Albo Speciale Tex nº 24 – “I ribelli di Cuba”, de Junho de 2010.
Argumento de Guido Nolitta, roteiro de Mauro Boselli, desenhos e capa de Orestes Suarez. História inédita no Brasil e Portugal.
A fasquia estava alta desde o épico “Patagónia”. Esta aventura desde há muito que estava concluída, fechada na gaveta a aguardar uma melhor oportunidade, a sua hora. Finalmente saiu para deleite de todos os leitores texianos, porque apesar de não atingir o patamar do épico de Boselli e Frisenda, reúne mesmo assim inúmeras qualidades, além de trazer mais um valor consagrado do universo gráfico do outro lado do Atlântico.
O jovem Matt Picard, filho de Henri Piccard, um amigo de Montales que trabalha no Ministério da Guerra, foi raptado por seguidores de uma estranha seita. Montales chama Tex e ambos vão até Cuba, em busca do jovem Matt, numa delicada missão, uma vez que terão que contactar com os revolucionários cubanos que lutam contra o domínio espanhol na ilha.
Apesar de frequentes encontros, a verdade é que desde há longo tempo que Tex e Montales não se encontravam juntos no terreno, tal como o fizeram nos tempos da luta pela independência mexicana. Ambos românticos e idealistas, o rapto do jovem Matt catapultará os dois amigos para um terreno hostil que permitirá a cada um exaltar as suas melhores qualidades. Tudo se reacende para Tex e Montales, uma vez que a luta pela independência cubana lembrará os tempos da revolução mexicana e mesmo da sangrenta Guerra da Secessão que dividiu um país.
Desta vez, Montales assume-se mais como uma diplomata, um estratega na arte de iludir, deixando para Tex o lado mais pragmático, ou seja, Montales prepara o terreno enquanto Tex age no terreno. Montales surge assim nesta aventura como um substituto de grande qualidade do velho Carson, recriando um ambiente de diálogos de igual modo interessantes numa história que vive sempre mais da aventura pura do que propriamente das causas históricas que se interligam.
Não que estas não assumam o seu papel, Boselli vinca a especificidade e a importância da luta contra o opressor espanhol, mas o objectivo, esse permanece sempre em recuperar um jovem raptado das mãos de um grupo de fanáticos, com a guerra cubana a servir sempre mais como um pano de fundo ou um cenário onde Tex possa assumir o seu papel. Mas quando tudo é bem feito, coerente e com a dosagem certa em cada momento, o facto de se privilegiar a aventura pura em detrimento do lado didáctico, que voltamos a sublinhar não ter sido abandonado, acaba por nos deixar um sentimento de enorme prazer na leitura.
Orestes Suarez apresenta pranchas de grande qualidade, plenas de dinamismo e ricas em detalhe, demonstrando um grande à vontade e prazer em recriar graficamente todo um universo que faz parte dos compêndios da história da sua Cuba. A sua versão de Tex não é uniforme ao longo da aventura, porquanto algumas vezes o ranger surge incaracterístico. De qualquer modo, parece-nos sempre muito decalcado do Tex de Capitanio, algo diferente das influências ticcianas que quase todos preferiram adoptar. Um trabalho de grande qualidade de um autor que parece ter sabido captar a essência das personagens e da série desde as primeiras páginas.
ALERTA: As entrevistas que se seguem com Mauro BOSELLI & Alfonso FONT revelam todas as surpresas da história “La mano del morto” (Tex italiano nº 593 a 595, de Março, Abril e Maio de 2010), e a sua lida antes da publicação da revista no Brasil e Portugal pode tirar toda a graça, emoção e suspense que se cria entre um capítulo e outro, e até mesmo com relação ao final da aventura.
Entrevistas conduzidas por José Carlos Francisco, com a colaboração de Giampiero Belardinelli, Mário João Marques e Roberto Pagani na formulação das perguntas, de Bira Dantas nas caricaturas e de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino nas traduções e revisões.
MAURO BOSELLI
Como nasceu o projecto dessa aventura? Mauro Boselli: Eu tinha esta ideia na gaveta há algum tempo. Dar uma explicação imaginária ao mistério não-resolvido da morte de Wild Bill, da qual sabe-se quem foi o assassino (enforcado) e da qual sabe-se que houve mandantes (Varnes e Brady, que nunca foram presos ou interrogados sobre o facto). A intenção de envolver Calamity Jane como vingadora surgiu já no início.
