Póster Tex Nuova Ristampa 101

Póster Tex Nuova Ristampa 101

Neste desenho da autoria de Claudio Villa, vemos Tex Willer em frente ao Alameda Hotel situado em Chinatown, o bairro chinês de São Francisco, atento ao desfile do longo dragão escoltado por um grupo de chineses – numa encenação da dança do dragão usada nas festas de fim de ano chinês – que estavam a preparar-se  para invadir o hotel e sequestrar Kit Carson.

Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #87 e inspirado na história “Quartiere cinese” de G. L. Bonelli e G. Letteri (Tex italiano #171 a #175).
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Texto de José Carlos Francisco

Meu pai é Tex

Texto originalmente publicado a 11 de Setembro de 2008, em www.mentelocale.it
Por Francesco Cascione

Meu pai é Tex

* A constituição discute-se, ele não. Está há sessenta anos na crista da onda, sempre igual, mas novo. A personagem que faz enlouquecer os pais.

Lilyth e Tex por Claudio VillaDesde que fui informado que o cowboy que faz enlouquecer os leitores mais maduros tem os mesmos anos da república italiana, o paralelo passa-me pela mente. Mas não é a única analogia que aflora, quando vejo a silhueta de Águia da Noite e percebo que as edições são 575. Tex Willer, nasceu no mesmo ano do meu pai.

Meu pai – como muitos outros sessentões – não ama a literatura da banda desenhada. Mas tendo em casa um filho, que desde que começou a ler, está sempre fascinado pelas “nuvens falantes”, nada pôde fazer a não ser notar que parte do pagamento de um tempo, hoje salário, fosse gasto em despesas com revistas de – como chama ele – banda desenhada para adolescentes.

Meu pai prefere ler livros – dos quais eu e minha irmã somos os seus “presenteadores” oficiais – e embora um pouco por curiosidade e um pouco para me dar satisfação um ou outro álbum  – eu os chamo assim – do Ranger por vezes ele lê e é com Tex que o vejo com o olhar que conheço bem: aquele de quem sabe fazer-se conquistar pelas aventuras do álbum . Porque Tex não é uma banda desenhada, muito menos uma banda desenhada para adolescentes, é Tex. Ponto final parágrafo.

Lilyth e Tex por Fabio CivitelliTex é provavelmente, a ponte com os sonhos que a sua geração – a primeira nascida depois da 2ª Guerra Mundial – fazia face às pradarias dos filmes de western. É a banda desenhada que explica aos leitores de hoje, qual e quanta seja a paixão de um leitor que – como se fosse um estimado amigo – ocasionalmente perde de vista o seu herói de papel, mas somente por um momento.

Para o aniversário número sessenta do próprio herói – um dos mais antigos da literatura de banda desenhada do mundo. Bonelli decidiu dedicar aos seus leitores, um número que celebra e recorda. A celebração está toda na capa de Claudio Villa – na qual aparece Lilyth, o grande amor de Tex, nas cores – desde sempre sinónimo de evento para a casa das ideias – e no título – Na trilha das recordações – edição com argumento de Claudio Nizzi e desenhada por Fabio Civitelli.

Mas não é tudo, porque os sessenta anos de Tex – a idade do meu pai – são também, os cem anos do nascimento do seu pai, Gianluigi Bonelli. No editorial de Sergio, filho de Gianluigi (e actual director geral da SBE) e para todos os efeitos, “irmão” de Tex – há também a recordação de que sobre aquelas pradarias, construiu um mundo que hoje, através de outras personagens, outras bandas desenhadas, outros desenhos, continua a fazer sonhar milhares de leitores.

“O Massacre de Goldena”, um romance de G. L. BonelliJunto à revista nº 575 de Tex – posto à venda em Setembro – é oferecido o livro “O Massacre de Goldena”,  um romance do criador de banda desenhada mais famoso de Itália, publicado em 1951.

Cores, celebrações e recordações para renovar uma paixão que não diminui nunca. Para compreendê-la, basta ver como os leitores de Tex – meu pai e os seus colegas – se afeiçoaram à colecção – colorida – que o La Repubblica e o L’Espresso enviam para os quiosques todas as quintas-feiras.

Sergio Bonelli“Inicialmente – conta Sergio Bonelli – estavam programados cinquenta volumes, hoje já a consideramos a enésima publicação da Casa Bonelli”.
Em casa já me pediram para levar os meus quadradinhos. Aquele espaço, depois de anos, o está reconquistando o Cowboy mais amado do mundo.

Boa leitura!
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Copyright: © 2008; Francesco Cascione
Tradução e adaptação a cargo de Joe Fábio Mariano de Oliveira e de Janete Rita Mariano de Oliveira.
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Tex Willer, o Pistoleiro: Trailer do filme!

TEX WILLER, O PISTOLEIROTEX WILLER: O PISTOLEIRO, foi o título adoptado em Portugal, do filme do Ranger, “Tex e il Signore degli Abissi”, dirigido por Duccio Tessari e produzido conjuntamente pela RaiTre e pela produtora Cinecittà em 1985. Já no Brasil o título adoptado foi fiel ao original: “Tex e o Senhor do Abismo“.

