Com a chegada do Verão em 2013, e passados 12 anos (2 de Março de 2001) desde a sua criação, o sítio on-line da Sergio Bonelli Editore foi finalmente renovado com uma veste gráfica decididamente mais moderna e cativante!.
Por José Carlos Francisco
Desde esta semana que se encontra on-line o novo sítio da Sergio Bonelli Editore. Um visual renovado e potencialidades acrescidas permitem uma consulta mais rápida e mais eficaz.
O arranque do novo sítio, pelo grafismo inovador e pela maior rapidez de consulta, acrescenta novas potencialidades na difusão planetária da Sergio Bonelli Editore. E será bom não esquecer esta dimensão. Em qualquer ponto do globo, um qualquer fã dos fumetti pode aceder à informação assim disponibilizada.
O novo site contribuirá sobretudo para uma maior aproximação aos leitores que compram as edições da Sergio Bonelli Editore, pois alguns gostam de armazenar informação e não há dúvidas de que a nova versão foi um esforço muito profissional, sério, difícil e que terá resultados positivos na imagem pública dos fumetti da Sergio Bonelli Editore, sobretudo na captação dos mais jovens, uma das fontes mais importantes de renovação dos leitores de banda desenhada em geral e dos fumetti em particular.
“Comparativamente aos anos anteriores“, escreve o próprio Luca Del Savio no novosite, “um espaço preponderante será ocupado pelaNews(agora também subdivididas em um maior número de categorias), que verão com maior frequência e com um leque de conteúdos cada vez mais amplo. Outras novidades podem ser vistas na secçãoEdicola, que apresenta os álbuns não somente numa inédita versão em 3D, com duas páginas desfolháveis em ante-estreia (reedições excluídas), mas oferece também a possibilidade de agendar directamente nos próprios calendários electrónicos de cada um as várias publicações, de modo a não se perder nenhum número das várias séries preferidas. Tantas outras são as novidades que encontrarão no novo ‘portal Bonelli’, que vos convidamos a descobrir navegando entre as suas inúmeras páginas”.
Numa primeira navegação, destacamos ricas fichas de apresentação de autores e personagens, uma muito detalhada e completa história da editora desde os anos Quarenta até aos nossos dias, as novidades nos quiosques italianos com páginas desfolháveis, um detalhado calendário, ampla presença de links de uma página para outra para uma completa informação do leitor e em especial umasecção reservada para quem se inscrever no novo sítio.
Certamente demorará um pouco de tempo para poder explorar tudo, mas tal será imensamente prazeroso para as legiões de leitores bonellianos espalhados pelos quatro cantos do mundo, até porque podemos assegurar que todos os aspectos do novo site são cuidados nos mínimos detalhes, tornando-o mais actual e bem organizado.
Mas as “revoluções” na editora Bonelli parecem não ficar-se pelo novo sítio. As novidades já anunciadas, mas sobretudo aquelas ainda não desvendadas comprovam o novo modo de operar do actual Director Geral da Sergio Bonelli Editore, Davide Bonelli, o herdeiro do império deixado pelo seu pai Sergio. Davide, embora respeitando a histórica tradição da editora localizada na Via Buonarroti 38, está a trazer, dia após dia, uma lufada de agradáveis novidades para o interior da mais famosa editora de banda desenhada de Itália.
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Little Nemo, de Sergio Pignatone, celebra O mito do Oeste americano na interpretação de artistas italianos..
Por José Carlos Francisco
A Little Nemo, de Sergio Pignatone, em colaboração com Wow Spazio fumetto di Milano, apresentará no Outono a exposição “Il West in Italia da Buffalo Bill a Tex Willer. Il mito dell’Ovest americano nell’interpretazione degli artisti italiani” (O Oeste em Itália de Buffalo Bill a Tex Willer. O mito do Oeste americano na interpretação de artistas italianos).
O evento que contará com a exposição de artes de inúmeros artistas italianos, decorrerá então no WOW Spazio Fumetto – Viale Campania 12, em Milão e decorrerá de 30 de Setembro a 18 de Outubro de 2013, estando ainda por definir a data de inauguração. Mas o que o blogue português do Tex pode já hoje mostrar em mais um rigoroso EXCLUSIVO MUNDIAL, são duas artes da autoria de Roberto DE ANGELIS, que estarão expostas em Milão.
