Entrevista exclusiva: ALFONSO FONT

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Giampiero Belardinelli, Jorge Magalhães e  Luis Sierra na formulação das perguntas e de Tizziana Giorgini na tradução.

Alfonso Font e NinaMestre Alfonso Font, bem-vindo ao blogue português de Tex. Pode apresentar-se aos nossos leitores?
Alfonso Font: Pois, meu nome é Alfonso Font, nasci em Barcelona em 1946 e sou desenhador de banda desenhada e também argumentista de muitas das histórias por mim desenhadas, embora não seja este o caso em relação a Tex.
Moro num povoado perto dos Pirinéus, cercado de montes mas estou ligado com o mundo graças à Internet, ao telefone e a um par de estradas que levam a outros lugares.
Gosto de ler, de passear por estes montes, de catar cogumelos, e também gosto de animais; minha esposa e eu convivemos com três gatos. E não sei que mais posso contar da minha vida sem entediar ninguém…

La parábola de El Marciano DesconocidoQue lugar teve a banda desenhada na sua infância?
Alfonso Font: Na minha infância, não havia televisão em Espanha, o cinema estava submetido à censura dos bispos e acho que os únicos filmes aptos para todos os públicos, fora Bambi ou Peter Pan, eram aqueles sobre as vidas dos santos e temas afins aceites pelo regime do ditador. As histórias aos quadradinhos eram o único refúgio onde poder viver sonhos e emoções ao alcance ergonómico dos garotos que, como eu, têm agora mais de sessenta anos. Portanto, os quadradinhos foram muito importantes para mim.

Como nasceu em si a paixão pelo desenho e em que momento decidiu que essa seria a sua profissão?
Alfonso Font: Que eu me lembre, sempre me vejo tratando de desenhar algo em folhas soltas, cadernos ou até mesmo nas margens dos livros didácticos. Se via um filme de piratas, não podia deixar, ao chegar a casa, de desenhar galeões e flibusteiros. Penso que acabar sendo desenhador foi um processo inevitável, acho que não houve um momento preciso em que eu tenha decidido: “bem, a partir de hoje passarei a me dedicar a isso profissionalmente”.

Arte de Alfonso FontQuando trabalhou para o mercado inglês, nos anos 60, antes de se tornar um artista conhecido internacionalmente, que tipo de histórias desenhou? E que lembranças guarda desse período, que permanece tão obscuro na história da BD europeia?
Alfonso Font: Trabalhava através de agências como Bardon Art ou Selecciones Ilustradas para um mercado tanto europeu como norte-americano. As histórias variavam bastante pois desenhei temas bem diferentes que iam da 1.ª guerra mundial a crimes famosos, passando por vampiros, o monstro de Frankenstein, ou o faroeste.
As minhas lembranças daquele tempo não podem ser más, nem que seja só porque naquela época eu era jovem, e é muito raro que desânimo e juventude formem parceria.

Ojos VerdesO senhor colaborou com muitos editores, inclusive fora da Espanha. Que trabalhos foram fundamentais até chegar a esse seu estilo tão próprio reconhecido internacionalmente?
Alfonso Font: Para ser sincero, acho que quando se está a começar nesta profissão, qualquer coisa de que se goste, por pequena que seja, acaba por nos influenciar de alguma forma. Cada vez que se vê como os diferentes artistas solucionam tecnicamente os problemas a que se enfrentam, por pura admiração gostaríamos de tornar nossos todos esses recursos que nos deixam maravilhado e voluntariamente acabamos nos deixando influenciar. Pouco a pouco, é assim que se vai aprendendo e melhorando o nosso próprio trabalho até que um belo dia, sem se dar conta, começamos a deixar fluir o nosso próprio estilo, que se vai polindo e transformando com o tempo.

A mestria de Alfonso FontConsiderando que o senhor tem uma longa carreira recheada de séries famosas como “Os Robinsons da Terra“, “Clarke e Kubrick“, “Alise e os Argonautas“, “O Prisioneiro das Estrelas“, “Táxi“, “Histórias Negras“, “Rohner” e muitas outras, pode dizer-nos qual delas é a sua favorita? E gostaria de retomá-la, um dia, se a oportunidade surgisse?
Alfonso Font: Cada uma delas preencheu uma pequena parte da minha vida e no seu devido momento também cada uma delas foi a mais importante.
Retomar uma série é mais complicado do que parece. Seria preciso fazê-lo de forma que o leitor soubesse do que se trata sem quiçá ter lido nenhum dos antigos álbuns. Além disso, a criação de cada personagem costuma ser produto de um tempo, de um determinado momento da nossa vida, que é plausível pensar que tenha mudado e possivelmente o espírito dessa personagem, retomado hoje, já não seria o mesmo.

Estúdio Alfonso FontO género de Ficção Científica figura em muitas das suas criações, sendo óbvio que é um dos seus preferidos. Mas, como começou a sua carreira a desenhar “westerns“, sente a mesma identificação com este universo tão peculiar?
Alfonso Font: O caso é que, na verdade, eu comecei desenhando faroeste, e quando surgiu a oportunidade de desenhar o Tex foi como voltar à minha juventude. Gosto de desenhar e as histórias do Oeste norte-americano pois permitem um amplo leque de possibilidades gráficas; há velhas aldeias rústicas, cavalos, vastas e distintas paisagens, diferentes tribos índias, caubóis, trens, nuvens tempestuosas, neve… enfim, um imenso deleite para quem desenha.

O Tex de Alfonso FontPassemos agora ao Ranger que dá nome a este blogue: como você chegou a Tex?
Alfonso Font: Há alguns anos atrás, durante a celebração do Salón del Cómic de Barcelona, Sergio Bonelli propôs-me que eu desenhasse um Texone, um desses grandes volumes de publicação anual. Acabou sendo o intitulado “Gli Assassini” com argumento do Mauro Boselli.

Quais foram as primeiras preocupações que a personagem de Tex suscitou em si? E como se preparou para desenhar as histórias de Tex? Já o conhecia profundamente?
Alfonso Font: Eu conhecia o “Texas Bill” que era o nome com que o Tex tinha sido publicado em Espanha, mas já estava bem longe no tempo e tive de me sujeitar a um novo Tex transformado pelos anos. Recebi um bom número de edições mensais de Tex que foram muito úteis para que eu me actualizasse. Ainda assim, confesso que me custou muito conquistar a personagem e adaptar o meu estilo à série.

Página 131 da história inédita La mano del mortoComo foi trabalhar com Mauro Boselli como argumentista? E ele o ajudou muito em seu trabalho ou você teve que documentar-se sozinho?
Alfonso Font: Mauro Boselli?… Mauro Boselli… Maur… ah, sim, acho que é esse amador que escreve uns roteirinhos, não é?… Bah, não está mal, dá para o gasto…
E sabem do que mais? Já o estou a ver agora, pálido, lendo este comentário, com lágrimas nos olhos, com o moral lá em baixo…
Mauro, estou a brincar, fique calmo.
A bem da verdade, o Mauro Boselli surpreendeu-me logo desde o início com o argumento de “Gli Assassini”. Descobri uma história cheia de uma acção sem trégua, da primeira à última página, com uma mudança constante de ambientes e situações complexas, repleta de personagens bem vivazes. E o que é realmente incrível é que agora, depois de alguns anos trabalhando o Tex tendo a ele como único argumentista, posso dizer que as suas histórias nunca caem em repetições, nem de tema, nem de ambientes, nem de personagens, e isso é muito difícil de conseguir. Ele é muito exigente com o trabalho, o que implica que o desenhador não pode relaxar um momento sequer se não quiser cometer erros, mas ao mesmo tempo ele colabora fornecendo toda a documentação gráfica de que dispõe para solucionar uma cena, o que facilita o trabalho do desenhador.
Acho que neste mundo dos quadradinhos falta algum prémio importante que reconheça o trabalho dos bons argumentistas. Nesse caso, o Mauro seria dos primeiros em merecê-lo.

Página 134 da história inédita La mano del mortoDepois de realizar “Os Assassinos”, começou a desenhar também para a série regular. Já estava tudo previsto?
Alfonso Font: Não, não estava previsto, mas coincidiu que nessa época eu dei por terminada a minha colaboração com a agência Norma e uma coisa levou à outra.

