Lançamento Mythos Editora: Almanaque Tex #48

Por José Carlos Francisco

Hoje no blogue do Tex divulgamos a capa, da autoria de Claudio Villa, de Almanaque Tex #48, com lançamento previsto pela Mythos Editora para 29 de Fevereiro e um preço de venda ao público de 9,90 Reais (em Portugal terá um preço de 3.60 Euros), com a particularidade de conter DUAS histórias (em vez da habitual de 110 páginas) acabadas de serem publicadas em Itália na nova série italiana dedicada ao Ranger: Tex Magazine.


Almanaque Tex nº 48 conterá então DUAS histórias inéditas de DOIS DESENHADORES QUE SE ESTREIAM NO MUNDO DE TEX:  Emanuele Barison e Alessandro Bocci. Destaque ainda para duas entrevistas publicadas no interior, precisamente com estes dois novos desenhadores do Ranger.

Emanuele Barison desenha a aventura (de 78 páginas) “Artigli!” (título original), escrita por Pasquale Ruju onde no coração negro da floresta esconde-se uma antiga e maligna criatura… Apenas a água corrente, temida por ela, põe a salvo a cidade de Black Cedars da sua fúria mortal. Mas quando por causa de uma guerra para os pastos, o curso do rio é desviado , o terror desencadeia-se. Tex e um velho índio são os únicos a tentar combater a selvagem violência da fera!

Por sua vez Alessandro Bocci desenha uma história (de 32 páginas) intitulada “Maria Pilar“ (título original), da autoria de Mauro Boselli, centrada na juventude de Kit Carson, onde uma jovem mulher corajosa desafia a ameaça de assaltantes que lhe assassinaram o pai, guiando uma caravana de comerciantes hispânicos na pista de Indianola a San Antonio.
O único a ir em seu auxílio será um fascinante Ranger com um braço partido: Kit Carson!

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Tex Willer desenhado por Haris Varajic

Tex Willer desenhado por Haris Varajic

Por José Carlos Francisco

Haris Varajic

Haris Varajic é um desenhador profissional de banda desenhada, nascido em 1976 na cidade de Foča (ex-Jugoslávia), vivendo no presente em Goražde (Bósnia e Herzegovina). Desde muito novo mostra o amor pela nona arte já que desde os primeiros tempos escolares sempre que podia lá estava a desenhar.

Em 1986, “descobre” Dylan Dog, apaixonando-se pelas histórias aos quadradinhos e mais a sério começa a aprender tudo sobre esse tipo particular de arte. Em 1992 inscreveu-se na Secondary school of Applied Arts, em Sarajevo, onde aprendeu os fundamentos do desenho clássico, tendo se formado em 1995. Nos anos seguintes vira-se para as pinturas clássicas, vendendo os seus belos quadros, destacando-se sobretudo pelas paisagens e retratos. Em 2011 Haris Varajic decide dedicar-se totalmente em trabalhar com a Banda desenhada, sendo hoje em dia um dos autores mais renomados do seu país com muitas obras publicadas.

Tex, o grande, na interpretação de Haris Varajic

Mas o grande sonho de Haris Varajic, cuja arte é influenciada visivelmente pelos fumetti italianos, é desenhar para a Sergio Bonelli Editore e em especial para Zagor ou Tex, duas das suas três (a outra é Dylan Dog) personagens preferidas. Inclusive Haris Varajic está a fazer testes para se candidatar a um lugar na Sergio Bonelli Editore, o que pelos desenhos que damos a conhecer hoje neste post, pode vir a ser uma realidade tamanha é a sua qualidade.

Haris Varajic no seu estúdio, interpretando o papel de Tex Willer

Para conhecer melhor Haris Varajic e a sua deslumbrante arte, recomendamos uma vista ao seu excelente blogue (http://harisvarajic.blogspot.com) onde inclusive podem ser vistas algumas das suas histórias já publicadas e até vídeos durante a realização de algumas das suas ilustrações.

Tex na arte de Haris Varajic

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A CAPA do Suplemento das Capas de Tex Coleção #400

Por José Carlos Francisco

Capa de Tex Coleção #400

No início de Março a Mythos Editora vai publicar no Brasil a quatrocentésima edição de Tex Coleção, um feito já de si notável, mas para a efeméride ser ainda maior, na capa (da autoria de Aurelio Galleppini) do volume que chega aos quiosques brasileiros no dia 4 de Março, comparecerá, certamente com orgulho, um anúncio Mythosiano chamando a especial atenção para um encarte colorido contendo as primeiras 399 capas de Tex Coleção, como se pode constatar observando a capa da edição nº 400 de Tex Coleção, capa essa reproduzida aqui ao lado.

