As cores originais da capa de Tex nº 671

Por José Carlos Francisco

No próximo mês de Setembro, mais precisamente no dia 7, a Sergio Bonelli Editore irá publicar a edição número 671 de Tex, intitulada “La banda dei serpenti” que contém a primeira parte de uma história escrita por Gianfranco Manfredi e desenhada por Ernesto Garcia Seijas, onde um punhado de assassinos faz furor em Sacramento:

A companhia ferroviária quer as terras dos agricultores que residem nas proximidades de Sacramento, na Califórnia e usa um bando de assassinos para obtê-las… Tex e Carson perseguindo um notório assaltante e assassino conhecido como Alias, deparam-se com uma intrincada história onde se inclui um grupo de pistoleiros sem escrúpulos e quatro jovens rapazes acusados de assassinato…

Claudio Villa

A capa, tal como todas posteriores ao número 400, é da autoria do conceituado desenhador Claudio Villa, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada da capa original pintada pelo próprio Claudio Villa tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos tem dado a conhecer nos últimos tempos as suas cores originais das capas que vai produzindo para Tex.

Nestas capas e cores que temos dado a conhecer com alguma regularidade aos nossos leitores aqui mesmo no blogue português do Tex elas têm gerado um grande número de comentários e na esmagadora maioria dos casos é considerada pelos fãs e coleccionadores do Ranger como sendo infinitamente superior a colorização original do Maestro italiano em relação à colorização digital realizada na Sergio Bonelli Editore, mas com relação a esta capa divulgada hoje (Tex nº 671), qual a sua opinião, caro leitor?

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As Leituras do Pedro: Tex em Cores #30

As Leituras do Pedro*

Tex Edição em Cores #30
A 13.ª Múmia
Gianluigi Bonelli (argumento)
Aurelio Galleppini & Virgilio Muzzi (desenho)
Mythos Editora
Brasil 2016
160 x 210 mm, 290 p., cor, capa mole
R$ 39,90 / 18,00 €

Respeito pelos leitores poderia ser o (sub)título deste texto. É preciso conhecer o contexto e a edição para saber porquê.

Com todos os problemas que a entrada na União Europeia trouxe a Portugal – e nunca saberemos os problemas que enfrentaríamos se a adesão não tivesse ocorrido – pelo menos uma vantagem tivemos: a estabilidade da moeda e o fim da inflação galopante que marcou os anos pós-25 de Abril.

No Brasil – de onde chegam edições Marvel, DC Comics e da Turma da Mônica, via Panini, e os heróis Bonelli, via Mythos – a realidade é outra e os acontecimentos recentes fizeram com que a paridade entre o real e o dólar e/ou o euro caísse a pique. Com isso, os ‘truques’ tão em voga para obter melhores preços de edição – a começar pela deslocalização – deixaram de fazer sentido (financeiro), com os respectivos custos a subirem astronomicamente.


Com isso – não esquecendo o restante contexto editorial brasileiro em geral e da Mythos em particular – a editora viu-se na obrigação de cancelar – mais uma vez – temporariamente (?) a colecção Tex Edição em Cores, no 30.º volume, este mês distribuído em Portugal.

No total, foram (até agora?) 30 volumes, cerca de 7500 pranchas, os primeiros 13 anos – no que à publicação no formato tiras diz respeito – da longa saga de Tex, alimentada por Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini.

Edição histórica e documental, merece uma leitura atenta balizada por mais de 50 anos de idade e pelo contexto que – para o bem e o mal – então imperava.

Se as 240 páginas fixas de BD por volume obrigaram a Mythos, quase sempre, a apresentar histórias partidas a meio, desta vez, houve o cuidado – e o respeito pelos leitores/coleccionadores – de concluir a narrativa em curso, mesmo que isso tenha implicado mais umas 40 páginas que os restantes volumes.