Na saga texiana as personagens históricas sempre foram usadas com parcimónia pelos roteiristas, desde G. L. Bonelli. Mas na história A Mão do Morto você usou de forma magistral várias delas, a começar pelos célebres Wild Bill, Buffalo Bill e Calamity Jane. Foi um episódio isolado ou, também a se pensar no Tex Gigante de 2009, no futuro você pescará com mais frequência na História? Mauro Boselli: Tanto o Tex Gigante de 2010 quanto o de 2009, tão exóticos e históricos, partiram de uma solicitação precisa de Sergio Bonelli. Às vezes recorremos à História justamente para encontrar argumentos novos. Assim nasceram as recentes aventuras dos Jayhawkers ou dos Soldados Búfalo. O género faroeste É histórico! De todo modo, ao falar de personagens que realmente existiram ou de situações realmente acontecidas, é claro que devemos fazer isso com bom senso e não com muita frequência. Para nós, como dizia Ford, é sempre mais importante a Lenda!
A presença de tantas personagens históricas não ofuscou o mito de Tex. O carisma do herói emerge em todas as situações e o próprio Carson – no fundo, também ele é uma personagem histórica – é um autêntico protagonista. A força moral de Tex e de seus amigos é arrasadora: sente-se na pele. É justa esta nossa impressão? Mauro Boselli: Eu considero-a justa. O importante é não cair no didatismo e no tedioso. Tex deve ser o motor principal e resolutivo. Ele e seus pards.
A trama que você idealizou é bem complexa, e tem a virtude de ser desvendada de modo claro e de não deixar dúvida alguma. O final veio à sua mente no meio do caminho ou bastou seguir com naturalidade as acções de Tex e de seus pards para chegar a uma conclusão satisfatória? Mauro Boselli: O final das minhas histórias nunca é totalmente decidido no início. Geralmente eu deixo que as personagens se movam sozinhas. Neste caso, elas investigaram…
Fale um pouco das duas personagens que, cada qual a seu modo, destacam-se no roteiro: Calamity Jane, que aqui vem como anjo vingador de alguém que amou, mas também Luke Harrigan, o bandido ao qual é concedida uma segunda chance. Mauro Boselli: O que eu devo dizer? Calamity é um mito do Oeste. Quando jovem era até graciosa e depois se largou um pouco. Mas nós imprimimos a lenda. Intencionalmente ela só aparece no fim, como nas histórias épicas. Está, mas não se vê. Senão seria uma presença por demais limitante.
A figura do co-protagonista Luke Harrigan e a sua redenção estavam bem delineados na sua mente desde o início? Fica a impressão que você se afeiçoou ao simpático canalha 😉 no curso da obra, além das suas próprias intenções, e que a salvação dele deixou intuir um retorno futuro. Mauro Boselli: Luke é mesmo uma daquelas personagens que nascem por circunstâncias fortuitas. Eu o descobri e conheci aos poucos, assim como aconteceu para Tex e Carson. Mas eu não pretendo fazer com que retorne. Ele não tem profundidade suficiente. É herói de uma história só.
Kit Willer é considerado por alguns como uma personagem secundária. Mas nos seus roteiros o filho de Tex mostra um auto-controle explícito. O que lhe fascina nessa personagem, que você parece prezar muito? Mauro Boselli: Eu digo sobretudo – com o risco de atrair críticas (às quais não ligo) – que os que detestam Kit Willer não são fãs de verdade de Tex. Ou são fãs incompletos. O aficionado por Tex tem que gostar de todos os quatro pards (e de Pat e de Montales e de Gros-Jean e de Mefisto e de Brandon e de Morisco… etc., sem exclusão!). Como verdadeiro fã de Tex, eu simplesmente uso Kit como ele merece. De volta aos fãs que odeiam Kit porque é jovem e esperto, creio que esses precisariam de uma bela sessão de análise.
Salta aos olhos que este roteiro é ambicioso: no tema, no desenvolvimento das personagens, no uso dos mitos do Oeste, no enquadramento dos vários rumos da aventura. Você acha que uma personagem com mais de 60 anos pode continuar a mostrar essa ambição? Mauro Boselli: Claro que sim. Se sabemos ou queremos fazer só as histórias de sempre, então mudamos de profissão. Às vezes é preciso ousar, não? Mesmo com o risco de descontentar a costumeira meia dúzia dos que não têm imaginação.
Os três volumes colocados à sua disposição permitiram alternar cenas agitadas e bastante dinâmicas a outras caracterizadas por um ritmo mais estendido e por um diálogo mais denso, necessários para resumir os acontecimentos. Houve alguma história anterior em que você sentiu a necessidade de mais páginas? Mauro Boselli: Eu senti-me limitado em A Última Diligência, que era inicialmente prevista para três edições, e em Os Soldados Búfalo, que eu tive de comprimir em duas edições e meia. As outras histórias, bem ou mal, são como deviam ser.
