Tex (por António Lança-Guerreiro) envia votos de Boas Festas

Caríssimos pards,

O blogue português do Tex, deseja a todos os Texianos que nos honram com a sua visita, um FELIZ NATAL, cheio de paz, saúde, amor, alegria, realizações, prosperidade e porque não, cheio de Tex’s!

Desejamos também a todos, um Próspero Ano Novo de 2021 onde esperamos continuar a ser a sua companhia, e a companhia de tantos TEXianos do mundo inteiro que encontram no blogue do Tex um sítio seguro, para navegar em águas calmas e enriquecedoras na Internet!

Cumprimentos para a grande família Texiana, da parte de toda a equipa do blogue do Tex, representados neste desenho de Tex  realizado pelos bravo pard António Lança-Guerreiro:

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As críticas do Marinho: “Netdahe!” (Tex italianos 716 a 719)

Tex #716 – Netdahe!

Por Mário João Marques

Netdahe!

Argumento de Mauro Boselli, desenhos de Ernesto García Seijas e capas de Claudio Villa.

História publicada em Itália nos nº 716 (“Netdahe!“), 717 (“Guardia rural“), 718 (“La signora di Rancho Verde“) e 719 (“Scontro finale“), de Junho a Setembro de 2020.

Se há desenhador em Tex que consegue recriar a aura dos seriados e dos filmes clássicos de um certo western romântico, alegre, musical, onde as personagens aparentam sempre mais a alegria da vida do que propriamente a violência patente no dia a dia próprio daqueles ambientes, ele dá pelo nome de Ernesto García Seijas. Não significa isto que o autor argentino não consiga recriar cabalmente a dureza do western ou as faces duras e vincadas de muitos dos seus actores. Aquilo que queremos sublinhar é que no desenho de García Seijas encontra-se sempre presente uma melodia ímpar, uma aura romântica que se sobrepõe ao carácter aventuroso da série, ambientes mais distendidos como se pretendessem atenuar a dura realidade do velho oeste, personagens que não hesitam em sorrir perante as adversidade impostas por um meio por si só duro e violento, aqui se incluindo o próprio Tex, que enfrenta as situações sempre com um sorriso estampado na face, transparecendo mais no herói bonelliano uma certa jovialidade do que propriamente o cinismo que o seu criador lhe emprestou.

Tex #717 – Guardia rural, Tex #718 – La signora di Rancho Verde e Tex #719 – Scontro finale

E esta aventura começa por nos dar razão, com a imagem exterior de uma “cantina” mexicana situada no pequeno povoado de Pedra Blanca, onde é possível ao leitor adivinhar o ambiente distendido, alegre e solto que reina no seu interior. Como se não houvesse um amanhã carregado de dificuldades, que as páginas seguintes efectivamente acabarão por comprovar.
Se a música que a personagem de Tonio toca e canta deve atingir o coração e arrancar lágrimas de comoção, a verdade é que ela acaba por ser mais um instrumento para a alegria e o divertimento que os restantes actores presentes desejam, depois de um duro dia de trabalho.

É esta alegria que transpira nas páginas de Seíjas, o que não impede que os ventos mudem e que, em breve, regresse a dura realidade do velho Oeste, quando um grupo de irredutíveis apaches Netdahe (um bando de rebeldes que existiu na realidade e que cometeu assaltos e atrocidades  entre os Estados Unidos e o México a partir da Sierra Madre, onde estavam instalados), chefiado por Yavakai, ataca o povoado mexicano, cometendo um conjunto de atrocidades que em tudo contraria o ambiente distendido que antes reinava por aquelas bandas, o que vai chamar a atenção de um velho conhecido de Tex, o tenente Castillo dos Rurales (surgido em Gli Schiavisti), que em Canaan reúne os seus poucos homens e escassos recursos para ir atrás dos assassinos.

