De 9 de Agosto a 22 de Setembro de 2013, realizar-se-á na cidade de Viseu, oXVIII Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, onde também não deixará de estar presente em grande destaque a personagem Tex Willer, não só pela exposição associada ao Ranger, mas também pela presença do conceituado desenhador italiano Andrea Venturi, para além da exposição de homenagem a SERGIO BONELLI.
O blogue do Tex tem o privilégio de divulgar o cartaz do evento, da autoria do desenhadorJoão Amaral, de modo a cativar um maior número de bedéfilos de todo o país a fazerem uma visita a Viseu, sobretudo nos dias 10 e/ou 11 de Agosto, onde teremos então a presença de Andrea Venturi e João Amaral, para além do habitual convívio de Texianos e ainda outras actividades que em breve iremos dar conta aqui no blogue do Tex.
Cartaz do 18º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu (2013)
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A Longa Aventura de Blueberry. Lugares e Mitos do Oeste em uma Bande Dessinée Francesa
.Por Afrânio Braga*
O título deste material blueberryano é uma homenagem ao seu irmão italiano Tex – “La lunga avventura di Tex. Luoghi e miti del West in un fumetto italiano” (A longa aventura de Tex. Lugares e mitos do Oeste em uma história em quadradinhos italiana), título do livro de Franco Musso, publicado pela Comune di Genova, Assessorato al Decentramento Centro Cívico, para a mostra texiana realizada em Sampierdarena, Itália, no período de 13/12/1986 a 13/01/1987. As personagens, os lugares, as habitações, as companhias, os cargos públicos citados estão presentes nas histórias do Tenente Blueberry. Curiosamente, a principal fonte de informações é um estupendo livro sobre o Ranger mais temido do Oeste e o próprio West selvagem: “Atlante di Tex”, do texiano Aurelio Sangiorgio. Ambas as personagens vivem as suas aventuras em regiões vizinhas ou nas mesmas, como o Arizona e o México.
Sergio Bonelli disse que o Blueberry é o irmão francês de Tex. O editor italiano convidou, por diversas vezes, o fenomenal desenhador blueberryano Jean Giraud, aliás Gir, aliás Mœbius, para realizar um “Texone”, entretanto o notável artista francês sempre recusou por falta de tempo, haja vista estar envolvido em vários projectos de arte sequencial, como “O Incal”, “Major Fatal” e o amado Tenente cabeludo e corajoso; agora, os dois geniais amantes da 9ª Arte cavalgam, lado a lado, nas pradarias celestiais.
Mike Steve Donovan esteve em companhia de várias figuras históricas do Oeste, algumas amigas, outras não; ou pelo menos participaram das belas narrativas de seus argumentistas: Jean Michel Charlier, Jean Giraud e François Corteggiani. Famosos chefes indígenas como Cochise, Geronimo e Victorio; também notórios líderes militares entre eles Robert Edward Lee, Ulysses Simpson Grant, Philip Henry Sheridan, William Tecumseh Sherman, William Clarke Quantrill e o “General Cabeça Amarela” tipificando George Armstrong Custer; os irmãos Wyatt, Virgil e Morgan Earp, Doc Holliday, e até Wild Bill Hickok, entre tantas personagens lendárias.
Um pueblo e uma kiwa estão no ciclo considerado por muitos como o melhor de todos: O Ciclo do Ouro de Prosit Luckner (“A Mina do Alemão Perdido” e “O Espectro das Balas de Ouro”) de Charlier e Giraud, baseado em uma história western verídica. Paisagens, animais, cidades, aldeias, móveis, objectos, trens, pessoas, vida, muita vida ilustrada de maneira sublime por talentosos e formidáveis artistas: Jean Giraud, Colin Wilson, Michel Blanc-Dumont, William Vance e Michel Rouge. Diferentemente de “Tex”, “Blueberry” não é uma série mensal, digamos que seja anual, entretanto, algumas vezes espera-se por anos por um álbum, uma obra-prima de ilustrações, cores e narrativa deslumbrantes.
Mike Blueberry percorreu muito mais lugares e conheceu bastante gente em seus 90 anos de vida, do século anterior ao passado. Ele foi Tenente, Xerife, Marshal e actualmente é um jogador de póquer com bonitas recordações de sua intensa vida. Acompanhamos a sua longa cavalgada e as suas aventuras que misturam realidade com ficção, história com fantasia, verdade com sonho…
Para ler na íntegra o texto de Afrânio Braga intitulado “A Longa Aventura de Blueberry. Lugares e Mitos do Oeste em uma Bande Dessinée Francesa”, cliqueAQUI!
