Desta vez, Claudio Villa, brinda-nos com uma sua ilustração onde Tex Willer está em Fresno, território americano, ameaçando um gordo balseiro, já depois deste ter levado uma bela lição do Ranger por não querer transportá-lo para a outra margem (a canadense) do Rio Milk.
Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Missione a Great Falls” de Guido Nolitta e Fernando Fusco (Tex italiano #203 a #207).
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A edição brasileira de Tex Willer, número 482, editada em Dezembro de 2009 pela Mythos Editora, contém nas suas capas interiores, uma reportagem da autoria do editor Dorival Vitor Lopes, onde ele escreve e nos mostra imagens da mais recente visita feita por ele próprio, por Júlio Schneider e por José Carlos Francisco à Sergio Bonelli Editore!
Para saber tudo, mas mesmo tudo, sobre mais esta viagem de sonho na companhia de Tex e alguns dos seus autores, não deixe de ler a reportagem da autoria de José Carlos Francisco: Em Rapallo e Milão, com Tex e seus autores
Entretanto passemos ao teor do Tex nº 482:
Milão, Itália.
Nessa belíssima cidade, uma das capitais mundiais do vestuário e do design, está localizada também a sede da maior produtora de quadradinhos da Europa, a Sergio Bonelli Editore, a Casa de Tex. Na última semana de Outubro suas portas se abriram para receber três deslumbrados visitantes, que ali voltavam depois de alguns anos: o editor brasileiro de Tex, o articulista e tradutor de vários heróis da SBE e o representante da Mythos em Portugal. Entre conversas sérias sobre contratos, produção de quadradinhos, situação do mercado editorial brasileiro e italiano e também muitos papos descontraídos, eles foram recebidos efusivamente por Sérgio Bonelli, Decio Canzio, Giulio Terzagui, Ornella Castellini, Davide Bonelli e Mauro Marcheselli, presidente e directores da Fábrica dos Heróis de Papel. Alguns autores (nossos ídolos) também estiveram presentes, como Mauro Boselli, Tito Faraci, Pasquale Ruju, Pasquale Del Vecchio, Alfredo Castelli, Giancarlo Berardi, Moreno Burattini… Agora vamos deixar que as fotos contem o resto da história.
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Ao reler hoje a entrevista que nos concedeu em exclusivo durante o mês de Fevereiro de 2008, o autor Gianfranco Manfredi, criador de personagens como Gordon Link, Mágico Vento ou Volto Nascosto e que escreveu histórias para personagens famosos como Dylan Dog, Nick Raider ou Tex Willer, inseriu um comentário de sua própria autoria com algumas informações actuais respeitantes ao que tinha dito na dita entrevista, assim como disponibilizou algumas novidades importantes, e até hoje inéditas, confidenciando inclusive alguns dos seus próximos projectos e portanto devido à importância do dito comentário, apressamos a dar o merecido destaque que as palavras do autor merecem, publicando-o num post exclusivamente criado para o efeito, com o seu texto, que damos a conhecer de seguida a todos os interessados, já traduzido para a nossa língua pelo nosso tradutor (e também tradutor de Tex e Mágico Vento para o Brasil) Júlio Schneider:
“Ao reler a entrevista, eu percebo que desde então se passou muito tempo: Volto Nascosto ainda não havia saído e tampouco a história de Tex que escrevi para Fabio Civitelli. O mais estranho são as duas perguntas (e as minhas respostas) sobre a possível conclusão de Mágico Vento e sobre o Especial de Mágico Vento. À primeira pergunta eu praticamente respondi que a série não previa uma conclusão e não teria um final, e à segunda, que eu não sabia quando o Especial seria publicado. Nesse meio-tempo, como se sabe, aconteceram muitas coisas.
Apoiado pelo editor eu decidi concluir a série de Mágico Vento, que terminará no final de 2010. Expliquei várias vezes os motivos dessa escolha: um desejo meu de ter mais tempo à disposição para novos projectos (como acenei na entrevista), falta de desenhadores jovens e aptos ao faroeste (muitos dos nossos passaram para Tex, nos últimos dois anos, e é cada vez mais difícil achar substitutos) e, além disso, ao pensar e repensar, pareceu-me justo que a série, desenvolvida como uma saga, tivesse um final definido. Assim os leitores poderão reler tudo como um único e longo romance, do início ao fim. E um fim deve existir, sobretudo em uma série cheia de personagens e tramas, senão as coisas complicam-se com o passar do tempo, ou corre-se o risco de contar coisas já vistas, de se repetir e entediar. Eu não queria que isso acontecesse a Mágico Vento. O final que planejei é muito aberto, ou seja, posso garantir aos leitores que Ned e Poe não morrem no final da história, mas esse final conclui muitas subtramas que se entrelaçaram na série: a de Hogan, a dos Antigos, e também explica o sentido da missão de Ned, que em todos esses anos ficou um pouco misterioso.
