Tex nº 214 – GUERRIERO ROSSO

Tex nº 214 – GUERRIERO ROSSO

O blogue do Tex dá hoje a conhecer aos seus leitores o evento sobre cultura pop que se irá realizar no próximo sábado, dia 26 de Setembro, na cidade de Uruguaiana, pertencente ao estado brasileiro do Rio Grande do Sul. O evento será nos mesmos moldes da 1ª Feira de História em Quadrinhos da mesma cidade, realizada em Maio deste ano.
Esta exposição terá o advento de palestra, desfile e concurso de cosplay (estão confirmados participantes das regiões brasileiras de Santa Maria, Porto Alegre, Caxias do Sul e também da Argentina), havendo ainda um espaço para coleccionadores locais de banda desenhada, filmes, action figures, numismática, selos, jogos de cards e tabuleiro (magic, rpg, zombicide), além de exposição de games antigos e área de jogos com playstation (2 consolas), colecções de revistas Bonelli, Comics, DC, Marvel, Star Wars, Star Trek, Disney, Turma da Mônica, etc. e ainda exposição fotográfica: Música Urbana (fotógrafo Guto Riella).
Haverá ainda apresentação de artistas locais: Fernando Saldanha, César Santos, La Mantra, tudo organizado pelo pessoal do Anime Frontier (Nathaly Argos Fleamus) e Secretaria Municipal de Cultura de Uruguaiana. Telefone para contactos: Nathaly Argos Flameus (55) 91632900 e Marcelo Tajes (55) 3411 8193.
Para os fãs e coleccionadores bonellianos informamos que haverá espaço para os Comics Bonelli, em especial Tex, Zagor , Júlia e demais personagens. O evento terá ainda a presença de integrantes do Fã Clube Tex Brasil e Zagor Brasil (um pequeno encontro com coleccionadores locais e das cidades de Alegrete, Rosário do Sul, Porto Alegre e Santa Maria).
Tudo isto e muito mais no sábado 26 de Setembro de 2015, no Teatro Municipal, com inauguração pelas 14h e encerramento às 20h, como se pode constatar através do programa oficial que divulgamos em seguida:
14h
Abertura da Exposição: (Mostra de colecções de BD’s, painéis, action-figures, games antigos, livros. Troca e venda de revistas e itens coleccionáveis.
Exposição Fotográfica: “Música Urbana” – Guto Riella
15h
Palestra sobre Cosplay: Palestrantes – Nathaly Argos Flameus, Teresa Kurek e Cristiano Xavier
17h
Desfile dos Cosplays – Concurso
18h
Entrega de prémios.
19h
Show de artistas locais: Fernando Saldanha, Cézar Santos e La Mantra
20h
Encerramento da Exposição.
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Em nova ilustração de Claudio Villa vemos Tex Willer desafiando um bandoleiro mexicano a entregar-lhe um cinto com um velho e misterioso medalhão espanhol de prata, para restituir aos seus legítimos proprietários, os irmãos índios Daana e Chayo.
Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Il medaglione spagnolo”, de G. L. Bonelli e Guglielmo Letteri (Tex italiano #364).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)
Texto de José Carlos Francisco
Por José Carlos Francisco (texto) e Orlando Santos Silva (fotos)
Aquando da chegada a Portugal para participarem, em Maio, na 2ª Mostra do Clube Tex Portugal, Pasquale Frisenda e Stefano Biglia, ambos na sua primeira visita ao nosso país, tinham à sua espera no aeroporto da Portela, em Lisboa, os seus fãs e admiradores Carlos Moreira, Mário João Marques, Orlando Santos Silva, Hernâni Portovedo, Pedro Bouça e ainda os editores Dorival Vitor Lopes (que veio acompanhado pelo pard Giovanni Voltolini) e Rui Brito, para além das “pequenas” Andreia Sofia e Ana Beatriz, as minhas filhas que me acompanharam nesta recepção a Pasquale Frisenda, Stefano Biglia e Valeria Lantermino, a esposa de Biglia.
Depois dos efusivos cumprimentos e apresentações ainda no aeroporto da Portela, onde antes da chegada dos consagrados autores todos os presentes tomaram contacto com o exemplar português “Patagónia” (cujo lançamento ocorreria na 2ª Mostra do Clube a realizar no dia seguinte) trazido directamente da gráfica, depois de uma incrível maratona para estar pronto a tempo e horas, pelo editor Rui Brito, da Polvo Edições, exemplar que granjeou de pronto os mais rasgados elogios pela alta qualidade da edição portuguesa, registamos para a posteridade esses momentos em várias fotografias, algumas das quais mostradas neste texto.
Como a chegada ocorreu por volta das 20.30 horas, antes de levarmos os autores para um merecido jantar num restaurante da capital portuguesa, fomos dar um giro nocturno por Lisboa de modo a ficarem com uma primeira impressão desta cidade de várias colinas que se expande pelas encostas até à frente ribeirinha ao longo do rio Tejo.
E foi precisamente junto ao rio Tejo, mais em concreto na cervejaria/restaurante Portugália, que desfrutamos de um lauto jantar que encantou os autores já que ficaram de imediato deliciados com a comida portuguesa num local com uma vista fantástica para o rio e para o Padrão dos Descobrimentos, o monumento em forma de nau, com estrutura de betão revestida a cantaria, em cujos lados surgem as figuras esculpidas dos grandes responsáveis pela gesta portuguesa ou pela cultura do tempo, contendo, no interior, um auditório e salas de exposição e que foi feito para homenagear as figuras históricas envolvidas nos Descobrimentos portugueses.
E assim se passaram as primeiras horas dos autores italianos em Lisboa, já que por volta da meia noite era hora de rumar ao norte do país, mais precisamente até à bela cidade bairradina de Anadia onde a 2ª Mostra do Clube Tex Portugal iria abrir as suas portas nesse sábado…

