SOBRE AS CORES DE JÚLIA 100 – A voz do editor

Por Dorival Vitor Lopes

Aventuras de uma criminóloga (Júlia) #100

Quando tomamos a decisão de não fazer Júlia 100 em cores, sabíamos que íamos desagradar muitos leitores, que muitos ficariam indiferentes e outros até gostariam.

Editores Helcio de Carvalho e Dorival Vitor Lopes com o troféu HQ Mix ganho por Júlia Kendall na categoria Publicação de Aventura/Terror e Ficção

Foi uma decisão muito difícil, mas tomada com consciência. Se essa edição fosse colorida teria que custar R$ 19,90 e pensamos que assim metade dos leitores nos chamaria de mercenários e metade não compraria. Para não prejudicar aqueles que não conseguiriam pagar essa quantia – elevada para uma revista de 132 páginas – achamos melhor fazer em preto e branco e o resultado gráfico foi muito bom. Pedimos mil desculpas aos leitores que se indignaram e consideraram nossa atitude uma traição, mas nós sempre temos que pensar na maioria e não nos poucos que felizmente podem pagar qualquer preço. Mandamos mil abraços aos que ficaram felizes com a edição, por preferir o preto e branco (como Sergio Bonelli, aliás, que sempre se declarou um fã incondicional do p/b e dizia que suas revistas eram feitas para não ter cor).

Júlia Kendall na arte de Giorgio Trevisan

Agradecemos também à maioria silenciosa que não se envolveu nesta polémica e comprou seu exemplar normalmente. Àqueles mais exaltados, que afirmam que ficaram tão revoltados que deixarão de comprar Júlia, só podemos lamentar essa atitude e dizer que o azar vai ser só de vocês, por deixar de ler as belas e emocionantes histórias de nossa criminóloga, uma personagem única no mercado editorial brasileiro.

Um abraço a todos e não nos queiram mal.

Dorival Vitor Lopes

47 Comentários

  1. Não deixarei de comprar esta edição, tampouco estou revoltado ou coisa que o valha. Talvez triste, por ver que mais uma vez o descaso com o leitor (sim porque até mesmo aquele que reclama e esbraveja também é um leitor), prevalece acima de qualquer bom senso da parte da editora.
    Porque dar como desculpas que o preço da edição colorida seria 19,90 e isto faria com que muitos não comprariam e bla, bla, bla, nada mais é do que uma desculpa. Porque se não, vejamos :
    Quando foi para lançar um Zagor “Especial” a 29,90 a Mythos se preocupou com os diversos leitores que não poderiam pagar?
    Quando foi para lançar o Tex em Cores a 29,90 a Mythos se preocupou com todos aqueles leitores que não poderiam pagar?
    Porque que foi que agora a Mythos se preocupou com o quê os leitores da Julia (sabidamente um dos títulos mais “cults” da editora e que é comprador em sua maioria por leitores que estão acostumados a frequentar Livrarias e lojas especializada e para quem, ouso afirmar, o valor não seria empecilho para a compra da centésima edição da coleção. Edição esta que com certeza dada a sua peculiaridade, ser uma edição em cores, ser um número mítico (100) com certeza atrairia para si a atenção da Mídia não só especializada e isto serviria de boa propaganda para a editora e com certeza alavancaria vendas que talvez números anteriores não tenham alcançado…
    Acho sinceramente, como leitor, como comerciante de quadrinhos, que foi uma decisão precipitada da editora. Que faltou sensibilidade aos editores, tanto para verem que esta edição Centenária, editada em Cores, seria um Prêmio, como disse antes, aos fiéis Leitores, como também um produto de excelência a ser mostrado para outras mídias gerando publicidade gratuita e benéfica…
    Mas, esta é apenas minha opinião, de um leigo leitor que não conhece e nem entende as realidades administrativas da editora e por não conhecê-las de antemão peço desculpas se pareço “exaltado e revoltado”!
    Um abraço ao grande editor Dorival Victor Lopes,
    Jesus Nabor Ferreira

  2. Nem sei o que dizer pois se a gente reclama alguém vem e diz que pare de reclamar e agradeça a Deus por os Bonelli estarem saindo pela Mythos, mas alguma coisa tá errado e prefiro nem comentar.
    Agradeço ao Dorival e a cúpula da Mythos por nos proporcionar momentos de lazer mas tá ficando cada dia mais complicado, pois se agrada um desagrada outros e se o projeto era para ser de um tipo acho que não deveria ser mudado, uns reclamam do preço, formatinho, cor, atraso… etc.

  3. Como sempre o meu bom amigo Filipe Chamy se destaca nos comentários. Por mais que eu entenda a posição da Mythos esse tipo de coisa acaba frustrando. Eu estava realmente esperando ansioso essa edição em cores da Júlia, como esperei as do Tex e a do Mágico Vento.

    Sobre as revistas que estavam em atraso, aqui no interior de São Paulo elas não estão chegando de uma vez mas sim com o atraso regular de um mês.

  4. É uma pena que isto tenha ocorrido, e que a despeito de se gostar ou não das cores, do falecido Sergio Bonelli preferir ou não o p&b, como também o gosto, o que ficou foi a sensação de se ter confirmado até a edição anterior (nº 99, leiam o correio) que seria em cores, e se chegar às bancas e, ser outra coisa.

    Se estava programado (pela editora) que seria em p&b, que fosse amplamente divulgado o fato com antecedência – via blog do Tex, na página da Mythos no Facebook, etc -, e não deixar o leitor, fã sair pela rede, divulgado os produtos da editora: EM Cores, e depois passar carão, com P&B!

    Creio que nós, que apoiamos e divulgamos essa personagem fantástica, abraçando causas como o “Salve a Julia” pelo seu ‘não cancelamento’ mereceríamos um pouco mais de respeito, afinal, zelamos por nossa credibilidade, e como podemos pôr a cara a tapa pelas publicações da editora, se somos apunhalados por quem publica?!! (Este é o Sentimento atual!).

    Sinceramente, como estamos discutindo no TEXBR, no grupo do ZagorBR, Revista MSH e Tex Willer no Facebook, a questão não é só manter o valor, e convenhamos que já não estranharíamos este preço citado na matéria, já que o Zagor 100 foi elevadíssimo à época, quando ainda custava R$ 6,90 (hoje R$ 8,90) e nem por isso foi deixado de lado, tanto quanto o Mágico Vento 100 (que tem tiragem similar a Julia Kendall, como é sempre frisado, quando das indagações sobre tiragem das revistas) e da mesma forma o Zagor Extra 100 foi em cores também, enfim todos, com boa repercussão, e a consolidação de SER em CORES as Edições CENTENÁRIAS!

    O que temos pesado é o porquê de não terem seguido a numeração da Julia Kendall para o 101 e que lançassem a edição 100 posteriormente em cores, importando-a também, se por aqui os preços são tão mais caros que um formato italiano e em cores? Por que não fazê-la uma edição especial, atraindo mesmo quem não é leitor assíduo?

    Mas saltar a cronologia? Sim, saltar a cronologia,afinal, nós leitores de Zagor, estamos mais que acostumados com a salada de frutas de pula Extra-Normal-Especial-Extra-Normal-Extra.