Logo depois da conclusão da série sairá o Especial (em Novembro de 2010, na Itália), que é realmente especial porque faz uma espécie de balanço da série: numa única moldura narrativa, em que Poe conta as histórias em primeira pessoa, haverá um episódio inédito do grande e saudoso Marcello – feito no primeiro ano da série mas que não pudemos publicar por um problema de programação – além de outro desenhado por Pezzi no qual se conta a primeira investigação jornalística de Poe e, por fim, um episódio desenhado por Biglia que narra o que aconteceu a Ned DEPOIS da conclusão de sua última aventura, isto é, um segundo final.
Falemos também um pouco dos novos projectos:
Estou a escrever uma nova série (sequência de Volto Nascosto) com as aventuras de Ugo (protagonista de Volto Nascosto) na China durante a revolta dos Boxers. Chama-se “Shanghai Devil” e deve sair em 2011.
Também estou a concluir um roteiro de Tex a ser desenhado por Giovanni Ticci – e assim o sonho do qual eu falava na entrevista (escrever uma história para Ticci) está a realizar-se. É uma história muito intensa, em duas edições, ambientada no sul do Texas, perto da fronteira mexicana, para onde Tex se dirigiu junto a Carson para combater três vilões ao mesmo tempo: um ex-oficial do exército americano que cometeu assaltos com uma companhia de soldados desertores, um bandido mexicano completamente louco que arrasa com tudo por onde passa e, por fim, o fundador de uma cidade refúgio para criminosos que explora os fora da lei em fuga para o México pelo deserto, ao lhes oferecer água e provisões em troca de um percentual sobre os roubos. Em suma, é um retorno ao Tex heróico que luta “só contra todos”, se bem que não está só, porque tem ao seu lado o amigo Carson.
Gianfranco Manfredi”
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CHEGA 2010, UM OUTRO ANO RICO DE AVENTURAS E DE NOVIDADES, 365 DIAS PARA PASSAR NA COMPANHIA DOS NOSSOS HERÓIS E SOB O INEVITÁVEL SIGNO DE TEX!.
Para abrir o primeiro “Jornal” de 2010 da Sergio Bonelli Editore não poderia deixar de ser ele, o inoxidável Tex. Também isto, de facto, pré-anuncia um outro ano sob a insígnia de Águia da Noite, rico como será de compromissos dentro e fora da Casa Bonelli. Já neste mês de Janeiro, precisamente no dia 20, a aclamada colecção “100 anni di fumetto italiano” (“100 Anos de banda desenhada italiana“), uma iniciativa dos quotidianos “Corriere della Sera” e “La Gazzetta dello Sport“, vai acolher o nosso Ranger, com uma longa aventura jamais reeditada após o seu primeiro lançamento em 1991 no primeiro número daquela nova série que mais tarde foi baptizada de “Maxi Tex“. A história em questão é “Oklahoma!”, ilustrada por Guglielmo Letteri e que teve uma verdadeira e própria “guest-star” no argumento: Giancarlo Berardi, o criador literário de Ken Parker, que há mais de dez anos “confecciona” as vicissitudes da criminóloga Júlia.
E por todo o ano de 2010 vai continuar a “Collezione Storica a Colori” (“Colecção Histórica a Cores“) de Tex que o “La Repubblica” e o “L’espresso” apresentam semanalmente nas bancas . O extraordinário sucesso da iniciativa inicialmente prevista para ter 50 números, incentivou-nos a prolongar a série por mais três anos, mas agora posso anunciar que o volume final será o número 200, programado para finais de Novembro: uma obra única e incrível, se se pensar, que irá reeditar as histórias publicadas em 54 anos de vida editorial (da primeira”striscia” de 1948 ao último retorno de Mefisto, datado de 2002!).
Permanecendo a cores, mas passando à produção da “Via Buonarroti”, posso dizer-lhe que se iniciou a contagem regressiva rumo ao tão aguardado número 600 de Tex, previsto para chegar às bancas em Outubro.