Pelo que sabemos, você está a desenhar uma nova história de Tex. Pode nos antecipar alguma coisa? Quem é o argumentista, qual a ambientação etc.?
Alfonso Font: Foi Sergio Bonelli quem decidiu que o Mauro Boselli e eu formássemos uma parceria para Tex, por isso, como já disse antes, todos os roteiros que desenhei foram escritos pelo Mauro.
A nova história tem a ver, de certo modo, com intrigas… Um célebre assassinato, ocorrido há alguns anos atrás, parece voltar à actualidade quando um desconhecido está decidido a desvendar um antigo complô em que há muitos implicados e uma misteriosa vingança começa a tomar forma através de casos que aparentemente não parecem estar relacionados. E não confessarei nada mais a não ser na presença de Mauro Boselli.

Página 151 da história inédita La mano del mortoEstá satisfeito com o trabalho que está fazendo com o “seu” Tex?

Alfonso Font: Tive um velho mestre de desenho que me disse “no dia em que o senhor estiver plenamente satisfeito com o seu trabalho, terá chegado ao limite das suas capacidades, a partir desse dia já não poderá melhorar mais…” Não sei se se deve à impressão que me causaram essas palavras, mas acho que satisfeito, realmente satisfeito, nunca consegui estar com nenhum dos meus trabalhos.
Outra coisa é se me satisfaz trabalhar com Tex; nesse caso tenho que convir que sim.

Como se define como autor de Tex? Identifica-se de algum modo com algum dos outros anteriores autores?

Alfonso Font: Como me definiria? Não sei, tento ser honesto no meu trabalho, talvez tudo se resuma a isso. Quanto à segunda parte da pergunta, devo dizer que não, ao menos não conscientemente.

Página 165 da história inédita La mano del mortoO que significa para si desenhar histórias para uma lenda dos quadradinhos como Tex, que acabou de completar 60 anos de vida editorial?
Alfonso Font: Primeiro, agradecimento a Sergio Bonelli por confiar na minha capacidade. Segundo, saber que farei parte – ainda que seja uma parte pequenina – da história de uma lenda dos quadradinhos.

Que ambições ainda tem dentro da Sergio Bonelli Editore, com relação a Tex?
Alfonso Font: A minha ambição continua sendo a mesma que tive durante toda a minha vida: desfrutar com o meu trabalho.

Como é trabalhar para Sergio Bonelli?
Alfonso Font: À parte de ter trabalho, que isso nos dias que correm é mais do que importante, significa para mim ter tido a sorte de conhecer Sergio Bonelli que me parece, além do mais, uma boa pessoa, um editor honrado que ama o seu ofício, que se sente comprometido com o seu trabalho e que se preocupa com os seus colaboradores. Ele já sabe como penso.

Página 166 da história inédita La mano del mortoComo é o seu processo criativo? Você faz uma página completa e depois passa para outra? E quais instrumentos de trabalho usa?
Alfonso Font: Imponho-me completar a página a lápis, o que normalmente consigo em pouco mais de meia jornada e começo a passar a tinta até onde aguento. Às vezes uma única vinheta, outras vezes, meia página…
No dia seguinte começo outra página a lápis e começo a passar a tinta, e assim sucessivamente até completar o trabalho do mês. Nos últimos três, quatro ou, às vezes, cinco dias dedico-me a terminar todas e cada uma das páginas, apagar a sujidade do lápis, a ocultar as pequenas manchas acidentais com têmpera (guache) branca.
Nem sempre trabalhei utilizando este método, mas assim venho fazendo há alguns anos.
O material que uso é cartolina Schoeller, lápis de grafite macio de diversas espessuras, penas Guillot e pincéis de pêlo de marta, e também sintéticos, borrachas macias e rígidas, etc.

Página 184 da história inédita La mano del mortoQuanto tempo leva para desenhar uma página? Você tem horários? Como é a sua jornada padrão entre trabalho, leituras, manter-se informado, lazer, vida familiar?
Alfonso Font: Depende da dificuldade da página. Embora muitos opinem o contrário, não sou um desenhador rápido. Como já expliquei antes, é claro que posso terminar uma página em um dia e meio de trabalho, às vezes em dois dias.
Levanto-me cedo, por volta das sete da manhã. Às sete e meia tomo um café com leite – isso é um ritual sagrado – ouvindo as notícias. Saio para caminhar durante mais ou menos uma hora, volto e começo a trabalhar… Almoço por volta da uma da tarde, leio um pouco ou converso com minha esposa sobre coisas que nos apaixonam a ambos. Volto ao trabalho, jantamos, conversamos ou lemos, alguma sessão de cinema às vezes… Nada extraordinário que muita, muita gente não faça.

Página 189 da história inédita La mano del mortoComo argumentista de algumas das suas séries mais conhecidas, como encararia a hipótese de escrever o seu próprio guião para uma aventura de Tex? E, como conhece bem o Oeste selvagem, qual o cenário que elegeria para essa aventura, ou seja, que tipo de ambientes gosta mais de desenhar em histórias de “cowboys“?
Alfonso Font: Deixo os argumentos do Tex para o Mauro porque não quero fazer má figura. Quanto aos ambientes, devo dizer que gosto de desenhar o Tex precisamente porque os ambientes são diferentes a cada momento.

Concorda com Sergio Bonelli quando ele diz que a BD “western” tem os dias contados, por falta de adeptos entre as novas gerações, como acontece no cinema, e que nem mesmo heróis de longa data como Tex e Blueberry escaparão à crise?
Alfonso Font: Não sei. É de se supor que os filmes de faroeste são um género ameaçado, contudo aparecem títulos como “Os imperdoáveis” ou “Dança com lobos” e são tremendos sucessos de bilheteira. Na televisão continuam a passar velhos filmes de bangue-bangue e não deixam de ter fãs. Tex ainda tem muito, muitos amigos…

Tex e Alfonso FontNa sua opinião, o declínio do género western (salvo casos esporádicos como “Dança com lobos” e “Os imperdoáveis” de há já alguns anos) deve-se à desmistificação que vem acontecendo nos últimos decénios (do western à italiana de Sergio Leone ao cinema revisionista dos anos setenta), ou tem antes que ver com o desinteresse por parte do público e, portanto também dos autores?
Alfonso Font: Tenho a sensação de que o público em geral “sofre” uma super oferta maciça de cinema, video-jogos, revistas, música… Penso que as antigas companhias cinematográficas deram espaço às grandes multinacionais do negócio do entretenimento que carecem de qualquer outro objectivo que não seja o acúmulo de lucros imediatos e o crescimento perpétuo; se descobrem que os efeitos especiais atraem o público, abandonam tudo o mais e passam a se dedicar apenas a isso. Até a saciedade, até a náusea… Eu já deixei sistematicamente de assistir a filmes de efeitos especiais, já não aguento mais, é sempre a mesma coisa. E acho que não sou o único. A cada dia há mais entusiastas dispostos a recuperar o velho cinema preto e branco tanto americano quanto europeu, a recuperar filmes que têm argumento além de imagens… Quem sabe, se algum dia esses mercadores do espectáculo se derem conta disso, talvez possamos recuperar o cinema de verdade…

Alfonso Font no EstúdioSabemos que o senhor é um leitor apaixonado, entre outras, das obras de Robert Louis Stevenson. O que o fascina mais da narrativa deste autor inesquecível: as histórias de mar (“A ilha do tesouro” e outras) ou as que indagam sobre a ambivalência da alma (“O médico e o monstro”)?
Alfonso Font: Tudo. Acho que Stevenson é um autor pouco compreendido pela crítica, que lhe atribui uma etiqueta única de escritor para jovens. Uma parte da obra de Stevenson menos conhecida, como os seus contos breves, parece-me extraordinária. Para mim, dentre eles há um – “Olalla” –  do qual me pergunto por que ainda não o utilizei para uma história de banda desenhada.