    Uma revista especial a parte da Criminóloga só somaria e com destaque positivo e não o que ficou: amplamente negativo, passeiem pela rede e confiram!!

    PS: Como dito por mim desde novembro ou dezembro/12 na página da editora no Facebook, pararia neste nº 100, pois a relação preço X material/formato, não tem me deixado feliz.

    Não me importaria de pagar os R$ 12 ou 13 reais, por um formato maior como à la TMJ ou mais com uma qualidade como o Face Oculta.

    E, como dissemos pessoalmente ao Dorival e ao Hélcio na FestComix, há de se pensar, no público das livrarias também (notem o também, pois acho que pode-se manter tanto as edições em banca, quanto se lançar edições especiais e melhores nas livrarias, e nestas, compra quem quiser!).

    Vida longa à Julia!!

  5. Também não deixarei de comprar, mas, por mais que admire o trabalho do Dorival na Mythos, acho que a editora está nas últimas semanas fazendo muita coisa errada.

    MV 100 dobrou o preço da revista? Não, foi inclusive o mesmo preço da 99! Zagor Extra 100 dobrou? São os exemplos mais recentes. Por que Júlia teria que custar 20 ao invés dos já caríssimos 10 reais? Não daria pra “estacionar” o custo apenas este mês? Ou aumentá-lo em dois ou três reais, apenas?

    Um ano tem 12 meses, e 100 meses são quase dez anos! Ora, vinte anos até termos uma Júlia colorida? Não tenho ABSOLUTAMENTE NADA contra quadrinhos preto e branco, ao contrário, amo-os de paixão e consumo-os regularmente! Mas Júlia 100 foi ORIGINALMENTE feita a cores! Foi pensada DESSA MANEIRA pelos autores. O argumento da beleza do preto e branco não se sustenta neste caso, já que a arte original e pensada assim por seus idealizadores era colorida! Nessa história, nesse momento. Berardi e seus colaboradores acharam que essa história do número 100 era a que merecia essa distinção. Razão há de haver! E mesmo se não há/houver, ora, a original era assim! Temos que sempre nos ater a isso.

    Meu outro problema é que a Mythos disse que faria um “escalonamento”/dosagem dos lançamentos atrasados: mas nos últimos dias despejou os gibis de dois meses na banca! Puxa, quase 200 reais nessa brincadeira? Tem que ir aos poucos… Se já atrasou, passem a lançar regularmente, simplesmente; não faz sentido (e é péssimo ao bolso do leitor) lançar três ou quatro edições do mesmo gibi no mês, fazendo-o gastar uma fortuna na banca… Qual é a estratégia disso? Comprei MV 129 na sexta-feira, e o 130 já está nas bancas! Esse acúmulo de edições novas vem justamente quando ocorre essa alta nos preços?

    E, por último: não é possível “aumentar menos”? De 1 em 1 real é muito, muito sufocante. Tex foi o único que aumentou menos. Júlia teve um acréscimo de mais de 11% de uma edição para outra… Eu sou comprador de todos os gibis inéditos da Mythos, mas me preocupa isso: até quando essa situação vai se sustentar? Quem comprará Júlia por 14 reais todo mês daqui a dois ou três anos?

  6. Tudo que eu gostaria de dizer sobre este assunto já foi excepcionalmente dito nas três primeiras mensagens, do Jesus Nabor Ferreira, Wilson Sacramento e Filipe Chamy.

    Foi a desculpa mais sem pé nem cabeça que a Mythos já deu até hoje.

    Não vou parar de comprar, porque estaria punindo a mim mesmo, já que não tenho a opção de comprar a original italiana por não falar a língua nativa de Júlia (pois preço por preço, pela qualidade, aquela é até mais barata, mesmo importada), mas é lamentável este comportamento da editora.

    Ainda mais achando que o público de Júlia é composto por participantes do Bolsa Família. Que não teria como arcar com uma edição um pouco mais cara, se fosse o caso.

    Lamentável.

    Alvarez

  7. Caramba, não vejo razão para tamanha revolta de quem queria ver a edição colorida. Temos que agradecer por ainda termos Julia nas bancas, já que a tiragem não é lá grande coisa. Em cores ou em preto e branco, não importa. O importante é ter Julia nas bancas todos os meses.
    Em breve eu lanço a edição em cores no blog, para aplacar a fúria dos descontentes (espero que com isso eu não desperte a fúria dos editores).

  8. Amigos, desde que sou o editor Bonelli no Brasil – faz 14 anos -, nunca me senti tão chateado como agora. Todos me pintam como um vilão que cometeu um grande crime e acho isso injusto. Embora sejam poucos os que criticam, essas criticas têm sido muito duras, exaltadas e, na maioria das vezes, sem sentido, pois demonstram um grande desconhecimento da posição de editor e do mercado editorial. Alguns queridos amigos aí de cima fizeram comparações de preços entre Zagor, Tex em Cores e Mágico Vento – mas não dá para comparar revistas apenas pelo número de páginas; o que conta são as vendas de cada publicação. Quem vende mais, custa menos. Quem vende menos, tem que custar mais.
    A decisão de fazer Júlia 100 em p/b foi difícil para mim e para o Helcio, mas não foi tomada de forma tempestiva e não imaginamos de forma alguma que isso pudesse ser considerado um desrespeito ao leitor. Leitor, aliás, que nós respeitamos tanto que mantemos Júlia em banca mesmo com ela apenas empatando os custos e, muitas vezes, dando prejuízo. A situação desta publicação é tão precária que basta uma edição vender 100 exemplares a menos para entrar no vermelho. Eu duvido que qualquer outro editor no mundo mantivesse um produto em banca por quase dez anos, sempre tendo prejuízo.
    Por isso fico muito chateado por passar por vilão quando não faço o que uns poucos leitores gostariam. Já recebi várias mensagens de crítica, mas também algumas de elogio, de leitores que preferem o preto e branco. E certamente também existe a maioria silenciosa, que vai comprar a revista normalmente e passar ao largo dessa polêmica toda, pois o que lhes interessa mesmo é ler uma aventura de Júlia. É com esse pessoal, a maioria, que eu devo me preocupar mais.
    A edição de Júlia 100 em cores teria que custar R$ 19,90 e achamos que assim metade dos leitores iria nos considerar mercenários e a outra metade não compraria a revista. Tivemos essa experiência com Tex em Cores, uma coleção maravilhosa, a melhor de Tex em todos os tempos, e os leitores sumiram. O preço era alto, mas achamos que os fãs veriam que valia a pena por uma edição tão espetacular, com tanta qualidade editorial e gráfica, mas a grande maioria achou que estávamos explorando. Foi uma frustração para nós da Mythos.
    Claro que poderíamos ter feito a edição 100 em cores, com esse preço tão elevado e pensado : “Ah, que se dane. Quem quiser que pague.” E certamente teríamos algum lucro. Mas preferimos pensar nos leitores de menor poder aquisitivo, que não poderiam adquirir a revista e que talvez ficassem com um furo em sua coleção. Podemos até ter errado, mas foi com a melhor das intenções.
    Alguém disse que a edição foi “pensada” para ser colorida e que a falta de cor prejudicou a arte e disso eu discordo totalmente. Eu vi a história em cores e em p/b e achei que ficou melhor em p/b. Aliás, fiquei decepcionado com esta história. Para uma edição centenária a trama é muito fraca, uma das piores que vi em Júlia. A escolha
    do artista foi muito mais pelo amizade de Berardi com o Trevisan (o Berardi diz isso no editorial). O Trevisan foi um dos primeiros artistas com quem ele trabalhou no tempo de Ken Parker e ele quis prestar uma homenagem ao amigo de trinta anos, e não porque este seja fantástico com cores, muito ao contrário, seu estilo belíssimo, cheio de sombras e hachúrias não é para cor. Atrevo-me até a discordar do grande Berardi na escolha do artista para essa edição. A história é ambientada num circo, sim, mas se passa quase o tempo todo nos bastidores e nos carroções dos artistas, e de circo mesmo tem muito pouco. Evidentemente essa é apenas minha opinião e todo mundo pode discordar, mas não me venham dizer que o p/b estragou a história. Como Sergio Bonelli declarou muitas vezes, os personagens da SBE sempre foram feitos para p/b e as cores não os melhoram em nada. Pode até ser uma opinião um pouco extremista, mas ele não estava de todo errado.
    Como diz o ditado, “cada um sabe onde lhe aperta o sapato“, e os sapatos da Mythos quem usa sou e o Helcio e só nós sabemos como muitas vezes é difícil fechar as contas no fim do mês. Não podíamos lançar a edição em cores a R$ 19,90 e corrermos o risco dela encalhar e ficarmos com um prejuízo maior ainda do que o que já temos com essa um publicação.
    Enfim, peço humildes desculpas a quem se decepcionou e agradeço àqueles que me apoiaram nesta. Não se pode acertar sempre nem agradar a todos.

