TEX 500 BRASIL : Grande celebração texiana em Santo André (Brasil)

Por Ezequiel Guimarães (texto e fotos) e Luciana (fotos)

A Mythos Editora esteve representada ao mais alto nível na exposição “Tex 500 Brasil”: editor Dorival Vitor Lopes, legendador Marcos Maldonado e o tradutor Júlio Schneider com o nosso correspondente, Ezequiel Guimarães.

Sábado, 20 de Agosto de 2011, uma tarde super especial: muitos texianos acorreram de várias partes do Brasil para Santo André, cidade que faz parte da ´Grande São Paulo´, no Estado de São Paulo, mais precisamente para a Gibiteca da Biblioteca Nair Lacerda, no centro da cidade, para um grande evento texiano, cujo objectivo principal era uma grande e importante celebração: Tex Willer, personagem italiana da 9ª. Arte, mais precisamente do género western, criação dos míticos italianos Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini chegou ao número 500 no Brasil!!!! E de forma praticamente ininterrupta, desde 1971, ou seja, há 40 anos consecutivos nas bancas brasileiras, superando diversas dificuldades do conturbado mercado editorial brasileiro e mais ainda, décadas da problemática economia brasileira (o evento também visou atingir outro importante motivo: a ´divulgação´ da personagem italiana).


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Poucas personagens de qualquer género de banda desenhada chegaram a esse patamar, e de western nenhum alcançou este feito no mundo – na Itália, pátria onde originalmente Tex é produzido, a sua edição regular já ultrapassou o número 600 (lembrando que esses números centenários que citamos, tanto da edição italiana, como da brasileira, correspondem à série mais tradicional do Ranger, a chamada série “normal” ou “regular”, já que há diversas outras séries de Tex, e isso sem contar as séries de republicações; tudo isso nos dois países).

Apesar da tarde chuvosa e fria, muitas pessoas deslocaram-se de bairros da cidade de Santo André, bem como de cidades circunvizinhas, como São Paulo, São Caetano e São Bernardo entre outras. Texianos chegaram de várias outras partes (além dos locais próximos ao evento), como locais mais distantes: por exemplo, do interior do Estado de São Paulo (o pard Nei de Souza Teixeira, de Bauru e o pard João Batista da Cunha da cidade de Tatuí) e até locais bem mais distantes, como os Estados do Paraná (tradutor e advogado Dr. Júlio Schneider), do Rio Grande do Sul (pard Gervásio Santana de Freitas) e da Paraíba (pard G. G. Carsan – recordista de distância neste evento, com mais de 2.800 km percorridos!!!!).


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O evento contou com várias atracções e foi organizado pelo pard Adriano Rodrigues Rainho, grande coleccionador texiano (um dos maiores do Brasil, talvez o maior) e também coleccionador de outras BDs e contou com o patrocínio da Mythos Editora e da Prefeitura de Santo André. O público ficou maravilhado com a organização, com as diversas opções oferecidas, e com a fantástica colecção do pard Adriano (além da grande alegria do reencontro de amigos, e das novas amizades que surgiram durante o evento).
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O evento iniciou-se com uma apresentação narrativa “Aventura de Tex” com Marilei que contou com emoção uma história curta de Tex: “ O Duelo”, emocionando a todos. Em seguida os pards G.G. Carsan e Adriano Rainho deram uma rápida introdução ao que seria o evento. Ao discursar o pard Rainho, emocionado, chegou às lágrimas, emocionando também todos os presentes. Logo após seguiu-se então no palco, uma apresentação com Alfeu Socio ao piano e Carlos Foganholi na guitarra, interpretando musicalmente temas inesquecíveis dos filmes de faroeste. Tivemos também a apresentação de Thiago Talamonte, mais conhecido por Mister Lúdico, que brindou os presentes com a sua popular canção “Tex”.


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O evento contou com várias atracções simultâneas para todos os gostos: Workshop de desenhos (que foi muito elogiado pelos atentos participantes); a exibição do único filme de Tex: “Tex e o Senhor dos Abismos”, com o actor italiano Giuliano Gemma interpretando Tex (vários texianos relataram a emoção da oportunidade de assistir ao filme com outros pards, apesar de já terem assistido ao filme várias vezes essa foi a primeira vez que assistiram em companhia de outros texianos – lembrando que a grande maioria tem contacto apenas virtual pois moram a centenas, e em muitos casos, a milhares de quilómetros de distância uns dos outros).