Alfonso Font numa sessão de autógrafosA ficção científica é outra das suas paixões. Acha que pode haver alguma relação – para citar um exemplo notório – com obras cinematográficas tipo “2001: Uma odisseia no espaço” de Kubrick ou “Guerra das estrelas” de Lucas?
Alfonso Font: Sou um admirador de Kubrick, daí que uma das minhas personagens de ficção científica se chame assim. Lucas recuperou os velhos romances de ficção, nos quais a fantasia era prioritária acima de qualquer argumento científico e obteve um sucesso merecido, embora para mim, as terceira e quarta partes que pretendem ser retroactivas para passarem a ser as primeiras na saga e nas quais a mão negra das multinacionais do dólar fácil já se faz notar, deixaram de me interessar. Não digo que sejam más, só que a mim já não me interessam.

Alfonso Font e a ficção científicaNos últimos anos, a Espanha converteu-se económica, social e culturalmente numa das nações mais avançadas da Europa. Como está, hoje, a situação da banda desenhada no seu país?
Alfonso Font: E vocês acreditam na propaganda dos políticos?…
Qualquer passinho para além da idade média do franquismo pode parecer um passo deslumbrante, mas continua sendo um pequeno passo.
Em Espanha, uma história em quadradinhos que venda 2000 exemplares é um sucesso.

Na sua opinião, por que Tex não triunfa em países como a Espanha, embora os ilustradores e argumentistas façam óptimos trabalhos com esta mítica personagem?
Alfonso Font: Aqui a arte interessa apenas em função do seu preço por centímetro quadrado. Os quadradinhos carecem de categoria económica para serem levados em consideração a não ser por meia dúzia de insensatos entre os quais me incluo.

E como explica que o senhor e outros autores espanhóis, como por exemplo José Ortiz, triunfem em Itália e esse trabalho seja praticamente desconhecido em Espanha?
Alfonso Font: Provavelmente porque económica, social e culturalmente somos uma das nações mais avançadas da Europa, como vocês dizem.

Alfonso Font e Ervin RustemagicPara finalizar, como faria uma rápida análise da sua carreira?
Alfonso Font: Sempre fui apaixonado pelo desenho, e por este ofício desde que me entendo por gente. Sempre tive bem claro que queria ser desenhador de banda desenhada e nenhuma outra coisa.
Quando comecei a publicar os meus primeiros desenhos ainda era um péssimo desenhador. Na verdade, fui um desenhador bem ruinzinho durante muitos anos, mas felizmente o entusiasmo e o carinho com que fazia os meus trabalhos me impedia de ser consciente disso, provavelmente foi graças a essa incapacidade de autocrítica que não abandonei este ofício no devido momento. E assim até hoje…

Caro Mestre Alfonso Font, em nome do blogue português de Tex, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
Alfonso Font: Eu é que agradeço a vocês, a todos aqueles que continuam amando as histórias em quadradinhos, porque isto nos torna cúmplices de sonhos e esperanças.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Intervista esclusiva: ALFONSO FONT

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Giampiero Belardinelli, Jorge Magalhães e  Luis Sierra per la formulazione delle domande e di Gianni Petino e Tizziana Giorgini per le traduzioni e revisioni.

Alfonso Font e NinaMaestro Alfonso Font: benvenuto al blog portoghese di Tex: può presentarsi ai nostri lettori?
Alfonso Font: Certamente: sono nato a Barcellona nel 1946 e sono disegnatore di fumetto e sceneggiatore di molte delle storie che ho disegnato, anche se questo non è il caso per quanto riguarda Tex.
Abito in un paese vicino a Pirinéus, in mezzo alle montagne, ma comunico con il mondo grazie le Internet, al telefono e ad un paio di vie che portano in altri posti.
Mi piace leggere, passeggiare su queste montagne, raccogliere funghi e mi piacciono gli animali; mia moglie ed io conviviamo con tre gatti. Devo dire che non so cosa raccontare su di me senza annoiare qualcuno…

La parábola de El Marciano DesconocidoChe posto ha avuto il fumetto nella sua infanzia?
Alfonso Font: Quando ero piccolo in Spagna non c’era la televisione, il cinema era sottoposto alla censura del clero e penso che gli unici films adatti a tutti, a parte Bambi e Peter Pan, erano quelli sulle vite dei santi e sui temi graditi al regime del dittatore. Le storie a fumetti erano l’unico rifugio in cui poter vivere sogni ed emozioni alla portata dei bambini che, come me, hanno adesso superato i sessant’anni. Infine: i fumetti hanno avuto molta importanza per me.

Com’è nata in lei la passione per il disegno ed in che momento ha deciso che questa sarebbe stata la sua professione?
Alfonso Font: Per quanto mi ricordo, mi vedo a cercare di disegnare qualcosa su dei fogli sciolti, quaderni o anche ai bordi dei libri di scuola. Se vedevo un film di pirati non potevo tralasciare, arrivando in casa, di disegnare qualche galeone ed i filibustieri. Penso che il processo mentale di diventare disegnatore sia stato inevitabile: non mi pare che ci sia stato un momento preciso in cui ho deciso “Bene, a partire da adesso passerò a dedicarmi a questo in maniera professionale.”.

Arte de Alfonso FontQuando ha lavorato per il mercato inglese, negli anni 60, prima di diventare un artista conosciuto internazionalmente, quale tipo di storie ha disegnato? E quali ricordi conserva di questo periodo, che rimane così oscuro nella storia del fumetto?
Alfonso Font: Lavoravo tramite agenzie del tipo Bardon Art o Selecciones Ilustradas per un mercato sia europeo che nordamericano. Le storie variavano parecchio, ho disegnato temi molto differenti che andavano dalla prima guerra mondiale a crimini famosi, passando attraverso vampiri, il mostro di Frankestein o il Far West.
I miei ricordi di allora non possono essere di più, anche perchè allora ero giovane ed è molto raro che gioventù e memoria vadano di pari passo.

Ojos VerdesLei ha collaborato con molti editori, anche al di fuori della Spagna. Quali sono stati i lavori fondamentali per arrivare a quel segno riconosciuto da tutti a livello internazionale?
Alfonso Font: Sinceramente penso che, quando inizi questa professione, qualsiasi cosa che ti piace, per piccola che sia, finisce per influenzarti in qualche modo. Ogni volta che vedi come i vari artisti soluzionano tecnicamente i problemi che affrontano, anche solo per pura ammirazione, ti piacerebbe di fare tuoi tutti questi elementi che ti hanno meravigliato e volontariamente finisci per lasciarti influenzare. E’ così che poco a poco impari a migliorare il tuo lavoro fino a che un bel giorno e senza rendertene conto cominci a lasciare fluire il tuo stile, che si affina e si trasforma con il tempo.

A mestria de Alfonso FontConsiderando che lei há una lunga carriera piena di serie famose come “I Robinson delle Terra”, “Clarke e Kubrick”, “Alice e gli Argonauti”, “Il prigioniero delle stelle”, “Taxi”, “Storie nere”, “Rohner” e molte altre, ci può dire qual’è la sua preferita? Le piacerebbe riprenderla, un giorno, se si presentasse l’opportunità?
Alfonso Font: Ognuna di esse è una piccola parte della mia  vita e… in quel momento ognuna di esse è stata la più importante.
Riprendere una serie è più complicato di quanto possa sembrare. Bisognerebbe farlo in modo che il lettore sapesse di che si tratta, senza magari avere letto nessuno dei vecchi album. Oltre a ciò, la creazione di ogni personaggio è di solito un prodotto di “quel” momento, di un determinato periodo della tua vita, che è plausibile pensare che sia cambiato; e probabilmente lo spirito di quel personaggio, ripreso oggi, non sarebbe lo stesso.

Estúdio Alfonso FontIl genere fiction scientifico figura in molte delle sue creazioni, è quindi ovvio che è uno dei suoi preferiti. Ma da quando ha iniziato la sua carriera disegnando western, sente la stessa  identificazione con questo universo così particolare?
Alfonso Font: Il fatto, è in verità, che ho iniziato disegnando western, e quando si è verificata l’opportunità di disegnare Tex è stato come ritornare alla mia giovinezza. Mi piace disegnare e le storie dell’Ovest nordamericano permettono un ampio spazio di possibilità grafiche: ci sono vecchie capanne rustiche, cavalli, paesaggi vasti e distinti, varie tribù indie, cow-boys, treni, nuvole tempestose, neve… insomma, un grande diletto per chi disegna.

