ESTATÍSTICAS BONELLIANAS – 2021: CHIAROLLA ESPECIAL

Por Saverio Ceri

Terceiro apontamento com o resumo da safra bonelliana do ano 2021. Um esclarecimento antes de começar, sobretudo porque se irá falar de desenhadores: algumas edições são assinadas por várias mãos, muitas mãos; Essa abundância de assinaturas às vezes impede a equipa editorial de indicar quais páginas individuais da edição em questão são desenhadas por um ou por outro ilustrador.
Por isso, existem volumes nos quais dois a oito desenhadores colocaram as mãos, muitos dos quais são recém-chegados (e, portanto, com uma característica menos reconhecível), “amalgamados” em alguns casos pelos coloristas, que, por um lado com o seu trabalho, facilitam a fusão entre os estilos que impedem desfasamentos brutais de design, por outro lado, complicam a atribuição dos autores dos desenhos originais.
Portanto, ao tentar creditar melhor as várias páginas, não se diz que tal foi conseguido; pelo contrário, exorto os desenhadores e os coloristas envolvidos nesses volumes com várias assinaturas a relatar imprecisões, se as encontrarem, ajudando-me a corrigir as cronologias da série envolvida, dando a todos os seus próprios méritos.

Ilustração Zagoriana de Alessandro Chiarolla

Desta vez debaixo dos holofotes, como dissemos anteriormente, estão os ilustradores, os 184 desenhadores que este ano nos brindaram com os seus lápis e tintas da china. Um a menos comparativamente ao ano anterior. Os estreantes foram 11, sete a menos do que em 2020. O estreante mais publicado é Mauro De Luca, graças às 110 páginas da aventura publicada no Maxi Tex nº 28.
Extensa, embora não seja nenhum recorde, a lista de desenhadores bonellianos dos últimos 12 meses. A tabela que se segue parece uma verdadeira torre de 183 andares, num dos quais coabitam os irmãos Esposito, a única dupla fixa que encontramos este ano na classificação dado que tanto os irmãos Di Vitto, como Montanari e Grassani, desde há algum tempo que não trabalham exclusivamente juntos, e que os irmãos Cestaro, também neste ano de 2021 os encontremos apenas como capistas como se verá no próximo artigo dedicado à Bonelli em 2021. Voltando aos desenhadores: temo-los abaixo, listados pelo número de páginas publicadas. Lembramos que o “PB” verde ao lado do nome representa Personal Best, caso o desenhador em questão tenha estabelecido o seu recorde pessoal de páginas Bonelli publicadas este ano (o “PB” é amarelo em caso de recorde igualado), e que o “E” significa Estreante, e ainda que os números decimais são consequência de histórias assinadas por várias mãos.
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O pódio
Pela segunda vez na sua carreira Alessandro Chiarolla é o ilustrador mais publicado do ano, com 598 páginas, exactamente a mesma quantidade de páginas que tinha publicado em  2000, o ano do seu primeiro “scudetto”.  Curiosamente todas as páginas de Chiarolla em 2021 apareceram em volumes fora da série principal do Espírito da Machadinha (Maxi e Color), coincidência que o levou a ser a partir deste ano o desenhador mais  publicado nos Maxi Zagorianos, mas também em absoluto em todas as edições fora de série do personagem que este ano completa 60 anos, atingindo as 3.000 páginas e superando Francesco Gamba que graças aos álbuns do Chico tinha conquistado e consolidado o primado entre os Anos Noventa e Dois Mil.

Alessandro Chiarolla, o ilustrador bonelliano mais publicado em 2021

A grande quantidade de páginas publicadas, 518, que representam o recorde histórico num só ano para Walter Venturi, não lhe foram suficientes para que alcançasse o topo e consequentemente vencer esta particular classificação pela terceira vez. Com o segundo lugar deste ano, o seu palmarés bonelliano actualizado é composto por duas medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze.

