Do Sítio Internet Sergio Bonelli Editore para o Blogue Português do Tex: Entrevista a José Carlos Francisco (O Tesouro de Zeca)

[1] Entrevista publicada no sítio Internet Sergio Bonelli Editore em 17 de Março de 2014, por Luca Del Savio.

O português José Carlos Francisco, popularmente conhecido por Zeca, é um dos mais apaixonados fãs texianos do mundo. Entre os seus tesouros, uma galeria exclusiva de desenhos de Tex!

O tesouro de Zeca!

O português José Carlos Francisco, popularmente conhecido por Zeca, é um dos mais apaixonados fãs texianos do mundo. Entre os seus tesouros, uma galeria exclusiva de desenhos de Tex!
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A popularidade do Ranger bonelliano não conhece fronteiras: vocês sabiam que um dos fãs mais fervorosos de Tex vive em Portugal? E sabiam que na sua casa de Anadia – uma pequena cidade situada 25 km a Norte de  Coimbra –, para além de um riquíssimo acervo de edições de Tex, possui também uma invejável colecção de desenhos originais que retratam Águia da Noite? Uma galeria crescente que José Carlos Pereira Francisco, para os amigos Zeca, quis compartilhar connosco e com os nossos leitores. Mais de setenta desenhos inéditos dos quais apresentamos uma selecção “por episódios”, a partir desta semana. Para dar início à iniciativa, trocamos algumas palavras com o Zeca para nos contar como tudo começou…

► Quando você leu Tex pela primeira vez? Você se lembra qual foi a primeira história que leu?
José Carlos Francisco: Descobri Tex em 1980, quando os meus avós mudaram de residência e durante as limpezas do sótão da habitação principal, descobri uma caixa com muitas revistas de banda desenhada e entre elas somente um exemplar de Tex, mas era uma edição especial que muito me cativou de imediato: “Pacto de Sangue“, a aventura que narra o casamento do Ranger com Lilyth. Fiquei de tal forma impressionado que nesse mesmo dia fui à procura de edições anteriores e passei a comprar todas as edições que iam sendo distribuídas. Passaram-se mais de 30 anos e hoje eis-me aqui, feliz proprietário da inteira colecção, a falar desse momento inolvidável e desta paixão, que aumenta a cada nova história!

► Se tivesse que colocar num pódio as histórias e protagonistas (amigos e inimigos) da saga de Tex, qual aventura e quais personagens você premiaria?
José Carlos Francisco: Não é fácil fazer uma selecção das melhores histórias, pois são muitas as aventuras que me deixaram uma recordação inolvidável. Se eu tivesse que escolher, porém, poderia dizer que as mais marcantes são “El Muerto”, “O Passado de Kit Carson”, “Oklahoma!”, “A Cruz Trágica” e a mais recente “Patagónia”, que considero uma autêntica obra-prima da Nona Arte. E não se pode esquecer “O Vale do Terror”, sobretudo pelo brilhantismo gráfico alcançado por Magnus.

No que diz respeito aos protagonistas, admiro imenso Jack Tigre: apesar de ser o pard mais sério e um índio que pouco fala, nunca se recusa à acção (para além de ser muito inteligente), e a acção é o que privilegio nas aventuras. O amigo dos pards que mais aprecio é Jim Brandon, o “casaca-vermelha” da Polícia Montada, que inclusive é um dos primeiros grandes amigos de Tex e, sem dúvida alguma, um dos grandes protagonistas do mundo texiano; as histórias que contam com a sua participação são sublimes, sempre com muita acção e perigos insólitos. Uma personagem que gostaria de ver com mais assiduidade seria Cochise, o irmão de sangue de Águia da Noite e chefe de todas as tribos Apache.

Dos adversários, o maior inimigo é sem sombra de dúvidas Mefisto: a longa e interminável luta entre os dois assume os contornos de uma verdadeira luta entre titãs. Mas premiaria também El Muerto, um grande e digno adversário que, apesar de ter comparecido apenas em uma história, deixou uma marca indelével, e é justamente reconhecido por muitos como sendo um antagonista icónico e memorável.