O Tex de Alfonso FontPassiamo adesso al Ranger che dà nome a questo blog: com’è arrivato a Tex?
Alfonso Font: Alcuni anni fa, durante la celebrazione del Salone dei Fumetti di Barcellona, Sergio Bonelli mi propose di disegnare un Texone, uno di questi grandi volumi a pubblicazione annuale. S’intitolò “Gli Assassini” com sceneggiatura di Mauro Boselli.

Quali sono state le prime preoccupazioni che il personaggio di Tex le ha suscitato? E come si è preparato per disegnare le storie di Tex? Lo conosceva già profondamente?
Alfonso Font: Conoscevo “Texas Bill” che era il nome com cui Tex era stato pubblicato in Spagna, ma era stato molto tempo prima e ho dovuto affrontare un Tex nuovo, trasformato dagli anni. Ho ricevuto parecchie edizioni mensili di Tex, che mi sono state molto utili per attualizzarmi. Anche così, confesso che mi è costato parecchio interiorizzare il personaggio ed adattare il mio stile alla serie.

Página 131 da história inédita La mano del mortoCome si è trovato a lavorare com Mauro Boselli come sceneggiatore? Ha aiutato molto nel suo lavoro o ha dovuto documentarsi per conto suo?
Alfonso Font: Mauro Boselli… Mauro Boselli… Mauro… ah, sì, deve essere quel tizio che scrive amatorialmente qualche piccola sceneggiatura… Bah, non è malaccio, vale la spesa… e lo sto vedendo, pallido, mentre legge questo commento, com le lacrime agli occhi, il morale a terra…
Tranquilli, sto scherzando, dài!!! Per essere sincero, Boselli mi ha sorpreso fin dall’inizio com la sceneggiatura degli “Assassini”: ho scoperto una storia piena di un’azione senza tregua, dalla prima all’ultima pagina, con cambiamenti continui di ambienti e situazioni complesse, piena di personaggi vivacissimi. E ciò che è davvero incredibile è che oggi, dopo che ho lavorato alcuni anni con Tex avendo Mauro come unico sceneggiatore, posso dire che le sue storie non cadono mai in ripetizioni, nemmeno di tema, o di ambiente, o di personaggi: e questo è difficilissimo da ottenere. E’ molto esigente nel lavoro, il che implica che il disegnatore non si può rilassare nemmeno un attimo per evitare di commettere erroti; contemporaneamente collabora fornendo tutta la documentzione grafica di cui dispone per concludere una scena, il che facilita parecchio il lavoro del disegnatore.
Penso che in questo mondo di fumetti manchi un premio importante che riconosca il lavoro dei buoni sceneggiatori: se ci fosse, Mauro sarebbe tra i primi a meritarlo.

Página 134 da história inédita La mano del mortoDopo «Gli Assassini» ha cominciato a disegnare anche per la serie regolare. Era già tutto programmato?
Alfonso Font: No, non era previsto, ma è successo che in quel periodo io avevo terminato la mia collaborazione con l’agenzia Norma e una cosa ha tirato l’altra…

A quanto ci risulta, lei sta disegnando una nuova storia di Tex. Può anticiparci qualcosa? Chi è il soggettista, l’ambientazione?
Alfonso Font: E’ stato Sergio Bonelli che ha deciso che Mauro Boselli ed io formassimo  coppia per Tex, pertanto, come ho già detto, tutte le sceneggiature che ho disegnato sono state scritte dall’amico Mauro.
La nuova storia ha qualcosa a che vedere con gli intrighi, in un certo modo… Un celebre assassinio avvenuto qualche anno prima sembra tornare d’attualità quando uno sconosciuto è deciso a sventare un antico complotto in cui molti sono gli implicati ed una misteriosa vendetta comincia a prendere forma attraverso fatti all’apprenza slegati fra di loro. E non confesserò altro se non alla presenza del mio Mauro Boselli!

Página 151 da história inédita La mano del mortoE’ soddisfatto del suo lavoro su Tex
?
Alfonso Font: Ho avuto un vecchio maestro di disegno che mi disse “Il giorno in cui sarai pienamente soddisfatto del tuo lavoro, sarai arrivato al limite delle tue capacità: da quel momento non potrai più migliorare…”. Non so se è dovuto all’impressione che mi hanno fatto queste parole, ma penso che soddisfatto, veramente soddisfatto non sono mai riuscito ad esser con nessuno dei miei lavori.
Altra cosa è di sentirmi soddisfatto lavorare con Tex; in questo caso devo convenire di sì.

Come si definisce come autore di Tex? Si identifica in qualche modo con qualcuno dei disegnatori che l’hanno preceduta
?
Alfonso Font: Come mi definirei? Non so, cerco di essere onesto nel mio lavoro, forse tutto si riassume in questo. Quanto alla seconda domanda, dico di no, per lo meno a livello cosciente.

Página 165 da história inédita La mano del mortoCosa significa per lei disegnare storie per una leggenda dei fumetti come Tex, che ha appena compiuto i 60 anni di vita editoriale?
Alfonso Font: Prima di tutto un ringraziamento a Sergio Bonelli per avere fiducia nella mia capacità. E poi sapere di fare parte – anche se una piccola parte – della storia di una leggenda dei fumetti.

Per quanto riguarda Tex, ha delle ambizioni all’interno della SBE?
Alfonso Font: La mia ambizione è sempre la stessa che ho avuto durante tutta la mia vita: fare bene il mio lavoro.

Com’è lavorare per Sergio Bonelli?
Alfonso Font: A parte l’avere lavoro, il che al giorno d’oggi è la cosa più importante, per me significa avere avuto la fortuna di avere conosciuto Sergio Bonelli che mi sembra oltre a tutto una bella persona, un editore onorato che ama il suo lavoro, in cui si sente coinvolto, e che si preoccupa per i suoi collaboratori. Lui sa perfettamente cosa penso.

Página 166 da história inédita La mano del mortoCom’è il suo processo creativo? Disegna una pagina completa e poi passa alla successiva? Quali sono i suoi strumenti di lavoro?
Alfonso Font: M’impongo di completare la pagina a matita, il che di norma riesce in poco meno di mezza giornata, e comincio a passare l’inchiostro finché sono stanco.    A volte una singola vignetta, altre volte una mezza pagina…
Il giorno dopo comincio un’altra pagina a matita e comincio a passare l’inchiostro, e così via fino a completare il lavoro del mese. Gli ultimi tre, quattro, e a volte cinque giorni mi dedico a terminare tutte ed ognuna delle pagine, cancellare la sporcizia della matita, nascondere le piccole macchie accidentali con tempera (Gouache) bianca.
Non ho lavorato sempre utilizzando questo metodo: faccio così da qualche anno.
Il materiale che uso è carta Schoeller, matita con grafite morbida di vari spessori, penne Guillot e pennelli di pelo di martora, ma anche sintetici, gomme morbide e rigide, ecc.

Página 184 da história inédita La mano del mortoQuanto tempo impiega per disegnare una pagina? Ha degli orari rigidi? Può descrivere la sua giornata tipo divisa fra lavoro, lettura, mantenersi informato, tempo libero, vita familiare?
Alfonso Font: Dipende dalla difficoltà della pagina. Nonostante molti pensino l’opposto, non sono un disegnatore veloce. Come già detto, posso riuscire a finire una pagina in un giorno e mezzo di lavoro, magari due giorni…
Mi alzo presto, verso le 7 del mattino, alle sette e mezzo prendo un caffè con latte – questo è un rito sacro – mentre ascolto le notizie. Esco per una passeggiata di un’oretta, torno ed inizio a lavorare… Pranzo verso l’una, leggo un po’, faccio quatto chiacchiere con mia moglie sulle cose che ci uniscono. Torno al lavoro, ceniamo, conversiamo o leggiamo, a volte andiamo al cinema. Niente di straordinario, come molta, molta gente normale.

