Mythos Editora anuncia Tex ‘mensal’ em formato italiano a partir do número 636

A Mythos Editora, a casa de Tex no Brasil, anunciou hoje numa ‘live’ no Youtube (que pode ser vista no vídeo acima onde também abordou novidades confirmadas para o segundo semestre de Tex, como por exemplo o Tex BIS) através da sua gerente de marketing, a Joana Rosa Russo, o fim do denominado “formatinho” na série mensal do Ranger, fim esse que ocorrerá com a edição número 635 no próximo mês de Setembro.

Mas o fim do “formatinho” não significará o fim do Tex Mensal, muito pelo contrário, mas sim que o Tex Mensal será mudado para Formato Italiano (a primeira edição neste novo formato será a aventura “Le frecce dei nemici“, com argumento de Pasquale Ruju e desenhos de Giuseppe Prisco). Mas essa mudança implicará provavelmente outras mudanças, sobretudo a nível de numeração, por isso a editora paulista decidiu fazer uma pesquisa para ver o que os seus leitores sentem sobre a numeração… se zerar seria o melhor, se deixar mista (como a Marvel comummente optava) ou se continuar a numeração normal… uma decisão, seja ela qual for, que certamente não conseguirá agradar a todo o seu público, mas a Mythos Editora deixa nas ‘mãos’ dos seus leitores a decisão final promovendo uma pesquisa cujo formulário pode ser preenchido clicando AQUI!

Como você gostaria que fosse a numeração após a conversão de Tex mensal de formatinho para o formato Italiano (igual ao Dylan Dog, Júlia, Martin Mystère, Dragonero e Zagor)? 

Finalmente é chegada a hora de converter nosso Tex mensal para o formato italiano, pois não é mais viável sua manutenção no formato atual e em papel jornal. 

Mas queremos saber o que você pensa sobre como deve ser a numeração a partir dessa mudança. Por isso, estamos pesquisando o que você prefere: se zeramos a numeração, como fizemos com Júlia; se publicamos com uma numeração mista a partir do número um, (mas que vai informar qual seu equivalente na “coleção antiga”) ou que, simplesmente, siga a numeração atual. 

Acreditamos que a opção de recomeçar do número um, ou seja, que recomece a contagem (tanto como única opção, como com a numeração mista) é uma excelente forma de seguir com a coleção para os veteranos e, ao mesmo tempo, possibilitar que uma nova safra de leitores comece a descobrir o mundo de Tex! 

Escolha uma das opções abaixo:

 

1. ZERAR A NUMERAÇÃO – Prefiro que recomece a numeração no número um, mesmo sendo equivalente à edição 636 em diante.
2. NUMERAÇÃO MISTA – Prefiro que tenha um novo número, mas que na contracapa, ou em algum lugar, tenha uma indicação mostrando que ela é a sequência de onde houve a mudança: “Nº. 1, equivalente 636” e assim por diante.
3. MANTER A NUMERAÇÃO – Prefiro simplesmente que continue como está.
Recorda-se que somente votando no formulário (AQUI) é que o voto será contabilizado pela Mythos Editora.

Os dois esboços inicias e a colorização, passo a passo, da capa do Color Tex #21

É já amanhã, dia 5 de Agosto, que em Itália vamos ter Color Tex 21, o novo volume da série colorida bianual dedicada ao Ranger, intitulado ‘La gazza ladra‘, cujo argumento é da autoria de Pasquale Ruju, sendo os desenhos da responsabilidade da Laura Zuccheri, com as cores a serem do Oscar Celestini. A capa por sua vez foi realizada pelo Claudio Villa.

Uma belíssima capa, diga-se, de Claudio Villa, como podemos ver de seguida através dos dois esboços iniciais até à capa final, passando pela colorização, do próprio Villa, passo a passo, como raramente Claudio Villa dá a conhecer:

Primeiro esboço para a capa de Color Tex #21, da autoria de Claudio Villa

Segundo esboço, o eleito, para a capa de Color Tex #21, da autoria de Claudio Villa

A colorização de Claudio Villa para a capa do Color Tex #21 (passo 1)

A colorização de Claudio Villa para a capa do Color Tex #21 (passo 2)

A colorização de Claudio Villa para a capa do Color Tex #21 (passo 3)

A colorização de Claudio Villa para a capa do Color Tex #21 (passo 4)

A colorização de Claudio Villa para a capa do Color Tex #21 (passo 5)

A colorização de Claudio Villa para a capa do Color Tex #21 (passo 6)

Ilustração da capa do Color Tex #21, com as cores originais de Claudio Villa

Capa do Color Tex #21

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Algumas páginas do novo “Color Tex” desenhado pela Laura Zuccheri

Recentemente a Sergio Bonelli Editore apresentou em ante-estreia, algumas páginas do Color Tex 21, o novo volume da série colorida bianual dedicada ao Ranger, intitulado ‘La gazza ladra‘, cujo argumento é da autoria de Pasquale Ruju, sendo os desenhos da responsabilidade da Laura Zuccheri, com as cores a serem do Oscar Celestini. A capa por sua vez foi realizada pelo Claudio Villa.

