia nesta categoria para a Bonelli. As meias capas são todas devido às capas alternativas de Dylan Dog 400 assinadas a quatro mãos entre Cavenago e os capistas históricos do Investigador do Pesadelo.
O pódio
De volta ao degrau mais alto do pódio após três anos de ausência Claudio Villa, que precisamente graças à meia capa de Dylan Dog, consegue superar o pupilo Piccinelli. Com esta vitória anual Villa chega ao 20 “título” como capista ganhando uma segunda estrela virtual na camisa. O capista de Tex também atinge o 24º pódio consecutivo, aos quais outros três devem ser adicionados quando ele era  capista de Dylan Dog.
Alessandro Piccinelli consola-se com o quarto pódio consecutivo, graças a Zagor. Temos pela primeira vez no pódio Sergio Giardo com seu recorde pessoal de 15 capas anuais, todas de Nathan Never obviamente.

Claudio Villa, graças a esta fantástica capa que o esconde, regressa ao topo do ranking anual dos autores de capas

Pagliarani e De Biase entram pela primeira vez no Top Ten dos capistas, contra De Tommaso e Matteoni, que o deixam, respectivamente, após quatro e seis anos consecutivos de permanência.
Destaque para o facto de 12 ilustradores da classificação de 2020 (os Cestaro valem a dobrar), terem desenhado pelo menos metade de uma capa ligada ao mundo de Dylan Dog.
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Números de todas as cores
Neste ano que acabou de terminar as páginas que apresentaram cores inéditas totalizaram 5843 ou seja 8,98% a menos do que em 2019 e 24,41% a menos se compararmos os dados com a safra Bonelli mais colorida de todas, 2017.
Em 2020, as páginas inéditas publicadas em technicolor foram 4165, ou seja 2,58% a menos que nos doze meses anteriores, bem como 31,24% a menos que no ano recorde, quando a editora publicou mais de 6000 páginas inéditas a cores.
A incidência das páginas inéditas a cores no total subiu em 2020 para 19,18%, cerca de dois pontos e meio a mais do que em 2019, mas ainda muito longe do recorde de 25,49%, estabelecido obviamente em 2017, quando parecia que a cor fosse um caminho obrigatório para o futuro da editora.

Auto-retrato em tons de cinza de Edoardo Arzani, um dos coloristas mais publicados em 2020

Os coloristas (ou estúdios de coloração) empregados diminuíram para 43 unidades mais uma pequena parte de páginas não creditadas; por isso encontrarão no final da classificação um número de páginas coloridas … não se sabe por quem.
Um esclarecimento: não são atribuídas páginas já coloridas em ocasiões anteriores e simplesmente republicadas; por exemplo, faltam na contagem as páginas de Tex e Zagor Classic (visto que as cores são as habituais da Collezione Storica do La Repubblica). Eis a classificação completa:
O pódio
Mais uma vez vence o estúdio GFB Comics, mas desta vez graças à equipa coordenada por Valentina Mauri, que se encarregou de colorir 8 dos 12 volumes da reedição de Storia del West. O mesmo grupo tinha ficado em segundo lugar há doze meses. Nos outros degraus do pódio encontramos em segundo lugar, após dois anos de ausência dos radares bonellianos, Edoardo Arzani, que coloriu 4 volumes de Odessa, seguido de Sergio Algozzino, graças ao seu trabalho nas páginas do mundo de Dylan Dog.

Sergio Algozzino, um dos coloristas mais solicitados pela Bonelli em 2020

Um agradecimento especial a Paolo Francescutto. Vemo-lo apenas em 13º neste ranking de 2020, mas no primeiro rascunho deste post ele estava no terceiro degrau do pódio, só que ele mesmo prontamente apontou que em relação às cores do Dragonero: Cacciatori di Kraken, a Bonelli atribuiu-as todas erroneamente a ele, enquanto as da primeira longa aventura contida no cartonado são obra de Piky Hamilton (como consta acertadamente no site da Bonelli). Isso o fez cair para o 13º lugar, subir Piky para o 5º e a Algozzino ganhar um degrau, o suficiente para o ilustrador de Palermo conquistar o seu primeiro pódio bonelliano.

