As cores originais das capas de Tex nº 646 e Color Tex nº 5

Por José Carlos Francisco

Claudio Villa

No próximo mês de Agosto, mais precisamente nos dias 5 e 7, a Sergio Bonelli Editore irá publicar, na Itália, as edições número 5 do Color Tex e número 646 de Tex, intituladas respectivamente “Delta Queen”, escrita por Mauro Boselli e com maravilhosos desenhos coloridos de Fabio Civitelli e “Il guerriero immortale“ que contém a segunda parte da história “Furia comanche“, escrita por Pasquale Ruju e desenhada pelo mestre argentino Ernesto Garcìa Seijas.

As capas, tal como todas posteriores ao número 400 na série principal, são da autoria do conceituado desenhador Claudio Villa, capas essas que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhadas das capas originais pintadas pelo próprio Claudio Villa tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos tem dado a conhecer nos últimos tempos as suas cores originais das capas que vai produzindo para Tex.


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Nestas capas e cores que temos dado a conhecer com alguma regularidade aos nossos leitores aqui mesmo no blogue português do Tex elas têm gerado um grande número de comentários e na esmagadora maioria dos casos é considerada pelos fãs e coleccionadores do Ranger como sendo infinitamente superior a colorização original do Maestro italiano em relação à colorização digital realizada na Sergio Bonelli Editore, mas com relação a estas capas divulgadas hoje, qual a sua opinião, caro leitor?

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As Leituras do Pedro: J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga #106 – “Férias Forçadas” e “A Tormenta”

As Leituras do Pedro*

J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga #106


Férias Forçadas
Berardi e Ghé
(argumento)
Piccioni
(desenho)

A Tormenta
Berardi e Calza
(argumento)
Zaghi
(desenho)

Mythos Editora
Brasil, Setembro de 2013
135 x 180 mm, 260 p., pb, capa mole, mensal
R$ 19,80 / 9,00 €

J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga – tal como Zagor e Zagor Extra chega este mês às bancas portuguesas com um novo modelo: o dobro das páginas pelo dobro do preço. Prós e contras desta opção e tópicos de leitura de mais duas histórias bem conseguidas, já a seguir.

Introdução

A explicação para a mudança, foi dada pela Mythos Editora, aquando do lançamento desta edição do Brasil através de um comunicado, que reproduzimos abaixo, integralmente:

COMUNICADO DA MYTHOS EDITORA:
ZAGOR, JÚLIA E ZAGOR EXTRA VÃO TER O DOBRO DE PÁGINAS

Mais uma vez, por motivos que fogem ao nosso desejo e controle, somos obrigados a fazer algumas alterações em nossas revistas. Em razão de mudanças no sistema de distribuição/recolhimento/pagamento das revistas, teremos que alterar a estrutura, preço e periodicidade de Zagor, Júlia e Zagor Extra. A partir das próximas edições, esses títulos terão o dobro de páginas (duas histórias cada) e sairão de dois em dois meses.

Assim, Zagor Extra 114 terá 192 páginas, preço de R$ 17,60 e será lançado em 18 de Setembro. Júlia 106 terá 256 páginas, preço de R$ 19,80 e sairá dia 1.º de Setembro. Zagor 150 terá 192 páginas, preço de R$ 17,60 e será lançado em 18 de Outubro.
Para os nossos queridos leitores não haverá mudança na quantidade de páginas, nem no preço, apenas na periodicidade, que passa de mensal para bimestral. Como sempre, esperamos poder contar com sua costumeira compreensão e fidelidade para continuar com essas publicações.

Desenvolvimento

Felizmente – e como óbvio – as alterações físicas não afectam o conteúdo de J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga, que continua a ser altamente recomendável.

Em Férias Forçadas, um assalto baseado numa ideia bastante interessante – em termos de preparação e execução – Julia é pouco mais do que figurante, numa história cheia de surpresas que só peca pelo final abrupto que – mais uma vez – mostra o problema do número estanque de páginas, eventualmente compreensível, mas sempre penalizador – existente, não só na Bonelli como noutras editoras.

Quanto a A Tormenta, é mais uma história em que predomina um drama humano – como Berardi tantas vezes tem escrito com mestria – que traz como bónus uma mudança – marcante, mas será duradoura? – na vida pessoal da protagonista.

Arte de Piccioni

A reter/Menos conseguido

Vejo duas vantagens no novo modelo: a edição é mais consistente e traz duas histórias, logo prazer a dobrar. Em contrapartida, o tempo de espera entre edições duplica.

