Nesta nova ilustração da autoria de Claudio Villa, vemos Tex Willer e Jack Tigre, na calada da noite e silenciosos como fantasmas, atirando flechas incendiárias contra as casas da periferia de Santa Rita do Cobre, território do Novo México, visando a destruição do povoado como forma de retaliação pelo horrível crime cometido pelos habitantes da localidade contra um grupo de apaches convidado para participar de uma fiesta. Porém, em vez de comida e bebida, o que centenas de infelizes índios receberam foi uma carga de chumbo e balas disparadas por espingardas e canhões.
Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #72 e inspirado na história “Fiesta di morte” de G. L. Bonelli e G. Ticci (Tex italiano #259 a #261).
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Um breve relato de uma viagem Rio de Janeiro-Lisboa-Paris na visão de um mítico texiano
Setembro de 2011
Primeiro, Lisboa. O hotel Ibis Saldanha é perto de tudo. Clima agradável. Quisemos (eu e minha esposa, Luciana) conhecer logo o Oceanário de Lisboa, que fica numa área nova da capital, construída para a Expo 1998. Foi super-bom, é uma área imensa, moderna, à beira do rio Tejo, e o oceanário é impressionante. Dali partimos para jantar no Bairro Alto, por indicação de uma arquitecta portuguesa que nos convidou para entrar em sua elegante loja e indicou-nos o restaurante Alfaia (não confundir com O Faia, outro restaurante do Bairro Alto). Voltamos todas as noites nele, pois a entrada e o bacalhau com batatas com casca e o vinho são imperdíveis. O local lembra-me um pouco a Lapa e muito Santa Teresa, no Rio de Janeiro, além do Pelourinho, na Bahia, só que bem mais limpo. Dali é um pulo para o Chiado, bairro elegante, e um café n’A Brasileira. Um espectáculo. Músicos de rua tocam próximos da mesa e se curte um clima muito agradável.
No dia seguinte, fomos à Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos, Mosteiro dos Jerónimos e… tocamos o céu com os dedos da mão: Pastéis de Belém. Acreditem: tudo a pé. O que é aquilo? Comprei dois pra cada um de nós, pra começar. Depois deles, Luciana não conseguia mais parar de comer, e eu, com algumas restrições alimentares, tive de parar nos dois e mais dois bolinhos de bacalhau.
No novo dia, fomos a Fátima, um sonho de Luciana. Jantamos nas Docas, no restaurante 5 Oceanos. E o que dizer da surpresa que tive com os texmaníacos de Lisboa, querendo falar com “mítico” tradutor de Tex? Deixaram lembranças pra mim, na portaria do Ibis, isso me emociona… não falando no prazer que foi conhecer, e conversar, com o Orlando!
Agora, Paris. O Ibis Cambronne-Eiffel é óptimo também. Fica a um passo da estação de metropolitano Cambronne. É um bairro residencial, achei charmoso, a praça cheia de cafés, loja de frutas, bons restaurantes, já provaram a clementine? Muito brrrrr frio! Fizemos tudo de metropolitano. Também andamos de open bus, pois achei que de metropolitano a gente ia rápido, mas perdia a vista da cidade. A primeira olhada no mapa de linhas do metropolitano de Paris é desanimadora, mas depois a gente percebe que é super-fácil, vira uma espécie de joguinho. Ficamos craques no uso do tal mapinha.
Chegamos num final de tarde e à noite estávamos no restaurante 58 no primeiro andar da Torre Eiffel para jantar. Dobrar uma esquina na saída do metropolitano e dar de cara com a torre foi de arrepiar (anos e anos cultivando esse momento…). E tome fotos da torre à noite emoldurando Luciana.
No dia seguinte, voltamos pra ver a Torre de dia, pela vista do Trocadero. Depois, Campo de Marte, Escola Militar, Inválidos e um restaurante incrível para almoçar. Nos dias seguintes, fizemos a do turista. Moulin Rouge, Museu do Louvre (Monalisa…), passeio de barco pelo Sena, Notre Dame, Sacré Coeur, Jardim Tuilères, Panteão, Arco do Triunfo, passeio a pé pela Champs Elisée… e muito mais. Marcou muito pra nós um passeio a pé à beira do Sena, onde pegamos o sol do Outono, os dois encasacados, cachecol e luvas (nunca pensei que fossem tão necessários, eu que vivo no Rio de bermuda, camiseta e calção de banho, para ir à praia).