Página 189 da história inédita La mano del mortoCome soggettista di alcune delle sue seriè più note, come vedrebbe l’ipotesi di scrivere il suo canovaccio per un’avventura di Tex? E, visto che conosce bene il selvaggio West, quale scenario penserebbe per questa avventura, ossia, che tipo di ambienti le piace disegnare di più nelle storie di Cow-boys?
Alfonso Font: Lascio le sceneggiature di Tex a Mauro, non voglio fare figuracce… quanto agli ambienti, devo dire che mi piace disegnare Tex proprio perchè le localizzazioni sono sempre diverse.

Lei è d’accordo con Sergio Bonelli quando dice che il fumetto “western” ha i giorni contati, per mancanza di fans fra le nuove generazioni, come succede nel cinema, e che nemmeno gli eroi di vecchia data come Tex e Blueberry sfuggiranno a questa crisi?
Alfonso Font: Non saprei. Bisogna supporre che i films del Far West siano un genere minacciato, e nonostante ciò ecco dei titoli come “Gli spietati” o “Danza coi Lupi” e sono grossi successi di botteghino. Alla televisione continuano a passare vecchi film di sparatorie ed hanno ancora dei fedeli. Tex ha ancora molti, moltissimi amici…

Tex e Alfonso FontPensa che il declino del genere western (eccetto appunto gli sporadici casi di “Balla coi lupi” e “Gli spietati” di alcuni anni fa) sia da imputare alla smitizzazione avvenuta negli ultimi decenni (dal western all’italiana di Sergio Leone al cinema revisionista degli anni Settanta) oppure sia legato a un disinteresse da parte del pubblico e quindi anche degli autori?
Alfonso Font: Ho la sensazione che il pubblico in generale “soffra” di una massiccia offerta di cinema, videogiochi, riviste, musica… Penso che le vecchie aziende cinematografiche abbiano ceduto il passo alle grandi multinazionali del business dell’intrattenimento, alle quali interessa solo l’obiettivo dell’accumulo di utili immediati e la crescita perpetua; se scoprono  che gli effetti speciali attraggono il pubblico, abbandonano tutto il resto per dedicarsi solo a quello. Fino alla sazietà, alla nausea… Ho tralasciato sistematicamente di assistere ai film con effetti speciali, non ne posso più, è sempre la stessa robaccia. E penso di non essere il solo. Ogni giorno ci sono più persone entusiaste per recuperare il vecchio cinema bianco e nero sia americano che europeo, per riassistere a films che abbiano una storia oltre alle immagini… Chissà: se un giorno questi mercanti dello spettacolo si renderanno conto di questo, forse riusciremo a recuperare il vero cinema…

Alfonso Font no EstúdioSappiamo che, tra l’altro, lei è un appassionato lettore delle opere di Robert Louis Stevenson. Cosa l’affascina di più della narrativa di questo indimenticabile autore: le storie di mare (“L’isola del tesoro” e altri) oppure le indagini nel doppio dell’animo umano (“Il Dr. Jekyll e Mr. Hyde”)?
Alfonso Font: Tutto! Penso che Stevenson sia un autore poco compreso dalla critica, che gli attribuisce un’unica etichetta di scrittore per ragazzi. Una parte dell’opera di Stevenson meno conosciuta, come i suoi racconti brevi, me pare straordinaria. Secondo me, fra di loro ce n’è uno – “Olalla” – di cui mi chiedo come mai non lo abbia ancora utilizzato per una storia a fumetti.

Alfonso Font numa sessão de autógrafosLa Fantascienza è un’altra delle sue passioni: ritiene ci possa essere un legame, per fare un esempio noto, tra opere cinematografiche quali “2001: Odissea nello Spazio” di Kubrick o “Guerre Stellari” di Lucas?
Alfonso Font: Sono un ammiratore di Kubrick, ecco perchè uno dei miei personaggi di CF si chiama così. Lucas ha recuperato vecchi romanzi di fiction, in cui la fantasia era prioritaria ad ogni argomento scientifico, ed ha ottenuto un meritato successo, anche se secondo me la terza e la quarta parte non mi hanno più interessato in quanto vogliono essere retroattive per passare ad essere le prime nella saga e nelle quali la mano nera delle multinazionali del dollaro facile comincia a farsi notare.

Alfonso Font e a ficção científicaLa Spagna, negli ultimi anni, è diventata a livello economico, sociale e culturale una nazione tra le più avanzate in Europa. Com’è la situazione dei fumetti nel suo Paese?
Alfonso Font: E tu credi nella propaganda dei politici?…
Ogni piccolo passo oltre all’età media del franchismo può sembrare un passo incredibile, ma continua ad essere un piccolo passo.
In Spagna, una storia a fumetti che vende 2000 esemplari è un successo.

Nella sua opinione, come mai Tex non trionfa in Paesi come la Spagna, nonostante i disegnatori e gli sceneggiatori facciano ottimi lavori con questo personaggio?
Alfonso Font: In questo caso l’arte interessa solamente in funzione del suo prezzo per centimetro quadrato. I fumetti sono articolo di categoria economica troppo bassa per venire presi in considerazione se non da una mezza dozzina di pazzi tra i quali includo anche me stesso.

Come spiega che lei ed altri autori spagnoli, come José Ortiz, trionfano in Italia mentre questo lavoro è praticamente sconosciuto in Spagna?
Alfonso Font: Probabilmente perchè è economica: socialmente e culturalmente siamo una della nazioni più avanzate in Europa, come dite voi…

Alfonso Font e Ervin RustemagicPer terminare, vuole farci una rapida analisi della sua carriera?
Alfonso Font: Sono sempre stato appassionato di disegno da quando sono adulto. Ho sempre avuto ben chiaro che volevo essere un disegnatore di fumetti e nient’altro.
Quando ho iniziato a pubblicare i miei primi disegni ero ancora un pessimo disegnatore. Per la verità sono stato un disegnatore non molto bravo per molti anni, ma grazie al Cielo l’entusiasmo e l’amore con cui facevo i miei lavori m’impediva di esserne cosciente, e probabilmente è stata questa incapacità di autocritica che non ho abbandonato questo lavoro al momento giusto. E così fino ad oggi…

Caro Maestro Alfonso Font, a nome del blog portoghese di Tex, la ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci ha gentilmente concesso.
Alfonso Font: Sono io che ringrazio voi e tutti quelli che continuano ad amare le storie a fumetti, perchè questo ci fa complici di sogni e speranze.

(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale)

Entrevista exclusiva: ALFONSO FONT

Entrevista llevada a cabo por José Carlos Francisco, con la colaboración de Giampiero Belardinelli, Jorge Magalhães y  Luis Sierra en la formulación de las preguntas y de Tizziana Giorgini en la traducción.

Alfonso Font e NinaMaestro, bienvenido al blog portugués de Tex. ¿Podría presentarse a nuestros lectores?
Alfonso Font: Bien pues, mi nombre es Alfonso Font, nací en Barcelona en 1946 y soy dibujante de Historietas, y también guionista de bastantes de las historias por mi dibujadas, si bien no es ése el caso con Tex.
Vivo en un pequeño pueblo cercano a los Pirineos,  rodeado de montes pero comunicado con el mundo gracias a Internet, al teléfono y a un par de carreteras que llevan a otros lugares.
Me gusta leer, pasear por estos montes, buscar setas, también me gustan los animales y junto con mi esposa y conmigo conviven tres gatos. Y no se me ocurre qué otras cosas de mi vida puedo contar sin aburrir a nadie…

La parábola de El Marciano Desconocido¿Qué papel tuvieron los tebeos en su infancia?
Alfonso Font: Cuando yo era un niño en España no había televisión, el cine estaba sometido a la censura de los obispos y creo que las únicas películas aptas para todos los públicos aparte de Bambi o Peter Pan, eran las de vidas de santos y temas afines aceptados por el régimen del dictador. Los tebeos eran el único refugio donde vivir sueños y emociones al alcance económico de los chavales que, como yo, tienen ahora más de sesenta años. Los tebeos fueron pues muy importantes para mi.