Problema maior pode ser o facto de ser necessário dispor do dobro do dinheiro para a compra o que pode afastar alguns leitores. Ao mesmo tempo, o preço mais elevado torna menos provável a compra por impulso – e a eventual conquista de novos leitores.

Para a editora, não sei se a diminuição de logística – só há distribuição, recolha, contabilidade de dois em dois meses – é uma vantagem (assim tão) significativa. Até porque uma edição bimestral implica perda de tempo exposição em banca…

De qualquer forma, se a manutenção do título passava por esta mudança, então tenho que a considerar positiva.

Em termos de distribuição portuguesa, podemos adiantar que a periodicidade das revistas cujo número de páginas se alterou será sensivelmente bimestral, embora com alguns ajustes eventuais. Desta forma, no próximo mês haverá nas bancas novas edições de J. Kendall, Zagor e Zagor Extra, mas em Agosto regressará apenas Zagor.

Arte de Zaghi

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.

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Tex em Cores nº 21 tem capa INÉDITA

Por José Carlos Francisco

No próximo mês de Agosto e não como estava previsto em Junho, por motivos completamente alheios à Mythos Editora, será posto à venda no Brasil  “O Homem de Quatro Dedos “, o número 21 da série TEX EM CORES, colecção que apresenta as aventuras de Tex na ordem em que foram publicadas originalmente na Itália, desde a edição nº 1, em 1948 e cuja colorização foi feita pela Sergio Bonelli Editore para uma colecção de grande sucesso (Collezione Storica a Colori) que foi publicada na Itália entre 2007 e 2011, com a particularidade de se poder confrontar o “velho” com o novo Tex, inteiramente em “technicolor”.

Capa e contra-capa de Tex em cores nº 21

A estrutura da colecção brasileira tem 240 páginas de quadradinhos, além das interessantes matérias da autoria de Sergio Bonelli e Júlio Schneider, numa parte introdutiva na qual o editor italiano na rubrica “Sergio Bonelli conta…” e o tradutor, consultor e articulista brasileiro em “Julio’s Tavern” – uma exclusividade da edição tupiniquim -, contam segredos e bastidores ligados à realização e ao sucesso de TEX na Itália e no Brasil. O menor número de páginas da edição brasileira (248 contra 304 da italiana) faz com que, a cada seis edições de Tex em Cores, sejam usadas cinco capas originais e uma nova capa inédita, tal como aconteceu com as capas da autoria de Claudio Villa no número 4 e no número 15 e Aurelio Galleppini no número 9.

Capa (inédita) de Tex em cores nº 21

Desta vez a capa é novamente de Claudio Villa e embora tenha sido publicada na Itália num póster Tex Nuova Ristampa é INÉDITA no Brasil e praticamente desconhecida na Itália porque é uma ilustração muito recente. Este facto torna esta edição da Mythos muito especial, até por já se saber que é muito desejada por leitores dos outros países que sempre procuram possuir este tipo de exemplares especiais, como se constatou com as edições nº 4, 9 e 15 que tiveram vendas em bom número, sobretudo para Itália.

Ilustração original de Claudio Villa

Entretanto, até como forma de compensar pelo atraso com que a edição nº 21 irá estar disponível, aproveitamos para divulgar a todos os nossos leitores, a capa de Tex em Cores número 22:

Capa e contra-capa de Tex em cores nº 22

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A alegria e a honra de receber em casa Dorival Vitor Lopes e Paulo Guanaes, respectivamente editor e tradutor de Tex

Por José Carlos Francisco

José Carlos Francisco, Paulo Guanaes e Dorival Vitor Lopes no QG Tex em Portugal

Dorival Vitor Lopes e Paulo Guanaes e as curiosidades numa edição especial de Tex

O dia 20 de Junho de 2014 foi mais um dia memorável na minha faceta de fã e coleccionador de Tex, porque tive a enorme honra, o grande privilégio e a imensa alegria de juntar em simultâneo na minha modesta casa, dois ícones brasileiros do mundo do Tex, o editor DORIVAL VITOR LOPES que veio passar duas semanas de férias a Portugal, fugindo do bulício da Copa e o histórico tradutor PAULO GUANAES, que acompanhado da sua simpática esposa Luciana, fez uma pausa de 48 horas em solo português propositadamente para conhecer o Santuário Texiano da Malaposta, no intervalo de uma viagem a Itália e Inglaterra.

