8ª Mostra do Clube Tex Portugal, realiza-se a 29 e 30 de Abril de 2023, em Anadia, e contará novamente com a presença de DOIS autores de Tex!

* O Clube Tex Portugal, único Clube em Portugal dedicado exclusivamente a um herói da BD e o primeiro Clube oficial de Tex no mundo, trará em Abril de 2023, à capital da Bairrada (Anadia), NOVAMENTE DOIS conceituados desenhadores italianos a Portugal.

Tex voltará em Abril de 2023 à capital bairradina

Depois dos ESTRONDOSOS sucessos ocorridos com a 1ª Mostra do Clube Tex Portugal, realizada em Agosto de 2014 e que contou com a presença do consagrado desenhador italiano Pasquale Del Vecchio, da 2ª Mostra ocorrida em Maio de 2015 com as ilustres participações dos desenhadores Pasquale Frisenda e Stefano Biglia, da 3ª Mostra realizada em Abril de 2016 com as presenças dos conceituados desenhadores Massimo Rotundo e Maurizio Dotti, da 4ª Mostra efectuada em 2017 com a participação dos mestres italianos Andrea Venturi e Leomacs, da 5ª Mostra realizada em Abril de 2018 com as presenças de Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino, da 6ª Mostra efectivada em 2019 com as participações de Bruno Brindisi e Roberto De Angelis e da 7ª Mostra ocorrida este ano (após uma pausa de dois anos devido à pandemia) e que contou com a presença de Laura Zuccheri, todas as sete Mostras ocorridas no luxuoso Museu do Vinho Bairrada localizado na capital bairradina, a direcção do Clube Tex Portugal dá a conhecer a todos os sócios, mas também aos fãs e coleccionadores da personagem Tex, assim como aos amantes da banda desenhada e ao público em geral que a 8ª Mostra do Clube Tex Portugal, irá realizar-se novamente na cidade de Anadia, em Abril do próximo ano, mais precisamente no fim de semana de 29 e 30 de Abril.

Comunidade texiana, aqui com Pasquale Del Vecchio, voltará a encontrar-se, em 2023, no Museu do Vinho Bairrada

Pela oitava vez consecutiva a Mostra vai realizar-se em Anadia, devido ao interesse e apoio da autarquia bairradina, na pessoa da Excelentíssima Senhora Presidente da Câmara Municipal de Anadia, Eng.ª Maria Teresa Belém Correia Cardoso, do Excelentíssimo Senhor Vice-Presidente da Câmara Municipal de Anadia, Eng.º Jorge Sampaio e do Director do Museu do Vinho Bairrada, o Excelentíssimo Senhor Doutor Pedro Dias, disponibilizando novamente o luxuoso e mui nobre Museu para a realização de mais esta Exposição Texiana.

Comunidade texiana, aqui com Pasquale Frisenda e Stefano Biglia, voltará a encontrar-se, em 2023, no Museu do Vinho Bairrada

E para gáudio dos sócios do Clube, mas também dos apreciadores da Nona Arte, a Mostra de 2023 contará NOVAMENTE com a presença de DOIS consagrados desenhadores do staff oficial de Tex, enriquecendo ainda mais este evento que voltará novamente a ficar na história de Tex e da própria banda desenhada em Portugal.

Comunidade texiana, aqui com Massimo Rotundo e Maurizio Dotti, voltará a encontrar-se, em 2023, no Museu do Vinho Bairrada

A divulgação dos dois autores será anunciada em breve, aqui mesmo no blogue português do Tex, mas caso algum dos nossos leitores queira tentar adivinhar quem serão os desenhadores que nos brindarão com a sua ilustre presença, pode fazê-lo na forma de comentário a este post. Como forma de ajuda, dizemos que nenhum dos dois autores ainda teve o prazer de participar num evento realizado em solo português.

Família Texiana no Museu do Vinho Bairrada em Abril de 2017 na companhia de Andrea Venturi e Leomacs

Cada um dos autores italianos, como forma de agradecimento por este convite português fará uma magnífica ilustração de Tex EXCLUSIVA para o evento de Anadia, numa tradição já habitual e que ocorre sempre que um autor de Tex nos visita de modo a registar a sua passagem por Portugal! Ambas as ilustrações passarão depois a estar expostas na Mostra Permanente de Tex no Museu do Vinho Bairrada juntando-se às artes de Pasquale Del Vecchio, Stefano Biglia, Massimo Rotundo, Maurizio Dotti, Andrea Venturi, Leomacs, Alessandro Bocci, Alessandro Nespolino, Bruno Brindisi, Roberto De Angelis, Roberto Diso e Laura Zuccheri!