Arte texiana de Roberto DE ANGELIS realizada para a exposição – O Oeste em Itália de Buffalo Bill a Tex Willer
Na ocasião serão também apresentadas as seguintes iniciativas editoriais:
Giovanni Ticci – Giovanni Battista VergerTex: L’Avventura, i ricordi…. (Tex: A aventura, as memórias….) – Volume em edição limitada com artes inéditas de Ticci. Textos de Moreno Burattini e G.B. Verger, poesias de Mario Parodi.
Fabio CivitelliIl Texone: La Cavalcata del Morto (Tex Gigante: A Cavalgada do Morto)- Edição de luxo com tiragem limitada no formato das páginas originais.
Sergio Tisselli – Giuliano ArnianiLe armi del West: le pistole (As armas do Oeste: as pistolas). Portefólio com tiragem limitada.
No sábado, 19 de Outubro, todas as obras expostas serão leiloadas pela Editora e também Casa de Leilões Little Nemo, inclusive estas duas artes de Roberto DE ANGELIS que demos a conhecer hoje.
Arte texiana de Roberto DE ANGELIS realizada para a exposição – O Oeste em Itália de Buffalo Bill a Tex Willer
O evento também contará com um Catálogo Monográfico, que estará disponível em Setembro deste ano.
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Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Giampiero Belardinelli na formulação das perguntas, de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão e de Bira Dantas na caricatura.
Entrevista com Gianluca Acciarino, desenhador nascido em Torre del Greco, província de Nápoles, Itália, em 17 de Junho de 1975.
. Quando nasceu em você a paixão pelos quadradinhos? E em que momento você decidiu que essa seria a sua profissão? Gianluca Acciarino:Não houve um momento em particular. Eu sempre desenhei bastante, deste pequeno. Na minha casa sempre havia quadradinhos, meus pais eram leitores, muitos Tex, vários Mickey Mouse. Eu comecei a ler e, como gostava de desenhar, comecei a copiar, a reinterpretar o que eu via e que apreciava. E depois os desenhos animados também contribuíram muito para fazer-me apaixonar pelo desenho. Eu recordo-me que sempre desenhava cada personagem que me agradava, inclusive os robôs japoneses. Na escola eu desenhava bastante nas agendas e cadernos. Um pouco mais velho, comecei a apreciar a pintura e o desenho artístico. A certa altura da vida aconteceu de passar a desenhar quadradinhos como trabalho, no início de modo esparso, depois mais frequente até tornar-se uma verdadeira profissão.
Você teve uma formação artística? De que tipo? Gianluca Acciarino:Os meus estudos foram de outro tipo, primeiro contabilidade e depois ciências políticas. Eu sempre gostei de saber um pouco de tudo, considerava o desenho uma coisa pessoal. Depois me aconteceu de frequentar um curso de BD em Nápoles, onde conheci pessoas fantásticas que tornaram-se meus amigos e colegas.
Quais são os seus autores de referência no campo do desenho? Gianluca Acciarino:Eu sempre olhei com admiração o trabalho de grandes escultores, pintores e desenhadores de todo tipo e de todas as épocas. Eu poderia fazer uma lista muito longa. O mesmo vale para os desenhadores de BD. Creio que, como referência particular, não há nenhum, mas quando se gosta de um autor, esse pode influenciar sempre. Eu considero que um desenhador de quadradinhos não pode ignorar a pintura ou a ilustração do passado. É necessário aprender sempre com quem nos antecedeu.
Hoje você é um profissional e, quando lê uma obra aos quadradinhos, analisa a parte gráfica ou consegue acompanhar a história como um todo? Gianluca Acciarino:Digamos que raramente compro uma BD e só quando gosto dos desenhadores. Se o desenhador não funciona, se não desenha direito e, principalmente, se não consegue contar bem, na minha opinião até mesmo uma boa história sofre.
O que é para você a BD, como linguagem e como experiência profissional? Gianluca Acciarino:É um meio de comunicação extraordinário, e também económico se comparado aos outros. Pode-se fazer de tudo numa BD. E é algo que recorda a própria infância, quando todos desenhavam, uns mais, outros menos, e por isso tudo tem a capacidade de falar à parte mais íntima de todos nós. É uma profissão muito bonita, muitas vezes trabalhosa – a seu modo, claro – mas creio que isso vale para todas as profissões bem feitas.