Nota final

Notícia mais recente, vem corroborar esta ideia. O Tex Colecção #407 foi impresso com páginas repetidas e/ou fora de ordem, pelo que a Mythos anunciou que uma nova edição da revista – já correctamente paginada e impressa – será oferecida juntamente com a edição Tex Colecção #410. Não fossem tantos os exemplares existentes e esta seria uma peça a disputar pelos fanáticos do ranger – e não só…

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

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Vídeos: Massimo Rotundo e Maurizio Dotti a desenharem durante a 3ª Mostra do Clube Tex Portugal, em Anadia

Por José Carlos Francisco (texto) e Orlando Santos Silva (foto e vídeos)

Maurizio Dotti e Massimo Rotundo em Anadia

No decorrer da 3ª Mostra do Clube Tex Portugal, ocorrida na cidade bairradina de Anadia no passado mês de Abril , os consagrados desenhadores italianos Massimo Rotundo e Maurizio Dotti fizeram dezenas de desenhos de Tex Willer e demais pards para os seus fãs e admiradores, que constantemente os assediavam e onde eles sempre com um sorriso nos olhos e apesar da longa fila, iam respondendo com belíssimos desenhos feitos no momento que deliciaram todos os presentes, que ficaram com um desenho exclusivo na sua colecção.

De seguida mostra-se na prática, em seis  vídeos, os consagrados desenhadores durante a realização de desenhos feitos por ambos para todos verem o resultado surgir numa folha de papel. Só quem gosta de desenho sabe o quanto é importante ver alguém desenhando e mostrando como se faz e nisso Massimo Rotundo e Maurizio Dotti foram inexcedíveis… desenhando inclusive por várias vezes à mesa em condições difíceis durante as refeições, tantas eram as solicitações dos seus fãs e admiradores, não somente portugueses mas também brasileiros e italianos. É inclusive nestes pormenores (ou pormaiores) que se vê a simpatia, mas sobretudo a disponibilidade destes verdadeiros MESTRES da Nona Arte em geral e do nosso TEX em particular e que hoje damos a conhecer a todos os nossos leitores, porque ainda há muito para mostrar da passagem de Rotundo e Dotti por Portugal!

Corrado Mastantuono, Dante Spada e Stefano Biglia EXIBEM a revista nº 4 do Clube Tex Portugal

Por José Carlos Francisco

A Revista do Clube Tex Portugal continua a fazer furor junto dos mais consagrados desenhadores do staff oficial do Ranger Tex Willer, não só pela elevada qualidade (em Itália pedem cada vez mais que a revista portuguesa tenha uma versão italiana) mas também pelo prestígio já que são cada vez em maior número os autores que se disponibilizam para colaborar na revista Clube português com desenhos e textos EXCLUSIVOS tornando a edição portuguesa cada vez mais cobiçada entre os fãs e coleccionadores do Ranger levando a que o número de sócios do Clube vá aumentando gradualmente já que para poder ter direito aos já tão cobiçados exemplares é necessário ser-se sócio do Clube Lusitano que é cada vez mais um verdadeiro Clube Internacional do Tex, tantos e tão variados são os países de origem dos associados.

Mas voltando aos autores de Tex, depois de termos visto recentemente Mauro Boselli, Moreno Burattini, Massimo Rotundo, Pasquale Del Vecchio, Andrea Venturi e Maurizio Dotti a enaltecerem e exibirem alegremente e orgulhosamente a revista nº 4 do Clube Tex Portugal, lançada neste Verão, hoje no blogue do Tex podemos ver Corrado Mastantuono, Dante Spada e Stefano Biglia a exibirem com evidente prazer e orgulho os seus exemplares da revista portuguesa:

Corrado Mastantuono e a visível alegria pela posse da revista nº 4 do Clube Tex Portugal

Dante Spada e a felicidade por ter sido o autor do desenho da contra-capa da revista nº 4 do Clube Tex Portugal

Dante Spada exibe orgulhosamente a sua ilustração devidamente dedicada aos sócios do Clube Tex Portugal

Stefano Biglia exibe orgulhosamente a revista nº 4 do Clube Tex Portugal

Quem ainda não é sócio e queira fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser vistos aqui pode inscrever-se escrevendo via e-mail para José Carlos Francisco sendo necessário pagar uma jóia de inscrição de 5,00 € e uma quota mensal de 2,00 € (2,50 € se não for residente em Portugal).