Família Texiana com Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino em 2018 no Museu do Vinho Bairrada

Por tudo isto e muito mais, caro leitor, reserve já na sua agenda para 2023 os dias 29 e 30 de Abril para poder marcar presença em mais este grandioso evento que se perspectiva e onde uma vez mais a convivência com autores e coleccionadores será algo de verdadeiramente excepcional e grandioso!

Família Texiana com Bruno Brindisi e Roberto De Angelis em 2019 no Museu do Vinho Bairrada

Fãs de Tex reunidos em frente ao Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, na companhia da desenhadora Laura Zuccheri em Abril de 2022

Tex (Mário João Marques), José Carlos Francisco, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Anadia (Eng. Jorge Sampaio) e Dr. Pedro Dias (Director do Museu do Vinho Bairrada) e o estatuto de Anadia – Capital Portuguesa do Tex!

Quem ainda não é sócio e queira fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser vistos aqui pode inscrever-se escrevendo via e-mail para José Carlos Francisco sendo necessário pagar uma jóia de inscrição de 5,00 € e uma quota mensal de 2,50 € (3,00 € se não for residente em Portugal).

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Tex – Horror e Magia no Velho Oeste

Por Jesus Nabor Ferreira*

As grandes aventuras de Tex e dos seus pards são, inegavelmente, aquelas vividas dentro do ambiente tradicional, o que convencionalmente chamamos de “velho oeste”.
Aventuras com os habituais cowboys, índios, militares, xerifes, foras da lei, criadores de gado, pioneiros, diligências, comboios, brigas nos saloons, tiroteios na rua principal, duelos ao entardecer, batalhas nas pradarias, cidades fantasmas, assaltos a bancos e longas perseguições. Mas a poderosa imaginação de G. L. Bonelli não permitiu que o criador de Tex se limitasse por estas convenções, trazendo então para este universo do western clássico uma verdadeira miríade de situações extraordinárias, que acabou por também conquistar uma grande legião de fãs. O fantástico e o sobrenatural ganharam espaço no cenário tradicional do oeste selvagem e seres espectrais e fantasmagóricos começaram a transitar lado a lado com as figuras tradicionais das personagens do género.

Uma das maiores criações dentro destes pressupostos é a figura extraordinária do Bruxo Mouro, El Morisco. Um dos mais antigos e importantes amigos do ranger, El Morisco está sempre disposto a ajudar os pards nas investigações de casos misteriosos, tendo sido ele o responsável por Tex ter vivido uma das mais inusitadas experiências psicadélicas da saga do ranger. Ahmed Jamal (El Morisco) é um estudioso, um cientista egípcio, mas que escolheu o México para viver, ao lado do seu assistente e amigo Eusebio.
Profundo conhecedor das ciências ocultas, esteve sempre disposto a desvendar os mistérios das antigas civilizações que habitavam o México antes da chegada dos conquistadores espanhóis. Os seus estudos também o levam incontáveis vezes a lugares distantes e, sendo também considerado como um “homem da medicina”, tem grandes amigos entre os shamans e curandeiros índios, bem como entre os médicos do exército americano. E é em auxílio de alguém que este simpático e astuto “bruxo” acaba por se envolver em grandes aventuras, repletas de mistério e perigos, sempre, claro, ao lado de Tex e seus pards.

Quando a lua cheia surge dominando a noite, ninguém na pequena aldeia dos Apaches Broncos está a salvo do terrível Diablero1, o ser sobrenatural que ataca todos os que ousam cruzar os seus caminhos.
Junto com ele está sempre uma linda mulher, uma jovem feiticeira que domina o estranho ser, Mitla, a Rainha da Noite. O fascínio que a bela índia causa nos jovens apaches da aldeia dos Broncos, faz com que eles a persigam noite dentro, afastando-se da proteção da aldeia e acabando por serem presas fáceis do monstruoso Diablero. A bela feiticeira parece possuir poderes sobrenaturais, pois domina uma alcateia de lobos e comanda também os terríveis morcegos vampiros denominados de “filhos da noite”.