Os acontecimentos rapidamente tomam outro rumo e mudam-se para outras paragens, deixando o México e centrando-se no Arizona, mais precisamente na cidade de Redemption, onde os quatro pards se encontram num saloon a aguardar a chegada de um prisioneiro, que o exército se prepara para entregar nas mãos dos rangers. Nada mais nada menos que Marton, o cúmplice do coronel Atwood, ambas personagens de uma outra aventura (L’Indomabile), onde também despontou a figura de Nantan, um guerreiro apache acusado injustamente de homicídio em seguimento de um complot elaborado por Atwood com a cumplicidade de Marton.

Desta vez, os rangers querem reabilitar Nantan e levar o militar à barra dos tribunais, mas para isso necessitam proteger Marton para que este possa testemunhar contra o coronel. Por outro lado, para Nantan voltar a endossar o uniforme da polícia apache, já não basta que lhe seja feita justiça, porque, de acordo com a revelação de um sonho, o índio terá de encontrar a glória ao lado de Tex e Carson e viajar até ao sul para enfrentar inimigos perigosos, nada mais nada menos que os apaches Netdahe. O destino tem caminhos estranhos e assim Nantan e os pards vão percorrer juntos a mesma pista, permitindo que o guerreiro índio possa regressar aos trilhos da justiça.

É desta forma que as duas linhas narrativas se encontram, é assim que se unem as pontas que pareciam estar soltas. Aparentemente, porque quem está habituado a um autor dotado como Mauro Boselli conhece perfeitamente a sua habilidade em construir várias tramas ao mesmo tempo, que acabam por se interligar de forma coerente. E sabe que no meio dessas tramas pulula um conjunto extenso de personagens caracterizadas coerentemente, pelo que esta é uma daquelas aventuras muito articuladas e elaboradas que Boselli há muito não escrevia, com uma estrutura narrativa não linear, deixando a sensação errada de ser pouco objectiva, mesmo sabendo nós que tudo acabará por fazer sentido.

O autor é, na realidade, uma fonte inesgotável de ideias e de tramas, um manancial de imaginação sem fim, jogando e fazendo interagir personagens que continua a repescar de aventuras anteriores, construindo assim um todo uniforme na série, surgindo esta aventura como o culminar definitivo dos acontecimentos ocorridos em L’Indomabile (2014), e o regresso ao palco de várias personagens como Nantan, o capitão Webster, Marton, o coronel Atwood ou os rurales de Canaan liderados pelo tenente Castillo que, como acima referido, regressam de Gli Schiavisti (2012). Sem deixarmos de referir a bela viúva Ramona (sensualmente composta por Seijas), que, ou muito nos enganamos, ou se prepara para também voltar numa próxima aventura ao lado do seu belo tenente Castillo, de quem se enamorou.

Preparem-se, então, para dedicar a este autêntico fresco indiano umas boas horas de agradável leitura, não só pelas suas quase 400 páginas, mas sobretudo pela quantidade de acontecimentos e personagens que a caracterizam, tornando-a numa aventura complexa, variada, potente, cativante e perfeitamente representativa da tendência que parece vigorar na política imposta por Boselli na série: interacção e integração, o que demonstra que o universo de Tex não é eternamente imóvel.

Mauro Boselli exibe exemplares da primeira parte da sua história ‘Netdahe!’

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Programação TEX OURO para 2021

Hoje no Blogue do Tex vamos dar a conhecer a todos os nossos leitores a programação oficial da Mythos Editora para a 2021 relativamente a Tex Ouro, a série que republica as aventuras de Tex da fase áurea, só com histórias completas e que já ultrapassou a barreira dos cem números.

Em Janeiro de 2021 será publicado o Tex Ouro nº  112 – OS SOLDADOS-BÚFALO – da dupla de autores Mauro Boselli & Giovanni Ticci, contendo 280 páginas de história e mais 2 de matéria. Aventura publicada originalmente na Itália em Tex 569 – “Buffalo Soldiers” de Março de 2008, Tex 570 –  “Decimo cavalleria” de Abril de 2008 e Tex 571 – “L’assedio degli Utes” de Maio de 2008.