Walter Venturi pela primeira vez supera as 500 páginas anuais

Muito distanciados os outros 182 desenhadores, entre eles prevalece por apenas duas únicas páginas Giovanni Bruzzo, que graças às primeiras três partes da história de Tex que está actualmente a ser publicada, alcança a medalha de bronze em 2021. Se a história fosse publicada completamente num ano civil, provavelmente Giovanni Bruzzo teria conquistado a medalha de ouro ou a de prata.

Bruzzo parece festejar a sua “medalha” de bronze

O Top Ten
Este ano encontramos no Top Ten dos desenhadores 10 nomes diferentes comparativamente a 2020. Entre eles encontramos três desenhadores, Rotundo, Bonazzi e Verni, que estavam ausentes das páginas bonellianas respectivamente há quatro, três e dois anos. Chiarolla entre os dez é aquele mais habituado a  atingir os pisos superiores do ranking, dado que esta é, para ele, a décima segunda presença no Top Ten; sexta presença para Siniscalchi, enquanto o trio Bonazzi, Walter Venturi e Mangiantini atinge a quinta presença; Verni entra no Top Ten pela quarta vez, e Pasquale del Vecchio pela segunda. Os outros três, Bruzzo, Rotundo e Gerasi entram pela primeira vez neste restrito círculo.

Giuseppe Montanari desenhou pela primeira vez em uma publicação Bonelli há 67 anos

Os veteranos
Entre os desenhadores publicados este ano o veterano é Giuseppe Montanari que colaborou pela primeira vez com a Bonelli, através do Estúdio de Roy DAmy, ainda em 1954 com I Tre Bill; depois dele encontramos Roberto Diso, no seu 46° ano de carreira bonelliana, seguido de Ernesto Grassani que apreciamos há 42 anos habitualmente em dupla com o já citado Montanari, e Carlo Ambrosini, na crista da onda bonelliana há 41 anos.
Entre os desenhadores mais constantes, aqueles publicados ininterruptamente há décadas, destacamos que as páginas de Giovanni Freghieri, admiramo-las pelo 37° ano consecutivo, um a mais do que as da dupla Montanari & Grassani; seguem-se Brindisi publicado ininterruptamente há 32 anos, Michelazzo há 27 e Piccoli há 24. 
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Série per série
Prosseguimos com a lista dos desenhadores mais produtivos para cada série, pelo menos aqueles com 300 páginas publicadas no ano que acaba de terminar. Segue-se, abaixo, uma tabela-resumo, com o número de páginas publicadas e o número de vitórias anuais relativamente à série em questão.
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Tal como para os escritores, começamos por Il Commissario Ricciardi, onde entre os quatro desenhadores do staff prevalece pela primeira vez Nespolino, graças a um volume e uma história curta publicada no Magazine primaveril do personagem.
Pela terceira vez em Dampyr o desenhador mais publicado do ano é Del Campo, que normalmente vencia no ano dos Mundiais de futebol (2014 e 2018): desta vez antecipou-se um ano.
Terceira “vitória” também para Porcaro em Dragonero, que apesar de ser o quinto desenhador em absoluto pelo número de páginas publicadas do personagem, é o primeiro a vencer o terceiro título.

Para Sergio Gerasi recorde pessoal de páginas publicadas em álbuns Bonelli, neste ano de 2021

Prosseguimos com Dylan Dog desenhado em 2021, pela primeira vez, principalmente por Gerasi, que atingiu as suas 316 páginas entre a série regular, especial e um volume de I Racconti di Domani.
Três vencedores pela primeira vez e com mínimo esforço para Julia. Antinori, Massa e Soldi, com apenas uma história publicada de 126 páginas derrotaram a concorrência, que ficou pelas 110 páginas,  porque o número de páginas da colecção diminuiu 16 páginas no decurso de 2021.
Paolo Ongaro pela quinta vez na sua carreira volta a ser o desenhador mais publicado nas páginas de Martin Mystère, reforçando assim o seu quarto posto na classificação dos desenhadores nos quarenta anos de história do personagem.

