Tex Série Normal (Itália): La rivolta dei Cheyennes

Tex 589Tex 589 – “La rivolta dei Cheyennes“, de Novembro de 2009 e Tex 590 – “Tre lunghi giorni“, de Dezembro de 2009. Argumento de Claudio Nizzi, desenhos de Pasquale Del Vecchio e capas de Claudio Villa. História inédita no Brasil e Portugal.

Dois especuladores querem atravessar a reserva dos índios Cheyennes pela linha do caminho de ferro e para isso contratam os serviços do sinistro Jack Barden e do agente índio Wes Turbin. Tex e Carson são enviados para o local com o objectivo de evitarem uma guerra.

Como resumo parece pouco, mas na verdade pouco mais haverá a acrescentar a uma aventura feita como tantas outras nestes últimos anos por Nizzi. Com tanta previsibilidade, o leitor sabe ao certo como tudo se vai passar, como tudo se vai desenrolar, tanta é a banalidade. Esta é uma aventura onde falta quase tudo: personagens que encham, cenas que nos retenham, temas que captem a atenção, enfim, a prova eloquente de que Nizzi chegou ao fim da linha.

Os Cheyennes de Pasquale Del Vecchio

TEX 590 cop OK:589Inúmeras cenas de tiroteio, cavalgadas, diálogos fastidiosos (que se poderiam resumir a metade), personagens sem carisma e sem espessura, e temas por demais tratados. A falta de qualidade da aventura não reside numa maior ou menor originalidade, reside antes no modo tão previsível como tudo é tratado. Porque apesar de Tex já ter passado por tantas e tão boas aventuras, a repetição dos temas não cerceia necessariamente que não possa surgir algo de novo.

A maior ou menor capacidade em renovar, em dotar as personagens de carisma e de uma outra densidade, a arte em misturar vários enredos no mesmo argumento, tudo isso parece estar fora do alcance em Nizzi. O que é pena num autor que tantos e bons serviços prestou a Tex.

O Tex de Pasquale Del VecchioSegunda prova para Pasquale Del Vecchio que parece convencer.
O seu traço é detalhado, mas parece algo rígido no tratamento das personagens, sobretudo no seu Tex que adquire sempre uma expressão mais contemplativa do que dura, parecendo que neste ponto o autor poderá ter que melhorar.

 Texto de Mário João Marques

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