¿Cómo nació su pasión por el dibujo y en qué momento decidió que sería su profesión?
Alfonso Font: En mis recuerdos siempre me veo tratando de dibujar algo en papeles sueltos, libretas e incluso en los márgenes de los libros del colegio.  Si veía una película de piratas no podía por menos que, una vez en casa, dibujar galeones y filibusteros.  Creo que fue un proceso inevitable el que acabase siendo dibujante, y no creo que hubiese un momento preciso en el que decidiese “mira, a partir de hoy me dedicaré a esto profesionalmente”.

Arte de Alfonso Font¿Qué tipo de historias dibujó cuando trabajó para el mercado inglés, en los años 60, y todavía no era un artista conocido internacionalmente? Y, ¿qué recuerdos guarda de esos años tan oscuros para el cómic europeo?
Alfonso Font: Trabajaba a través de agencias como Bardon Art o Selecciones Ilustradas para un mercado tanto europeo como norteamericano.   Las historias variaban bastante pues dibujé temas muy dispares que iban de la primera guerra mundial a crímenes famosos, pasando por vampiros, el monstruo de Frankenstein, o western.
Mis recuerdos de aquel tiempo no pueden ser malos, aunque que sólo sea porque yo era joven entonces,  y muy raramente desánimo y juventud van de la mano.

Ojos VerdesUd. colaboró con muchos editores, incluso fuera de España. ¿Qué trabajos fueron esenciales para configurar ese estilo tan suyo reconocido internacionalmente?
Alfonso Font: Yo creo sinceramente que cuando estás empezando en esta profesión cualquier cosa que te gusta, por pequeña que sea, te influye de algún modo. Cada vez que ves cómo solucionan técnicamente los distintos artistas los problemas a los que se enfrentan, por admiración querrías hacer tuyos todos esos recursos que te maravillan y voluntariamente te dejas influir.  Poco a poco, es así como vas aprendiendo y mejorando en tu trabajo hasta que un día sin darte ni cuenta empiezas a dejar fluir tu propio estilo, que se pule y transforma con el tiempo.

A mestria de Alfonso Font.
Teniendo en cuenta su dilatada carrera repleta de series famosas, como “Los Robinsons de la Tierra”, “Clarke & Kubrick”, “Alise y los Argonautas”, “El prisonero de las Esterellas”, “Taxi”, “Historias Negras”, “Rohner” y muchas otras, ¿cuál de éstas es su preferida? ¿Estaría dispuesto a retomarla si se presentara la ocasión?

Alfonso Font: Cada una de ellas ha llenado una pequeña parte de mi vida y en su momento también cada una de ellas fue la más importante.
Retomar una serie es más complicado de lo que parece. Habría que hacerlo de manera que el nuevo lector supiera de qué va sin haber leído quizá ninguno de los antiguos álbumes.  Además, la creación de cada personaje suele ser producto de un tiempo, de un momento determinado en tu vida, que es razonable pensar que ha cambiado y posiblemente el espíritu de ese personaje, retomado hoy, ya no sería el mismo.

Estúdio Alfonso Font¿Se siente Ud. identificado con el género del western y su universo particular, al que sabemos se dedicó al principio de su carrera, como lo está ahora con la ciencia ficción, género que tanto ha cultivado?
Alfonso Font: Es que realmente yo empecé dibujando Western, y cuando surgió la posibilidad de dibujar Tex fue como regresar a mi juventud. A mi me gusta dibujar y las historias del Oeste norteamericano permiten un gran abanico de posibilidades gráficas; hay viejos pueblos rústicos, caballos, grandes y diferentes paisajes, distintas tribus indias, cowboys, trenes, nubes tormentosas, nieve… en fin, un goce para quien dibuja.

O Tex de Alfonso FontPasemos ahora al Ranger que da nombre a este blog: ¿cómo llegó a Tex?
Alfonso Font: Hace algunos años, durante la celebración del Salón del Cómic de Barcelona”, Sergio Bonelli me propuso que yo dibujara un Texone, uno de esos grandes volúmenes de publicación anual.  Resultó ser el titulado “Gli Assassini” con guión de Mauro Boselli.

¿Qué preocupaciones le planteó abordar el personaje de Tex? Y ¿cómo se preparó para dibujar sus historias? ¿Ya lo conocía a fondo?
Alfonso Font: Yo conocía a “Texas Bill” que era el nombre bajo el cual se había publicado Tex en España, pero quedaba lejos en el tiempo y tuve que enfrentarme a un nuevo Tex transformado por los años.  Recibí un buen número de mensuales de Tex que fueron muy útiles para mi puesta al día.  Todo y así debo confesar que me costó bastante hacerme con el personaje y adaptar mi estilo a la serie.

Página 131 da história inédita La mano del morto¿Qué le pareció trabajar con Mauro Boselli como guionista? ¿Le ayudó él mucho en su trabajo o tuvo Ud. que documentarse solo?
Alfonso Font: Mauro Boselli?… Mauro Boselli… Maur… sí, creo que es ese aficionado que escribe algún pequeño guión ¿verdad? … En fin, no está mal, dentro de lo que cabe…
¿Sabéis? Me lo imagino ahora, pálido, leyendo este comentario, con su ojos llorosos, la moral por los suelos…
Es broma, hombre, tranquilo.
La verdad es que Mauro Boselli me sorprendió ya desde el principio con el guión de Gli Assassini. Descubrí una historia llena de una acción sin tregua desde la primera página hasta la última, con un cambio constante de ambientes y situaciones complejas, llena de personajes muy vivos. Y lo verdaderamente increíble es que ahora, después de algunos años trabajando Tex con él como único guionista,  puedo decir que sus historias jamás caen en repeticiones ni de tema, ni de ambientes, ni de personajes, y eso es algo muy difícil de lograr. Es muy exigente con el trabajo lo que implica que el dibujante no puede relajarse ni un momento si no quiere cometer errores, pero al mismo tiempo colabora aportando toda la documentación gráfica que puede para solucionar una escena, lo que facilita la labor del empuja lápices.
Creo que en este mundo de la Historieta falta algún premio importante que reconozca la labor de los buenos guionistas.  En ese caso, Mauro sería de los primeros en merecerlo.

Página 134 da história inédita La mano del mortoDespués de realizar «Gli Assassini» / “Los asesinos”, empezó a dibujar también para la serie regular. ¿Ya estaba todo previsto?
Alfonso Font: No, no estaba previsto, pero coincidió en el tiempo en que yo di por acabada  mi colaboración con la agencia Norma y lo uno llevó a lo otro.

Según tenemos entendido, está dibujando ahora una nueva historia de Tex. ¿Podría adelantarnos algo sobre este nuevo trabajo, quién es el guionista, cómo es la ambientación etc.?
Alfonso Font: Fue Sergio Bonelli quien decidió que Mauro Boselli y yo formáramos equipo para Tex, así que, como ya os he dicho, todos los guiones que he dibujado han sido escritos por Mauro.
La nueva historia va, en cierto sentido, de intriga… Un célebre asesinato, ocurrido algunos años atrás, parece volver a la actualidad cuando alguien desconocido está decidido a destapar un viejo complot en el que muchos están implicados y una misteriosa venganza empieza a tomar forma con lo que parecen casos sin aparente relación entre sí. Y no confesaré nada más si no es en presencia de mi  Mauro Boselli.

Página 151 da história inédita La mano del morto¿Le satisface el trabajo que está haciendo con “su” Tex?

Alfonso Font: Yo tuve un viejo maestro de dibujo que me dijo “el día en que usted esté plenamente satisfecho de su trabajo, habrá llegado al límite de sus capacidades, a partir de ese día ya no podrá mejorar más…” No sé si será por la impresión que me causaron esas palabras pero creo que satisfecho, lo que se dice satisfecho, no he logrado estarlo jamás con ninguno de mis trabajos.
Otra cuestión es si me satisface trabajar con Tex; en ese caso he de decir que si.

¿Cómo se definiría Ud. como autor de Tex? ¿Se identifica de alguna forma con alguno de los anteriores autores?

Alfonso Font: ¿Cómo me definiría? No lo sé, trato de ser honesto en mi trabajo, quizá se limite a eso. En cuanto a la segunda pregunta he de decir que no, al menos conscientemente.