Paolo Ongaro, o desenhador mais publicado em 2021 em Martin Mystère

Nas páginas da mini-série Scream Novels de Morgan Lost, Mosca e o estreante Maresca com dois álbuns cada um são, ambos, pela primeira vez, os desenhadores mais publicados do personagem. 
Em Nathan Never, o veterano Bonazzi com o seu sexto “scudetto”, reforça o seu primeiro lugar na classificação dos desenhadores mais publicados nas três décadas de história do personagem.
Entre os 25 desenhadores publicados este ano nas páginas das séries dedicadas a Tex, vence pela primeira vez Bruzzo, que precede Massimo Rotundo por apenas duas páginas.
Com a façanha deste ano Chiarolla reforça a sua terceira posição, atrás de dois monstros sagrados como Ferri e  Donatelli, entre os desenhadores mais produtivos de Zagor.
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Os Anos Vinte
Chegámos também para os desenhadores, à classificação da década, ou pelo menos ao início da década, dado que para os Anos Vinte do século XXI apenas decorreram ainda dois anos. De seguida o Top Ten momentâneo.
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A Fabrizio Russo, após o pódio do ano passado, bastou o 21° posto em 2021 para liderar momentaneamente a classificação. O grande resultado de Chiarolla este ano, por apenas duas páginas não foi suficiente para alcançar o topo. Terceiro lugar Ex-Aequo, por agora, entre os Zagorianos Mangiantini e Walter Venturi. O rapidíssimo Corrado Roi, desenhador vencedor na década anterior, ocupa a quinta posição. 
Apenas três dos desenhadores no Top Ten dos Anos Dez, estão presentes por agora na classificação desta nova década: Mangiantini, Roi e Sedioli.
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Encerramos aqui esta terceira parte dos números bonellianos de 2021, convidando-vos a descobrir nos “episódios” anteriores todos os números das personagens e as classificações dos argumentistas. Voltaremos a encontrar-nos no início do novo ano,  para o quarto e último post dedicado aos números bonellianos de 2021: irá falar-se de capistas, coloristas e álbuns especiais.
Saverio Ceri

Material apresentado no blogue Dime Web em 30/12/2021; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2021, Saverio Ceri

 

ESTATÍSTICAS BONELLIANAS – BOSELLI XVIII

Por Saverio Ceri

BONELLI 2021: BOSELLI XVIII

Aqui estamos com a segunda parte dos números bonellianos de 2021, onde descobriremos quem escreveu, página por página, as 19.661,67 páginas inéditas de banda desenhada produzidas pela Bonelli nestes últimos doze meses.

Mauro Boselli apresenta a sua mais recente aventura texiana; 440 páginas entre o gelo do Ártico

Para os escritores este 2021 foi quase um ano de primazia. Não osbante a queda no número de páginas inéditas publicadas pela Sergio Bonelli Editore, cerca de 20% comparativamente ao recorde de 2019,  regista-se nos últimos 12 meses um número de escritores envolvidos muito elevado. 81 foram os argumentistas que se alternaram nos textos dos álbuns bonellianos nos últimos doze meses. Trata-se do segundo melhor resultado de sempre nos 80 anos de história da editora italiana. Os argumentistas que tiveram a sua primeira experiência bonelliana foram 10, dois a mais comparativamente a 2020. Na tabela abaixo aparecem assinalados como estreantes, mesmo que muitos deles já tenham uma carreira no campo da banda desenhada e não só. Na classificação que se segue encontram-se todos os 81 escritores de 2021, elencados pelo número de páginas inéditas publicadas; descobrirão em quais personagens colaboraram e se o resultado dos últimos doze meses é o seu Personal Best (PB verde se superado, PB amarelo se igualado), ou então se, como escrevemos anteriormente são Estreantes na Sergio Bonelli Editore (E). Os números decimais que se vêem são filhos de histórias escritas a mais mãos o do facto que este ano os Bonelli Kids aparecem em Martin Mystère ao ritmo de uma tira por número (ou seja 0,33% de uma página).
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O pódio 
Desde que existe esta rubrica nas páginas virtuais de Dime Web, temos sempre comentado a vitória de Mauro Boselli como escritor mais prolífico do ano bonelliano e este ano… não é excepção. Mais uma vez, pelo décimo primeiro ano consecutivo, o décimo oitavo na carreira, festejamos o “scudetto” de Mauro Boselli. Trata-se igualmente do seu 18° pódio consecutivo, 24° no geral. Mauro além das dezoito medalhas de ouro virtuais, pode ainda orgulhar-se de cinco de prata e uma de bronze conquistadas nos seus 35 anos de carreira bonelliana como escritor.
Na segunda posição, pelo segundo ano consecutivo, Pasquale Ruju, principal colaborador de Boselli em Tex, que comparece no pódio pela sétima vez na sua carreira. O seu palmarés bonelliano é composto por uma medalha de ouro conquistada em 2010, quatro de prata e duas de bronze, de 1995, ano da sua estreia, até hoje.
A completar o pódio um outro argumentista que escreveu em 2021 para a série de Águia da Noite: Jacopo Rauch. O principal colaborador de Burattini em Zagor, graças a um ano recorde de quase mil páginas publicadas consegue conquistar pela primeira vez a virtual medalha de bronze bonelliana dos escritores mais produtivos do ano.
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Jacopo Rauch, aqui retratado por Gianni Sedioli, com 978 páginas anuais estabelece o seu recorde de páginas publicadas nos volumes bonellianos

