Capa de Tex italiano # 499: Gli eroi del Texas

Dorival Vitor Lopes e Claudio VillaClaudio Villa (junto do editor Dorival Vitor Lopes, na foto ao lado), um autêntico Mestre do desenho é reverenciado pelos amantes das histórias aos quadradinhos como um dos melhores desenhadores de todos os tempos, sobretudo no que se refere a Banda Desenhada realística, uma arte bem mais difícil, mas que lhe permite representar a realidade, tal qual como ele sempre quis.

O “seu” Oeste é perfeito, sem um único detalhe fora do lugar, realizado com um estilo que consegue ser ao mesmo “sujo” e refinado, clássico e moderno, para não falar daqueles elementos que são problemáticos para todos os desenhadores (como armas e cavalos) e que Claudio Villa desenha como se fossem os desenhos mais naturais do mundo.

E não é para menos, pois ele é dono de um traço inacreditavelmente detalhado, cada capa sua de Tex é um convite a uma observação atenta por parte do leitor e nós aqui no blogue do Tex damos a conhecer uma vez mais, várias fases e estudos de uma capa do Ranger: desta vez “Gli eroi del Texas” (Tex nº 499).

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Fanzine “A Conquista do Oeste” – Maio/Novembro 2001 – Páginas 64 e 65 – Rick O’Shay

RICK O’SHAY
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Rick O'Shay nas suas várias fases de publicação, desde 1959 até 1973
Fanzine “A Conquista do Oeste” – Página 64Esta é também uma das personagens que não poderíamos deixar de incluir aqui, não pelo seu sucesso, embora tenha sido razoavelmente divulgada no nosso país, mas porque é o ultimo “herói” de “western” a ser publicado aos jornais. Stan Lynde, ao criar esta série em 1958, tinha a intenção de se dedicar a um trabalho realista, o mais possível fiel à verdadeira vida do Oeste, já que ele próprio vivia num rancho em Montana e conhecia a fundo o ambiente que o rodeava. Mas o Sindicato queria uma personagem humorística…

“Rick O’Shay” inicia-se a 27/4/58 como prancha dominical e como tira a 19/5/58. A acção da série situa-se em “Conniption”, uma pequena cidade estereotipada e anacrónica do Oeste. “Rick” é um jovem louro e simpático xerife. As personagens secundárias são o seu ajudante “Manuel Labor”, “Deuces Wilde”, um “mayor” fiel mas um jogador inveterado, “Hipshot Percussion”, um pistoleiro de coração de ouro, “Gaye Abandon”, a proprietária do Salão, que tem um fraquinho por “Rick”, a tribo de índios vizinha, etc..

Arte de Stan LyndeAs peripécias narradas em cada aventura de “Rick O’Shay”, seguem um percurso caricatural do Oeste e não faltam por isso, várias cenas de humor, embora nem sempre muito bem conseguidas. Com o tempo a série vai melhorando, deixando de parte o caricato e entrando mais no realismo. A partir de 1964, dá-se o rompimento total e  “Rick O’Shay” transforma-se numa verdadeira série de aventuras de “cow-boys”.

Stan Lynde consegue então dedicar-se em pleno ao seu sonho, desenhar uma série realista. As personagens mantêm-se e o nosso “herói” acaba por casar com “Gaye” em 13/4/73 e terão dois filhos: “Guyat” e “Seth”. Entretanto “Rick” torna-se “marshal” e tem como ajudante o índio “Olho de Perdiz”.

A prova do álcool num condutor de diligências em Rick O'Shay

As paisagens são cada vez mais perfeitas e soberbas na sua concepção, ao mesmo tempo que o artista atinge o seu apogeu na criação, tomando cada vez mais autêntico os seus traços. Ao mesmo tempo, a série consegue conquistar novos leitores, devido aos factos que vai narrando, já que a série acaba por ser semi-autobiográfica. O “herói” vive nas suas histórias as experiências do seu autor, dos cinco filhos que terá e do seu próprio pai.

Fanzine “A Conquista do Oeste” – Página 65A 7 de Maio de 1977 resolve abandonar a série, depois de divergências que teria com o Sindicato. “Rick O’Shay” passará a ser escrito por Marian Dern e desenhado por Alfredo Alcala, por pouco tempo, já que será Mel Keefer a continuar a desenhá-la até ao fim, em Fevereiro de 1981.

Mais tarde, Stan Lynde resolve publicar a sua personagem num álbum barato, já que possuía os seus direitos. Em 1992 publicará uma nova aventura de “Rick” em 64 páginas, sob a forma de “comic-book”.
Em Portugal a série foi divulgada no “Jornal do Cuto” e no “Mundo de Aventuras”.

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Tex Willer por Fred Macêdo

Fred MacêdoO blogue do Tex tem o privilégio de apresentar em mais um exclusivo, o primeiro trabalho de Tex com uso de cores digitais realizado pelo desenhador Fred Macêdo, uma vez que no presente o conceituado artista brasileiro está a familiarizar-se com a pintura digital. E este primeiro trabalho de colorização incidiu no desenho comemorativo dos 60 anos de Tex, que Fred Macêdo fez por ocasião do 60º aniversário do Ranger.

Fred, conforme se pode constatar lendo a sua entrevista ao nosso blogue, nasceu a 30 de Junho de 1972, na cidade de Fortaleza, capital do estado do Ceará, Nordeste do Brasil e desde garoto sempre teve facilidade com  a arte de desenhar e hoje em dia colabora com o conceituado artista, roteirista e tradutor Wilson Vieira.

Tex Willer por Fred Macêdo

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