Tex e Carson estão no Utah à caça de Pablo Carrizo, um comanchero que escapou deles há alguns anos e que actualmente vive com os Utes do chefe Ouray nas montanhas Uintah. No caminho eles encontram e são ajudados por alguns soldados-búfalo, os soldados negros de Forte Duchesne. No retorno ao forte, descobrem que o comando das operações militares foi assumido pelo arrogante e racista coronel Radcliff, que lidera o quinto de cavalaria, regimento de homens brancos com a missão de enfrentar os Utes numa batalha campal. Mas o Quinto cai numa armadilha mortal e eles só poderão contar com os soldados-búfalo para salvar as suas vidas.

Em Março teremos nos quiosques de todo o Brasil o Tex Ouro nº 113 – O MATADOR – aventura escrita por Mauro Boselli e desenhada por Ernesto Garcia Seijas, contendo 160 páginas de banda desenhada e complementado com mais 2 de matéria. Em Itália esta aventura foi publicada em Tex 571 e Tex572 com o título “Il killer” em  Maio e Junho de 2008.

Caçado por seus velhos inimigos Tex Willer e Sam Donovan, os mesmos homens que o prenderam três anos antes, o matador Frank Harris, apesar de suas boas intenções, está de novo fugindo da justiça. Desta vez é inocente, mas não há modo de demonstrá-lo, e a sua única esperança de salvação é eliminar os dois Rangers em uma emboscada nas montanhas. Além disso, sem que ele e Tex saibam, no seu encalço está também um bando de assassinos enviados pelo pérfido Owen…

Por sua vez em Maio a Mythos Editora vai publicar o Tex Ouro nº 114 – TERRAS MALDITAS – da dupla de autores Mauro Boselli (argumento) e Alfonso Font (desenho). Uma história de 220 páginas complementada com mais 4 de uma matéria da autoria de Júlio Schneider. Trata-se de uma história publicada originalmente em Tex 573 – “Terre maledette”, de Julho de 2008 e Tex 574 – “Tornado!”, de Agosto de 2008.

O advogado Steve Lyman colocou-se contra um poderoso homem de negócios para defender a justiça. Agora sobre a sua cabeça há uma recompensa, uma soma em dinheiro cobiçada por muitos indivíduos sem escrúpulos. Nas selvagens “Planícies Indígenas” de Oklahoma desenvolve-se a caçada humana. Ao lado de Steve estão Tex Willer e uma família de agricultores fugindo da seca. Contra eles, além dos pistoleiros, desencadeia-se a fúria incontrolável do tornado!…

Em Julho teremos a publicação de Tex Ouro nº 115 – ASSASSINATO EM NOVA ORLEANS – uma história escrita por Mauro Boselli e desenhada por Marco Bianchini & Marco Santucci, contendo 330 páginas a que se juntarão também mais 2 de matéria. A aventura foi publicada em Itália nos volumes de Tex 576 – “Omicidio in Bourbon Street” de Outubro de 2008, Tex 577 – “Il vecchio di mezzanotte” de Novembro de 2008  e Tex 578 – “La casa dell’alchimista”, de Dezembro de 2008.

Nova Orleans, cidade de intrigas e de mistérios, onde dois bandos rivais, o de Diamond Johnny, rei dos gangsters negros de Storyville, e o de Gaston Lagrange, chefe incontestável do Quarteirão Francês, dividem zonas de influência e empreitadas criminosas… Mas um esquivo “fantasma” e alguns delitos bizarros arriscam destruir as relações entre ambos. Tex e Carson, que estão na cidade para ajudar o xerife Nat MacKennett a desenlaçar o complicado e sangrento emaranhado, deparam-se de súbito com mais de uma frente de combate: de um lado, os empreendedores criminosos, que farejam o aroma de dólares, e, do outro, o enigmático adversário, que mata para obter para si o segredo oculto em certos livros antigos de alquimia…

No mês de Setembro do próximo ano teremos nas bancas brasileiras a chegada do Tex Ouro nº 116  – MARCAS DO PASSADO – aventura escrita por Mauro Boselli para a arte de Alessandro Piccinelli e que também será de 220 páginas de história a que se seguirão as já habituais 4 de matéria. Em Itália a história foi publicada nas edições de Tex 579 – “Vendetta per Montales”, de Janeiro de 2009 e Tex 580 – “Le campane di San Rafael”, de Fevereiro de 2009.

