Tex (G. G. Carsan) presente na 2ª. Convenção de Quadrinhos de Timbaúba, Brasil

A 2ª. Convenção de Quadrinhos de Timbaúba, na Zona da Mata Pernambucana chega neste fim de semana com muitas novidades e quadradinhos, mangás e animes. Haverá exposição e palestras, discussões e interactividade com os visitantes. Tudo isso neste sábado e domingo, dias 29 e 30 de Março de 2014, na Biblioteca Pública Municipal Dr. Aderbal Jurema.


Nesta segunda edição, teremos a presença de Tex Willer (na pessoa de G. G. Carsan, coleccionador e divulgador de Tex, escritor de dois livros sobre a mítica personagem italiana).

G. G. Carsan realizará uma palestra às 14:30 de domingo com o tema: Tex no Brasil fazendo justiça a qualquer preço, onde falará da personagem criada em 1948 por G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini, das colecções, dos coleccionadores, das novidades e facultará a palavra aos presentes, esperando encontrar vários pards no evento.

Os coleccionadores de Timbaúba são muito animados e vestem-se como os seus heróis preferidos, a exemplo do nosso G. G. Carsan, que se transmuta para o Tex. Assim, temos lá em Timbaúba o Bruno Batman, Paulo Lanterna Verde, Erick Flash, Edson Super, etc., que se vêem nos eventos e no Carnaval, mostrando que é possível coleccionar e divertir-se com BDs na Capital do Estado brasileiro e também no interior. O Erick é o texiano do grupo e com a palestra e presença do Tex no evento, será normal que surjam novos texianos.


Outras personagens da Bonelli estarão presentes, pois o nosso G. G. Carsan levará várias revistas de Zagor e Júlia com histórias completas e doará para a Biblioteca. Assim quem quiser conhecer esses heróis, terá bem ao alcance das mãos. Outrossim, na palestra sobre Tex, serão abordados temas sobre o momento Bonelli no Brasil através das publicações da Mythos Editora.

Programação:
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Papa Francisco agradece, inclusive a CLAUDIO VILLA, felicitações por 1º ano de pontificado

Por José Carlos Francisco

O Papa Francisco agradeceu pelo Twitter no passado dia 17 deste mês todas mensagens de afecto que recebeu por ocasião de seu primeiro ano como pontífice da Igreja Católica, desde que foi eleito em conclave sucessor de Bento XVI em 13 de Março de 2013.

“Obrigado por todas as manifestações de carinho no aniversário de pontificado. Por favor, continuai a rezar por mim“, escreveu o Papa quatro dias depois do evento.

O Papa Francisco agradecendo pelo Twitter

No dia em que completou o primeiro aniversário de sua eleição, Bergoglio estava na cidade romana de Ariccia realizando exercícios espirituais em virtude da Semana Santa e dedicou o dia a rezar.

No dia 17, o pontífice publicou no Twitter um breve “Rezai por mim“, o mesmo pedido que fez há um ano ao aparecer na varanda da Basílica de São Pedro para se apresentar ao mundo.

Papa Francisco na arte de Claudio Villa

Entre os destinatários deste agradecimento, está também o prestigiado desenhador de Tex Claudio Villa, uma vez que o autor das capas de Tex, por ocasião deste primeiro aniversário do pontificado do Papa Francisco desenhou para o periódico L’Osservatore Romano um retrato do Papa Francisco, desenho esse que damos hoje a conhecer aos nossos leitores do blogue do Tex, na ilustração publicada aqui ao lado.

Claudio Villa é tão católico a ponto, diz a lenda, de ter rejeitado a realização, nos anos 90 do século passado, das capas de Dylan Dog, outra mítica personagem da editora localizada na Via Buonarroti. Não é uma lenda urbana, confirma Villa a Roberto Genovesi «não me sentia à vontade em participar num modo convicto devido ao rumo que estava a seguir Dylan Dog. Não me arrependo de nada, mesmo tendo essa escolha me custado imenso. Com o passar do tempo tudo se recompôs e hoje desenho as capas de Dylan Dog para uma série de histórias especiais».