ALFONSO FONT
Geralmente as histórias assinadas Boselli & Font (e A Mão do Morto é mais uma confirmação) são cheias de coadjuvantes, personagens menores ou até mesmo simples figurantes cujo traço distintivo é a eficaz caracterização gráfica. Como você e Boselli compõem esse mosaico? Você tem liberdade na criação de todas as personagens ou as mais importantes são estudadas com o roteirista? Alfonso Font: Geralmente Mauro prefere ter um estudo preliminar das personagens. Ele me envia uma descrição do carácter, a idade, e a participação no conjunto da história. Com isso, eu busco imaginar aquela personagem como alguém vivo, real, um ser humano que possa ter tais qualidades incluídas em suas características.
A propósito de personagens importantes: a sua versão de Calamity Jane ficou óptima. A mulher aparece com o seu queixo pronunciado mas ao mesmo tempo – a parafrasear as palavra de Lupe (interpretada por Penelope Cruz) no filme Manolete – “a mais bela entre as feias”. Com base em que você e Boselli escolheram essa opção e como chegaram a defini-la graficamente? Alfonso Font: Eu não gosto nem um pouco desses espectáculos bárbaros (n.t.: touradas) e não assisti a Manolete, não assistirei a Manolete e não me interesso pelo senhor Manolete. Esclarecida essa minha opinião, digo que Mauro tinha a ideia de uma Calamity Jane nada bonita, e eu estou com ele.
A riqueza de ambientes e o esmero ao descrever os detalhes, das roupas às armas, é notável. Quanto trabalho preparatório foi necessário antes de você começar a trabalhar sobre o roteiro? Alfonso Font: Uma história sem uma ambientação rica torna-se pouco crível, e eu tenho uma necessidade vital de fazer as minhas histórias o mais crível possível.
Quanto tempo você levou para desenhar esta aventura (visto que um trabalho tão longo constitui por si só uma verdadeira aventura)? Alfonso Font: De doze a quinze páginas por mês. Então, dois anos?
Quais foram as maiores dificuldades que você encontrou, e o que significa para si este trabalho de mais de 300 páginas? Alfonso Font: Eu desenho quadradinhos há quarenta anos. Variar as dificuldades é um trabalho quotidiano. Às vezes o enquadramento para a boa compreensão da cena pode exigir mais, mas isso é só por pouco tempo.
Depois de quase 15 anos de colaboração profícua e ininterrupta, a sua parceria com Mauro Boselli foi (momentaneamente?) interrompida. Como se sente ao trabalhar com Pasquale Ruju? Que diferenças de estilo e de técnica você está a perceber? Alfonso Font: Eu mal comecei. Fiz apenas as primeiras 20 páginas.
Para concluir, como é o seu relacionamento com Tex? Alfonso Font: Há quantos anos eu vivo com ele? Doze, quinze? Ele é um amigo com uma ligação particular.
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Interviste condotte da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Giampiero Belardinelli, Mário João Marques e Roberto Pagani per la formulazione delle domande, di Bira Dantas per la caricatura e di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) e Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni.
MAURO BOSELLI
Com’è nato il progetto di questa avventura? E hai pensato subito ad Alfonso Font per disegnarla, quando hai iniziato a scriverla? Mauro Boselli: E’ un’idea che avevo da qualche tempo nel cassetto. Dare una spiegazione immaginaria all’irrisolto mistero della morte di Wild Bill, di cui si sa chi fu il killer (impiccato) e di cui si sa anche che ci furono dei mandanti (Varnes e Brady, mai catturati nè interrogati in merito). Da subito, l’intenzione era quella di coinvolgere Calamity Jane come vendicatrice.
Nella saga texiana i personaggi storici sono sempre stati utilizzati con particolare parsimonia dagli sceneggiatori, da G. L. Bonelli in poi. Nella tua storia La mano del morto, invece, ne hai impiegati magistralmente diversi, a partire dai celeberrimi Wild Bill, Buffalo Bill e Calamity Jane. Si è trattato di un episodio una tantum oppure, anche pensando al Texone del 2009, in futuro attingerai più frequentemente alla Storia? Mauro Boselli: I Texoni di quest’anno e dell’anno scorso, così esotici e storici, partono da una precisa richiesta di Sergio Bonelli. A volte ricorriamo alla Storia proprio per trovare soggetti nuovi. Così sono nate le recenti avventure dei Jayhawkers o dei Buffalo Soldiers. Il genere western E’ storico! Comunque, parlando di personaggi realmente esistiti o di situazioni storicamente accadute, è chiaro che dobbiamo farlo con buonsenso e non troppo spesso. Per noi, come diceva Ford, è comunque più importante la Leggenda!
La presenza di tanti personaggi storici non ha appannato il mito di Tex. Il carisma dell’eroe emerge in ogni situazione e lo stesso Carson – in fondo anche lui è un personaggio storico – è un autentico mattatore. La forza morale di Tex e dei suoi amici è trascinante: occorre sentirla sulla pelle. È giusta questa nostra impressione? Mauro Boselli: Io la trovo giusta. L’importante è non cadere nel didascalico e nel noioso. Tex dev’essere motore primo e risolutore. Lui e i suoi pards.
