ESTATÍSTICAS BONELLIANAS – 2020: BOSELLI NOTA 20… COM LOUVOR

Por Saverio Ceri

BOSELLI, NOTA 20… COM LOUVOR

Aqui estamos com a segunda parte dos números bonellianos de 2020, onde descobriremos quem escreveu, página por página, as vinte e uma mil, setecentos e doze páginas inéditas de banda desenhada produzidas pela Bonelli nestes últimos doze meses.

Mauro Boselli com o Maxi Tex da histórica ultrapassagem ocorrida em 2020

Não obstante os 10% de páginas originais publicadas a menos comparativamente com 2019, o número de escritores bonellianos permaneceu quase estável. De facto, este ano 77 autores assinaram pelo menos um argumento, contra os 79 no ano passado. E sim, é o número de escritores mais baixo dos últimos quatro anos, mas também é verdade que é o maior de todos os anteriores 76 anos da editora. Oito, exactamente como há um ano, os iniciantes na máquina de escrever, mesmo que algum não seja propriamente novo na casa Bonelli e já o tenhamos conhecido com pincéis ou cores. No ranking abaixo encontrarão todos eles, antigos e novos, em colunas por número de páginas inéditas publicadas; descobrirão com quais personagens eles colaboraram e se o resultado dos últimos doze meses é o seu Melhor Pessoal (PB verde se ultrapassado, PB amarelo se igualado), ou se estão em estreia (E), na editora. Os números periódicos que encontrarão são filhos de histórias escritas por várias mãos.
O pódio 
O incansável Mauro Boselli é, pelo décimo ano consecutivo, o argumentista mais publicado nos volumes de Tex & Cia.; com esta vitória eleva para 17 o número dos seus “títulos” Bonellianos. O “louvor” do título, que se soma aos 10 sucessos consecutivos, é o devido reconhecimento pela histórica ultrapassagem a Gianluigi Bonelli no topo do ranking dos escritores mais publicados de todos os tempos nas publicações da Sergio Bonelli Editore. Um ano, pelo menos para Mauro, para recordar. Atrás dele, encontramos Pasquale Ruju, o último argumentista a ter publicado mais páginas que Boselli num ano… estávamos em 2011.
Ruju subiu ao pódio pela sexta vez na carreira, a última vez tinha sido em 2018.
Atrás dos dois texianos, Claudio Chiaverotti conquista o pódio pela quarta vez; a última vez tinha sido em 2017. Claudio subiu no ranking, em comparação ao décimo lugar no ano passado, somando aos seus clássicos Brendon e Morgan Lost, as páginas escritas para a nova encarnação de Dylan Dog, mas também uma história para a série regular de Zagor centrada em torno de um dos inimigos históricos do Espírito com a Machadinha: Kandrax, o mago.

Pasquale Ruju, o único escritor que pode se orgulhar de ter ultrapassado Boselli na última década, mesmo que apenas por uma vez

O Top Ten
No Top Ten entram Perniola, Vigna e Recchioni que substituem Rigamonti, Masiero e Manfredi, este último passando do pódio em 2019 para nem uma única página publicada em 2020; portanto, sai do ranking após 26 anos de presença ininterrupta com textos Bonellianos.
A propósito de Top Ten: Boselli junta-se ao grupo pelo 27º ano consecutivo e pela 28ª vez na carreira; nos últimos 7 anos também Ruju esteve sempre no Top Ten, elevando sua participação geral para 15 presenças entre os dez primeiros. Berardi frequenta o círculo exclusivo dos mais publicados há 6 anos consecutivos e quase rivaliza com Boselli com 26 participações no Top Ten. Quem por sua vez disputa com Mauro o título das presenças é Mignacco também presente pela 28ª vez no restrito círculo dos dez mais produtivos. Seguem-se Chiaverotti e Burattini, ambos com 25 presenças.

Luigi Mignacco um dos autores mais prolíficos da Bonelli: por vinte e oito anos no Top Ten!

