Póster Tex Nuova Ristampa 139

Póster Tex Nuova Ristampa 139

Vemos nesta ilustração de Claudio Villa, Tex Willer, junto à margem americana do Rio Grande, prestes a evitar o enforcamento de um jovem índio apache, de nome Negrito, que estava para ser levado a cabo por um sargento e dois soldados da Cavalaria dos Estados Unidos da América, como forma de castigá-lo por tentativa de roubo de um dos cavalos do trio militar.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Frontiere di fuoco” de Guido Nolitta e Aurelio Galleppini (Tex italiano #223 a #226).
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Texto de José Carlos Francisco

Vídeo: Caricatura de Victor de la Fuente por Eduardo Soto

O caricaturista mexicano Eduardo Soto a propósito do recente falecimento do consagrado desenhador espanhol Víctor de la Fuente resolveu homenagear este Mestre da 9ª Arte, que desenhou inclusive Tex Willer, com uma caricatura abrilhantada por um sentido texto sobre Víctor de la Fuente, conforme se pode constatar assistindo ao vídeo:

Morte de Víctor de la Fuente noticiada no jornal Público

Logótipo do Jornal PúblicoTexto do caderno «P2» do jornal Público, de 19/07/2010
Carlos Pessoa

1927-2010
Victor de la Fuente
Sempre um passo à frente do seu tempo

* Foi um dos grandes autores espanhóis do século XX. Deixou uma obra magnífica, incompleta e dispersa, sem um herói facilmente identificável, muitas vezes feita apenas para sobreviver. Merece ser redescoberto…

Victor de la Fuente no caderno P2 do jornal Público, de 19-07-2010Fundador do comic adulto em Espanha, personalidade gráfica única, estilo naturalista inimitável, um dos primeiros autores internacionais antes da mundialização. Todos estes atributos assentam como uma luva no perfil e na obra de Víctor de la Fuente, criador espanhol de BD que morreu a 2 de Julho, na localidade francesa de Le Mesnil Saint Denis, onde vivia há quase 40 anos.

Não há exagero em dizer que desapareceu um dos grandes autores espanhóis do século XX, embora nem sempre De La Fuente tenha mantido uma cotação alta entre os editores ou conseguido captar a simpatia do grande público. Doente há vários anos e afastado da actividade, também já pouco dizia às gerações mais novas.

Muitos autores poderiam rever-se nessa dualidade contrastada e algo paradoxal da vida e obra do artista espanhol, razoavelmente divulgado em Portugal nas décadas de 70 e 80. Patrick Gaumer, crítico francês e autor do Larousse de la BD, sintetizou bem a situação quando disse ao P2 que “tem-se sempre a impressão de oportunidades falhadas ao olhar para o percurso de De La Fuente, o que é realmente uma pena”. Lembra que algumas das páginas do western Sunday ou das séries de heroic fantasy Haxtur e Mathaï-Dor incluem pranchas que, “ao misturarem o texto e o desenho, flirtavam com o romance gráfico”. E explica que o autor “soube trabalhar com os maiores argumentistas europeus, de Victor Mora a Jean-Michel Charlier, passando por Guy Vidal, François Corteggiani ou Alejandro Jodorowsky”.

Didier Pasamonik (editor do site especializado em informação ActuaBD) acrescenta: “À semelhança de Hugo Pratt ou Alberto Breccia, De La Fuente foi um dos primeiros autores “internacionais” a trabalhar tanto para os Estados Unidos como para França, Itália ou Inglaterra, anunciando a mundialização que estava para vir.”

Tudo somado, eis-nos perante uma obra superlativa, excessivamente dispersa e incompleta (nunca conseguiu criar um herói durável, lembra o estudioso português Leonardo de Sá), muitas vezes subordinada a exigências “alimentares”, e longe de conferir ao seu autor o título de artista popular.

Pelo mundo

Victor de la FuentePedro Víctor de la Fuente Sánchez nasce em 1927 em Ardisana de Llanes, nas Astúrias. No começo dos anos 1940, em plena ditadura franquista, começa a trabalhar no estúdio gráfico de López Rubio (Madrid), colaborando em revistas da época – Maravillas, Flechas y Palayos ou Chicos. Parte em 1945 para o Chile, onde se instala e dirige a revista El Peneca. Viaja por Cuba e pela Argentina, trabalhando ao mesmo tempo para o mercado norte-americano (Dell Publishing, Nova Iorque). Regressa à Europa em 1959 e trabalha para as editoras de língua inglesa Fleetway e DC Thompson. Em 1967 conhece Victor Mora, com quem desenvolve o western Sunday a partir do ano seguinte.

