Vídeo: Uma canção para Sergio Bonelli, por Graziano Romani

Por José Carlos Francisco

“Soul traveler (to Sergio)” é o primeiro videoclipe do álbum de Graziano Romani “Yes I’m Mister No“, que damos hoje a conhecer.

Após o sucesso dos projectos musicais My Name is Tex e My Name is Zagor, o popular cantor rock Graziano Romani está de volta para nos brindar com um novo exclusivo, um tributo inédito a outra legendária personagem criada por Sergio “Guido Nolitta” Bonelli: Mister No. Treze imperdíveis músicas inspiradas na saga, incluindo a reconstrução da famosa When the Saints Go Marching In, “imagem de marca” do piloto bonelliano.

Elenco das músicas do CD Yes I’m Mister No

O primeiro videoclipe do então mais recente trabalho discográfico de Graziano Romani oferece a oportunidade de desfrutar a atmosfera de “Yes I’m Mister No” (CD publicado na Itália pela Panini Comics), com a faixa talvez mais representativa de todo o álbum.

Capa, desenhada por Roberto Diso, do CD Yes I’m Mister No

“Soul traveler (to Sergio)” é uma canção dedicada a Sergio Bonelli, verdadeiro “motor espiritual” de todo o disco, como declarou o cantor rock. No belíssimo e comovente vídeo que apresentamos de seguida, a voz quente do consagrado cantor sobrepõe-se às fotografias que contam as muitas viagens que Sergio Bonelli fez ao redor do mundo, ao longo dos anos: a combinação intensa entre palavras, música e imagens compõem a sentida homenagem que Graziano Romani quis prestar ao inesquecível editor.

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BD, inclusive da Mythos Editora, inunda bancas nacionais de novo, em destaque no Jornal de Notícias de 24 de Junho de 2014

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Texto da secção Artes e Vidas de 24/06/2014
Banda Desenhada
F. Cleto e Pina
** Revistas brasileiras

Como aconteceu quando abundavam as revistas portuguesas, regularmente chegam aos quiosques nacionais diversas edições de banda desenhada brasileiras.

Entre as edições da Panini, com o humor da Turma da Mônica e os super-heróis da Marvel e DC Comics, ou da Mythos Editora, com os westerns Tex e Zagor e o policial de contorno humano J. Kendal – Aventuras de uma criminóloga, são cerca de meia centena de títulos, quase para todos os gostos e bolsas.

Estas revistas, apesar de alguns problemas de distribuição e dos cerca de seis meses de atraso que trazem em relação à publicação no Brasil, aumentam bastante a oferta, que crescerá em Setembro quando chegar Juiz Dredd Megazine (também da Mythos), com algumas das melhores séries e autores da revista britânica 2000 AD.

* Após longa ausência, publicações de banda desenhada ressurgem

* Mensalmente, estão disponíveis cerca de uma dezena de títulos

BD em grande destaque no Jornal de Notícias de 24 de Junho de 2014

Durante décadas, títulos como o Mosquito, Cavaleiro Andante, Mundo de Aventuras, Tintin ou Jornal do Cuto acompanharam e fizeram sonhar os mais novos (e não só). Agora, depois de uma longa ausência, as revistas de BD voltam a marcar presença nos quiosques portugueses.

Na verdade, desde o início do ano, mensalmente são cerca de uma dezena de títulos diferentes, a que se devem juntar outras revistas que, não sendo exclusivamente de BD, também publicam histórias aos quadradinhos, como a Disney Júnior, a Winx Club ou a Invizimals.

Se durante décadas, as revistas de BD constituíam o principal divertimento dos mais novos, com a diversificação das ofertas de entretenimento – televisão, videojogos… – e o crescimento do segmento dos álbuns, a banda desenhada foi perdendo visibilidade e leitores. Assim, se entre os anos 40 e 80, era normal chegar a um quiosque e encontrar dezenas de títulos diferentes, para todos os gostos, idades e bolsas, na última década quase desapareceram.

