18 meses depois retorna o BDJornal (#25) e novamente com TEX em grande destaque

Para conhecimento dos amantes da 9ª Arte e em especial para os fãs e coleccionadores portugueses de Tex Willer, informamos que  o BDjornal  está novamente  nas bancas, depois de uma paragem de cerca de 18 meses e com perspectivas de se manter agora com periodicidade semestral.

O BDjornal continua com o formato de 275 x 205 mm e contendo 84 páginas em impressão digital, capa em cartolina de 200 gramas plastificada brilhante e com papel do miolo de 115 gramas, com tiragem limitada e distribuição centrada nas lojas especializadas, agora com um custo de venda ao público de 8,00 €.

O blogue do Tex, aconselha vivamente a leitura do BDjornal, já que nesta sua edição # 25, que acabou de ser lançada na inauguração do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, Tex Willer está novamente em destaque, devido a um texto bibliográfico dedicado a Fabio Civitelli, assim como devido à extensa entrevista (exclusiva) concedida pelo desenhador italiano antes de rumar uma vez mais a Portugal e participar do evento realizado na planície alentejana..
EDITORIAL DO BDjornal # 25:

CAPA BDjornal 25Este número do BDjornal deveria ter sido dedicado ao tema “aventura”, uma vez que esteve a ser pensado uma série de tempo com esse objectivo. No entanto, a circunstância de só ser possível fazer a edição nesta altura, em cima do VI Festival Internacional de BD de Beja, levou a algumas alterações. A inclusão de um trabalho sobre Hermann Huppen, que vai estar presente  no VI FIBDB, mas sem qualquer exposição sua, uma entrevista com Fabio Civitelli, sobre os seus vinte e cinco anos a desenhar Tex, etc…

Algumas coisas relativas ao tema “aventura” foram, apesar de tudo incluídas, como o texto de Pedro Bouça sobre a Aventura nos Comics e o de Pedro Vieira Moura sobre o Tarzan dos Macacos, o livro editado por Manuel Caldas (chancela Libriimpressi), com as primeiras tiras desenhadas por Harold Foster a partir de 1928.

Isto não quer dizer que os outros temas não estejam relacionados  com a “aventura”, onde pode caber El Eternauta, de Oesterheld e Solano Lopez, o próprio Hermann, mestre da BD de aventura, ou Civitelli – o que é Tex, senão aventura?

Contudo, o próximo número (o #26) a sair em Outubro próximo, pode dizer-se que continuará este tema.

Apresentamos ainda dois projectos, Tout sur les celibataires, de Nelson Martins, prestes a ser editado na Bélgica pelas Editions Joker, e Mahou Express, de Hugo Teixeira, ainda no início do desenho.

Quanto ao regresso do BDjornal aos escaparates, não há grande coisa a dizer, uma vez que toda a gente saberá das dificuldades em manter um projecto destes no tempo, ainda para mais com as trapalhadas económico-financeiras que por aí grassam a dar-nos cabo da vida. Assim, dezoito meses de paragem, serviram para reavaliar o projecto e pensar na possibilidade de continuação. Optámos por continuar, para já com dois números por ano, a ver no que dá.

Fica aqui o Sumário deste novo BDjornal:

4 – O VI FESTIVAL INTERNACIONAL DE BD DE BEJA – 2010, J. Machado-Dias
5 – HERMANN HUPPEN, J.Machado-Dias
15 – BIBLIOGRAFIA DE HERMANN HUPPEN, J.Machado-Dias
17 – QUATRO QUESTÕES A PEDRO SILVA, DA VitaminaBD, J. Machado-Dias
18 – EL ETERNAUTA, OU AS MUITAS VIDAS DE JUAN SALVO, João Miguel Lameiras
21 – FABIO CIVITELLI, José Carlos Francisco
22 – ENTREVISTA COM FABIO CIVITELLI, conduzida por José Carlos Francisco, João Miguel Lameiras, Gianni Petino e Júlio Schneider