O aparecimento da revista espanhola Trinca em 1970 proporciona a De La Fuente a afirmação como autor de primeira grandeza, com a série de heroic fantasy Haxtur e, depois, no mesmo registo, Mathaï-Dor. Os ares do franquismo crepuscular não lhe são muito favoráveis e o autor decide instalar-se em França no começo dos anos 1970, iniciando uma nova fase da sua carreira.

Mathai-Dor - A noite dos temposSão desse período as suas colaborações avulsas na Histoire de France en Bandes Déssinées e em La Bible (1975 e 1976). Mas volta a estar em foco com Haggarth, uma banda desenhada de heroic fantasy publicada nos primeiros números da mítica revista francesa (À Suivre). Seguem-se outras séries: Les Gringos (argumento de Jean-Michel Charlier, 1979), Les Anges d”Acier (Victor Mora, 1983), La Sibérienne (também com Mora, 1985), Francis Falko (com Corteggiani, 1987), Aliot (com Jodorowsky, 1996), Josué de Nazareth (com Patrick Cothias, 1998).

Pelo meio, o autor continua a assegurar uma presença regular no mercado espanhol, nomeadamente nas revistas Tapón e Zona 84. Em 1992, é o primeiro desenhador não italiano a animar a série Tex Willer (argumento de Claudio Nizzi).

Exemplo a seguir

A importância de Víctor de la Fuente na banda desenhada espanhola é incalculável. Quem o diz ao P2 é Alvaro Pons, professor universitário, especialista em BD e crítico do El País: “Foi um exemplo para toda uma geração. Muitos desenhadores, como Carlos Giménez, Josep Maria Bea, Luis Garcia ou Adolfo Usero, comentaram que quando entraram nas Selecciones Ilustradas, uma agência que trabalhava para o mercado britânico, os desenhos de Víctor eram um exemplo a seguir, uma academia com a qual aprendiam.”

Didier Pasamonik não hesita em qualificar De La Fuente como “um líder que levou uma certa escola realista espanhola ao cume criando um desenho “espanhol” imediatamente reconhecível pelas suas marcas decorativas e o sentido um pouco barroco da composição”.

HaxturAcrescenta Pons: “O seu domínio da figura humana e a facilidade de desenhar são lendários. Obras como Haxtur significam, para muitos, o começo do comic adulto em Espanha.”

O investigador português Leonardo de Sá lembra que o trabalho deste espanhol se “insere num movimento de renovação da historieta com início no final dos anos 1960, levado a cabo por uma série de autores que começaram a realizar uma obra mais pessoal”. Este especialista considera que é difícil dizer se De La Fuente influenciou de forma evidente outros autores espanhóis. “Eles tinham todos estilos tão individuais em termos gráficos que a única maneira de sofrerem influência seria plagiando, coisa que não traria grande mérito a ninguém…”

A opinião de Alvaro Pons vai no mesmo sentido: “De La Fuente é um daqueles desenhadores cujo nível é tão, tão elevado que é muito difícil segui-lo. Pertence a uma categoria selecta de autores como Foster [criador de Príncipe Valente] ou Salinas [Cisco Kid], com um tal domínio do desenho naturalista que tornava complexo e quase impossível que alguém pudesse sequer imitá-los.”

Copyright: © 2010 Jornal Público; Carlos Pessoa
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Legendas para a versão italiana do filme de Tex

Capa do DVD italiano do filme Tex e il Signore degli AbissiO blogue do Tex tem a satisfação de anunciar aos texianos que está disponível na Internet a legenda específica para a versão italiana do filme Tex e il Signore degli Abissi (no Brasil, Tex e o Senhor dos Abismos, ou Tex Willer e os Senhores do Abismo; em Portugal, Tex, o pistoleiro).

Graças a um longo e acurado trabalho do texiano Rodrigo Bratz, os fãs brasileiros e portugueses podem agora assistir, com legendas em português, à versão original do filme do ranger, no idioma italiano. Essa versão, além de apresentar falas muito mais fiéis às dos quadradinhos texianos, tem ainda várias cenas que não existem na versão dobrada (dublada, no Brasil) em português ou em inglês – e a principal delas é a aparição do feiticeiro indígena interpretado pelo grande G.L. Bonelli também ao final da película.

