Por José Carlos Francisco (texto) e Orlando Santos Silva (fotos)
João Amaral improvisando um Tex numa toalha de mesa
No decurso do 1º Convívio do Clube Tex Portugal, realizado em pleno Saloon Regiões situado em Cacém City e com a presença do próprio Tex Willer, os presentes foram agraciados com mais um desenho inusitado de Tex para gáudio de todos. Desenho esse realizado pelo consagrado desenhador português, João Amaral, também ele um grande fã e coleccionador da mítica personagem italiana, numa improvisada toalha de mesa em papel para se entreter e que acabou por ser muito cobiçado e que obviamente acabou por ser recortado e devidamente guardado como preciosidade que o era.
.
João Amaral, artista português multifacetado de banda desenhada, que já conta com cinco álbuns publicados: A Voz dos Deuses, História de Manteigas – No Coração da Estrela, Bernardo Santareno – Fragmentos de uma Vida Breve, História de Fornos de Algodres – Da Memória das Pedras ao Coração dos Homens e Cinzas da Revolta, para além de ter colaborado também no álbum Vasco Granja – Uma Vida. Mil Imagens e de ter publicado nas Selecções BD, Rua Sésamo, jornal Cruz Alta e Alentejo Popular e ilustrado o livro A Espada Desaparecida, de Fernando Bento Gomes e de ter efectuado também ilustrações para publicidade, tem sido inclusive uma presença constante nos eventos realizados em Portugal que têm contado com a presença de autores de Tex!
O improvisado, mas belo, Tex de João Amaral feito numa toalha de mesa em papel
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Por Carlo Monni (texto) e Adriana Roveda e Gianluca Luke Gulmini (fotos)
Directamente de Milão, local onde decorreu neste último fim de semana, a 21ª edição do Salone del Fumetto, dei Cartoons, del Collezionismo e dei Games e Videogames, popularmente denominadaCARTOOMICSe que contou com a presença de vários autores ligados a Tex, Carlo Monni, correspondente do blogue do Tex na Itália deixa-nos aqui as mais recentes novidades no que à vida editorial do Ranger diz respeito (as fotos são da autoria dos nossos correspondentes Adriana Roveda e Gianluca Luke Gulmini):
De retorno da Cartoomics, onde entre coisas assisti à conferência dedicada a Tex e que contou com a participação de Mauro Boselli, Maurizio Dotti e Fabio Civitelli, eis o incrível número de notícias narradas pelo vulcânico Boselli e que me apresso a apresentar, aos leitores do blogue português do Tex, começando com as informações sobre as histórias em laboração:
1)A história do retorno de Yama escrita por Boselli e desenhada por Civitelli (que chegou à página 24) será delineada segundo os cânones clássicos deste tipo de histórias, com Tex e pards que deverão enfrentar diversos desafios no caminho que os portará ao covil de Yama que deverá encontrar-se em um local inacessível e pitoresco com servos de alguma forma isóticos (talvez uma tribo perdida num vale oculto).
2) Em Maio e Junho será publicada a penúltima história desenhada por Ortiz, escrita por Boselli. A última, com argumento de Faraci, sairá no Maxi de 2015. Ortiz tê-la-á completado um pouco antes de dar entrada no hospital… do qual, infelizmente, não voltou a sair com vida. Ortiz inclusive já tinha começado a desenhar esboços a lápis das primeiras páginas de uma nova história de Tex que agora será confiada a um outro desenhador que fique disponível.
3)Da história de Boselli e Ortiz que sairá portanto em Maio e Junho na série regular, Mauro confidenciou que terá a participação de Apaches tendo deixado escapar que tem em mente uma sequela, mas por enquanto não teve ainda tempo para escrevê-la.
4)A história desenhada por Repetto e escrita por Ruju, ambientada em Chicago está de momento parada devido a problemas de saúde do mestre argentino.
5)Quem não tem problemas de saúde é Roberto Diso, que prossegue a bom ritmo para deleite dos seus admiradores.
6)No Texone de Andreucci, ambientado um pouco antes da história “O Totem Misterioso“, será narrado o primeiro encontro entre Tex e Cochise. Para a ocasião o jovem Cochise terá o visual do protagonista da série “Kociss” de G.L. Bonelli & Emilio Uberti publicada nos anos 50, sugerindo assim implicitamente que a personagem seja a mesma não obstante a diferente grafia do nome.