    Um grande abraço.

  9. Eu agradeço a editora e aos leitores de Júlia por manterem esse título mensalmente nas bancas. Eu gostaria de ver a edição colorida mas como não foi possível acho que sendo publicada é o que importa. Como comentou o pessoal, para manter um preço mais baixo e facilitar a aquisição dos demais leitores eu apoio a ideia do pessoal da editora, acho que deve ser pensando bem para ter um produto de qualidade e com um preço bom, as edições da Júlia são de uma tremenda qualidade e eu gosto muito, acho que a editora tem desenvolvido um trabalho muito bom com os títulos publicados, de um tempo pra cá só tem melhorado. Se não deu a edição colorida, que fique para uma próxima vez, um especial talvez.

  10. Dorival, obrigado por mais este esclarecimento.

    Pelo menos de minha parte não havia a intenção de transformar ninguém em vilão, mas de fazer uma reclamação quanto frustração pela esperadíssima edição em cores. Mas acho que com esta mensagem o assunto está definitivamente esclarecido e me dou por satisfeito.

    Aliás, por justiça, deve afirmar que a Mythos faz o melhor trabalho que já foi feito por uma editora brasileira que tenha publicado a linha Bonelli. Exceção feita a`Editora Record que publicou as edições Bonelli em formato italiano,meu preferido,embora em outros quesitos não fosse grande coisa (impressão, papel, etc).

    Nos últimos meses vi em listas na Internet diversas reclamações em relação as gráficas que vocês usaram devido ao problema com a gráfica original. Mas devo dizer que de minha parte as achei totalmente infundadas, pois coleciono todas as edições Bonelli editadas pela Mythos (exceto Tex Edição Histórica) e em nenhuma delas identifiquei os problemas apontados por muitos. Atrevo-me a dizer que algumas estavam muito melhor impressas do que gráfica tradicional. Não encontrei qualquer edição com os problemas de acabamento citados por muitos.

    Este excelente trabalho (com exceção, para mim, do famigerado formatinho, que eu detesto) que vocês fazem eu sempre vou valorizar e apoiar comprando todas as edições. Como a própria Júlia, que já está na minha estante desde a semana passada.

    Quanto ao Tex colorido (a primeira versão mais luxuosa), acho que ela não precisaria ter sido feita em papel tão caro. isso jogou o preço para o alto e afugentou os leitores de Tex. Acho que aquela segunda versão do Tex colorida lançada no ano passado, em papel mais barato, ficou ótima e o preço mais em conta. Acho que uma das edições repeteco de Tex ou o próprio Almanaque Tex deveria ser em formato italiano, pois o preço não ficaria assim tão alto e seria uma edição diferenciada para os colecionadores do ranger.

    Desejo muito sucesso a Mythos, e que ela nos acompanhe por muito e muitos anos.

    Abraços

    Alvarez

  11. Olha… eu gosto de ler gibi pra distrair. Leio sem compromisso. É uma diversão.

    Sou fã do formatinho (criticado e execrado).

    Gosto de desenhos que sejam o mais parecido possível com os de quem criou o personagem (sou fã do Ferri, Galep, Letterri, Ticci, Fusco, Villa, Civitelli… e praticamente todos os das antigas), não dou muita bola pra “arte” (não entendo nada disso). Apenas quero um gibi pra ler.

    Entendo os problemas que a editora vem enfrentando relacionados à gráfica. Quadrinhos nunca (ou quase nunca) foi um negócio muito lucrativo no Brasil.

    Acho também que está faltando um pouquinho de qualidade no material (principalmente na capa e na colagem das revistas).

    Comprei, novo (em bancas ou pelo site da editora), 99,99% de tudo o que a Mythos publicou dos personagens Bonelli.
    Não procurei em sebos, como uma grande parte faz, para pagar mais barato (mesmo não tendo nada contra quem faz isso).

    Já fui mais reclamão. Agora entendo melhor a situação.

    Não sou tão velho (31 anos), mas cresci em cidade pequena e os gibis nunca chegavam por aqui (tinha que esperar meses para conseguir comprar um gibi). Hoje ainda continuam não chegando, mas temos outras opções para adquiri-los.

    Acredito que o foco principal da Mythos não seja os gibis (caso seja, estão encrencados hehehe).

    Tipo… tô escrevendo tudo meio desordenado, de acordo com o que está vindo na cabeça.

    Leio diariamente centenas de reclamações e gente revoltadinha… um quer um formato 2 milímetros maior pra esquerda, outro quer um formato 65 centímetros maior pra direita, outro quer um papel polarizado com carbono e titânio e cheiro de primavera… e no final das contas compram uma revista por semestre.

    Pra esses super revoltados dou um conselho: a língua italiana não é difícil de aprender (daí vai aparecer algum doente dizendo: MAS EU QUERO PODER LER MINHAS REVISTAS NO MEU IDIOMA), então, se vocês tem tantas exigências, comprem as edições italianas (AI VEM OUTRO REVOLTADO E DIZ: “MAS DAÍ FICA MUITO CARO“). É claro que vai ficar caro. Querem tanta qualidade: paguem o preço. Tenho um primo que esteve na Itália alguns anos atrás. Quando encontrei com ele ouvi o seguinte: “Everton, se você for pra Itália algum dia, você vai ficar louco… tem gibi por todos os lados. São dezenas, centenas, milhares, bilhares… todos os tipos, formatos, modelos, números, cores…“.