Os veteranos
Entre os escritores publicados este ano, o veterano continua a ser Alfredo Castelli, agora no seu 49º ano bonelliano, seguido por Giancarlo Berardi que publica na SBE há 43 anos e Maurizio Mantero que se estreou um par de anos depois, pelo que vimo-lo nas publicações Bonelli há 41 anos. Tiziano Sclavi, por sua vez, comemora, este ano o seu 40º ano bonelliano como argumentista.
Depois do já citado Castelli, já no seu 44° anno consecutivo de publicações, destacamos que Mignacco  vem sendo publicado ininterruptamente há 34 anos, seguido de Vigna (33 anos), Chiaverotti (32), Boselli (29), Burattini (28), Berardi (27), Ruju (26), Vietti (25), Enoch (24), Barbato e Mantero (23).

Alfredo Castelli, o decano dos escritores: daqui a poucos meses festejará os cinquenta anos na Casa Bonelli

Série por série
Encerramos com a lista dos escritores mais publicados em cada série, pelo menos aqueles com 500 páginas publicadas no ano que está prestes a chegar ao fim. reportamos, abaixo, uma tabela-resumo, com o número de páginas publicadas e o número de vitórias anuais relativamente à série em questão.
Boselli conquista a segunda estrela  dampyriana, triunfando pela 20ª vez em 21 anos de vida do personagem.
Enoch equilibra as contas com o co-criador Vietti, tornando-se o escritor mais publicado em Dragonero pela quinta vez em doze meses; mesmo que no total das páginas publicadas desde a estreia do personagem Vietti ainda permaneça na frente por 445 páginas.
Em Dylan Dog finalmente chegou o ano de Recchioni, que com 564 páginas publicadas, vence o seu primeiro Scudetto do Pesadelo e sobe no ranking geral do personagem, atingindo o décimo primeiro posto.
Na criminóloga, destaque para a reconfirmação de Berardi no topo do ranking de Júlia pelo 23º ano consecutivo, ou seja, desde que criou a sua personagem.
Os argumentistas de Martin Mystère foram tantos durante este ano que Lotti conquista, com menos de 200 páginas, o seu terceiro título mysteriano.
Mignacco é reconfirmado pelo segundo ano consecutivo, e pela décima sexta vez na sua carreira, líder do ranking de Mister No.
Chiaverotti inevitavelmente torna-se o escritor mais publicado em Morgan Lost pelo sexto ano consecutivo.
Após dois anos na retaguarda, Vigna volta a ser o escritor mais publicado em Nathan Never, conquistando o sétimo título da série.
Segundo ano para Odessa e segundo título para Rigamonti, co-criador do projecto.
Boselli neste 2020 conquista o segundo título de série, reconfirmando-se pelo segundo ano consecutivo, décimo segundo no geral, o escritor Tex mais publicado.
Recorde de fidelidade à camiseta vermelha para Burattini, pelo 27º ano o escritor mais publicado nas publicações de Zagor.

Moreno Burattini (na foto com a sua esposa Valentina Uccheddu), o escritor zagoriano mais publicado em absoluto, também encontrou tempo para se casar neste 2020

Por hoje é tudo. Se você perdeu, convidamo-lo a ler a primeira parte dedicada às fantasmagóricas cifras bonellianas de 2020, e  voltaremos a encontrar-nos em breve com todos os números dos desenhadores bonellianos em 2020.
Saverio Ceri

Material apresentado no blogue Dime Web em 24/12/2020; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2020, Saverio Ceri

Editora 85 anuncia novos volumes de Dampyr, Morgan Lost, Mister No e o retorno de Nick Raider ao Brasil!

Novos volumes de Dampyr, Morgan Lost, Mister No e o retorno de Nick Raider ao Brasil!

A Editora 85 abre o ano de 2021 com 4 novas pré-vendas. Dampyr 6, Morgan Lost 2 e Mister No Especial 6 aportam no mercado e Nick Raider retorna ao Brasil em um especialíssimo número 1, após dois anos de ausência por aqui. É outra aposta da 85 com o objectivo de consolidar mais um grande personagem da Sergio Bonelli Editore no Brasil. A campanha no Catarse, a partir do dia 4 de Janeiro, vai oferecer todos os combos possíveis com combinações dos quatro novos títulos, permitindo ao leitor escolher a configuração que mais lhe interessar.