Sentados à beira do rio, fizemos um mini-piquenique degustando um sanduíche de pão ciabatta, queijo, presunto e maçãs, graças ao café da manhã do Ibis (com queijo suíço…). Foi muito bom. Vou voltar.
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Davide Bonelli, novo director geral da SBE após o falecimento do seu pai, apresenta-se e agradece publicamente aos seus leitores nas edições de Novembro a publicar na Itália. É essa apresentação e esse agradecimento que o blogue do Tex dá também a conhecer na nossa língua, graças à preciosa tradução de Júlio Schneider, de modo a que os leitores bonellianos de língua portuguesa possam também tomar conhecimento da mensagem deDavide Bonelli:
Obrigado!
Essa é a primeira palavra que quero lhes dizer, depois das infinitas e comoventes demonstrações de carinho que recebemos de milhares e milhares de fiéis leitores, chocados – como eu e como todos da Redacção – com a notícia da repentina morte de meu pai Sergio Bonelli, ocorrida no dia 26 de Setembro de 2011. Obrigado a todos que nos enviaram cartas e telegramas, a todos que deixaram uma mensagem de condolências no nosso sítio internet, a todos que nos telefonaram, a todos que se aproximaram de nós durante encontros públicos ou em mostras de BD para apertar a nossa mão, para nos dar um abraço e, sobretudo, para nos fazer saber que Sergio Bonelli havia sido um amigo importante para eles, um ponto de referência, uma daquelas pessoas que pode-se jamais encontrar na vida, mas a sente próxima, quase como se fossem insubstituíveis companheiros de viagem. Sentimentos que conheço e partilho, como podem imaginar.
Hoje sou eu, Davide Bonelli, a mandar a todos vocês uma mensagem de carinho e de reconhecimento: ainda não nos conhecemos, isso é verdade, mas espero poder contar com a vossa confiança e a vossa cumplicidade também no futuro. A partir de agora serei eu a guiar a Editora, a continuar uma tradição familiar, antes ainda que empresarial, iniciada há mais de setenta anos.
E não se preocupem: os nossos redactores e os nossos autores continuarão a trabalhar com um empenho ainda maior, em nome da Aventura com a marca Bonelli. Antes de nos despedirmos e, a renovar o meu mais sincero obrigado, quero mostrar uma imagem (vista ao lado) que nasceu há muito, muito tempo, em 1954, para sermos exactos, quando o meu pai Sergio estreou, com pouco mais de vinte anos, como autor de textos, e foi nas páginas de um livreto colorido ilustrado por Roy D’Ami e dedicado às traquinagens de um pequeno índio chamado Topetinho Vermelho. Ele fez com alegria, mas também com timidez, a esconder-se atrás de um pseudónimo imprevisível, muito diferente daquele Guido Nolitta com que assinaria as suas obras-primas Zagor e Mister No: o nome artístico adoptado foi Annalisa Macchi! A pedido dos pais e acompanhado pelo cachorrinho Migalha, o simpático pele-vermelha deve levar um cesto com comida para a vovó, que mora longe do povoado, no perigoso Bosque de Pinheiros. Mas Chapeuzinho… ops, Topetinho Vermelho não se assusta e parte, pronto para enfrentar perigos de todo tipo, das corredeiras de um rio às emboscadas de um urso faminto. Nem preciso dizer que, no fim, ele consegue ganhar o cocar de penas, “reservado aos mais valorosos guerreiros da tribo“. Eu gosto de pensar que esta imagem será para mim e para todos vocês um divertido amuleto!
Davide Bonelli
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Por José Carlos Francisco O blogue do Tex dá a conhecer a todos os seus visitantes, mais um pouco da História do Ranger, mais precisamente, a exacta cronologiade TODAS as primeiras 32 histórias de Tex escritas pelo argumentistaMAURO BOSELLI.
Trata-se de facto de um “documento” importante, que ajuda sobretudo a compreender melhor como são produzidas as histórias de Tex Willer (e a saber muitas outras curiosidades) , ainda mais, porque a cronologia foi cedida pelo próprio autor e por esse facto, agradecemos a Mauro Boselli pela sua grande gentileza e imensa disponibilidade.