La vicenda che hai ideato è molto complessa, e ha il pregio di svelarsi in maniera chiara e di non lasciare dubbi di sorta. Il finale ti si è svelato in corso d’opera oppure ti è bastato seguire con naturalezza le azioni di Tex e i suoi pards per giungere a una conclusione appagante? Mauro Boselli: I miei finali non sono mai completamente decisi dall’inizio. Di solito lascio che i personaggi si muovano da soli. In questo caso hanno indagato…
Parlaci un po’ di due personaggi che, a loro modo, riempiono la sceneggiatura: Calamity Jane, che qui viene come angelo vendicatore di qualcuno che ha amato, ma anche Luke Harrigan, il bandito a cui viene concessa una seconda opportunità. Mauro Boselli: Che ti devo dire? Calamity è un mito del West. Da giovane era anche graziosa, poi si è lasciata un po’ andare ma d’altronde noi stampiamo la leggenda. Volutamente appare solo alla fine, come nelle storie epiche. C’è, ma non si vede. Altrimenti sarebbe stata una presenza troppo ingombrante.
La figura del coprotagonista Luke Harrigan e la sua redenzione erano già ben delineati nella tua mente fin dall’inizio? Rimane l’impressione che tu ti sia affezionato a questa simpatica canaglia 😉 in corso d’opera, oltre le tue stesse intenzioni, e che la sua salvezza lasci presagire un successivo ritorno. Mauro Boselli: Luke è proprio uno di quei personaggi che nascono per circostanza fortuita. L’ho scoperto e conosciuto un po’ alla volta, proprio come accade a Tex e Carson. Ma non intendo farlo tornare. Non ha lo spessore sufficiente. E’ eroe di una sola storia.
Kit Willer viene considerato da alcuni un personaggio secondario: nelle tue sceneggiature il figlio di Tex mostra invece un’esplicita padronanza di sé. Cosa ti affascina di questo personaggio, che sembra starti molto a cuore? Mauro Boselli: Innanzitutto dico, a costo di attirarmi delle critiche (e chi se ne frega!) che coloro che detestano Kit Willer non sono veri fans di Tex. O sono fans tardivi e incompleti. L’appassionato di Tex deve adorare tutti e quattro i pards (e Pat e Montales e Gros-Jean e Mefisto e Brandon e Morisco… ecc… Nessuno escluso!). Da vero fan di Tex, io semplicemente utilizzo Kit, come lui si merita. Tornando ai fans che odiano Kit perché è giovane e in gamba, credo che avrebbero bisogno di una bella seduta di analisi.
Si vede che questa sceneggiatura è ambiziosa: nel tema, nello svolgimento dei personaggi, nell’utilizzo dei miti del West, nell’inquadramento dei vari sviluppi che ha l’avventura. Pensi che un personaggio con più di 60 anni possa continuare a mostrare questa ambizione? Mauro Boselli: Claro que sì. Se sappiamo o vogliamo fare solo le solite storielle allora cambiamo mestiere. Ogni tanto bisogna osare, no? A costo di scontentare i soliti quattro polverosi privi di immaginazione.
I tre albi a tua disposizione ti hanno permesso di alternare scene concitate ed assai dinamiche ad altre caratterizzate da un ritmo più disteso e da un dialogo più fitto necessari per riassumere gli avvenimenti. Ci sono tue storie passate in cui hai avvertito il bisogno di scriverle con una lunghezza diversa? Mauro Boselli: Mi sono sentito limitato nell’«Ultima diligenza» che era prevista per tre albi, inizialmente, e in «Buffalo Soldiers», che ho dovuto comprimere in due albi e mezzo. Le altre storie, nel bene e nel male, sono come dovevano essere.
ALFONSO FONT
Generalmente le storie firmate Boselli & Font (e La mano del morto ne è l’ennesima conferma) abbondano di comprimari, personaggi minori o addirittura semplici comparse il cui tratto distintivo è l’efficace caratterizzazione grafica. Come procedete tu e Boselli a comporre questo mosaico? Godi libertà assoluta nella creazione di tutti i personaggi oppure quelli più importanti vengono studiati a tavolino con lo sceneggiatore? Alfonso Font: Generalmente Mauro preferisce avere uno studio preliminare dei personaggi. Lui mi fa arrivare una descrizione dei loro caratteri, l’età e la loro partecipazione nell’insieme della storia. Allora io cerco d’immaginare quel personaggio come qualcuno di vivo, reale, un essere umano che possa includere nel suo carattere quelle qualità.