Incapaz de lidar com estes assombrosos inimigos, o chefe da aldeia, Mangos, pede a ajuda de El Morisco, que, por sua vez, convida um militar, também estudioso das ciências ocultas, para o acompanhar à aldeia apache. Por um capricho do destino, Tex e os seus pards estão no forte quando chega a carta do Bruxo Mouro ao Capitão Walson, decidindo acompanhar o militar para encontrar o seu amigo Morisco. O que se verá a seguir não perde em nada para os melhores filmes de suspense e terror. A viagem do militar e dos pards ao encontro de El Morisco será marcada por diversas situações de verdadeiro perigo, pois a feiticeira Mitla tentará a todo custo impedir que o Capitão Walson se encontre com El Morisco, antevendo que, se ambos juntarem forças, talvez consigam pôr fim às suas atividades, trazendo um perigo mortal até mesmo para o temível Diablero.

O engenhoso roteiro de G. L. Bonelli deixa diversas perguntas em aberto no final desta aventura, pois afinal acabamos por conhecer pouco sobre a misteriosa e linda jovem Mitla. Apenas que vive com Guiamas, um gigantesco índio, no interior de um templo em ruínas, num vale secreto da Serra do Osso. Nem mesmo qual o grau de parentesco – se é que há algum – entre ela e Guiamas, ou ainda qual o motivo da sua “maldade”. G. L. Bonelli não nos dá nenhuma explicação, deixando para o leitor tirar as suas conclusões, o que torna estas personagens ainda mais fascinantes e misteriosas.

Na parte gráfica, Letteri constrói, através de imagens de composição cinematográfica, dignas dos melhores filmes de suspense e terror, um crescendo quase que angustiante, com a ação a desenvolver-se numa primeira fase em ambiente aberto, com a perseguição dos jovens apaches e a percepção de que eles não estavam sozinhos na noite enluarada e que uma criatura maligna rondava por perto e, por fim, a sugestão ao leitor de que algo terrível aconteceu com o jovem apache, insinuando, sem mostrar explicitamente, o horror.

Esta aventura dos pards contra Diablero marca o reencontro de Tex e Carson com o misterioso Bruxo Mouro, lembrando que a primeira vez que os rangers encontraram El Morisco foi durante a aventura O Tesouro do Templo. Nesta história, G. L. Bonelli utiliza um enredo até bastante comum nas aventuras de “faroeste”, o roubo de gado para revelar uma trama mais ambiciosa, em que uma antiga descendente dos Aztecas e do imperador Montezuma, a princesa Esmeralda, procura restaurar a grandiosidade dos seus antepassados expulsando os homens brancos, contando para isso com a ajuda de bandidos mexicanos que, por sua vez, utilizam uma tribo rebelde comanche, a quem oferecem cogumelos “mágicos”, os chamados Fungos Sagrados. E será por conta de um destes fungos que Tex irá viver uma inusitada experiência psicadélica. Mas não nos adiantemos…

Chegando a Pilares, Tex e Carson procuram logo pela casa do Bruxo Mouro e, após as apresentações, Tex explica o caso, dizendo que o Capitão Walson o aconselhou a procurar junto dele informações sobre os chamados Fungos Sagrados. El Morisco explica então que o fungo provoca, naqueles que o ingerem, experiências fantásticas, visões incríveis por conta da substância alucinógena que o fungo contém, derivada dos frutos do 2. Estas alucinações (ou visões), tanto podem ser relacionadas a percepções fantasiosas de acontecimentos ou eventos passados, como também previsões futuras. Tex logo entende o motivo dos índios comanches se terem aliado ao bandoleiro Fidel Romulio para cometerem os roubos de gado em troca de uma porção de fungos. O chefe dos comanches ganhou enorme prestigio entre os seus pares por controlar os fungos que permitem, a quem os use, comunicar com o grande espírito.

Carson, céptico como sempre, duvida dos efeitos dos fungos, mas El Morisco oferece aos dois pards a oportunidade de experimentarem o alucinogénio. Tex aceita e diz a Carson que irá sujeitar-se sozinho a esta experiência, provando o fungo. Poucos minutos depois, Tex viverá os efeitos “mágicos” do fungo, proporcionando-lhe, segundo o Bruxo Mouro, uma consciência mística, percepções alteradas de informações que se encontravam armazenadas no seu inconsciente, e também uma espécie de presságio. Os efeitos das visões são presenciados por Carson que se assusta com a reação do amigo.
Mas o Bruxo Mouro acaba por explicar aos dois pards o que de facto aconteceu…

Foi desta forma que se deu o primeiro encontro entre os pards e o misterioso Bruxo Mouro, nesta aventura repleta de ação e mistério. O templo azteca e o seu fabuloso tesouro permaneceram inalcançáveis para todos aqueles que tentaram profanar as suas galerias. A bela Esmeralda garantiu que ninguém tivesse acesso à sepultura sagrada e aos subterrâneos onde se encontravam os misteriosos fungos. Estes mesmos fungos são encontrados pela Rainha da Noite e este mesmo templo, no vale escondido, serviu de abrigo para Mitla e o seu companheiro Guiamas, fazendo assim uma perfeita ligação entre as duas aventuras.

