ENCONTRO NO DESERTO PINTADO, é o título de mais uma incursão, mais precisamente a décima, relacionada com o mundo de Tex Willer, realizada pelo texiano Anthony Steffen, numa nova acção que visa uma vez mais divulgar sobretudo o excelente fórum (italiano) de Tex Willer.
Desta vez, Anthony Steffen quis “animar” um dos mais belos tiroteios de toda a saga de Tex, aquele ocorrido na edição italiana nº 347 intitulada “Zhenda” (no Brasil Tex nº 257 “A Bruxa Enlouquecida” e Tex Ouro nº 20 “A Volta de Zhenda“), onde os quatro pards, num espectacular jogo de equipa, têm que lidar com um grupo de traficantes de armas liderados por Jim Walcott.
Um conflito de cerca de 25 páginas que compreendeu mais de 100 vinhetas, para um vídeo brilhante e cheio de acção, de pouco mais de 4 minutos.
Nesta mais recente vídeo-montagem de Anthony Steffen, podemos ver toda a dramaticidade cinematográfica da cena devido a um uso praticamente perfeito na escolha de tempos, cores, imagens e sons:
Com esta magnífica ilustração, colorida a aguarela (e com as indicações do próprio artista para a versão definitiva) da autoria deMestre AURELIO GALLEPPINI, por sinal, a sua última capa de Tex (nº 400, de Fevereiro de 1994, tendo desenhado todas até então) e a última obra de uma brilhante carreira dedicada ao desenho (Galep faleceria pouco depois, a 10 de Março desse mesmo ano) onde Tex Willer se despedia daquele que foi o seu criador gráfico e principal desenhador, nós do blogue do Tex dizemos adeus a 2009edesejamos um FELIZ ANO NOVOe um 2010 repleto de esperanças, realizações, harmonia e muito sucesso a todos os Texianos que nos honram com as suas assíduas visitas!
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Do nosso colaborador italiano, Carlo Monni (que vemos na foto ao lado), recebemos uma informação actual e provavelmente definitiva, sobre a programação editorial dedicada a Tex, pela Sergio Bonelli Editore em 2010, depois de uma rápida, mas atenta leitura do quadro afixado na editora com a programação para 2010, aquando de uma sua recente visita à editora, ocorrida a 15 de Dezembro.
A única novidade digna de relevo é a confirmação da história a ser publicada em Novembro e Dezembro. Quanto ao resto, tudo dentro do previsto pelo nosso correspondente, aquando das últimas novidades trazidas a propósito das histórias em produção.
Aproveitando então o facto de já estar definida praticamente a 100% a escala das histórias do ranger em 2010 pela Sergio Bonelli Editore e que só qualquer imprevisto pode levar a alguma alteração, vamos então publicar a programação completa na Itália para o ano de 2010, dando um rápido olhar sobre cada uma das histórias. Como de costume, Carlo Monni também menciona os títulos provisórios quando os conhece.
2010
JANEIRO Tex n° 591: Faraci & Bruzzo
“L’uomo di Baltimora”
Estreia de Giovanni Bruzzo em Tex. Uma história que tem como protagonistas Tex, seu filho Kit Willer e ainda um escritor de romances em busca de inspiração.
Almanacco del West 2010: Nizzi & Fusco “La banda dei messicani”
História que marca a despedida de Fernando Fusco como desenhador na saga de Tex, depois de quase 36 anos ininterruptos. Os culpados de um ousado roubo ainda estão escondidos na floresta, mas Tex, com a ajuda do seu filho Kit, tem um plano para os desalojar!
FEVEREIRO
Tex n° 592: Faraci & Bruzzo
“Destini incrociati”
Conclusão da história de 220 páginas iniciada em Janeiro.
MARÇO, ABRIL E MAIO
Tex n° 593, 594 e 595: Boselli & Font
“Título desconhecido”
História de 330 páginas que tem algo a ver com intrigas … Um famoso crime ocorrido há alguns anos, parece ter retornado à actualidade quando um desconhecido tenta desvendar uma antiga conspiração em que muitos estão envolvidos e uma misteriosa vingança começa a tomar forma através de factos aparentemente sem relação entre si.
JUNHO
Tex n° 596: Nizzi & Ortiz
“Título desconhecido”
Início de uma nova história de 220 páginas e que se centra sobre o retorno de Cão Amarelo, o antagonista de “”Gli eroi di Devil Pass” (Os heróis de Devil Pass). Acção não faltará porque está cheia de tiroteios!
Texone nº 24: Nolitta/Boselli & Suarez “Cuba Libre”
Tex Gigante ambientado em Cuba e que nasceu “a pedido” do artista cubano e cujo argumento da autoria de Guido Nolitta (Sergio Bonelli) tem como pano de fundo a 1ª Guerra de Independência Cubana, iniciada em 1868 e conhecida como a “Guerra dos 10 anos”. O roteiro por sua vez é da responsabilidade de Mauro Boselli.
