É com uma certa emoção que o blogue português do Tex mostra hoje aos seus leitores uma sequência fotográfica que dá a conhecer algumas das fases de impressão e da confecção de “Tex. Vendetta Indiana“,o primeiro volume da Sergio Bonelli Editore para livrarias e que poderá ser encontrado daqui a poucos dias nas prateleiras de quase todas as livrarias italianas.
Com a nossa galeria de fotos, vamos levá-los aos bastidores desta histórica edição do Ranger Tex, porque pela primeira vez não vos mostramos esboços, estudos preparatórios, pranchas ou capas, partilhando antes algumas fotografias que documentam a produção desta primeira obra do género com o selo da Sergio Bonelli Editore, na gráfica da Rotolito, na Lombardia.
É inútil sublinhar o quão significativo são, inclusive para a editora milanesa, estas imagens que tornam bem real uma aposta importante e há já algum tempo ambicionada: a chegada às livrarias de volumes com o selo da própria Sergio Bonelli Editore, daí a importância em darmos a conhecer esta reportagem fotográfica inclusive aos leitores de língua portuguesa.
“Tex. Vendetta Indiana”, terá textos de Giovanni Luigi Bonelli e a deslumbrante arte – a preto e branco –de Giovanni Ticci, será composto por 448 páginas, terá um formato 16x21cm e um preço de venda ao público de 15 Euros.
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A revista nº 2 do Clube Tex Portugalpassado mais de um mês após o seu lançamento continua a ser recebida pelos sócios do clube que para além de importantes comentários relativamente a esta segunda edição com o selo do Clube Tex Portugal também enviam orgulhosamente belas fotografias com a revista nas suas mãos, como são os casos dos associados António Lança-Guerreiro, Jorge Monteiro, Olímpio Constâncio e Rui Campos Silveira, como se comprova pelas imagens que ilustram este texto.
Jorge Monteiro exibe orgulhosamente a revista nº 2 do Clube Tex Portugal
Rui Campos Silveira e a revista nº 2 do Clube Tex Portugal
Entre os vários elogios destes quatro sócios do Clube Tex Portugal que receberam agora a revista destacamos as afirmações deRui Campos Silveira, um dos mais recentes sócios: “A revista portuguesa é um assombro de generosidade na partilha do saber, por quem tem apaixonadamente estudado a série e seus múltiplos aspectos, ao longo de muitos anos e milhares de páginas consumidas: a homenagem ao enorme artista que é Fabio Civitelli, o apanhado dos 70 (setenta) anos da série, etc, etc… tudo isto é alimento precioso para alguém como eu saciar a fome de conhecimento bem como o anseio de retoma rápida, pela minha parte, da companhia deste justiceiro e seus pards.“
Olímpio Constâncio com as duas versões da revista nº 2 do Clube Tex Portugal
Para fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser consultados em https://texwillerblog.com/?page_id=47999 – e usufruir de todos os brindes e regalias, entre os quais se inclui a revista do Clube, é necessário pagar uma jóia de inscrição de € 5,00 e uma quota mensal de € 2,00 (€ 2,50 para sócios não residentes em Portugal).
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A8ª. Expo-Tex de Jampa City foi o habitual encontro anual de coleccionadores brasileiros da Região Nordeste do Brasil realizada desde 2005 por G. G. Carsan, um carismático e popular coleccionador de Tex. O evento ocorreu nos dias 1 e 2 de Novembro de 2014.
O tripé de sustentação do evento é reunir os coleccionadores, divulgar a mítica personagem italiana e incentivar a leitura, acções que vêm ocorrendo com sucesso cada vez maior, principalmente depois que iniciou a parceria com o HQPB – Quadrinhos e Cultura Pop da Paraíba, que promove grandes eventos.
A cada edição, o coleccionador G. G. Carsan apresenta colecções, revistas Tex especiais importadas, livros sobre a personagem, os próprios livros que escreveu sobre Tex, além de originais, pósters, banners, vídeos e objectos de estimação de coleccionadores.
É uma extensa lista, onde se destacam as edições Tex da Editora Mondadori (revistas gigantes, capa dura, coloridas, papel excelente), livros italianos sobre Tex, edição especial feita por Joe Kubert em francês, o álbum de cromos do Tex, revistas dos anos 50, revistas dos anos 70 em formatos que deixaram de ser publicados, o raro álbum “O Ídolo de Cristal”, as revistas nº 1 de cada colecção publicada no Brasil.