Além dos lançamentos, também é possível apoiar os demais títulos do catálogo da 85. O link oficial da campanha será divulgado nas redes sociais da Editora 85 no dia 04. De seguida apresentamos os títulos anunciados:

Dampyr é uma série que mistura horror, suspense e aventura policial. A trama explora o mundo dos Mestres da Noite, superpredadores que se alimentam de seres humanos. Porém, o nascimento de Harlan Draka, filho de uma humana com uma dessas criaturas, gera o único inimigo natural de tais ameaças: um Dampyr. Draka cresce para tornar-se o caçador dos Mestres da Noite. Como aliados ele conta com Kurjak, um soldado sem pátria que desistiu das guerras injustas para lutar pela salvação da humanidade e Tesla, a única vampira a aliar-se aos humanos contra a sua raça. Parte da acção acontece em Praga, na República Checa, mas as aventuras também rodam o mundo.

Conteúdo: Neste volume de 388 páginas, mais 4 histórias inéditas no Brasil, compilando as edições italianas 21 a 24, publicadas originalmente entre Dezembro de 2001 e Março de 2002, na Itália. Textos de Boselli e Colombo e desenhos de Majo e Genzianella.

Morgan Lost é um caçador de assassinos em série que vive em Nova Heliópolis, uma Nova Iorque distópica dos anos 1950, com dirigíveis no céu e uma arquitectura que lembra o Egipto Antigo. O autor Claudio Chiaverroti, que além de sua famosa série Brendon, assinou mais de 50 álbuns de Dylan Dog, revela pouco do personagem, e garante que o mistério faz parte de suas histórias. Morgan era dono de um velho cinema que exibia películas de terror B, e a única violência que ele conhecia era a dos filmes que projectava. Uma noite ruim mudou a sua vida, destruindo-a. O renascimento foi lento e doloroso, repleto de sofrimento, e Morgan Lost volta à vida como um caçador de assassinos em série.

Conteúdo: Neste volume de 196 páginas, mais duas histórias inéditas no Brasil, compilando as edições italianas 3 e 4, publicadas originalmente entre Dezembro de 2015 e Janeiro de 2016, na Itália. Textos de Chiaverotti e desenhos de Freghieri e Val Romeo.

Em Junho de 1975 chegou aos quiosques italianos o primeiro número daquele que estava cotado por seus criadores para ser uma mini-série de apenas cinco episódios, mas o que se viu foi completamente diferente, foi um sucesso absoluto! Mister No é como é chamado o piloto americano Jerry Drake, um sobrevivente da Segunda Guerra Mundial que abandonou a sua pátria, desiludido pela violência e as imposições da sociedade ocidental. Em sua fuga, escolhe viver em Manaus, no coração da Amazónia. E é nessa cidade que compra um velho Piper e passa a ganhar a vida como guia turístico. Honesto, sincero, amante do álcool e de mulher bonita, é um rebelde por natureza, como demonstra o seu apelido.

Conteúdo: Neste volume de 148 páginas, mais uma história inédita no Brasil, trazendo a edição italiana Mister No Speciale 7, publicada originalmente em Julho de 1992, na Itália. Texto de Nolitta e desenhos de Diso.

Nick Raider surgiu em 1988, pelas mãos de Claudio Nizzi, conhecido dos leitores brasileiros como o herdeiro de Gianluigi Bonelli nos roteiros do cowboy Tex. O Nizzi de Nick Raider pode surpreender o leitor daquele western, pois o seu policial contemporâneo é fruto de um caos urbano onde o clima noir se mescla com a mesquinharia do quotidiano, o “mundo cão” (bordão que o herói tanto balbucia). Raider é um detective do Esquadrão Homicídios de Manhattan, um policial inspirado na figura de Tex: um ranger corpulento, corajoso, um herói incansável, hábil, cujo combate nunca termina.

