O blogue português do Tex foi citado uma vez mais em uma edição italiana, desta vez no livro que tem como título ”GUIDA BONELLI – TUTTE LE EDIZIONI STRANIERE” (Guia Bonelli – Todas as edições estrangeiras), obra da autoria de Antonio Mondillo, publicado em Outubro de 2009 por Alessandro Tesauro Editore.
Trata-se de uma verdadeira e própria “enciclopédia” de cerca de 270 páginas, onde se pode encontrar nos vários capítulos dedicados aos heróis bonellianos, a história das diversas editoras e das várias colecções Bonelli nas respectivas nações onde foram publicadas, inclusive em Portugal, assim como a cronologia dos títulos na língua original e respectiva tradução para italiano e ainda milhares de capas a preto e branco na sua maioria, mas também a cores, com particular relevo para aquelas inéditas realizadas para o mercado externo.
O motivo de tal citação, como se pode ver acima, prende-se com o destaque dado à edição lusitana do Ranger, cuja transcrição para a nossa língua apresentamos de seguida:
Em Portugal são publicados desde há anos as séries brasileiras. Em Agosto de 2005 foi publicado um especial a cores “Tex Contra Mefisto” integrado na Colecção BD Série Ouro. A História e o formato foram reproduzidos do número 2 da Série Ouro italiana publicado pelo “La Repubblica” dedicada às reedições a cores de importantes histórias de grandes personagens da banda desenhada. Em Portugal é publicada também uma bela revista de banda desenhada, o BDJornal e são organizadas diversas exposições dedicadas a Tex, com grande interesse do público. De assinalar, além disso, na Internet também o valioso “Blogue do Tex” rico em notícias, ao cuidado do simpático José Carlos Pereira Francisco.
Inútil dizer que o espaço maior, cerca de 100 páginas, é dedicado ao nosso Ranger, com imensas capas jamais vistas e vários desenhos inéditos da autoria de diversos autores estrangeiros, como por exemplo alguns desenhos publicados ORIGINALMENTE aqui no blogue português do Tex – da autoria de Adauto Silva, Alfonso Font, Antonio Moreira, Fred Macêdo e Jean Okada – facto que muito nos orgulha e que mostra bem o alcance, a popularidade e a importância do blogue português do Tex hoje em dia.
Ainda no campo português, este Guia Bonelli, dedica várias páginas às edições de Zagor (16) e Mister No (12) publicadas em 1978 e 1979 pela Portugal Press sem autorização da Casa Bonelli, mostrando inclusive 16 capas das edições portuguesas, na sua maioria da autoria do desenhador português Carlos Alberto Santos, assim como dedica um espaço aos 2 álbuns de Ken Parker publicados pela Editora Asa em 2003 e 2004.
O livro que tem um preço de 22,00 € concluí-se com a biografia dos autores estrangeiros que colaboraram com a Sergio Bonelli Editore (e também com este Guia) que tenham interpretado Tex ou outras personagens Bonelli no estrangeiro com destaque para os artistas brasileiros Adauto Silva, Antonio Carlos Moreira, Fred Macêdo, Jean Okada, Jô Oliveira, Mateus Silva da Silva, R. Sbrissa, Watson Portela e Wilson Vieira.
Informa-se também, que está ainda disponível, o primeiro livro da autoria de Antonio Mondillo, publicado em 2008, intitulado “TEX TRA MITO E STORIA“ (Tex entre o mito e a história), 192 páginas no formato 17 X 24, onde vem traçada uma biografia de Tex com datas e personagens históricas e um meticuloso texto sobre como reconhecer todas as edições originais e não censuradas da série regular italiana e ainda um guia sobre as edições estrangeiras e vários desenhos inéditos, em particular um desenho a cores de Aurelio Galleppini, onde Tex beija uma dama desconhecida e tem também um custo de 22,00 €.