Quando pequeno, quais quadradinhos você lia? E, além de BD, você gosta mais de romances ou de ensaios, ou prefere cinema ou seriados na TV? Gianluca Acciarino:Quando criança eu adorava Mickey Mouse, creio que tenha sido uma das BDs mais bonitas e educativas para um menino ou adolescente. Eu gosto de cinema, e também de algumas séries de TV bem feitas. Com relação a leituras, leio romances, mas nem sempre, e às vezes ensaios de arte, ciência, de qualquer coisa que me interesse.
Além dos argumentistas com os quais trabalhou, quais são os que você mais aprecia? E entre aqueles com quem trabalhou? Gianluca Acciarino:Eu nunca concentrei-me muito nos argumentistas, e por isso os meus julgamentos podem até ser influenciados pelos desenhos. Eu posso falar das minhas poucas experiências, visto que na Itália só trabalhei com dois argumentistas. Brendon é inteiramente escrito por Claudio Chiaverotti, que é um argumentista meio visionário e muito aberto, e que deixa muito espaço ao desenhador, o que sem dúvida é agradável. Em Tex eu actuei com Mauro Boselli, que tem um modo de trabalhar muito diferente. Além de ser muito preparado, ele tem um controle incrível sobre tudo o que escreve, apesar de trabalhar com muita coisa.
Você é formado em ciências políticas: o que permaneceu daqueles estudos quando, depois, direccionou os seus interesses para o desenho? Gianluca Acciarino:Dos meus estudos universitários permaneceram, espero, um mínimo de cultura e talvez uma certa abertura mental, mas isso pode-se ter também sem estudar.
Fale um pouco do projecto Nero Napoletano? Você voltaria a participar de uma experiência desse tipo? Gianluca Acciarino:Foi um belo projecto do qual participaram cinquenta desenhadores campani (n.t.: da região italiana da Campânia, no sul) que se juntaram para contar uma história cujo cenário é a cidade de Nápoles com todas as suas problemáticas. Uma história muito forte, recomendo a todos. Sim, eu voltaria a fazer algo assim, porque não?
A propósito de Nápoles, fale da adaptação para BD de algumas comédias de Eduardo De Filippo. Gianluca Acciarino:Para fazer esses volumes eu tinha que ser rápido. Eu li as obras de Eduardo, praticamente não cortei nada, separei as duas comédias que deviam ser feitas em páginas e quadradinhos, e depois também assisti às fitas em vídeo enquanto desenhava. Na prática, as comédias serviram como roteiros. Foi uma bela experiência, muito intensa.
Para o mercado francês você fez o terceiro livro da série Succubes: o texto era seu? Gianluca Acciarino:Succubes é uma série publicada pela Editora Soleil. Cada volume é feito por um desenhador diferente, mas todos foram escritos por um autor francês chamado Thomas Mosdi, e o meu foi colorizado por uma profissional chamada Marta Martinez.
Que diferenças você percebe entre os mercados francês e italiano com relação a notoriedade ou contratos? Gianluca Acciarino:Não conheço muito, para mim foi a única experiência com um editor francês. Eu pude constatar que é um mercado enorme, com centenas de volumes publicados por ano e geralmente com tiragens menores do que na Itália, onde os quadradinhos são em menor quantidade mas com tiragens bem mais altas, principalmente pela Bonelli. Eu creio que provavelmente o mercado italiano seja menos dispersivo. Justamente por isso, de um modo geral no nosso País há mais chances de notoriedade, apesar do pouco reconhecimento como autor.
Você faz parte da equipa de Brendon desde 2003. Como você entrou em contacto com a Editora da Rua Buonarroti? Gianluca Acciarino:Eu mandei umas páginas de teste para Brendon e depois recebi um contacto de Franco Busatta, o assistente de redacção, que enviou-me mais material de teste. Acabou que passei a fazer a minha primeira história.
Dos nove volumes que você fez para a personagem de Claudio Chiaverotti, de qual você gosta mais? Gianluca Acciarino:Não sei, eu considero todos da mesma maneira.