7)Garcia Sejias está a desenhar uma história de Manfredi… mas isto já não era nenhuma novidade…
8 ) A história de Boselli & Bruzzo, dando seguimento à saga dos irmãos Rainey (Durango, Kid Rodelo e Dallas) desenvolver-se-á no extremo norte do Canadá entre os Inuit e terá também a participação de Jim Brandon.
9) Dotti está a trabalhar numa história de caravanas que nasceu de um argumento de um redactor da SBE (Luca Barbieri, parece-me) readaptado pelo próprio Boselli. Nesse meio tempo Boselli teve também que terminar uma história de Dampyr deixada incompleta pelo autor espanhol Esteban Maroto. O estúdio de Maroto foi recentemente destruído por um incêndio e Maroto ficou tão traumatizado que teve que abandonar o trabalho em curso. Lamento ter de dizer isto…
10) No Texone, igualmente escrito por Boselli, e desenhado por Laura Zuccheri, primeira senhora a cimentar-se com Tex, haverá o encontro de Tex com verdadeira lenda do Oeste, que Boselli definiu como anti-herói. De quem se trata? Ele nos desafiou a adivinhar.
11)Sergio Tisselli vai começar a trabalhar em breve numa história curta para o Color Tex, escrita por Boselli e ambientada entre os Comanches.
12)Alessandro Bocci (desenhador de Dampyr para quem não saiba) conta, por sua vez, de começar a trabalhar em Setembro igualmente para uma história curta para o Color Tex.
13)Entretanto Michele Medda revelou-me que para além da história curta prevista para o Color Tex de Novembro deste ano (e desenhada por Michele Benevento) agradar-lhe-ia escrever outras histórias de Tex.
E agora falemos de histórias que nem sequer estão em produção, mas somente ideias na vulcânica mente de Boselli.
A)Mefisto regressará e provavelmente a história será desenhada por Fabio Civitelli, sinal que a sua história com Yama está a agradar imenso Boselli.
B)Ticci, Civitelli e Dotti realizarão cada um deles uma história curta para a série Color Tex. Os primeiros dois, mas talvez também Dotti, a colorarão pessoalmente. Tanto Civitelli como Dotti, irão ser também os responsáveis pelo argumento e roteiro das suas histórias.
C) Terminados os seus actuais empenhos Dotti irá trabalhar no retorno de Nick Castle, visto em “El Supremo“. Castle fará evadir o Mestre que depois aterrorizará com as suas diabólicas invenções… a cidade de Nova York… uma estreia absoluta na saga de Tex.
D)Neste ponto Civitelli contou que há alguns anos atrás propôs um argumento ambientado em Nova York durante a construção da Ponte de Brooklyn mas que Decio Canzio acabou por rejeitar porque tinha o temor que se acabasse por abordar as lutas sindicais. Por sua vez Boselli revelou um segredo do qual eu era conhecedor desde 2001 0u 2002: Boselli também tinha tido uma ideia semelhante que teria visto chegar a Nova York um grupo de Iroqueses que deveriam participar como trabalhadores na construção da ponte. A acompanhá-los deveria estar um branco idoso que acabaria por se revelar mais tarde ninguém menos do que Zagor. Boselli nunca teve a coragem de apresentar o argumento a Sergio Bonelli, seguro da sua desaprovação.
E) Boselli teve recentemente a ideia certa para uma nova história no Alasca que contará com a participação do Capitão Barbanegra.
F) Um usuário do Tex Willer Fórum sugeriu a Boselli de fazer uma história ambientada na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa, sede de uma tristemente célebre penitenciária. Ele gostou da ideia mas decidiu ambientar a acção na Ilha dos Tubarões ao largo da Flórida. Mas quem é o prisioneiro da Ilha dos Tubarões? Mistério denso…
G) Está também em programa nada mais do que o regresso de Lupe Velasco (e se devo dizer-lhes de quem se trata, não são verdadeiros texianos), uma das poucas mulheres com quem Tex teve uma história de amor (e de sexo, sublinhou Boselli). Boselli está indeciso se deve ambientar a história no passado pouco depois da morte de Lilyth ou no presente. Confesso que me intriga de mais a segunda hipótese.
H) Outra história ambientada no passado que Boselli está a pensar começa a partir de uma velha história de Tex: Na aventura “Il fuoco“ (Tex italiano nº 15/16), de facto o rancho de Nellie Delaney é incendiado e ocorre a morte do cozinheiro chinês por culpa de Redmond. Tex jura vingança, mas essa vingança nunca chegamos a vê-la… mas com um pouco de paciência ainda a iremos ver.
