Tex nº 169 – LA TANA DEI SERPENTI

Tex nº 169 – LA TANA DEI SERPENTI

Nesta dinâmica ilustração de Claudio Villa vislumbramos o preciso instante em que Tex Willer, no interior do salão de festas da mansão do “Cheyenne Club“, desarma o patife Lester Mills, após este ter pretendido assaltar o Coronel George Watson pelos “serviços prestados” anteriormente, o que acabou por originar a sua própria morte precisamente pelas mãos do corrupto Coronel.
Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Cheyenne Club”, de Guido Nolitta e Fernando Fusco (Tex italiano #289 a #292).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)
Texto de José Carlos Francisco
Por Dorival Vitor Lopes
Quando tomamos a decisão de não fazer Júlia 100 em cores, sabíamos que íamos desagradar muitos leitores, que muitos ficariam indiferentes e outros até gostariam.

Editores Helcio de Carvalho e Dorival Vitor Lopes com o troféu HQ Mix ganho por Júlia Kendall na categoria Publicação de Aventura/Terror e Ficção
Foi uma decisão muito difícil, mas tomada com consciência. Se essa edição fosse colorida teria que custar R$ 19,90 e pensamos que assim metade dos leitores nos chamaria de mercenários e metade não compraria. Para não prejudicar aqueles que não conseguiriam pagar essa quantia – elevada para uma revista de 132 páginas – achamos melhor fazer em preto e branco e o resultado gráfico foi muito bom. Pedimos mil desculpas aos leitores que se indignaram e consideraram nossa atitude uma traição, mas nós sempre temos que pensar na maioria e não nos poucos que felizmente podem pagar qualquer preço. Mandamos mil abraços aos que ficaram felizes com a edição, por preferir o preto e branco (como Sergio Bonelli, aliás, que sempre se declarou um fã incondicional do p/b e dizia que suas revistas eram feitas para não ter cor).
Agradecemos também à maioria silenciosa que não se envolveu nesta polémica e comprou seu exemplar normalmente. Àqueles mais exaltados, que afirmam que ficaram tão revoltados que deixarão de comprar Júlia, só podemos lamentar essa atitude e dizer que o azar vai ser só de vocês, por deixar de ler as belas e emocionantes histórias de nossa criminóloga, uma personagem única no mercado editorial brasileiro.
Um abraço a todos e não nos queiram mal.
Dorival Vitor Lopes
(**CUIDADO: este texto contém spoiler. Se você pretende ler essa edição, não leia a crítica**)

Tex Coleção n° 149/152 – Juramento de Vingança
| Juramento de Tex | | Trama ingénua | Fim de Brennan | Trama mal executada |
Lançado no Brasil em Tex e Tex Coleção, Juramento de Vingança traz uma história dramática, emocionante e marcante.
As lembranças do grande amor da vida de Tex e seu fim trágico são trazidas à tona novamente, quando por uma coincidência do destino uma reportagem traz notícias de um dos principais algozes da trama que vitimou Lilyth. Depois da descoberta, na noite triste e bela do deserto, ao redor de uma fogueira, Tex, Jack Tigre, Carson e Kit Willer relembram a parte inicial do acerto de contas com Fred Brennan e John Teller. O cair do pano deste acerto será um dos momentos mais marcantes da vida dos nossos Pards, no qual o carrasco se torna vítima, e o juramento de vingança de Tex finalmente pode ser cumprido.
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Se fosse para eleger a cena mais emocionante de toda a saga texiana, o juramento de vingança que Tex fez à sua amada esposa seria o escolhido por boa parte dos fãs do Ranger. Não seria por menos, pois a cena, além de trazer uma carga muito grande de emoção, fazendo um leitor (ainda mais se for uma leitora) chorar, traz um momento raramente visto nas páginas do Ranger: Tex sentindo tristeza, angústia e sofrimento.

Uma cena dessas, aumenta ainda mais nossa admiração por Águia da Noite, pois isso mostra que Tex não é apenas um cawboy segurando um revólver, e sim um homem com sentimentos. É uma pena que este lado do Ranger seja raramente explorado pelos argumentistas hoje em dia.
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Há momentos em Juramento de Vingança que soa como bobo, beirando ao ridículo. Aqui, G. L. Bonelli abusou da ingenuidade e acabou estragando algumas cenas.
Tigre vestido de ovelha, uma “caveira” pilotando um barco e Tex confiando de um segundo a outro nos bandidos que quase o mataram são apenas algumas das muitas cenas/ocasiões forçadas durante a aventura. Até hoje, de vez em quando os argumentistas forçam algumas coisas nas aventuras de Tex, mas nesta edição a ingenuidade é pouco natural e acaba deixando a edição meio “boba” demais.
Embora isso seja relevante, incomoda ver elementos desse tipo nas páginas de uma personagem tão séria e culta, que é conhecida também por oferecer conhecimento e informação (retratando o velho Oeste, mostrando a cultura dos índios, histórias baseadas em factos reais e etc.) para quem está lendo a BD.
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Uma trama cheia de emoções e drama como Juramento de Vingança, não merecia o final que teve. O momento mais esperado da aventura, que era a hora em que Brennan estivesse sob domínio de Tex e o último aplicasse a vingança, não aconteceu como era esperado. A cena final não trouxe nenhuma emoção e, como foi comentado no outro quesito, ainda foi enfraquecida pela ingenuidade que alguns elementos foram executados.
Um final digno (e mais emocionante) seria (na nossa opinião) se Tex aplicasse a vingança com as próprias mãos, ou seja, directamente, e não indirectamente como foi. Talvez, se o Ranger mais temido do oeste ficasse frente a frente outra vez com o culpado da morte de sua esposa, a cena seria muito melhor e com uma carga de emoção maior.
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(Julgamos que o texto a seguir sirva também como a “conclusão” final da crítica, e por isso a nota para Juramento de Vingança vem logo depois deste quesito.)
É para se lamentar de que uma história tão boa como esta tenha sido mal executada. A ideia (o argumento) foi boa, mas o modo que ela foi posta em prática pôs (quase) tudo a perder.
Além do ponto negativo citado anteriormente (a ingenuidade), a falta de interesse de G. L. Bonelli em algumas cenas ficou clara. Dava muito bem para deixar algumas cenas mais interessantes, mas faltou ao “pai” de Tex ambição para realizar isso.

O argumentista, de potencial indiscutível, com certeza sentia-se sobrecarregado por ter que sozinho escrever todas as histórias de Tex e, por isso, talvez não houvesse tempo para elaborar com calma as cenas. Contudo, como dito agora, o potencial de G. L. Bonelli era tanto que mesmo errando acertava. Em outras palavras, mesmo com essas falhas no enredo a história não deve ser deixada de ser lida por qualquer texiano.
*Material apresentado no blogue críticas texianas em 09/03/2013;
Copyright: © 2013, Mattheus Araújo