O Top Ten
Entram na classificação dos primeiros dez escritores mais publicados do ano o próprio Rauch e Zamberletti, façanha que apenas por uma vez tinham conseguido, ambos em 2018. Reentram Manfredi, após um ano de ausência, e Medda que não atingia patamares tão elevados desde 2015. Saem do Top Ten, Chiaverotti e Mignacco respectivamente após cinco e três anos de ininterrupta presença, assim como Perniola e Recchioni; deste último em 2021 não foi publicada sequer nenhuma página.
Sempre falando do Top Ten, Boselli está presente pela 29ª vez, e ininterruptamente há 28 anos; Berardi está na sua 27ª presença das quais as últimas 7 consecutivas; Burattini alcança o Top Ten pela 26ª vez das quais três consecutivas; Manfredi conquista o Top Ten pela 21ª vez; Ruju é presença fixa desde há 8 anos atingindo o Top Ten pela 17ª vez na sua carreira; Medda chega aos dez primeiros pela 9ª vez, Enoch pela 7ª, e Vigna pela 6ª.
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Giancarlo Berardi, um habituè do Top Ten bonelliano

Os veteranos
Entre os escritores publicados neste 2021 o veterano continua a ser Alfredo Castelli, que atingiu o seu 50° ano bonelliano, seguem-no Giancarlo Berardi que escreve em volumes da SBE desde há 44 anos e Maurizio Mantero, que estreou um par de anos depois, pelo que o lemos em aventuras bonellianas há 42 anos; Tiziano Sclavi, por sua vez atingiu o 41º ano. Festeja com o retorno do seu Nick Raider, também Claudio Nizzi, que colabora com a editora italiana há exactamente 40 anos.
Depois do já citado Castelli, no seu 45º ano consecutivo de publicação, destacamos que Mignacco  vem sendo publicado consecutivamente há 35 anos, seguido de Vigna (34 anos), Chiaverotti (33), Boselli (30), Burattini (29), Berardi (28), Ruju (27), Vietti (26), Enoch (25), Barbato e Mantero (24), Faraci (21), Calza, Cajelli e Recagno (20).
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Os veteranos Alfredo Castelli e Claudio Nizzi, neste 2021 festejaram respectivamente 50 e 40 anos na Bonelli