► Como começou a sua colecção de desenhos texianos? Quais foram os autores que você conseguiu contactar e envolver primeiro? E hoje, quantos desenhos você já tem?
José Carlos Francisco: A minha colecção começou em Outubro de 2006, quando, durante uma das minhas visitas à redacção milanesa, Claudio Villa teve a grande gentileza de fazer um desenho exclusivo de Tex enriquecendo-o com uma dedicatória personalizada. Pouco tempo depois, um amigo enviou, por correio, para Portugal um desenho original realizado por Fabio Civitelli e também esse com a devida dedicatória. A partir desse momento comecei a ganhar um carinho especial pelos desenhos originais, sobretudo por serem peças únicas e realizadas propositadamente para mim, não somente por desenhadores de Tex mas também por muitos outros autores da Casa Bonelli (e não só!) que conhecia pessoalmente, e também dos mais renomados ilustradores, por ocasião das entrevistas publicadas no Blogue Português de Tex.

Com tudo isso, a minha casa transformou-se em uma verdadeira “galeria” texiana, com os desenhos expostos nas paredes. São mais de setenta, mas espero vivamente ver esse número crescer ainda mais! Todos estes desenhos, alguns dos quais vos mostro nesta entrevista, penso em publicá-los num livro a dedicar a este fantástico Ranger que me acompanha há 34 anos.

► Como nasceu a sua amizade à distância com Sergio Bonelli?
José Carlos Francisco: Falar de Sergio Bonelli é lembrar de uma pessoa especial a qual tive o grande prazer, mas sobretudo o grande privilégio, de conhecer pessoalmente. A minha primeira visita à Sergio Bonelli Editore é datada de Outubro de 2002, e nasceu de um convite do editor brasileiro Dorival Vitor Lopes (a quem estou eternamente grato) para o acompanhar a ele e ao tradutor/redactor Julio Schneider numa visita à redacção. Um convite irrecusável, pois conhecer Sergio Bonelli era o realizar de um sonho de infância assim como visitar a casa de Tex era uma ocasião que eu não poderia desperdiçar.

Chegado a Milão, fui apresentado a Sergio Bonelli (e logo aí nasceu uma empatia difícil de descrever por palavras) como “o maior coleccionador português de Tex”, possuidor de todas as séries publicadas no Brasil. Naquela ocasião nasceu uma amizade entre duas pessoas de gerações e origens diferentes, unidos pela mesma devoção a coisas simples e sem mácula como podem ser, afinal, os quadradinhos e os heróis que os povoam. Com o passar dos anos fomos trocando correspondência e telefonemas e a amizade foi crescendo, tendo retornado outras vezes a Milão para fortalecer os laços de amizade com Sergio, seu filho Davide e com os outros colaboradores da editora.

► Fale de Tex no seu País: que séries chegam a Portugal?
José Carlos Francisco: Assim como na Itália e no Brasil, também em Portugal a mais popular personagem da banda desenhada italiana é justamente Tex Willer. Ainda que pequeno em relação ao italiano, o mercado português de quadradinhos é constituído por leitores fiéis, entusiastas e pacientes, pois têm que esperar que os seus exemplares preferidos venham do outro lado do Oceano, do Brasil: desde 1971 que as edições brasileiras do Ranger são distribuídas em Portugal, dois países que partilham a mesma língua. Graças à Mythos Editora, actualmente estão presentes nove séries brasileiras (entre inéditas e reedições, almanaques e especiais) dedicadas a Águia da Noite.

► Como anda a aventura do blogue e do Clube Português de Tex?
José Carlos Francisco: Quanto ao Tex Willer Blog, o blogue português do Tex, ele nasceu em 2006 para mostrar ao mundo que mesmo não sendo Tex publicado em Portugal, havia muita paixão pelo Ranger neste pequeno, mas belo país à beira-mar plantado. Com o decorrer do tempo e com a ajuda e colaboração de muitos outros fãs e coleccionadores, o blogue tornou-se uma referência para os fãs e coleccionadores, destacando-se sobretudo pelas entrevistas aos autores da editora Bonelli, para além das inúmeras novidades e conteúdos exclusivos como por exemplo os desenhos de Tex.