Página 165 da história inédita La mano del morto¿Qué significa para Ud. dibujar historias para una leyenda del cómic como Tex, que acaba de cumplir 60 años de vida editorial?
Alfonso Font: Primero agradecimiento a Sergio Bonelli por confiar en mi capacidad. Segundo saber que formaré parte – una parte pequeñita si usted quiere – de la historia de una leyenda de los tebeos.

¿Le quedan todavía ambiciones en SBE en relación con Tex?
Alfonso Font: Mi ambición sigue siendo la misma que he tenido durante toda mi vida: disfrutar con mi trabajo.

¿Qué supone para Ud. trabajar para Sergio Bonelli?
Alfonso Font: A parte de tener trabajo, que eso hoy en día es ya más que importante, supone para mi haber tenido la suerte de conocer a Sergio Bonelli que me parece, además de buena persona, un editor honrado que ama su oficio y se siente comprometido con su trabajo, y preocupado por sus colaboradores. Él ya sabe cómo pienso.

Página 166 da história inédita La mano del morto¿Cómo es su proceso creativo? ¿Prepara una página completa y luego pasa a otra? Y ¿qué instrumentos de trabajo utiliza?
Alfonso Font: Me impongo completar la página a lápiz, cosa que habitualmente consigo en algo más de media jornada y empiezo a pasar a tinta hasta donde puedo. A veces una sola viñeta, otras media página…
Al día siguiente empiezo otra página a lápiz y empiezo a pasar a tinta, y así sucesivamente hasta completar el trabajo del mes. Los últimos tres, cuatro días, a veces cinco, los dedico a terminar todas y cada una de las páginas, borrar la suciedad del lápiz, tapar las pequeñas manchas accidentales con témpera (gouache) blanco.
No siempre he trabajado usando este método, pero así lo hago desde hace algunos años.
El material que utilizo es cartulina Schoeller, lápices de mina blanda de distintos grosores, plumillas Guillot y pinceles de pelo de marta, y también sintéticos, gomas de borrar blandas y rígidas. Etc.

Página 184 da história inédita La mano del morto¿Cuánto suele tardar en dibujar una página? ¿Ud. se impone horarios? ¿Cómo se desarrolla su jornada habitual entre trabajo, lecturas, mantenerse informado, ocio, vida familiar?
Alfonso Font: Depende de la complicación de la página.  Aunque muchos puedan opinar lo contrario yo no soy un dibujante rápido.  Con lo dicho antes queda claro que puedo terminar una página en un día y medio de trabajo, a veces en dos días.
Me levanto temprano, a eso de las siete de la mañana.  A las siete y media tomo un café con leche – eso es un ritual sagrado – escuchando las noticias. Voy a andar cosa de una hora, regreso y empiezo a trabajar… La comida más o menos a la una del mediodía, leo un poco o hablo con mi esposa de mil cosas que nos apasionan a ambos.  Regreso al trabajo, cenamos, hablamos o leemos, alguna sesión cinematográfica a veces… Nada extraordinario que no pueda hacer tanta y tanta gente.

Página 189 da história inédita La mano del mortoComo guionista de algunas de las series más conocidas, ¿qué le parecería la posibilidad de escribir su propio guión para una aventura de Tex? Y, una vez que conoce bien el Salvaje Oeste, ¿qué escenario elegiría para esa aventura? Es decir, ¿qué tipo de ambientes prefiere dibujar en las historias de vaqueros?
Alfonso Font: Los guiones de Tex se los dejo a Mauro porque no quiero hacer el ridículo. En cuanto a los ambientes puedo decir que si precisamente me gusta dibujar Tex es porque los ambientes son distintos  a cada momento.

¿Comparte la opinión de Sergio Bonelli de que el cómic western tiene los días contados, por carecer de fans entre las nuevas generaciones, como pasa en el cine, y que ni siquiera los héroes de larga vida como Tex y Blueberry escaparán de la crisis?
Alfonso Font: No lo sé.  Se supone que el cine western está periclitado, sin embargo aparecen títulos como “Sin perdón” o “Bailando con lobos” y arrasan en las taquillas. En televisión continúan pasando viejos films western y siguen teniendo seguidores.  Tex tiene todavía muchos, muchos amigos…

Tex e Alfonso Font¿Cree que el declive del género western (salvo casos esporádicos como “Bailando con lobos” y “Sin perdón” de hace algunos años) se debe a la desmitificación que viene ocurriendo los últimos decenios (desde el western a la italiana de Sergio Leone hasta el cine revisionista de los años setenta), o tiene que ver más bien con un desinterés por parte del público y, por lo tanto, también de los autores?
Alfonso Font: Tengo la sensación de que el público en general “padece” de una súper oferta masiva en cine, videojuegos, revistas, música… Pienso que las antiguas compañías cinematográficas han dado paso a las grandes multinacionales del comercio del entretenimiento que carecen de todo otro objetivo que no sea el acumular beneficios inmediatos y de crecimiento perpetuo; si descubren que los efectos especiales atraen público, abandonan todo lo demás y solamente se dedican a eso. Hasta la saciedad, hasta la nausea… Yo he dejado sistemáticamente de ver cine de efectos especiales, ya no lo soporto más, siempre es lo mismo. Y creo que no soy el único.  Cada día hay más aficionados a recuperar el viejo cine negro tanto americano como europeo, a recuperar películas que tienen argumento además de imagen… Quizás, si algún día esos mercaderes del espectáculo se enteran, podremos recuperar el cine de verdad…

Alfonso Font no EstúdioSabemos que es un lector apasionado, entre otras, de las obras de  Robert Louis Stevenson. ¿Qué le fascina más de la narrativa de este autor inolvidable: las historias de mar (“La isla del tesoro” y otras) o las indagaciones sobre la ambivalencia del alma (“El Dr. Jekyll e Mr. Hyde”)?
Alfonso Font: Todo. Creo que Stevenson es un autor poco entendido por la crítica, que le atribuye una etiqueta única de escritor para jóvenes. Una parte de la obra de Stevenson menos conocida, como son sus relatos cortos, me parecen extraordinarios. Para mi, de entre ellos uno: “Olalla”, del que aún me pregunto por qué todavía no lo he usado para una historieta.

Alfonso Font numa sessão de autógrafosLa ciencia ficción es una de sus pasiones. ¿Cree que puede haber una conexión, por citar un ejemplo famoso, con obras cinematográficas tipo “2001: Una odisea del espacio” de Kubrick o “La guerra de las galaxias” de Lucas?
Alfonso Font: Yo soy un admirador de Kubrick, de ahí que uno de mis personajes de CF se llame así.  Lucas recuperó las viejas novelas de Ficción, donde la fantasía era prioritaria por encima de cualquier argumento científico y obtuvo un éxito merecido, si bien para mi, las terceras y cuartas partes que pretenden ser retroactivas para pasar a ser las primeras en la saga y donde ya la mano negra de las multinacionales del dólar fácil se hace notar, dejaron de interesarme. No estoy diciendo que sean malas, solo digo que a mi ya no me interesan.

Alfonso Font e a ficção científicaEn los últimos años, España se transformó económica, social y culturalmente en una de las naciones más avanzadas de Europa. ¿Cuál es la situación del cómic en la actualidad en su país?
Alfonso Font: ¿Usted se cree la propaganda de los políticos?…
Cualquier pasito más allá de la edad media del Franquismo puede parecer un paso deslumbrante, pero sigue siendo un pasito.
En España un cómic que venda 2000 ejemplares es un éxito.

¿Por qué cree que Tex no triunfa en países como España, aun cuando los ilustradores y los guionistas hacen muy buenos trabajos con ese personaje?
Alfonso Font: Aquí, el Arte no interesa más que en función de su precio por centímetro cuadrado. Los tebeos carecen de categoría económica para ser tenidos en cuenta más que por cuatro insensatos entre los que me cuento.

¿Cómo se explica que usted y otros autores españoles, como José Ortiz, triunfen en Italia mientras que prácticamente nadie en España conoce esa labor?
Alfonso Font: Probablemente porque económica, social y culturalmente somos una de las naciones más avanzadas de Europa, según dice usted.