Menção honrosa para Paolo Francescutto, outro colorista retratado em tons de cinza

Números… especiais
Vamos terminar a quarta e última parte dos números bonellianos de 2020, com os dados relativos às edições fora de série.
Este ano os volumes especiais, incluindo gigantes, maxi, magazine, cartonatos à francesa, color, mini-séries e vários spin-offs, foram 53, três a mais do que em 2019, mesmo que as páginas inéditas publicadas em todos os números extras fossem apenas 6328, praticamente oitocentas a menos que nos doze meses anteriores. Essa queda acentuada em face do ligeiro aumento dos números fora de série traz a média de páginas dos especiais de Bonelli para 119,4 páginas inéditas, o equivalente a menos 16,26% que no ano anterior; este é o valor mais baixo desde 1988 e quase o mais baixo de sempre, que permanece em 112 páginas, ou seja, as contidas nos dois primeiros Martin Mystère Special, os únicos lançados fora da série em 1984 e 1985.
O personagem que teve mais páginas publicadas fora da série regular foi, em 2020, pelo segundo ano consecutivo com 12 volumes e 1630 páginas, Zagor, embora com uma margem muito estreita sobre Dylan Dog, e cerca de 200 páginas de vantagem sobre Tex, terceiro em número de páginas inéditas fora de série publicadas. A soma das páginas extras dos três personagens do pódio representou em 2020 73,75% do total dos especiais bonellianos.
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Mauro Boselli com 702 páginas foi o escritor mais publicado em álbuns fora de série em 2020; volta a sê-lo pela segunda vez na sua carreira, sete anos após a “vitória” anterior. Nos degraus inferiores do pódio especial encontramos Burattini e Perniola.
Dois zagorianos, Gianni Sedioli e Raffaele Della Monica, com 286 páginas, são ex-aequo os desenhadores mais “especiais” do ano 2020; precedendo Massimo Carnevale no pódio.
Os artistas de capa mais utilizados ​​em edições fora de série foram três com 6 capas cada: Piccinelli, Rubini e Villa.

Alessandro Piccinelli, Claudio Villa, Mauro Boselli: um trio verdadeiramente “especial” em 2020

Sobre este 2020 é tudo; se vos escapou quaisquer números, podem encontrá-los na primeira parte dedicada aos personagens, na segunda na qual falamos sobre os argumentistas ou na terceira onde nos ocupamos dos desenhadores.
Marcamos um novo encontro no final de 2021!

Saverio Ceri

Material apresentado no blogue Dime Web em 28/12/2020; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2020, Saverio Ceri

TEX WILLER ENTRA NO NOVO ANO BRINDANDO COM O PRESTIGIADO ESPUMANTE DE ANADIA – FELIZ ANO NOVO! Felicidades a todos da parte do Tex Willer Blog (e de Maurizio Dotti)

TEX WILLER ENTRA NO NOVO ANO BRINDANDO COM O PRESTIGIADO ESPUMANTE DE ANADIA – FELIZ ANO NOVO! Felicidades a todos da parte do Tex Willer Blog (e de Maurizio Dotti)

Com uma ilustração (acima) do (ainda jovem) Ranger Tex Willer (acompanhado pelo fiel Dinamite) brindando ao Novo Ano com uma Taça de Espumante de Anadia (Maurizio Dotti foi ao mais ínfimo pormenor para retratar Tex Willer, como se pode constatar por exemplo pelo formato da taça à época: a Taça Maria Antonieta nas mãos de Tex) , desenhada por MAURIZIO DOTTI, o Tex Willer Blog, o blogue português do Tex, na “voz” do próprio TEX WILLER deseja um BOM ANO de 2021 a todos os Texianos que nos honram com as suas assíduas visitas, neste que vai ser seguramente mais um ano GRANDIOSO para Tex Willer!

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ESTATÍSTICAS BONELLIANAS – 2020: ATTICA NO TOPO DA LISTA

Por Saverio Ceri

ATTICA NO TOPO DA LISTA

Terceiro apontamento com o resumo da safra bonelliana do ano 2020. Um esclarecimento antes de começar, sobretudo porque se irá falar de desenhadores: algumas edições são assinadas por várias mãos, muitas mãos; Essa abundância de assinaturas às vezes impede a equipa editorial de indicar quais páginas individuais da edição em questão são desenhadas por um ou por outro ilustrador.
Por isso, existem volumes nos quais dois a oito desenhadores colocaram as mãos, muitos dos quais são recém-chegados (e, portanto, com uma característica menos reconhecível), “amalgamados” em alguns casos pelos coloristas, que, por um lado com o seu trabalho, facilitam a fusão entre os estilos que impedem desfasamentos brutais de design, por outro lado, complicam a atribuição dos autores dos desenhos originais.
Portanto, ao tentar creditar melhor as várias páginas, não se diz que tal foi conseguido; pelo contrário, exorto os desenhadores e os coloristas envolvidos nesses volumes com várias assinaturas a relatar imprecisões, se as encontrarem, ajudando-me a corrigir as cronologias da série envolvida, dando a todos os seus próprios méritos.