Passemos agora ao Ranger que dá nome a este blogue. Poderia contar como foi a sua entrada na equipa de desenhadores de Tex? Gianluca Acciarino:Eu entrei na equipa de Tex logo depois de concluir um ano bastante trabalhoso em que fiz uma edição de Brendon e aquela francesa. Franco Busatta disse-me que na redacção pensavam em passar-me para Tex. Depois eu fui à feira de BD de Milão, para os autógrafos da Cartoomix e, naquela ocasião, como me haviam pedido, levei para mostrar a Mauro Marcheselli e Michele Masiero alguns desenhos de Tex e estudos de personagens. Depois de pouco tempo Mauro Boselli contactou-me e disse que tinha um roteiro para mim.
Como você se sente a trabalhar com o Ranger? Gianluca Acciarino: É um trabalho bonito, que gratifica-me muito.
Ao desenhar Tex, quais dificuldades você encontrou, se as encontrou? Gianluca Acciarino:Claro que no início não foi fácil, eu jamais havia desenhado o Oeste, por isso assisti a vários filmes de faroeste e li várias BDs, vi muitos documentários e fotografias da época. Depois eu tive que entrar em sintonia com o modo de Mauro escrever.
Você teve que modificar o seu estilo? Gianluca Acciarino:Não muito, acho, mas creio que posso dizer que houve uma evolução, sobretudo na arte-final.
Como você define graficamente o seu Tex? Gianluca Acciarino:Eu não saberia responder, estou curioso para saber o que dirão os aficionados. Eu busco desenhá-lo bastante magro mas atlético. Quanto ao carácter, não é fácil, às vezes Tex é durão, em outras deve mostrar-se simpático.
Você usou modelos de referência em particular? Gianluca Acciarino:Olhei o trabalho de Villa, Ticci, Seijas, alguns que considero próximos ao meu estilo, mas também outros que eu considerava diferentes de mim. Tex teve muitos grandes desenhadores, mas eu não queria deixar-me influenciar demais, e no fim o resultado foi um Tex meu, espero. Mas não dá para dizer que já o encontrei, eu creio que o rosto de Tex pode evoluir sempre.
O que pode nos dizer sobre a história de Tex em que está a trabalhar? Gianluca Acciarino:É uma história bastante clássica que lembra os filmes de John Ford. Mas não faltam sequências de acção que fazem dela também uma história moderna.
Nos últimos tempos vários desenhadores fizeram uma rápida aparição em Tex e depois voltaram a trabalhar com outras personagens. O seu compromisso com Tex é duradouro, ao menos na sua intenção? Gianluca Acciarino:Eu creio que será duradouro.
Como é o seu relacionamento com o público de Tex? Gianluca Acciarino:Os leitores de Tex são muito exigentes. Eu estou curioso para saber o que pensarão da minha estreia.
Quem ou o que é Tex na sua visão? O que lhe agrada mais no Ranger e o que agrada menos? Gianluca Acciarino:Tex representa um pouco a história do nosso País, apesar de não ser ambientado na Itália. Eu tenho o máximo respeito pela personagem. E Tex também encarna valores universais. O facto que tantas pessoas adultas, muitas vezes idosas, ainda leiam uma BD como quando eram crianças é uma coisa belíssima.
Você acha que Tex mudou nos últimos anos? Sob quais aspectos? Gianluca Acciarino:Eu não acho que ele mudou, é sempre Tex. Digamos que ele modernizou-se um pouco, com discrição. A possibilidade de documentação, que aumentou no passar dos anos, fez dele uma personagem histórica mais credível com relação aos costumes, ambientes, armas, etc., mas permanece uma personagem de aventura que não conhece tempo, porque os seus valores são universais, sobretudo a amizade com seus pards, além da lealdade e da coragem, claro.
Para concluir o tema, como você vê o futuro do Ranger? Gianluca Acciarino:Óptimo. Tex ainda pode dar muito à BD italiana, e não só a ela.
Quanto tempo você leva para desenhar uma página? Cumpre horários? Como se divide o seu dia entre trabalho, leituras, informação, ócio, vida familiar? Gianluca Acciarino:De um modo geral, faço uma página a cada dois dias, mais ou menos, mas isso depende da página, da sua dificuldade. Posso dizer que os meus dias são normais, não cumpro horários de operário. Eu também busco encaixar horários para outras coisas.
Como é a sua técnica de trabalho? Gianluca Acciarino:Eu costumo fazer duas páginas a lápis de cada vez, depois começo a fazer a arte-final, mas não de uma página por vez, eu trabalho em várias páginas ao mesmo tempo.
