De Ronald Guimarães, 37 anos, natural de Carolina, Estado do Maranhão no Brasil, morador há mais de 20 anos em Goiânia, casado, com 2 filhos, bacharelado em designer gráfico, desenvolvendo no presente embalagens e fazendo ilustrações comerciais para publicidade, recebemos mais uma bela arte de sua autoria.
Desta vez, este fã confesso de Tex e admirador dos consagrados desenhadores Giovanni Ticci, Claudio Villa, Corrado Mastantuono e Ivo Milazzo brindou-nos com um espectacular e dinâmico desenho de Tex Willer e Kit Carson cavalgando nas regiões áridas da América do Norte (para aproveitar a extensão completa da ilustração, clique na mesma):
Realizou-se no passado fim de semana (18 e 19 de Setembro) no autódromo de Monza, um evento dedicado à banda desenhada, intitulado “Sloworld – O primeiro salão do turismo pausado e da banda desenhada excelente” (9ª Arte e Turismo unidos em associação) que contou com a presença de ilustres autores ligados à banda desenhada, entre os quais, Claudio Villa.
SLOWORLD foi a primeira edição de uma feira concebida e produzida pela Fundação Betânia SCS em colaboração com a Fundação Franco Fossati (Museu do fumetto) para celebrar o “casamento” da arte e do turismo numa experiência única e imperdível.
SLOWORLD apresentou-se com uma manifestação que combinou banda desenhada e turismo, duas áreas onde o conceito de “slow” é sinónimo de escolha de qualidade, e já está a expandir-se para sectores contíguos (gastronomia, artesanato, expressão artística e cultural). Turismo e banda desenhada unidos pela mesma filosofia: aquela de não desprezar a experiência, seja essa de viajar, ler ou agradável enriquecimento.
Em tão importante evento, o blogue português do Tex, não poderia estar ausente, daí a presença dos nossos correspondentes Gianluca Gulmini e Adriana que nos contam (e mostram) tudo sobre este acontecimento, com especial destaque para Claudio Villa que brindou os presentes com desenhos feitos na hora e com trabalhos seus realizados, alguns dos quais, jamais vistos anteriormente pelo público e que daremos a conhecer aqui no blogue.
Seguem-se algumas curiosidades trazidas por Claudio Villa e também fotografadas pelos nossos correspondentes Gianluca Gulmini e Adriana.
A bela capa de Tex intitulada “Deadwood” (#595); à direita a versão definitiva e à esquerda a primeira prova, que foi rejeitada pela cúpula da Bonelli:
Uma prova para a capa da edição de Tex Il vecchio di mezzanotte (#577), também esta rejeitada pela SBE:
Seguem-se algumas provas de cor para algumas das mais belas capas de Tex:
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Concluímos as fotografias mostrando os dois desenhos que Claudio Villa brindou os nossos dois correspondentes:
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E por fim, uma excelente vídeo-montagem feita pelos nossos correspondentes para a Zagor TV, mostrando como foi o evento na globalidade:
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Francisco Tadeo Juan e Comicguia, o fanzine (48 páginas, formato 15,5 x 21,5 cm) espanhol sobre crítica e investigação da banda desenhada, fundado em 1976 pelo historiador e crítico de banda desenhada e que tem como lema “A revista mais pobre do mundo, porém a mais rica em amigos“ e que trouxe no seu número 71 uma capa de Roberto Diso criada especialmente para esse número dedicado aos 60 anos da mítica personagem do oeste americano TEX WILLER, criado pela dupla Aurelio Galleppini “Galep” (nos desenhos) e Gian Luigi Bonelli (no guião), facto que motivou inclusive um editorial de Sergio Bonelli, foram alvo de um extenso artigo publicado no periódico espanholLevante – O Mercantil Valenciano, como damos conta de seguida, na nossa língua, após uma tradução de José Carlos Francisco:
Texto publicada no periódico espanhol “Levante – Il Mercantil Valenciano”, de 12 de Agosto de 2010. Por NOELIA L. ESCARTÍ
O último artesão da banda desenhada
*«Comicguía», a revista de divulgação e investigação sobre a banda desenhada espanhola, cumpre 35 anos.
*O valenciano Francisco Tadeo Juan dirige e edita a publicação sem usar a informática.
. A ponto de cumprir 35 anos de vida e com una humilde porém apreciada lista de fiéis leitores, Comicguía continua sendo uma revista de referência única para os amantes da banda desenhada espanhola. Trata-se de uma série de cadernos de estudo que nasceu sem pretensões, com o objectivo de recuperar a os artistas deste género, «esquecidos e mal pagos». O valenciano Francisco Tadeo Juan é o seu mentor e director.
Esta «humilde revistinha», como a denomina o mestre, nasceu em 1976 e acabou convertendo-se na «memória histórica» da banda desenhada, graças aos seus artigos sobre autores, personagens e obras antigas, fruto da investigação exaustiva do seu único redactor, Tadeo Juan. Apesar de realizar um labor único e reconhecido em todo o mundo, o director nega-se a considerá-la académica. «O academismo é muita retórica e não dizer nada, mas a minha revista é dirigida a quem quer conhecer um pouco mais sobre a história da banda desenhada», assegura.