    Gostaria muito de ver por aqui a coleção colorida do ZAGOR, mas é claro que não vem. Não vende. Mesmo que seja por R$ 10,00 a edição, não vende. Se publicar exatamente igual a coleção italiana teremos centenas de reclamações querendo um detalhe aqui, outro ali, outro acolá…

    É claro que a Mythos apresenta problemas nas publicações, mas isso é normal.
    JULIA N° 100 COLORIDA POR R$ 19,90???? Não venderia mil exemplares (porque o papel não seria o adequado, porque o formato não é aquele que uma vez o meu avó disse que viu numa revista publicada na Escócia…). Seriam milhares de defeitos apresentados.

    Enfim… escrevi bastante e tenho certeza que não falei nem 10% do que penso. Não gosto muito de me comunicar por escrito, prefiro falar, acho que me expresso melhor.
    Deve ter vários erros aí mas não vou revisar o que escrevi.

    Outra coisa… a Mythos precisa valorizar mais o site dela. Se comunicar mais com o leitor por lá.

    Pra finalizar (de verdade): capricha aí Dorival. Dá um jeito nessas gráficas aí e bola pra frente. A melhora é uma constante no mundo dos negócios. Erros sempre existirão, em qualquer segmento. Manda esses gibis pra banca que pelo menos UM cliente/leitor você tem.

  12. Dorival, como já disse antes, estão fazendo tempestade num copo d’água. Colorido pode ser o futuro, acho que será assim, pois é tendência tecnológica e tal, mas ainda não é quando o assunto é Bonelli.
    Sei que é duro ser criticado, ninguém gosta. Sei que é difícil engolir certas coisas… mas bola pra frente. O que vale é o objetivo maior e as maiorias.
    Júlia lhe colocou numa cilada. Logo a linda e doce Júlia. Primeiro um ‘quase’ cancelamento e agora uma ‘mudança’ de projeto cria essa celeuma.
    Que a sua chateação não seja maior do que o amor pelo seu trabalho. Já vi muita gente jogar a toalha e partir pra outras paragens. Mas um texiano convicto, desde os tempos da Editora Globo não é uma gente que larga o osso ao primeiro sinal de perigo.
    Bom, colecionador de HQs é igual torcedor de time de futebol, tem o time e o personagem do coração em primeiro lugar… sempre um titulo a mais… sempre um especial a mais; às vezes a razão dá lugar à emoção. Tem suas razões e seus defeitos, como qualquer um.
    Geralmente ocorrem chateações de lado a lado, é normal, é comum em qualquer relação duradoura. Mas vamos entrar num acordo, sejamos tolerantes, sejamos inteligentes como os nossos heróis de papel.
    Vamos abaixar e esfriar o ânimos.
    Pra finalizar, afirmo que se eu chegar ao 70 anos curtindo TEX do jeito que está, não vou reclamar nem um tiquinho.
    Como diz o Tex, são essas coisas que apimentam a vida.
    Um abraço a todos,

  13. Não adianta, o pessoal não vai entender NUNCA e só vai dar valor pra Mythos se um dia (que eu espero que não aconteça) ela parar de lançar Bonelli.
    Aí, quando nenhuma outra editora lançar nada, ou lançar duas edições e cancelar, eles vão valorizar a Mythos, que insistiu durante 10 anos para publicar Mágico Vento e Julia Kendall, que lançou quase 300 edições de Zagor (se somar os 30 anos em outras editoras não chega nem a metade do que a Mythos em 10 anos sozinha fez).
    Fora o Tex que ela lança tudo o que sai na Itália e os colecionadores pedem. Colecionadores esses que abandonam a edição, mesmo ela sendo elogiada pelo próprio Sergio Bonelli em pessoa.

    Eu comecei a ler Tex e demais Bonellis há 3 meses. Fui procurar um local na Internet pra discutir e só tive decepções.
    Não se fala em outra coisa exceto a MALDIÇÃO do formato da revista. Meu Deus do céu, se não fosse esse formato a revista iria custar quase o dobro.
    E eu me pergunto. Você compraria?

    Vamos fazer uns cálculos rápidos:

    Tex normal 15 reais
    Coleção 30 reais
    Zagor Normal e Extra 36 reais
    Julia e Mágico Vento 40 reais

    Só as edições regulares custariam 120 reais por mês, fora as especiais e reimpressões.
    Alguém colecionaria dessa maneira?

    Caso a editora escutasse esses cabeça de girico ela iria a falência em 2 meses, pois os mesmos reclamões que nunca apoiam nada seriam os primeiros a não comprar porcaria nenhuma e abandonar a editora com a bomba na mão.

  14. Outro exemplo. Olha aí o maravilhoso Face Oculta.
    Formato Italiano, papel de qualidade, capa cartonada e preço baixo.

    Mil maravilhas, toma Mythos, assim que se respeita o consumidor, olha que show de publicação, etc. etc. etc.

    Resultado??

    Cancelada em 2 meses, sem dar sequer satisfação, explicação ou qualquer outra coisa.

    Perdi dinheiro por comprar uma revista sem final. E eram somente 14 edições.
    Enquanto a Mythos está terminando Mágico Vento com suas 131 edições, a bela Panini publica duas e cai fora.
    Na Mythos o Editor/dono entra em contato direto com o leitor explicando o ocorrido.
    Procurem alguma satisfação da Panini. Onde está a continuidade da série?
    Não seria melhor a fogueirinha na capa, o preço de 10 reais e ter a coleção completinha??

  15. Eu acho que a Mythos andou e atrasando o pagamento da gráfica, por isso gerou todo esse desconforto!

  16. Sou de um tempo em que líamos revistas de Ebal, Rio Gráfica, Vecchi e Abril. Trabalhei inclusive em duas delas, a Vecchi e a Rio Gráfica. As opiniões dos leitores, inclusive as que chegavam por carta à Redação, pouco ou quase nada influíam na decisão de editores no que se refere a qualquer tema que gerasse custo para o editor. Razão simples: era a grana dele que estava no fogo, alegavam. Isso mudou, claro. Ouvir o consumidor é uma obrigação e essencial para qualquer negócio, descobriram os marqueteiros.
    A Mythos ouve seus leitores, o editor “fica chateado” com críticas, mas, do mesmo jeito que os editores de antanho, não pode fazer milagre diante de uma planilha de custos (da Júlia) que lhe indica venda fraca. Prejuízo certo a cores e, várias vezes, em preto e branco. É a lei de mercado. Quero dizer, enfim, que é preciso saber ouvir a voz de quem edita. E que a disposição do editor de vir a público se expor (e admitir que erra) mostra respeito ao leitor, nesta difícil arte de fechar uma conta onde entram paixão e investimento financeiro.

  17. Apesar de ser uma das melhores publicações no Brasil Julia Kendall com certeza não traz lucros à Mythos, que aliás já deveria ter sido cancelada lá pelo número 68 ou 69, portanto vamos ter paciência com os editores.

    E como alguém já disse em outras oportunidades, vamos procurar gráficas no exterior, sugiro a Indonésia.

