Blueberry e Tex por Walter Venturi

Por Afrânio Braga, criador do blogue Blueberry, Uma Lenda do Oeste: https://blueberrybr.blogspot.com

Blueberry e Tex por Walter Venturi

Walter Venturi

Nascido em Roma, Itália, em 6 de Janeiro de 1969, desde 1994 auto-produz 12 álbuns do seu personagem “Capitan Italia”, para dedicar-se sucessivamente às mini-séries de género horror “Lost Kidz”, escrita por Roberto Recchioni e colorida por sua esposa Tiziana “MadCow”, auto-produzida pelo grupo Factory.

Em seguida, Walter Venturi colabora com a editora Eura Editoriale realizando numerosas histórias livres e mini-séries surgidas em “Skorpio” e “Lanciostory”, além de entrar a fazer parte do staff de “John Doe” e “Detective Dante”, ambas as séries idealizadas pela dupla Lorenzo Bartoli & Roberto Recchioni.

Para a Disney ele realiza os desenhos a lápis do nº 7 da série “Kylion” e, para a editora Edizioni BD, uma história breve de “Brad Barron” surgida no livro “Anatomia di un eroe”, antecipando assim a saída do nº 16 de “Brad Barron” que assinala o início da sua colaboração com a editora Sergio Bonelli Editore.

Após haver trabalhado também em “Demian”, Venturi realiza o primeiro álbum do “Color Zagor” (Agosto de 2013) e debuta como autor completo com “Il grande Belzoni”, “Romanzo a Fumetti” saído em Outubro de 2013.

Desenhador, ele realizou “Tex” números: “Color Tex” 10 (Novembro de 2016) e “Tex Magazine” 2 (Janeiro de 2017).

Walter Venturi e “Il grande Belzoni” na Mostra sobre Giovanni Battista Belzoni em Padova, Itália, 2020

A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud
Blueberry © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud – Dargaud Éditeur

A personagem Tex foi criada por Giovanni Luigi Bonelli e realizada graficamente por Aurelio Galleppini
Tex © Sergio Bonelli Editore

Agradecimentos a Walter Venturi pelo desenho de Blueberry e Tex, lendas do Oeste, para o blogue.
Afrânio Braga

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Brett – Novo faroeste da Editora Saicã, já no Catarse

* A linha faroeste ganha mais um reforço. A Editora Saicã, responsável pela publicação do personagem Adam Wild da Bonelli no Brasil, lançou no Catarse a HQ de faroeste Brett, totalmente produzida no Brasil.

Foi lançado no Catarse, na virada do ano, o faroeste Brett, pela Editora Saicã (que publica Adam Wilde no Brasil), em parceria com Da Rosa Estúdio.
Em promoção de lançamento até dia 5 de Janeiro, por R$ 29,00 com frete grátis. Após, retorna para o valor normal de R$ 35,00.
São 64 páginas no miolo, tamanho 16×22 cm, em papel offset 90g, capa cartão 250g com touch screen.
Entre as recompensas oferecidas, estava uma prancha original do Brett desenhada em 1994, que foi arrebatada horas depois do lançamento.
Este primeiro número, Massacre em Utah, conta a história de uma caravana guiada por John Finn, amigo de Brett, décadas depois da abertura da trilha do Oregon. 
A campanha vai até o dia 3 de Março de 2022.
https://www.catarse.me/brett01

Massacre em Utah, conta a história de uma caravana guiada por John Finn, amigo de Brett, décadas depois da abertura da trilha do Oregon. John Finn enfrenta bandoleiros e assassinos de caravanas ao cruzar com eles. Mas percebendo que sozinho será impossível, procura a ajuda de Brett . Pura ação do começo ao fim.

Brett é um personagem de quadrinhos de Velho Oeste, criado por Rodinério da Rosa em 1994. A ideia era seguir a linha Tex em termos de aventuras de Faroeste, mas também, criar características que diferenciasse do Tex. E oferecer mais uma opção aos aficionados pelo Velho Oeste.

Em outubro de 2021, Rodinério e Moacir optaram por remodelar o personagem, atualizando o perfil do Brett.

Esta primeira HQ, de uma série de 6 números, em principio trimestral, trás a primeira HQ escrita e desenhada em 1994, com a capa desenhada em dezembro de 2021, no estilo atual do Moacir, que já está desenhando o numero 2.