Conteúdo: Neste volume de 388 páginas, quatro histórias inéditas no Brasil, compilando as edições italianas 27, 29, 31 e 32, publicadas originalmente entre Agosto de 1990 e Janeiro de 1991, na Itália. Textos de Ferrandino, Nizzi e Colombo e desenhos de Antinori, Straffi, Torti e Trigo.

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ESTATÍSTICAS BONELLIANAS – BONELLI 2020: EM STAND BY

O final de cada ano é desde sempre o momento para fazer balanços. E, claro, Saverio Ceri não poderia deixar de nos dar os números totais relativos à produção Bonelliana ocorrida em 2020. Convidamos-vos a encontrar as edições anteriores da sua rubrica se acabou por as perder, pois estamos seguros que após estas novas estatísticas, ficarão tal como nós, à espera da próxima.

ESTATÍSTICAS BONELLIANAS – 2020

Por Saverio Ceri

BONELLI 2020: EM STAND BY

Bem-vindos uma vez mais ao relatório anual dos números Bonelli. Como no ano passado, vamos dividir o resumo numérico da safra Bonelliana em vários capítulos. Nesta primeira parte trataremos dos dados gerais e das personagens.
A safra Bonelliana obviamente não foi tão brilhante quanto a anterior; 2020 foi um ano de forte contracção em termos de páginas publicadas, como é lógico que seja num período de crise, também e sobretudo económica, que esperamos em breve deixar para trás. Foi uma espécie de ano em stand by; alguns projectos e alguns lançamentos foram atrasados ​​a começar pelo filme de Dampyr, a primeira jóia de uma Bonelli vanguardista, que não conseguiu estrear nos cinemas. Enquanto espera para voltar a olhar para o futuro, a editora encara o ano novo celebrando o passado, a partir de Janeiro, quando festejará os seus 80 anos e em Junho, então com um duplo aniversário, com os 30 anos de Nathan Never e os 60 de Zagor.

Um dinâmico Tex de Claudio Villa salta em direcção ao futuro da editora

Antes de descobrirmos este primeiro ranking de 2020 na íntegra, vamos renovar a premissa para os leitores que se deparam com esta rubrica pela primeira vez:

Aquelas que se seguem são classificações de quantidade, não de qualidade; são elaboradas considerando as páginas inéditas produzidas pela Sergio Bonelli Editore e publicadas exclusivamente pela própria editora Bonelli no decurso do ano. Não encontrarão assim todos os autores bonellianos, que dia após dia trabalham para a editora, mas apenas aqueles que nos últimos doze meses foram publicados; aparecerão assim autores que talvez já não trabalhem mais, mas cujas histórias ainda não tinham sido publicadas; não encontrarão também alguns autores que actualmente produzem material para a Sergio Bonelli Editore, mas cujas histórias não foram ainda programadas nas várias séries da editora italiana. Não encontrarão igualmente as páginas produzidas pela Bonelli, mas publicadas por outras entidades (como os livretos publicados por ocasião de eventos de banda desenhada), tal como não serão contabilizadas as páginas não inéditas, quer tenham sido publicadas em álbuns bonellianos ou não. Ou seja, de modo a uma melhor compreensão, não encontrarão os dados das várias histórias reimpressas em edições de livraria a não ser na questão das cores, como no caso dos cartonados da série Tex Willer, onde as cores são contabilizadas porque foram realizadas propositadamente para a ocasião, ou as histórias breves de Groucho republicadas num Dylan Dog Color Fest, originariamente publicadas na “caixa” Grouchomicon de 2017.

Di Giandomenico ilustra as duas capas do crossover Flash & Zagor, um dos últimos lançamentos de 2020

Os números

Em comparação com a safra record de 2019, nos últimos doze meses registarmos uma redução de 2.571 páginas inéditas publicadas, o equivalente a -10,59%.

As páginas inéditas de banda desenhada em 2020 foram precisas 21.712, o número mais baixo desde 2015 até hoje. Destas, 1931 apareceram em volumes destinados ao circuito do livro, cerca de 8% a menos comparativamente ao ano ano anterior. Um pouco melhor do que o número geral Bonelliano.