Ambas as edições poderão ser encomendadas ao autor italiano por quem as desejar, que acrescentará ao valor do(s) livro(s) os portes postais, através de um contacto para o seu e-mail: antmond@libero.it
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Rouxinol do Rinaré: Nasci a 28 de Setembro (mês de Tex) de 1966, em Rinaré (pequeno lugarejo, com um açude enorme e imensos rochedos que lembram alguns cenários das aventuras de Tex), no sertão central do Ceará (Estado do Nordeste do Brasil).
Nas minhas 4 décadas de existência já fiz um pouco de tudo: trabalhei no campo (sou filho de agricultor), na indústria têxtil, vendi livros, fui fotógrafo amador, trabalhei no comércio de frutas (CEASA) e actualmente vivo da minha literatura. Sou poeta cordelista com mais de 70 títulos publicados (entre folhetos e livros) por várias editoras do Brasil, trabalhos que assino com o nome artístico Rouxinol do Rinaré.
Minha renda vem dos direitos autorais e das Oficinas de Literatura de Cordel que ministro.
Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada? Rouxinol do Rinaré: Meu interesse pela Banda Desenhada nasceu em 1978, quando saí do campo e vim morar na capital do Estado (Fortaleza), com o meu irmão mais velho, recém-casado. Aliás, o meu irmão, Severino Batista, influenciou-me muito na minha formação como leitor. Primeiro com as leituras dos “romances” de cordel e depois com as BD’s.
Quando descobriu Tex? Rouxinol do Rinaré: Eu já lia outras histórias em quadradinhos, mas Tex conheci em 1984, por meio desse meu irmão que lia um pouco de tudo. Daí foi paixão à primeira vista! Então, como eu não tinha condições de comprar, comecei a trocar por Tex todas as revistas que já possuía…
Era um martírio ler o famoso “continua no próximo número”, pois muitas vezes dependia dos outros para saber o final da história.
Porquê esta paixão por Tex? Rouxinol do Rinaré: Dentre outras coisas porque me identifico com a personagem italiana em tudo… Tex (ou Bonelli?) vê o mundo como eu vejo, principalmente no que diz respeito aos valores: não julgo ninguém pela sua condição social nem pela cor de sua pele e fico indignado com os “esquenta-poltronas” (os políticos burocratas e corruptos). Além disso, como não tenho formação académica, costumo dizer que a Literatura de Cordel e a revista Tex foram as minhas faculdades. Levando em conta a pesquisa histórica de Bonelli (quem lê Tex sabe) ninguém se assuste se eu afirmar que toda uma bagagem de “conhecimento geral” adquiri com uma revista Tex em mãos: a disputa por domínio de fronteiras entre o México e os Estados Unidos, as influências e questões da França com o Canadá, a Guerra de Secessão, as histórias das colonizações e o massacre dos povos indígenas, particularidades das culturas árabes, chinesa, grega etc., etc….
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Rouxinol do Rinaré:Tex é um herói mais real, “de carne e osso”, digo, sem super-poderes.
Suas indignações, seu senso de justiça, sua coragem e capacidade de solucionar tramas complicadas fascinam-me!
Sendo você um tão conceituado poeta da literatura cordelista, alguma vez escreveu algum cordel inspirado em Tex? Rouxinol do Rinaré: Sim. Meu cordel “O JUSTICEIRO DO NORTE” tem influência de Tex, principalmente no que diz respeito à ambientação, ou seja, a minha personagem é fictícia, mas o cenário da história é real. Começa no Nordeste e termina na Amazónia (no Norte), com episódios em períodos históricos (bem conhecidos pelos brasileiros) que vão desde as grandes secas, o tempo do cangaço, ao famoso “ciclo da borracha”.
