Inauguração do VI Festival Internacional de BD (que contou com a presença de Fabio Civitelli) levou cerca de 2000 pessoas a Beja

Casa da Cultura, sede do VI Festival Internacional de BD de BejaCerca de 2000 pessoas visitaram este fim-de-semana o VI Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, mais do que no ano passado”, assegurou Paulo Monteiro, da organização à Rádio Voz da Planície.

Foram muitas as pessoas que escolheram Beja para apreciar, durante dois dias, as histórias aos quadradinhos contadas nas 21 exposições da edição 2010 do VI Festival Internacional de Banda Desenhada. Vieram, na sua maioria, de fora da cidade, mas não quiseram perder a oportunidade de conviver com os seus autores favoritos e de aproveitar para os conhecer.

Jorge Pulido Valente, presidente da Câmara de Beja, discursandoUm evento que mereceu a presença, na inauguração, de Fabíola Afonso, directora-geral do Livro e das Bibliotecas, em representação do Ministério da Cultura. Na sua passagem por Beja, referiu que a sua presença significou que “o mandato actual, não considera a banda desenhada o parente pobre da cultura”.

Jorge Pulido Valente, presidente da Câmara de Beja, também esteve presente na inauguração do evento. Frisou que “a edição deste ano é mais forte” e que “a autarquia pretende introduzir a banda desenhada, na plataforma nacional das indústrias criativas”.

José Carlos Francisco, Paulo Monteiro e Fabio CivitelliPaulo Monteiro, responsável pela organização, visivelmente satisfeito, fez votos de que acima de tudo as pessoas se divirtam, em Beja, até ao próximo dia 13 de Junho, porque, nas suas palavras, “a banda desenhada também é isso, diversão”.

O texto acima é da autoria de Ana Elias de Freitas, seguindo-se um texto de Jorge Machado-Dias (Autor, Editor de Banda Desenhada e responsável do blogue Kuentro), sendo todas as fotos da autoria de José Carlos Francisco.

E A TRIBO DA BD ATERROU EM BEJA!!
Fabio Civitelli e Jorge Machado-DiasEste “aterrou” do título é, obviamente, em sentido figurado, uma vez que o aeroporto de Beja (depois de prometida a reconversão da base aérea militar em 2005, salvo erro) ainda não funciona, apesar de, segundo parece, já estar pronto. E como também não existem sequer vestígios da auto-estrada Sines-Beja (também prometida na mesma altura para servir o mesmo futuro aeroporto…) a tribo bedéfila tem que se servir, ano após ano, de outros meios de transporte e dirigir-se à capital alentejana com, pelo menos, uma boa dose de espírito de cruzada.

Texianos com Fabio CivitelliMas vale sempre a pena. Porque, para além das cada vez mais numerosas exposições, pela crescente presença de autores convidados (nacionais e estrangeiros), pelos – também cada vez mais em cada ano que passa – lançamentos de novidades editoriais preparados para saírem no FIBDB, é também o convívio, o “pôr a conversa bedéfila em dia”, o alinhavar de novos projectos, etc… que torna sempre muito apetecível esta peregrinação anual a Beja. E depois, Beja é uma cidade pequena e, durante o fim-de-semana da inauguração, dando ensejo a que os diversos bandos de bedéfilos à solta pela cidade, se vão encontrando a cada esquina (perante os olhares algo desconfiados dos habitantes, mas já não tanto como nos primeiros anos), trocando conversas e opiniões, a caminho dos diversos núcleos do festival, ou simplesmente, a visitarem turisticamente, alguns em companhia de autores estrangeiros, o núcleo histórico da cidade.

Civitelli desenhando o TexEssa relativa pequenez (e mesmo a concentricidade urbana, derivada e conservada, do casco tipicamente medieval) de Beja, permite que o Festival, mesmo dispersando-se por cinco núcleos localizados no centro histórico (e outros dois um pouco mais excêntricos), seja de fácil acesso, aliando a visita a esses núcleos à descoberta da História da cidade. Isto apesar de muitos críticos (entre os quais me incluo) discordarem, em absoluto, da dispersão dos Festivais de BD por vários núcleos. Porque, a tal dispersão é implícita uma estratificação, por níveis de importância, das exposições – quando, à partida, todas devem ter a mesma importância. Mas se essa dispersão prejudica eventos realizados em localidades maiores, que tiveram um crescimento rápido e completamente desordenado, em Beja isso não acontece tanto – e mesmo assim, não me parece que toda a gente que esteve no núcleo central tenha ido a todos os outros núcleos –, uma vez que o percurso entre os sete núcleos do Festival deste ano, se fazia relativamente bem a pé.