A proposito di personaggi importanti: abbiamo molto apprezzato la tua versione di Calamity Jane. La donna appare con la sua mascella pronunciata, ma allo stesso tempo, parafrasando le parole di Lupe (interpretata da Penelope Cruz) nel film Manolete, «la più bella tra le brutte». Su quali basi tu e Boselli avete scelto questa opzione e come siete giunti a definirla graficamente? Alfonso Font: A me non piacciono per niente questi spettacoli barbari: non ho visto né vedrò il film “Manolete”, e non m’interessa il signor Manolete. Una volta chiara questa parte del mio pensiero, dirò che Mauro aveva già l’idea di una Calamity Jane per niente bella, ed io ho concordato con lui.
La ricchezza di ambienti e la cura nel descrivere i dettagli, dagli abiti alle armi, è notevole. Quanto lavoro preparatorio ti è occorso prima di metterti al lavoro sulla sceneggiatura? Alfonso Font: Una storia senza una ricca ambientazione diventa poco credibile ed io ho una necessità vitale di rendere le mie storie il più credibili possibile.
Quanto tempo hai impiegato per disegnare questa avventura (questo dato che un lavoro così lungo costituisce da solo una vera e propria avventura)? Alfonso Font: Dodici-quindici pagine al mese. Quindi circa due anni…
Quali sono state le più grosse difficoltà che hai incontrato e cosa significa per te questo lavoro di oltre 300 pagine? Alfonso Font: Disegno fumetti da circa quarant’anni… Fronteggiare le difficoltà è un lavoro quotidiano. A volte l’inquadratura per la buona comprensione della scena può dare qualche grattacapo, ma solo per poco tempo.
Dopo quasi 15 anni di proficua ed ininterrotta collaborazione, il tuo sodalizio con Mauro Boselli si è (momentaneamente?) interrotto. Come ti trovi a lavorare con Pasquale Ruju? Quali differenze di stile e tecnica stai notando? Alfonso Font: Ho appena iniziato… Ho finito solamente le prime 20 pagine.
Per concludere, com’è il tuo rapporto con Tex? Alfonso Font: Da quanti anni vivo con lui? Dodici, quindici? Non può essere altro che un amico, con un collegamento molto particolare.
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Meados de 2007, tinha redescoberto a minha paixão pela BD que ficara adormecida devido à ausência das revistas nas bancas portuguesas. Essa descoberta surgiu por curiosidade, ao pesquisar na net, fiquei a conhecer o blogue do Tex e o Portal Tex Brasil, dois sites muito bem elaborados e carregados de informação, que aguçaram a minha necessidade de completar as diversas colecções.Com muitas lacunas, entre as quais ressaltava cerca de 80 números entre os primeiros cem de Tex 1ª edição. Comecei então a procurar em todas as livrarias e alfarrábios, por todos os locais onde passava, no sentido de conseguir os atrasados. Em paralelo, procurava nas papelarias os números que estavam a ser distribuídos mensalmente. Apesar de possuir a listagem dos pontos de venda onde eram distribuídas as revistas, os resultados eram insatisfatórios, uma vez que a distribuição era péssima e todos os meses via aumentar as minhas faltas.
Perante este cenário, em que todos os meses perdia tempo e dinheiro nas deslocações aos diversos pontos de venda e sem conseguir os objectivos, o que fazer? Esperar que a distribuição melhorasse? E mesmo que acontecesse, como conseguir os atrasados?
Na minha procura para conseguir os atrasados, adquiri um grande lote de várias colecções de Tex. Fiquei na altura com cerca de 150 exemplares repetidos e uma óptima oportunidade para testar a ideia que tinha em mente: Importar as revistas Bonelli que não encontrava em Portugal. Com a ajuda do José Carlos Francisco, que passou a mensagem aos seus contactos sobre as revistas que tinha disponíveis, a venda foi um enorme sucesso e em poucos dias vendi todos os exemplares. Este foi estudo de mercado que me mostrou a viabilidade do projecto.
O Trading Post surgiu assim, como o meio de completar as minhas colecções. Graças ao teste efectuado e à enorme lista de faltas fornecidas pelos coleccionadores, a probabilidade de sucesso era enorme. Foi assim que em 15 de Dezembro de 2007 o blogue do Tex apresentou o “Trading Post” Nº 0. Este folhetim serviu apenas de exemplo, uma vez que as revistas que apresentava não se encontravam à venda. O primeiro número saiu no mês seguinte como anunciado no Nº 0. Apesar dos indicadores positivos, nunca acreditei que durasse muito tempo, no entanto, beneficiando principalmente da alta do Euro, foi possível manter o TP bastante mais do que os seis meses inicialmente previstos.