Do total de páginas inéditas, as publicadas em primeira instância em volumes destinados aos quiosques foram 91,11%; por inerência, as páginas que estrearam em produtos voltados para livrarias ficaram em 8,89%, o que representa um pequeno avanço ante os 8,65% no ano passado.

Foram 217 as edições, entre revistas e livros, principalmente inéditas publicadas em 2020, vinte a menos do que em 2019, que representam uma queda de -8,44%; com isso, a média de páginas inéditas por volume cai para 100,06 páginas, 2,34% a menos que nos doze meses anteriores e cada vez mais distante do record de 2011 que atingiu 130 páginas por volume. Nesse aspecto a Bonelli mantém-se fiel à tendência dos últimos anos, que é criar álbuns cada vez mais finos, para obter maior receita por cada página.

Voltando ao mercado do livro, e à confirmação do que dissemos anteriormente, sobre a tendência de se apostar cada vez mais nas livrarias, destacamos que as publicações destinadas a este circuito foram 69 este ano (+ 11,29% face a 2019), incluindo volumes de reimpressões, de inéditos e temáticos. Um número record para a jovem divisão editorial da editora, ainda que como para os quiosques registemos a “perda de peso” média dos volumes, já que tanto as páginas gerais quanto as páginas de banda desenhada nelas contidas estão ligeiramente abaixo em relação a 2019. Esperamos que, com a inauguração iminente da Loja Bonelli em Milão, este sector da editora da Via Buonarroti experimente um novo aumento no próximo ano.

Entre os números de 2020, não encontrará nada relacionado a este volume. Oficialmente, nunca foi lançado, mas algumas cópias apareceram nos mercados italianos de segunda mão. É um mistério digno de Martin Mystère

As séries e as personagens

Após a façanha de 2019, também está em queda o número de personagens que tiveram páginas inéditas publicadas este ano: São 30 personagens ou séries, incluindo três novas estreias absolutas, todas derivados do universo Sclaviano: Zardo, Daryl Zed e a tira humorística Craven Road “Comics” e três agradáveis retornos Legs Weaver, Cassidy e Nick Raider; este último está incluído no cálculo de 2020 graças ao Free Comics Book Day. Está cada vez mais distante o record de 37 personagens diferentes publicados em um único ano, datado de 1983. Comparativamente a 2019 houve a redução de 12 para 7 títulos na Linha Audace e desaparece a Linha Kids.
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Na classificação que se segue podem encontrar todas as séries alinhadas pela quantidade de páginas inéditas publicadas no decurso do ano; Na última coluna encontra-se a variação em relação à posição ocupada em 2019 e ao lado, quando necessário, um pequeno quadrado com as letras “RH“, que indica que o resultado obtido em 2020, ao nível das páginas publicadas, é o melhor de sempre para a personagem: o Record Histórico. O quadrado verde indica que o record foi batido; se for amarelo, que apenas foi igualado.
Tex conquista o seu 50º “Scudetto” (o terceiro consecutivo), batendo a concorrência com quase 700 páginas e 5 álbuns a mais que Zagor, segundo classificado. Todos os personagens do pódio perdem uma publicação em comparação ao ano passado, mas enquanto isso significa 227 páginas a menos para o Águia da Noite e 20 a menos para o Espírito com a Machadinha, curiosamente transforma-se num record histórico de páginas publicadas para o Investigador do Pesadelo, graças à transformação do Maxi em Old Boy; o score de Dylan Dog está destinado a melhorar ainda mais em 2021, visto que a colecção do “velho rapaz” estará totalmente operacional, apresentando mais 50% de lançamentos num ano civil comparativamente com a encarnação anterior, com um total anual de mais 64,5 %, mas publicando “apenas” 33% de páginas a mais, nova prova da estratégia de livros cada vez menos encorpados e mais caros.

