Claudio Villa mostra-nos nesta ilustração o preciso momento em queTex Willerse apresta para libertar do interior das minas de prata, centro mineiro mexicano abandonado há muitos anos e a pouco mais de vinte quilómetros da fronteira sul do Arizona, a aprisionada Manuela Montoya, filha do fidalgo Dom Carlos Montoya que tinha sido sequestrada do rancho da família Montoya por Diego e dois índios yaquis a mando de Dom Pedro Cortez, para este fazer depois o papel do herói que libertaria a nobre das mãos dos seus raptores…
Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “I due rivali” de G. L. Bonelli e Erio Nicolò (Tex italiano #214 e #215).
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Está a decorrer até ao dia 9 de Maio no Palácio das Artes em Nápoles, Itália, uma grande exposição que conta a história dos 70 anos da Sergio Bonelli Editore (a história da editora iniciou-se em 1940, quando Gian Luigi Bonelli comprou as Edizioni Audace a Lotario Vecchi), abrangendo TUDO o que a editora italiana fez na Itália e no exterior e que tem por título L’AUDACE BONELLI – L’AVVENTURA DEL FUMETTO ITALIANO (O Audaz Bonelli – A Aventura dos Quadradinhos Italianos), exposição essa promovida em parceria pela Napoli COMICON e pela Sergio Bonelli Editore e que é composta por cerca de 200 páginas originais feitas ao longo dos anos por muitos dos desenhadores que fizeram parte, ou que ainda agora o fazem, da editora.
A exposição é dividida em várias secções temáticas, destacando a história e as origens da editora, as grandes personagens, os prestigiosos autores italianos e estrangeiros, os projectos actuais e as perspectivas futuras das publicações Bonelli. Ou seja, trata-se de uma oportunidade única para fazer uma viagem através dos setenta anos da história da principal editora italiana de banda desenhada, percorrendo as tantas páginas aventurosas que a editora publicou, de Tex a Zagor, de Mister No a Martin Mystère, de Nathan Never a Júlia, Magico Vento, Dampyr… gradualmente até chegar às mais recentes mini-séries como Caravan e Greystorm.
“L’audace Bonelli” é apoiada por um importante livro de 250 páginas em formato gigante e com centenas de belíssimas ilustrações, lançado no dia 19 de Março e que está à venda por € 18,00, repercorrendo igualmente a história e a fenomenologia da editora milanesa e que será certamente do agrado de todos, desde os simples curiosos aos estudiosos de dinâmicas culturais assim como aos apaixonados leitores das diversas séries bonellianas.
E como não podia deixar de ser, regista-se com agrado que sobretudo o Brasil, mas também Portugal constam desta histórica (a todos os níveis) exposição, que recorde-se uma vez mais foi organizada em conjunto pela Napoli COMICON e pela Sergio Bonelli Editore (tanto a mostra quanto o livro), o que significa dizer que o material reflecte a história e pontos de vista oficiais da SBE, inclusive o modo como eles vêem o trabalho feito com as edições estrangeiras, trabalho esse que no que se refere à nossa língua está bem expresso no início do capítulo dedicado ao tema com a seguinte frase: “Um discurso à parte merecem o Brasil e Portugal, que juntam às analogias editoriais um amor ao produto bonelliano muito próximo àquele do leitor italiano.“.
Discurso esse integrado nas páginas 153 e 154 e cujo texto da autoria de Raffaele De Falco ilustrado pelas capas do Tex Gigante “O Vale do Terror” (reedição Mythos) e do Tex em Cores n° 1, transcrevemos de seguida na nossa língua:
“A terra estrangeira que deu maior brilho às personagens Bonelli é, sem dúvida, o Brasil. Os leitores brasileiros têm uma ligação especial com Tex e parceiros (partilhado com os primos portugueses). Tex, desde há anos o álbum mais difundido em absoluto, faz a sua estreia em 25 de Fevereiro de 1951 no nº 28 da colecção Júnior da Rio Gráfica Editora, rebaptizado de Texas Kid. Após seis anos de bons sucessos, Tex desaparece dos pontos de venda. É relançado em 1971 pela editora Vecchi no clássico formato italiano. Depois de um período inicial de incertezas, a revista, reduzida para o formato 17,5 x 13,5 cm, atingiu uma nobre prestação que atingiu uma tiragem de 150.000 exemplares. Em 1977, juntam-se Zagor, Ken Parker, Histórias do Oeste, etc. até que a crise de 1982 obriga à cessação das publicações.
