Nascido em 28 de Dezembro de 1986 e residente em Lagoa de Dentro, interior da estado brasileiro da Paraíba, JÁRIO COSTA, inaugura hoje no blogue do Tex uma galeria de vilões da saga do Ranger, começando por Paco Ordoñez, mais conhecido como El Muerto.
El Muerto é famoso na saga do Ranger por causa do mítico duelo, contra Tex Willer, ocorrido no cemitério de Pueblo Feliz e que teve um velho medalhão musical como “juiz”. Trata-se do mais inolvidável duelo da saga de Tex, numa das mais valorizadas histórias pelos leitores, em toda a vida de Tex Willer e que foi escrita por Guido Nolitta e desenhada, magistralmente, por Aurelio Galleppini, que encantou e continua a seduzir todas as gerações de Texianos, como é o caso do Jário Costa.
Voltando a Jário, ele colecciona quadradinhos desde 1995 e teve o primeiro contacto com Tex em 2002, do qual virou um grande fã do Ranger. Tanto que deixou de lado os super-heróis coloridos para se aventurar na vida da fronteira ao lado de Tex e de outras personagens do western como Ken Parker, Blueberry, Mágico Vento entre outros.
El Muerto na arte de Jário Costa
Seus desenhadores favoritos são Jean Giraud, Ivo Milazzo, Claudio Villa e Brian Bolland além de tantos outros principalmente da escola italiana e europeia de banda desenhada. No momento lecciona a disciplina de História no qual é formado pela Universidade Estadual da Paraíba – UEPB e sonha em trabalhar um dia no ramo dos quadradinhos.
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A tribo dos Snakes, descendentes dos Shoshones, exterminados alguns anos atrás por mórmons, tem um novo feiticeiro. O mestiço Shenandoah, filho de uma índia e de um mórmon, abraçou a cultura materna e foi recebido de braços abertos pelo seu novo povo. Tex sabe que por detrás de Shenandoah encontra-se, no entanto, um assassino sem escrúpulos, com quem se cruzou num passado repleto de ilusões e muitos crimes. Por isso, juntamente com Jack Tigre, parte para terras selvagens e remotas, com o objectivo de vingar uma tragédia familiar.
Tex e Jack Tigre, aqui no lugar habitualmente de Carson, partem numa missão suicida em território inimigo. Boselli domina como poucos toda a esquemática e a planificação de um argumento, idealizando cenas capazes de agarrar o leitor, mostrando-se perfeitamente insuperável em compor uma trama convincente, sempre com ritmo equilibrado. O início é verdadeiramente triunfal, e se muitas vezes os argumentos são idealizados em função das características do desenhador, Boselli interpretou na perfeição as qualidades cinematográficas do desenho de Ticci. Os primeiros planos convidam o leitor a localizar-se no cimo de um bosque, e de repente surgem flechas, perseguições, correrias, escarpas, tiros e eis que tudo se acalma. Chegou a hora de contar ao leitor porque é que Tex e Jack Tigre rumaram até aquelas paragens, surgindo o recurso ao flash-back, instrumento que Boselli privilegia em muitos dos seus argumentos e que aqui contribui não só para deixar pistas e explicações ao leitor, como para tornar toda a atmosfera ainda mais dramática.
No passado Tex cruzou-se com Shenandoah, na altura apenas Jack Harper, alguém que tentava conquistar a confiança daqueles que o rodeavam, no intuito e com objectivos sempre menos lícitos, criminosos a maior parte das vezes. Harper ou Shenandoah, é uma personagem tão carismática quanto bastarda, violenta, Boselli consegue transmitir ao leitor um profundo ódio pela personagem, acentuando-se essa faceta fundamentalmente nas cenas finais, quando o leitor se depara perante um Tex impotente perante o seu inimigo, entregue, mas nunca vergado. O autor arrisca aqui algo na gestão da personagem texiana, uma vez que ao deixar o Ranger de modo tão fragilizado perante os leitores, poderá constituir como uma “ofensa” às bases e à essência bonelliana, pelo menos junto dos mais “puristas”. Creio que Boselli, no entanto, constrói toda esta cena para sublinhar e exaltar de uma forma maniqueísta a firmeza de Tex, numa aventura onde a dicotomia Tex-vilão assume verdadeira importância como há muito não víamos em aventuras texianas.
Uma aventura que graficamente serve para, mais uma vez, Ticci denotar toda a força do seu desenho. Com uma carreira que já leva quase 50 anos, certamente que o passar dos anos trazem um traço mais sintético, mas mantendo todas as suas outras inúmeras grandes qualidades: a composição das personagens, um dinamismo ímpar e uma construção verdadeiramente cinematográfica. São vários os cenários (as montanhas, o bosque, a gruta, a atmosfera romântica que perpassa por todo o flash-back), são muitas as personagens, mas em tudo Ticci denota uma incrível capacidade de dar vida, uma ímpar potência descritiva, que a cor parece não desvirtuar.
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Intensa e dramática ilustração da autoria de Claudio Villa, onde em plena Estação de Yampa Fork, sob maciço ataque dos índios apaches, Tex Willer se vê atacado em pleno interior da Estação por um índio de Lobo Pequeno, que invadira a habitação, mas que acabou por morrer perante a repentina e mortífera reacção do Ranger.
DesenhoINÉDITO no Brasil e inspirado na história “Piccolo Lupo”, de C. Nizzi e A. Galleppini (Tex italiano #338 a #340).
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