Tex no ZX Spectrum

Já sabemos que o Zé Oliveira é um fã de BD, tanto que as suas páginas (ver aqui e aqui) são As Referências para todos aqueles que apreciam este género literário. O que não esperávamos é que o Zé transpusesse uma tira de BD para o ZX Spectrum. E a qualidade das ilustrações é fabulosa, nem parecendo que estamos perante um computador com tão pouca memória e capacidades gráficas. Mas vamos então à mensagem que o Zé nos deixou.

Actualmente, muitos fans do Tex Willer andam a ler as aventuras deste ranger no seu telemóvel. Sim, porque até a Banda desenhada acompanhou o progresso: do papel para o telemóvel.

Pois é, um telemóvel tem resolução suficiente para ler Banda Desenhada. Infelizmente, o ZX Spectrum não tem resolução suficiente… Em vez da imagem acima, temos que nos contentar com a imagem abaixo.

Quem quiser experimentar mesmo assim, pode clicar aqui.

Quem quiser visitar o blog do Tex pode clicar aqui.

De facto, o Zé é muito modesto. É que na nossa opinião, a tira ficou simplesmente espectacular, deixando-nos com água na boca para futuros trabalhos.

Deixamos ainda um repto ao Zé: que tal criar uma BD para colocar na edição 2022 da Woot!, que sai em Dezembro, e que já vai contar com um trabalho surpresa português?

Entretanto poderão aqui descarregar a tira em versão 48K.

* (Texto publicado originalmente no Blogue “planeta sinclair”, em 25 de Outubro de 2022)
Copyright: © 2022; André Leão

 

A título de curiosidade, um inglês viu o Tex no computador ZX Spectrum e fez este desenho:

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Vídeo: Apresentação do livro “Tex: Mais que um Herói”

Por Cristina Amaral (fotos e vídeo)

Decorreu neste domingo, dia 30 de Outubro, durante o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, a apresentação do livro “Tex: Mais que um Herói“, uma obra da autoria de Mário João Marques, tendo o próprio Mário Marques feito a apresentação da sua obra, numa conversa conduzida por José Hartvig de Freitas.

Mário João Marques apresenta o livro ‘Tex: Mais que um Herói’, numa conversa conduzida por José Hartvig de Freitas no decorrer do Amadora BD 2022

“Tex: Mais que um Herói” é o primeiro livro temático (com a chancela d’A Seita e contendo 488 páginas no formato 207 x 286 mm, num total de 9 capítulos: O Mito, O Herói, Os Atores, A Evolução, As Capas, Os Ambientes, A História, Os Autores e O Modelo) publicado em Portugal dedicado à mítica personagem nascida em Setembro de 1948 pela mente brilhante de Gian Luigi Bonelli e pela pena mágica de Aurelio Galleppini. Trata-se da mais extensa obra jamais publicada sobre o ranger eterno e que desvenda mais de sete décadas de autores, ilustradores, sagas e segredos desta personagem, sendo ricamente ilustrada e recheada de anotações bibliográficas. É a história definitiva de Tex, mais do que uma personagem de BD.

José Hartvig de Freitas e Mário João Marques na apresentação do livro ‘Tex: Mais que um Herói’

A paginação, tal como capa de “Tex: Mais que um Herói” é da autoria de João Marin (a partir de um desenho de Laura Zuccheri, com a devida autorização da SBE) e a contracapa é da responsabilidade de Stefano Biglia (desenho exclusivo gentilmente cedido pelo autor com a devida autorização da SBE). A revisão da obra é de José Hartvig de Freitas e de José Carlos Francisco, este último autor do prefácio também.

O livro a preto e branco, está recheado de centenas de ilustrações, várias delas totalmente inéditas oriundas da coleção pessoal do autor Mário Marques, vinhetas e fotografias e foi publicado com a devida autorização da Sergio Bonelli Editore, na pessoa do próprio director geral Davide Bonelli, como podemos confirmar no vídeo que apresentamos de seguida, vídeo esse onde temos então a prazerosa conversa de apresentação da obra:

Dampyr, o filme estreou nos cinemas italianos

Estreou na passada sexta-feira, 28 de Outubro, nos cinemas italianos Dampyr, o obra-prima de Riccardo Chemello, baseada na personagem de banda desenhada da Sergio Bonelli Editore criada por Mauro Boselli e Maurizio Colombo.

Distribuído pela Eagle Pictures, Dampyr foi lançado nas salas italianas simultaneamente com a estreia mundial que ocorreu no evento Lucca Comics and Games e que contou com a presença, entre outros de Davide Bonelli e Mauro Boselli.

Davide Bonelli e família em Lucca

Mauro Boselli e a sua filha Letizia em Lucca

O filme de Dampyr inaugurou a noite de abertura do famoso evento dedicado ao mundo do entretenimento e conta a génese da personagem, publicada pela  Sergio Bonelli Editore no ano 2000 nos primeiros dois volumes dos 300 que compõem a série que continua a ser uma presença constante todos os meses nos quiosques italianos.

Dampyr é ambientado durante a guerra dos Balcãs, no início dos anos Noventa do século passado e narra a história de Harlan. Assombrado por pesadelos terríveis, Harlan sobrevive fingindo ser um Dampyr (na mitologia eslava, um ser meio humano e meio vampiro) capaz de libertar as aldeias daqueles que os supersticiosos habitantes acreditam ingenuamente serem terríveis maldições relacionadas com o mundo dos vampiros.