Exposição Fabio CivitelliO ponto alto deste VI FIBDB foi, como em qualquer outro festival de BD, o dos autógrafos. Daí a importância da presença de autores e dos respectivos livros vendidos no mercado do livro. Desde Hermann (que nem sequer teve exposição) e Fabio Civitelli, para citar os estrangeiros mais sonantes, a Dame Darcy, Miguel Rocha, Niko Henrichon, Rufus Dayglo, JCoelho, João Fazenda, Filipe Abranches, Diniz Conefrey, Rui Lacas, etc…

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Tex, Civitelli, Dorival, Maldonado e TexianosCivitelli (na foto com Ana Beatriz e Andreia Sofia), sempre sorridente e feliz em Portugal
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Fabio Civitelli rodeado de TexianasFabio Civitelli a desenhar, uma constante em Beja
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(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

8 Comentários

  1. Amigo Zeca,

    Realmente o Civitelli é uma simpatia e demonstra estar sempre com bom astral. Viva intensamente cada momento desta mostra, pois ficarão registrados para toda sua vida.

    Só peço que não deixe de nos mostrar todas as fotos que forem possíveis, pois estamos muito distantes, mas queremos desfrutar também destes momentos.

    Um grande abraço a você e ao nosso Grande Mestre da BD.

    Alvarez

  2. Só para dizer que estive no dia da abertura (Sábado) e foi realmente um sonho!

    Rever muitos membros da família texiana (inclusive conhecer um jovem membro de apenas 12 anos a quem o Carlos Moreira ofereceu vários livros do Tex), conhecer o Dorival e o Maldonado, rever o Civitelli e a sua simpatia contagiante!

    Adorei, adorei, adorei! Que dia bem passado! Que bom é estarmos juntos nestes momentos especiais!

    Ainda uma nota especial de parabéns ao nosso ZeCarlos que tudo continua a fazer (e bem) em prol da banda desenhada e de Tex em particular!

    Pedro Pereira – Petrus

  3. Queridos pards:

    PARABÉNS a todos pela bela e merecida homenagem ao mestre Civitelli e muitíssimo obrigada pela cobertura do evento, sempre tão “rápida no gatilho” e “boa de mira”.

    Eu e, certamente, toda a tribo texiana ficamos à espera, ávidos, das próximas entregas!!!

    Aquele abraço,
    Texxiana

  4. Um evento 18 quilates, caro JF. Pelas fotos sentimos isso. E vem aquela ponta de inveja de não ter participado. Eu já sei o gostinho de um evento, embora de apenas 5 quilates – e sei como é bom.

    O Civitelli realmente irradia simpatia e falta pouco para adotar Portogallo para viver, tamanha a recepção que tem aí.

    De alguma forma me senti presente, via livro Tex no Brasil – O Grande Herói do Faroeste.

    Só resta um senão: que ainda sejam poucos eventos texianos fora da Itália.

    Parabéns a toda equipe e especial abraço ao JF, por sua dedicação ao nosso Tex Willer.

  5. Amigo ZeCa,
    foi um belo encontro em Beja, que nunca esquecerei, com todos os texianos fans de Tex e, especialmente, com o Fabio Civiteli, sem dúvida um dos melhores desenhadores, se não o melhor desenhador, do famoso ranger! Foi um grande prazer ter conhecido o Fabio que, para além de grande artista, é um ser humano extraordinário! Sem falar do homem que possibilitou este encontro, o amigo Zeca, que tudo tem feito para que os amantes de Tex possam continuar a desfrutar das aventuras do nosso velho e bom ranger! Valeu a pena.
    Um grande abraço

  6. Congratulações Zeca (e Equipe),

    Grato, por nos proporcionar a oportunidade de partilhar virtualmente e quase em tempo real – na distância de um oceano de separação – as emoções deste evento em terras lusitana, tal a qualidade das imagens e da narrativa.

    Civitelli tem se revelado uma ilustração a parte: texiano de ótimo calibre. Percebemos ainda a presença de muitos outros importantes texianos e texianas, certo?

    Uma festividade de alto nivel cultural que realmente vale ser vivenciada e apreciada…

    Abraços,

  7. Caro amigo Zéca,
    Meus parabéns por promover tão belo evento, que culminou com a brilhante participação do talentoso Fabio Civitelli. Obrigado por ter-nos proporcionado, através das fotos, a possibilidade de visualizarmos um pouco do que foi aquela grandiosa e marcante festa cultural, e, de inquestionável nível internacional! Mais uma vez, meus parabéns a você e sua equipe, grande e incansável ‘pard’ Zéca.
    Um baita abração pra ti.

  8. Um evento deveras fantástico e onde reinou a amizade e alegria. O mestre Civitelli irradiou simpatia como de costume, e rever toda a tribo de amigos Texianos assim como os recém chegados,dos quais destaco o jovem José Maria, que foi uma boa surpresa, pois ver um jovem de 12 anos a gostar de ler B.D. é salutar. Rever o Dorival e conhecer o Marcos Maldonado, com quem estive à conversa bastante tempo foi fantástico, quero tambem parabenizar o meu amigo ZECA pelo excelente trabalho desenvolvido em prol do nosso ranger.
    Abraços a todos

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