Também bancas de exposição e trocas de revistas dos alfarrabistas: Gibiteca 2004 do organizador do evento, pard Adriano Rodrigues Rainho e Gibiteca Túnel do Tempo do pard João Batista da Cunha. Para alegria dos aficionados pelo famoso Ranger e por outras personagens dos quadradinhos, as bancas proporcionaram raros materiais brasileiros e internacionais. Os maiores destaques do evento foram a exposição dedicada a Tex e a palestra “Valores morais do Tex”.


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A exposição dedicada a Tex foi montada com centenas de itens do acervo particular do pard Adriano Rodrigues Rainho, e é simplesmente fantástica, contendo extenso material texiano e de faroeste, desde raras revistas brasileiras a partir da década de 50, como extenso material internacional de vários países, inclusive estatuetas europeias do Ranger e do seu mundo. Esta exposição recebeu também a visita do próprio editor de Tex no Brasil, Dorival Vitor Lopes, e continuará aberta ao público até ao dia 28 de Outubro, para que pessoas que não puderam comparecer, possam ter a oportunidade de apreciar os magníficos itens ali expostos.

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Todos puderam maravilhar-se vendo exemplares brasileiros de todas as editoras que já publicaram Tex no Brasil (desde os raríssimos exemplares da extinta revista Júnior, passando pelos também raríssimos primeiros exemplares da lendária Editora Vecchi, exemplares das Editoras RGE e Globo, até chegar aos actuais exemplares da Mythos Editora nas suas diversas séries), edições importadas, postérs de eventos brasileiros e até europeus, revistas com reportagens sobre o Ranger, diversos itens abortando o género de Tex: o inesquecível, aclamado e reverenciado western, e muito, muito mais.


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A palestra foi mediada pelo pard Adriano Rainho, principal organizador do evento, e contou com várias personalidades texianas:
Dr. Júlio Schneider (tradutor de Tex e diversos outros títulos Bonelli para o Brasil, e advogado no Brasil da Sergio Bonelli Editore, a editora italiana que edita Tex); Marcos Maldonado (lendário legendador das revistas Tex há mais de 30 anos – o seu primeiro trabalho foi no Tex nº. 110 “ A sombra do Patíbulo” publicado no longínquo ano de 1980, na Editora Vecchi – e que continua na activa até hoje!!!!); Gervásio Santana de Freitas (grande coleccionador texiano, criador e gestor do maior site de conteúdo bonelliano em língua portuguesa – Portal TexBR, proprietário da TexBR Revistaria, criador e editor da excelente Revista TexBR – com interessantes matérias bonellianas e também com BDs curtas, além de organizador de diversos encontros de coleccionadores na região Sul do Brasil); e G.G. Carsan (o Tex brasileiro,  outro grande coleccionador texiano, organizador de diversas exposições dedicadas a Tex – as famosas Expo-Tex no Nordeste brasileiro, e autor do fantástico livro “ Tex no Brasil – O Grande Herói do Faroeste ” (lançado em 2009 – com 300 páginas de riquíssimas informações sobre Tex, seu mundo e sua trajectória editorial no Brasil).

A palestra versou sobre os valores morais de Tex: a honra, a justiça, a lealdade e a amizade. Os oradores focaram a importância desses admiráveis pontos, principalmente pela carência que vivemos desses valores no conturbado mundo actual, discorreram sobre como conheceram Tex, e também como Tex influenciou e influencia em suas vidas, principalmente na vida profissional junto ao Ranger (caso dos simpatiquíssimos Júlio Schneider e Marcos Moldonado). Um facto que chamou a atenção dos oradores foi que durante toda a palestra absolutamente ninguém saiu do auditório, circunstância realmente incomum para qualquer tipo de palestras de longa duração como esta (mais de uma hora e meia). Isso prova o quão interessante ela estava.


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Durante a sua apresentação, G.G. Carsan, informou aos participantes que está a escrever um segundo livro sobre Tex, e sugeriu a criação do “Dia Nacional de Tex” (interessantíssima ideia), indicando 30 de Setembro como data ideal, por ser a data de lançamento do primeiro número de Tex (na Itália). E também apresentou aos espectadores um exemplar de uma história de Tex que escreveu: “O império do mal” (tendo Yama como vilão). A palestra foi transmitida mundialmente ao vivo, através do Twitter e do Facebook, e contou com diversas perguntas da interessada plateia e também dos internautas (do Brasil e de Portugal), tendo também acompanhamento e cobertura da imprensa impressa local e de um canal de TV da região.