O Clube Tex Portugal foi criado em 10 de Agosto de 2013, por ocasião do 18º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, na presença de Andrea Venturi. A ideia germinava há cerca de dois anos e foi, digamos assim, oficializada com a devida autorização da Sergio Bonelli Editore, na pessoa do seu director geral Davide Bonelli, que deu o seu apoio incondicional ao Clube desde o anúncio da sua criação. O Clube Tex Portugal é caso único em Portugal, de um Clube dedicado exclusivamente a um herói da BD, e – creio – é o primeiro Clube oficial de Tex no mundo. É uma iniciativa dedicada aos fãs e coleccionadores portugueses,que visa um maior convívio não somente entre os admiradores do Ranger, mas também, entre outras coisas, proporcionar a vinda a Portugal e consequente convívio com autores de Tex que se mostrem disponíveis para se deslocarem ao nosso país. Além disso,  queremos também publicar uma revista periódica destinada em exclusivo aos sócios do Clube. Apesar de neófito, o Clube que tenho a honra de presidir, conta já com quase sete dezenas de associados. No passado dia 15 de Fevereiro organizamos em Lisboa, a Capital portuguesa, o primeiro convívio anual do Clube, evento que contou com a presença de mais de trinta pessoas augurando uma longa vida ao Clube e, consequentemente, a Tex.



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[1] (Entrevista publicada originalmente no Sítio Internet Sergio Bonelli Editore, em 17 de Março de 2014) – Copyright: © 2014 Sergio Bonelli Editore & Luca Del Savio.

O tesouro de Zeca no Sítio Internet da Sergio Bonelli Editore

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Vídeo: Aurelio Galleppini e o Oeste de Tex em Trentino

Aurelio Galleppini

Por José Carlos Francisco

No vídeo mostrado hoje aqui no blogue do Tex, intitulado “Il West di Tex Willer è il Trentino” (cidade adoptiva de Tex Willer) podemos ver Aurelio Galleppini, o criador gráfico de Tex, na região de Trentino, mais precisamente em Levico Terme (Valsugana), a realizar esboços  de habitações, lagos, gargantas, montanhas e vales que em seguida transferia para as páginas do Ranger, pois era daquelas paisagens montanhosas que vinha a inspiração para a ambientação das histórias de Tex.

Aurelio Galleppini a desenhar na região de Trentino

Podemos também ver uma pequena entrevista realizada com Galep, em 1988, integrada numa reportagem vídeo realizada pelo programa TGR do canal italiano RAI,  a propósito do 15º aniversário da sua morte:

Entrevista com o fã e coleccionador: Kael Thomas Ladislau

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Kael Thomas Ladislau: Sou Kael Thomas Ladislau, tenho 26 anos. Nasci no norte do Estado brasileiro do Espírito Santo, na cidade de Linhares, onde morei até os 21 anos, quando a deixei para fazer faculdade de Comunicação Social – Jornalismo, na Universidade Federal da cidade histórica de Ouro Preto, em Minas Gerais. Actualmente sou Analista de Comunicação Social nessa mesma cidade. Pretendo seguir na área de cultura popular, apesar de gostar muito de jornalismo desportivo.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Kael Thomas Ladislau: Com seis anos, comecei a receber histórias da “Turma da Mônica”, da Maurício de Souza, algumas revistas da Disney e posteriormente da Marvel, tudo de meu tio-padrinho Matuzalem Ladislau, que morava na capital do Estado (Vitória). Sempre lia compulsivamente, apesar da idade. Meus pais, Sheyla e Márcio, sempre me fizeram ler muito. Segundo ela, por esse facto, lia antes mesmo de entrar na pré-escola, por ter curiosidade de saber o que estava dentro do balão, rsrs.

Quando descobriu Tex?
Kael Thomas Ladislau: Esse tio, quando eu tinha oito anos (se não me engano) começou a me mandar algumas histórias em p/b: Tex. Ele comprava mensalmente e quando ia visitar meus avós na cidade onde morava, trazia-me as que ele tinha comprado entre uma visita e outra (por isso, nunca sofri em ter que esperar o outro mês para saber a conclusão de uma história, rsrs). Em sua infância, ele também a coleccionava. Então também me presenteava com edições antigas da editora Vecchi e os primeiros números da Globo. Foi viciante. Em dias de chuvas, eu lia o que conseguia ler. Quando estava muito empenhado focado na história eu deixava de brincar na rua com os meus amigos para continuar lendo…