A origem da personagem também lembra Tex (o herói que vinga a morte do pai e começa a fugir e fazer justiça mundo afora), mas a inspiração, na verdade, foram alguns cangaceiros famosos, como Antonio Silvino (que inclusive aparece no enredo), que viveram antes de Lampião.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Rouxinol do Rinaré: Minha colecção é modesta, devido à minha condição financeira. Tenho cerca de 600 revistas: as da extinta editora Vecchi, algumas da Rio Gráfica, da Globo (poucas, incluindo as coloridas e o 1º almanaque) e estou tentando comprar todas as especiais da Mythos, sempre que há lançamentos.
Todas são importantes, mas orgulho-me de possuir o livro capa dura “O ÍDOLO DE CRISTAL” (inclusive tenho-o repetido para permutar), a edição nº 1 da Vecchi (O Signo da Serpente) e 2 BESTSELLERS da Itália que ganhei de presente do meu amigo italiano Alex Grecchi.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Rouxinol do Rinaré: Quero coleccionar tudo, mas não tenho conseguido muita coisa, além das revistas e livros. Tenho umas blusas personalizadas que mandei pintar e uma estatueta que paguei para um escultor fazer. De material oficial tenho o Chaveiro (que acompanhou a Tex Anual nº 6 do Brasil), alguns pósteres e o bóton (pin) português dos 60 anos de Tex no Festival da Amadora.
Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir? Rouxinol do Rinaré: O disco (compacto) de Tex e o Álbum de Figurinhas (que circulou no Brasil em 1981), que não teve tiragem para o Nordeste, estes tenho muito interesse em possuir.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Rouxinol do Rinaré: Resposta difícil esta… Vou destacar 3 histórias: “Navajos em Pé de Guerra”, “A Fabulosa Cidade de Ouro” e “O Grande Rei”. Dos desenhadores gosto de vários, mas destaco Galep, Erio Nicolò, Letteri e Claudio Villa. Já o argumentista maior foi mesmo o velho Bonelli, sem desprezar os demais!
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Rouxinol do Rinaré: Acho que já falei o que me agrada mais na personagem: seu senso de justiça, sua coragem e inteligência. O que me agrada menos é o facto de ele quase não ter tempo para o amor. Coloco-me no lugar dele e, como gosto das mulheres, acho uma falha nesse aspecto do enredo (…risos…).
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Rouxinol do Rinaré: Creio que é um conjunto de detalhes e valores com os quais pessoas diferentes se identificam… Somam-se tudo que já citei antes, ao facto de Bonelli não se deter ao faroeste clássico, ou seja, além do convencional enredo westen muitas histórias do Tex acontecem em lugares diferentes e se reportam a épocas diferentes, com as situações das mais diversas: civilizações e mundos perdidos, seitas de fanáticos, magia e terror, espionagem, aventuras em alto mar, enredo com uma pitada de ciência (especialmente quando aparece o Bruxo Mouro) e até extra-terrestres.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Rouxinol do Rinaré: Actualmente sim, mas passei um período meio sem ter oportunidade de contactos. O acesso à Internet facilitou bastante, tanto para contactos com pessoas do universo do Tex, quanto do Cordel.
Como vê o futuro do Ranger? Rouxinol do Rinaré: Nosso herói ainda vai encantar muitas e muitas gerações de leitores… VIDA LONGA PARA TEX!
Para concluir, poderia nos brindar com um poema dedicado a Tex ? Rouxinol do Rinaré: Claro que sim, e com prazer. Segue:
UMA LENDA DO OESTE
No oeste há uma lenda
Que ultrapassa fronteira
Um mito que se confunde Com história verdadeira
Um herói que sua saga
Vai de fogueira em fogueira…
O sol com o olhar de fogo
Impiedoso, escaldante,
Aquece as rochas do Canyon
Por onde desafiante
Vai passando um cavaleiro
De porte impressionante!
A cavalgar um corcel
Belo, possante e ligeiro,
Impõe respeito e poder
O porte do cavaleiro
Com dois revólveres nos coldres
Parecendo um pistoleiro.
