Vídeo: Inauguração da placa de homenagem em honra de Fernando Fusco, na Biblioteca Aprosiana, em Ventimiglia

Falecido em 2015, Fernando Fusco foi um dos mais activos e apreciados desenhadores de Tex. O município de Ventimiglia, sua cidade natal, dedicou-lhe, em sua honra, uma placa na Biblioteca Aprosiana, uma das mais antigas bibliotecas públicas da Itália.

Quase vinte anos se passaram desde que o Município de Ventimiglia organizou a exposição Tex em Ventimiglia – Uma homenagem a Carlo Raffaele Marcello e a Fernando Fusco, o evento que em 2003 deu a conhecer a todos os habitantes da cidade italiana, e não só, dois importantes desenhadores texianos nascidos precisamente em Ventimiglia.

Fernando Fusco recebeu agora uma nova homenagem, no decurso da primeira edição de Fumettando, Festival de Banda Desenhada centrado no ponto de vista feminino, para contribuir com a história e representação das mulheres que actuam no mundo dos quadradinhos, realizado nos últimos dias. Por iniciativa da Associação dos Amigos da Banda Desenhada, na manhã de sábado, 4 de junho, o presidente da Câmara Municipal Gaetano Scullino descobriu uma placa em sua homenagem no interior da Biblioteca Aprosiana.

Em memória de um grande Ventimigliese cujas obras artísticas permanecerão para sempre património de cada um de nós“, lê-se na placa. E de facto, as mais de setenta histórias de Tex desenhadas por Fusco são um património importante na epopeia do Ranger bonelliano, como o são na bagagem emotiva de todos os leitores.

«É com grande prazer e orgulho que a administração municipal acolheu a proposta das Associações citadinas Amici del Fumetto, Artek Orizzonti, Comitato di San Secondo Cumpagnia d’i Ventemigliusi, Nuovi Orizzonti, Pro Cultura di Ventimiglia e Pro Loco, de recordar Fernando Fusco inaugurando uma placa em sua memória no átrio de acesso da Biblioteca Aprosiana – disse o presidente da Câmara Municipal de Ventimiglia Gaetano Scullino -. É justo que um lugar de cultura abrigue referências a cidadãos que difundiram a própria arte no mundo através de pensamentos e realizações, e é justo que os habitantes de Ventimiglia de hoje e de amanhã conservem bem vívida a memória de artistas, escritores e poetas nascidos nesta cidade».

«Este é apenas um primeiro passo – prossegue o presidente Scullino – à espera de poder dedicar a  Fernando Fusco, após os dez anos do seu falecimento como exigem as regras de toponímia, um espaço citadino próximo ao local onde nasceu e viveu».

Natural de Ventimiglia, na Itália, onde nasceu a 1 de Agosto de 1929, dedicou-se desde muito jovem à pintura e à arte gráfica. Em 1957 ao mudar-se para Paris aprofunda a sua pesquisa artística e trabalha como ilustrador com as principais editoras europeias. Em 1970 retorna a Itália estabelecendo-se em San Giustino intensificando a sua actividade no mundo da banda desenhada,  passando a fazer parte da grande família que fica por trás do pano desenhando as aventuras de Tex em 1973.

Senhor de um traço único e original, Fusco sempre foi um dos mal amados desenhadores texianos. Mas a verdade é que o seu desenho não deixava ninguém indiferente, ou se amava ou se odiava. O seu traço era rectilíneo e algo rígido, certamente, mas era, ao mesmo tempo, um traço que se adaptava a todo o tipo de aventura e a quase todos os cenários e ambientes. O seu Tex revelava origens ticcianas, nomeadamente na expressividade do olhar, mas a sua composição procurava um  cinismo sempre latente no Ranger. Um cinismo penetrante, contagiante e até perturbador.

FERNANDO FUSCO – 1929-2015

4 Comentários

  1. O maior, desenhava Tex com um toque de serenidade, coragem e firmeza. Meu artista favorito.

    PS: Esse banner do Tex e a dama é de alguma história em específico? Sensacional!

    • Prezado pard Lucas Costa,
      O banner refere-se a uma homenagem de Fernando Fusco às floristas da cidade, homenagem essa que retrata Tex (e a florista) na entrada do Mercado das Flores (Mercato dei Fiori, Ventimiglia).

  2. Realmente Fusco é daqueles desenhistas que o leitor gosta ou odeia já na primeira vislumbrada. Tive a satisfação de aprender a ler e desde já folhear revistas de Tex nos idos de 1994, então com 4 anos de idade. Gosto de seus traços assim como gosto dos de Diso, mas essa é outra história. Que pena que nos deixou em 2015. Vida longa a Tex!

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