Último número de Attica, série fundamental para atribuir o título de desenhador bonelliano mais prolífico de 2020 – Capa de Giacomo Bevilacqua

Desta vez debaixo dos holofotes, como dissemos anteriormente, estão os ilustradores, os 185 desenhadores que este ano nos brindaram com os seus lápis e tintas da china. Comparado ao ano anterior são 10 a menos, mas registam-se 18 estreias, 6 a mais que em 2019. O estreante mais publicado é Marco Villa, filho do mítico Claudio Villa, graças às 160 páginas do especial outonal de Dampyr, o seu primeiro volume oficial bonelliano.

Menos impressionante do que nos anos anteriores, mas ainda muito longa a lista de desenhadores bonellianos dos últimos 12 meses. A tabela abaixo parece uma verdadeira torre de 184 andares num dos quais coabitam os irmãos Esposito, o único par fixo que encontramos este ano no ranking dado que os irmãos Di Vitto, assim como os Montanari e os Grassani, desde há algum tempo que não trabalham mais exclusivamente juntos, e dado que os gémeos Cestaro, em 2020, vamos encontrá-los apenas como capistas no próximo capítulo. Voltando aos desenhadores: temo-los mais abaixo, listados pelo número de páginas publicadas. Lembramos que o “PB” verde ao lado do nome representa Personal Best, caso o desenhador em questão tenha estabelecido o seu recorde pessoal de páginas Bonelli publicadas este ano (o “PB” é amarelo em caso de recorde igualado), e que o “E” significa Estreante, e que os números decimais são consequência de histórias assinadas por várias mãos.
O pódio
No topo da torre dos desenhadores, na casa mais cobiçada, no topo, continuando com a semelhança do edifício, encontramos Giacomo Bevilacqua, graças à parte final de Attica, a saga em estilo mangá criada e desenhada por ele (com a colaboração de Lecce ) para o selo Audace, e distribuída apenas no circuito de livros. O autor de A Panda piace, no quarto ano consecutivo de publicação nas edições Bonelli, além de estabelecer seu recorde pessoal de páginas publicadas ao longo dos doze últimos meses, também conquista a distinção de ser o primeiro desenhador a chegar a um ”título” bonelliano sem nunca ter aparecido em nenhuma edição de bancas.

Giacomo “Keison” Bevilacqua com o personagem que o tornou famoso

Fabrizio Russo, por sua vez, publica em volumes Bonelli desde 1994 e com as 448 páginas deste ano, que o levam ao pódio pela primeira vez e batem seu recorde pessoal, chega a exactamente 4000 pranchas desenhadas para a Bonelli desde a Zona X, até Zagor, passando por Martin Mystère, Dampyr, Dylan Dog e Tex.
Recorde pessoal e primeiro pódio também para Ernesto Garcia Seijas, que, com a história de Tex publicada este ano, ultrapassa as 2000 páginas realizadas no decurso de quinze anos.

Fabrizio Russo com uma das suas 4000 páginas bonellianas

O Top Ten
Se o topo de um arranha-céu é o andar mais cobiçado, mesmo aqueles logo abaixo não devem ser desprezados, eles ainda têm uma bela vista do resto da cidade; e numa “cidade da banda desenhada” ideal, a torre bonelliana certamente seria uma das mais altas, senão a mais alta.
Nos andares imediatamente abaixo estão os do clube dos dez, os desenhadores que este ano alcançaram o Top Ten. Entre eles, apenas Corrado Roi consegue reconfirmar-se um ano depois. O mais gótico dos ilustradores Bonelli, que ostenta no palmarés bonelliano 2 “títulos”, chega ao Top Ten pela décima quarta vez, desde a sua estreia, em 1987, no lendário Dylan Dog 4.
Entre os outros nove membros deste clube exclusivo, este ano encontramos Diso, que estava ausente desde 2015, mas que é um habitué, ao atingir o Top Ten pela 20ª vez na carreira, incluindo uma vitória em 2010; encontramos pela oitava vez Sedioli, já vencedor em 2018; encontramos Della Monica que está entre os dez primeiros pela décima vez; também encontramos Russo, na sua quarta entrada no Top Ten; Rubini, pela terceira; Bertolini e Garcia Seijas, pela segunda; e por fim, na primeira inscrição no clube destacamos os vencedores Bevilacqua e Carnevale.