I) Sempre no passado serão ainda contados: o encontro final de Tex contra Coffin, a vingança contra o xerife Mallory, cúmplice do assassino do irmão de Tex e a expedição ao Alabama em busca de justiça para o ex-escravo Jethro a qual é referenciada no final de “A Grande Invasão“.
J)Nada, por sua vez, referente ao retorno de Lena e Donna e sobre a ideia que Mauro tinha proposto há algum tempo e que foi rejeitada por Sergio Bonelli apenas ouvindo o título: “A Filha de Satania“… mas se lhe ocorrerem boas ideias, quem sabe?
Não se pode dizer que Boselli está sem ideias, pois não? 🙂
E com isto termino. Aguardo os vossos comentários. 😉
Texto de Carlo Monni (traduzido e adaptado por José Carlos Francisco) e fotos de Adriana Roveda e Gianluca Luke Gulmini
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Por Thalyta Andrade (texto) e Ademir Almeida (fotos) [1]
Uma balada que faz uma ‘ponte’ entre os cowboys do faroeste e os peões boiadeiros das laçadas, tão tradicionais em Mato Grosso do Sul. Baptizada com o nome do herói dos quadradinhos, Tex Willer, a casa ‘Tex Pub’, em Dourados, é um espaço temático que tem feito sucesso, principalmente, entre o público universitário – que forma um grupo de mais de 15 mil pessoas na cidade – que sai em busca de opções diferentes, o que está em falta na noite douradense.
O mais antigo cowboy de quadradinhos ainda em circulação, Tex Willer foi criado em 1948 por dois italianos, e no Brasil o herói estreou em 1951. E virou o nome da casa nocturna douradense por conta da paixão do pai de dois dos três sócios pelas histórias.
“O fã do Ranger é o pai dos meus sócios, e na hora de escolher ele deu a sugestão meio que como homenagem, e eu acabei me apegando porque era uma referência que casou bem com a temática sertaneja que a gente queria para a casa. A decoração foi 90% de uma arquitecta que fez tudo dentro do que a gente queria para a casa ser verdadeiramente temática. Eu soube de um trabalho dela em Três Lagoas, e fomos escolhendo tudo junto. Cada detalhe representa bem o que a gente pensava”, explicou o empresário João Paulo Paz, 25, um dos proprietários da casa.
6 mil seguidores no facebook e referências de faroeste e sertanejo na decoração
Tex Pub
O Dourados News esteve em uma das noites do Tex Pub, que abre sempre às quintas e sextas, com entrada cobrada por meio do já popularizado ‘couvert artístico’, no valor de R$ 8 no primeiro dia e R$ 12 no segundo. E o motivo de não abrir no fim de semana, como muitos baladeiros por aí questionam? João Paulo explica: “Fim de semana geralmente é quando acontecem os eventos grandes, e quando tem algo assim, diferente, a turma vai em massa. Então fizemos esta opção de não abrir nos fins de semana. Não sei se é algo que um dia a gente mude, mas por enquanto vai permanecer assim, e está dando certo”. No facebook, são quase seis mil seguidores em menos de um ano de funcionamento. Toda semana, a fila é grande na porta. O atendimento interno tem um diferencial: garçons na pista. “Quem não gosta de não ter que ir no bar ficar enfrentando fila e estar aqui na pista de boa, de patrão? Isso agrega muito valor!” resumiu bem empolgado um dos frequentadores. Toda semana, duplas e cantores sertanejos agitam os baladeiros no local.
Já na entrada o clima sertanejo é notado. Não só pelas músicas de Gustavo Lima e outros famosos do género no momento tocando ‘no último’, mas pelas cabeças de boi, berrante, selas, chapéus, e as dezenas de revistas Tex espalhadas pelas paredes.
Uma foto gigante em uma das paredes remete ao clima de bar no faroeste, e os espelhos no tecto são um toque final no conjunto da obra. Há também os detalhes na área de fumador com cactos e um piso com estilo rústico. “A turma vem gostando, estamos sempre tentando melhorar, inovar, toda sexta a gente traz uma atracção de Campo Grande, da Valley Pub, que é a referência nesse ramo não só no Estado como no Brasil em balada sertaneja. Temos quase seis mil seguidores no facebook, para uma casa com capacidade para 400 pessoas. Então se você imaginar que de repente 10% não frequentou, mas que 90% já vieram aqui, ou vem sempre, percebemos uma rotatividade de público muito grande. Tem gente que está aqui toda semana, tem gente que vem duas vezes”.