Trata-se de um caderno contendo todas as 399 capas de Tex Coleção publicadas no Brasil, um item muito especial e que foi uma vez mais (recorde-se que um caderno de capas tem sido um brinde usual da Mythos Editora aos seus leitores) o eleito entre as inúmeras sugestões enviadas por leitores de todo o Brasil e também de Portugal, à redacção Mythosiana como forma de assinalar as quatro centenas de edições de Tex Coleção.

As primeiras 9 capas do catálogo de Tex Coleção #400

Para capa foi eleita uma ilustração de Tex Willer (realizada por Aurelio Galleppini) escolhida pelo editor Dorival Vitor Lopes sendo a arte da autoria de Helcio de Carvalho. Desta vez a Mythos Editora quis colocar somente as capas, sem nenhuma página de texto, destacando as capas centenárias com um tamanho maior, um “plus a mais” que o editor do Ranger quis acrescentar e que deu certo nas 48 páginas do folheto, neste que será o melhor caderno de capas que a Mythos Editora já nos brindou: Todo colorido e em papel couché 90g para ninguém reclamar e que seguramente ficará lindo.

A primeira capa centenária de Tex Coleção

Pois bem, é a capa desse suplemento das 399 capas de Tex Coleção, que o blogue português do Tex tem a honra e o privilégio de mostrar de seguida, em antestreia mundial e em mais um rigoroso exclusivo:

Capa do caderno de capas de Tex Coleção #400

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Póster Tex Nuova Ristampa 257

Póster Tex Nuova Ristampa 257

Nesta nova ilustração de Claudio Villa, vemos Tex Willer a vigiar o palco do teatro de Leadville, onde estava a ser apresentada a peça “Hamlet”, uma das mais famosas e exigentes tragédias de Shakespeare, momentos antes de um vil ataque do Tigre Negro…

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Un artiglio nel buio”, de Claudio Nizzi e Claudio Villa (Tex italiano #381 a #384).
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Texto de José Carlos Francisco

Entrevista com o fã e coleccionador: Carlos Henrique Mercio

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Carlos Henrique Mercio: Bom, nasci em Bagé, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul em 10 de Julho de 1962. Trabalho como secretário em uma Universidade desta cidade.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Carlos Henrique Mercio: É paixão antiga, vem dos sete anos, oito anos, quando ainda não era muito habilidoso nas artes da leitura.

Quando descobriu Tex?
Carlos Henrique Mercio: Conheci Tex Willer em 1972, através da edição O Massacre dos Búfalos/O Mistério do Vale da Lua.

Porquê esta paixão por Tex?
Carlos Henrique Mercio: Porque o personagem agrega em si a coragem, a auto-determinação, o ímpeto. Ele é a típica pessoa que diante de um problema, não fica questionando: ele age.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Carlos Henrique Mercio: Ele é o último de sua “espécie”: o cowboy. Anos atrás, encontrávamos muitos tipos como ele, o sujeito montado, percorrendo a pradaria e rápido no gatilho. Actualmente, Tex, é o único. Tamanha longevidade e consolidação o indica como um guerreiro puro.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Carlos Henrique Mercio: Agora vem o complicado. Não sou um coleccionador, mas sempre acompanhei Tex de alguma forma, seja através do empréstimo de exemplares dos amigos ou da própria Web. A memória faz o resto, é difícil esquecer as aventuras de um personagem importante.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Carlos Henrique Mercio: Os grandes ilustradores de Tex. Fusco, Letteri, Ticci, Galep ou Claudio Villa. Gosto de reunir os seus trabalhos em arquivos.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Carlos Henrique Mercio: Estou cobiçando as figuras coleccionáveis de Tex e outros personagens do seu mundo.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Carlos Henrique Mercio: A história favorita é “O Mistério do Vale da Lua”. Um grande mistério, um inimigo sorrateiro e desconhecido, um toque de sobrenatural. Desenhador, Ferdinando Fusco. Argumentista, G. L. Bonelli.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Carlos Henrique Mercio:
Acho que o que mais agrada é sua capacidade de essencialmente, quase não ter mudado em todos esses anos e sempre fazer sucesso. O que desagrada é o herói nunca ter vivido uma aventura no Brasil. Já esteve tão perto (na Patagónia).

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Carlos Henrique Mercio: Fundamentalmente, Tex bate-se por tudo aquilo que qualquer um de nós valoriza: a justiça, a verdade e a honestidade. Ele é portanto, próximo a todos nós.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Carlos Henrique Mercio: Converso com grandes amigos como o Alvaro Barreto, amigo e irmão desde sempre e com o Luiz Cesar Jr, que reside na mesma cidade que eu. Pela Web, converso com o Dary Pereira. Todos grandes coleccionadores.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Carlos Henrique Mercio: A perda de Sergio Bonelli chegou a preocupar, mas vemos que o legado de Tex prosseguirá, conduzido por outros profissionais, que compreendem a sua importância para tantos em tantos países.

Prezado pard Carlos Henrique Mercio, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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