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Panini relança no Brasil Face Oculta (série bonelliana escrita por Manfredi) com exclusividade da Comix

* A mini-série italiana Face Oculta, de Gianfranco Manfredi (Tex, Mágico Vento, Dylan Dog, Nick Raider, Adam Wild) está de volta ao Brasil em novo formato pela Panini Comics.

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Por José Carlos Francisco

Face Oculta: Volume Um (formato 16 x 21 cm, 384 páginas, R$ 39,90) reúne as quatro primeiras das catorze histórias da mini-série: Os Saqueadores do Deserto, Bandidos, Amor e Morte e Amba Alagi. As duas últimas ainda eram inéditas no Brasil já que em 2012, a Panini Comics publicou Face Oculta, mas o título durou apenas duas edições, antes de ser interrompido.

O lançamento é exclusivo da Comix Book Shop e faz parte da comemoração de 30 anos da maior livraria especializada em quadradinhos e mangás do Brasil.

A obra, com o nome original de Volto Nascosto, foi publicada na Itália entre 2007 e 2008, dividida em 14 partes, todas com argumento de Manfredi e arte dos desenhadores Goran Parlov (criador visual da personagem), Massimo Rotundo (responsável pelas capas), Giuseppe Matteoni, Ersin Burak, Roberto Diso, Giovanni Freghieri, Alessandro Nespolino, Leomacs e Gigi Simeoni. Em 2008, recebeu o Prémio Attilio Micheluzzi como Melhor Série de Desenho Realista na Napoli COMICON.


A trama passa-se no final do século 19, quando a Itália possuía ambições expansionistas e voltava a sua atenção para a África, mais precisamente para a Etiópia. Com a assinatura do tratado de Wuchale, as duas nações pretendiam iniciar uma próspera colaboração entre si. No entanto, interesses escusos ansiavam para que a situação se revertesse e uma guerra eclodisse na região. É em meio a esse cenário que o jovem Ugo Pastore e o seu pai se vêem envolvidos em alguns dos momentos mais decisivos da História. Os seus caminhos levam-nos a participar activamente deste complicado e fatídico período da expansão colonialista da Itália.Para complicar, o surgimento de um homem sagrado, arrebanhando uma legião de soldados e seguidores por todo o território da Etiópia, pode levar a um desfecho sangrento. Ele usa uma máscara prateada e é um elemento imprevisível no já efervescente cenário da região.

José Carlos Francisco e Gianfranco Manfredi

Falando com Gianfranco Manfredi a propósito de Face Oculta, o autor italiano referiu em exclusivo ao blogue do Tex que para poder desenvolver bem um tema, quando acha necessário escreve um argumento já que “prefiro que seja amplo, de modo que seja um verdadeiro pré-roteiro. Mas isso não me impede de alterá-lo de forma radical durante a elaboração do roteiro propriamente dito. Por exemplo, antes de escrever Volto Nascosto, eu escrevi um argumento muito detalhado de toda a história, do princípio ao fim, e isso me permitiu realizar os catorze episódios da série com muito mais rapidez.“

À pergunta “Como nasceu a ideia de criar Volto Nascosto?” Gianfranco Manfredi respondeu: “Falar a fundo acarretaria muito tempo. Eu limito-me a dizer que é um verdadeiro romance em capítulos, catorze episódios, ambientado no final do Século XIX no contexto da primeira guerra colonial italiana contra a Etiópia.“

Para finalizar, informamos que Face Oculta teve tanto sucesso na Itália que Manfredi teve que escrever uma nova série (em sequência de Volto Nascosto) com as aventuras de Ugo (protagonista de Face Oculta) na China durante a revolta dos Boxers. Chama-se “Shanghai Devil” e esperamos que também venha a ser publicada no Brasil.

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