O prestigiado Portal TexBR, maior site brasileiro que trata de fumetti e faroeste, com especial atenção para o quadrinista italiano Sergio Bonelli, e sua personagem de maior sucesso, Tex, através do seu coordenadorGervásio Santana de Freitas, recorda aos seus internautas, que neste mês de Agosto é comemorado o primeiro aniversário da parceria estrutural entre o TexBR e o blogue português do Tex, da seguinte forma:
É com muito orgulho que comemoramos um ano de parceria estrutural com o Blogue do Tex, administrado de Portugal por José Carlos Pereira Francisco (o Zeca) e Mário Marques (o Marinho).
O Blogue do Tex teve no ano passado o design remodelado pelo TexBR e neste mês de Agosto completa um ano de casa nova, um ano alojado na estrutura TexBR, uma hospedagem segura e confiável, focada na estabilidade da divulgação do que de melhor há no quesito informação bonelliana.
Parabéns Zeca e Marinho, por este primeiro aniversário na estrutura TexBR. Que possamos nós todos continuar fazendo aquilo que mais gostamos, ou seja, divulgar notícias, factos e curiosidades de nossos heróis com a certeza de que a estrutura web nunca estará off-line.
Pela nossa parte, dizemos obrigado pelos parabéns e obrigado também pelas palavras e votos.Agora, passado um ano do início desta parceria, podemos dizer que com este novo registo no domínio TexBR, estamos certamente mais eficientes e podemos corresponder em pleno aos anseios de todos os que diariamente nos visitam.
Nada disto teria sido possível sem o carinho e atenção de todos os que diariamente convivem no blogue e que nos encorajam. Nada disto teria sido possível sem a colaboração dos que nos enviam matérias. Nada disto teria sido possível sem a colaboração de autores, desenhadores, afinal quem está por detrás do pano. Nada disto teria sido possível sem o grande carisma, o elevado profissionalismo e a enorme paixão do pardGervásio Santana de Freitas que tudo fez (e continua a fazer) para o pleno funcionamento do blogue português do Tex, pois esperamos estar sempre à altura de todos que nos visitam em busca de novidades, entrevistas, notícias e tudo o mais que tenha a ver com o mundo Texiano 🙂
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Leo Radd: Olá, amigos texianos… sou o Leo, natural de Uruguaiana (Rio Grande do Sul – Brasil). Nasci em 1972 (um ano depois de Tex estrear sua revista mensal pela Editora Vecchi). Sou Publicitário e Professor na área de Comunicação. Também sou fanático por banda desenhada… e colecciono desde revistas da Disney (Donald, Disney BIG) até Vertigo (Preacher), passando por BD’s de humor (MAD, Chiclete com Banana) e clássicos da Marvel (Bibliotecas Marvel com histórias dos anos 60 a 80). Além de Tex, é claro!!!
Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada? Leo Radd: Foi quando eu tinha 7 anos (em 1979) e tornei-me fã do Homem-Aranha graças ao desenho animado que fazia muito sucesso na época. Da TV, passei a interessar-me também pelas revistas do Aranha (publicados pela Rio Gráfica Editora – a mesma que publicaria Tex depois da Vecchi). A partir daí voltei a atenção para outras personagens (Pato Donald, Capitão América, X-Men, etc.) e o meu interesse pela Banda Desenhada virou uma bola de neve 🙂
Quando descobriu Tex? Leo Radd: Apenas no início dos anos 80, quando herdei uma colecção completa da Vecchi (do nº 1 até ao 150) de um tio meu que era fã entusiasta de Tex (mas que sofria de cancro e já estava hospitalizado quando resolveu doar-me a sua colecção). Infelizmente, por problemas financeiros, vi-me forçado a vender todas as edições lá pelos anos 90. Mas agora resolvi correr atrás das histórias mais importantes de Tex – recomeçando uma nova colecção da estaca zero!!!
Porquê esta paixão por Tex? Leo Radd: Sendo fruto dos anos 70, vivenciei um período da minha infância onde as crianças ainda brincavam de “Forte-Apache” (eu mesmo tinha um feito de madeira), usavam revólveres de espoleta (algo impensável nos dias de hoje onde impera o “politicamente correcto”), e a TV passava filmes de Bang-Bang todos os dias. Assim, era natural que eu desenvolvesse uma paixão pelo espírito de faroeste que permeava o imaginário popular daquela época. Se na TV eu adorava os filmes de Sergio Leone (Era uma Vez no Oeste – Brasil ou Aconteceu no Oeste – Portugal) e de personagens tipo Django e Sartana… nas banda desenhada era Tex quem dominava!!!