Cerveja da Oktoberfest
Cerveja Eisenbahn é de Santa Catarina, e ficou famosa por causa da famosa festa que acontece em Blumenau
No cardápio, uma cerveja ‘diferente’ chama a atenção. Tanto pelo nome ‘estranho’, quanto pelo sabor também: suave. Trata-se da Eisenbahn. A unidade long neck custa R$ 6,50 enquanto a Devassa Playboy, que é a outra opção da casa, sai por R$ 5. “É uma cerveja que muita gente não conhece, ela é de Blumenau [Santa Catarina], e começou a ser fabricada de modo artesanal na Oktoberfest, mas hoje já conquistou espaço em muitos lugares. Trouxemos esta novidade para Dourados, e acredito que a receptividade é muito boa tanto entre homens, quanto entre mulheres, até porque não é uma cerveja cara”, disse João Paulo.
Desde 2007 na noite douradense, quando foi o responsável por casas de sucesso como o Skol Bar e o Dom Club, João Paulo conta que acredita ter dado ‘um tiro certo’ com o Tex Pub, ao entrar em um nicho de mercado forte actualmente. “Meus sócios aqui são grandes amigos de infância, e quando a balada que funcionava aqui fechou, que era uma casa de música electrónica de sucesso, decidimos abrir algo com uma proposta diferente, algo que não existia aqui em Dourados, uma casa sertaneja temática com decoração específica que fizesse as pessoas sentirem essa proposta assim que entrassem. Essa decisão foi motivada, principalmente, por esse público universitário que tem na cidade, que curte sertanejo porque nosso Estado é muito forte em sertanejo”.
Dourados é carente de casas e público é muito do ‘momento’
Área para fumadores também tem toda a ambientação inspirada no faroeste de Tex
Para o empresário, o público jovem é muito ‘do momento’, e a grande maioria, ainda que venha a ‘entortar o nariz’, acaba aprendendo a gostar do que tem disponível. “Se hoje o que está forte é o sertanejo, eles vão ouvir sertanejo, se é electrónico, eles seguem isso. Falo com propriedade porque já tive casas de estilos diferentes. Em 2005, quando comecei a mexer com evento, era muito forte pagode e a maioria das pessoas que antes viviam o pagode, ainda que a gente considere idade e época diferentes, mas quando falo disso me refiro às classes A, B e C, agora vivem o sertanejo”.
O empresário concorda com a opinião dos baladeiros douradenses, de que a cidade é carente de opções nocturnas. Para ele, seria bom ter concorrência não só para as casas que existem, quanto para atrair ainda mais gente. “A cidade vive realmente uma carência de casa temática ou aleatórias, as opções na noite ainda são poucas, e em um universo com mais de 200 mil habitantes aqui e ainda o pessoal que vem da região, acredito que o sector é muito carente. Quando abri oTexeu achei que era o momento certo, porque tínhamos um ponto em que já teve uma casa de sucesso, apesar de ter sido no segmento electrónico. Mas, público não muda muito, justamente pelas poucas opções. E eu sou minha única concorrência no momento”.
Fim da filas, que são alvo de críticas dos baladeiros
O western e Tex sempre presentes no Tex Pub
Para 2014, muitas ideias e projectos. Principalmente no que diz respeito às críticas sobre filas para entrar e sair, que foi a reclamação de muitos dos baladeiros ‘texanos’ ao Dourados News. João Paulo admite que isso é algo muito ruim, e que existem alguns projectos para mudar.
“Hoje uma coisa que sabemos que é ruim e queremos melhorar é a questão da cobrança de comanda porque demora, faz fila, e tem vezes que todo mundo resolve sair na mesma hora e vira um caos. Isso acaba gerando criticas, impaciência, então estamos estudando para ainda no mês de Março aumentar a estrutura de atendentes dando a saída do pessoal e tentar resolver esse problema. Sobre a entrada, a casa tem capacidade para 400 pessoas, e se 800 chegam querendo entrar, como acontece, não podemos colocar para dentro. Tirando isso, o resto são detalhes que são casuais e normais de quem trabalha na noite”, finalizou o empresário.