E não é só: o autor elaborou também uma legenda no próprio italiano, destinada em especial aos texianos estrangeiros que quiserem traduzi-la para outros idiomas.

Para baixar as legendas, basta acessar os links a seguir. Bom filme!

Legenda em português:
Link 1
Link 2 (alternativo)

Legenda em italiano / Sottotitolo in italiano / Subtitle in italian:
Link 1
Link 2 (alternativo / alternative)

Abaixo, uma amostra adaptada das legendas, em português e em italiano:

00:00:12,500 –> 00:00:14,700     Dizem que ele vinha do Norte…
00:00:15,300 –> 00:00:18,800     como o vento gélido que varre, durante o inverno,

00:00:18,900 –> 00:00:20,800     os campos da grande pradaria.
00:00:21,500 –> 00:00:23,200     TEX E O SENHOR DOS ABISMOS
00:00:23,300 –> 00:00:24,300     Tex Willer…
00:00:24,500 –> 00:00:27,500     Das extremas regiões da Montanha Prateada…
00:00:28,000 –> 00:00:32,500     às águas azuis do rio das longas canoas…
00:00:32,600 –> 00:00:35,600     o seu nome era pronunciado com temor.
00:00:36,500 –> 00:00:39,000     A morte cavalgava ao seu lado…
00:00:39,200 –> 00:00:43,700     pronta a atingir qualquer um que violasse a lei do homem branco.
00:00:45,100 –> 00:00:49,600     Mas o seu espírito corria livre, não conhecia fronteiras.
00:00:51,400 –> 00:00:55,800     Assim também os índios logo aprenderam a conhecê-lo…
00:00:56,900 –> 00:01:01,300     e a respeitá-lo, dando-lhe o nome de Águia da Noite.
00:01:02,500 –> 00:01:06,500     Então chegou o dia em que ele uniu o seu sangue…
00:01:06,600 –> 00:01:09,000     ao sangue guerreiro dos Navajos.
00:01:09,800 –> 00:01:14,300     E, após algumas luas, sua testa tingiu-se com a faixa do comando…
00:01:14,800 –> 00:01:16,200     o sagrado wampum.
00:01:17,100 –> 00:01:20,200     A história se confunde na lenda…
00:01:21,100 –> 00:01:24,900     em um tempo perdido entre magia e realidade.
00:01:25,800 –> 00:01:28,200     Deixem que eu lhes conte a história deste homem…
00:01:28,300 –> 00:01:32,300     e dos dias de aventura que o tornaram imortal!

00:00:12,500 –> 00:00:14,700     Dicono che venisse dal Nord…
00:00:15,300 –> 00:00:18,800     come il vento gelido che spazza, durante l’inverno,
00:00:18,900 –> 00:00:20,800     le pianure della grande prateria.
00:00:21,500 –> 00:00:23,200     TEX E IL SIGNORE DEGLI ABISSI
00:00:23,300 –> 00:00:24,300     Tex Willer…
00:00:24,500 –> 00:00:27,500     Dalle estreme regioni della Montagna d’Argento…
00:00:28,000 –> 00:00:32,500     alle azzurre acque del fiume dalle lunghe canoe…
00:00:32,600 –> 00:00:35,600     il suo nome era pronunciato con timore.
00:00:36,500 –> 00:00:39,000     La morte gli cavalcava al fianco…
00:00:39,200 –> 00:00:43,700     pronta a ghermire chiunque violasse la legge dell’uomo bianco.
00:00:45,100 –> 00:00:49,600     Ma il suo spirito correva libero, oltre ogni frontiera.
00:00:51,400 –> 00:00:55,800     Così anche le genti indiane impararono presto a conoscerlo…
00:00:56,900 –> 00:01:01,300     ed a rispettarlo, chiamandolo Aquila della Notte.
00:01:02,500 –> 00:01:06,500     Poi venne il giorno in cui egli unisce il suo sangue…
00:01:06,600 –> 00:01:09,000     al sangue guerriero dei Navajos.
00:01:09,800 –> 00:01:14,300     E dopo poche lune, la sua fronte si tinse della fascia del comando…
00:01:14,800 –> 00:01:16,200     il sacro wampum.
00:01:17,100 –> 00:01:20,200     La storia si confonde nella leggenda…
00:01:21,100 –> 00:01:24,900     in un tempo perduto tra magia e realtà.
00:01:25,800 –> 00:01:28,200     Lasciate che vi narri di questo uomo…
00:01:28,300 –> 00:01:32,300     e dei giorni avventurosi che lo resero immortale!