OXVIII Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu a realizar na maravilhosa cidade beirã famosa, entre outras coisas, pelos seus óptimos restaurantes, onde pratos tradicionais portugueses são servidos em grande variedade e abundância, entre os dias9 de Agosto a 22 de Setembro, é notícia no site da Sergio Bonelli Editore, na sua rubrica das notícias flash.
Tal facto não é alheio à presença no certame viseense do consagrado desenhadorAndrea Venturi, um dos principais autores da editora Bonelli e à exposição dedicada a Sergio Bonelli, exposição essa que albergará mais de duas dezenas de homenagens oriundas de diversos países.
O texto publicado no idioma italiano pode ser lido de seguida em português:
10 – 11 Agosto
TEX RETORNA A PORTUGAL!
O desenhador de Tex Andrea Venturi será o convidado de honra do 18° Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, em Portugal.
XVIII Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu é notícia no site da SBE
A próxima edição do Salão Internacional de Banda Desenhada, que se realizará na cidade de Viseu, em Portugal, de 9 de Agosto a 22 de Setembro próximos, verá entre os protagonistas o nosso Tex, excelentemente representado pelo desenhador Andrea Venturi. O autor das páginas do recente Texone estará presente nos dias 10 e 11 de Agosto. Além disso, o Salão exibirá uma exposição de pranchas realizadas neste seu mais recente trabalho, “I pionieri”, bem como uma selecção de homenagens desenhadas dedicadas á memória de Sergio Bonelli (a ilustrar este artigo mostramos um dos cartazes do evento). Durante a manifestação, Venturi receberá o Troféu Anim’Arte, atribuído ao melhor autor estrangeiro de 2012.
Para mais informações: texwillerblog.com
Para além da importância da divulgação do 18º Salão Internacional de BD de Viseu no site da maior editora de banda desenhada da Europa, que deste modo promove uma vez mais uma manifestação portuguesa, realce também para a indicação do blogue português do Tex como o local para se saber mais informações sobre o evento, sinal do prestígio cada vez maior do blogue lusófono dedicado ao Tex.
Tito Faraci e Corrado Mastantuono, por Bira Dantas
ALERTA:As entrevistas que se seguem com Tito FARACI&Corrado MASTANTUONO revelam algumas surpresas da história “L’inseguimento” (Tex italiano nº 629 e 630, de Março e Abril de 2013), e a sua lida antes da publicação da revista no Brasil e Portugal pode tirar toda a graça, emoção e suspense que se cria com relação à aventura.
Entrevistas conduzidas por José Carlos Francisco, com a colaboração de Giampiero Belardinelli e Sandro Palma na formulação das perguntas, de Bira Dantas nas caricaturas e de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino nas traduções e revisões.
TITO FARACI
Com A Perseguição você mais uma vez apresenta aos leitores um faroeste sombrio e selvagem, no qual foge de forma frenética o protagonista, Vince Stanton, uma personagem solitária e em luta pela sobrevivência, caçada por Tex e Tigre, pelos colonos e até pela sua própria quadrilha. Ou seja, você parece percorrer a trilha de muitas de suas histórias já publicadas, com as devidas variações. O que você diria a quem acha esse esquema narrativo de certo modo repetitivo?
Tito Faraci:Eu respondo que histórias como A Fera Humana ou O Homem de Baltimore, por exemplo, são muito diferentes. E, sobretudo, são muito diferentes várias histórias actualmente em produção. O acaso quis que histórias com elementos semelhantes fossem concluídas pelos desenhadores e saíssem relativamente perto uma da outra. Acontece. De todo modo, confirmo que A Perseguição espelha uma visão minha sobre o faroeste, que eu explorei e aprofundei em algumas histórias. Digamos que é um ciclo finito. Ao menos por ora, eu abandonei esse filão para dedicar-me a outras modalidades de trama. E nisso foi-me de grande ajuda Mauro Boselli, o excelente editor da série.
E esta história também se apoia bastante no ritmo. Como você consegue organizar os diálogos típicos da texianidade em roteiros agitados?
Tito Faraci:Eu começo sempre com o elemento visual. Antes de começar a escrever o roteiro, eu imagino a página, e faço inclusive pequenos desenhos (só para o meu uso). Os diálogos, na forma definitiva, vêm depois. Esse é o meu método. Eu não começo com os diálogos, apesar de considerá-los evidentemente muito importantes. Sobretudo para uma personagem que tem uma linguagem específica, como Tex.