Pedro Bouça, Hernâni Portovedo, Mário Marques, Pasquale Frisenda, Orlando Silva, José Carlos, Stefano Biglia, Dorival e Giovanni
E assim terminamos este texto que encerra a passagem de Pasquale Frisenda e Stefano Biglia pela 2ª Mostra do Clube Tex Portugal… um texto que deveria ter sido o primeiro, mas que por motivos vários, acabou sendo o último e que traz muitas saudades dos dias passados em companhia de tão especiais e aprazíveis autores e editores do nosso Ranger…
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Por José Carlos Francisco
A “Collezione Storica a Colori” (Colecção Histórica a Cores) agregada ao quotidiano “La Repubblica” e ao semanário “L’espresso” na Itália, terminou a longa maratona com o ducentésimo sexagésimo nono volume publicado a 22 de Janeiro deste ano. Tratava-se de uma proposta semanal iniciada no longínquo mês de Fevereiro de 2007 (tendo uma interrupção entre o nº 239 e nº 240, ocorrida entre Agosto de 2011 e Outubro de 2014) e foi uma iniciativa que obteve um sucesso entusiasmante e que permitiu aos leitores italianos desfrutar, no espaço de menos de uma década, de toda a carreira do Ranger mais famoso e mais duradouro do mundo da banda desenhada, pela primeira vez a cores.
Era suposto ser apenas um “experiência” limitada a 50 números e que, em vez disso, motivada por um sucesso tão extraordinário quanto imprevisível, tornou-se um “encontro semanal” mais ou menos obrigatório para dezenas de milhares de leitores…
A colecção que reeditou todas as histórias da série principal de Tex marcou a introdução triunfal da cor no universo do nosso Ranger, uma “entrada” que, em doses assim maciças, nunca se tinha visto antes. Não foi fácil, para muitos leitores conseguirem completar com sucesso a série inteira, fosse pelo compromisso financeiro que a empreitada requereu, fosse para a obrigação de encontrar na própria habitação, um espaço suficiente para acolher uma espécie de “montanha de papel”. Mas, a oportunidade era realmente imperdível – mesmo única – e, profissionalmente, a Sergio Bonelli Editore não podia deixá-la fugir tal como os números finais (e oficiais) o provaram, mas estamos aqui para falar de capas desta colecção, capas essas que foram todas da autoria de Claudio Villa.
E as capas de Villa publicadas nessa colecção colocaram em prática uma técnica totalmente diferente daquela usada nas capas da série inédita e nos “pósteres” incluídos em Tex Nuova Ristampa, pelo estilo usado para a ocasião por parte de Claudio Villa, já que correspondiam a um preciso e particular pedido de Sergio Bonelli: querendo distinguir de qualquer outra precedente, nessa especialíssima proposta, Sergio Bonelli pediu a Claudio Villa, desenhador oficial das capas de Tex, para “inventar” uma técnica (mas também um tipo de enquadratura) que recordasse as primeiras vinhetas executadas por Galep nos anos cinquenta.
No imaginar do editor italiano deveria tratar-se de uma espécie de jogo entre o editor, o desenhador e os leitores, pensado para acrescentar um ulterior toque de novidade a uma colecção que, graças às cores, já se distingue de todas as outras. Mas para falar melhor deste tema quem melhor do que o próprio Claudio Villa?
“A entrega deste trabalho foi precisa e fascinante … “ confessou-nos Claudio Villa. “Galep foi único e inimitável e para me achegar da sua atmosfera, tive que tirar do desenho cada traço do meu estilo, simplificar o traço, usar os esboços “quentes” que davam vida às suas rochas e limitar-me muito no quesito das vestimentas. O Galep daquele período era ágil e desembaraçado, arejado e nada estático; estudando-o, tive por vezes uma sã inveja de como conseguia delinear com dois traços, um rosto, um gesto, uma paisagem. Para efeitos de comparação tinho debaixo de olho um outro grande nome da banda desenhada e a quem o mesmo Galep admirava: Alex Raymond. A época cultural, o gosto por um traço elegante e sintético, a pose plástica e dinâmica fazem parte do mesmo universo. É um prazer que atenua a fadiga, descobrir uma síntese gráfica do passado e reportá-la no presente. Assim, o jogo entre o editor, desenhador e leitores ao qual acenava a proposta inicial, pôde tornar-se mais interessante: fazer reviver o Tex de Galep. Como se ele estivesse ainda aqui!”.
Para concluir este post, mostramos no decurso do mesmo, algumas capas desta inolvidável colecção com as cores originais de Claudio Villa ao lado, para efeitos de comparação entre as cores do autor italiano e as cores da revista em si, tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos tem dado a conhecer nos últimos tempos as suas cores originais das capas que vai produzindo ao longo dos tempos para Tex Willer nas diversas séries do Ranger criado em 1948 por G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini!
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)