Série por série
Prosseguimos com a lista dos escritores mais publicados em cada série, pelo menos daqueles com 300 páginas publicadas no ano que está a terminar. Divulgamos de seguida uma tabela classificativa, com o número de páginas publicadas, e o número de vitórias anuais relativamente à série em questão.
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Para Il Commissario Ricciardi que este ano regista o recorde de páginas publicadas desde o seu lançamento na editora Bonelli, a prevalecer são ex-aequo, a dupla Falco e Terracciano; ambos em 2021 escreveram o roteiro de um volume de livraria e uma história de 48 páginas na revista para os quiosques. Para o primeiro, actualmente o escritor mais activo com o personagem, trata-se do quarto título; Terracciano por sua vez “vence” pela segunda vez, após ter-se já imposto em 2018.
Em Dampyr, é mais uma vez Boselli, co-criador do personagem, a ter o estatuto de mais publicado. Graças ao número recorde de escritores empenhados na série num único ano – exactos onze – Boselli conquista o seu 21º título com o menor número de páginas na história de Dampyr.
Dragonero: Enoch, pelo terceiro ano consecutivo é o escritor mais publicado na série que criou com Vietti, e quase consegue colmatar a diferença que o separava do colega.  Neste momento são apenas onze, as páginas que separam Vietti de Enoch no ranking dos escritores mais produtivos do personagem.
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Luca Enoch e Stefano Vietti co-criadores de Dragonero neste momento escreveram respectivamente 6.099 e 6.110 páginas do personagem. Apenas onze páginas os separam

Paola Barbato com o sucesso deste ano, o quinto na carreira, reforça o seu terceiro lugar na classificação dos escritores de Dylan Dog de todos os tempos. Agora ela precede Chiaverotti em mais de mil páginas, ma deve publicar pelo menos outras 1.500 páginas se quiser ocupar o segundo posto de Ruju.
Como sempre certa a vitória de Berardi em Júlia, dado que assina a quatro mãos todos os argumentos da série.
Menos óbvia a afirmação de Castelli em Martin Mystère. Para o BVZA, que não era tão produtivo desde 2016, trata-se apenas do quarto título de série nos últimos 16 anos, depois de ter prevalecido por 23 vezes nos 24 anos precedentes.

Inevitável a vitória de Chiaverotti em Morgan Lost sendo o único escritor da série.
Segunda vitória consecutiva para Vigna, cada vez mais leader na classificação dos escritores mais prolíficos de Nathan Never: Agora precede Vietti em mais de 2.000 páginas.

Rigamonti encerra a experiência com Odessa tornando-se pelo terceiro ano  o escritor mais publicado.
Em Tex, terceira “vitória” consecutiva para Boselli que reforça o terceiro lugar na histórica classificação dos escritores do Ranger. Os primeiros dois, Nizzi e G.L. Bonelli, distam ainda oito mil páginas.
Pela segunda vez Rauch destrona Burattini do degrau mais alto do pódio de Zagor, e reforça com o resultado de 2021, o seu quinto posto na classificação dos escritores mais produtivos do Espírito da Machadinha. 

Paola Barbato, a mais produtiva escritora anual de Dylan Dog, é publicada ininterruptamente há 24 anos em volumes bonellianos

Os Anos Vinte
Assim como para os personagens vamos abordar a classificação da década. Estamos na segunda das dez etapas que nos dirão quais serão os escritores mais publicados dos Anos Vinte do Século XXI. Este é por agora o Top Ten do ranking que deriva da soma dos anos 2020 e 2021.

Obviamente domina Mauro Boselli, seguido a mais de 1300 páginas de distância de Pasquale Ruju. Na luta pela medalha de bronze virtual, prevalece, de momento, Moreno Burattini.

 All-Time

Na classificação histórica (ou seja de Janeiro de 1941 até hoje), destacamos que graças às páginas deste ano Ruju alcança o 11° posto ultrapassando Vietti; Medda e Vigna superam Sclavi e alcançam respectivamente o 14° e o 15° posto. Dupla ultrapassagem para Enoch que alcança o 20° lugar ultrapassando Antonio Serra e Mantero.
Ano recorde também para Manfredi e Berardi que ultrapassam a marca das 25.000 páginas publicadas em volumes bonellianos.
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Por hoje é tudo. Se você perdeu, convidamo-lo a ler a primeira parte dedicada às fantasmagóricas cifras bonellianas de 2021, e  voltaremos a encontrar-nos em breve com todos os números dos desenhadores bonellianos e com os dados referentes aos capistas, coloristas e álbuns especiais de 2021.
Saverio Ceri