Pretendia inicialmente completar todas as colecções de Tex, Zagor e Mister No que saíram no Brasil desde 1971. Faltavam-me centenas de exemplares, além dos mencionados da 1ª edição de Tex, não possuía nenhuma das colecções de Tex completas e, não possuía nenhum exemplar de Zagor Vecchi nem de Mister No Record. Com o passar do tempo e ao conhecer outras colecções, senti necessidade de redefinir objectivos e torná-los mais ambiciosos. Acrescentei então aos mencionados: A História do Oeste e Ken Parker. A História do Oeste é uma fantástica mega série de 75 números, que infelizmente nunca foi totalmente publicada no Brasil. A última tentativa foi efectuada pela editora Record nos inícios dos anos 90, terminando prematuramente e sem aviso, no numero quarenta e sete. Esta série, pela qualidade que possui, merecia em minha opinião uma nova oportunidade. A editora Mythos que nos têm brindado com inúmeras séries de Tex, diversas delas a publicarem a mesma fase, deveria considerar o lançamento desta colecção como alternativa a Grandes Clássicos Tex, (sem espaço desde o lançamento de Tex Colorido). Afinal, já passaram quase vinte anos desde a última vez que esta série circulou pelas bancas. Se esta série se apresentasse segundo os padrões de qualidade da Mythos, com uma nova e actualizada tradução, em formato italiano e, quem sabe, em edições de duzentos ou trezentas páginas, certamente que atrairia um leque de coleccionadores ávidos de bd sobre “cowboys”. Até mesmo os coleccionadores que possuem os quarenta e sete números da editora Record seriam tentados pela possibilidade de completarem toda a história.
Em Junho de 2009 consegui dar o grande passo na conclusão de Tex 1ª edição, adquiri o que procurava há longos anos: Tex nº 1 da 1ª edição. Este exemplar não veio sozinho, adquiri-o num lote de 37 exemplares, os primeiros da colecção e os únicos em formato italiano. Curiosamente não os adquiri no Brasil mas sim em Portugal. Foi uma oportunidade única, apesar de já possuir vinte e um números não hesitei, comprei o lote num leilão no Miau, a um coleccionador português que abandonou a colecção. De uma só vez consegui os 37 exemplares mais caros da colecção, depois destes, completar a colecção tinha-se tornado muito mais fácil. Restava ainda alguns itens igualmente difíceis, mas também graças a este coleccionador, consegui adquirir os 2 pósters que saíram acompanhados das edições nº 78 e 160.
Actualmente possuo quase todas as colecções completas, faltam-me apenas dois exemplares de Tex 2ª edição e o álbum de figurinhas de Tex, que saiu no inicio da década de 80. No entanto, este item é tão raro e caro, que não faço intenções de o adquirir. As vendas do TP desde o inicio do ano que se encontram em queda, o Euro caiu quase 20 por cento ao longo dos últimos meses, o que provocou um agravamento dos preços, consequentemente redução da procura, aumento do stock disponível e diminuição das compras.
Este círculo vicioso não será fácil de quebrar, uma vez que as perspectivas para a Europa mantém-se pessimistas, não se prevendo nos próximos meses, a recuperação do Euro para patamares que me possibilitem apresentar preços competitivos. Para complicar mais a situação, sinto que a distribuição actualmente funciona bem melhor, facilmente se encontra revistas Bonelli nos pontos de venda. Até para as revistas usadas a situação mudou, encontram-se bastantes nos sites de leilões portugueses e a preços atractivos.
Foi com base nestas razões e também ao pouco tempo livre que possuo actualmente, que decidi terminar com o Trading Post. A edição Nº 30 do TP, colocada no blogue em 20 de Junho marca conclusão deste projecto. Apesar de não editar mais o folhetim vou continuar a comprar no Brasil, afinal, senão continuar, passados poucos meses já terei dezenas de faltas e não pretendo voltar à situação inicial. Assim, os interessados podem continuar a contactar-me, sempre que tiver pedidos que o justifiquem efectuarei a respectiva encomenda.
Para terminar gostaria de expressar uma palavra de agradecimento aos responsáveis pelo blogue e também, para todos os coleccionadores que contribuíram para o sucesso do TP através das suas compras. Graças a todos vocês foi possível completar muito mais rapidamente as minhas colecções, para todos vós o meu muito obrigado e muita sorte na vossa procura.
Como conselho, e baseando-me experiência acumulada ao longo deste dois anos e meio: Recomendo aos coleccionadores que ainda não terminaram as suas colecções e que estão muito longe do objectivo, a estabelecerem um plano para o conseguirem, mas sejam flexíveis, não se limitem ao estabelecido. Durante este período consegui trazer para Portugal exemplares raros, como Tex 1ª edição dos primeiros trinta e sete números.