Depois de uma longa agonia que durou um ano, Tex retornou aos quiosques brasileiros com um outro selo, aquele da mesma editora que o tinha lançado 32 anos antes, a RGE. Em Agosto de 1983, continuando a velha numeração, sai o nº 164, seguindo em frente até 1987, quando a RGE muda a própria denominação para Globo e o editor lança as duas reedições “Tex Coleção” e “Tex Edição Histórica”, esta última com capas inéditas da autoria de Claudio Villa. Por uma década Tex continua por inércia, sem muita atenção por parte da editora, tanto assim que em Dezembro de 1998 com o nº 350 (e os números 143 de Tex Coleção e 33 da histórica) a Globo encerra o seu relacionamento com Tex.
Os apaixonados leitores da criação de Gianluigi Bonelli temem que nenhum grande editor possa retomar a personagem e parecem ter que se resignar com o seu desaparecimento definitivo. Mas aconteceu um pequeno milagre. A Mythos, uma jovem editora de São Paulo, com apenas dois anos de vida, vem à frente e, em Janeiro de 1999, sai Tex 351, com uma capa inédita de Magnus. Em um ano a editora deu nova vida a todas as séries de Tex interrompidas pela Globo e acrescentou Especial, Extra, Anual, Almanaque, etc., usando um papel nobre e dedicando maior atenção às capas, ganhando aplausos da casa-mãe italiana, que coroa a versão brasileira como a melhor edição estrangeira. Mais uma vez Tex é o abre-alas e, a partir de 2002, a Mythos coloca outras personagens no mercado: Mágico Vento, Mister No, Zagor, Júlia, Ken Parker e Dampyr.
Hoje os leitores brasileiros acompanham os feitos do seu herói preferido num número de títulos maior até que os publicados pela Sergio Bonelli, sempre com um olho apontado para a Itália, por meio dos sites dedicados a Tex e pelo trabalho do consultor editorial para os títulos Bonelli no Brasil: Júlio Schneider que, antes de tudo, é um grande aficionado.
Graças aos textos de Schneider os fãs brasileiros podem ler a reedição colorida (que, na Itália, sai com o jornal La Repubblica e que é igualmente publicada também na Croácia, Noruega e Finlândia) com renovado entusiasmo.“
Destaque ainda para o facto de que na pág. 226 do livro, no tópico dedicado aos “Volumes sobre o mundo bonelliano”, é citada a obra “Gonçalo Silva Jr, O mocinho do Brasil. A história de um fenômeno editorial chamado Tex, Editora Laços, São Paulo (Brasil) 2009″.
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Tex 589 – “La rivolta dei Cheyennes“, de Novembro de 2009 e Tex 590 – “Tre lunghi giorni“, de Dezembro de 2009. Argumento de Claudio Nizzi, desenhos de Pasquale Del Vecchio e capas de Claudio Villa. História inédita no Brasil e Portugal.
Dois especuladores querem atravessar a reserva dos índios Cheyennes pela linha do caminho de ferro e para isso contratam os serviços do sinistro Jack Barden e do agente índio Wes Turbin. Tex e Carson são enviados para o local com o objectivo de evitarem uma guerra.
Como resumo parece pouco, mas na verdade pouco mais haverá a acrescentar a uma aventura feita como tantas outras nestes últimos anos por Nizzi. Com tanta previsibilidade, o leitor sabe ao certo como tudo se vai passar, como tudo se vai desenrolar, tanta é a banalidade. Esta é uma aventura onde falta quase tudo: personagens que encham, cenas que nos retenham, temas que captem a atenção, enfim, a prova eloquente de que Nizzi chegou ao fim da linha.