Paulo Guanaes e José Carlos Francisco com o magnífico póster das primeiras 400 capas de Tex

Paulo Guanaes e a leitura de um mini Tex Gigante

O editor Dorival é já uma presença assídua e familiar, mas Paulo Guanaes foi a primeira vez que tive o privilégio de recebê-lo no QG de Tex em Portugal, como sempre diz o editor Dorival quando se refere à minha habitação, o que proporcionou então o motivo para eu poder ter alcançado mais um momento ímpar no que ao Tex diz respeito, já que Paulo Guanaes e Dorival Vitor Lopes acederam ao convite que lhes enderecei para se alojarem no meu “Museu do Tex”, podendo eu desfrutar das suas maravilhosas companhias juntamente com a minha família.

O editor Dorival que já estava há alguns dias na minha companhia, passou inclusive o aniversário em minha casa, o que propiciou que lhe fizéssemos uma pequena festa de aniversário com um invejável bolo que continha uma apropriada caricatura realizada por Bira Dantas, o Mestre brasileiro da caricatura que deste modo também se associou ao aniversário do apelidado editor de bermudas.

Um brinde português ao editor Dorival no dia do seu aniversário

Paulo Guanaes, que iniciou a sua ligação profissional com Tex desde o mítico  número 1, com o arco e flecha (itens que inclusive o Paulo Guanaes teve nas mãos e assim confirma que não se trata de um mito), publicado em 1971 e que portanto viu o Ranger nascer no Brasil, apesar de “somente” em 1974 (há portanto 4 décadas) ter traduzido a sua primeira história de Tex, veio acompanhado da sua adorada esposa Luciana que se mostrou, também, encantada com o Museu Texiano da Malaposta.

Luciana e Paulo Guanaes com o maravilhoso póster das 400 capas de Tex

José Carlos Francisco, Paulo Guanaes e o Tex Gigante de luxo de Civitelli

O carismático editor Dorival ficou uma vez mais fascinado com o aumento constante da minha já de si majestosa colecção de Tex em relação às visitas anteriores. Por sua vez, Paulo Guanaes e Luciana ficaram encantados com a minha colecção de Tex, colecção essa onde para além das colecções completas do Ranger oriundas do Brasil e da Itália existem muitas outras edições de mais de 20 países do mundo onde Tex foi editado, bonecos, estatuetas, pins e uma panóplia de outros objectos texianos, para além da fantástica galeria texiana onde estão expostos diversos desenhos originais do Ranger, numa espécie de mini-galeria da Sergio Bonelli Editore por também ela ter todas as suas paredes repletas de originais que ao longo dos anos foram presenteados ao finado editor Sergio Bonelli, mas o que verdadeiramente encantou o casal oriundo do Rio de Janeiro, foi o majestoso e imponente póster da autoria de G. G. Carsan, o Tex brasileiro, contendo todas as primeiras 400 capas da saga do Ranger.

Paulo Guanaes e Dorival Vitor Lopes exibindo os seus cartões de Sócios Honorários do Clube Tex Portugal

Paulo Guanaes na biblioTex de José Carlos Francisco

Mas um dos grandes momentos da estadia do editor e do tradutor de Tex em Portugal, foi seguramente aquele em que ambos receberam das mãos do presidente do Clube Tex Portugal, único Clube no nosso país dedicado exclusivamente a um herói da BD, e o primeiro Clube Oficial de Tex Willer no mundo, os respectivos cartões de Sócios Honorários e pins oficiais do Clube pelos altos serviços prestados ao Ranger e aos texianos portugueses, juntando-se assim a quatro outras grandes personalidades do mundo de Tex Willer que prestigiam o Clube Português e que sendo também Sócios Honorários do Clube Tex Portugal já receberam os respectivos símbolos do Clube: Davide Bonelli, Director Geral da Sergio Bonelli Editore, não esquecendo que a própria Editora Sergio Bonelli Editore também é Sócia Honorária, Andrea Venturi, Sócio Honorário e Padrinho da agremiação lusitana dedicada a Águia da Noite, Fabio Civitelli e a tradutora Tizziana Giorgini.

José Carlos Francisco e Paulo Guanaes

José Carlos Francisco e Paulo Guanaes

E assim se prova uma vez mais que só uma personagem como Tex poderia proporcionar momentos maravilhosos e inesquecíveis nos quais algumas pessoas são capazes de vencer milhares de quilómetros somente pelo prazer de estarem juntas e conviverem umas com as outras espontaneamente, vivendo a alegria da confraternização proporcionada por um herói de papel, criado no distante Setembro de 1948, fruto da mente criativa de G.L.Bonelli e da pena de Aurelio Galleppini…

Fátima, Paulo Guanaes, Andreia, Luciana, Ana Beatriz e Dorival

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