Diversos coleccionadores, apesar de considerarem o preço adequado não adquiriram, porque a prioridade era completar as edições mais recentes. Compreendo a posição mas considero um erro. Recomendo que aproveitam a oportunidade de adquirirem estas edições sempre que surjam, que estejam nas condições que pretendem e que considerem um preço justo. Sejam flexíveis no vosso planeamento, certas edições são cada vez mais raras e mais caras, o que não acontecerá com as edições com quatro ou cinco anos. Exemplos: Tex no Brasil e Tex o mocinho do Brasil. Estes dois livros tiveram uma tiragem limitada a apenas mil exemplares. Estas edições uma vez esgotadas serão muito difíceis de encontrar, uma vez que os compradores são coleccionadores e não leitores. Se pensam ter estas preciosidades nas vossas colecções não esperem que esgotem. Pensem nisto!
[1] Coleccionador de Tex desde 1980.
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Entrevista publicada no MAGAZINE do jornal “O Tempo” de Belo Horizonte (Minas Gerais, Brasil), de 25 de Julho de 2010. Por MARCELO MIRANDA
*Entrevista a Julio Schneider: Consultor, redator e tradutor de quadrinhos
Em qualquer banca de jornal, você encontra as revistinhas com o caubói Tex. Criado em 1948 na Itália, o personagem é publicado no Brasil desde os anos 50 e possui o título de quadrinhos mais longevo e ininterrupto no país – desde 1971, quando ganhou edição mensal, está no número 489, pela Mythos Editora. Julio Schneider, tradutor e consultor das revistas Bonelli no Brasil, falou com o Magazine sobre Tex e o possível cancelamento de “Julia Kendall – Aventuras de uma Criminóloga”, um dos principais títulos da editora.
Quadrinhos que vêm da Itália
Vamos começar pela parte ruim: o possível cancelamento do ótimo “Julia Kendall” no Brasil. “Aventuras de uma Criminóloga” é um gibi (em Portugal: revista de banda desenhada) que vive uma situação paradoxal. É considerada pelo leitor, pela crítica e por jornalistas como uma das mais interessantes histórias em quadrinhos (em Portugal: quadradinhos) das últimas décadas. Porém, é dos títulos que menos vendem em banca. No início, quando sugeri editarmos a série aqui, as revistas vendiam maravilhas. Aos poucos, os números passaram a diminuir, e aí começou a acender a luz vermelha na editora. Já faz tempo que as vendas não cobrem os custos mensais da revista. Tenho carinho monstruoso por “Julia”, inclusive já ganhei do Giancarlo Berardi [roteirista da série] uma edição autografada onde se lia: “Para o único homem com quem divido uma mulher” [Risos]. Sempre que vamos renovar o contrato de “Julia”, pensamos em cancelar, mas ela se mantém porque existem leitores que apenas compram essa revista. Se tirarmos de circulação, esse leitor nem volta à banca. É um pessoal pequeno, mas fiel. Só que está ficando insustentável. Empresarialmente, não tem sentido fazer um produto sem mercado.
Qual o prazo máximo de “Julia”? Estava decidido que iria até o final deste ano, mas em junho a editoria decidiu cancelar logo naquele mês, na edição 68. O legal foi que vários leitores entraram em contato conosco, mostraram seu carinho pelo título e se dispuseram a ajudar a mantê-lo nas bancas. Temos garantido até a edição 71, de outubro, para saber se continua ou não. Depende de vendas.
O que mais torna “Julia Kendall – Aventuras de uma Criminóloga” um título potencialmente atrativo? Histórias intrigantes, inteligentes, jamais banais, sem lugares comuns e sempre com aquela surpresa final, como todo bom romance ou filme policial. Você nunca sabe como a trama vai terminar, às vezes, até chegar na última página. O próprio Berardi, ao escrever, não tem em mente como vai terminar cada história e deixa os personagens criarem seus próprios ritmos. Há ainda detalhes que parecem não ter nada a ver com o enredo central: discussões com a empregada sobre o leite, ou sobre uma gata grávida, ou sobre um quadro na parede… Isso valoriza o caráter humano dos personagens. Não há apenas a ação que interessa à história, mas a psicologia das pessoas. Vemos pessoas que podem ser nossos vizinhos, nossos colegas; situações de pais discutindo com filhos, problemas no trabalho… Quem lê “Julia” sempre elogia a HQ (em Portugal: BD) como um trabalho de altíssimo nível. Se Berardi tivesse nascido nos EUA, seus roteiros seriam comprados para virar filme. Mas ele é italiano, e o norte-americano não gosta muito do que vem de fora.
O preço (R$ 8,90) não é alto? Na Itália, terra natal de “Julia”, tem-se lido menos a cada ano, mas lê-se dez vezes mais que no Brasil. Uma edição de baixa venda por lá vai de 20 mil a 40 mil exemplares. No Brasil, qualquer edição de sucesso vende uns 2.000 a 4.000. Nos anos 1970, aqui, se você colocasse seu caderno de desenhos na banca, vendia. “Tio Patinhas” chegava a 500 mil exemplares, “Tex”, uns 150 mil. Mas o preço acaba sendo resultado de uma questão matemática. Se não vende, o preço não acompanha, porque não vai pagar o quanto aquilo custa para chegar até ali.