Você já trabalha para a Bonelli há dez anos: poderia fazer um breve balanço disso (mudanças de estilo, satisfações ou eventuais insatisfações, etc.)? Gianluca Acciarino:Quando começo uma edição, costumo pensar que gostaria de fazê-la de um modo diferente da anterior, depois quem sabe muda pouca coisa. As mudanças ocorrem em prazos mais longos, ao menos no meu caso. Satisfações existem, claro, mas só o facto de fazer um trabalho que amo, já é por si só uma delas.
Se fosse desenhar outra personagem bonelliana, com qual gostaria de trabalhar? Gianluca Acciarino: Não sei, talvez Dylan Dog, por curiosidade. Mas normalmente eu não gosto das coisas muito contemporâneas, prefiro desenhar o que não é coisa de todo dia.
Como é trabalhar na Sergio Bonelli Editore? Gianluca Acciarino: É uma coisa belíssima, a Bonelli parece uma grande família.
A BD da SBE sempre foi o seu objectivo ou você preferia fazer a chamada BD de autor como Pratt, Battaglia, Toppi, Manara? Gianluca Acciarino:Não, para mim o bonito é desenhar, contar histórias, independente de como e para quem se faz. E uma BD Bonelli também pode ser considerada BD de autor. Depende um pouco dos pontos de vista.
Você se sente um artesão da BD ou um artista? Para você, desenhar é um estímulo, uma diversão ou um trabalho? Gianluca Acciarino:Creio que é um meio-termo entre arte e artesanato, ao menos no que diz respeito à BD Bonelli. E, quando se faz um trabalho criativo, sempre há um componente artístico, mesmo no artesanato. É um trabalho e, ao mesmo tempo, um estímulo a se fazer sempre melhor. Creio que o reconhecimento de um autor, o facto de destacar-se dos outros, de algum modo faz dele um artista.
Quais são os seus projectos imediatos? Pode nos antecipar alguma coisa? Gianluca Acciarino:Por ora não tenho projectos à vista, à parte Tex.
Com isso, chegamos ao fim. Gostaria de dizer algo mais, algo que não lhe foi perguntado e que gostaria que os nossos leitores soubessem? Gianluca Acciarino:Quero dizer que é muito bonito que existam aficionados como vocês. Continuem assim.
Caro Gianluca, em nome do blogue português de Tex, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu. Gianluca Acciarino:Obrigado a vocês.
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Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Giampiero Belardinelli per la formulazione delle domande, di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni e di Bira Dantas per la caricatura.
Intervista a Gianluca Acciarino, disegnatore nato a Torre del Greco, in provincia di Napoli, il 17 giugno del 1975.
. Quando è nata in te la passione per i fumetti? E in quale momento hai deciso che questo sarebbe stato il tuo lavoro? Gianluca Acciarino:Non c’è stato un momento in particolare. Ho sempre disegnato tanto, fin da bambino. In casa trovavo spesso fumetti in giro, li leggevano i miei genitori. Spesso Tex, molto spesso Topolino. Ho iniziato a leggerli e visto che mi piaceva disegnare ho cominciato copiando, reinterpretando quello che vedevo e che mi piaceva. Poi anche i cartoni animati hanno contribuito tanto a farmi innamorare del disegno. Ricordo che disegnavo spesso ogni personaggio che mi piaceva, anche i robot giapponesi. Anche durante la scuola disegnavo molto sui diari e i quaderni. Quando ero un po’ più grande ho iniziato ad apprezzare la pittura e il disegno artistico. Poi a un certo punto il disegnatore di fumetti mi è capitato di farlo come lavoro, prima saltuariamente e poi sempre di più fino a diventare un mestiere vero e proprio.
Hai avuto una formazione artistica? Di che tipo? Gianluca Acciarino:Ho studiato tutt’altro, ragioneria e poi Scienze politiche. Mi è sempre piaciuto sapere un po’ di tutto, il disegno lo consideravo più una cosa mia. Poi però mi è capitato di frequentare un corso di fumetto a Napoli, dove ho conosciuto persone bellissime che sono diventate miei amici e colleghi.