Mas não significa que o desenho antigo seja desmerecido, porque Moacir e Vinícius já desenhavam muito bem. Apenas perderam as influências para adquirirem estilo próprio, inerente no desenrolar da carreira dos ilustradores.

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ESTATÍSTICAS BONELLIANAS – 2021: CAPAS & CORES

Por Saverio Ceri

Quarta e última parte dedicada aos números bonellianos de 2021. Depois das personagens, argumentistas e desenhadores, desta vez, descobriremos os ilustradores que realizaram capas inéditas para as edições da Bonelli, e os profissionais que foram chamados para colorir as páginas, inéditas ou não, neste 2021 que acabou de findar.

O histórico encontro entre Zagor e Tex numa ilustração de Alessando Piccinelli

Para os autores das capas há que precisar que as capas que aparecem na classificação são apenas as inéditas encomendadas pela Bonelli para os seus volumes. Não foram contabilizadas imagens “recicladas”, isto é, feitas no passado para outros fins (como capas de edições estrangeiras ou ilustrações para eventos de banda desenhada) e usadas como capas para os volumes de banca ou volumes de livraria; assim como não foram contabilizadas capas, embora inéditas, publicadas por outras editoras (como por exemplo as do Tex para as recentes strisce inéditas de La Gazzetta dello Sport). Também não foram contabilizadas capas realizadas pela redacção criadas com montagem e coloração de imagens internas dos álbuns. Fazem parte desta categoria as capas de I racconti di Domani di Dylan Dog ou as da republicação de Attica.
Para os coloristas, deve-se precisar que para os álbuns assinados por várias mãos, tentei, tanto quanto possível, creditar o melhor possível as várias páginas; não posso dizer que o tenha conseguido totalmente; em alguns casos, quando é impossível diferenciar os estilos, como no caso das páginas  com tons da mesma cor do Commissario Ricciardi, simplesmente dividi em partes iguais: e isso explica também alguns números decimais da classificação. Exorto os coloristas envolvidos nessas revistas com várias assinaturas a relatar imprecisões, se as encontrarem, ajudando-me a corrigir as cronologias das séries envolvidas, atribuindo a cada um os seus próprios méritos.

Mudança de capista para Dylan Dog em 2021; esta é a capa de estreia dos irmãos Cestaro

Os capistas
Este ano, foram chamados 48 ​​ilustradores para criar as 216 capas inéditas dos livros e volumes da casa Bonelli; 187 capas foram encomendadas para publicações inéditas e 29 para reimpressões ou variantes. Números contraditórios: ante uma queda de quase 10 % das capas encomendadas nos últimos 12 meses, regista-se um incremento de 9% dos ilustradores empenhados para realizá-las. A falta de eventos de banda desenhada contribuiu seguramente para a queda das capas variantes, enquanto o lançamento de novos personagens, directamente em volumes no último semestre do ano que acabou de findar, provavelmente contribuiu de maneira decisiva para o aumento do número de capistas.
Abaixo encontra-se o ranking dos capistas, por número de capas publicadas, o “E” de estreante refere-se ao facto de ser esta a estreia nesta categoria para a Bonelli. As meias capas são todas devido às capas assinadas a quatro mãos.
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O pódio
Mudança no topo: Alessandro Piccinelli, graças à multiplicação de iniciativas dedicadas aos 60 anos de Zagor destrona o Mestre Claudio Villa e “vence” pela segunda vez na sua carreira a classificação dos capistas bonellianos. Para ele é também o quinto ano consecutivo no pódio: duas medalhas de ouro e três de prata no seu palmarés de capista.

O aluno Piccinelli com o Mestre Villa, os dois primeiros na classificação anual das capas bonellianas

Mesmo realizando uma meia capa a mais em relação a 2020, Claudio Villa desce um degrau, ele que se consola com o facto de estar presente no pódio há 25 anos. Para ele em toda a carreira, 20 medalhas de ouro, 6 de prata e 2 de bronze.
No terceiro posto Maurizio Dotti, que conquista o seu primeiro pódio graças às capas inéditas para os Tex Willer Extra.

Maurizio Dotti, em 2021, integra pela primeira vez o pódio dos capistas

Regressam ao Top Ten Alessandrini (ausente desde 2013) e De Tommaso (após um ano de ausência), substituindo De Biase e Di Gennaro que saem do Top Ten respectivamente após um e oito anos,  devido ao substancial encerramento das séries para as quais realizavam as capas.