A capa do Old Boy e o póster gratuito “prestam homenagem” à primeira e lendária capa de Dylan Dog. Desenho dos irmãos Cestaro

Com Dylan em ascensão, o segundo lugar de Zagor conquistado este ano pela 17ª vez na sua carreira, dificilmente poderá ser reproduzido nos próximos doze meses, embora graças aos já citados sessenta anos do personagem, não faltarão surpresas.

No top ten das séries mais publicadas assinalamos a troca de posições entre Júlia e Nathan Never. Este último, devido ao encerramento de muitos spin-offs, regista o valor mais baixo de 2004 até à data, saindo da “zona dos campeões” que sempre alcançou nos últimos 15 anos. Graças à diminuição do número de páginas da personagem de Medda, Serra e Vigna, Júlia alcança, apesar de um número constante de páginas publicadas, a quarta posição, a sua melhor colocação de sempre. Odessa entra no top ten das séries, graças à sua primeira, e talvez única, safra completa, em detrimento de Le Storie, uma série agora distorcida, já que nunca como neste ano foi feita de reimpressões e repescagens de antigas glórias Bonellianas.

Para este ano não existe ranking da década: sendo os primeiros doze meses dos anos Vinte do século XXI, o ranking corresponde obviamente ao anual.

Aqui termina a primeira parte dos números Bonellianos do ano que está a findar. No segundo capítulo  abordaremos os argumentistas Bonellianos mais publicados pela editora neste 2020.

Até breve.

Saverio Ceri
Material apresentado no blogue Dime Web em 22/12/2020; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2020, Saverio Ceri

Os diversos esboços necessários para realizar a capa de Tex Willer n° 24 e ainda o lápis, a tinta da china e as cores originais de Maurizio Dotti

Por vezes, para chegar à realização de uma capa, neste caso de Tex Willer (a série dedicada ao jovem Tex e que traz as aventuras de Tex quando ele ainda era um fora-da-lei!), o capista tem de recorrer a diversos esboços até chegar à ilustração pretendida e que se tornará a capa definitiva.

Tal aconteceu uma vez mais com a edição número 24 de Tex Willer, cuja capa, como todas até ao presente, é da autoria de Maurizio Dotti, com a particularidade de Dotti ter feito quatro esboços diferentes até dar-se por satisfeito, como poderemos ver de seguida, já que vamos dar conhecimento aos nossos leitores de todos os quatro esboços realizados por Maurizio Dotti, mas mesmo assim na fase de fazer o desenho a lápis houve ainda várias alterações, porque também nesta fase houve quatro desenhos a lápis até Dotti poder passar para a arte eleita arte-finalizada com tinta da china.

Primeiro esboço para a capa de Tex Willer #24, da autoria de Maurizio Dotti

Segundo esboço para a capa de Tex Willer #24, da autoria de Maurizio Dotti

Terceiro esboço para a capa de Tex Willer #24, da autoria de Maurizio Dotti

Quarto esboço para a capa de Tex Willer #24, da autoria de Maurizio Dotti

Arte a lápis (descartada) da capa de Tex Willer #24, da autoria de Maurizio Dotti

Arte a lápis (descartada) da capa de Tex Willer #24, da autoria de Maurizio Dotti

Arte a lápis (descartada) da capa de Tex Willer #24, da autoria de Maurizio Dotti

Arte a lápis eleita para a capa de Tex Willer #24, da autoria de Maurizio Dotti

Complementamos o post publicando também a arte com as cores originais do próprio Dotti, para concluir então com a capa tal como ela foi publicada, no passado dia 17 do mês de Outubro, pela Sergio Bonelli Editore, com o título “I razziatori del Nueces“, a primeira parte de uma história escrita por Mauro Boselli e desenhada por Bruno Brindisi:

Arte final a tinta da china da capa de Tex Willer #24, da autoria de Maurizio Dotti

Ilustração para a capa de Tex Willer #24, com as cores originais de Maurizio Dotti

Capa de Tex Willer #24 – I razziatori del Nueces

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Ricardo QUARESMA, Campeão Europeu de Futebol (a nível de Clubes e de Selecções), é fã de Tex

Ricardo Quaresma, internacional português, Campeão Europeu de Clubes e de Selecções

Ricardo Andrade Quaresma Bernardo, nascido em Lisboa a 26 de Setembro de 1983, é um futebolista português que joga habitualmente como extremo, sendo apelidado de “Mustang Português”.