Antes de começarmos, algumas advertências metodológicas feitas pelo próprio autor:
1) Sublinho que as datas apresentadas, referem-se somente aos roteiros e não aos argumentos.
2) O meu método de trabalho, sempre consistiu em enviar de tempos a tempos, algumas páginas do roteiro a cada um dos desenhadores a meu cargo e NUNCA enviando a história completa.
3) Se o desenhador não estiver parado, eu não escrevo para ele. Quando algum desenhador informa-me que está quase a concluir as páginas que tinha para desenhar, de imediato começo a escrever para ele.
4) Procedo deste modo, porque sempre escrevi várias histórias em simultâneo (não só de Tex) e, porque no passado, mais do que hoje, sempre fiz inúmeros trabalhos redaccionais.
5) Como disse, não escrevia somente Tex. Por exemplo, para terem uma ideia, em 1995, só para citar um ano ao acaso, escrevi também as seguintes histórias de Zagor: “Hellingen è vivo”, “L’angelo della morte”, “Cacciatore d’indiani”, “L’orrore dal mare”, “Il clan delle isole”, “Vampyr” e ainda Dampy nº 1. Outro exemplo ao acaso, em 1998 escrevi 10 a 12 histórias de Zagor e Dampyr.
E agora então, comecemos:
Tex italiano n° 309 e 310: “La tragedia della Shanghai Lady”; 181 páginas desenhadas por Guglielmo Letteri. História publicada em Julho e Agosto de 1986.
(No Brasil, Tex nº 215, 216 e 217: “A tragédia do Shanghai Lady“).
A primeira história de Tex com a participação de Mauro Boselli nasceu de um argumento idealizado com Giorgio Bonelli. Este último escreve as primeiras cinco páginas (a cena do navio abandonado) e algumas outras com a perseguição ao chinês pelas ruas de São Francisco. Boselli por sua vez roteiriza um pouco menos de cem páginas (páginas 6 a 96 da história) antes de passar a G.L. Bonelli em pessoa que continua a narração, tendo Sclavi como revisor. G.L. Bonelli manteve intactas as páginas já escritas por Mauro Boselli e concluiu a história, sem levar em conta o argumento por demais complicado, e a história foi passada a Letteri. Dois anos mais tarde, Tiziano Sclavi ao fazer a revisão da história, passou-a novamente a Mauro Boselli para que ela fosse alongada e para que o final (muito rápido) fosse arrumado. Boselli acrescentou umas vinte páginas e reescreveu outras, mas sem poder manter a versão original.
Quanto aos tempos de realização da história, Boselli escreveu-a em 1983, tendo sido requisitada por Gianluigi Bonelli em 1985, depois de ter tomado conhecimento dela através do seu filho Giorgio.
Letteri desenhou a versão de Gianluigi Bonelli em poucos meses. No início de 1986 foi feita a revisão redaccional final e Letteri desenhou o novo final em pouco mais de um mês.
Tex italiano n° 407, 408 e 409: “Il passato di Carson“; 330 páginas desenhadas por Carlo Raffaele Marcello. História publicada em Setembro, Outubro e Novembro de 1994.
(No Brasil, Tex nº 317, 318, 319 e 320: “O Passado de Kit Carson“).
Em 1992 Boselli escreveu somente as primeiras 100 páginas do roteiro, parando por pouco mais de um ano, para permitir ao desenhador a realização da história de Zagor intitulada “O Explorador Desaparecido” (No Brasil: Zagor Extra nº 11, Mythos Editora). A continuação do roteiro prosseguiu então entre Janeiro e o Verão de 1994, concluindo Marcello os desenhos em Setembro do mesmo ano, quando já tinha sido publicada a primeira parte da história, desenhando por isso, cerca de 35 a 40 páginas por mês.
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Tex italiano n° 416, 417 e 418: “Tulac!“; 236 páginas desenhadas por Carlo Raffaele Marcello. História publicada em Junho, Julho e Agosto de 1995.
(No Brasil, Tex nº 329, 330 e 331: “O Caçador de Homens“).
A realização do roteiro desta história ocorreu entre o Outono de 1994 e o Verão de 1995.