Alfonso Font e Ervin RustemagicPor último, ¿Cómo resumiría su trayectoria profesional?
Alfonso Font: He sido un apasionado del dibujo siempre, y de este oficio desde que tengo memoria.  Tenía muy claro que yo quería ser dibujante de tebeos y no otra cosa.
Cuando empecé a publicar mis primeros dibujos yo era todavía un pésimo dibujante. En realidad he sido un bastante mal dibujante durante muchos años, pero afortunadamente el entusiasmo y el cariño que ponía en mis trabajos me impedía ser consciente de ello, posiblemente gracias a esa incapacidad de autocrítica no abandoné este oficio en su momento. Y hasta hoy…

Estimado Maestro Alfonso Font, desde el blog portugués de Tex le agradecemos mucho la entrevista que nos ha concedido.
Alfonso Font: Las gracias a vosotros, a todos aquellos que seguís amando los tebeos, porque eso nos hace cómplices de sueños y esperanzas.

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Portugal – Edições de Março

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela LOGISTA PUBLICAÇÕES, para o mês de MARÇO de 2009:

TEX 441TEX 441
GOLPE SOBRE GOLPE

Texto: Claudio Nizzi – Desenhos: Raul e Gianluca Cestaro

O homicídio de Peter Langley, capataz do criador Bill Foreman, fez reacender a rixa, aparentemente adormecida, entre a família Foreman e o clã de Ricardo Montez. A mecha foi acesa por um misterioso assassino que se esconde sob as roupas falsamente modestas de Mister Cox. O infalível atirador continuou a fazer vítimas entre os homens do rico fazendeiro texano e o carácter facilmente inflamável do filho mais novo de Foreman não levou muito a incendiar-se. Charlie jurou vingança e, acompanhado por outros cowboys ao serviço do pai, está para desencadear uma chuva de chumbo sobre a propriedade dos Montez. Só a intervenção de Tex e dos seus 3 “pards” poderá evitar uma carnificina e lançar um pouco de luz sobre esta nova explosão de violência entre as duas famílias.
2,90€

TEX COLEÇÃO 233TEX COLEÇÃO 233
UMA ESTRELA PARA TEX

Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Aurelio Galleppini

Sob os nomes falsos de Texas Bill e Old Kit, Tex e Carson terão de usar de toda sua destreza para trazer a Lei e a Ordem à cidade de Canyon Diablo e fazer com que os trabalhos da ferrovia prossigam sem mais atrasos.
2,90€

TEX OURO 30
SEMENTES DE ÓDIO/A GARRA DE UM NAVAJO

Texto: Claudio Nizzi – Desenhos: A. Galleppini e A. Giolitti

TEX OURO 301ª História, Sementes de ódio – Durante um assalto a uma diligência, o filho do comandante de Forte Defiance é ferido e deixado no local da tragédia e o capitão que o acompanhava perde a vida. Um grupo de jovens navajos passa por ali e recolhe o garoto, levando-o para a aldeia de Tex para que seja medicado. Ao saber do ocorrido, o Coronel Barry, pai do menino, manda invadir a aldeia e prender os jovens navajos, os quais acredita serem os culpados. Agora Tex terá que encontrar os verdadeiros criminosos para salvar a situação, mas terá que enfrentar principalmente o ódio e o preconceito dos brancos.
2ª História, A Garra de um Navajo – Enquanto espera por Tex na cidade de Wickenburg, Jack Tigre é provocado num saloon e acaba tendo que matar o xerife da cidade para não ser morto. Mesmo com uma bala na perna, o valoroso navajo consegue fugir e se refugiar nas montanhas. Um numeroso grupo de voluntários é reunido para sair em perseguição. Ao saberem do ocorrido, Tex e Carson partem em socorro do amigo para provar que Tigre agiu em legítima defesa.
8,00€

TEX EDIÇÃO HISTÓRICA 73TEX EDIÇÃO HISTÓRICA 73
A GRANDE INTRIGA

Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Erio Nicolò

Uma misterioso e influente personagem de Flagstaff arquitecta um plano sórdido para se apossar do território navajo e tirar Tex de seu caminho. Com a ajuda da sedutora Myra Solano, o ranger é preso em Gallup sob falsa acusação de homicídio e é condenado a 20 anos de reclusão na penitenciária de Vicksburg! Jack Tigre convoca Carson e Kit para estabelecerem um plano de acção e salvarem Tex da armadilha de que foi vítima…
7,50€

ZAGOR 90ZAGOR 90
TERROR NO MUSEU

Texto: Mauro Boselli – Desenhos: Gaetano e Gaspare Cassaro

Uma múmia que não é um inofensivo objecto arqueológico, uma vingança com sangue, velhos inimigos de Zagor de volta, uma diadema antiga que traz poderes a quem a possui, um aventureiro mexicano… Ingredientes que fazem sensacional esta aventura!
2,90€

ZAGOR EXTRA 55.
ZAGOR EXTRA
55
COMBATE ÀS CEGAS

Texto: Marcello Toninelli e Ade Capone – Desenhos: Franco Donatelli e Marco Torricelli

Moose Nussbaum, um charlatão conhecido como Doutor Milagre, é a única pessoa que pode inocentar Stu Finkelman, um caçador de peles amigo de Zagor e acusado de um crime que não cometeu. Para o Senhor de Darkwood, localizar o Doutor Milagre parece fácil, mas a missão se torna quase impossível quando o Espírito da Machadinha bate a cabeça durante uma emboscada e fica cego!
2,90€

MÁGICO VENTO 76MÁGICO VENTO 76
OS SERES DE LUZ

Texto: Gianfranco Manfredi * Desenhos: Goran Parlov

A grande floresta está desabitada há muitos anos. Somente os tótens que se erguem entre as árvores lembram que o lugar, outrora, foi habitado por homens. Porém, as impassíveis esculturas lembram também uma outra coisa: o terrível massacre perpetrado pelos Crow, Piegan e Assiniboin aos Shoshones. As almas dos guerreiros mortos permanecem na floresta e as actividades recentes dos lenhadores neste local sagrado perturbam o seu sono. Mágico Vento fala aos homens da companhia e alerta-os sobre o que estão prestes a desencadear, mas em vão…
2,90€

AS AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 47AS AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 47
SANGUE NO QUARTO Nº 3

Texto: Giancarlo Berardi e Giuseppe De Nardo * Desenhos:  Valerio Piccioni e Steve Boraley com a colaboração de Laura Zuccheri

Doloroso despertar para Marcus Hart, num hotel de quarta categoria e ao lado do cadáver dilacerado de uma jovem mulher. As impressões no cutelo são suas e nenhum outro colocou os pés naquele quarto. Para Alan Webb, inútil dizê-lo, o rapaz é culpado até a medula. Mas para Júlia…
3,50€

CONAN, O BÁRBARO 66CONAN, O BÁRBARO 66

Conflito às Margens do Alimane – Segunda Parte: Conan sobrevive ao veneno que lhe foi servido pela espiã Alcina, mas fica temporariamente paralisado e incapaz de liderar seu exército. Para piorar, o general aquilónio Amulius Procas se aproxima com sua Legião de Fronteira, violando inclusive o território argoseano para extinguir de vez a chama da insurreição. O trio Roy Thomas, John Buscema e Tony DeZuniga continua sua adaptação de Conan: O Libertador, um romance original de L. Sprague De Camp & Lin Carter.

Sangue de Sátiro – Primeira Parte: Neste terceiro capítulo de Conan: O Libertador, o Gigante de Bronze e suas tropas iniciam finalmente a incursão em terras aquilónias, sendo recebidos de maneira surpreendente nas primeiras províncias em seu trajeto. Enquanto isso, o demoníaco feiticeiro Thulandra Thuu faz tudo que pode para tentar conter o avanço das forças insurgentes, inclusive engajar-se pessoalmente no conflito, viajando ao encontro da segunda linha de defesa aquilónia, o exército do príncipe Numitor. Roy Thomas assina o roteiro adaptado, enquanto a sensacional arte continua a cargo de John Buscema e Tony DeZuniga.
3,50€