“Dizem que veio do norte, como os ventos gelados que assolam as pradarias durante o grande Inverno. Tex Willer, das longínquas montanhas prateadas à nascente do rio azul das longas canoas, seu nome era dito com respeito. A morte caminhava ao seu lado, pronta para atingir qualquer um que violasse a lei do homem branco. Seu espírito corria livre, sem fronteiras. E mesmo os índios aprenderam a respeitá-lo, e deram-lhe o nome de Águia da Noite. Então chegou o dia em que uniu seu sangue ao dos navajos. E após alguns meses, firmou na testa o símbolo da liderança: o sagrado wampum. A história logo se confundiria com a lenda, num tempo perdido entre a magia e a realidade. Deixem-me então contar sua história, e os dias de aventuras que o imortalizaram“.

Tex e il Signore degli abissi - Cartaz 1Tex e il Signore degli abissi - Cartaz 2

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Com esta introdução, narrada por um velho feiticeiro indígena interpretado pelo criador da personagem, Giovanni Luigi Bonelli, há mais de vinte anos (1985), iniciava nos ecrãs dos cinemas Tex e il Signore degli abissi, o primeiro e único filme oficial de Tex Willer, a lenda do Oeste e dos quadradinhos que há mais de seis décadas conquista e emociona fãs de várias partes do mundo com suas aventuras e seu ideal de justiça.

Num trabalho meticuloso e brilhante da autoria de Rodrigo Bratz, o Blogue do Tex apresenta o trailer do filme (com legendas na nossa língua) – sem pretensões comerciais, mas tão somente com a intenção da preservação histórica do filme de TEX  – numa vídeo-montagem de quase 4 minutos e que damos a conhecer aos Texianos.

Tex Série Normal: O Totem do Sacrifício

Tex nº 59 - O Totem do SacrifícioArgumento de Gianluigi Bonelli, desenhos de Fernando Fusco e capas de Aurelio Galleppini.
Com o título original L’idolo di smeraldo, a história foi publicada em Itália nos nº 168 e 169 e no Brasil pela Editora Vecchi no nº 59.

Encontrando-se a investigar sobre estranhos desaparecimentos de mulheres índias nos montes Keibab, Tex e Jack Tigre conseguem salvar a jovem Hanaba, quando esta se encontrava indefesa e abandonada numa canoa que se dirigia perigosamente para os rápidos rumo a uma morte certa. Hanaba conta que foi raptada pelos Hualpais e condenada à morte através de um sacrifício humano, ritual que aquela tribo vem praticando. Tex, com a ajuda dos Navajos, consegue iludir os Hualpais e introduzir-se sozinho na aldeia índia, onde vai libertar as squaws raptadas.

Tex prestes a entrar em acçãoEsta aventura marca a estreia de Fernando Fusco como desenhador na série e, por si só, trata-se de um acontecimento marcante no universo texiano. Depois de Galep, Letteri, Ticci e Nicoló, Fusco veio juntar-se a este grupo de desenhadores que marcaram a idade de ouro de Tex. O traço do desenhador ainda surge naturalmente incaracterístico, o que não significa que a aventura não seja ela toda bem desenhada.

Isto equivale dizer que, apesar de um excelente trabalho, o desenho de Fusco tende aqui ainda a seguir uma certa influência ticciana, patente no traço imprimido, mas também na própria composição texiana. Um Tex que adquire traços mais jovens e onde ainda não se nota o cinismo com que Fusco vai caracterizar posteriormente o herói.

Tex atingido

Toda a aventura é muito dinâmica, iniciando-se logo na cena do salvamento de Hanaba, onde Fusco consegue compor páginas memoráveis da história texiana. Na verdade, o autor logra interpretar a contento todo o espaço exterior envolvente da cena, mas sobretudo a luta ansiosa que a squaw e Tex vão tendo para fugirem de uma morte certa. Este papel de Hanaba reduz-se a pouco mais, remetendo-se apenas à explicação do sucedido e uma curta participação no plano de Tex com os Navajos.

Tex em acçãoMas Bonelli acaba por dar outro protagonismo às squaws, uma vez que se Hanaba desaparece de cena a certa altura, do mesmo modo emergem as jovens raptadas no protagonismo dos acontecimentos, auxiliando Tex na sua tarefa de as salvar das mãos dos Hualpais e na derrota destes. Uma derrota que assume contornos algo dramáticos, patente na morte de uma das squaws, a mais corajosa do grupo, mas também na destruição da aldeia dos Hualpais e na sua condenação a um exílio forçado, por ordem de Tex, assumindo assim um dos vectores bonellianos tão característicos do herói: lutar contra os malfeitores estejam estes de que lado estiverem.

Texto de Mário João Marques

Capa de Tex italiano # 529: Il pueblo sacro

Claudio Villa... e os rangersDevido ao seu talento, em 1994, Claudio Villa foi chamado para substituir Aurelio Galleppini na árdua missão de realizar as capas de Tex, trabalho esse que Villa aceita com grande humildade e ao mesmo tempo grande entusiasmo e que continua a fazer ainda hoje tão brilhantemente, apesar de ser cada vez mais difícil, criar situações verdadeiramente novas para representar, porque tem atrás de si quase 600 capas do Ranger e há que procurar não repetir situações parecidas e por conseguinte, a cada nova capa Claudio Villa “sofre” um pouco mais!

Mas até chegar à capa que vai para a gráfica, o trabalho de Claudio Villa passa por sucessivas fases de realização. São as diversas fases – que incluem vários estudos – da capa da edição italiana de Tex nº 529, intitulada “Il pueblo sacro” que damos hoje a conhecer no blogue do Tex:

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