  18. Apesar da edição número 100 de Júlia Kendall ter sido sempre anunciada como colorida nos números anteriores pela Mythos, eu particularmente acho que a Mythos acabou fazendo o melhor, ou seja publicando a edição a preto e branco (e não falo já no quesito preço) porque muito sinceramente e recordando até as inúmeras críticas ocorridas com a edição italiana pelos fãs e coleccionadores de Júlia nos diversos fóruns italianos, onde muitos consideraram na altura que o número 100 de Júlia foi a pior edição centenária (colorida) de sempre da editora Bonelli, algo que eu também corroboro porque a arte do Trevisan ficou muito prejudicada pelas cores, mas claro que respeito quem discorde, apenas exprimi a minha opinião em virtude de possuir o exemplar italiano nº 100 de Júlia.

  19. Eu, pessoalmente, concordo com o Dorival e o Sergio Bonelli, os personagens da SBE sempre ficam muito melhores em p/b, as cores não os melhoram em nada.
    Alias, não gostei de nenhuma edição Bonelli a cores, pois não são bem produzidas, e os desenhos não foram feitos para colorização.
    Acredito que quem compra Julia, compra pelo personagem e pelas histórias, pois as edições sempre foram em p/b.
    O único “se não” que faço às publicações Bonelli por aqui é na questão do maldito formatinho, mas até isso já estou relevando, em troca da continuidade das séries.

  20. Estou com você Dorival, apesar de alguns problemas, não podemos esquecer que a Mythos foi a editora que mais novidades trouxe para nós leitores e colecionadores das revistas Bonelli, não é bom, mas ainda prefiro que as revistas cheguem até as bancas nas condições atuais do que serem canceladas, bom… minha opinião, diante da situação complicada que está, como disse o amigo acima vamos ter calma e dar apoio aos editores para que possam continuar nessa batalha até a coisa normalizar, espero.
    Um abraço ao Dorival e a todos os amigos leitores!
    Nei Campos!

  21. Vou falar pouco, mas estou solidário ao Dorival, sei que é difícil segurar a barra quando as coisas não vão bem, mas eu acho que o editor, tem o apoio da maioria, e eu me relaciono nessa maioria!!!…
    Só tenho uma coisa a dizer… Amigo Dorival, dê um pouco mais de atenção aos leitores! Quer seja por aqui, ou pelo Facebook. Se manifeste sempre que puder, e quando você achar que não vai dar para fazer o que tinha planejado, por favor, avise com antecedência, para não causar toda essa “tempestade” num copo d’água, como está sendo aquí, no caso Júlia! Fora isso, continue com os nossos queridos personagens Bonelli! Com certeza você tem o apoio da maioria! E eu sou um desses! Um forte abraço, e vamos a “luta”!
    LUIZ ALBERTO V SOUSA: (Beto Sousa). Por favor nos dê notícias de Tex em Cores, pois estamos todos esperando, e com bastante ansiedade! Por boas notícias!

  22. Que pena essa polêmica toda… estou há muito afastado das discussões quadrinhísticas em listas de discussão, fóruns e blogs, por falta, sinceramente, de paciência para ler algumas coisas … fiquei triste com alguns comentários que li aqui na matéria e suas duras e ácidas críticas ao Dorival…

    O trabalho da Mythos tem sido SENSACIONAL à frente da Bonelli, no Brasil, e, certamente, não será uma edição a cores ou p&b ou uma mudança de decisão em cima da hora que me fará deixar de comprar os Bonelli da Mythos… particularmente, se esta Julia tivesse saído a R$ 19,90, eu compraria tb… e olha que gasto os tubos com quadrinhos, comprando Disney, DC, Marvel, Bonelli, Turma da Mônica, infantis da Pixel, etc., etc., etc. … mas entendo perfeitamente a posição do Dorival em não aumentar o preço desta publicação, e louvo a coragem da Mythos em manter nas bancas essas publicações por tanto tempo.

    O leitor de quadrinhos (e, repito, foi por isso que parei de participar de discussões em listas, fóruns e blogs) adora reclamar… reclama do alto preço, reclama se é em p&b, reclama por não sair em cores, reclama se a publicação atrasa, reclama se saem 2 edições no mês, reclama de setorização, reclama de revistas grossas, reclama de revistas finas (poucas págs.), reclama de formatinho… enfim, como dizemos aqui no Sul (e com o perdão do palavrão), tem gente que reclama até de cu apertado.

    Deixo aqui ao Dorival e ao Helcio, os meus elogios, minha solidariedade, de um leitor e colecionador de PRATICAMENTE TUDO o que sai da Bonelli no Brasil (não digo TUDO porque a Tex Edição Histórica eu não compro)… mas vocês têm a minha solidariedade, se é que isso ajuda em alguma coisa. 😮

  23. Sei não… 10 anos de publicação, aventuras fantásticas e uma centésima edição sem nada de especial !!! Entendo as dificuldades da editora, mas que ficou um gosto amargo na boca, ahhh ficou sim!

  24. Sou solidário ao Dorival.
    As pessoas só sabem reclamar, nunca agradecem.
    A Mythos vem fazendo um excelente trabalho com as revistas da linha Bonelli.
    Júlia não é uma de minhas prediletas, mas passei a comprar todos os meses 2 (DOIS) exemplares para ajudar a permanência do título nas bancas (fiz e faço campanhas de divulgação em meu blog).
    A arte de TREVISAN é muito melhor em preto e branco… não sei do que estão reclamando.
    Bola pra frente, Dorival. Não dê atenção aos comentários de pessoas que querem deixá-lo “para baixo”.

  25. Daniel Ianegitz Vieira, primeiramente, o nível da conversa segue elevado não ofendemos nenhuma pessoa, então não cabe “cabeça de girico” por você proferido nesta discussão para quem discordou, beleza?!

    Todas são opiniões de quem defende este ou aquele formato, com ou sem cor, nenhum de nós que dizemos estar tristes/chateados com a Mythos, deixamos de comprar a edição 100, compramos e divulgamos Julia Kendall, e quem se cala, o que faz em prol da personagem e das vendas, afinal, ficar no mundinho a parte é comodo, é preciso se pôr no mundo e divulgar Julia e a Mythos, pois sabemos que vendendo mais, ‘baixaria o preço’ se tudo é atrelado a tiragem, ou não é?!

    Eu, me senti e sinto como disse bastante chateado, pois até a edição 99 da Julia Kendall foi dito que seria colorido, não sei as demais pessoas, mas eu, o Filipe, entre outros acima mantemos blogues, grupos e páginas e, ativamente, ‘VENDEMOS’ os Bonelli e a Editora Mythos, da mesma forma que o Zeca – sem nenhum tipo de ganho, muito menos financeiro -, então é ruim, quando categoricamente, somos pegos de calças curtas frente uma edição que DIVULGAMOS COLORIDA, por ter sido até o último segundo dito que assim o seria (está no correios da Julia Kendall 99), e nos deparamos com a edição P&B, é claro, que me chateia, pois coloco e coloquei a cara a tapa pela Editora, pela Personagem, que sigo dizendo ser a melhor, na atualidade, em bancas.

    Não pretendo e nem pretendi ofender ninguém, expus meus sentimentos e o que penso, e que em muitos espaços aparecem (acessem o grupo da Mundo dos Super Heróis), com muitas críticas, não por um pouco entendido no assunto como o sou, mas por pessoas ‘formadas/especializadas’ na área editorial/jornalística, então não entro neste mérito da discussão.

