O blogue do Tex dá hoje a conhecer o resultado de uma tarde de estudos de Tex e do traço de Claudio Villa, da autoria de Daniel Brandão (na foto ao lado na companhia do consagrado desenhador Ivo Milazzo durante o FIQ de Belo Horizonte deste ano, realizado entre os dias 13 e 17 de Novembro), consagrado artista brasileiro que nasceu a 3 de Novembro de 1975 na cidade de Fortaleza, capital do Ceará, um Estado nordestino brasileiro.
Daniel Brandão, trabalha como autor de banda desenhada há quase duas décadas, tendo inclusive em 2000 ido estudar na Joe Kubert School, nos Estados Unidos da América e é proprietário de um estúdio com o seu próprio nome, o Estúdio Daniel Brandão de Quadrinhos e Artes Gráficas, sendo também um grande fã de Tex, assim como dos fumetti em geral e cuja entrevista concedida em 2008 ao nosso blogue pode ser vista clicando aqui.
Daniel Brandão – Uma tarde de estudos de Tex e do traço de Claudio Villa
Para maiores informações sobre a sua carreira, os seus cursos ou para ver alguns trabalhos do próprio Daniel Brandão, acesse www.estudiodanielbrandao.com.
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J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga #100 – Um corpo que cai Giancarlo Berardi e Lorenzo Calza (argumento)
Giorgio Trevisan (desenho)
Mythos Editora (Brasil, Março de 2013) 135 x 178 mm, 132 p., pb, brochado, mensal R$ 9,90 / 4,50 €
Qualquer revista de banda desenhada (o que me ocupa agora, enquanto autor deste texto) que atinja o número 100 (o #200, #500, #1000, 10 anos…) deveria ter/ser uma festa.
Pelo percurso feito, pela empatia com os leitores que isso representa, pelo acto de resistência que nos nossos dias constitui continuar a editar BD em papel nos quiosques e bancas. E, no caso de J. Kendall, pela inegável qualidade da série o que, no entanto (compreensivelmente?) não faz dela um sucesso de público…
Por razões que a editoraexplicou em devido tempo (aquando da distribuição no Brasil) – que uns aceitarão e outros não – a centésima investigação de Julia Kendall ficou em parte privada desse tom festivo pela não inclusão da cor – quebrando a tradição Bonelli e frustrando a expectativa de muitos leitores.
Pessoalmente até a dispenso. Porque a cor Bonelli não é geralmente das mais conseguidas – embora no caso de Julia #100, surja bem mais interessante do que é habitual (como pode ser comprovado aqui). E, principalmente, porque esta banda desenhada, parece-me, foi pensada a preto e branco e é assim que o traço de Trevisan, apesar de algumas oscilações, é mais valorizado… mas também entenderei aqueles que queriam a cor para marcar a diferença para as edições normais e como sinónimo da tal festa que o acontecimento merecia.
Seja como for, o fundamental será que esse carácter festivo não abafe o fundamental, ou seja, no caso presente, mais uma investigação de Julia Kendall, a criminóloga de Garden City, no fundo aquilo que todos nós procuramos mensalmente nas edições de J. Kendall.
Curiosamente – ou talvez não – o caso presente decorre maioritariamente num local (que já foi mais) festivo, o circo, o que serve para evocar memórias em Julia (e em muitos dos leitores?) nem todas agradáveis, mas consequentes na consolidação do universo que Beradi tem vindo a construir para ela, coerentemente, edição após edição.
Com um ponto de partida invulgar – um pedido de investigação recusado por Julia, o que terá consequências funestas… – não sendo, possivelmente, dos relatos mais conseguidos da série, apresenta, no entanto, a habitual construção com narrativas em paralelo, personagens conseguidas e um final que ao mesmo tempo surpreende e toca, pela forma que evoca as coincidências extraordinárias que por vezes surgem na(s) vida(s).
*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.