Quali sono i tuoi autori di riferimento nel campo del disegno? Gianluca Acciarino:Ho sempre guardato con ammirazione i grandi scultori, pittori e disegnatori di ogni tipo e di ogni epoca. Quindi potrei fare un elenco lunghissimo. Per i disegnatori di fumetti idem. Penso che di riferimento in particolare non ci sia nessuno, ma quando ti piace un autore in qualche modo forse ti influenza sempre. Ritengo che un disegnatore di fumetti non possa prescindere dalla pittura o dall’illustrazione del passato. Bisognerebbe sempre imparare da chi ci ha preceduto.
Quando leggi un’opera a fumetti, oggi che sei un professionista, ti soffermi sulla parte grafica oppure riesci a seguire il racconto per intero? Gianluca Acciarino:Diciamo che compro fumetti raramente e solo se i disegnatori mi piacciono. Se il disegnatore non funziona, non disegna, ma soprattutto non riesce a raccontare bene, secondo me anche una bella storia ne risente parecchio.
Cosa è per te il fumetto? Sia come linguaggio che come esperienza professionale? Gianluca Acciarino:E’ un mezzo di comunicazione straordinario, anche economico rispetto agli altri. Si può fare di tutto col fumetto. E poi è qualcosa che ti rimanda a quando eri bambino, quando più o meno tutti disegnavamo, quindi in qualche modo ha la capacità di raccontare alla parte più intima di tutti noi. E’ un lavoro molto bello, spesso anche faticoso, a modo suo, ovvio, ma questo penso valga per tutti i lavori fatti bene.
Da ragazzino quali fumetti leggevi? Oltre ai fumetti, ti piace più leggere romanzi o saggi, oppure segui di più il cinema o le serie televisive? Gianluca Acciarino:Da ragazzino amavo Topolino, penso sia stato uno dei fumetti più belli e anche educativi per un bambino o un adolescente. Certo, amo il cinema, e ogni tanto alcune serie televisive ben realizzate. Per quanto riguarda le letture, leggo romanzi, anche se non spesso, e a volte saggi di arte, di scienza, qualsiasi cosa mi interessi.
Quali sono gli sceneggiatori che più apprezzi al di fuori di quelli con cui hai lavorato? E tra quelli con cui hai lavorato? Gianluca Acciarino:Non mi sono mai concentrato molto sugli sceneggiatori, per cui potrei anche essere influenzato dai disegni nei miei giudizi. Posso parlare delle mie poche esperienze, perché in Italia ho lavorato solo con due sceneggiatori. Brendon è scritto interamente da Claudio Chiaverotti, che è uno sceneggiatore un po’ visionario e molto aperto, che lascia parecchio spazio al disegnatore, cosa indubbiamente piacevole. Su Tex invece ho collaborato con Mauro Boselli, che ha un modo di lavorare molto differente. Oltre ad essere molto preparato, ha un controllo incredibile su tutto ciò che scrive, nonostante lavori tanto.
Sappiamo che sei laureato in scienze politiche: cosa ti è rimasto di quegli studi e quando poi hai indirizzato i tuoi interessi per il disegno? Gianluca Acciarino:Penso di avere già risposto. Dei miei studi universitari mi è rimasto, spero, un minimo di cultura e forse una certa apertura mentale, cosa che comunque si può avere benissimo anche senza studiare.
Parlaci un po’ del progetto Nero Napoletano?
Rifaresti un’esperienza del genere? Gianluca Acciarino:E’ stato un bel progetto a cui hanno collaborato una cinquantina di disegnatori campani, uniti nel raccontare una storia con sfondo la città di Napoli e tutte le sue problematiche. Una storia molto forte, da leggere. Sì, qualcosa del genere la rifarei, perché no?
A proposito di Napoli, parlaci dell’adattamento a fumetti di alcune commedie di Eduardo De Filippo. Gianluca Acciarino:Per realizzare quei volumi bisognava andare veloci. Ho letto le opere di Eduardo, praticamente non ho tagliato nulla, ho diviso le due commedie che dovevo realizzare in tavole e vignette, poi ho guardato anche le videocassette, mentre disegnavo. In pratica le commedie hanno fatto da sceneggiatura. E’ stata una bella esperienza, molto intensa.
Per il mercato francese hai realizzato il terzo libro della serie Succubes: i testi erano tuoi? Gianluca Acciarino:Succubes è una serie pubblicata dalla casa editrice Soleil. Ogni volume è realizzato da un disegnatore diverso, ma sono scritti tutti da un autore francese che si chiama Thomas Mosdi, mentre i colori del mio volume sono stati realizzati da una colorista che si chiama Marta Martinez.