600! Um enésimo marco extraordinário, para a personagem mais antiga da história da banda desenhada italiana, tornado possível pelo afecto que vocês texianos continuam a demonstrar.
Enquanto esperam, podem desfrutar naturalmente dos álbuns mensais de Águia da Noite e das publicações especiais que nos acompanharão no decurso do ano. Como sempre, assinalo-vos o meu estimado “Almanacco del West“, que, junto com uma história inédita realizada por Claudio Nizzi e Fernando Fusco, oferece-vos artigos dedicados ao cinema de Walter Hill, à reevocação do massacre de Sand Creek e à romântica figura de Shane, il cavaliere della valle solitária (em Portugal: Shane; no Brasil: Os Brutos Também Amam).
Em Fevereiro, por sua vez, “Tex – Stella d’Oro” proporá a reedição de “L’ultima frontiera” (no Brasil: Tex Gigante nº 6, “A Última Fronteira”), o Texone desenhado por Goran Parlov e ambientado nos mágicos cenários do Grande Norte Canadense.
Assinalo-vos ainda que nas próximas semanas, o site da Sergio Bonelli Editore albergará, como é habitual, as antecipações sobre tudo o que temos na calha para 2010. Para finalizar, não me resta mais, do que desejar-vos boas leituras!
AS REVISTAS PORTUGUESAS DE BANDA DESENHADA DEDICADAS AO “WESTERN”
Não é nossa intenção, indicar aqui todas as revistas onde foram publicadas Histórias aos Quadradinhos de “cow-boys”, porque então teríamos que nomear todas ou quase todas as que foram publicadas no nosso país. Também não temos tempo para incluir o nome das histórias que foram publicadas nas várias revistas, tais como “O Pirilau”, “Cavaleiro Andante”, “Mundo de Aventuras”, “Zorro”, “Diabrete”, “O Senhor Doutor”, “O Mosquito”, “Falcão” e mais algumas. Não, só nos interessa apresentar aos nossos leitores os nomes das revistas que se dedicaram inteiramente ou quase, a publicar nas suas páginas, histórias do Oeste. Mas mesmo essas são dezenas. Assim ao atingirmos o número de 100 páginas para este Fanzine, torna-se impossível continuar com este estudo, até porque estamos já muito atrasados em relação a outros compromissos que tomámos, com o Clube Português de Banda Desenhada. Deste modo e com as nossas desculpas, só num dos próximos números de “O Aventureiro”, incluiremos este assunto.
OS CROMOS DEDICADOS AO OESTE
Ainda está para ser feita a História dos cromos que ao longo de mais de 75 anos, têm sido publicados em Portugal. Num Universo de cerca de 3000 cadernetas de cromos, onde todo o género de temas têm sido abordados, com principal incidência para os cromos de futebol, que será, sem dúvida, a maior das fatias desses temas, provavelmente cerca de 80%, o Oeste rege-se por muito poucas cadernetas, um número quase ínfimo, face a tantas edições. Mas temos que admitir que depois do futebol, tudo o que é abordado nesta forma de comunicação e de cultura também, é muito variado. Senão vejamos: Os filmes de Animação, as séries de Televisão e um ou outro filme de sucesso encontram-se à frente nas adaptações, logo a seguir ao futebol.
Depois temos os vários assuntos da História: De Portugal, Natural, do Dinheiro, das Descobertas, da Civilização, dos Homens, Raças e Costumes, da Religião, do Desporto, da Arte, de Lisboa, etc.. A seguir entramos no campo da Zoologia, dos Monumentos, do Corpo Humano, da Botânica, etc.. Depois não faltam os automóveis e as motos. Sobra um pequeno espaço para o “Western”. Fomos encontrar as seguintes cadernetas, depois daquela que consta anteriormente do estudo de Jorge Magalhães e que seria desenhada por Vítor Péon:
– A Conquista do Oeste – 1ª e 2ª Partes.
– “Lucky Luke” – 2 álbuns.
– West
– Epopeia do Oeste
Não conhecemos mais nenhuma caderneta. Mas não quer dizer que não possam existir mais. Trata-se de uma colecção que só iniciamos muito recentemente, mais precisamente em finais de 2000, princípio de 2001, pelo que é natural que nos faltem informações. De qualquer dos modos, aqui fica este pequeno apontamento.
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