Tex italiano n° 420, 421 e 422: “La luce dallo spazio“; 256 páginas desenhadas por Guglielmo Letteri. História publicada em Outubro, Novembro e Dezembro de 1995.
(No Brasil, Tex nº 333, 334 e 335: “A Ameaça do Espaço“).
A realização desta história ocorreu no mesmo período da história anterior, ou seja, entre o Outono de 1994 e o Verão de 1995.
Almanacco del West 1997: “Bad River“; 102 páginas desenhadas por Aldo Capitanio. História publicada em Janeiro de 1997.
(No Brasil, Almanaque Tex nº 3: “Rio Selvagem“).
O roteiro desta história breve de Tex foi escrito entre o início e o final de 1995.
Tex italiano n° 435, 436 e 437: “Il ritorno del Maestro“; 268 páginas desenhadas por Guglielmo Letteri. História publicada em Janeiro, Fevereiro e Março de 1997.
(No Brasil, Tex nº 348, 349 e 350: “A Volta do Mestre“).
A realização desta história, a nível do roteiro, ocorreu entre o final de 1995 e Setembro de 1996.
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Tex italiano n° 438, 439 e 440: “Gli invincibili“; 330 páginas desenhadas por Carlo Raffaele Marcello. História publicada em Abril, Maio e Junho de 1997.
(No Brasil, Tex nº 350, 351, 352 e 353: “Os Invencíveis“).
A história foi escrita por Mauro Boselli exactamente entre Janeiro e Dezembro de 1996.
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Tex italiano n° 445 e 446: “La tragedia del treno 809“; 162 páginas desenhadas por Carlo Raffaele Marcello. História publicada em Novembro e Dezembro de 1997.
(No Brasil, Tex nº 359 e 360: “A Tragédia do Trem 809“).
O roteiro foi escrito entre Fevereiro e Junho de 1997.
Almanacco del West 1998: “Glorieta Pass“; 94 páginas desenhadas por Alarico Gattia e Maurizio Dotti. História publicada em Fevereiro de 1998.
(No Brasil, Almanaque Tex nº 2: “A Planície da Traição“).
A realização do roteiro desta segunda história breve de Tex, escrita por Boselli, situou-se entre o início e o final de 1995, tal como aconteceu com a história do Almanacco del West do ano anterior.
Tex italiano n° 452, 453 e 454: “Il ritorno del Morisco“; 289 páginas desenhadas por Guglielmo Letteri. História publicada em Junho, Julho e Agosto de 1998.
(No Brasil, Tex nº 337, 368, 369 e 370: “A Volta de El Morisco“).
A história foi iniciada por Boselli em Outubro de 1996, tendo sido concluída cerca de treze meses mais tarde, em Novembro de 1997.
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Albo Speciale italiano n° 12: “Gli assassini“; 224 páginas desenhadas por Alfonso Font. História publicada em Julho de 1998.
(No Brasil, Tex Gigante nº 7: “Os Assassinos“).
Este primeiro Tex Gigante escrito por Mauro Boselli, nasceu no Outono de 1995, tendo sido finalizado pelo argumentista em Janeiro de 1997. A demora excessiva ocorreu porque naqueles tempos, Alfonso Font não desenhava somente Tex.
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Tex italiano n° 458, 459 e 460: “Sulla pista di Fort Apache“; 330 páginas desenhadas por José Ortiz. História publicada em Dezembro de 1998, Janeiro e Fevereiro de 1999.
(No Brasil, Tex nº 372, 373, 374 e 375: “Rumo a Forte Apache“).
História começada a ser escrita em Maio de 1997, para ser concluída por Mauro Boselli em Julho de 1998.
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Tex italiano n° 463, 464 e 465: “I sette assassini“; 330 páginas desenhadas por Carlo Raffaele Marcello. História publicada em Maio, Junho e Julho de 1999.
(No Brasil, Tex nº 378, 379, 380 e 381: “Os Sete Assassinos“).
História iniciada por Boselli em Setembro de 1997, sendo concluída no mês de Novembro de 1998.
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Tex italiano n° 466, 467, 468 e 469: “Golden Pass“; 372 páginas desenhadas por Giovanni Ticci. História publicada em Agosto, Setembro, Outubro e Novembro de 1999.