É bastante apreciável a caracterização de Stanton, uma personagem ambígua, quase um canalha simpático. Você sem dúvida busca apresentar personagens bastante particulares, quase como se, ao escrever Tex, tivesse como objectivo a busca de uma humanidade que, nesta BD, certo ou errado, passou a um segundo plano.
Tito Faraci:Na verdade, eu considero que o aspecto humano sempre foi importante em Tex. Das histórias mais belas nós nos recordamos de personagens de grande humanidade. E também de contradições, capazes de se redimir. Mas Stanton permanece um canalha do começo ao fim. Em certos momentos pode inspirar uma certa simpatia, mas ele não se redime.
O acerto de contas, ao menos de forma parcial, acontece no cemitério em que estoura o tiroteio infernal entre Stanton, os colonos e os dois pards. À parte o quase irónico estereótipo do saque sepultado sob uma lápide, foi muito boa a ideia da monumental estátua do anjo posicionada como a guardar o tesouro. Também conquista o leitor a solução que você usa nas páginas finais, quando se conclui a parábola de Stanton. Podemos nos acostumar à ideia de que tais expedientes já são parte integrante da receita faraciana de Tex?
Tito Faraci:Eu gosto demais daquele final. Tenho orgulho, admito. Eu gosto de pensar que o leitor pode imaginar uma continuação da história, com novas fugas e perseguições. Mas isso funciona bem numa única história. Um final desse tipo não pode ser repetido. Eu tenho o meu estilo, mas sempre busco criar truques novos. Os longos tiroteios divertem-me bastante, mas decidi limitar um pouco o seu uso nos próximos roteiros.
A figura de Vince Stanton destaca-se na multidão de vilões que você já apresentou: é de se destacar o final, quase irónico, em que o bandido parece convencido de ter enganado todo mundo, mas no último quadradinho Tex e Tigre estão às costas dele. Como você elaborou essa ideia decididamente fora dos padrões do classicismo texiano? Acha que os leitores tradicionalistas podem não digerir bem soluções desse tipo?
Tito Faraci:Creio já ter respondido. Acrescento que é minha intenção mostrar algo inesperado aos leitores, mas nem sempre deve-se tentar novas soluções narrativas, mesmo com respeito à tradição. A lição que nos deram grandes mestres como Gian Luigi Bonelli é a de olhar para frente, aventurar-se em novos caminhos, escrever histórias para o público do próprio tempo. Clonar o estilo de um mestre é o pior modo para colocar em prática essa lição.
Funcionou bem a ideia de colocar em acção Tex e Tigre: os dois se movem de modo perfeito, decididos e astutos, mas você não acha que, nos diálogos, poderia ter se direccionado mais para o lado da ironia?
Tito Faraci:Eu creio que não teria sido oportuno, numa história dura e seca como esta. Seria uma nota desafinada. Mas em outros casos eu uso com prazer aquela ironia típica de Tex.
Nesta sua história, como dito, ao lado de Tex também actua o seu pard indígena Tigre. Uma dupla que, como as anteriores, é bastante convincente. Depois de anos em que se reclamou de Claudio Nizzi pela sua predilecção pela dupla Tex e Carson, você poderia nos dizer qual pard pretende inserir com mais frequência nas histórias futuras (quando, evidentemente, não decidir usar todo o quarteto)?
Tito Faraci:Na verdade, neste momento eu pretendo usar justamente o quarteto. Eu considero isso um desafio muito estimulante. Juntos, todos os quatro, cada um com o seu justo destaque, a mostrar as suas características específicas, e a evitar sobreposições. Não é simples, mas estou a trabalhar nisso com o máximo empenho. E com os valiosíssimos conselhos de Mauro Boselli.
CORRADO MASTANTUONO
Em A Perseguição, além de Tex você teve que encarar Jack Tigre, uma personagem que já desenhou antes. Dizem que a fisionomia dessa personagem seria a de um Tex de cabelos compridos. Por outro lado, desde quando fez o Tex Gigante, você caracteriza os nativos de forma bem marcada. Dito isso, o que pode dizer sobre a forma de interpretar o pard índio de Tex? Corrado Mastantuono:Eh, eh! Em parte é verdade. Para realizar a personagem Tigre eu inspiro-me bastante na caracterização inicial que faço para Tex, mas o índio é mais nervoso, quem sabe menos expressivo, olhos profundos e escuros, o nariz aquilino que não tem nada a ver com aquele regular do Ranger. Ou seja, a estrutura e os pontos de partida são os mesmos, mas as duas personagens devem resultar distintas e bem diferentes.