Material apresentado no blogue Dime Web em 26/12/2021; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2021, Saverio Ceri

ESTATÍSTICAS BONELLIANAS – BONELLI 2021: O ANO DAS CELEBRAÇÕES

O final de cada ano é desde sempre o momento para fazer balanços. E, claro, Saverio Ceri não poderia deixar de nos dar os números totais relativos à produção Bonelliana ocorrida em 2021. Convidamos-vos a encontrar as edições anteriores da sua rubrica se acabou por as perder, pois estamos seguros que após estas novas estatísticas, ficarão tal como nós, à espera da próxima.

ESTATÍSTICAS BONELLIANAS – 2021

Por Saverio Ceri

BONELLI 2021: O ANO DAS CELEBRAÇÕES

Bem-vindos uma vez mais ao relatório anual dos números Bonelli. Como no ano passado, vamos dividir o resumo numérico da safra Bonelliana em vários capítulos. Nesta primeira parte trataremos dos dados gerais e das personagens.
O ano 2021 bonelliano no quesito páginas e volumes publicados foi um ano de contracção, o segundo consecutivo; e não poderia ter sido de outra forma dado o período particular que estamos a viver. Projectos importantes como o filme de Dampyr, e outras iniciativas multimédia que servirão para “desenhar” a Bonelli do futuro, estão em stand-by aguardando melhores momentos. A atenção neste ano de 2021 foi inteiramente dedicada à celebração dos 80 anos da  editora Bonelli,entre medalhas comemorativas, mostras e livros temáticos; os 60 anos de Zagor e os 30 de Nathan Never; e em 2022 será a vez das comemorações de Martin Mystère com os seus 40 anos de presença ininterrupta nos quiosques italianos.

O livro/catálogo da Mostra em curso na cidade de Milão para festejar os 80 anos da editora Bonelli

Antes de descobrirmos este primeiro ranking de 2021 na íntegra, vamos renovar a premissa para os leitores que se deparam com esta rubrica pela primeira vez:

Aquelas que se seguem são classificações de quantidade, não de qualidade; são elaboradas considerando as páginas inéditas produzidas pela Sergio Bonelli Editore e publicadas exclusivamente pela própria editora Bonelli no decurso do ano. Não encontrarão assim todos os autores bonellianos, que dia após dia trabalham para a editora, mas apenas aqueles que nos últimos doze meses foram publicados; aparecerão assim autores que talvez já não trabalhem mais, mas cujas histórias ainda não tinham sido publicadas; não encontrarão também alguns autores que actualmente produzem material para a Sergio Bonelli Editore, mas cujas histórias não foram ainda programadas nas várias séries da editora italiana. Não encontrarão igualmente as páginas produzidas pela Bonelli, mas publicadas por outras entidades (como a recente mini-série de Tex no formato striscia publicada pela Gazzetta dello Sport), tal como não serão contabilizadas as páginas não inéditas, quer tenham sido publicadas em álbuns bonellianos ou não. Ou seja, de modo a uma melhor compreensão, não encontrarão os dados das várias histórias reimpressas em edições de livraria, mesmo que, como no caso de alguns cartonados de Dragonero, sejam contabilizadas as cores porque foram realizadas propositadamente para a ocasião, ou as histórias breves de Groucho republicadas num Dylan Dog Color Fest, originariamente publicadas na “caixa” Grouchomicon de 2017. Não encontrarão também nem sequer vestígios dos volumes Cmon, porque apesar de contar com autores da editora Bonelli, trata-se de uma produção internacional realizada pela Cmon através de um  crowdfunding (financiamento colectivo) da qual a SBE, neste caso, é apenas o editor para Itália.