(No Brasil, Tex nº 382, 383, 384 e 385: “Golden Pass“).
A continuação de Golden Pass, história iniciada por Guido Nolitta (Sergio Bonelli) e que teve cerca de 70 páginas desenhadas por Aurelio Galleppini, aconteceu entre Janeiro de 1997 e Setembro de 1998, tendo Giovanni Ticci primeiro refeito todas as páginas anteriormente desenhadas por Galep e depois concluído a história, por uma questão de uniformização. Boselli recomeçou o roteiro de Nolitta, a partir do momento em que os quatro pards entram no banco (página 33 de Tex brasileiro nº 383).
Tex italiano n° 469 e 470: “Terra di confine“; 178 páginas desenhadas por Carlo Raffaele Marcello. História publicada em Novembro e Dezembro de 1999.
(No Brasil, Tex nº 386 e 387: “Terras de Fronteira“).
Roteiro iniciado em Janeiro de 1999 e concluído em Junho do mesmo ano.
Almanacco del West 2000: “La legge del deserto“; 106 páginas desenhadas por Alfonso Font. História publicada em Fevereiro de 2000.
(No Brasil, Almanaque Tex nº 5: “A Lei do Deserto“).
Roteiro iniciado por Boselli em Março de 1998 e concluído em Setembro desse mesmo ano.
Tex italiano n° 473 e 474: “La lunga pista“; 220 páginas desenhadas por Guglielmo Letteri. História publicada em Março e Abril de 2000.
(No Brasil, Tex nº 388, 389 e 390: “A Longa Caminhada“).
Roteiro iniciado em Janeiro de 1998 e concluído em Setembro do mesmo ano.
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Tex italiano n° 478 e 479: “La miniera del fantasma“; 220 páginas desenhadas por José Ortiz. História publicada em Agosto e Setembro de 2000.
(No Brasil, Tex nº 394, 395 e 396: “A Mina do Fantasma“).
Esta segunda história de Mauro Boselli para José Ortiz, teve o seu roteiro iniciado em Fevereiro de 1999 e concluído em Outubro, também de 1999.
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Tex italiano n° 483 e 484: “A sangue freddo“; 220 páginas desenhadas por Guglielmo Letteri. História publicada em Janeiro e Fevereiro de 2001.
(No Brasil, Tex nº 401 e 402: “A Sangue Frio“).
O roteiro desta história que tinha como título provisório “La legge di Tex“, foi iniciado em Março de 1999, tendo sido concluído em Dezembro do mesmo ano.
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Tex italiano n° 488 e 489: “Matador!“; 220 páginas desenhadas por Aldo Capitanio. História publicada em Junho e Julho de 2001.
(No Brasil, Almanaque Tex nº 18: “Matador!“).
Esta história foi iniciada por Mauro Boselli em Setembro de 1996, tendo-a terminada em Dezembro de 1998, quando o autor decide escrever o golpe final, não obstante faltarem na época, cerca de 60 páginas para Capitanio terminar de desenhar a história. Este roteiro foi evoluindo muito lentamente em virtude da escassa velocidade do desenhador. Por exemplo, durante todo o ano de 2007, Boselli somente escreveu as páginas 13 a 51.
Maxi Tex italiano 2001: “Nei territori del Nordovest“; 316 páginas desenhadas por Alfonso Font. História publicada em Outubro de 2001.
(No Brasil, Tex Anual nº 4: “Em Território Selvagem“).
O roteiro desta história passada em território selvagem foi iniciado em Janeiro de 1999, para no final desse ano estar na página 153, sendo somente concluído em finais de Janeiro de 2001… dois anos e um mês no total…
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Tex italiano n° 497, 498 e 499: “La grande invasione“; 330 páginas desenhadas por Carlo Raffaele Marcello. História publicada em Março, Abril e Maio de 2002.
(No Brasil, Tex nº 412, 413 e 414: “A Grande Invasão“).
História iniciada por Boselli em Fevereiro de 2000, sendo concluída no mês de Dezembro do mesmo ano 2000.
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Tex italiano n° 506 e 507: “A sud del Rio Grande“; 220 páginas desenhadas por Guglielmo Letteri. História publicada em Dezembro de 2002 e Janeiro de 2003.