Nesta história os rostos de Tex e Tigre são perfeitos: os olhares, as expressões, etc. Você teve dificuldades particulares, desde a sua estreia texiana, para acertar essas duas personagens? Corrado Mastantuono:Quando se fala das quatro personagens as dificuldades sempre existem. Para cada uma, história após história, página após página, eu continuo a alterar detalhes, a acrescentar variações imperceptíveis, a estudar modos sempre novos para fazer com que cada um actue da melhor forma possível. Nesta última história o meu empenho foi quase todo para Tex. Eu era criticado pela minha versão ser sombria e pouco reconhecível, por isso o meu trabalho serviu para aprofundar a capacidade de dirigir a personagem em cada situação, em cada possibilidade de actuação.
Ainda sobre caracterização, na última história de Faraci são inúmeras as personagens com os cabelos muito compridos, a começar pelo antagonista Stanton. Você pode explicar as razões dessa escolha? Seria quem sabe um modo de mostrar um Oeste crepuscular e sórdido? Corrado Mastantuono:É verdade, mas não foi planeado. A coisa saiu espontaneamente. Se observar bem, as minhas personagens quase nunca estão bem barbeadas, excepto pelos membros da alta burguesia com colete e relógio no bolso, e isso porque a minha ideia do Oeste é justamente baseada no aspecto selvagem, na poeira, na falta de possibilidades de cuidar da própria aparência. A maioria das pessoas não tinha a possibilidade de tomar banho com frequência, e tampouco de lavar os cabelos. A barba era feita raramente e, no barbeiro, muitas vezes se preferia um corte rápido, sem muito esmero. Nesse panorama não é difícil imaginar as minhas personagens poeirentas e com cabelos compridos e sujos.
Pode-se ver que você já domina muito bem a iconografia texiana: do que você se valeu para chegar a esse resultado? Corrado Mastantuono:Documentação de todo tipo. Muitas revistas do nosso Tex, claro, e histórias de faroeste de todos os tipos, livros, ilustrações e muitas fotografias. Nos últimos dez anos a internet facilitou bastante esse trabalho.
O ritmo é uma das peculiaridades dos roteiros de Faraci: quais são as características a que você se atém quando elabora cenas de acção? De um modo geral, em Tex lhe agradaria fazer as personagens actuarem mais ou não se pode passar de um certo limite? Corrado Mastantuono:As personagens devem ser realísticas mas não necessariamente reais. Eu devo imprimir a caracterização e a actuação onde são mais úteis para tornar a narrativa fluída e, sobretudo, compreensível. De um modo geral, nas histórias de Tex a actuação em cena é contida, nada de exagerado, tudo deve ser representado da maneira mais sóbria e convincente. Mas também há personagens que são intencionalmente exageradas, e nessas eu posso até me soltar mais em relação à gestualidade e às expressões.
Muito belas as sequências no rio, no primeiro volume. Em relação aos cenários, mais uma vez você teve que encarar o Oeste tradicional. É um ambiente que combina com você ou gostaria de tentar algo novo? Quem sabe uma paisagem nórdica e nevada, que talvez seja mais adequada ao seu estilo? Corrado Mastantuono:Eu não tenho preferências. Trabalho é trabalho e, justamente por isso, deve ser feito. Em todo caso, eu devo cercar-me de documentação e explorar as novidades com respeito e com a devida devoção. Para dar um exemplo, eu reclamava comigo mesmo da longa sequência sob a chuva que, apesar de ter um grande impacto, toma muito tempo ao desenhador, e, na história que estou a realizar, as primeiras sessenta páginas transcorrem sob um dilúvio universal. Isso para dizer que é melhor jamais se lamentar porque sempre pode aparecer alguma história que o fará sentir saudade da anterior.
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Interviste condotte da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Giampiero Belardinelli e Sandro Palmas per la formulazione delle domande, di Bira Dantas per la caricatura e di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) e Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni.