Após mais de três décadas de existência, a publicação tem sobrevivido com uma produção artesanal, com base em fotocópias presas com grampos e uma distribuição fundamentalmente à base do correio que atinge dezenas de subscritores e algumas livrarias como Imágenes en Valencia. «Eu não tenho computador nem telemóvel e não me fazem falta», reconhece Tadeo.
O segredo é, de acordo com o seu impulsionador, evitar o comercialismo e não pretender fazer negócios com ela. «Não sei se ganho ou perco, porém tão-pouco faço essas contas, aquilo que sei é que é uma satisfação para mim», confessa.
Comicguía, que «não vai morrer enquanto houver um único leitor», tem conseguido manter a independência ao longo da sua história e nunca recebeu qualquer subsídio.
Talvez seja por isso que nunca tenha sido suficientemente reconhecido o mérito ao trabalho de pesquisa envolvido. A revista «mais pobre do mundo mas a mais rica em amigos», recebeu em 1981 o prémio Diario de Avisos para o melhor trabalho de crítica e, em 1990, o reconhecimento ao melhor trabalho em prol da banda desenhada, mas «eu prefiro o elogio de pessoas, os prémios são todos interesses e eu sou um lobo solitário», disse.
Para Tadeo, a banda desenhada está imersa num processo de involução e retrocesso. A forma narrativa actual é confusa e o nível literário, praticamente nem existe ao reduzir as histórias para o confronto de maus contra bons, num contexto de violência, reflecte. «Parece-me bem inovar, mas sem esquecer todo o anterior», afirma. A chegada do mangá levou ao deslocamento de valores, «perdeu-se o sentimento, o querer contar a realidade de um tempo». «É algo muito artificial e isso não é banda desenhada, é outra coisa», conclui.
O PROTAGONISTA
«Sou como Dom Quixote, vou contra os moinhos de vento»
Músico de profissão, escritor e aventureiro, passou parte da infância na Argentina, colaborou com o Levante-EMV informando sobre a banda desenhada e publicou, entre outros, o Dicionário dos quadradinhos espanhóis. «Sou como Dom Quixote, luto contra os moinhos de vento»
Nesta ilustração de Claudio Villa, Tex Willer do interior da casa de El Morisco, em Pilares, observa uma estranha dupla de ushebtis (segundo a crença dos antigos egípcios, os ushebtis eram figuras modeladas em formas humanas ou de animais que com fórmulas mágicas, podiam ganhar vida e agir sob as ordens de quem os comandava e cujo nome significa “aquele que responde ao chamado“), mais precisamente Jaani (espírito servo do Deus Toth que assumia a forma de babuíno) cavalgando no dorso de Sloughi (velocíssimo galgo árabe, muito conhecido na época do antigo Egipto) quando se aprestavam para espiar tudo o que acontecia na residência de El Morisco.
Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “La piramide misteriosa” de G. L. Bonelli e Guglielmo Letteri (Tex italiano #228 e #229).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)
Para comemorar a esperada e festejada visita de Fabio Civitelli aos seus fãs brasileiros, a Mythos Editora lançará no decorrer do Fest Comix, a realizar nos dias 15, 16 e 17 de Outubro, duas edições especiais dedicadas ao consagrado artista italiano:
TEX ESPECIAL CIVITELLI Nº 1
Roteiro: Claudio NIZZI – Argumento, desenhos e capa: Fabio CIVITELLI 336 páginas – R$ 19,90 (Brasil) e € 10,00 (Portugal), com distribuição nacional em ambos os países.
Esta edição trará a história de Tex preferida de Fabio Civitelli. Preferida porque foi idealizada por ele, que fez o argumento, e depois pediu ao seu amigo, o grande Claudio Nizzi, para fazer o roteiro.
O Presságioé uma autêntica obra-prima animada por paisagens espectaculares, índios memoráveis e visões proféticas realizadas com efeitos especiais únicos. Nessa aventura de 330 páginas, Civitelli se esmerou — ainda mais —, e de forma incansável, para enriquecer e aperfeiçoar o seu estilo e as suas referencias gráficas.
O resultado é uma aventura que nenhum texiano deve deixar de possuir para poder degustar cada quadradinho dessa trama emocionante e de tirar o fôlego, seja pelo magistral texto de Nizzi, seja pela arrebatadora arte de Civitelli.
O OESTE SEGUNDO CIVITELLI
Formato 21 x 29 cm – R$ 34,90 (Brasil) e € 17,50 (Portugal), com venda apenas em gibiterias, livrarias ou directamente na Mythos Editora.
– Cronologia de toda a obra texiana de Civitelli.
– Todas as suas histórias comentadas por renomados articulistas italianos.
– Explicações e comentários do autor para as principais passagens de cada aventura.
– Toda a elaborada técnica de Civitelli mostrada em detalhe pelo próprio autor.
– Quadrinhografia de tudo que Civitelli realizou durante a sua vida artística.
– Dezenas de ilustrações INÉDITAS.
– Inclui 16 páginas em cores.
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)