Os veteranos
Entre os veteranos que entraram em campo este ano nesta categoria destacamos: Giovanni Ticci que assinou a primeira das suas cinco capas bonellianas oficiais no longínquo ano de 1968; Giancarlo Alessandrini que desenhou a sua primeira capa bonelliana em 1977, seguido por Enea Riboldi que iniciou a sua colaboração com a Bonelli com as capas de Indiana Jones em 1985; Claudio Villa que desenhou a capa do mítico Dylan Dog #1 de 1986 e Giampiero Casertano que se estreou nesta categoria em 1988 com Nick Raider.

Riboldi desenha capas para a Bonelli desde 1985. Esta é a do segundo número de Indiana Jones

Entre os capistas presentes consecutivamente há mais anos encontramos Alessandrini que realiza ilustrações para capas pelo 40º ano consecutivo; Villa pelo 28º ano sem interrupções; Soldi, embora ao ritmo de uma por ano, está com a sua 24ª presença consecutiva; e por fim Riboldi aparece constantemente neste ranking há exactos 22 anos.

A primeira capa de Alessandrini para a Bonelli há 44 anos, estará novamente nos quiosques daqui a alguns dias graças à republicação de L’Uomo di Chicago nas páginas de Le Storie Cult

Os Anos Vinte
Tal como para as outras classificações somamos as capas dos últimos dois anos para estabelecer a classificação dos primeiros 24 meses dos Anos Vinte. Pelo menos as dez primeiras posições. Também neste caso Piccinelli com o resultado deste ano que findou recentemente destronou Claudio Villa, enquanto Giardo defende o terceiro lugar do assalto de Dotti. Em descida está Cavenago, que em 2021 abandonou as capas da série regular de Dylan Dog.
Aqueles que colorem
Neste ano que acabou de terminar as páginas que apresentaram cores inéditas totalizaram 4.873 ou seja 16,68% a menos do que em 2020 e 37% a menos se compararmos os dados com a safra Bonelli mais colorida de todas, 2017.
Em 2021, as páginas inéditas publicadas em technicolor foram 3.519, ou seja 16,51% a menos que nos doze meses anteriores.
A incidência das páginas inéditas a cores sobre o total caiu em 2021 para 17,90 % de toda a produção, cerca de 1,3 pontos a menos do que em 2020, e cada vez mais longe do recorde de 25,49%, estabelecido, obviamente, em 2017, quando parecia que as cores eram um caminho obrigatório para o futuro da editora italiana.

A Bonelli contra a tendência – os dois números 100 publicados em 2021, o de Le Storie e o de Dragonero foram publicados em preto e branco

Os coloristas (ou estúdios de coloração) empenhados na coloração dos volumes Bonelli aumentaram, em contraste com os dados reportados até agora: em 2021 foram 59 unidades mais uma pequena parte de páginas não creditadas; por isso encontrarão no final da classificação um número de páginas coloridas… não se sabe por quem.
Um esclarecimento: não são atribuídas páginas já coloridas em ocasiões anteriores e simplesmente republicadas; por exemplo, faltam na contagem as páginas de Tex e Zagor Classic (visto que as cores são as habituais da Collezione Storica do La Repubblica). Eis a classificação completa:

O pódio
Pelo segundo ano consecutivo vence o estúdio GFB Comics, com a equipa de trabalho liderada por Valentina Mauri, que se ocupou de colorir 7 das 12 edições da republicação de Storia del West. O mesmo estúdio, mas com a liderança de Nucci Guzzi, ganha a medalha de prata, superando Giovanni Preziosi empenhado nas páginas de Il Commissario Ricciardi.

GFB: o estúdio onde nasce a maioria das páginas bonellianas coloridas

Os Anos Vinte
Também para os coloristas vamos dar uma vista de olhos à classificação dos Anos Vinte do século XXI, após o segundo ano. Seguem-se as primeiras 10 posições. Por enquanto o estúdio GFB com dois grupos de trabalho também comanda esta classificação, Arzani perde uma posição comparativamente a 2020 e desce para a terceira posição,enquanto os dois Chiumento ficam na quarta posição. Sempre comparando com o ano de 2020, Hamilton perde uma posição e Celestini ganhou uma. De Biase em Algozzino mesmo em queda consegue permanecer no Top Ten, enquanto Francescutto entra nos dez mais, ganhando quatro posições comparativamente a 2020.