TITO FARACI
Con “L’inseguimento” presenti ancora una volta ai lettori un western cupo e selvaggio, dove si sposta freneticamente il protagonista, Vince Stanton, un personaggio solitario e in lotta per la sopravvivenza, braccato da Tex e Tiger, dai coloni e addirittura dalla sua stessa banda. Sembri insomma ripercorrere la falsariga di molte delle tue storie già pubblicate, con le opportune variazioni. Cosa rispondi a chi trova questo schema narrativo in un certo qual modo ripetitivo?
Tito Faraci:Rispondo che storie come “Gioco dannato” (titolo di lavorazione del Maxi Tex “La belva umana”) o “L’uomo di Baltimora”, per dire, sono molto diverse. E soprattutto sono molto diverse storie attualmente in lavorazione. Il caso ha voluto che storie con elementi simili fossero ultimate dei disegnatori e uscissero relativamente vicine una all’altra. Capita. Comunque, “L’inseguimento” rispecchia in effetti una mia visione del western, che ho esplorato e approfondito in alcune storie. Diciamo che è un ciclo finito. Almeno per ora, ho abbandonato questo filone per dedicarmi ad altre modalità di racconto. In questo, mi è di grande aiuto Mauro Boselli, eccellente curatore della serie.
Anche questa tua storia punta molto sul ritmo: come riesci a organizzare i dialoghi tipici della texianità in sceneggiature tambureggianti?
Tito Faraci:Io parto sempre dall’elemento visivo. Immagino la pagina, addirittura facendo dei piccoli disegni (solo a mio uso), prima di scrivere la sceneggiatura. I dialoghi, nella forma definita, arrivano dopo. Questo è il mio metodo. Non parto dai dialoghi, sebbene li ritenga ovviamente molto importanti. Soprattutto per un personaggio che ha un suo linguaggio specifico, come Tex.
Abbiamo trovato sicuramente apprezzabile la caratterizzazione di Stanton, un personaggio “anguillesco”, quasi una simpatica canaglia. Ti sforzi indubbiamente di presentare dei personaggi del tutto particolari, quasi come se, scrivendo Tex, ti ponessi come obiettivo la ricerca di un’umanità che in questo fumetto, a torto o a ragione, è passata sempre in secondo piano.
Tito Faraci:A me sembra invece che l’aspetto umano sia sempre stato importante in Tex. Delle storie più belle, ricordiamo personaggi dotati di grande umanità. Anche di contraddizioni, capaci di riscattarsi. Stanton, comunque, resta una canaglia dall’inizio alla fine. A tratti può ispirare una certa simpatia, ma non si redime mai.
La resa dei conti, almeno parzialmente, avviene nel cimitero in cui si scatena l’infernale sparatoria tra Stanton, i coloni e i due pards. A parte quasi l’ironico stereotipo del bottino sepolto sotto una lapide, piace la trovata della monumentale statua dell’angelo posta a custodire il tesoro. Conquista anche l’accorgimento che usi nelle pagine finali in cui si conclude la parabola di Stanton. Possiamo abituarci all’idea che simili espedienti sono ormai parte integrante della ricetta faraciana di Tex?
Tito Faraci:Quel finale a me piace moltissimo. Ne sono fiero, lo ammetto. Mi diverte pensare che il lettore possa immaginarsi una sua prosecuzione della storia, con nuove fughe e inseguimenti. Però va bene per una sola storia. Un finale del genere non può essere ripetuto. Ho il mio stile, ma cerco di inventarmi ogni volta “trucchi” nuovi. Le lunghe sparatorie mi divertono parecchio. Tuttavia, ho deciso di limitarne un po’ l’uso nelle prossime sceneggiature.
La figura di Vince Stanton emerge tra la folla di cattivi che hai presentato: ci ha colpito il finale, quasi ironico, in cui il bandito sembra convinto di aver buggerato tutti ma, nell’ultima vignetta, si ritrova alle spalle Tex e Tiger. Come hai elaborato questa idea indubbiamente spiazzante rispetto alla classicità texiana? Pensi che i lettori tradizionalisti possano mal digerire simili soluzioni?
Tito Faraci:Credo di avere già risposto. Aggiungo che metto in conto di spiazzare qualche lettore, ma non per questo non bisogna tentare nuove soluzioni narrative, seppure nel rispetto della tradizione. La lezione che ci hanno dato i grandi maestri, come Gian Luigi Bonelli, è di guardare avanti, avventurarsi su nuove strade, di scrivere storie per il pubblico del proprio tempo. Clonare lo stile di un maestro è il peggior modo per metterne a frutto la lezione.