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Foi precisamente aquando da sua última visita a Portugal, em Abril de 2012, que no seguimento do MAB Invicta e aproveitando a estada de mais dois dias no nosso país de Fabio Civitelli e do editor Dorival V. Lopes, Paola e Fabio Nardelli acompanhados também de Carlos Moreira e da sua esposa Teresa, no decurso de um belo passeio de barco no rio Douro foram surpreendidos por Fabio Civitelli que se ofereceu para desenhar o convite de casamento caso Fabio e Paola resolvessem casar-se já que viviam juntos há muitos anos e não se decidiam a dar o “grande passo”.
Os noivos
Fabio Civitelli felicitando a noiva
Fabio Nardelli e Paola Crespi na cerimónia do casamento
Perante tal gentileza de ter um convite personalizado (e inédito) com a presença de Tex e seus pards no matrimónio, Fabio e Paola não poderiam desperdiçar a oportunidade e foi então que em pleno Rio Douro ficou feita a promessa que o casamento se iria realizar em 2013 e como promessa de texianos é para cumprir, no dia 20 de Abril de 2013, pelas 10 horas da manhã na Igreja de São Biagio em Caldana, Gavorrano, lá estavam no altar Fabio Nardelli e Paola Crespi, na presença (obrigatória) de Fabio Civitelli, a dar o nó sagrado do matrimónio, conforme documentam algumas das fotos que ilustram este texto.
Os noivos e seus convidados
Tratou-se efectivamente e no verdadeiro sentido da palavra, de um casamento texiano que contou não somente com a presença de Tex, Carson, Tigre e Kit Willer na igreja, mas onde inclusive a lista de convidados e dos lugares reservados nas mesas foi baseado no Ranger com as mesas a serem denominadas pelos nomes das principais personagens da saga de Tex: Mefisto, Kit Willer, Jack Tigre, Tex Willer, Kit Carson, Sagua, El Morisco, Montales, Lilyth e Tigre Negro.
Mesas dos convidados com nomes de personagens da saga de Tex
Claro que um casamento destes teria que ter uma lua de mel igualmente texiana e por isso Fabio e Paola resolveram viajar para os Estados Unidos, país que nunca tinham visitado mas sobretudo para conhecerem os locais das aventuras de Tex e dos seus Navajos.
Fabio e Paola no Monument Valley
Monument Valley
Cavalos selvagens
Nesta sua viagem de núpcias visitaram diversos parques, em particular no Arizona o Monument Valley, região dos Estados Unidos situada na reserva dos índios Navajos, e no Utaho Grand Canyon, Arches National Park, Capitol Reef e Bryce Canyon.
Aproveitaram portanto para conhecerem e conviverem com alguns índios Navajos nos locais paradisíacos das aventuras do Ranger! Locais esses verdadeiramente belos, mais do que seria esperado com paisagens grandiosas e cores fantásticas como mostramos também em algumas fotografias do casal que ilustram este texto.
Paola no Arches National Park
Fabio no Arches National Park
Paola no Bryce Canyon National Park
Mas como o tempo foi muito curto para visitar outros parques, Fabio e Paola prometeram um ao outro retornar assim que for possível para conhecerem inúmeros outros lugares do velho Oeste do nosso Tex e seus pards!
Fabio no Bryce Canyon National Park
Bryce Canyon National Park
Deserto de Escalante
Torrey
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Belíssima, mas ao mesmo tempo inusitada ilustração de Claudio Villa, onde uns atónitos Tex Willer e Kit Carson são surpreendidos pela aparição de um garoto de cabelos claros com aproximadamente 15 anos e que vivia em condições selvagens (na companhia de lobos) num vale solitário dos Montes Sangre de Cristo, garoto esse que na realidade era o filho desaparecido de Matt Randall, um rico fazendeiro, que 15 anos antes tinha visto o seu filho ser raptado durante um ataque de peles-vermelhas.
DesenhoINÉDITO no Brasil e inspirado na história “Trappola per lupi”, de Claudio Nizzi e Giovanni Ticci (Tex italiano #317 a #319).
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