Números… especiais
Vamos terminar a quarta e última parte dos números bonellianos de 2021, com os dados relativos às edições fora de série.
Este ano os volumes especiais, incluindo gigantes, maxi, magazine, cartonatos à francesa, color, mini-séries e vários spin-offs, foram 59, superando assim a quota de 1000 edições especiais, começadas com  Cico Story há muitos anos.

O segundo Zagor +, a nova encarnação do Maxi Zagor foi o milésimo volume bonelliano fora das séries regulares

As páginas inéditas publicadas em edições fora das séries regulares em 2021 foram 7.014, ou seja 35,67% do total de toda a produção bonelliana;  uma quantidade elevadíssima. Somente em 2012 veio a ser publicado um percentual maior de páginas publicadas nas edições especiais. A média de páginas por cada volume extra foi de 118,88 e permanece entre as mais baixas desde 1979 até hoje. 
O personagem do qual foram publicadas mais páginas fora da série regular em 2021 foi, com o número recorde de 1.788 páginas extras, Dylan Dog, que retoma o comando após dois anos de interregno zagoriano. O detective do pesadelo aparece nesta classificação “especial” pela 21ª vez. Zagor cai para a terceira posição, deixando o degrau intermédio do pódio para Tex, que estabelece com 1.628 páginas o seu recorde anual de páginas especiais. 

A natureza bimestral do Maxi Dylan Dog é a base das façanhas do personagem em vários rankings de 2021, incluindo o das páginas fora da série

Moreno Burattini com 650 páginas foi o escritor mais publicado nas edições especiais da Bonelli em 2021; volta a sê-lo pela sétima vez na sua carreira, consolidando assim a sua liderança no capítulo dedicado aos escritores de numerosas edições fora de série bonellianas. Atrás de si, no pódio, Manfredi e Vigna.
Um outro zagoriano Alessandro Chiarolla, como era intuível no post anterior, foi o desenhador mais publicado nos números especiais de 2021. Chiarolla vence pela segunda vez na sua carreira, vinte anos depois do primeiro sucesso nesta classificação, e precede Rotundo e Bonazzi que ocupam os outros dois degraus do pódio.
Alessandro Piccinelli, capista mais publicado nos volumes fora de série com 9 capas, completa o tríptico zagoriano.

Alessandro Chiarolla e Moreno Burattini, os dois autores mais publicados nos volumes especiais da Bonelli em 2021

Sobre este 2021 é tudo; se vos escapou quaisquer números, podem encontrá-los na primeira parte dedicada aos personagens, na segunda na qual falamos sobre os argumentistas ou na terceira onde nos ocupamos dos desenhadores.
Marcamos um novo encontro no final de 2022!

Saverio Ceri

Material apresentado no blogue Dime Web em 31/12/2021; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2021, Saverio Ceri

Felicidades a todos da parte do Tex Willer Blog (e de Giovanni Bruzzo)

Felicidades a todos da parte do Tex Willer Blog (e de Giovanni Bruzzo)

Com uma ilustração (acima) do Ranger Tex Willer, desenhada por GIOVANNI BRUZZO, o Tex Willer Blog, o blogue português do Tex, na “voz” do próprio TEX WILLER deseja um BOM ANO de 2022 a todos os Texianos que nos honram com as suas assíduas visitas, neste que vai ser seguramente mais um ano GRANDIOSO para Tex Willer!

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ESTATÍSTICAS BONELLIANAS – 2021: CHIAROLLA ESPECIAL

Por Saverio Ceri

Terceiro apontamento com o resumo da safra bonelliana do ano 2021. Um esclarecimento antes de começar, sobretudo porque se irá falar de desenhadores: algumas edições são assinadas por várias mãos, muitas mãos; Essa abundância de assinaturas às vezes impede a equipa editorial de indicar quais páginas individuais da edição em questão são desenhadas por um ou por outro ilustrador.
Por isso, existem volumes nos quais dois a oito desenhadores colocaram as mãos, muitos dos quais são recém-chegados (e, portanto, com uma característica menos reconhecível), “amalgamados” em alguns casos pelos coloristas, que, por um lado com o seu trabalho, facilitam a fusão entre os estilos que impedem desfasamentos brutais de design, por outro lado, complicam a atribuição dos autores dos desenhos originais.
Portanto, ao tentar creditar melhor as várias páginas, não se diz que tal foi conseguido; pelo contrário, exorto os desenhadores e os coloristas envolvidos nesses volumes com várias assinaturas a relatar imprecisões, se as encontrarem, ajudando-me a corrigir as cronologias da série envolvida, dando a todos os seus próprios méritos.