Abbiamo trovato funzionale l’idea di far agire Tex e Tiger: i due si muovono in maniera perfetta, risoluti e scaltri, ma non pensi che, nei dialoghi, si potrebbe spingere più sul lato dell’ironia?
Tito Faraci:Non credo che sarebbe stato opportuno, in una storia dura e “secca” come questa. Sarebbe stata una nota stonata. In altri casi, però, utilizzo molto volentieri quell’ironia tipica di Tex.
In questa tua ultima storia affianchi a Tex anche il pard indiano Tiger. Una coppia che, come le precedenti, è sembrata a tutti piuttosto convincente. Dopo anni e anni in cui si è rimproverato a Claudio Nizzi la predilezione per l’accoppiata Tex e Carson, puoi dirci su quale pard intendi puntare con maggior frequenza nelle storie future (quando ovviamente non userai il quartetto al completo)?
Tito Faraci:Per la verità, ora come ora mi interessa molto usare proprio il quartetto. La ritengo una sfida molto stimolante. Usarli insieme, tutti e quattro, dando a ciascuno il giusto risalto, mettendo in luce le specifiche caratteristiche, evitando sovrapposizioni. Non è semplice, ma ci sto lavorando con il massimo impegno. E con i preziosissimi consigli di Mauro.
CORRADO MASTANTUONO
Ne “L’inseguimento”, oltre a Tex, ti sei dovuto confrontare con Tiger Jack, un personaggio che hai già disegnato in passato. Dal momento che si dice che la fisionomia di questo personaggio sia un po’ Tex con i capelli lunghi e visto che tu dai una marcata caratterizzazione dei nativi sin dai tempi del texone, puoi raccontarci l’interpretazione del pard indiano di Tex? Corrado Mastantuono:Eh, eh, in parte è vero quello che dici. Per realizzare Tiger mi ispiro fortemente alla caratterizzazione da cui parto per Tex, il primo però è più nervoso, se possibile ancora meno espressivo, occhi profondi e nerissimi e il naso aquilino che non ha niente a che vedere con quello regolare e dritto del ranger. Insomma, anche se la struttura e i punti di partenza sono i medesimi, i due personaggi dovrebbero risultare distinti e inequivocabilmente diversi.
In questa storia i volti di Tex e Tiger sono perfetti: gli sguardi, le espressioni ecc. Hai avuto delle difficoltà particolari, partendo dal tuo debutto texiano, per centrare questi due personaggi? Corrado Mastantuono:Quando si parla dei quattro personaggi le difficoltà ci sono sempre. Per ognuno, storia dopo storia, pagina dopo pagina, continuo a cambiare dettagli, ad aggiungere impercettibili varianti, a studiare modi sempre nuovi per rendere al meglio la recitazione di ognuno. In questa ultima storia il mio impegno è andato quasi esclusivamente su Tex. Mi si rimproverava la poca riconoscibilità e la cupezza nella mia versione, allora il mio lavoro è servito ad approfondire la capacità di gestire il personaggio in ogni situazione, in ogni possibilità recitativa.
Sempre parlando di caratterizzazioni, non si contano nell’ultima storia di Faraci i personaggi con i capelli lunghissimi, ad iniziare dall’antagonista Stanton. Puoi spiegarci la ragione di questa scelta? E’ forse un modo di mostrare un West crepuscolare e sordido? Corrado Mastantuono:E’ vero ma non è pensato a tavolino. Il tutto viene fuori abbastanza spontaneamente. Se ci fai caso spesso i miei personaggi non sono mai neanche perfettamente rasati, tranne i signorotti dell’alta borghesia col panciotto e la cipolla nel taschino, questo perché la mia idea di West è proprio basata sull’aspetto selvaggio, sulla polvere, sulla mancanza di ogni possibilità di curare la propria persona. La maggior parte delle persone non avevano la possibilità di farsi il bagno tanto spesso, né tanto meno lavarsi i capelli. La barba si radeva di rado e al barbiere spesso si preferiva un taglio approssimativo fatto alla buona. In questo panorama non è difficile immaginare i miei personaggi polverosi e dai capelli lunghi e sudici.