25 – OS COMICS DE AVENTURAS, Pedro Bouça
26 – DICIONÁRIO UNIVERSAL DA BANDA DESENHADA, Leonardo De Sá
30 – PRIDE OF BAGHDAD, Pedro Vieira Moura
31 – FÁBULA DE BAGDAD, Pedro Cleto
32 – NIKO HENRICHON – Biografia
32 – THE LISBON STUDIO – ENTREVISTA COM PEPEDELREY, J. Machado-Dias
34 – CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE FERNANDO BENTO
36 – BD – BEAU GESTE – 2 PRANCHAS DE FERNANDO BENTO
38 – ENTREVISTA COM NELSON MARTINS, J. Machado-Dias
39 – BANDAS DESENHADAS e BIOGRAFIA DE ALLAN GOLDMAN
40 – BD – Preview de TOUT SUR LES CÉLIBATAIRES, de Valéry der Sarkissian (arg.) e Nelson Martins (des.)
44 – BD – Preview de MAHOU EXPRESS, de Hugo Teixeira (arg. e des.)
49 – BD – COULROPHOBIA, de Wilson Vieira (arg.) e Allan Goldman (des.)
57 – BD – O CEIFEIRO, de Wilson Vieira (arg.) e Fred Macedo (des.)
67 – DANS MES YEUX e DIEU EN PERSONNE, Pedro Cleto
68 – LULU FEMME NUE, Pedro Cleto
69 – LISBONNE: DERNIER TOUR, Pedro Vieira Moura
71 – TARZAN DOS MACACOS, Pedro Vieira Moura
75 – APONTAMENTOS: GREETINGS FROM CARTOONIA, Sara Figueiredo Costa
76 – ALAN MOORE, TECNOXAMANÍSMO E HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, Edgar Indalécio Smaniotto
77 – PARA O ALTO E AVANTE, Edgar Indalécio Smaniotto
79 – BLUE SEED, Carina Santos
80 – CARDCAPTOR SAKURA, Carina Santos
81 – IBERANIME LX2010, Pedro Trabuco
82 – ANICOMICS LISBOA 2010

Algumas páginas:

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Por tudo isso, prezado Amigo Texiano não deixe de comprar esta edição do BDjornal, uma vez que se pode considerar um verdadeiro item de coleccionador de Tex! Para o adquirir recomendamos o contacto via e-mail com o editor Jorge Machado-Dias, embora possa também ser comprado no Porto (Central Comics), Coimbra (Livraria Dr. Kartoon) e Caldas da Rainha( Papelarias Vogal e Alex).

Copyright: © 2010 BDjornal; J. Machado-Dias

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Pranchas originais de Tex, da autoria de Fabio CIVITELLI, expostas no Festival Internacional de BD de Beja

Por José Carlos Francisco (texto e fotos)

Exposição Fabio CivitelliEstá patente em Beja, integrada na VI Edição do Festival Internacional de Banda Desenhada dessa cidade alentejana, até ao dia 13 de Junho uma exposição com originais de Tex Willer da autoria de Fabio Civitelli, que assinala um quarto de século deste artista italiano de 55 anos, a desenhar aventuras de Tex.

Ler uma história de Tex, é uma aventura maravilhosa,  mas poder apreciar os originais, é uma aventura muito maior. É uma daquelas coisas que nos ficará na memória para toda a vida. Quem ainda vier a Beja para ver as pranchas originais expostas no Festival, inclusive a famosa primeira página realizada pelo desenhador aretino  poderá constatar isso mesmo. Até porque hoje a BD tem o estatuto de Arte – a 9ª – e os seus originais podem valer milhares de euros. Além disso, através da visão e apreciação ao pormenor dos originais, apercebe-se que entre a prancha desenhada pelo autor e a página que será impressa, por vezes há algumas mudanças, umas mais subtis, outras menos.

A primeira página de Civitelli, desenhada há 25 anos atrásPara aguçar ainda mais a curiosidade e o desejo de se deslocarem a Beja, deixamo-vos com algumas fotografias da exposição dedicada a Fabio Civitelli e ao Ranger, até porque todos aqueles que visitaram este festival no fim de semana inaugural não lhe ficaram indiferente, pois para além dos originais expostos, a exposição também conta com a inclusão de diversos livros e revistas relacionados a Tex e alguns dos bonecos que representam as personagens mais significativas do mundo de Tex.

Fabio Civitelli ao lado da sua primeira página original de TexPor isso a todos os amantes da 9ª arte em geral e do Tex em particular e àqueles que têm curiosidade em conhecer um pouco mais do mundo de Tex Willer, o blogue do Tex convida-os a irem passear até Beja,  nos  próximos tempos, aproveitando inclusive os dois feriados, duvidando que se venham a arrepender.