Mais uma vez fica comprovada a incrível capacidade de G. L. Bonelli para desenvolver os seus roteiros perpassando diversas linhas argumentais. Mesmo trabalhando com assuntos corriqueiros ao género western, G. L. Bonelli encontra espaço para apresentar aos leitores elementos estranhos que enriquecem as suas histórias. O conhecimento enciclopédico do autor é usado para dar credibilidade e fundamentação aos seus textos.

A lincantropia, a lenda do homem-lobo, as antigas civilizações, os efeitos das drogas alucinógenas, são alguns dos temas destas duas aventuras, os quais, no entanto, não ficam em primeiro plano, pois o compromisso dos autores é alcançar para os seus leitores uma história repleta de ação, suspense e aventura. Mesmo que o cenário seja muitas vezes utilizado, G. L. Bonelli parece renovar a mesma e velha fórmula. Entre um tiroteio e outro, entre uma cena de perseguição ou ação desenfreada, há espaço para momentos de considerações, como as do bom Bruxo Mouro junto do chefe Bronco relativamente às motivações da jovem Mitla, ou ainda, a explicação a Tex e Carson dos efeitos do Peyote.

Outra curiosidade sobre estas duas aventuras diz respeito às inimigas enfrentadas pelos rangers. Tanto Mitla como Esmeralda acabam vítimas do seu destino, sem que os pards tenham uma participação direta no facto. Tex, aliás, nutre mesmo uma certa admiração sobre a personalidade de Mitla, chegando a dizer que gostaria de poder interrogá-la sobre os seus misteriosos poderes. Mas Carson, e principalmente Jack Tigre, não partilham das mesmas intenções do amigo. Diablero e O Tesouro do Templo são duas clássicas histórias que em nada perdem para as melhores, elencadas nas listas das mais lembradas de todos os fãs. Assim como Mitla e Esmeralda estão, para sempre, no panteão das grandes inimigas de Tex.

Outras grandes personagens da editora de Tex também já enfrentaram encarnações destes seres mitológicos. É o caso da aventura de Zagor em Zagor Contra o Homem-Lobo, de Dylan Dog em As Noites da Lua Cheia ou Martin Mystère em A Noite do Homem-Lobo. Todas estas fantásticas aventuras refletem o sobrenatural, o suspense e o terror dentro do cenário habitual onde cada herói actua. Dylan Dog e Martin Mystère transitam por misteriosas e desconhecidas vilas encravadas nos locais mais distantes, enquanto Zagor tem de enfrentar os licantropos nos Estados Unidos da primeira metade do
século XIX.

A lenda do lobisomem vem de tempos distantes, com origem em tradições europeias, tendo o mito do homem-lobo nascido na Grécia antiga. Segundo a lenda, um homem foi mordido por um lobo numa noite de lua cheia. E assim, sempre que a lua surja no céu em todo o seu esplendor, o homem transforma-se num lobo gigante e passa a atacar os demais animais e habitantes do lugar, só voltando à forma humana ao amanhecer.

 

Notas
1. Conforme a lenda mexicana e das tribos Yaquis, Diablero é alguém perverso que pratica magia negra e é capaz de se transformar num animal gigantesco.
2. O Peyote é o nome dado a um tipo de cacto encontrado no sudoeste dos Estados Unidos até à região central do México. O seu principal componente é a mescalina que, quando ingerida, confere efeitos alucinógenos. Era usado em diversos rituais religiosos pelos nativos dos povos antigos destas regiões.

* Texto de Jesus Nabor Ferreira publicado originalmente na Revista nº 7 do Clube Tex Portugal, de Dezembro de 2016.