Ormai ti vediamo padroneggiare molto bene l’iconografia texiana: attraverso quali passaggi sei arrivato a questo risultato? Corrado Mastantuono:Documentazione di ogni tipo. Molti fumetti del “nostro” Tex, ovviamente, poi storie western di tutti i tipi, libri, illustrazioni e molte foto. Internet negli ultimi dieci anni ha molto facilitato questo lavoro.
Il ritmo è una delle peculiarità delle sceneggiature di Faraci: quali sono le caratteristiche a cui ti attieni quando metti in scena sequenze d’azione? In genere, su Tex ti piacerebbe far recitare più i personaggi o pensi che oltre un certo limite non si possa andare? Corrado Mastantuono:I personaggi devono essere realistici ma non necessariamente reali. Devo spingere la caratterizzazione e la recitazione dove è più utile per rendere la narrazione fluida e soprattutto comprensibile. In genere nelle storie di Tex la recitazione è registrata al minimo, niente di eclatante, tutto deve essere rappresentato nella maniera più sobria e convincente. Poi però ci sono anche dei personaggi che sono volutamente sopra le righe e lì magari posso sbizzarrirmi di più per quanto riguarda la gestualità e le espressioni.
Molto belle le sequenze sul fiume, nel primo albo. In tema di ambientazioni anche stavolta ti sei dovuto confrontare con il tradizionale West. E’ una location che ti è congeniale o vorresti provare qualcosa di nuovo? Magari un paesaggio nordico e innevato, che è forse anche più adatto al tuo stile? Corrado Mastantuono:Non ho preferenze. Il lavoro è lavoro e, in quanto tale, è faticoso a prescindere. In ogni caso devo racimolare sufficiente documentazione e esplorare le novità con rispetto e la dovuta devozione. Per farti un esempio, tra me e me mi lamentavo della lunga sequenza sotto la pioggia che, anche se ti sicuro impatto, porta via al disegnatore molto tempo, ecco, nella storia che sto realizzando le prime sessanta pagine sono sotto il diluvio universale. Questo per dire che è meglio non lamentarsi mai perché può sempre capitare qualche storia che ti farà rimpiangere quella precedente.
(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale)
De Diego Previatti de Lima (na foto aqui ao lado), com 22 anos e sendo natural (e actual morador) de Palmeira das Missões, cidade do interior do Estado brasileiro do Rio Grande do Sul, trabalhando no presente em uma empresa de telemóveis (no Brasil: celulares) e também praticante de Artes Marciais, com algumas lutas, recebemos algumas belíssimas ilustrações de Tex de sua autoria. A paixão pelo Ranger aconteceu aos 10 anos com a história ‘Ópio, Amor e Traição’ e depois desse dia nunca mais parou de ler Tex.
Diego Previatti de Lima é desde então um grande fã e coleccionador de Tex que sempre gostou bastante de desenhar a ponto de sempre que pode fazer alguns belos rabiscos (e que em breve iremos conhecer melhor, já que está a responder a uma entrevista ao nosso blogue), desenhos esses que nos apressamos a mostrar de seguida a todos os nossos leitores (para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas):
No próximo mês de Agosto a Sergio Bonelli Editore publicará a edição número 634 de Tex, intitulada “I professionisti” e que conterá a segunda e última parte da história “Tombstone Epitaph“, escrita por Mauro Boselli e desenhada por Gianluca Acciarino e cuja capa, como todas posteriores ao número 400, é da autoria do conceituado desenhador Claudio Villa, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada da capa original pintada pelo próprio Claudio Villa tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos tem dado a conhecer nos últimos tempos as suas cores originais das capas que vai produzindo para Tex.
E a propósito das suas cores Claudio Villa confidencia: “Eu dou uma ‘indicação’ de cor: faço uma fotocópia em A4 a preto e branco e passo a colori-la com tintas líquidas, pintando-a como gostaria de vê-la impressa. Depois é o impressor que deve, com os seus instrumentos, aproximar-se daquilo que fiz…“:
. Nestas capas e cores que temos dado a conhecer com alguma regularidade aos nossos leitores aqui mesmo no blogue português do Tex elas têm gerado um grande número de comentários e na esmagadora maioria dos casos é considerada pelos fãs e coleccionadores do Ranger como sendo infinitamente superior a colorização original do Maestro italiano em relação à colorização digital realizada na Sergio Bonelli Editore, mas com relação a esta capa divulgada hoje (Tex nº 634), qual a sua opinião, caro leitor?
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