Corrado Roi é o único a figurar no Top Ten dos desenhadores mais publicados na casa Bonelli nos últimos dois anos

Os veteranos
Entre os desenhadores publicados este ano o veterano é Roberto Diso, no seu 45° ano de carreira bonelliana, seguido por Giancarlo Alessandrini que estreou em Ken Parker há 43 anos, da dupla Montanari & Grassani que apreciamos há 41 anos, quando estrearam no Piccolo Ranger e Carlo Ambrosini, na crista da onda bonelliana há exactos 40 anos.
Entre os desenhadores mais constantes, aqueles publicados continuamente durante décadas, destacamos que as páginas de Giovanni Freghieri, admiramo-las pelo 36º ano consecutivo, um a mais que a dupla Montanari & Grassani; seguido por Brindisi, publicado continuamente há 31 anos, Michelazzo há 26 e Piccoli há 23.
Por outro lado, após 27 anos consecutivos de presença nas publicações bonellianas, a participação de Rodolfo Torti como desenhador foi interrompida.

Roberto Diso há 45 anos na Editora Bonelli, é o mais prolífico desenhador bonelliano em actividade, o sexto de todos os tempos

Série per série
Encerramos com a lista dos desenhadores mais publicados para cada série, pelo menos aqueles com 500 páginas publicadas no ano que acaba de terminar. Segue-se, abaixo, uma tabela-resumo, com o número de páginas publicadas e o número de vitórias anuais relativamente à série em questão.
Como sempre, vamos começar pelo Dampyr, que este ano tem três vencedores em completa igualdade: Genzianella, com o quarto título, Lozzi com o segundo e Gualandris com o primeiro.
Continuamos com Dragonero, que vê no topo do ranking dos desenhadores mais publicados do ano, pela primeira vez, Riccardi, que pôs a mão, ou melhor o lápis e os pincéis, em 5 diferentes livros de Ian Aranill lançados em 2020.
Sétimo título para Roi nas páginas de Dylan Dog; O Mestre do preto e branco retorna ao degrau mais alto do pódio da série após nove anos. Com as 350 páginas anuais, todas publicadas na série principal do Investigador do Pesadelo, Roi destrona Freghieri do recorde do desenhador mais publicado na série regular de Dylan Dog.
Ex-aequo triplo nas páginas de Júlia; aos veteranos Boraley e Marinetti, ambos com o quinto campeonato, junta-se Di Clemente, estreante na série, obviamente com a primeira vitória.

Antonio Marinetti e Steve Boraley, concidadãos e desenhadores históricos da criminóloga berardiana, desta vez também compartilham o título de desenhador mais publicado do ano nas páginas de Júlia

Primeiro título para Nisi nas páginas de Martin Mystère, este ano ele publicou 250 páginas, ainda que acreditemos que o resultado foi “distorcido” pela escolha de publicar, este ano, muitas histórias que ficaram na gaveta durante anos, em vista de um relançamento do personagem na próxima Primavera.

Em Mister No é o veterano Diso a destacar-se neste 2020: Com 370 páginas anuais, ele conquista o seu 12º título na série que o lançou na Bonelli.
Terceiro título para Val Romeo nas páginas de Morgan Lost. Valentina também é a desenhadora mais prolífica de todos os tempos do personagem.
Ao diminuir a produção de Nathan Never, o número de páginas para ganhar o título inevitavelmente diminuiu, e assim Giardo com “apenas” 252 páginas publicadas ganhou o seu primeiro campeonato neveriano. Trata-se da menor pontuação do vencedor nos últimos 23 anos, a terceira menor de toda a história da série, mas também o terceiro melhor resultado de Giardo que no passado, apesar de publicar 282 e 376 páginas do personagem em doze meses, não tinha conseguido alcançar o topo do ranking.
Igualdade, com 188 páginas, entre Gallo e Barletta nas páginas da outra revista de ficção científica da Bonelli, Odessa. Para ambos, é o primeiro título da jovem série.

Ernesto Garcia Seijas, no seu melhor ano em Tex, conquista também o terceiro degrau do pódio bonelliano 2020

Segundo título texiano para Garcia Seijas, depois do que conquistou em 2012; as 397 páginas anuais levam-no a bater o seu próprio recorde anual em Tex, mas também ao quinto lugar no quesito páginas publicadas entre os desenhadores do Ranger em actividade.
Sedioli, vencendo Russo apenas por 10 páginas conquistou o seu quinto campeonato zagoriano e passou para a sexta posição no ranking de todos os tempos do personagem, pelo número de páginas publicadas.
Encerramos aqui esta terceira parte dos números bonellianos de 2020, convidando-vos a descobrir nos “episódios” anteriores todos os números das personagens e as classificações dos argumentistas. Voltaremos a encontrar-nos novamente em breve,  para o quarto e último post dedicado aos números bonellianos de 2020: irá falar-se de capistas, coloristas e álbuns especiais.
Saverio Ceri

Material apresentado no blogue Dime Web em 26/12/2020; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2020, Saverio Ceri