(No Brasil, Tex nº 415 e 416: “Ao Sul do Rio Grande“).
Este roteiro cujo título de trabalho era “Una pallottola per Raza“, foi iniciado em Março de 2000. Letteri nessa altura abrandou o seu ritmo de produção, pelo que somente foi concluído em Junho de 2001.
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Almanacco del West 2003: “Eroe per caso“; 102 páginas desenhadas por Stefano Andreucci. História publicada em Fevereiro de 2003.
(No Brasil, Almanaque Tex nº 19: “Herói por Acaso“).
Esta primeira e única, até ao momento, história de Boselli para Andreucci (em Tex) teve o seu início escrito em Janeiro de 2000 e o final em Dezembro desse mesmo ano.
Tex italiano n° 523, 524 e 525: “I lupi rossi“; 330 páginas desenhadas por Alfonso Font. História publicada em Maio, Junho e Julho de 2004.
(No Brasil, Tex nº 429, 430 e 431: “Os Lobos Vermelhos“).
História começada a ser escrita em Maio de 2001, para ser concluída por Mauro Boselli dois anos depois, mais precisamente em Setembro de 2003, tendo como título de laboração “Dog Soldiers“.
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Tex italiano n° 528 e 529: “Il diadema indiano“; 220 páginas desenhadas por Guglielmo Letteri. História publicada em Outubro e Novembro de 2004.
(No Brasil, Tex nº 434 e 435: “O Diadema Indígena“).
Esta última história escrita para Letteri, foi iniciada em Outubro de 2001 e terminada dois anos e meio mais tarde, em Março de 2004, tendo como título de laboração “Il mistero del diadema indiano“.
Tex italiano n° 538 e 539: “Colorado Belle“; 220 páginas desenhadas por Alfonso Font. História publicada em Agosto e Setembro de 2005.
(No Brasil, Tex nº 444 e 445: “A Dama do Colorado“).
Roteiro iniciado em Outubro de 2000. As primeiras 28 páginas são confiadas a Aldo Capitanio, que jamais as terminará, uma vez que o artista antes de falecer apenas realizou alguns estudos e páginas a lápis. Em Janeiro de 2004 Boselli retomou o roteiro a partir da página 29, passando a ser Alfonso Font o desenhador da história, concluindo Mauro Boselli o roteiro em Outubro desse mesmo ano.
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Tex italiano n° 544 e 545: “Intrigo nel Klondike“; 220 páginas desenhadas por Miguel Angel Repetto. História publicada em Fevereiro e Março de 2006.
(No Brasil, Tex nº 450 e 451: “Intriga no Klondyke“).
Em Fevereiro de 2004, Mauro Boselli iniciou o roteiro desta história que tinha como título provisório “Yukon River“. A sua conclusão ocorreu em Abril de 2005.
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Tex italiano n° 546 e 547: “L’ultima diligenza“; 220 páginas desenhadas por Manfred Sommer. História publicada em Abril e Maio de 2006.
(No Brasil, Tex nº 452 e 453: “A Última Diligência“).
Esta primeira (e única) história escrita por Boselli para o Mestre espanhol Manfred Sommer foi iniciada em Abril de 2002 e finalizada em Fevereiro de 2005.
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Almanacco del West 2007: “Polizia apache“; 110 páginas desenhadas por Ernesto García Seijas. História publicada em Fevereiro de 2007.
(No Brasil, Almanaque Tex nº 33: “Polícia Apache“).
A realização do roteiro desta aventura desenhada pelo Mestre argentino Seijas, situou-se entre Janeiro e Julho de 2005.
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Tex italiano n° 556 e 557: “Morte nella nebbia“; 220 páginas desenhadas por Alfonso Font. História publicada em Fevereiro e Março de 2007.
(No Brasil, Tex nº 460 e 461: “Morte na Névoa“).
História cujo título de laboração era “Posse“, foi iniciada em Novembro de 2001 tendo como destino Carlo Raffaele Marcello, que inicia de imediato a desenhá-la. Mauro Boselli termina o roteiro em Maio de 2002. Quando Marcello a conclui, as páginas não são consideradas pela redacção da Sergio Bonelli Editore, como estando à altura para serem publicadas (o artista padecia já há algum tempo de uma doença grave). A história desenhada por Marcello permanece portanto na gaveta e foi redesenhada dois anos mais tarde, na sua totalidade por Alfonso Font, sendo então publicada em 2007, ou seja, 5 anos e 3 meses de gestação e espera!