Quali differenze riscontri, a livello di notorietà o di contratti, tra il mercato francese e quello italiano? Gianluca Acciarino:Non sono un esperto, per me è stata l’unica esperienza con un editore francese. Mi sono fatto l’idea che è un mercato enorme in cui escono centinaia di volumi all’anno e in genere con tirature minori che in Italia. Qui da noi invece, i fumetti sono di meno ma con tirature ben più grandi, soprattutto con Bonelli. Ne risulta che il mercato italiano è probabilmente meno dispersivo. Proprio per questo, nel nostro paese, in genere, si ha la possibilità di una maggiore notorietà anche se si è riconosciuti di meno come autori.
Dal 2003 sei nello staff di Brendon: come sei entrato in contatto con la Casa editrice di Via Buonarroti? Gianluca Acciarino:Ho mandato delle prove per Brendon, poi sono stato contattato dall’assistente di redazione Franco Busatta, che mi ha mandato altre prove. Alla fine sono passato alla mia prima storia.
A quale tra i nove albi realizzati per il personaggio di Claudio Chiaverotti sei più affezionato? Gianluca Acciarino:Mah, non saprei, penso un po’ a tutti in qualche modo.
Passiamo adesso al Ranger che dà nome a questo blog: vuoi raccontarci com’è avvenuto il tuo arruolamento nello staff dei disegnatori di Tex? Gianluca Acciarino:Son passato a Tex subito dopo aver terminato un anno abbastanza impegnativo in cui ho realizzato un albo di Brendon e quello francese. Franco Busatta mi ha detto che in redazione pensavano di passarmi a Tex. Poi sono salito per gli autografi al Cartoomix, la fiera del fumetto di Milano, e in quell’occasione, come mi avevano chiesto, ho portato a visionare dei disegni per Tex, studi dei personaggi più che altro, a Mauro Marcheselli e Michele Masiero. Dopo poco tempo mi ha contattato Mauro Boselli che aveva una sceneggiatura per me.
Come ti senti a misurarti con il Ranger? Gianluca Acciarino: E’ un bell’impegno, molto gratificante.
Nel disegnare Tex che tipo di difficoltà hai incontrato, se ne hai incontrate? Gianluca Acciarino:Certo, all’inizio non è stato facile, anzitutto non avevo mai disegnato veramente il West, per cui ho guardato diversi film western e fumetti, e anche documentari e foto dell’epoca. Poi dovevo entrare in sintonia con il modo di scrivere di Mauro.
Hai dovuto modificare il tuo solito stile, oppure no? Gianluca Acciarino:Non più di tanto, penso, ma forse c’è stata un’evoluzione soprattutto nell’inchiostrazione.
Come definisci graficamente il “tuo” Tex? Gianluca Acciarino:Beh, non saprei, son curioso di sapere cosa diranno gli appassionati. Io cerco di disegnarlo abbastanza snello ma atletico. Per il carattere non è facile, a volte Tex è duro, altre volte deve mostrarsi simpatico.
Hai preso dei modelli di riferimento particolari? Gianluca Acciarino:Ho guardato Villa, Ticci, Seijas, alcuni che consideravo più nelle mie corde ma anche altri che consideravo diversi da me. Su Tex ci sono tanti grandi disegnatori, però non volevo lasciarmi influenzare troppo, quindi alla fine è uscito fuori un mio Tex, spero. Ma non è detto che l’abbia trovato, penso che il volto di Tex possa evolvere all’infinito.
Cosa ci puoi dire della storia di Tex alla quale stai lavorando? Gianluca Acciarino:E’ una storia molto classica che ricorda i film di John Ford. Non mancano sequenze d’azione, però, che ne fanno anche una storia moderna.
Negli ultimi tempi diversi disegnatori hanno fatto solo una veloce comparsata su Tex e poi sono tornati a lavorare su altri personaggi. Quello su Tex è per te un impegno duraturo, almeno nelle tue intenzioni? Gianluca Acciarino:Penso che sia duraturo.
Che rapporto hai con il pubblico di Tex? Gianluca Acciarino:I lettori di Tex sono molto esigenti. Sono curioso di sapere cosa ne penseranno della mia prova.