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Originais de Fabio Civitelli - Foto 1Originais de Fabio Civitelli - Foto 2
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Originais de Fabio Civitelli - Foto 3Originais de Fabio Civitelli - Foto 4
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Originais de Fabio Civitelli - Foto 5Bonecos do Mundo do Tex
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Originais de Fabio Civitelli - Foto 6Bibliografia Texiana
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Originais de Fabio Civitelli - Foto 7Originais de Fabio Civitelli - Foto 8
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Fabio Civitelli e a sua exposiçãoJorge Monteiro, José Carlos, Carlos Moreira e Mário João Marques, na exposição
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Tex e Dinamite

Fim de semana com Fabio CIVITELLI na cidade de Beja

Fabio Civitelli em BejaPor José Carlos Francisco (texto e fotos)

Realizou-se neste último sábado, dia 29 de Maio, pelas 15.00 horas, a inauguração da VI Edição do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, evento organizado pela Câmara Municipal da cidade de Beja, na pessoa do seu presidente, o Excelentíssimo Senhor Jorge Pulido Valente com a preciosa ajuda de Paulo Monteiro, o coordenador da equipa do Festival de Banda Desenhada Beja 2010, que tem atractivos que poderão fazer desta uma das melhores edições de sempre do certame que decorrerá até ao dia 13 de Junho esperando-se inclusive que venha a ultrapassar os oito mil visitantes do ano passado.

Marcos Maldonado, Fabio Civitelli e José Carlos Francisco em BejaNo que a Tex diz respeito, tivemos a presença de Fabio Civitelli, conceituado banda desenhista italiano pertencente aos quadros da Sergio Bonelli Editore, que pela terceira vez se deslocou a Portugal, depois de ter sido o autor estrangeiro homenageado no Salão MouraBD2007 e de também ter estado presente na exposição dedicada aos 60 anos de Tex ocorrida no Festival da Amadora em 2008, desta vez integrado na exposição (que conta com cerca de três dezenas de pranchas originais seleccionadas da quase totalidade das suas histórias) dedicada aos seus 25 anos a desenhar a carismática personagem da banda desenhada italiana, criada em 1948 pela dupla Giovanni Luigi Bonelli & Aurelio Galleppini : TEX WILLER.

Fabio Civitelli e Dorival Vitor LopesMas nem só de Tex vive obviamente o Festival de Beja de 2010, pois são mais de setenta os autores portugueses e estrangeiros (catorze países no total) que estão no festival deste ano, que apresenta vinte e uma exposições (doze individuais e nove colectivas), espalhadas pela Casa da Cultura de Beja, onde funciona a Bedeteca, galerias do Desassossego e dos Escudeiros, museus Jorge Vieira e Regional de Beja – Rainha D. Leonor, e Instituto Politécnico. No total quase 600 pranchas, na sua maioria originais em exposição.

Fabio Civitelli, José Carlos Francisco, Hermann Huppen e um desenho deveras especialUma das presenças a destacar no fim de semana inaugural foi a de Hermann, autor de séries já clássicas da BD franco-belga como Bernard Prince, Comanche, Jeremiah, As Torres de Bois-Maury ou, mais recentemente, O Diabo dos Sete Mares, bem como de álbuns como Sarajevo Tango, Caatinga ou Vlad l’empaleur. Hermann não tem nenhuma exposição no festival, mas deu várias sessões de autógrafos (inclusive fez um desenho autografado a “meias” com Fabio Civitelli, mas isso é história para um post específico) e conversou bastante com o público presente, deliciando tudo e todos com a sua simpatia e sobretudo, os seus desenhos.