Montales, um dos mais antigos amigos de Tex, volta à vida de fora-da-lei. Uniu-se ao exército de desperados do terrível Nacho Gutierrez, antigo parceiro de actividades criminosas. Decidido a compreender a razão de uma tão estranha escolha e, caso seja necessário, ajudar o amigo, Tex busca, com um nome falso, integrar-se ao bando. O ranger acabará por descobrir uma história de morte e de vingança, construída sob o signo da tragédia e das trevas. Trata-se de um caso sepultado nas antigas minas de San Rafael, onde ecoa o som lúgubre dos sinos fantasmagóricos.

Por fim, em Novembro, a Mythos Editora publica o último Tex Ouro de 2021, mais precisamente o Tex Ouro nº 117 – O XERIFE ÍNDIO – aventura de 220 páginas escrita por Tito Faraci e que foi desenhada pelos irmãos Gianluca Cestaro e Raul Cestaro. Também neste último volume de 2021 teremos as tradicionais 4 páginas de matéria. Em Itália esta aventura foi publicada em Tex 581 – “Lo sceriffo indiano”, de Março de 2009 e Tex 582 – “La preda umana”, de Abril de 2009.

Filho de uma índia e de um trapper, Jerry Norton conseguiu conquistar o respeito e a confiança dos habitantes de Greystroke, tornando-se xerife da cidadezinha. Mas quando se vê acusado do brutal assassinato de Rita Kent, casada com Rick Owen, filho de um dos donos da região, Norton é obrigado a fugir para salvar a pele. Tex não pode acreditar que seu velho amigo Jerry seja culpado e põe-se no seu rasto para buscar apurar a verdade e entregar à justiça o verdadeiro assassino!

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Entrevista com o fã e coleccionador: Jefferson Ribeiro

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Jefferson Ribeiro: Me chamo Jefferson Mateus Ribeiro, sou nascido e criado em João Pessoa, Paraíba, morei no interior um tempo, numa cidade chamada Guarabira, amo minha região (Nordeste), com nossos “oxe e oxente”,  atuo hoje como professor de História.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Jefferson Ribeiro: Quando criança, ainda sem saber ler, minha mãe me comprava gibis (revistas de banda desenhada) da Turma da Mônica, eu gostava, mas havia um bem velhinho do Capitão América que me chamava a atenção, ela lia para mim repetidas vezes, quando aprendi a ler, foi o primeiro que li.

Quando descobriu Tex?
Jefferson Ribeiro: Quando criança, meu pai me levava para cortar cabelo num barbeiro próximo da nossa casa, no caminha havia um sebo (alfarrabista), na volta ele sempre comprava um gibi para mim. O local possuía muitos quadrinhos de Tex, as capas sempre chamativas, comprei um uma certa vez, já conhecia e gostava de filmes de western, passei a gostar dos quadrinhos de Bang-Bang também!