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Após o final da palestra, ainda no auditório, vários brindes foram sorteados entre os participantes, como diversas edições de Tex e de outras personagens bonellianas (como da aclamada série Júlia Kendall – Aventuras de uma criminóloga), bem como também edições da revista TexBR (do pard Gervásio), edições do livro do pard G.G. Carsan, e também um DVD contendo o filme de Tex. Em seguida todos rumaram para o interior da Biblioteca, onde ocorreu uma confraternização entre o público, os oradores e os organizadores durante degustação de deliciosas guloseimas.

Ao realizar este sensacional evento, o pard Adriano Rodrigues Rainho, seguiu os passos dos pards José Carlos Pereira Francisco, G.G.Carsan e Gervásio Santana de Freitas, que se preocuparam em divulgar Tex de alguma maneira (e realizaram – e continuam realizando – trabalhos fantásticos, ora organizando a participação texiana em eventos brasileiros e internacionais, ora organizando exposições texianas, ora promovendo encontros entre coleccionadores), e saiu do patamar de grande coleccionador para um degrau maior, para ingressar no patamar das grandes personalidades texianas de língua portuguesa, posição ocupada apenas por exclusivas pessoas que trabalhando ou não de forma directa com a personagem, chegaram a fazer (e continuam fazendo) um grande trabalho em prol do Ranger mais destemido do Velho-Oeste, ajudando e muito na sua divulgação, algo fundamental para a sobrevivência de qualquer personagem, por maior que seja.


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A divulgação é importantíssima, pois a renovação de leitores e seguidores é de vital importância, facto inclusive frisado pelo legendador Marcos Maldonado, durante a sua participação na palestra, citando inclusive sobre um jovem fã que o abordou durante o evento solicitando o seu autógrafo.


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Parabéns aos organizadores e oradores pelo magnífico evento.
Parabéns pard Adriano (e que outros texianos sigam o seu maravilhoso exemplo).


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Vida longa a Tex Willer!!!!! E que venham mais 500 números!!!!!!!!! E mais 500, e………….


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Reportagem fotográficado da Inauguração da exposição “Tex 500 Brasil”

Por José Carlos Francisco (texto) e João Batista da Cunha (fotos)

Realizou-se ontem, sábado, 20 de Agosto, a inauguração em Santo André, município brasileiro localizado na Região Metropolitana de São Paulo, da exposição “Tex 500 Brasil“ , exposição essa que decorrerá até 28 de Outubro, com entradas gratuitas para todos que comparecerem a mais este importante evento que se realiza na Gibiteca da Biblioteca Nair Lacerda, numa iniciativa de Adriano Rodrigues Rainho que contou com o patrocínio da Prefeitura de Santo André e da Mythos Editora, a casa de Tex no Brasil.

Compareceram à inauguração do evento algumas das mais altas individualidades respeitantes a Tex, como por exemplo Gervásio Santana de Freitas (divulgador, pesquisador e responsável do maior site de informações da América Latina sobre a personagem, o Portal TexBR), Marcos Maldonado (legendador da revista Tex desde a década de 1970), Júlio Schneider (tradutor da revista Tex; representante e advogado da Sergio Bonelli Editore no Brasil), G.G. Carsan (pesquisador e autor de um livro temático sobre Tex) e Dorival Vitor Lopes (Editor da Mythos Editora), para além de Thiago Talamonte, mais conhecido por Mister Lúdico que brindou os presentes com a sua popular canção “Tex”.

O blogue português do Tex esteve presente no evento (que contou com uma ampla assistência) através do nosso correspondente Ezequiel Guimarães, mas enquanto não publicamos a reportagem do nosso colaborador, deixamo-vos com uma primeira reportagem fotográfica (para aguçar o apetite para o que aí vem) da autoria de João Batista da Cunha, um dos maiores texianos do Brasil e que também esteve presente, inclusive com uma banca de venda de revistas usadas:


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Entrevista com o fã e coleccionador: Ronald Guimarães

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Ronald Guimarães: Nasci em Carolina, Estado do Maranhão no Brasil, moro actualmente em Goiânia há mais de 20 anos. Tenho 38 anos, sou casado e tenho dois filhos ainda crianças. Sou bacharelado em designer gráfico, desenvolvo embalagens e faço ilustrações comerciais para publicidade.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Ronald Guimarães: Era o ano de 1980, e eu ainda um garoto, já era fã de quadradinhos, na época o meu grande herói era Conan, desenhado por Buscema… e na minha busca por novos números (o que era muito difícil na época numa pequena cidade do interior) encontrei na casa de um amigo um “Tex”. Eu já havia lido inúmeros “westerns”, mas aquele chamou-me a atenção, “Ao Sul de Nogales”, Tex nº 111 no Brasil, desenhado pelo que viria a ser uma grande inspiração para mim: Giovanni Ticci. A partir daí comecei uma longa caminhada por números anteriores, desde então não os deixei mais. Hoje tenho inúmeros projectos relacionados a quadradinhos, os quais faço trabalhos para algumas revistas brasileiras.