Claudio Villa desenhando Tex

«De aprendiz cristão, que ainda me considero, sinto-me uma criança que tem um grande desejo de compartilhar a beleza que alguém colocou no meu caminho. O caminho está longe de ser fácil: mais escavo, mais dura se torna a rocha e mais me canso. E descobres as tuas misérias, junto com a misericórdia que as acolhe. Estás tão feliz que não podes deixar de dizer a todos… não posso fingir aquilo que não sou. Se a fé é uma parte de ti, põe-na em tudo o que fazes. Torna tudo natural: as escolhas que fazes, o modo como desenhas algo. É na vida que fazes que se vê aquilo em que crês. Estou convicto. E transmite-lo mesmo quando não te dás conta. Eu penso que nada acontece por acaso e que esta, e não outra, era a minha estrada. É claro que eu sempre considerei um grande dom aquela espécie de magia que faz sair, de um simples lápis, uma personagem que vive. E se se torna agradável ler Tex talvez seja também porque quem o lê admire os valores importantes da vida e mesmo que se encontre em casa,  é transportado para as pradarias do  Arizona».

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As Leituras do Pedro: Tex #521: Mestiço e Tex #522: A revanche

As Leituras do Pedro*

Tex #521: Mestiço
Tex #522: A revanche
Pascale Ruju
(argumento)
Alfonso Font (desenho)
Mythos Editora
Brasil, Abril/Maio de 2013
135 x 160 mm, 114 p., pb, capa fina, revista mensal
R$ 7,69 / 3,60 €

Concordo se me disserem que não é fácil ser surpreendido com a leitura de Tex – até porque os limites da série estão rigorosamente balizados pela editora – e surpresa está longe de ser o que eu procuro nas suas aventuras, mas a verdade é que por vezes ela surge. Como acontece neste díptico.
Pormenores já a seguir.

Antes de entrarmos na história em si, o primeiro destaque vai para o desenho. Sentindo já o olhar desaprovador dos admiradores de Galleppini, Venturi ou Letteri, e sendo apreciador do traço límpido e detalhado de Civitelli, acho que os desenhadores de eleição para o Tex frio, impiedoso e determinado, que mais aprecio, são os espanhóis José Ortiz e Alfonso Font, que partilham um traço fino, duro e agreste, assente num preto e branco muito bem contrastado e numa planificação diversificada. Neste caso, a arte – magnífica – é de Font, com as suas personagens esguias e de olhar determinado.

Mestiço / A revanche – e raramente nas histórias do Ranger o duplo título fez tanto sentido como neste caso – para lá dos habituais Tex e Kit Carson, centra-se no percurso do jovem Makua e das consequências – ou falta delas – de o seu caminho se ter cruzado por duas vezes com o de Tex.

Habituado, enquanto mestiço, a ser desprezado por índios, mexicanos e brancos, Makua decide tornar-se pistoleiro – a exemplo de Santos, outro dos intervenientes determinante nesta trama, com quem também se cruza – como forma de obter o reconhecimento e o respeito dos que lhe são mais próximos.

Curiosamente – e aqui surge a tal surpresa, que torna (algo) distinto este western na cronologia texiana – das duas vezes que se encontra com Tex, é igualmente desprezado por este. Da primeira, ainda jovem e ‘inocente’, salvo pelo Ranger do ódio de um mescalero, ouve dele apenas o conselho de se manter afastado de problemas.


Da segunda, tempos mais tarde – pois esta história, com uma estrutura bem delineada com o propósito de conduzir a novo confronto – decorre em dois momentos (relativamente) separados no tempo – enfrentando o Ranger – no seu papel de anjo vingador – acaba vencido, mais do que isso, humilhado. Mais ainda, acaba também estropiado, sem uso para sempre da mão que o tornara um pistoleiro célebre.


E, por isso, reduzido, de novo, à sua condição de (duplo) marginal – mestiço, mas agora também aleijado – num final bem diferente – mérito de Ruju – de (vários) outros de tom (estranhamente) delicodoce que, possivelmente, os habituais seguidores de Tex esperariam.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.

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