Inspirações de Charlier e de Giraud para “Blueberry”
.Por Afrânio Braga*
Jean-Michel Charlier escreveu algumas histórias de “Blueberry” inspiradas em filmes western. Para conhecer muitas das inúmeras Inspirações de Charlier e de Giraud para “Blueberry” num apuradíssimo trabalho de pesquisa sem precedentes, clique AQUI!
Por José Carlos Francisco (texto) e James Western (fotos)
O XVIII Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, a realizar em Agosto próximo, trará, como já foi anunciado AQUI no blogue português do Tex, o conceituado desenhador italiano ANDREA VENTURI a Portugal.
Para além da sua presença e de se poder apreciar uma sua mostra pessoal onde estarão expostas, pela primeira vez fora de Itália, páginas do seu Tex Gigante (o nº 28, “Os pioneiros“, publicado neste último dia 21 de Junho na Itália, uma história épica de caravanas e pioneiros, em viagem rumo ao Oeste, com a participação dos 4 pards, escrita por Mauro Boselli) também será uma excelente oportunidade para quem se deslocar, no fim de semana de 10 e 11 de Agosto, ao evento viseense de conhecer pessoalmente e conviver com um dos mais talentosos desenhadores do staff de Tex e de poder também ganhar um belíssimo desenho original de Tex feito na hora pelo autor italiano, como ganharam por exemplo, nesta última sexta-feira, em Itália, os seus fãs e admiradores que se deslocaram à Livraria Alessandro, em Bolonha, para assistir ao lançamento da sua obra, como mostramos de seguida, graças às fotos de James Western, texiano italiano que teve o privilégio de participar neste evento italiano que contou com a presença do próprio Andrea Venturi:
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Para conseguir um tesouro original de Tex (ou dos demais pards) para a sua colecção não deixe de comparecer em Viseu nos dias 10 e 11 de Agosto
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Tex Ouro #61: O Bando dos Irlandeses
Mauro Boselli (argumento)
Carlo Marcello (desenho)
Mythos Editora (Brasil, Julho de 2012) 135 x 175 mm, 330 p., pb, brochado R$ 19,90 / 10,00 €
Suponho que uma das razões para as novas gerações não terem sido cativadas pelo western – a par de ser um género (literalmente) parado num tempo que lhes soa distante – é o facto de não terem – logicamente… – as referências e o conhecimento da mitologia com ele relacionadas, que outras gerações assimilaram.
Por isso, também – a par da diminuição global do número de leitores tout court – Tex luta com o decréscimo regular dos seus seguidores.
Esta história – que a título de curiosidade se pode dizer que foi a primeira que a Mythos editou no Brasil, quando “herdou” os direitos das publicações Bonelli da Globo – tem uma base que permite contornar a questão atrás descrita e chamar a atenção de quem normalmente passa ao lado das aventuras do ranger.
Boselli situa o seu início na Irlanda e associa alguns dos protagonistas ao IRA – o Exército Republicano Irlandês, mais mediático na época – 1997 – em que a história foi originalmente publicada.
O argumento de Boselli, como habitualmente, é denso e bem urdido, pois a par do já descrito, explora o “estado” revolucionário da Irlanda e do México e igualmente o passado de Tex e Kit, fazendo aquele encontrar um amigo de adolescência, a quem quase seguiu para se tornar fora-da-lei. E a quem agora tem a missão de prender, bem como aos seus companheiros – o tal bando dos irlandeses que dá título à narrativa.
Para isso terá de se embrenhar num México (sempre) conturbado pelas revoluções, enfrentar tanto o exército local quanto os rebeldes e reencontrar Montales, num final épico que apresenta um dos mais longos e sangrentos tiroteios que Tex Willer já viveu. E a que não falta um final com um invulgar tom trágico, pouco habitual na série.
A par de um argumento em crescendo, que prende pela aventura em si e pelas ramificações que vão sendo introduzidas para estruturar uma história consistente e com diversas surpresas e inflexões, “O Bando dos Irlandeses” conta com o traço realista, rigoroso e pormenorizado de Marcello que, mesmo não sendo nada beneficiado pela impressão, consegue brilhar a bom nível em especial na (longa e) dinâmica sequência final.
O que, tudo junto, faz desta banda desenhada – actualmente nas bancas portugueses – uma boa opção para quem quiser (re)descobrir o western.
.*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.
Nesta ilustração nocturna de Claudio Villa vislumbramosTex Willer, protegido por uma pedra alta na margem de um rio mexicano situado junto ao Monastério de San Felipe, prestes a surpreender o jovem soldado mexicano Sebastianque estava enchendo o seu cantil.
DesenhoINÉDITO no Brasil e inspirado na história “Omicidio a Corpus Christi”, de Claudio Nizzi e Fabio Civitelli (Tex italiano #304 a #307).
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