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Jorge Aveiro: Nasci em Coimbra, em 5 de Setembro de 1968 e a minha juventude até aos 16 anos foi passada no Cacém, onde os meus pais continuam a morar. Com essa idade, voltei a Coimbra para estudar e jogar futebol nos juniores da Académica. Depois entrei na faculdade e como chumbei um ano, fui “chamado” em 1991 para cumprir o Serviço Militar Obrigatório. Ingressei no Curso de Oficiais Milicianos na Escola Prática de Infantaria no Convento de Mafra (conhecida carinhosamente por todos aqueles que nela cumpriram serviço por “Calhau”) e como gostei tanto da vida militar acabei por lá ficar até Janeiro de 2000, como Oficial (Tenente). Sou licenciado em Gestão de Empresas e neste momento desenvolvo a minha actividade nas áreas da óptica Ocular e da formação profissional.
Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada? Jorge Aveiro:Desde que me lembro que sou um apaixonado por BD. No Cacém tinha um vizinho mais velho que me emprestava revistas para ler. Às vezes lá conseguia muito a custo que os meus pais me comprassem uma revista ou outra. Com 8-10 anos “devorava” títulos como “Guerra”, “Combate”, “Terror”, “Xerife”, “FBI”, “O Falcão”, “Condor”, “Tarzan”, etc. Os meus temas preferidos eram a 2ª Guerra Mundial e adorava as histórias do Major Alvega, do Aranha (não da Marvel), Tarzan, Korak, Zorro, Zoltan, Kalar, Flash Gordon, Mandrake, Fantasma e Tex Tone, entre outros. Mais tarde, descobri o Mundo Marvel e DC e os seus super-heróis e ainda hoje sou um amante desse mundo.
Quando descobriu Tex? Jorge Aveiro: Descobri Tex por acaso, aos 15 anos, no meio da minha avidez pela BD.
Porquê esta paixão por Tex? Jorge Aveiro:Desde a primeira leitura, houve “qualquer coisa” que me despertou a atenção. Os desenhos e as histórias eram diferentes, mais elaborados, com uma grande preocupação pelo pormenor. Depois foram os traços de Aurelio Galleppini e de Guglielmo Letteri que mais me impressionaram na altura. Foi “paixão à primeira vista”.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Jorge Aveiro: Tex é uma força da natureza, com uma personalidade muito forte, agindo sempre em nome da justiça e protegendo os desfavorecidos. É corajoso e intrépido, mas ao mesmo tempo muito humano. E é esta última característica – a humanidade de Tex – que faz com que seja diferente de outros heróis.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção?E qual a mais importante para si? Jorge Aveiro: Infelizmente, “perdi” muitas revistas por “culpa” do meu irmão mais novo que me fez o favor de em pequeno riscar e cortar muitas publicações (do Tex e não só). Actualmente (nunca contei) penso que serão perto de 400 exemplares. Não tenho uma revista mais importante que outra.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Jorge Aveiro: Colecciono apenas livros.
Qual o objecto Tex que mais gosta de possuir? Jorge Aveiro: Neste momento, o meu maior desejo seria conseguir adquirir o máximo de publicações para completar as minhas colecções do Ranger.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Jorge Aveiro: Não tenho uma história favorita. No entanto, uma história do Tex leva-me horas e horas a ler. Isto porque adoro desenhar e como sou um autodidacta, delicio-me com os pormenores colocados pelo desenhista em cada quadradinho. E se tiver um papel e um lápis tiro algumas ideias. Actualmente Claudio Villa, Fabio Civitelli e Roberto Diso são os desenhadores que mais gosto.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Jorge Aveiro:Apenas me desagrada em termos estéticos, as botas do Ranger. Também não gostava das luvas das primeiras histórias.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Jorge Aveiro: Os leitores identificam-se muito com a sua personalidade. Tal como no “mundo” de Tex, vivemos actualmente num mundo cheio de injustiça e violência. Há uma grande carência de valores na nossa sociedade. Valores como a amizade, o carácter, a honestidade, a lealdade, a liberdade, a justiça, o respeito, a igualdade e a perseverança são pedras basilares na personalidade do Ranger.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Jorge Aveiro: Infelizmente não.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Jorge Aveiro:Vejo-o com muito optimismo. Acredito que Tex continuará a galopar pelo Velho Oeste, durante muitos e bons anos na companhia do velho Kit Carson, do seu filho Kit e de Jack Tigre. Quero ter 100 anos e continuar a ler novas aventuras deste quarteto.
Prezado pard Jorge Augusto Leal Duque Aveiro,agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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