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Leo Radd:Talvez um senso de justiça mais próximo da realidade e que se aproxima mais de uma identificação com o leitor. Por exemplo, enquanto outros heróis (Superman, Batman) preferem deixar criminosos impunes (que continuam matando inocentes) por serem incapazes de tirar a vida de um criminoso…. Tex mata quando é preciso e quando sabe que essa é a única forma de se deter o mal que está enfrentando. Ou seja: Tex é uma personagem de carácter, íntegro, de bons princípios… mas que faz o que é necessário em prol da justiça sem ser necessariamente um anti-herói (que nem o “Justiceiro”, por exemplo).
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Leo Radd: Bem, agora tenho apenas umas 25, já que reiniciei a minha colecção apenas no início deste ano. A edição mais importante que eu tenho actualmente é Tex Coleção nº 252 – “O Ídolo de Cristal”. Mesmo que eu agora tenha essa história em formatinho, ela traz-me boas lembranças de quando eu a tinha em formato gigante e acabamento de luxo nos anos 80. É valor sentimental mesmo (saudosismo) pois era uma das edições de banda desenhada mais visualmente bonitas que eu tinha. Porém, a minha meta agora é adquirir as melhores e mais importantes edições de Tex Ouro, Grandes Clássicos, e Tex Edição Histórica (estou procurando edições passadas dessas séries em alfarrabistas e lojas especializadas).
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Leo Radd: Apenas o material impresso mesmo. Mas confesso que eu até compraria outros produtos de Tex (bonecos, camisas, canecas), se fossem fáceis de se encontrar por aqui.
Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir? Leo Radd: O encadernado em capa dura e tamanho gigante: “O Ídolo de Cristal”. Mas eu também tinha um isqueiro do Tex, que também herdei quando era criança desse mesmo tio que me doou a sua colecção da Vecchi. Era um isqueiro raríssimo feito à mão por um fã. Eu não fumava naquela época (pois tinha apenas 10 anos), porém, o isqueiro era muito bonito e eu guardava junto com o resto da colecção.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Leo Radd: A minha história favorita sempre foi: “Navajos em Pé de Guerra” (que foi republicada em Grandes Clássicos de Tex nº 16 com o título “Sangue Navajo”). Foi essa história que me fez comprar na época (quando saiu pela Vecchi) um Forte Apache de brinquedo (com dezenas de bonequinhos de índios e cowboys armados até os dentes), pois fiquei fissurado no ritmo e cenas de acção dessa história em especial!!!
Já a equipa técnica que mais aprecio é a boa e velha dupla Bonelli/Galep… que me ensinaram a adorar as histórias e o universo de Tex. Galep, inclusive, não é só o melhor desenhador de Tex como também é o melhor capista: as capas que ele desenhou para o Tex são memoráveis e inesquecíveis.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Leo Radd: O que mais me agrada nas histórias de Tex é o espírito de aventura e amizade que une as principais personagens: sair cavalgando em busca de acção e aventura, arriscar a vida pelos amigos e por justiça, desafiar o desconhecido. São os elementos que mais me agradam em Tex, pois esses são os principais ingredientes do género.
Já o que me agrada menos são tramas fantasiosas demais, que fogem muito ao grau de realismo que as histórias de Tex deveriam ter. Tipo, naquelas histórias bizarras envolvendo alienígenas com armas lasers, lobisomens, e monstros em pleno velho oeste. Para mim esse tipo de coisa parece mais falta de ideias para escrever boas histórias, do que ousadia e inovação. Eu gosto muito do sobrenatural e de magia (especialmente nas histórias com Mefisto), mas existe um certo limite que se ultrapassado torna-se irreal demais e elimina a possibilidade do leitor em embarcar na história.
Eu também sou muito fã do “Justiceiro” (da Marvel), e também não gosto de ver histórias onde ele interage com outros heróis e enfrenta ameaças cósmicas ou super-vilões… prefiro ver ele enfrentando e matando traficantes e bandidos mais “reais”, pois ele próprio é uma personagem bastante realista (ou seja: humano, sem poderes, plausível). Da mesma forma que o Tex também é. E eu gosto de ver essas personagens realistas em histórias igualmente realistas.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Leo Radd: Acho que são os valores que ele passa aos leitores e que estabelece um elo de identificação e ligação entre personagem e leitor. Os heróis e mitos que vivem para sempre no imaginário popular possuem esse elo com os leitores (que se identificam com os seus heróis e com as atitudes que eles tomam diante das situações que enfrentam). A gente admira o herói que faz aquilo que a gente espera que ele faça: e Tex é assim.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Leo Radd: Sim, eu frequento regularmente a loja de quadradinhos aqui onde eu moro (Tutatis – em Porto Alegre/Rio Grande do Sul) e sempre que eu apareço por lá encontro com amigos coleccionadores das mais variadas revistas. Tenho amigos para praticamente cada tipo de revista que eu acompanho (Disney, Marvel, Vertigo, Mad, Tex), sendo que de Tex eu consegui com eles boas indicações de histórias óptimas que me ajudaram a recomeçar a colecção. Quem vier a Porto Alegre e quiser marcar um encontro ou uma cervejinha para falar de Tex, é só avisar-me!!! 🙂
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Leo Radd: Vejo com bons olhos e bastante optimismo. Se Tex tem durado e sobrevivido ao tempo desde que foi criado, acho que ainda tem muito potencial para sobreviver por mais 60 anos. Pois Tex já passou por aquele período em que o género western estava em baixa no cinema e na TV (lá por idos dos anos 80 e 90) e essa para mim foi a fase mais perigosa, pois teve momentos em que eu achei que a mídia iria enterrar o género e fazê-lo ser esquecido aos poucos. Mas Tex sobreviveu a isso, e ainda hoje é uma das raríssimas personagens que ostentam cerca de 4 a 5 títulos sendo lançados a cada mês (entre mensais e edições regulares que se revezam entre si: Ouro, Clássicos, Ed. Histórica, Almanaque, Férias, Anual, etc.)… Nem o Homem-Aranha ou Batman conseguem essa façanha de possuírem tanta diversidade de títulos nas bancas!!!