Então também descobriu Tex em 1980?
Ronald Guimarães: Sim.

Porquê essa paixão imediata por Tex?
Ronald Guimarães: Confesso que primeiro foi pelo visual dos desenhos, sempre limpos e belos, depois foi vicio mesmo.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Ronald Guimarães: Tex sempre foi simples de ser entendido e fácil de assimilar. A sua força de  justiça manteve-me fiel, isso sem falar que cada livro é uma obra de arte.

Tex teve alguma influência no facto de você se ter tornado um desenhador?
Ronald Guimarães: Sempre digo a quem me pergunta sobre o meu trabalho de desenhador que se não fosse por uma pessoa em especial (Giovanni Ticci) eu não estaria fazendo o que faço hoje. Acho que ele com o seu Tex em particular, com cenários incrivelmente bem feitos e com uma naturalidade física sem igual  nos seus desenhos trouxe-me para onde estou. Não vou falar de outros que fizeram Tex, por que nenhum deles realmente me influenciou, mas claro, reconheço a sua importância a cada página feita. Impressiona-me muito Claudio Villa e Corrado Mastantuono,  recentemente são os mais queridos por mim, e sempre busco trabalhos feitos por eles.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Ronald Guimarães: Sinceramente não sei quantas revista Tex eu tenho porque há tempos deixei de contá-las, mas são mais de 1.000 com certeza. A mais importante para mim é sem dúvida  a primeira “Ao Sul de Nogales”, a nº 111 publicada pela editora Vecchi no Brasil em 1978. Tenho-a  até hoje.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Ronald Guimarães: Apenas livros…

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Ronald Guimarães: Tinha um par de botas, quando garoto, que eu costumava a dizer que eram as de Tex. Eram exactamente iguais, mas hoje não as tenho mais. Ficou apenas a lembrança.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Ronald Guimarães: História: El Muerto, desenhada por Aurelio Galleppini. Desenhador: Ticci, mas não posso deixar de mencionar Villa, Mastantuono e Milazzo…
Argumentista: G. L. Bonelli.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Ronald Guimarães: O que mais me agrada é a sua força de justiça e o seu carácter. O que menos me agrada são as injúrias (diabo isso… diabo aquilo… enfim, palavras desse tipo, mas que reconheço serem necessárias num western).

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Ronald Guimarães: Tex nunca foi vulgar, sempre foi algo que o pai ou o filho podem ler, isso na minha opinião é o que faz Tex ser o que ele é, e sempre será um ícone por esses valores.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Ronald Guimarães: Não, vou muito a congressos, encontros sobre quadradinhos, mas nada especifico a Tex.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Ronald Guimarães: Acho que enquanto existir a magia da banda desenhada, vai haver Tex…
Vejo muitas personagens de banda desenhada indo para o cinema, acho que já está hora de olharem também para Tex (não falo do Senhor dos Abismos, esse embora seja um clássico, não faz jus ao Ranger nem de longe)… sou fã incondicional do western-spaghetti…

Prezado pard Ronald Guimarães, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Tex une Portugal e Brasil numa belíssima arte de AMoreira

Por José Carlos Francisco

O blogue do Tex apresenta hoje um fantástico Tex ladeado pelas bandeiras de Portugal e Brasil, desenhado por Antonio Carlos Moreira, mais conhecido por AMoreira, em mais uma bela homenagem deste talentoso artista brasileiro a Tex Willer e como forma de assinalar a sua (e da sua simpática esposa Tânia) passagem por Portugal, no passado mês de Junho, conforme se pode constatar, clicando aqui.

Natural da cidade brasileira de Niterói, no Rio de Janeiro e nascido no dia 18 de Setembro do longínquo ano de 1949,  AMoreira teve como primeira formação profissional, desenhador arquitectónico, e paralelamente a isso, fez o curso de “Desenho Artístico e Publicitário” na Escola Pan-americana de Arte, tentando fazer carreira como ilustrador.

Como essa carreira não foi avante, formou-se em Ciências Contábeis, com Pós-Graduação em Engenharia Financeira, e hoje em vez de ser um desenhador profissional, trabalha na área da contabilidade, mas para nosso gáudio, não deixa de nos brindar com a sua arte, sempre que possível, como já por várias vezes mostramos aqui no blogue do Tex, mas para conhecer melhor o autor de tão bela ilustração do Ranger, leia a entrevista que AMoreira concedeu em exclusivo, ao nosso blogue.

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