Ilustração Zagoriana de Alessandro Chiarolla

Desta vez debaixo dos holofotes, como dissemos anteriormente, estão os ilustradores, os 184 desenhadores que este ano nos brindaram com os seus lápis e tintas da china. Um a menos comparativamente ao ano anterior. Os estreantes foram 11, sete a menos do que em 2020. O estreante mais publicado é Mauro De Luca, graças às 110 páginas da aventura publicada no Maxi Tex nº 28.
Extensa, embora não seja nenhum recorde, a lista de desenhadores bonellianos dos últimos 12 meses. A tabela que se segue parece uma verdadeira torre de 183 andares, num dos quais coabitam os irmãos Esposito, a única dupla fixa que encontramos este ano na classificação dado que tanto os irmãos Di Vitto, como Montanari e Grassani, desde há algum tempo que não trabalham exclusivamente juntos, e que os irmãos Cestaro, também neste ano de 2021 os encontremos apenas como capistas como se verá no próximo artigo dedicado à Bonelli em 2021. Voltando aos desenhadores: temo-los abaixo, listados pelo número de páginas publicadas. Lembramos que o “PB” verde ao lado do nome representa Personal Best, caso o desenhador em questão tenha estabelecido o seu recorde pessoal de páginas Bonelli publicadas este ano (o “PB” é amarelo em caso de recorde igualado), e que o “E” significa Estreante, e ainda que os números decimais são consequência de histórias assinadas por várias mãos.
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O pódio
Pela segunda vez na sua carreira Alessandro Chiarolla é o ilustrador mais publicado do ano, com 598 páginas, exactamente a mesma quantidade de páginas que tinha publicado em  2000, o ano do seu primeiro “scudetto”.  Curiosamente todas as páginas de Chiarolla em 2021 apareceram em volumes fora da série principal do Espírito da Machadinha (Maxi e Color), coincidência que o levou a ser a partir deste ano o desenhador mais  publicado nos Maxi Zagorianos, mas também em absoluto em todas as edições fora de série do personagem que este ano completa 60 anos, atingindo as 3.000 páginas e superando Francesco Gamba que graças aos álbuns do Chico tinha conquistado e consolidado o primado entre os Anos Noventa e Dois Mil.

Alessandro Chiarolla, o ilustrador bonelliano mais publicado em 2021

A grande quantidade de páginas publicadas, 518, que representam o recorde histórico num só ano para Walter Venturi, não lhe foram suficientes para que alcançasse o topo e consequentemente vencer esta particular classificação pela terceira vez. Com o segundo lugar deste ano, o seu palmarés bonelliano actualizado é composto por duas medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze.

Walter Venturi pela primeira vez supera as 500 páginas anuais

Muito distanciados os outros 182 desenhadores, entre eles prevalece por apenas duas únicas páginas Giovanni Bruzzo, que graças às primeiras três partes da história de Tex que está actualmente a ser publicada, alcança a medalha de bronze em 2021. Se a história fosse publicada completamente num ano civil, provavelmente Giovanni Bruzzo teria conquistado a medalha de ouro ou a de prata.

Bruzzo parece festejar a sua “medalha” de bronze

O Top Ten
Este ano encontramos no Top Ten dos desenhadores 10 nomes diferentes comparativamente a 2020. Entre eles encontramos três desenhadores, Rotundo, Bonazzi e Verni, que estavam ausentes das páginas bonellianas respectivamente há quatro, três e dois anos. Chiarolla entre os dez é aquele mais habituado a  atingir os pisos superiores do ranking, dado que esta é, para ele, a décima segunda presença no Top Ten; sexta presença para Siniscalchi, enquanto o trio Bonazzi, Walter Venturi e Mangiantini atinge a quinta presença; Verni entra no Top Ten pela quarta vez, e Pasquale del Vecchio pela segunda. Os outros três, Bruzzo, Rotundo e Gerasi entram pela primeira vez neste restrito círculo.