Porquê esta paixão por Tex?
Kael Thomas Ladislau: Tex fez parte de meu imaginário na infância e adolescência. Passava horas lendo as histórias, imaginando-me no velho Oeste. Quando não tinha mais para ler, fazia a contabilidade de minha colecção: quem era o desenhador com mais presença nas histórias, o que escreveu mais. Lia pedaços de história que eu não tinha a conclusão, os correios da época…
Depois que entrei na faculdade, deixei de receber as revistas e como sempre ficava “apertado” financeiramente, não comprava as revistas. Fiquei todo o período académico sem ler muito, só mesmo algumas edições com histórias completas que eu não havia lido ainda. Mas ainda assim, muito pouco.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Kael Thomas Ladislau: Sempre achava os heróis muito fantasiosos, fantásticos demais, fora de realidade. Tex, apesar de toda ficção existente, é mais próximo do real, sem identidade secreta. É temido por ser ele mesmo.
O senso de humor, as aventuras… os desenhos são, para mim, o ponto alto da publicação!

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Kael Thomas Ladislau: Minha colecção era de cerca de 300 revistas! Tinha de todas as épocas: Vecchi, Globo e Mythos! Possuía grande parte da colecção normal, assim como todas as gigantes até o ano de 2009 e as Almanaques Tex até esse mesmo ano. Algumas Tex Ouro, Edições Históricas e as coloridas da época da Globo.
Infelizmente tenho que dizer tudo no passado: nestas últimas férias de final de ano, fui procurar a minha colecção e não a achei. Explico: meus pais são divorciados e depois que fui para a faculdade, deixei a minha colecção sob responsabilidade de meu pai. Minha colecção ficou guardada no meu antigo guarda-roupas e depois que sai de casa, guardada em caixa.
Porém, neste último ano, o meu pai precisou se ausentar de casa por cerca de oito meses e nesse tempo a casa ficou sozinha. Alguns parentes resolveram então fazer uma faxina na casa, pois temiam por insectos e ratos atraídos pelos papéis das revistas e assim se desfizeram da caixa em que estava a colecção. Fiquei desolado quando descobri. Não achei nenhuma revista!
Infelizmente, toda minha colecção de Tex com alguns números da década de 1970 estava desaparecida. Além dela, possuía a colecção “História do Oeste” da Record quase completa, além de alguns números da “Epopeia Tri”, a primeira dessa colecção de Sergio Tarquinio e Gino D’Antonio lançada pela Ebal. Possuía a rara “Almanaque do Faroeste”, da Globo, com a história “Caçador de Índios” com a primeira história de Andrea Venturi para o nosso Tex.
Foi uma perda lamentável, que agora estou disposto a recuperar a partir de 2014. Algumas pessoas se sensibilizaram e me presentearam com algumas edições avulsas em suas casas. Agradeço aqui a elas por isso, principalmente a minha mãe, que “achou” essas pessoas, rsrs.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Kael Thomas Ladislau: Como disse, minha colecção ia além de Tex. Possuía a colecção quase completa da “Epopeia Tri” da Ebal e sua republicação “A História do Oeste” pela Record. Possuía alguns números de Ken Parker, mas sinceramente não gostava muito.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Kael Thomas Ladislau: Onde morava, em Linhares no Espírito Santo, nunca chegavam com frequência as revistas, tampouco outros artigos. Por isso, minha colecção limitava-se a revistas. Mas sempre tive curiosidade de saber mais do álbum de cromos (figurinhas) que a Vecchi lançou. Também gostava muito dos Tex Gigantes, que sempre traziam mais dos autores da história. Tem uma, que se não me engano é o que a Globo lançou “Tex, o Grande” que trazia tudo de Tex: seus inimigos, seus amigos, os pards principais… Sempre relia essas matérias que falavam mais do Ranger e talvez fossem elas as que eu gostava mais de possuir. Também gostava das revistas especiais de aniversário e as que fechavam 100, como a “Oklahoma!” especial 300.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia?
Kael Thomas Ladislau: Sem dúvida nenhuma: Guglielmo Lettèri é o meu desenhador favorito!! Não sei se por gostar muito de seus traços, a história favorita é dele: “Retorno a Pilares”, que hoje é a maior do Ranger. A trama é cheia de suspense que fica só para o final ser revelada. O que envolve com o Kit, a sede de Tex em resolver a questão. Os mistérios Astecas… pena não ter o Carson na história, mas o Montales o substitui à altura. Além de Lettèri, aprecio muito os traços de Ticci.
De argumentista nunca tive uma preferência fervorosa como tenho pelo desenhador. Mas as histórias de G. L. Bonelli sempre têm um toque mais clássico, mas faroeste nostálgico.  Boselli também conseguiu desenvolver grandes clássicos!! E Nolitta (S. Bonelli) tem clássicos que valem ser destacadas, como a própria “Retorno a Pilares” e uma que gosto muito também e que para mim é uma obra-prima tanto de argumento quanto aos desenhos derradeiros de Giolitti e de seu discípulo Ticci, que é a história “Massacre de Red Hill”. Para mim, sinceramente, é difícil dizer de qual argumentista prefiro mais, rsrs.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Kael Thomas Ladislau: O senso de justiça do Ranger é o que mais me agrada. Justamente por isso, as aventuras são desvendadas sempre punindo quem merece. Não há exageros como costumamos ver em aventuras de grandes heróis, com prédios destruídos, cidades em chamas. Creio que o Oeste tenha sido bem próximo do que é em Tex (mesmo que tenha alguma fantasia, como em casos de bruxos e entidades indígenas).
As histórias de Tex situadas em grandes centros nunca foram as minhas favoritas. E talvez seja isso o que menos me agrade nas histórias. Gosto do Tex das padrarias, não em meio a prédios do Leste rsrs.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Kael Thomas Ladislau: Creio que a Sergio Bonelli faz um trabalho fantástico para a permanência da vida da personagem. Estou vendo agora vários artistas fantásticos tomando a pena do Ranger. Essa continuidade faz a personagem crescer e ser o que é.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Kael Thomas Ladislau: Não, infelizmente. Mas creio que com esse acesso cada vez maior de informação pela Internet possa um dia a ir num encontro…