Assim sendo, acho que se a Mythos continuar mantendo uma certa variedade de títulos que abrangem períodos diversos da cronologia de Tex (facilitando que novos leitores adquiram as principais sagas e histórias de tempos em tempos)… não só a longevidade de Tex será mantida, como também novos leitores continuarão se formando a cada nova geração!!!
Abração, pards!!!
Prezado pard Leo Radd, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu. (Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Na Itália irá ser lançada em breve, pela empresa Hobby & Work, uma extraordinária colecção de miniaturas em 3D (que virão acompanhadas de fascículos) inteiramente dedicada às personagens mais amadas da banda desenhada italiana e obviamente que Tex Willer faz parte da colecção.
A partir de 14 de Agosto e com uma cadência semanal (sempre aos sábados), excepto as três primeiras que sairão quinzenalmente, descubra a exclusiva colecção de miniaturas dos seus heróis favoritos em 3D. Pela primeira vez nos quiosques italianos uma extraordinária colecção de miniaturas de alta qualidade e fascículos inteiramente dedicados às personagens mais amadas dos quadradinhos italianos.
Cada personagem foi cuidadosamente esculpido em pose dinâmica que acentua o realismo e a plasticidade e é fielmente reproduzido em todos os detalhes de roupas e acessórios. Todas as miniaturas são pintadas à mão para render ao máximo os heróis de papel. O realismo é tal que vai parecer que os protagonistas da BD italiana ganharam vida! O tamanho escolhido para cada figura, 95 mm, permite a apurada definição dada a cada detalhe das esculturas conferindo à colecção, além de uma precisão de detalhes, um elevado valor para coleccionadores devido ao esplendor da terceira dimensão.
A cada lançamento um fascículo para descobrir muitas notícias e curiosidades sobre todos os heróis da BD desta colecção, as biografias dos autores, as histórias das personagens e as anedotas sobre a sua criação para o coleccionador se tornar um especialista das “nuvens falantes”!
A colecção começa com DIABOLIK, o mítico “rei do terror” criado por Angela e Luciana Giussani. Segue-se ZAGOR, um autêntico campeão da BD aventureira nascido da fantasia de Guido Nolitta, pseudónimo do editor Sergio Bonelli, prosseguindo com TEX, um dos mais admirados personagens italianos. O maior e o mais longevo dos heróis western, que desde 1948 diverte e apaixona sempre novas gerações de leitores. Um verdadeiro clássico sem tempo. As aventuras de Tex junto dos pards – o inseparável Kit Carson, o guerreiro Jack Tigre e o filho Kit Willer – são uma das excelências históricas da banda desenhada italiana.
E a colecção prossegue depois com Mister No, Martin Mystère, Dylan Dog, Eva Kant, Mefisto, Miele, Ginko, Chico, Julia, Kit Carson, Magico Vento, Grande Blek, Valentina, Dampyr, Lo Sconosciuto, Zora, Comandante Mark… e tantos outros heróis da BD italiana, num total de 25 e ao preço individual de € 10,99, excepção feita para as duas primeiras miniaturas que serão postas à venda respectivamente por € 4,99 e a € 7,99.
Do jovem fã e coleccionador brasileiro de Tex, Eder Santos Carvalho, nascido em 1980 em Encruzilhada do Sul, no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, sendo no presente estudante de arquitectura e desenhador técnico trabalhando num escritório de Engenharia e também desenhando para um escritório de topografia, recebemos dois belos desenhos: Tex Willer,inspirado em Magnus (Roberto Raviola) e Sex Willer, uma dama de olhar duro mas extremamente sensual, “criação” de Fabio Civitelli, conforme se pode comprovar nas imagens que divulgamos neste post e que mostram a beleza destas artes de Eder Santos Carvalho. Para conhecer melhor este jovem fã e coleccionador brasileiro com jeito para o desenho não deixe de ler a entrevista que o Eder concedeu ao nosso blogue.
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(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)