Neste dinâmico desenho realizado como todos os anteriores por Claudio Villa, vemos um Tex Willer fulgurante, entrando de rompante numa Ghost Town (velho povoado abandonado), pronto a defrontar um bando de índios Broncos, que tinham acabado de torturar e queimar vivos uma dupla de renegados caçadores de escalpes, também perseguidos pelo Ranger.
Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #88 e inspirado na história “I cacciatori di scalpi” de G. L. Bonelli e A. Galleppini (Tex italiano #175 e #176).
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O blogue do Tex apresenta uma interessante vídeo-reportagem realizada em 31 de Janeiro de 2007 pela Repubblica Radio TV onde se fica a conhecer muito da História, segredos e aventuras de Tex Willer, desde a sua origem, até aos nossos dias.
Trata-se de uma viagem, de quase 20 minutos, ao mundo de Tex, com o editor Sergio Bonelli, o desenhador Claudio Villa e o conceituado crítico Luca Raffaelli da Repubblica Radio TV, autor dos textos publicados nas edições italianas da maravilhosa colecção colorida publicada semanalmente na Itália numa a colaboração entre a Sergio Bonelli Editore e o Grupo L’Espresso: Collezione Storica a Colori.
Tex 579 – “Vendetta per Morales“, de Janeiro de 2009 e Tex 580 – “Le campane di San Rafael“, de Fevereiro de 2009. Argumento de Mauro Boselli, desenhos de Alessandro Piccinelli e capas de Claudio Villa. História inédita no Brasil e Portugal.
Tex assume a identidade de um imaginário assaltante, Jack Devil para assim poder entrar no bando de Nacho Gutierrez. Tudo aponta para que o seu amigo Montales tenha voltado à vida de fora da lei, uma vez que deixou o seu cargo político para se reunir com Nacho, seu amigo de tempos passados.
Na tentativa de descobrir o que terá levado Montales a esta atitude, Tex consegue introduzir-se no bando e descobrir a trágica história de São Rafael, quando anos antes Montales e Nacho desviaram o curso de um rio, acabando por matar uma população inteira. Agora, Nacho parece disposto a recuperar as riquezas sepultadas na região para poder financiar a sua ascensão ao poder no México.
Num espaço fechado, bem circunscrito, Boselli apresenta uma aventura onde a densidade psicológica faz-se literalmente sentir. Aqui não estamos perante o mítico oeste, estamos sim num espaço confinado onde se materializam os anseios das diversas personagens, sempre rodeadas por fantasmas do passado e onde este se sente em cada página. Boselli parece colher louros buscando raízes em célebres aventuras bonellianas, ressaltando, desde logo, “Santa Cruz”, quer no cenário escolhido, quer também no apelo do passado sempre presente.
Aqui, Tex surge-nos no pleno das suas qualidades, audaz, solidário, humano, homem de palavra e leal. Mas é na amizade que tudo se joga, porque, ressaltando naturais e evidentes diferenças de grau, esta é uma aventura de amizades. Não só a do ranger para com o governador mexicano, também entre Montales e Nacho, mas sobretudo entre Tex e Lope, esta verdadeiramente surpreendente. Porque entre Tex e Lope vai-se criando um laço cada vez mais solidário, cada vez mais íntimo, feito de gestos simples (como oferecer tabaco), mas que acabam por fortalecer uma relação sempre em crescendo e de final dramático e emocionante. Toda a história é sublinhada pelo sinal da amizade, uma característica que acaba por conferir à aventura uma solução narrativa que permite esquecer alguma previsibilidade no argumento.
Boselli prova mais uma vez a sua habilidade em criar atmosferas, quer gerindo eficazmente todos os acontecimentos anteriores à aventura, mercê da introdução de vários flashback, quer ainda através de técnicas verdadeiramente cinematográficas, de que é exemplo todo o notável enquadramento inicial, com o ranger solitariamente e a cavalo a chegar a uma pousada.
Em suma, mais uma vez estamos perante uma trama sólida e bem construída, com personagens carismáticas e bem desenvolvidas, com um herói muito humano, em perfeita harmonia com o renascimento texiano que temos vindo a assistir.
Ao nível do desenho, Piccinelli estreia-se de modo espectacular na série, estando sempre perfeitamente integrado e coordenado com o desenrolar da aventura, mercê de efeitos claro-escuros muito evidentes e na expressão das personagens.
Um estilo muito ao jeito de Villa, na elaboração do seu traço, no detalhe empregue, apesar de algumas (poucas) cenas algo estanques e onde falta eventualmente maior dinamismo.
Grande destaque para o seu Tex, sempre muito bem conseguido, muito decalcado do modelo de Villa e também para os pards, com uma excelente composição de Kit Willer.
Pelos mais variados motivos, várias capas de Tex desenhadas ao longo dos anos, primeiro por Aurelio Galleppini e depois por Claudio Villa, acabaram por não ser publicadas, tornando-se assim obras inéditas e por isso mesmo desconhecidas pela maior parte dos leitores e fãs de Tex. Há também casos em que a capa acabou sendo publicada, mas com algumas alterações…
De modo a que possam ser admiradas e comentadas, vamos divulgar algumas delas aqui no blogue do Tex, mostrando também para eventual comparação, o desenho alternativo que acabou por ser o eleito.
Começamos então por algumas das capas desenhadas por Aurelio Galleppini:
Tex # 164:
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Tex # 200:
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Tex # 241:
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Tex # 280:
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Tex # 305:
. Tex # 317:
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Tex # 346:
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Finalizando as capas de Galep, divulgamos ainda duas delas sem a devida correspondência final, de modo a que algum leitor possa decifrar a solução caso deseje fazer uma pesquisa apurada:
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Passemos agora a Claudio Villa:
Tex # 423:
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Tex # 442:
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Tex # 443:
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Há ainda o caso específico dos Texoni (Tex Gigante)… por isso eis também algumas capas alternativas, até chegar à eleita, da edição desenhada por Magnus (Roberto Raviola):
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O mesmo com o Tex Gigante de Roberto De Angelis:
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E finalizamos com uma curiosidade da autoria do desenhador Erasmo Dante Spada, que resolveu “redesenhar” a capa de Tex nº 445 (de Claudio Villa):
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(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)