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Tex italiano n° 563 e 564: “Spedizione in Messico“; 220 páginas desenhadas por Erasmo Dante Spada. História publicada em Setembro e Outubro de 2007.
(No Brasil, Tex nº 466 e 467: “Expedição ao México“).
Esta primeira (e única) história escrita por Boselli para Dante Spada foi iniciada em Junho de 2003 e finalizada em Julho de 2006.
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Tex Gigante #24 Os Rebeldes de Cuba
Guido Nolitta (argumento) Mauro Boselli (guião) Orestes Suarez (desenho)
Mythos Editora (Brasil, Outubro de 2010)
182 x 277 mm, 242 páginas, pb, capa brochada 9,00 €
Resumo
A pedido de Henri Picard, um amigo de Montales, este último e Tex deslocam-se a Cuba, que vive um agitado período revolucionário, para tentarem encontrar o filho de Picard, presumivelmente raptado por um feiticeiro local. Desenvolvimento
Nascido por inspiração da participação de Sergio Bonelli num inusitado encontro de banda desenhada que teve lugar em Cuba em 1994, esta aventura, tal como o (excelente) Tex Gigante anterior, Patagônia, leva o ranger para longe do seu local habitual de acção – mas de forma mais credível, saliente-se.
Só que, ao contrário daquele, este livro, para mim, revelou-se uma desilusão. Parcial, pelo menos. Possivelmente porque as expectativas eram altas, em função dos ecos que já me tinham chegado sobre ele mas que a sua leitura não mas confirmou.
Passo a explicar porquê.
Desde logo, pelo argumento, menos conseguido, que começa logo por ser pouco claro quanto às razões do rapto.
E que, de seguida utiliza demasiadas páginas na introdução e para descrever a chegada de Tex e Montales a Cuba e despoletar a sua inimizade com os militares locais, páginas essas que poderiam ter sido melhor utilizadas para explorar o dia-a-dia e as razões dos revolucionários cubanos e, principalmente, no confronto final entre o pragmático Tex e as artes mágicas de Rayado – evocando até os confrontos (míticos e marcantes) daquele com Mefisto. Porque estes dois aspectos, que deveriam ser maiores e mesmo o cerne da narrativa, acabam por ser de certa forma “despachados“ em menos de um terço do livro.
E ainda pelo fraco desenvolvimento da (trágica) situação final, da forma narrada de todo desnecessária, porque serve apenas para a “conversão” (muito forçada e escusada) do fazendeiro.
Também graficamente, este Tex Gigante do cubano Orestes Suarez está bastante abaixo do virtuosismo demonstrado por Pasquale Frisenda em Patagônia. As personagens de Suarez demonstram, a espaços, alguma rigidez, o trunfo que seria o facto de ele conhecer pessoalmente os locais da acção não é suficientemente explorado, o que não invalida que revele um bom domínio da técnica de narrar em quadradinhos ao longo de todo o álbum, com uma planificação sóbria mas dinâmica que embala e conduz o leitor.
Mas, quero esclarecer, o que atrás fica escrito, no entanto, não significa que estejamos em presença de um mau western ou de uma fraca aventura de Tex, pelo contrário. Os fãs – os mesmos que me induziram em erro?! – ou mesmo alguns leitores ocasionais – encontrarão sem dúvida bons motivos para amar a história, pela temática fora do habitual que a rege. Mas eu, esperava mais, pelas tais expectativas elevadas e porque tem sido isso que me tem sido proporcionado pela maioria das edições gigantes de Tex.
A reter
– O bom desenvolvimento de algumas personagens: Etienne, Alonso, Serrano.
– Alguns aspectos positivos do argumento: as cenas em que domina a magia, a causa revolucionária, o confronto esclavagistas/abolicionistas…
Menos conseguido
– A tragédia que quase encerra o livro, forçada e de todo desnecessária.
*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias e na revista In’ – distribuída as sábados com o JN e o DN), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.