Inúmeras cenas de tiroteio, cavalgadas, diálogos fastidiosos (que se poderiam resumir a metade), personagens sem carisma e sem espessura, e temas por demais tratados. A falta de qualidade da aventura não reside numa maior ou menor originalidade, reside antes no modo tão previsível como tudo é tratado. Porque apesar de Tex já ter passado por tantas e tão boas aventuras, a repetição dos temas não cerceia necessariamente que não possa surgir algo de novo.
A maior ou menor capacidade em renovar, em dotar as personagens de carisma e de uma outra densidade, a arte em misturar vários enredos no mesmo argumento, tudo isso parece estar fora do alcance em Nizzi. O que é pena num autor que tantos e bons serviços prestou a Tex.
Segunda prova para Pasquale Del Vecchio que parece convencer.
O seu traço é detalhado, mas parece algo rígido no tratamento das personagens, sobretudo no seu Tex que adquire sempre uma expressão mais contemplativa do que dura, parecendo que neste ponto o autor poderá ter que melhorar.
Kit Willer – Wild Child (Rapaz Selvagem) é o título do vídeo dedicado a Kit Willer que divulgamos hoje no blogue do Tex, vídeo esse que nasceu devido ao facto da canção Song is Enya’s Wild Child (que acompanha musicalmente o vídeo) trazer ao seu autor a lembrança de Kit Willer sempre que a ouvia, daí a realização deste vídeo que nos mostra uma maravilhosa sucessão de imagens relativas a “Falcão Pequeno”.
Kit Willer é apenas um rapaz, mas no momento da necessidade, sabe defender-se com a astúcia e habilidade dos mais experimentados “frontier-men”. De resto, como se diz, bom sangue não engana… porque Kit – que os índios chamam de Falcão Pequeno – é o digno filho de Tex, nascido do (infelizmente brevíssimo) matrimónio de Willer com uma índia navajo, de nome Lilyth. Kit entra em cena como um autêntico furacão, acertando com uma flecha o cabelo do “tio” Kit Carson conforme se pode ver inclusive no início do vídeo:
Comemoram-se em 2010 os vinte e cinco anos de carreira de Fabio Civitelli, o consagrado desenhador italiano, natural de Lucignano, na província de Arezzo, Toscana, onde nasceu em 9 de Abril de 1955, a desenhar Tex Willer, a lendária personagem criada em 1948 pela mítica dupla Giovanni Luigi Bonelli (texto) e Aurelio Galleppini (desenho) e que ainda hoje é um ícone de vendas dos fumetti (assim se denomina naquelas paragens a banda desenhada) e a efeméride proporciona o regresso do artista italiano pela terceira vez ao nosso país, para participar desta vez na exposição organizada em sua homenagem pelo VI Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja.
Como forma de agradecimento, Fabio Civitelli desenhou uma vez mais Tex em Portugal, mais precisamente em Beja, depois de já o ter feito em Moura, aquando do Salão MouraBD2007 onde se via o Ranger cavalgando de arma na mão, com a Torre do Relógio no Castelo de Moura ao fundo. Desta vez, Fabio Civitelli elegeu a Torre de Menagem do Castelo de Beja, obra que se deve ao Rei D. Dinis, que a mandou edificar em 1310 e que é considerada como sendo um dos melhores exemplos de arquitectura medieval, tendo aproximadamente, 40 metros de altura e uma escadaria de acesso que possui 198 degraus e que para além de ser considerada a mais alta da Península Ibérica, tem ainda a particularidade de ter sido toda construída em mármore, como pano de fundo para a saudação de Tex à cidade de Beja.
Desenho este que o blogue português do Tex divulga para o mundo, mas sobretudo para os apaixonados Texianos portugueses em mais um inédito e exclusivo mundial. Ao lado deste magnífico desenho do autor italiano, mostramos para efeito de eventual comparação, uma fotografia da Torre de Menagem do Castelo de Beja…
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