JULHO
Tex n° 597: Nizzi & Ortiz
“Título desconhecido”
Conclusão da história iniciada no mês anterior.
AGOSTO E SETEMBRO
Tex n° 598 e 599: Ruju & Garcia Seijas
“Ranger del Texas”
Início de uma aventura tipicamente western, de 220 páginas.
OUTUBRO
Tex n° 600: Nolitta/Boselli & Ticci
“Iguerrieri del fuoco”
Sexto álbum centenário e portanto, colorido, tendo nascido o argumento de uma conversa descontraída entre Sergio Bonelli e Mauro Boselli e que nos traz uma aventura de carácter misterioso, ambientada no Canadá, com todos os quatro pards e com a participação de Jim Brandon. Os adversários serão uma misteriosíssima tribo de índios antropófagos…
Maxi Tex nº 14: Faraci & Diso “Título desconhecido”
Tex e Carson participam numa aventura rica de flashbacks (que não envolvem o passado de Tex) e ambientada em boa parte, nas Caraíbas.
NOVEMBRO E DEZEMBRO Tex n° 601 e 602: Nizzi & Rossi
“Intrigo militare”
No Novo México, um tráfico de armas envolve militares corruptos e aspirantes revolucionários mexicanos! Os dois rangers são chamados pelo General Davis para ajudar-lhe a resolver a situação bastante complexa, mas em Albuquerque, local do encontro secreto, Davis não aparece: está literalmente desaparecido. Foi sequestrado para impedir que descobrisse uma conspiração entre dois oficiais corruptos, um americano e outro mexicano! Tex e Carson, metem-se obviamente no seu rasto…
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Argumento de Claudio Nizzi, desenhos de Giovanni Ticci e capa de Aurelio Galleppini.
Com o título original Fiamme di guerra , a história foi publicada em Itália nos números 297 a 299 em 1985 e no Brasil pela Mythos Editora em Janeiro de 2003.
Tex é chamado por Howard Walcott, vice-governador da Virgínia e homem em ascensão política. Tex conhecera Howard durante a Guerra da Secessão, quando travou conhecimento com os seus dois sobrinhos, John e Leslie Walcott, dois primos que lutaram em lados opostos durante o conflito. Durante a viagem de comboio até à Virgínia, Tex conta a Carson as aventuras vividas, sobretudo ao lado de John, oficial nortista que vai ser capturado pelos sulistas depois de ter roubado um carregamento de ouro aos confederados. Seguros de que John estava na posse do ouro, os unionistas vão pedir a Tex que resgate John da prisão de Anderville onde se encontrava cativo. Depois de se evadirem, John conta a Tex que desconhece o paradeiro do ouro, um mistério que se mantém até agora e cuja verdade Howard Walcott parece estar finalmente disposto a revelar.
A Guerra da Secessão que ocorreu nos Estados Unidos, por constituir um dos episódios marcantes da História norte americana, tem o seu relevo nas aventuras texianas, tendo alguns autores aproveitado este filão para assinar algumas das melhores histórias da série. “Tra Due Bandiere” é marcante neste universo, mas enquanto G.L. Bonelli não tomou partido por nenhuma das partes em confronto, assumindo antes uma acerbada crítica sobre os malefícios da guerra, Nizzi com “Fiamme di Guerra” interpreta o confronto de ideias, das posições e das filosofias políticas em jogo no conflito. Na figura de dois primos, que debaixo do mesmo tecto perfilhavam diferentes visões do rumo a seguir pelo seu país e sobretudo do futuro de toda uma sociedade, Nizzi vem jogar com este confronto, logrando até ir mais longe ao afirmar que o Norte representava o lado justo e a modernidade contra um sul sustentado numa economia onde coabitavam poucas famílias ricas que exploravam inúmeros escravos pobres.
Também realizada em flash-back, como a aventura escrita por G.L. Bonelli, o argumento de Nizzi, no entanto, não vem tratar das partes em confronto ou dos sucessivos acontecimentos da guerra, optando antes por situar concretamente a acção num episódio isolado e imaginário para daí partir em busca da visão crítica do seu autor. Ou seja, este “Fiamme di Guerra”, apesar de nos apresentar a realidade pura, dura e crua de um campo de prisioneiros, é mais uma aventura que se passa durante a Guerra da Secessão do que um retrato amplo dos sucessivos acontecimentos do conflito, que nos parece mais adequado na aventura de G. L. Bonelli.
Tivemos oportunidade de ler esta aventura na sua versão a preto e branco, tal como Ticci a fez, mas também na versão colorida publicada pela prestigiada Mondadori e convém aqui salientar o facto que a cor e o formato maior não retiram nada das qualidades gráficas de Ticci. Pelo contrário, o maior formato confere outra grandeza ao traço do desenhador genovês, senhor de uma aptidão por demais conhecida e apreciada por todos os leitores texianos. Ticci é assim o fiel intérprete de um argumento muito sólido de Nizzi, que nos dá mais uma visão de um conflito marcante na história de uma nação em crescimento e expansão dentro dos seus próprios limites geográficos.