Porquê esta paixão por Tex?
Jefferson Ribeiro: Não sei explicar muito bem, mas sempre gostei de personagens sem super poderes exagerados ou que não tivesse poder algum. O Tex conta com sua inteligência e habilidades (além da ajuda dos pards) para ajudar as pessoas e isso me atraía nas suas histórias, pois, quando criança, achava perfeitamente possível existir um Tex.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Jefferson Ribeiro: Acho que além do que eu já mencionei, é o facto de que sua personalidade buscando agir sempre de forma correta e justa me atraiu, sem contar que como ele é um ser humano “comum”, todos os perigos são muito reais e verdadeiramente mortíferos. Muitas de suas aventuras ensinam que devemos fazer o certo, não importa a situação e achava o máximo um herói que falava com seus pards em meio às viagens em parar para tomar algo para tirar a poeira da garganta. Algo muito próximo de todos nós após um dia cheio de trabalho, tomar uma cerveja ou fazer um lanche para desopilar. Essas coisas até aparecem em outros quadrinhos, mas me soa muito artificial e não como o Tex e o Carson falam.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Jefferson Ribeiro: Sempre vai chegando mais coisas do Tex, mas atualmente tenho 137 revistas, foco em coleções mais curtas como a Edição Gigante, Anual, Maxi Tex, Graphic Novel, dentre outras, devido ao espaço que não tenho muito para armazenar as revistas. Mas já tive mais, infelizmente me desfiz de muitas e outras foram perdidas após emprestar e nunca mais receber de volta. Hoje não costumo emprestar mais nada de livro ou gibi. Gosto de todas, mas meu “xodó” é O Idolo de Cristal, capa dura da Vecchi.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Jefferson Ribeiro: De Tex tenho apenas quadrinhos, estou pensando em adquirir alguns livros sobre o personagem também.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Jefferson Ribeiro: A estrela de Ranger. Este seria um brinde legal para vir com algum volume especial do Ranger.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia?
Jefferson Ribeiro: Essa é uma escolha cruel! Acho que minha história predileta é Os Sete Assassinos. A arte do Claudio Villa para mim é a melhor! Quanto ao roteirista fico com o Bonelli – Pai, pois sua genialidade em criar o universo do Tex foi tremenda, mas em seguida vem o Boselli (risos).

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Jefferson Ribeiro: O companheirismo e confiança entre ele e seus pards, Tex tem amigos leais, quase irmãos e isso é raro de encontrar, pois a confiança tem que ser mútua. O que me incomoda um pouco é o facto do Tex não encontrar um novo amor, mesmo que não seja consumado. Mas não chega a ser algo de todo ruim.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Jefferson Ribeiro: Tex é um personagem carismático, seus roteiristas sabem retratar bem isso, aquele que ler uma história do Tex acaba se apegando ao personagem, como se tivesse um amigo naquelas páginas, ele inspira tudo de bom que podemos ser e nos mostra o que agir de forma errada pode ocasionar. Então, ele é um ícone por, além de divertir, ajudar a formar pessoas de bom caráter.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Jefferson Ribeiro: Na minha cidade e estado conheço alguns. Alguns desses considero verdadeiros amigos. Mas não vejo tantos por aí, nem quando vou a algum evento de HQs (BDs), embora isso esteja mudando, cada vez mais vejo pessoas descobrindo e redescobrindo o Tex. Dos que encontro ocasionalmente estão o Ge Ge Carsan, Saul Ramos, Aderaldo e recentemente conheci um colecionador muito legal e experiente, o Senhor Felipe, aqui do meu bairro. Mas mantenho muito contato por redes sociais, onde fiz bons amigos como os pards Cícero Linhares, Ricardo Elesbão Alves, dentre outros pards.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Jefferson Ribeiro: Vejo como o melhor possível! Novas editoras publicando o Tex, ampliando o leque de coleções e leitores, temos títulos para todas as categorias financeiras, sem contar os sebos e comerciantes on line, então acredito que a tendência é aumentar e renovar o número de leitores. Entretanto há algo que me preocupa: com essa crise financeira e pandemia, os quadrinhos têm ficado cada vez mais caros, o que pode afastar as classes menos abastadas ou os jovens leitores que não dispões de uma autonomia financeira para comprar o quadrinho que deseja. No mais, Tex e seus pard ainda cavalgarão por muito tempo e espero poder acompanhá-los em várias outras aventuras, digo, leituras (risos)!

Prezado pard Jefferson Ribeiro, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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