Giuseppe Montanari desenhou pela primeira vez em uma publicação Bonelli há 67 anos

Os veteranos
Entre os desenhadores publicados este ano o veterano é Giuseppe Montanari que colaborou pela primeira vez com a Bonelli, através do Estúdio de Roy DAmy, ainda em 1954 com I Tre Bill; depois dele encontramos Roberto Diso, no seu 46° ano de carreira bonelliana, seguido de Ernesto Grassani que apreciamos há 42 anos habitualmente em dupla com o já citado Montanari, e Carlo Ambrosini, na crista da onda bonelliana há 41 anos.
Entre os desenhadores mais constantes, aqueles publicados ininterruptamente há décadas, destacamos que as páginas de Giovanni Freghieri, admiramo-las pelo 37° ano consecutivo, um a mais do que as da dupla Montanari & Grassani; seguem-se Brindisi publicado ininterruptamente há 32 anos, Michelazzo há 27 e Piccoli há 24. 
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Série per série
Prosseguimos com a lista dos desenhadores mais produtivos para cada série, pelo menos aqueles com 300 páginas publicadas no ano que acaba de terminar. Segue-se, abaixo, uma tabela-resumo, com o número de páginas publicadas e o número de vitórias anuais relativamente à série em questão.
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Tal como para os escritores, começamos por Il Commissario Ricciardi, onde entre os quatro desenhadores do staff prevalece pela primeira vez Nespolino, graças a um volume e uma história curta publicada no Magazine primaveril do personagem.
Pela terceira vez em Dampyr o desenhador mais publicado do ano é Del Campo, que normalmente vencia no ano dos Mundiais de futebol (2014 e 2018): desta vez antecipou-se um ano.
Terceira “vitória” também para Porcaro em Dragonero, que apesar de ser o quinto desenhador em absoluto pelo número de páginas publicadas do personagem, é o primeiro a vencer o terceiro título.

Para Sergio Gerasi recorde pessoal de páginas publicadas em álbuns Bonelli, neste ano de 2021

Prosseguimos com Dylan Dog desenhado em 2021, pela primeira vez, principalmente por Gerasi, que atingiu as suas 316 páginas entre a série regular, especial e um volume de I Racconti di Domani.
Três vencedores pela primeira vez e com mínimo esforço para Julia. Antinori, Massa e Soldi, com apenas uma história publicada de 126 páginas derrotaram a concorrência, que ficou pelas 110 páginas,  porque o número de páginas da colecção diminuiu 16 páginas no decurso de 2021.
Paolo Ongaro pela quinta vez na sua carreira volta a ser o desenhador mais publicado nas páginas de Martin Mystère, reforçando assim o seu quarto posto na classificação dos desenhadores nos quarenta anos de história do personagem.

Paolo Ongaro, o desenhador mais publicado em 2021 em Martin Mystère

Nas páginas da mini-série Scream Novels de Morgan Lost, Mosca e o estreante Maresca com dois álbuns cada um são, ambos, pela primeira vez, os desenhadores mais publicados do personagem. 
Em Nathan Never, o veterano Bonazzi com o seu sexto “scudetto”, reforça o seu primeiro lugar na classificação dos desenhadores mais publicados nas três décadas de história do personagem.
Entre os 25 desenhadores publicados este ano nas páginas das séries dedicadas a Tex, vence pela primeira vez Bruzzo, que precede Massimo Rotundo por apenas duas páginas.
Com a façanha deste ano Chiarolla reforça a sua terceira posição, atrás de dois monstros sagrados como Ferri e  Donatelli, entre os desenhadores mais produtivos de Zagor.
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Os Anos Vinte
Chegámos também para os desenhadores, à classificação da década, ou pelo menos ao início da década, dado que para os Anos Vinte do século XXI apenas decorreram ainda dois anos. De seguida o Top Ten momentâneo.
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A Fabrizio Russo, após o pódio do ano passado, bastou o 21° posto em 2021 para liderar momentaneamente a classificação. O grande resultado de Chiarolla este ano, por apenas duas páginas não foi suficiente para alcançar o topo. Terceiro lugar Ex-Aequo, por agora, entre os Zagorianos Mangiantini e Walter Venturi. O rapidíssimo Corrado Roi, desenhador vencedor na década anterior, ocupa a quinta posição. 
Apenas três dos desenhadores no Top Ten dos Anos Dez, estão presentes por agora na classificação desta nova década: Mangiantini, Roi e Sedioli.
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Encerramos aqui esta terceira parte dos números bonellianos de 2021, convidando-vos a descobrir nos “episódios” anteriores todos os números das personagens e as classificações dos argumentistas. Voltaremos a encontrar-nos no início do novo ano,  para o quarto e último post dedicado aos números bonellianos de 2021: irá falar-se de capistas, coloristas e álbuns especiais.
Saverio Ceri

Material apresentado no blogue Dime Web em 30/12/2021; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2021, Saverio Ceri