Nesta rubrica não encontrarão os dados da mais recente série de Tex no formato ‘striscia’, publicada pela Gazzetta dello Sport. Capa de Marco Torricelli

Os números

Em comparação com a safra de 2020, nos últimos doze meses registamos um declínio de cerca de 2050 páginas inéditas publicadas, o equivalente a -9,44%. Pela primeira vez desde 2013 o número total de páginas inéditas publicadas pela editora da via Buonarroti cai para menos de 20.000. As páginas de banda desenhada inéditas em 2021 são precisas 19.661,67 (o número decimal é dado pelas ‘strisce’ (tiras) dos Bonelli Kids publicadas em Martin Mystère a partir de Maio), destas, 1540 apareceram em volumes destinados ao circuito de livrarias: não obstante um aumento de volumes no final do ano, trata-se de menos 20% comparativamente ao ano anterior.

Do total de páginas inéditas, as publicadas em primeira instância em volumes destinados aos quiosques foram 92,17%; consequentemente as páginas destinadas aos volumes pensados para as livrarias representaram 7,83%, o que representa um retrocesso comparativamente aos 8,89% do ano passado. O segundo ano consecutivo sem o evento de Lucca contribuiu seguramente para desacelerar o crescimento em 2021 da secção de livros da editora Bonelli que ofereceu menos volumes e menos material inédito do que em 2020. As publicações destinadas ao circuito do livro, foram exactas 63 este ano; seis livros, o 8,87% se preferirem, a menos comparativamente com 2020, entre republicações, inéditos e livros temáticos.

Da Itália aos Estados Unidos. O volume bonelliano de 2021, dedicado a uma das recentes aventuras do jovem Tex, desembarcará nos ‘States’ em 2022 com o selo da Epicenter Comics. Ilustração de Massimo Carnevale

Foram 189 as edições, entre revistas e livros, principalmente inéditas, publicadas em 2021, vinte e oito a menos do que em 2020, o que representa uma queda de -13,10%; uma percentagem superior à diminuição das páginas; com isso, a média de páginas inéditas por volume volta a subir, situando-se nas 104,04 páginas, 3,98% a mais do que nos doze meses anteriores. No entanto, o número recorde de 2011, que foi de 130 páginas por volume, está muito distante. 

As séries e as personagens

As séries propostas também são um pouco menos do que as do ano passado. Em 2021 são 28 as séries ou as personagens das quais a Bonelli publicou pelo menos uma página inédita. Entre elas 4 estreantes absolutos: Nero, La divina congrega, 10 ottobre, com um volume cada, e Simulacri com o Free Comick Book Day 2021. Assinalamos também o agradável retorno de Chico e dos Bonelli Kids, e as duas páginas inéditas do epílogo de Kay adicionadas na reproposta em formato mangá de todas as histórias do ciclo La guerra del buio.

Poucas mas boas. Estas três publicações de 2021, contêm respectivamente 2, 1 e 1 página inédita. Poucas páginas, mas válidas, para a classificação. Capas de Massimo Dall’Oglio (Kay) e Maurizio Dotti (Tex)

Na classificação que se segue podem encontrar todas as séries alinhadas pela quantidade de páginas inéditas publicadas no decurso do ano;Na última coluna encontra-se a variação em relação à posição ocupada em 2020 e ao lado, quando necessário, um pequeno quadrado com as letras “RH“, que indica que o resultado obtido em 2021, ao nível das páginas publicadas, é o melhor de sempre para a personagem: o Recorde Histórico. O quadrado verde indica que o recorde foi batido; se for amarelo, que apenas foi igualado.
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Quarto sucesso consecutivo para Tex, que é o personagem bonelliano mais publicado pela 51ª vez. Muito distante, mas pela primeira vez acima das 3000 páginas, Dylan Dog que ultrapassa Zagor precisamente no ano do sexagésimo aniversário. Dylan Dog entre outras coisas é, com o resultado recorde deste ano, o segundo personagem bonelliano, a quem foram dedicadas mais de três mil páginas no arco destes últimos doze meses; até agora apenas Tex em três ocasiões (de 2019 até hoje) tinha superado essa fasquia. O Espírito da Machadinha teve de se contentar com o degrau mais baixo do pódio após dois anos no segundo posto. No Top Ten houve um salto de Nathan Never graças aos festejos dos trinta anos, enquanto Júlia desce um par de posições devido ao facto de em 2021 ter visto diminuído o número de páginas na série mensal. Aproveitou Dragonero que com o seu segundo melhor resultado anual entrou para o Top Five. Melhor resultado de sempre para Il commissario Ricciardi tanto no quesito páginas, como pela posição: entrou pela primeira vez no Top Ten.