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SECRET ORIGINS: TEX CLASSIC 24

Por Saverio Ceri [1]

A mais recente (à época) colecção bonelliana de Tex entrou no ano do 70° aniversario com a sua vigésima quarta edição. Como sempre aproveitamos a publicação para percorrer a história das capas de 1948 até hoje. 
Entre as duas capas elegíveis para este número a redacção escolheu mais uma vez a ilustração menos conhecida das duas, a do Albo d’Oro n°48. Abaixo pode conferir-se a capa de 2018 e, graças ao site www.collezionismofumetti.com, a vintage de 1954; no confronto a segunda ganha de longe em charme.

Tex Classic #24 – Gros-Jean, il meticcio

Albo d’oro Tex #48

Note-se como na capa do Classic Tex, apesar de ter uma arma na mão, Tex não atira nos índios, como fazia com os dois revólveres na capa de 1954.
A mudança de sensibilidade da opinião pública em relação aos nativos e ao seu quase extermínio no século XIX provavelmente levaram a Bonelli a fazer esta mudança.
Esta capa de Tex, no entanto, não é novidade para este tipo de modificações; o desenho de Galleppini já havia sido alterado em Maio de 1955, poucos meses após a sua publicação em Itália, para a capa do número 9 da série francesa Pampa. Nesse caso, acreditamos que a mudança foi ditada pelo facto de ser ainda uma jovem colecção e não ser bom mostrar que o herói atirava do alto da sua montaria nos índios apeados, ainda que armados e prontos para o matarem. Naquele caso Tex tentou deter os índios apenas com o uso das mãos! É um milagre que tenha sobrevivido.

Pampa nº 9

A mesma, improvável, versão com Tex desarmado, também foi utilizada pela editora brasileira Globo muitos anos depois, por ocasião do número 18 de Tex Coleção.

Tex Coleção #18

A capa “descartada”, a mais famosa, narra-nos a intervenção do mestiço Gros-Jean, um dos coadjuvantes recorrentes da saga, em socorro do Ranger que está para ser atacado pelas costas por um índio. Galep usou essa situação na capa pela primeira vez em 1952 para a décima raccoltina da segunda série, a denominada série bianca (branca). 

‘Cerchio di Morte’, con Tex Willer

Em Maio de 1954, o episódio de Gros-Jean foi reimpresso, pela primeira vez recomposto em três tiras, na colecção Albo d’Oro e Galep escolhe para a capa a intervenção do mestiço em favor de Águia da Noite, mudando a “telecâmara”. O cenário vertical da capa leva o ilustrador a optar por este enquadramento: com os três protagonistas vistos de frente, a cena é definitivamente de um impacto completamente diferente.

Albo d’oro Tex #47

A ilustração torna-se familiar aos leitores de Tex devido ao facto de ter sido escolhida em Janeiro de 1960, para ilustrar a capa do Tex Gigante nº 7 da 2ª série, ou seja a actual, e consequentementeem todas as republicações sucessivas. Para a ocasião desapareceu o Gros-Jean, tornando a situação ainda mais perigosa para Tex. Na redacção também decidem transformar o tipo de árvores da floresta, e fazer com que Tex vestisse uma vistosa camisa vermelha (após aquela laranja e amarela das duas precedentes versões), e um elegante chapéu branco, este último sem motivações cromáticas aparentes. Divirta-se descobrindo as outras pequenas diferenças curiosas.

Tex #7

Tutto Tex #7

Tex Nuova Ristampa #7

Saverio Ceri

Encontre todas as outras origens das capas de Tex Classic na rubrica Secret Origins: Tex Classic

[1] Material apresentado no blogue Dime Web em 13/02/2018; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2018 Saverio Ceri

Vídeo: Conferência Tex no evento Lucca Comics & Games 2022

No evento Lucca Comics Mauro Boselli, ladeado por Giorgio Giusfredi, Fabio Civitelli e Majo, conduziu a concorrida conferência dedicada às novidades que estão previstas nos próximos meses para os leitores de Tex e Tex Willer.

Como sempre, também na edição 2022 do Lucca Comics & Games a Sergio Bonelli Editore realizou uma conferência dedicada a Tex, o personagem mais famoso dos fumetti, na qual o curador e principal argumentista do mítico personagem Mauro Boselli contou algumas das novidades que estão previstas nos próximos meses para os leitores das séries dedicadas ao Ranger bonelliano.

A seu lado, o argumentista Giorgio Giusfredi e os desenhadores Fabio Civitelli e Majo também falaram sobre as suas últimas experiências texianas e das histórias nas quais estão a trabalhar actualmente.

De seguida exibe-se o vídeo integral da conferência. Boa visão!