Títulos como o Mosquito ou o Mundo de Aventuras, com mais de 1500 números publicados, ou outros como O Papagaio, Diabrete, Cavaleiro Andante, Camarada, Zorro, Tintin, Jornal do Cuto ou Jornal da BD, que marcaram indelevelmente os seus leitores, tiveram sempre a companhia de edições menores (na qualidade, no papel, no preço…) mas igualmente populares, como Condor, Falcão, Mickey, Pato Donald e outros, que ajudavam a garantir um espaço regular nos escaparates e a indispensável visibilidade.

Agora, neste regresso, as “hostilidades” foram reabertas há cerca de ano e meio, quando as revistas Disney, após um interregno de meia dúzia de anos, voltaram a ser publicadas em português. A oferta Disney inclui a Comix (que é semanal), a Hiper (mensal), a Disney Especial (com edições temáticas – está à venda a que é dedicada às aventuras futebolísticas de patos e ratos), a BIG (com algumas histórias clássicas) e a Minnie & Friends.

Esta última, dirigida especialmente às meninas, revela uma atenção especial da Goody para com as leitoras mais jovens – que durante muito tempo foram esquecidas por quem editava quadradinhos – que, ao entrar na adolescência, encontram também mensalmente uma outra edição Disney. É a Real Life, centrada nas aspirações amorosas de três jovens londrinas, às voltas com o rapaz ideal e com as potencialidades e perigos das redes sociais. A edição portuguesa de Real Life, que já vai no n.º 3, foi lançada em simultâneo com a edição espanhola e antes das versões italiana e francesa.

Para leitores de todas as idades, igualmente há três meses surgiu a Simpsons Comics, com histórias inéditas da família mais amarela da televisão. Retomando as bandas desenhadas originais norte-americanas em ordem cronológica, este mês propõe uma história especial que combina o universo dos Simpsons com os do super-herói Radioactive Man e o dos desenhos animados Itchy and Scratchy.

Este ano, aliás, tem sido pródigo em novas edições aos quadradinhos, pois desde Fevereiro estão disponíveis edições dos principais super-heróis da Marvel, Vingadores, X-Men e Homem-Aranha Superior, correspondentes ao reinício do seu universo designado como Marvel Now. São revistas mensais que têm, regularmente, companhia de uma edição especial, com mais páginas e arcos completos que nalguns casos complementam as publicações mensais. Em Junho, os apreciadores de super-heróis poderão ler Capitão América: Perdido na Dimensão X.

Em relação a tempos idos, há algumas mudanças nas revistas de BD: maiores cuidados editoriais, melhor papel, um maior respeito pelas obras originais e a diversificação dos pontos de venda, uma vez que a diminuição de bancas e quiosques faz com que surjam também em hipermercados e em cadeias de livrarias, facilitando a procura a quem deseja reencontrar os heróis que o acompanharam na infância e juventude.

*Copyright: © 2014 Jornal de Notícias; F. Cleto e Pina

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Editor DORIVAL VITOR LOPES e tradutor PAULO GUANAES recebem em Portugal os seus Cartões de Sócios do Clube Tex Portugal

Por José Carlos Francisco

Dorival Vitor Lopes, mítico editor de Tex (e demais personagens Bonelli publicadas pela Mythos Editora) no Brasil e Paulo Guanaes, lendário tradutor de Tex que este ano comemora o seu 40º aniversário a traduzir o Ranger (iniciou-se nestas lides em 1974, mas trabalha com Tex desde 1971, mais precisamente aquando do lançamento da histórica edição nº 1), aproveitando a sua estadia em Portugal, fugindo ao bulício provocado pelo Campeonato do Mundo de Futebol no Brasil, receberam no QG do Ranger no nosso país, os símbolos (Cartão de Sócio e PIN Oficial) do Clube Tex Portugal.