    Entendo o posicionamento do Dorival e do Hélcio, e como dito pelo Paulo Guanaes, é o editor que está entre a cruz e a espada, respeito o que foi feito, mesmo discordando do viés que foi dado de última hora e sem aviso prévio.

    Sigo achando péssimo termos chegado a este ponto, não desmereço o trabalho da Mythos e nunca o fiz, como reiteradamente já o disse aqui e em outros espaços, longe de mim, tal ação.

    Sou bem claro, se sigo expondo o que acho/ que sinto / que penso, é porque compro e, me importo com o que compro – divulgo, sem medo, pois é material de primeira (mesmo achando horrível os formatinhos, as capas cortadas do Zagor EXTRA [dito ao Hélcio e Dorival, face a face na FestComix, não é papinho de Internet, atrás de uma tela, não!] etc.) frente ao que vemos publicado.

    Disse desde de novembro/dezembro de 2012 na página da Mythos no Facebook, que iria parar no nº 100 e só abro minha boca, quando tenho certeza do que farei, e é minha opinião e decisão, independentemente, desta discussão quanto a edição 100 não ser colorida [não sou moleque e não atuo leviamente!], que eu aguardava em cores, mas comprei, li e compartilhei pela rede, para que as pessoas conheçam e comprem, pois a Julia é a ‘melhor edição em bancas‘, como sempre diz o Sidney Gusman, e com quem concordo plenamente!

    Espero que o Dorival não fique chateado em demasia, e que logo passe esse sentimento, assim como passará o que eu senti ao me deparar com cerca de 15 dias após ler na JK 99 que seria em cores, comprar a Julia Kendall 100 em p&b, após ter divulgado tanto que seria colorida a edição 100.

    O que foi dito está dito, mesmo que a intenção não tenha sido esta ou aquela, são águas no rio da vida, e seguem adiante, não remoerei a situação!!

    O que posso reafirmar, é que seguirei com meus Zagors adiante, divulgando a Editora e Personagem (vide a página Zagor Brasil no Facebook: http://www.facebook.com/ZagorBrasil ), louco para comprar os TEC como comprei em bancas ou site Mythos até agora, e Criptas e o Conan de 500 páginas, que são edições fabulosas, com tratamento ímpar, e é este tratamento que espero ver um dia, em uma ou outra edição especial da Bonelli, pois EU COMPRAREI, também!

  26. Por estas e outra que devemos fazer como é feito por muitas pessoas (de quem discordo o feito), esperar em silêncio, virar encalhe a edição e depois comprar, já que o leitor/fã/comprador não pode discordar e de forma ‘honesta, transparente, educada’ colocar o que acha (ninguém é obrigado a concordar, é opinião!) sobre o assunto.

    Viva a ditadura e a lei da Mordaça, rasguemos a constituição!

    E, apesar desta situação, sigo divulgando os personagens Bonelli porque são ótimos, e de quebra divulgo/vendo a Mythos que o publica, agora quem nada faz para aumentar as vendagens, quando se tem um ‘salve Julia’ ou as baixas vendas decorrente do preço elevado, segue crendo que sozinhos, sem atrair novos leitores, novos compradores manterá a edição à salvo, doce engano!

    Como disse o Julio Schneider no UniversoHQ sobre a JK, “se mantém num patamar estável … ” (dizia sobre o futuro da personagem), sob o silêncio de não divulgar, de pôr a cara a tapa, por uma personagem, manterá as vendas em crescente, segue estável e caindo pelo andar da carruagem!!

    Eu compro, divulgo e tenho todo o direito de discordar desta ou daquela decisão, e mesmo discordando, COMPREI e segui Divulgando a REVISTA, o que pouco a própria EDITORA faz, pois quantas vezes, ouvimos de sites especializados e da própria Revista Mundo dos Super Heróis que a Mythos mandou lançamentos futuro de Savage Dragon, Conan, e coisas que desconhecemos do mercado editorial, mas não a volta do TEC ou as edições mensais Bonelli, que nós mantemos, comprando!!

    Portanto, reclamo conscientemente (e defendo o direito de tod@s o discordarem de mim e vice versa), e não fujo do meu papel de Leitor/Comprador e Divulgador, e como disse o G.G acima, lutamos por nossos heróis de papel.

    Mas não ofendendo outras pessoas, e sim, debatendo ideias, sempre!!

  27. E mais: Filho de peixe, peixinho é. Sergio Bonelli,assim como o papai G.L.Bonelli, amava o p&b. Vejam por quê:

    O chiaroscuro (palavra italiana para “luz e sombra” ou, mais literalmente, «claro-escuro») é uma das estratégias inovadoras da pintura de Leonardo da Vinci, pintor renascentista do século XV, junto ao sfumato. O chiaroscuro se define pela semelhança de triângulos entre luz e brilho na representação de um objeto. A técnica exige um conhecimento de perspectiva, do efeito físico da luz em superfícies, e dos brilhos, da tinta e de sua matização. O chiaroscuro define os objetos representados sem usar linhas de contorno, mas apenas pelo contraste entre as cores do objeto e do fundo; faz parte de uma idealização que inclui a experiência da pintura contrariando, de certo modo, a linearidade que caracteriza a pintura do Renascimento – os personagens de Leonardo existem em um espaço primariamente definido pela luz, em oposição a uma estrutura definida a partir da perspectiva na qual corpos e objetos são apenas distribuídos individualmente.

    O chiaroscuro reproduz na pintura a passagem da luz que ocorre nos objetos reais, simulando assim seu volume. Percebemos assim um volume tridimensional a partir das luzes e brilhos, o que situa da Vinci no âmbito do Renascimento – no âmbito da estruturação espacial dos corpos pintados como parte da espacialização lógica definida e unificada pela perspectiva.“(Wikipedia)

    Portanto, o uso do claro-escuro nas revistas Bonelli nada mais é do que uma manifestação de uma escola de pintura e desenho da Itália – felizmente adotada pelos Bonelli.

  28. São muitas ideias interessantes colocadas em debate. Pra resumir a história: eu compro todos os títulos Bonelli editados pela Mythos e indico pra quem gosta de quadrinhos. Vamos continuar comprando e divulgando, inclusive pra ter a possibilidade de debater e qualificar tudo o que diz respeito a esses personagens que a gente tanto gosta.

  29. Sabe quando alguém te promete um presentão, algo diferente, que você espera com muito entusiasmo e, esse presente atrasa, e a tensão aumenta e, na hora que você vai vê-lo na sua mão e se emocionar, você percebe que ele está com defeito? Um sentimento desperta, e esse sentimento se chama frustração… ou chateação… até mesmo decepção. Afinal, você esperou tanto por ele… nesse momento você age com a emoção e pode dizer coisas duras que talvez não quisesse (ou não devesse). Passa-se um tempo, aquele que te presenteou mostra-se chateado porque entende sua frustração, afinal, ele também assim está. Ele explica o quanto pra ele foi difícil cumprir sua promessa, mas, mesmo a trancos e barrancos, você tem seu presente nas mãos. Não foi o que você queria. Mas foi o possível. É nessa hora que vejo que, apesar de tudo, estou com meu presente… perdoo aquele que me presenteou e respondo: “Eu te perdoo, tio Dorival! Você fez o melhor possível, agora eu sei! Mas, por favor, da próxima vez, tenta me avisar antes, para não criar tanta expectativa, pois assim, minha frustração não será tão grande e não haverá chateação! O que importa é que continuaremos a nos divertir, pois afinal, é para isso que servem os gibis! E, para isso, devemos seguir em frente e aprender com mais essa experiência!