Vamos ao carro-chefe da Bonelli/Mythos, que é “Tex”. A que você acredita que se deva a longevidade da publicação da série? Se “Tex” fosse criado no Brasil, não teria o sucesso que teve. Ele surgiu na Itália no momento certo, depois da guerra. O país estava destruído, e as pessoas precisavam de algo para lhes dar esperança. Um dos entretenimentos era o cinema, especialmente vindo dos EUA, onde se tinha o auge do faroeste. Os italianos se identificaram com aquele universo: heróis lutando contra vilões prepotentes em busca de um país a ser reconstruído. “Tex” nasceu nesse meio. Quando chegou ao Brasil, ele veio no bojo do próprio faroeste, que era muito popular. Logo os gibis fizeram sucesso. Continham histórias mais longas que a dos quadrinhos tradicionais e serviam como entretenimento prolongado. Criou-se o que chamamos “leitor de rodoviária”, que comprava o gibi para durar uma viagem inteira de ônibus (em Portugal: autocarro), com histórias emocionantes e gostosas de ler. Hoje, o Brasil é o maior mercado de “Tex” fora da Itália. Temos uns seis ou sete títulos circulando em bancas brasileiras, entre a edição mensal regular e especiais.
“Tex” ainda sai em muitos países? Não, apenas em alguns poucos, vários no Leste Europeu.
Como é na Itália? Por lá, o Tex é uma instituição nacional. Você pode fazer qualquer tipo de piada com os italianos, menos as que envolvam a “mama”, a pizza e o Tex. Boa parte das personalidades do país leem a série. Ministros, jogadores de futebol, cineastas. O Roberto Benigni já se declarou um grande fã. O mais legal também é que todas as secretarias municipais de cultura do país apoiam os quadrinhos. Durante o ano todo, acontecem mostras dedicadas às HQs, sempre em uma cidade, às vezes em mais de uma. Tenho até uma certa inveja deles [risos].
Por que alguns títulos populares na Itália, como “Dylan Dog” e mesmo “Julia Kendall”, parecem não funcionar no Brasil? É questão de gosto. Cerveja, por exemplo: o europeu gosta das amargas, nós preferimos as mais suaves. Os norte-americanos gostam de quadrinhos de super-heróis, os europeus os consideram fabulares demais. Para você ter uma ideia, os títulos mais populares da Bonelli Comics [a principal editora de HQs da Itália] são “Nathan Never” e “Dylan Dog”. O primeiro, uma ficção científica; o segundo, terror. Nenhum deles funciona no Brasil há mais de 30 anos. O leitor brasileiro não gosta desses gêneros. É uma questão cultural. O mangá, que vende milhões no Japão, não pega na Europa, mas possui seu nicho no Brasil.
Quem é o leitor de “Tex” no Brasil? O leitor padrão tem entre 30 e 40 anos, é do sexo masculino e está na classe média baixa ou na “média-média”. Muitos leitores jovens passaram a ler “Tex” por conta de coleções dos pais, dos avós. Mas esse processo está enfraquecendo porque, a cada geração, surgem novas formas de diversão, e isso no mundo todo. “Tex” já vendeu um milhão de exemplares por mês na Itália; hoje, se chega a 250 mil, é sucesso. Todo ano há um decréscimo constante de vendas, na casa dos 10% ou 15%. O Brasil segue a mesma tendência. Em breve, os leitores de “Tex” serão um grupo muito mais segmentado e específico. Tenho exemplo em casa. Minha gibiteca (em Portugal: bedeteca) tem milhares de exemplares, mas meus dois meninos simplesmente não se interessam.
O desinteresse em determinadas formas de arte é geracional? Ah, ler dá trabalho. A pessoa precisa olhar a página, virar a página, imaginar, concentrar-se, compreender. Diante de outros entretenimentos, é difícil demais. Ao ver TV, você senta passivo e olha, é bem menos trabalhoso. O que acontece hoje é que a preguiça tomou espaço.
********************************************************************************************* Salvem a Júlia Kendall “Julia Kendall – Aventuras de uma Criminóloga” é um quadrinho policial criado e escrito por Giancarlo Berardi e publicado mensalmente na Itália. Está na edição 143.
No Brasil, “Julia” começou a sair em novembro de 2004 pela Mythos, mas corre risco de ser cancelada no próximo mês de outubro, na edição 71.
Os fãs pedem que leitores comprem uma edição para si e outra para presentear alguém e “inocular” o vício
de ler “Julia Kendall”.