O Color Tex 21 – 160 páginas a cores, no clássico formato bonelliano – será distribuído pela Sergio Bonelli Editore nos quiosques italianos na próxima sexta-feira, dia 5 de Agosto de 2022.

Lorelai Winter auto-denomina-se “a pega ladra”: ela gosta de objectos preciosos e brilhantes, como por exemplo moedas de ouro, diamantes e esmeraldas, e é muito boa em consegui-los… Infelizmente para ela, comete o erro de roubar Blackwell, um implacável assassino em cujos rastos estão Tex e Carson. O duelo desigual entre a astuta ladra e o feroz assassino ocorre no cenário caótico e colorido do Carnaval de Nova Orleães e, para sua sorte, Lorelai tem um anjo da guarda: Kit Willer, que foi ridicularizado no passado por ela e que no presente talvez esteja um pouco enamorado…

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As Leituras do Pedro: Ken Parker #14 ‘Famous last words…’

As Leituras do Pedro*

Ken Parker #14

Érase una vez…
Giancarlo Berardi (argumento)
Giorgio Trevisan (desenho)

El caso de Oliver Price
Giancarlo Berardi e Alfredo Castelli (argumento)
Giancarlo Alessandrini (desenho)

ECC Comics
Espanha, 2018
140 x 210 mm, 200 p., pb, capa fina com badanas
ISBN: 978-84-17549-15-2
9,90 €

‘Famous last words…’
…ou surpreendentes penúltimas vinhetas.

De cada vez que volto a Ken Parker – ou a Julia… – mesmo quando, como desta vez, deixei passar demasiado tempo, recordo sempre, uma e outra vez, porque admiro tanto Giancarlo Berardi enquanto argumentista.

Mesmo quando, como nos dois relatos incluídos neste volume, a diferença surge apenas nas últimas vinhetas. Ou talvez por isso. As duas narrativas em causa são aparentemente simples e lineares, até repetitivas, no contexto do western.

Na primeira, Érase una vez…, ficamos a saber como Parker entrou no coração de uma pequena família de saltimbancos, ao evitar que a pequenita da família ficasse debaixo de um cavalo. A retribuição do gesto, leva-os a tentar descobrir quem efectuou um roubo na cidade onde estão e, dessa forma, inocentarem o protagonista, preso como presumível culpado, o que acaba por conferir ao relato um tom de policial.

Com algum humor, alguma ternura e sublinhando a habitual animosidade das sociedades para com quem é diferente, Berardi, aqui em parceria com Giorgio Trevisan e o seu traço mais clássico, leva-nos de forma competente mas não apaixonada ao longo das páginas, até um desfecho lógico e previsível. Ou não, quando na penúltima vinheta, uma pequena frase altera todo o contexto temporal e nos faz olhar para o conto de forma completamente diferente…. embora um pequeno pormenor já o indiciasse!

Quanto a El caso de Oliver Price, parte de outro estereótipo recorrente no western: o filho do comandante do forte que chega como soldado raso para integrar a companhia que o pai comanda. Fá-lo à revelia do progenitor, que o sonhava advogado, é mal visto pelos outros soldados, convencidos do tratamento privilegiado que irá ter, e acaba por se encontrar isolado no meio de uma pequena multidão.

Um erro (?) durante uma saída aponta-o a tribunal marcial, mas um último gesto de coragem e prova de valor, com Ken Parker ao seu lado, acaba por inverter tudo o que até aí tinha sido contextualizado.

Mas, desta vez em parceria com Alfredo Castelli no argumento, que desfruta do traço de Giancarlo Alessandrini (desviados de Martin Mystère pelo tempo de uma história), Berardi altera completamente o sentido mais profundo do que nos contara, encerrando a narrativa com uma sequência muda – como há muitas ao longo dela – de forma magistral, mas também cruel, mórbida e superiormente irónica – e de novo na penúltima vinheta.

* Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro 

(capa disponibilizada pela ECC Comics; clicar nela para a aproveitar em toda a sua extensão)