Civitelli e Hippolyte na exposição dedicada a TexOutros estrangeiros a salientar, para além do já referido Fabio Civitelli, foram a americana Dame Darcy, o canadiano Niko Henrichon, o francês Hyppolite, o croata Igor Hoffbauer, o britânico Rufus Dayglo e os gémeos brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá. Os portugueses seleccionados este ano foram JCoelho, João Fazenda, João Vaz de Carvalho, Jorge Miguel, Miguel Rocha e a também realizadora Regina Pessoa. Há ainda colectivas da revista alternativa Zona, do The Lisbon Studio, da editora portuguesa Kingpin Books, da NCreatures, dos autores do colectivo Toupeira, responsáveis pelo fanzine Venham + 5, Greetings From Cartoonia, Avenida Marginal e Aldeia das Amoreiras. Exposições estas que são acompanhadas por um mercado do livro de BD e uma programação paralela composta por lançamentos de livros e fanzines, sessões de autógrafos, cinema, desenho ao vivo, workshops, conferências e concertos, que irá decorrer na Bedeteca de Beja, na Galeria do Desassossego e no Teatro Municipal Pax Julia.

Dorival Vitor Lopes e José Carlos FranciscoUm programa aliciante que até 13 de Junho fará de Beja a capital da BD e que por isso o blogue português do Tex (que devido à importância do evento, esteve representado ao seu mais alto nível, através de Mário João Marques e José Carlos Francisco) convida todos os apreciadores de Tex Willer em particular e da Banda Desenhada em geral a visitarem o evento, aguçando ainda mais a vontade, disponibilizando mais algumas fotografias tiradas por José Carlos Francisco durante o fim de semana inaugural do Festival, onde a Mythos Editora também esteve presente ao mais alto nível, devido à presença do editor brasileiro de Tex, Dorival Vitor Lopes e do mítico legendador (letrista, no Brasil) Marcos Maldonado e que com a sua presença deram um brilho ainda maior à passagem de Fabio Civitelli, um dos grandes trunfos do Festival, por Beja e que perdurará, certamente, por muito tempo na memória daqueles que tiveram o privilégio de estar presentes.

Fabio Civitelli desenhando sob a ameaça de TexFabio Civitelli, uma vez mais cativou toda a gente com a sua simpatia e simplicidade, nunca negando um autógrafo, um sorriso, uma foto ou um desenho às dezenas de ávidos texianos (e não só) que o rodeavam durante as sessões de autógrafos (bem demoradas, devido ao constante assédio que sofreu por parte dos seus fãs). Uma verdadeira lição de profissionalismo e de humildade deste que é considerado por muitos como um verdadeiro embaixador de Tex!

Fabio Civitelli e a homenagem pelos seus 25 anos a desenhar TexO desenhador italiano tirou dezenas de fotos e fez muitíssimos desenhos de Tex com dedicatórias que sem dúvida passarão a ser o maior tesouro de todos os coleccionadores de Águia da Noite que os conseguiram. E o mais interessante é que realmente estava se divertindo tanto quanto os seus admiradores.
Não se cansava de agradecer a todos os portugueses pela acolhida que recebeu uma vez mais e ficou sensibilizado com o prémio que recebeu por parte dos Texianos que o quiseram homenagear pelos seus 25 anos ao serviço de Tex, mas também esse momento deveras especial e que muito emocionou Fabio Civitelli será motivo em breve de um post especial aqui no nosso blogue.

Tex e os Texianos em BejaTex e Texianos em Beja
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Civitelli, José Carlos, Dorival e Ricardo TexCivitelli, Daniela e Jack Tigre
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Ilustres TexianosExposição Fabio Civitelli
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Inauguração do VI Festival Internacional de BD (que contou com a presença de Fabio Civitelli) levou cerca de 2000 pessoas a Beja

Casa da Cultura, sede do VI Festival Internacional de BD de Beja“Cerca de 2000 pessoas visitaram este fim-de-semana o VI Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, mais do que no ano passado”, assegurou Paulo Monteiro, da organização à Rádio Voz da Planície.

Foram muitas as pessoas que escolheram Beja para apreciar, durante dois dias, as histórias aos quadradinhos contadas nas 21 exposições da edição 2010 do VI Festival Internacional de Banda Desenhada. Vieram, na sua maioria, de fora da cidade, mas não quiseram perder a oportunidade de conviver com os seus autores favoritos e de aproveitar para os conhecer.

Jorge Pulido Valente, presidente da Câmara de Beja, discursandoUm evento que mereceu a presença, na inauguração, de Fabíola Afonso, directora-geral do Livro e das Bibliotecas, em representação do Ministério da Cultura. Na sua passagem por Beja, referiu que a sua presença significou que “o mandato actual, não considera a banda desenhada o parente pobre da cultura”.