Tradutor Paulo Guanaes e editor Dorival Vitor Lopes exibem orgulhosamente os seus cartões de Sócios Honorários do Clube Tex Portugal

Dorival Vitor Lopes e Paulo Guanaes, são Sócios Honorários do Clube Tex Portugal, respectivamente Sócios número 2 e 12, pelos altos serviços prestados ao Ranger e aos texianos portugueses e como se pode ver nas fotos que ilustram este texto, exibem orgulhosamente os símbolos do neófito Clube Tex Portugal, único Clube no nosso país dedicado exclusivamente a um herói da BD, e o primeiro Clube Oficial de Tex Willer no mundo.

Dorival Vitor Lopes, Sócio Honorário do Clube Tex Portugal

Dorival e Paulo Guanaes, juntam-se assim a quatro outras grandes personalidades do mundo de Tex Willer que prestigiam o Clube Português e que também são Sócios Honorários do Clube Tex Portugal: Davide Bonelli, Director Geral da Sergio Bonelli Editore, não esquecendo que a própria Editora Sergio Bonelli Editore também é Sócia Honorária, Andrea Venturi, Sócio Honorário e Padrinho da agremiação lusitana dedicada a Águia da Noite, Fabio Civitelli e a tradutora Tizziana Giorgini.

Outras personalidades do Mundo de Tex, mais precisamente Júlio Schneider, Marcos Maldonado, Dolores Maldonado e Pasquale Del Vecchio, também receberão em breve, o respectivo Cartão de Sócio Honorário e o PIN identificativo do Clube, mas recordamos a todos os interessados que as inscrições para sócio do CLUBE TEX PORTUGAL podem ser efectuadas via e-mail para José Carlos Francisco, com o pagamento de uma jóia de inscrição (que será de € 5,00) acrescido do pagamento da quota (€ 2,00 é o valor da quota mensal) desse mesmo mês. Menores de 18 anos estão isentos do pagamento de quotas e todos os associados terão um cartão oficial do CLUBE TEX PORTUGAL devidamente numerado e personalizado assim como um pin exclusivo do Clube autorizado pela Sergio Bonelli Editore!

Paulo Guanaes, de pin do Clube Tex Portugal ao peito e sua esposa Luciana, no QG de Tex em Portugal

Recordamos também que se trata de uma iniciativa destinadas aos fãs e coleccionadores de Tex Willer residentes em Portugal, excepção feita aos Sócios Honorários e aos texianos estrangeiros que participem em pelo menos um convívio português já que o Clube visa sobretudo um maior convívio não somente entre os admiradores do Ranger, mas também, entre outras coisas, proporcionar a vinda a Portugal e consequente convívio com autores de Tex que se mostrem disponíveis para se deslocarem ao nosso país (como acontecerá já em Agosto próximo com a presença de PASQUALE DEL VECCHIO, num evento a organizar em Anadia, capital da Bairrada) e também uma publicação periódica devidamente autorizada pela Sergio Bonelli Editore e destinada em exclusivo aos sócios do oficial CLUBE TEX PORTUGAL.

Três ilustres Sócios do Clube Tex Portugal: José Carlos Francisco, Paulo Guanaes e Dorival Vitor Lopes

Para tomar conhecimento da lista com  todos os sócios do Clube e tomar conhecimento dos Estatutos do Clube Tex Portugal, clique AQUI!

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Entrevista com o fã e coleccionador: Giuseppe Asciuto

Entrevista a Giuseppe Asciuto, pai de Alessandro, italiano residente em Portugal há mais de quinze anos. O pai e os filhos, Alessandro e Antonello, coleccionam Tex desde os anos sessenta. Aquando de uma visita de Giuseppe ao seu filho Alessandro, este dá-lhe a honra, de ser entrevistado pelo Blogue Português do Tex, encarregando-se da respectiva tradução.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Giuseppe Asciuto: O meu nome é Giuseppe Asciuto, nasci em Palermo, Itália, em 1929. Sou reformado como professor catedrático da Universidade de Palermo e continuo a exercer a profissão “di dottore agronomo e forestale” (o equivalente de engenheiro agrónomo e florestal).

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Giuseppe Asciuto: Desde pequeno, quando lia uma revista italiana intitulada “Il Corriere dei Piccoli” cuja publicação em papel terminou só há relativamente poucos anos mas que mantém ainda uma versão on line. Faziam parte da revista personagens carismáticas como “Bibì e Bibò; il Signor Bonaventura e Arcibaldo e Petronilla”.