  30. Pois é Wilson, como eu disse muitas vezes eu acabo fechando o navegador antes de clicar em enviar para evitar problemas maiores, mas algumas vezes acabo clicando no enviar no auge do nervosismo mesmo.

    Eu fico chateado por tantas reclamações com a Mythos e acabo defendendo a editora e relevando os problemas que ocorrem.
    Faço o mesmo com Disney (da editora Abril).

    Quando eu entro em discussões de internet eu gosto de ler sobre as histórias, os personagens, discutir roteiros, desenhos, próximos lançamentos, novidades, etc.
    Mas tudo que eu encontrei foram reclamações por causa do tamanho da revista, do papel e outros detalhes que nem são muito relevantes.

    Deve ser muito ruim estar na pele dos editores que nunca recebem uma palavra de apoio e enfrentam essa chuva de reclamações. Tem dias que deve dar vontade de chutar tudo pro alto.

    Desculpem se algumas vezes eu acabei postando no alto do meu nervosismo, algumas vezes nos exaltamos em nossos pontos de vista.

    Mas tentem ser mais comedidos, afinal é a editora que publica as revistas que lemos. 99% dos leitores não sabem italiano e/ou não saberiam importar as revistas.

  31. É com muito agrado e felicidade que vejo que um dos meus títulos preferidos chegar ao tão famoso nº100, seja preto e branco ou a cores, sempre vou comprar a Júlia.
    Se é a preto e branco, meus amigos, “entram e sonham” a revista e dão as cores à própria revista. Um dia tenho a certeza que há-de sair a cores. Os meus sinceros paragens à editora Mythos, ao Sr.Dorival pelo excelente trabalho que tem feito, e claro, os mais sinceros parabéns à “nossa querida Júlia” que cada vez mais nos conquista os nossos corações.
    Amigos, a editora Mythos tem feito um excelente trabalho, para dizer a verdade, até prefiro os títulos a preto e branco, as cores estão no nosso coração, pensamento e nossa vida.
    Muitas felicidades e saúde para todos e muita coragem e luta para a equipa mais fabulosa do mundo.
    Um grande abraço amigo,
    Marco Avelar
    P.S: Sempre em frente e muita fé, Sr. Dorival!!!

  32. Muitos amigos aqui do Blog sabem que após mais de trinta anos lendo e colecionando quadrinhos (principalmente Bonelli), fazem três anos que parei de ler e colecionar gibis. E a razão não foi financeira, os motivos foram outros que não cabe mencionar no momento. Nos meus anos de colecionador nem sempre fui abonado e muitas vezes fazia coisas mirabolantes para conseguir comprar minhas revistinhas. O colecionador em sua maioria dá um jeito de comprar a revista que gosta , independente do preço. Mas tem aqueles que não podem ou não querem pagar um real a mais numa revista e então deixam de comprar determinadas revistas em razão do preço. Acho que os que reclamam da revista não ter sido colorida tem suas razões e a editora também. Mas quem paga a conta do prejuízo de encalhes é a editora, então a decisão final é dela e não adianta espernear. E no fundo prefiro revistas em P&B!

    Saibam que tenho um carinho especial por Julia e fico feliz que ela tenha chegado ao número 100. E confesso que jamais achei que ela chegaria tão longe. Parei de ler Julia fazem exatos três anos. E o motivo talvez possa fazer alguns rirem. Mas é que desde o primeiro número de Julia eu comprava a revista e a emprestava para uma namorada de longa data ler. Ela nunca gostou de revistas em quadrinhos, mas de Julia passou a gostar. Ás vezes ela era quem comprava a revista e depois me dava, para colocar na coleção. Após ler Julia muitas vezes debatíamos o que tínhamos lido e ficávamos muitas vezes ansiosos pelo próximo número. Mas chegou um dia em que um relacionamento de quase oito anos chegou ao fim. E não consegui mais ler Julia, pois ela me fazia sofrer ao lembrar do amor perdido. Hoje esse amor ficou no passado, enterrado. Mas mesmo assim ainda não consigo ler Julia… Já tentei, mas lembranças voltam e não tem jeito. Então fico de longe torcendo para que a revista tenha longa vida e quem sabe daqui uns anos quando o “trauma” desaparecer eu então consigo ler as revistas de Julia que ainda não li.

    E para finalizar só quero dizer que no fundo não importa se a revista é em preto e branco, colorido, ou sem cor… O que importa é que ela esteja nas bancas mensalmente levando alegria para aqueles que curtem, que gostam da personagem e vibram com suas aventuras.

    Grande abraço a todos os amigos do Blog!

  33. Primeiramente, uma correção: MV 130 não está nas bancas ainda. Afobei-me e falei uma falsa informação, desculpem! Eu sempre me confundo com as revistas quando ainda não li as histórias…

    Segundamente (rs), eu não quero/quis em hipótese alguma demonizar a situação e vilanizar o Dorival. Pelo contrário, sou muito grato à Mythos pelos anos de gibis (grandes paixões da minha vida) e aventuras dos meus heróis de papel, a amizade de outros amigos colecionadores (aqui mesmo neste tópico apareceram o Paulo César, o Wilson, o próprio Zeca, grandes amigos/parceiros), até mesmo o pessoal da editora (que visitei em sua antiga sede), e também sou muito agradecido pelos esforços “dorivalianos” para trazer os magníficos Civitelli, Diso e Burattini para São Paulo, ocasiões em que aproveitei bons papos e consegui lindos desenhos e autógrafos!

    Não, não quero jogar ninguém no fogo; simplesmente acho… que a Mythos ERROU. Tomou uma decisão e essa decisão não foi a melhor possível. Acontece? Sim, todos erram. Não apontarei o dedo e nem “boicotarei” nada, enganos acontecem e o Dorival, o Hélcio e a Mythos sabiam que, desta vez, a aposta era arriscada. Então por isso há essa divisão de “ânimos”, uns furiosos, outros acalmadores, outros nem aí… Mas a verdade é que ninguém exatamente APROVOU o que aconteceu.

    Como o Wilson bem elencou, há problemas, alguns de longa data. A maior parte persiste. Alguns relevamos, claro: que zagoriano não sente orgulho por todo o material que a Mythos conseguiu heroicamente lançar nas bancas nos últimos dez anos? É uma marca fantástica. Então releva-se alegremente o formatinho, por exemplo. Pelo menos por ora, em que não parece viável esperar mudança nesse aspecto.