Il Commissario Ricciardi entra pela primeira vez no Top Ten dos personagens mais publicados anualmente pela Sergio Bonelli Editore. Ilustração de Daniele Bigliardo

Os anos vinte

Após um ano de inevitável pausa, vamos voltar a dar uma olhada ao ranking da década, neste caso dos Anos Vinte do Século XXI. Somando as classificações dos dois últimos anos vemos no topo da classificação, obviamente, Tex, que visa recuperar o papel de personagem principal da editora a nível numérico, após uma década, a última, dominada pelo Dylan Dog. O Detective do Pesadelo apesar da queda supera nesta década Zagor. Muito distanciado o trio Nathan Never, Júlia e Dragonero em luta pela quarta posição: no momento o Agente Alfa prevalece sobre a criminóloga e sobre Ian Aranill. De seguida mostramos o Top Ten dos Anos Vinte após o segundo ano.
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All-Time
 
Este 2021 também foi um ano de marcos importantes para muitas séries.. Com as páginas publicadas este ano Tex supera as 110.000 páginas desde que chegou aos quiosques italianos em 1948; Zagor incluindo Chico e as outras séries colaterais ultrapassa a barreira das 90.000 páginas aproxima-se rapidamente das cem mil, marca que potencialmente pode atingir no final de 2024. Dylan Dog por sua vez neste 2021 superou a barreira das 70.000 páginas, enquanto Martin Mystère com todos os seus spin-off, graças às páginas dos últimos doze meses superou as 60.000 páginas; Dampyr por sua vez com o último volume do ano atingiu e superou a marca das 30.000 páginas.
Dragonero por outro lado não alcança ainda um número tão redondo, mas com as páginas publicadas neste ano supera  tanto Agenzia Alfa como Brendon e alcança o 14º posto na classificação dos personagens mais publicados na história da editora italiana.
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Aqui termina a primeira parte dos números Bonellianos do ano que está a findar. No segundo capítulo  abordaremos os argumentistas Bonellianos mais publicados pela editora neste 2021.

Até breve.

Saverio Ceri
Material apresentado no blogue Dime Web em 24/12/2021; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2021, Saverio Ceri

A prova gráfica do “Tex Magazine 2022”

No próximo dia 25 de Janeiro de 2022, teremos em Itália, o lançamento do Tex Magazine 2022, que trará duas histórias inéditas e completas, uma das quais dedicada a um personagem secundário, se assim o possamos definir já que se trata de Montales, como é norma na colecção e ainda vários artigos (a cores) dedicados ao Western.

Neste número teremos como argumentistas Carlo Monni e Mauro Boselli, este último também responsável por um dos roteiros, estando o outro assinado por Pasquale Ruju. Nos desenhos teremos Fabio D’Agata e Maurizio Dotti. Quanto à capa é da autoria do Mestre Claudio Villa.

Maverick Bunch
Argumento: Carlo Monni
Roteiro: Pasquale Ruju
Desenhos: Fabio D’Agata
Adam Walker, o caçador de recompensas, é um dos pistoleiros mais rápidos do Oeste. Alguém pediu-lhe para matar Tex Willer, e Adam está pronto a fazê-lo, pelo amor ao desafio. Mas o destino coloca Tex ao seu lado contra os invasores do Maverick Bunch. O que irá acontecer, no final da pista?

Il ritorno del Desperado
Argumento e roteiro: Mauro Boselli
Desenhos: Maurizio Dotti
No coração do governador de Chihuahua há uma ferida incurável: a recordação do massacre ao rancho da sua família, quando os soldados dos generais golpistas massacraram os seus pais e a sua jovem esposa, ocorrido há muitos anos. Agora, para Montales, chegou a hora da vingança.

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