Jorge Pulido Valente, presidente da Câmara de Beja, também esteve presente na inauguração do evento. Frisou que “a edição deste ano é mais forte” e que “a autarquia pretende introduzir a banda desenhada, na plataforma nacional das indústrias criativas”.

José Carlos Francisco, Paulo Monteiro e Fabio CivitelliPaulo Monteiro, responsável pela organização, visivelmente satisfeito, fez votos de que acima de tudo as pessoas se divirtam, em Beja, até ao próximo dia 13 de Junho, porque, nas suas palavras, “a banda desenhada também é isso, diversão”.

O texto acima é da autoria de Ana Elias de Freitas, seguindo-se um texto de Jorge Machado-Dias (Autor, Editor de Banda Desenhada e responsável do blogue Kuentro), sendo todas as fotos da autoria de José Carlos Francisco.

E A TRIBO DA BD ATERROU EM BEJA!!
Fabio Civitelli e Jorge Machado-DiasEste “aterrou” do título é, obviamente, em sentido figurado, uma vez que o aeroporto de Beja (depois de prometida a reconversão da base aérea militar em 2005, salvo erro) ainda não funciona, apesar de, segundo parece, já estar pronto. E como também não existem sequer vestígios da auto-estrada Sines-Beja (também prometida na mesma altura para servir o mesmo futuro aeroporto…) a tribo bedéfila tem que se servir, ano após ano, de outros meios de transporte e dirigir-se à capital alentejana com, pelo menos, uma boa dose de espírito de cruzada.

Texianos com Fabio CivitelliMas vale sempre a pena. Porque, para além das cada vez mais numerosas exposições, pela crescente presença de autores convidados (nacionais e estrangeiros), pelos – também cada vez mais em cada ano que passa – lançamentos de novidades editoriais preparados para saírem no FIBDB, é também o convívio, o “pôr a conversa bedéfila em dia”, o alinhavar de novos projectos, etc… que torna sempre muito apetecível esta peregrinação anual a Beja. E depois, Beja é uma cidade pequena e, durante o fim-de-semana da inauguração, dando ensejo a que os diversos bandos de bedéfilos à solta pela cidade, se vão encontrando a cada esquina (perante os olhares algo desconfiados dos habitantes, mas já não tanto como nos primeiros anos), trocando conversas e opiniões, a caminho dos diversos núcleos do festival, ou simplesmente, a visitarem turisticamente, alguns em companhia de autores estrangeiros, o núcleo histórico da cidade.

Civitelli desenhando o TexEssa relativa pequenez (e mesmo a concentricidade urbana, derivada e conservada, do casco tipicamente medieval) de Beja, permite que o Festival, mesmo dispersando-se por cinco núcleos localizados no centro histórico (e outros dois um pouco mais excêntricos), seja de fácil acesso, aliando a visita a esses núcleos à descoberta da História da cidade. Isto apesar de muitos críticos (entre os quais me incluo) discordarem, em absoluto, da dispersão dos Festivais de BD por vários núcleos. Porque, a tal dispersão é implícita uma estratificação, por níveis de importância, das exposições – quando, à partida, todas devem ter a mesma importância. Mas se essa dispersão prejudica eventos realizados em localidades maiores, que tiveram um crescimento rápido e completamente desordenado, em Beja isso não acontece tanto – e mesmo assim, não me parece que toda a gente que esteve no núcleo central tenha ido a todos os outros núcleos –, uma vez que o percurso entre os sete núcleos do Festival deste ano, se fazia relativamente bem a pé.

Exposição Fabio CivitelliO ponto alto deste VI FIBDB foi, como em qualquer outro festival de BD, o dos autógrafos. Daí a importância da presença de autores e dos respectivos livros vendidos no mercado do livro. Desde Hermann (que nem sequer teve exposição) e Fabio Civitelli, para citar os estrangeiros mais sonantes, a Dame Darcy, Miguel Rocha, Niko Henrichon, Rufus Dayglo, JCoelho, João Fazenda, Filipe Abranches, Diniz Conefrey, Rui Lacas, etc…

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Tex, Civitelli, Dorival, Maldonado e TexianosCivitelli (na foto com Ana Beatriz e Andreia Sofia), sempre sorridente e feliz em Portugal
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Fabio Civitelli rodeado de TexianasFabio Civitelli a desenhar, uma constante em Beja
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