    Mas há problemas que não podemos ignorar. A distribuição, a divulgação/marketing problemática, os consequentes preços enormes, a impressão etc. E quando reclamamos de algo, como agora, é porque nos parece algo que poderia sim ter sido evitado. Por exemplo: se a Mythos já sabia, por planilhas, cálculos e estudos, que a edição a cores seria inviável, por que propagandeou isso durante tanto tempo? Até na prévia da edição 99! Caso houvessem explicado, com tempo, aos leitores a situação, entenderíamos e aquiesceríamos. Mas não foi o que aconteceu, e pareceu uma decisão puramente motivada por um atraso operacional (acho que ninguém ligaria de esperar mais um mês por uma Júlia colorida 100, se há pouco tivemos quase dois meses de atraso no começo do ano!).

    Então é claro que a crítica não é espírito de sabotagem ou ingratidão a tudo que a Mythos já nos proporcionou. Somos amigos, mas somos amigos CRÍTICOS. Não sendo ofensas pessoais, temos, enquanto consumidores, direito à insatisfação com a Mythos enquanto empresa, veiculadora de produtos que consumimos. É disso que falamos.

    Mas agora já era, Inês é morta. Então que problemas assim não mais ocorram, e que a convivência Mythos-leitores siga pacífica, como quase sempre o foi (e, esperamos, o será!). 🙂

  34. Dorival nao ligues, trabalha lá o Tex a cores que nos leva ao desespero.
    O formatinho tem de continuar nas séries normais pois foi assim desde o principio e não tinha nada a valorizar as series, agora os especiais e almanaques tinha de ser como o original mas quem sabe das contas são vocês…
    Tenho comprado edições a cores de westerns na França e States mas as cores não são vivas, são cores um bocadinho acizentadas a condizer com o tema cowboys,o ambiente e cenário da historia conta muito
    Bom exemplo: http://www.amazon.fr/Western/dp/2803616629/ref=sr_1_4?s=books&ie=UTF8&qid=1365787323&sr=1-4&keywords=jean+van+hamme

  35. Voltei, hehehe

    Eu sempre falei mal da Mythos, todos já sabem, mas desta vez estou do lado dela (milagre kkkkk).
    Como disse no meu outro comentário, fiquei triste, porém entendo. Se o que a Julia vende só paga pela impressão gráfica custando R$8,90, imagine com R$19,90???? A Mythos falia com o prejuízo.
    A única coisa que eu poderia criticar, seria o erro em anunciar a edição como colorida pra depois usar o p&b.

    Dorival, dessa vez estou contigo, mas continuarei fazendo críticas pesadas se houver necessidade! Fica esperto kkkkkkkkkkkkkk…

    Abraço galera!

  36. O editor Dorival explicou muito bem porque “Júlia” Nº 100 não saiu em cores – principalmente quanto ao preço mais do que dobrar em relação ao preto e branco.
    Na França, os leitores de “Blueberry” esperam até hoje que a série seja lançada também em “noir et blanc” (preto e branco), ao invés de reedições coloridas.

  37. Bem, confesso que fiquei muito, mas muito chateado mesmo por não lançarem a edição colorida de J. Kendall; e tal atitude contra os leitores mais “exaltados”, só fez com aumentasse ainda mais, o gostinho ‘amargo’ já causado! Aliás, lançaram Tex edição colorida no mesmo mês, mas não lançaram J. Kendall!!! Enfim, a editora sabe o que é melhor pra ela, e depois de anos esperando, não comprei a edição. Nesse momento em que estou ‘cortanto’ a compra de alguns gibis, J. Kendall, por motivo dessa tremenda chateação, entrou na roda!!!

  38. Eu não sei prá que tanto auê em cima de ser preto e branco ou a cores. Pra mim tá bom já tendo na banca. Mas que o formatinho é horrível isso é. Mas falar que mantém Julia mesmo com prejuízo, isso é piada. Nenhuma editora mantém um gibi que não dá lucro. Se fosse assim, porque a Mythos não mantém também Dylan Dog, Martin Mystere e Mister NO, mesmo eles dando prejuízo?

  39. Gosto do P&B, mas eu também queria Júlia colorida e tive todas as minhas expectativas frustradas, porque provavelmente essa seria uma oportunidade única para o título sair a cores no Brasil, e não acredito que a edição custaria o dobro só por ser colorida. Até hoje, nenhuma edição centenária da Mythos custou o dobro por esse motivo. Com certeza houve um exagero aí.

  40. Como todo colecionador eu queria também Júlia colorida.
    Conforme Dorival explicou, realmente R$19,90 ficaria muito caro pra vários leitores.
    Quando estamos lendo uma Júlia ou Tex, ou Zagor, em nossas mentes as aventuras são sempre bem coloridas, os personagens até criam vida, às vezes parece até que ouvimos as vozes deles nas histórias.
    o fato de Júlia 100 não ser colorida não vai tirar a importância, nem da edição muito menos da aventura, quero dizer.
    Vamos continuar comprando e torcendo para que a revista tenha mais 100, 200 edições no Brasil.
    Abraços

    Rivaldo

  41. Parabéns à Mythos por seguir com Júlia até o nº 100. Que venha o 200, em P/B mesmo, não tem problema. É bom chegar na banca todo mês e ter uma aventura nova publicada, nem imagino as dificuldades para Dorival e sua turma fazerem isso acontecer mas contem comigo para manter as vendas.
    Abraços.

  42. Os fãs de Júlia, parecem não entender que o mercado mundial de quadrinhos está em crise, e que o simples fato do amigo editor Dorival e Helcio manterem uma edição, que está no vermelho, até agora, é um ato de heroísmo. Muitas editoras encerram seus lançamentos nas 3 primeiras ou menos.
    Uma empresa editorial tem que dar lucro, operar no vermelho é coisa de maluco.
    Convém lembrar que todos nós estamos tendo dificuldades com o distribuidor, com tiragens ridículas, e gráficas tradicionais que falem a cada dia. Sinal dos tempos… estamos passando por um período de transição terrível pós-informática. Mas, acredito que a coisa vai assentar. Resta saber quantos irão sobreviver.
    Ao invés de criticarem os referidos editores, esses fãs, deveriam enaltecê-los, pela bravura de manter produtos num mercado cada vez mais capenga.
    Fechar os olhos pra realidade é burrice.

  43. Não sou leitor de Julia. Portanto, alguém poderia dizer: -Por que você está dando pitaco em um assunto que desconhece? Pois bem, a questão é publicar ou não uma edição (nº 100, um marco) de Julia em cores. Darei a minha opinião: Acho que a Mythos acertou na escolha do P&B. Apesar de ser um anseio de inúmeros leitores, a publicação desta aventura em cores poderia resultar que muitos fãs não a comprassem, devido ao seu alto valor. Vale lembrar que, tanto as revistas de Julia, Tex e tantos outros estarão lá, mensalmente, e mesmo, em P&B, muitos leitores não se dispõe financeiramente para adquiri-las. Somente agora, leio a opinião de Tony Fernandes, acima, que vem de encontro com meu comentário. Enfim, a continuidade ou não destas publicações será o seu valor.

  44. Vida longa a Julia, Tex e os outros personagens em seu formatinho atual e em P&B. Migrar para o colorido e formato italiano poderá ser a pá de cal para estes heróis que tanto atiçaram nossa imaginação.

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