Quando descobriu Tex?
Giuseppe Asciuto: No começo dos anos sessenta, desde a saída dos primeiros números em formato álbum (série regular).

Porquê esta paixão por Tex?
Giuseppe Asciuto: Porque representava, desde então, uma personagem forte, justa e defensora generosa dos mais fracos, como cada um de nós queria ser. A isto acrescento que o ambiente do Faroeste sempre me suscitou interesse e curiosidade de tal modo que nunca perdia a visão de um bom filme western.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Giuseppe Asciuto: O facto de estar tão bem integrado com os índios Navajos, chegando a casar-se com a filha do sakem da tribo, Lilyth, adquirindo Tex o nome de “Aquila della notte”. Para além disso, depois da dolorosíssima morte prematura da mulher, Tex quer que o filho Kit cresça entre os navajos.
Se calhar, de forma inconsciente, esta atitude anti-racista, que contrariava a tendência de muitos filmes onde os índios eram caracterizados como assassinos sem piedade, serviu para que Tex ficasse para mim como um modelo de civilização social e não só como um invencível herói.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Giuseppe Asciuto: Possuo a colecção completa da série actual embora com alguns álbuns da 1ª reedição “Tre Stelle”. Também tenho a colecção completa da série histórica a cores, editada pelo “Gruppo Editoriale L’Espresso” e tantos outros álbuns das colecções paralelas (Speciale Tex, Maxi, Almanacchi del West, etc.).

Estando você a residir em Portugal há vários anos como consegue continuar a ler e a coleccionar o Tex?
Giuseppe Asciuto: A esta pergunta deveria responder o meu filho Alessandro, mas na verdade a colecção continua em minha casa e ele aproveita da permanência de férias em Palermo para pôr a leitura em dia.

Alessandro Asciuto, um dos herdeiros da colecção de Giuseppe Asciuto

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Giuseppe Asciuto: Apenas livros.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Giuseppe Asciuto: Sendo caçador com carta, desde os meus 16 anos, não me importava de ficar com a infalível carabina Winchester.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Giuseppe Asciuto: É difícil responder à primeira pergunta, são demasiadas as histórias favoritas. Sem entrar em pormenor, gosto muito das histórias inseridas no contexto índio em que Tex, como chefe dos Navajos e agente índio, tem a função de intermediário. Também gosto de outras onde aparecem personagens que realmente existiram, como por exemplo “Cochise”, “Buffalo Bill” e “Geronimo”. Para terminar, acrescento aquelas mergulhadas em ambiente canadiano e para que fique o nome de uma história surge-me esta:“I ribelli del Canada”.
Relativamente ao desenhador não posso esquecer o criador Aurelio Galleppini, mas também admiro imensamente todos os outros, verdadeiros pintores de quadradinhos.
Como argumentista escolho o pai de Tex, Gianluigi Bonelli.

A colecção de Giuseppe Asciuto

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Giuseppe Asciuto: Gosto da sua maneira de “cavalgar” duas realidades, como Ranger e como chefe dos Navajos. Agrada-me menos o Tex envolvido em histórias sobrenaturais, por exemplo de Mefisto, ao contrário dos meus filhos, e em ambientes alheios ao território americano.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Giuseppe Asciuto: Do meu ponto de vista, ao que já respondi, acrescento a generosidade para com os que a merecem e o desinteresse pelo enriquecimento material.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Giuseppe Asciuto: Não, a não ser em conversa habitual com os meus dois filhos.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Giuseppe Asciuto: Até quando, por um lado, o ser humano ainda apreciará a coragem, a seriedade, o altruísmo e porque não a ousadia e, por outro lado, sendo a paixão transmitida de pai para filhos, como aconteceu connosco, Tex e os seus Pards continuarão a povoar o nosso imaginário, perpetuando assim gerações de coleccionadores de todos os grupos sociais e culturais.

Prezado pard Giuseppe Asciuto, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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