Era um herói solitário
Quando a saga começou
E como fora-da-lei
No oeste cavalgou
Mas fora um mal entendido
Que mais tarde superou…
Humilhações, injustiças,
Nosso herói não admite.
Em defesa do mais fraco
Supera qualquer limite:
Transpõe desertos e vales
No cavalo Dinamite.
Cavalgando por desertos,
Da morte vendo a miragem,
Por vales e pradarias
Com destemor e coragem,
Nosso herói tem vida intensa No velho oeste selvagem!
Seu travesseiro é a sela,
Entre as feras faz pernoite.
Amigo do homem honrado,
Mas pro patife é açoite.
Respeitado entre os navajos
Como o chefe “Águia da Noite”.
Quem é esse cavaleiro
Que o perigo ousa enfrentar?
Não me pergunte, ouça o vento
O seu nome sussurrar:
Willer… Tex Willer,
Um justiceiro sem par!
Prezado pardRouxinol do Rinaré, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu. Rouxinol do Rinaré: Eu é que agradeço, pelo privilégio de participar deste tão conceituado BLOGUE.
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Tanti auguri di buon Natale e felice anno nuovo a tutto il popolo dei texiani portoghesi e brasiliani!
Votos de um feliz Natal e feliz ano novo a todos os texianos portugueses e brasileiros!
Lucio Filippucci .
.
Com as sinceras palavras acima e com o desenho original do Mestre italiano LUCIO FILIPPUCCI em exclusivo para o blogue português do Tex, votos de um Bom Natal a todos os Texianos que nos honram com as suas assíduas visitas!
Caríssimos pards,
O blogue do Tex, deseja a todos os Texianos que nos honram com a sua visita, um FELIZ NATAL, cheio de paz, saúde, amor, alegria, realizações, prosperidade e porque não, cheio de Tex’s!
Desejamos também a todos, um Próspero Ano Novo de 2010, onde esperamos continuar a ser a sua companhia, e a companhia de tantos TEXianos do mundo inteiro que encontram no blogue do Tex um sítio seguro, para navegar em águas calmas e enriquecedoras na Internet!
Cumprimentos para a grande família Texiana, da parte de toda a equipa do blogue do Tex, representada no desenho original (e alusivo à quadra), realizado pelo bravo desenhador brasileiro ADAUTO SILVA, natural do Rio de Janeiro, onde nasceu em 19 de Dezembro de 1956. Adauto Silva que no decurso da sua carreira desenhou capas e ilustrou algumas histórias de populares personagens, tais como Riquinho, Bolota, Recruta Zero, Sítio do Pica-Pau Amarelo, Fantasma, etc., etc., mas para conhecer melhor este Mestre brasileiro da 9ª Arte, não deixe de ler a entrevista que Adauto Silva concedeu ao nosso blogue.
(Para aproveitar a extensão completa do desenho, clique no mesmo)
.
Do jovem fã e coleccionador português de Tex, Rolando Marques, nascido a 17 de Agosto de 1971, morador em Alverca do Ribatejo nos arredores da capital portuguesa e que profissionalmente, trabalha numa empresa de telecomunicações, na área de serviços e gestão de projectos, recebemos mais alguns desenhos de sua autoria sobre o universo Texiano, com especial ênfase para vários alusivos ao Natal, como forma de celebrar a quadra natalícia que atravessamos e que nasceram de um passatempo ao qual o pardRolando Marquesse dedica sempre que pode, embora tendo menos tempo disponível do que gostaria para se dedicar a este prazeroso passatempo de desenhar.
Rolando Marques colocou diálogos de circunstância, em parte dos desenhos (alguns repetidos, variando o cenário), numa divertida conjugação do tão usado (pelos pards) termo “Satanás” com “Feliz Natal” conforme se pode constatar observando os inusitados desenhos que reproduzimos aqui no blogue do Tex e que mostram que mesmo no Velho Oeste americano, os tiroteios e os roubos de gado paravam na época natalícia para dar lugar aos festejos e votos referentes ao Natal.