Actualmente joga pelo Vitória de Guimarães, mas a sua fantástica carreira, iniciada no Sporting Clube de Portugal (estreou-se na equipa principal quando tinha apenas 17 anos, contra o Porto e pela mão de László Bölöni, na época de 2000–01), levou-o a representar alguns dos maiores emblemas de futebol a nível mundial: Barcelona, F. C. Porto, Inter de Milão, Chelsea, Beşiktaş e Al-Ahli, tendo sido campeão nacional em Portugal (pelo Sporting e pelo F. C. do Porto), na Itália e na Turquia, tendo também vencido as Taças de Portugal (também pelo Sporting e pelo F. C. do Porto), de Inglaterra, de Itália e da Turquia.

A nível de Clubes foi inclusive Campeão Europeu em 2009-2010 pelo Inter de Milão e venceu a Taça Intercontinental em 2004 pelo F. C. do Porto. A nível de Selecção tem sido chamado para a Selecção Portuguesa desde as camadas jovens e desde bem cedo mostrou que era um verdadeiro campeão, pois em 2000 ganhou o Campeonato da Europa Sub-17, tendo atingido o ponto mais alto da sua carreira aquando do Euro 2016 realizado em França, onde com a equipa portuguesa conquistou o título (que ainda mantém) de Campeão Europeu, sendo dos poucos jogadores a nível planetário que se pode orgulhar de ser Campeão Europeu tanto a nível de Clubes como de Selecções. Mas voltando um pouco atrás, em consequência, após a conquista do Campeonato da Europa, a 11 de Julho de 2016 foi nomeado Comendador da Ordem do Mérito pela Pesidência da República Portuguesa.

Ricardo Quaresma, fã de Tex com o Troféu de Campeão da Europa de Futebol

Mas a esta altura, muitos dos nossos leitores devem estar a perguntar-se porque todo este destaque a Ricardo Quaresma no Tex Willer Blog… pois bem, devido a uma mensagem de Natal, datada de 24 de Dezembro, nas suas redes sociais onde Quaresma dizia “A família Quaresma deseja a todos um Feliz Natal 🎅🤶“, mensagem essa que era acompanhada por duas fotografias com a presença do próprio Ricardo Quaresma, da sua esposa e dos seus filhos (todos com pijamas dos Dálmatas), pode-se constatar numa dessas fotografias que Quaresma é seguramente um adepto confesso da Banda Desenhada e um fã de Tex!!!!

Família Quaresma

É verdade… Quaresma é fã de Tex Willer, o mítico Ranger nascido em 1948 pela mente brilhante de G. L. Bonelli e pela pena de Aurelio Galleppini. A dedução, óbvia, provém de uma gigantesca tela em sua casa, onde estão presentes alguns dos maiores personagens da Banda Desenhada Mundial, como por exemplo Corto Maltese, Astérix, Pateta, Tio Patinhas, mas também o “nosso” Tex Willer, como se pode constatar na fotografia que reproduzimos de seguida, um Tex muito provavelmente inspirado na arte de Giovanni Ticci ou de Vincenzo Monti:

A Família Quaresma tendo por trás uma arte com vários personagens de BD, entre os quais TEX WILLER

O Tex presente nas paredes da moradia de Ricardo Quaresma

Perante esta inesperada “descoberta” o Clube Tex Portugal vai tentar entrar em contacto com Ricardo Quaresma para o convidar a associar-se a este Clube diferente de todos os outros onde tem jogado até ao presente, mas igualmente grandioso e reconhecido em muitos países do mundo, inclusive pela própria Sergio Bonelli Editore, como sendo o principal Clube dedicado a Tex a nível mundial!

Para finalizar, retribuímos os votos da Família Quaresma, desejando a toda a família a continuação de um Feliz Natal e um próspero Ano Novo com muita saúde, felicidade, e porque não, Tex! 🙂 

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