Mas quando convocado por soldados atacados por criaturas sanguinárias, Harlan descobre a verdade: ele realmente é um Dampyr. Enquanto tenta enfrentar um terrível “Mestre da Noite”, Harlan deverá aprender a administrar os seus poderes e descobrir as suas origens. A acompanhá-lo uma vampira renegada e um soldado em busca de vingança.

 

Um elenco totalmente internacional no qual Dampyr é Wade Briggs (Still Star Crossed, Please Like Me, His Dark Materials), Stuart Martin é Emil Kurjak (Jamestown, Medici) e Frida Gustavsson é Tesla (Dröm, Eld Lagor, Vikings: Valhalla).

A acompanhá-los David Morrissey como Gorka (Britannia, Good Omens, The Walking Dead), Sebastian Croft como Yuri (Game of Thrones, Doom Patrol, Heartstopper) e Luke Roberts a interpretar Draka (Game of Thrones, Pirates of the Caribbean, 300: Rise of an Empire, The Batman).

Stuart Martin, Wade Briggs e Frida Gustavsson em Dampyr

Póster Tex Nuova Ristampa 336

Póster Tex Nuova Ristampa 336

Nesta deslumbrante ilustração desenhada por Claudio Villa vemos numa noite de temporal em pleno México, Tex e Carson entrando no Rio Grande quando estavam a ser perseguidos por um pequeno exército de mexicanos, comandados por Dom Amargo, que queria matar os Rangers.

Desenho usado no Brasil como capa de Tex Platinum #8 e inspirado na história “A sud del Rio Grande” de Mauro Boselli e Guglielmo Letteri (Tex italiano #506 e #507).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)

Texto de José Carlos Francisco

GALERIA TOYBROKER

Por Ricardo Leite*

O universo de brinquedos inspirados em obras de BD e animação é vastíssimo e anterior ao fenómeno de brinquedos derivados da tela (tecnicamente designados de TV/movie related), aposta recorrente no atual panorama da indústria do brinquedo. Esses pioneiros produtos derivados da BD são praticamente tão antigos como esta. Logo no início do século XX, nos EUA, o merchandising dá os primeiros passos, seguindo o sucesso de obras publicadas em jornais concorrentes, mas é eventualmente a Disney quem começa a verdadeira exploração do “filão”. Figuras de Donald e Mickey em louça ou “papier-mâché”, ou Popeye em celulóide com braços articulados, peluches, mealheiros, etc. são exemplos típicos dessa época inicial no período entre guerras. Na Europa, poucos anos mais tarde, surgem os primeiros brinquedos de personagens como Becassine e Babar.

Mas é com o desenvolvimento da indústria do plástico, a partir dos anos 1950, tanto nos EUA, como na Europa, que se dá verdadeiramente a explosão destes derivados no mercado dos brinquedos. Figuras de Astérix, Tintin, Lucky Luke, Schtroumpfs, etc. são exploradas pelos fabricantes, tanto como peças para venda como brindes de campanhas publicitárias. Paralelamente nos EUA, o universo dos super-heróis, com Batman à cabeça, invadem as lojas de brinquedos e encantam as crianças.

A partir da estreia do primeiro filme da saga “Star Wars” em 1977, George Lucas veio dar uma nova dimensão (realmente galáctica!) ao conceito de merchandising, projetando o tema da  ficção científica para primeiro plano, e revolucionar a indústria do brinquedo, sendo praticamente responsável pelo declínio e mesmo falência de alguns fabricantes que apostavam nos temas clássicos onde o nosso “western” de Tex se encontra…

Do personagem Tex Willer, poucas são as transições conhecidas para a 3ª dimensão, no universo dos brinquedos, como é o caso da Mego. Em meados dos anos 70 este fabricante americano de “Action Figures”, que já estava intimamente ligado à produção de figuras de personagens dos super heróis Marvel e DC, produziu, com grande qualidade, um conjunto de 4 figuras dos principais personagens de Tex, aproveitando magistralmente moldes e conceitos de acessórios de uma outra linha da Mego – American West: O próprio Tex, executado com grande mestria, com aproveitamento do molde da cabeça de Batman, o seu inseparável companheiro Kit Carson, também aproveitado da fisionomia do Rei Artur, da série Super Knigts (utilizada também para Buffalo Bill), o seu filho Kit, a partir da cabeça de Tarzan e finalmente o índio Jack Tigre, criado a partir da fisionomia de Cochise, o último membro deste quarteto mortífero para os fora-da-lei do Oeste da dupla Bonelli/Galleppini.

Estas figuras distribuídas no mercado italiano pela Baravelli, uma vez que foram produzidas em número reduzido, são hoje autênticas raridades para os coleccionadores. Para além do interesse nas figuras como coleccinável, o facto de as caixas originais onde as mesmas vinham, terem sido executadas a partir de desenhos originais de Galep, torna o conjunto ainda mais cobiçado pelos mesmos coleccionadores, principalmente para os que são ao mesmo tempo fãs de Tex. Para aumentar ainda mais a procura e consequentemente inflaccionar o preço, não só os coleccionadores italianos as procuram, como também os grandes coleccionadores de figuras Mego nos E.U.A., se degladiam em leilões da especialidade, cada vez que aparecem à venda. No mercado especializado dos brinquedos de colecção estas figuras atingem preços na ordem dos milhares de dólares e, mesmo assim, dado a sua escassez, só muito esporadicamente surge uma ou outra para venda. Disponíveis regularmente estão as réplicas (quase perfeitas), feitas há poucos anos na Índia, mas infelizmente sem caixas!

* Texto de Ricardo Leite publicado originalmente na Revista nº 7 do Clube Tex Portugal, de Dezembro de 2017.

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