Chi o cosa è Tex secondo te? Cosa ti piace di più nel Ranger e cosa di meno? Gianluca Acciarino:Tex rappresenta un po’ la storia del nostro paese, nonostante non sia ambientato in Italia. Ho massimo rispetto per il personaggio. E poi incarna dei valori universali. Il fatto che tante persone adulte, spesso anziane, leggano ancora un fumetto come quando erano bambini è una cosa bellissima.
Ritieni che Tex sia cambiato negli ultimi anni? Sotto quali aspetti? Gianluca Acciarino:Non credo che sia cambiato, alla fine è sempre Tex. Diciamo che si è un po’ modernizzato con discrezione. La possibilità di documentazione, che è aumentata negli anni, ne ha fatto forse un personaggio storico più credibile per quanto riguarda costumi, ambienti, armi, ecc., ma resta sempre un personaggio di avventura che non conosce tempo, perché i suoi sono valori universali, soprattutto l’amicizia con i suoi pards, oltre alla lealtà e al coraggio, ovviamente.
Per concludere il tema, come vedi il futuro del Ranger? Gianluca Acciarino:Bene. Tex può dare ancora tanto al fumetto italiano e non solo.
Quanto tempo impieghi per disegnare una tavola? Hai degli orari? Come si articola una tua giornata tipo fra lavoro, letture, tenerti informato, ozio, vita familiare? Gianluca Acciarino:In genere una tavola ogni due giorni, più o meno, poi dipende dalla tavola, dalla sua difficoltà. Penso di avere una giornata normale, diciamo, non ho proprio orari da operaio. Cerco di trovare spazio anche per altre cose.
Puoi esporci la tua tecnica di lavoro? Gianluca Acciarino:Di solito faccio più tavole a matita insieme e poi inizio a inchiostrare, ma non una per volta, lavoro su più pagine contemporaneamente.
Sono passati dieci anni da quando lavori per la Bonelli: potresti tracciare un breve bilancio (i cambiamenti del tuo stile, le soddisfazioni o le eventuali insoddisfazioni, ecc.)? Gianluca Acciarino:Spesso quando comincio un albo penso che lo vorrei fare in modo diverso dal precedente, poi magari cambia solo qualcosa. I cambiamenti penso che siano più a lungo termine, almeno nel mio caso. Le soddisfazioni ci sono, certo, ma il solo fatto di fare un lavoro che si ama lo è già di per sé.
Se dovessi permetterti di disegnare un ennesimo personaggio bonelliano, con quale ti piacerebbe cimentarti? Gianluca Acciarino: Non saprei, forse Dylan Dog, per curiosità. Ma in generale non amo le cose troppo contemporanee, preferisco disegnare cose che non siano cose di tutti i giorni.
Com’è lavorare nella Sergio Bonelli Editore? Gianluca Acciarino: E’ una cosa bellissima, la Bonelli sembra una grande famiglia.
Il fumetto della SBE è sempre stato il tuo obiettivo oppure avresti preferito fare il cosiddetto “fumetto d’autore” come Pratt, Battaglia, Toppi, Manara? Gianluca Acciarino:No, penso che il bello sia disegnare, raccontare, indipendentemente da come e per chi lo si fa. Per me poi anche un fumetto Bonelli può essere considerato fumetto d’autore. Dipende un po’ dai punti di vista.
Ti senti un artigiano del fumetto oppure un artista? Disegnare è per te uno stimolo, un divertimento oppure un lavoro? Gianluca Acciarino:Penso che sia una via di mezzo tra arte e artigianato, almeno per quanto riguarda i fumetti Bonelli. E poi quando si fa un lavoro creativo c’è sempre una componente artistica, anche nell’artigianato, secondo me. E’ un lavoro e al tempo stesso uno stimolo a diventare sempre più bravi. Penso che la riconoscibilità di un autore, il fatto che si distingua dagli altri, in qualche modo lo renda un po’ artista.
Quali sono i tuoi progetti immediati? Puoi già anticiparci qualcosa? Gianluca Acciarino:Non ho progetti in cantiere per ora a parte Tex.
Bene, noi avremmo finito. C’è ancora qualcosa che vorresti dire? Qualcosa che non ti è stato chiesto e che avresti assolutamente voluto far sapere ai nostri lettori? Gianluca Acciarino:Che dire, è bello che esistano appassionati come voi. Continuate così.
Caro Gianluca, a nome del blog portoghese di Tex ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso. Gianluca Acciarino:Grazie a voi.
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