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Kael Thomas Ladislau: Como disse, o trabalho da Sergio Bonelli é fantástico. Assim como aqui no Brasil (e Portugal) com a Mythos. Por isso, vejo algo longínquo ainda.
Temi quando soube da morte de Sergio Bonelli. Achei que a publicação poderia ficar sem um norte, mas acho que isso não tenha acontecido. Esses grandes desenhadores surgindo, assim como a nova leva de roteiristas.
Os fãs também levarão longe. Vejo na Internet grandes fãs que estão dispostos a isso. Parabenizo a todos, e que esse trabalho seja levado a gerações por vir!
Vida Longa a Tex!!!

Prezado pard Kael Thomas Ladislau, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Bolo de aniversário com Tex e Lilyth na maravilhosa arte de Fabio Civitelli

Por José Carlos Francisco (texto) e Carlos Moreira (fotos)

Bolo de aniversário com Tex e Lilyth na maravilhosa arte de Fabio Civitelli

Aniversário é a repetição do dia e do mês em que se deu determinado acontecimento. Num sentido mais geral, refere-se à comemoração de periodicidade anual de qualquer evento importante, como o nascimento de alguém, a morte de uma personalidade, a fundação de um município ou uma batalha. É um evento comemorado por muitos tipos de cultura ao redor do mundo. Em vários países lusófonos, em aniversários de nascimento de uma pessoa, é comum que se faça uma festa e todos cantem ao aniversariante a canção “Parabéns a você“.

Bolo de aniversário por ocasião dos 49 anos de Carlos Moreira

E foi precisamente  a canção “Parabéns a você” que ouviu Carlos Moreira no passado dia 8 de Março, data do seu 49º aniversário, com a particularidade de ter no centro da mesa um especial e artístico bolo de aniversário, uma surpresa verdadeiramente espectacular proporcionado pela sua simpática esposa, Teresa Moreira, que resolveu presentear o marido, um dos mais fervorosos e emblemáticos fãs e coleccionadores portugueses do Ranger, com um inusitado bolo de aniversário que era sobretudo uma verdadeira obra de arte, obra essa que retratava uns apaixonados Tex e Lilyth magistralmente desenhados por Fabio Civitelli.

Teresa Moreira no dia do seu aniversário, em 2012, recebeu um presente especial, um belo desenho de Tex e Lilyth realizado Por Fabio Civitelli

Desenho esse que Civitelli fez propositamente em Março de 2012, durante o MAB Invicta, num prestigiado restaurante portuense, como forma de presentear Teresa Moreira no dia do aniversário da esposa de Carlos Moreira, que desse modo ficou com um verdadeiro tesouro texiano que acabou por sua vez por surpreender agora o Carlos que jamais se imaginou a comer uma obra texiana tão saborosa do Mestre Fabio Civitelli.

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