Uma das rubricas de maior sucesso do blogue português do Tex, desde a sua criação, é a Galeria Tex Nuova Ristampa, rubrica onde reproduzimos, com a devida autorização de Claudio Villa, todos os mini-pósteres de sua autoria, e na devida ordem em que são publicados na Itália, algo inédito e exclusivo em toda a Internet mundial.
Mini-pósteres esses onde segundo confissão ao nosso blogue, Claudio Villa afirma «Procurei “encontrar” o Tex mais autêntico: a Lenda. Aquele Tex que está no coração de cada leitor desde a primeira história lida e por quem foi “capturado”. E imagem após imagem o retrato de Tex fica cada vez mais claro no papel. Com a convicção de que o leitor que está dentro de mim guia o lápis do desenhador que trabalha.».
Hoje no blogue do Tex vamos apresentar alguns dos últimos mini-pósteres realizados por Claudio Villa, mas não finalizados como costumamos publicar na nossa galeria, mas sim ainda na fase de esboço ou na na fase da pintura do próprio Villa, mini-pósteres aleatórios que nos mostram uma fase diversa mas ao mesmo tempo mostram a qualidade intrínseca do Maestro Claudio Villa!
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Cabeleireiro colecciona revistas de cobói justiceiro
Por Elton Rodrigues [1]
Ademilson com parte de sua colecção de Tex
Cabelos, faroeste e histórias aos quadradinhos. Aparentemente esses três itens parecem não ter nenhuma relação. Mas basta conhecer o rio-pretense Ademilson da Silva, 50 anos, para qualquer pessoa mudar de opinião. Cabeleireiro de profissão, ele é fã assumido e coleccionador de revistas. Mas não é qualquer revistinha. Tem de ser da personagem Tex, um dos mais famosos cobóis dos quadradinhos. Todos os meses, além de pagar as contas, trabalhar e honrar todos os compromissos normais, ele não deixa de passar em uma banca de revistas. Rotina que faz há 40 anos. Em quatro décadas de paixão pelas revistas, ele conseguiu ler e reunir todas as 540 edições disponíveis.
“Quando estou muito estressado, vou logo ler. É relaxante e desestressa. Isso para mim é uma terapia, esqueço todo o resto quando mergulho nas histórias“, disse. O mergulho no mundo Tex começou aos 10 anos de idade, quando ganhou a sua primeira revista do cobói do pai, que havia viajado a São Paulo. Gostou tanto da história que passou a comprar mais exemplares. Na época, trabalhava como office-boy e usava parte do dinheiro para comprar as revistas. “Minha mãe não queria que eu comprasse mais, então fazia hora extra no trabalho para pagar a banca. Eles têm um jeito diferente de contar as histórias“, explica.
Ademilson não parou mais. Casou-se, teve três filhos e continuou mantendo o hábito de todos os meses comprar e ler a história mais recente. Só deixa de ler quando o enredo do mês actual só termina na edição seguinte. “Às vezes, ficava até chateado porque começava a ler em um mês, aí a história ficava pela metade. Por isso, agora espero chegar o do próximo mês para ler completo“, disse.
Cuidados
As revistas são cuidadosamente guardadas em caixas, organizadas por número da edição. O mais apreciado, claro, é o primeiro exemplar, de 30 de Setembro de 1948. Outros predilectos são os de edições comemorativas, como o de número 500. Além da edição especial, a editora lançou um exemplar que traz as imagens de todas as capas já publicadas. “Vejo as capas e lembro das histórias. Meus filhos perguntam-me como consigo lembrar de histórias que li há 10, 15 anos atrás. Não sei explicar, deve ser porque sempre gostei muito“, disse.
Exemplares da colecção de Ademilson
Sem espaço
Por causa da paixão pelas revistas, as brigas por espaço em casa são constantes. Afinal são caixas e caixas. Não só de Tex. O cabeleireiro ainda tem 250 exemplares de revistas do Conan e outras centenas do Tarzan e Epopeia Tri. “Sempre gostei muito de faroeste e super-herói. Já li exemplares de diferentes personagens, mas o que mais me chamou a atenção foi o Tex. Tem uma que é muito boa. Ladrões de gado raptam o filho dele e demoraram quatro edições para conseguirem salvá-lo. Por causa dessa e outras histórias que comprei todas. O difícil é achar espaço para guardar“, disse. As revistas são guardadas em caixas de papelão o que incomoda a mãe, com quem mora. “Quando ela soube que eu ia dar entrevista sobre a colecção, falou que seria bom para atrair algum comprador, mas eu falei para ela: – e quem disse que eu quero vender?“.
Justiceiro do Velho Oeste
Tex foi criado pelos italianos Giovanni Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini. O cobói é uma das personagens de western mais antigas e populares da história dos quadradinhos. Há versões traduzidas em diversas línguas. A personagem que dá nome à revista é um policial justiceiro do Velho Oeste americano. Forte e rápido no gatilho, Tex sempre é chamado para missões especiais. É um justiceiro que vai ao encalço dos assassinos e criminosos.
No começo, as histórias eram publicadas no formato de tiras, com no máximo três quadradinhos. Cada semana saía uma edição com 32 páginas e uma aventura levava várias semanas para chegar ao fim. Hoje, as revistas têm textos mais longos e mais elaborados. As ilustrações se mantêm nos tons preto e cinza, excepto na capa e algumas edições especiais . No enredo, um cenário típico do Velho Oeste americano, principalmente no Estado do Texas, que mostra a cultura dos índios, a vida dos pioneiros das cidadezinhas e muita ação, com tiros, cavalgadas e perseguições.
Nas imagens mostradas, descubra diferenças e semelhanças:
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A explicação, é dada num dos textos incluídos no volume #14 de Tex em Cores: a falta de tempo de Aurelio Galleppini para assegurar as tiras necessárias semanalmente, levou a redacção a fazer um trabalho de corta, cola e reescreve com uma história anterior, dando assim mais uns dias para o desenhador residente de Tex adiantar o trabalho…
In Tex Em Cores #4 (duas primeiras páginas) e #14 (as duas páginas seguintes). Mythos Editora em Maio de 2010 e Junho de 2013.
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*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.
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Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Fernanda Bender:Sou gaúcha, nasci em Novo Hamburgo, no Estado brasileiro do Rio Grande do Sul, em Julho de 1984. Trabalho em uma gráfica e, apesar de já estar com 30 anos, ainda não sei bem o que quero da vida, hehehe! Sou viciada em histórias aos quadradinhos, romances e no bom e velho rock n’ roll.
Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada? Fernanda Bender: Os quadradinhos foram a minha primeira leitura. Cresci lendo Disney, Turma da Mônica, Luluzinha & Bolinha, Recruta Zero, O Menino Maluquinho… tanto que ainda guardo boa parte das minhas revistas da infância com muito carinho e saudosismo de uma época tão boa. Há uns anos atrás, reabri as caixas onde as revistas estavam guardadas e o amor pelos quadradinhos reacendeu com força total. Hoje procuro conhecer outros tipos de histórias aos quadradinhos, como produções independentes ou adaptações de obras clássicas.
Quando descobriu Tex? Fernanda Bender: Já tinha lido em alguns blogues de amigos recomendações sobre TEX, mas até então não sabia por onde começar. Depois de umas dicas com um blogueiro amigo, comprei uma Edição Ouro por conter uma história fechada e apaixonei-me imediatamente. E isso faz pouquíssimo tempo.
Porquê esta paixão por Tex? Fernanda Bender:Eu já lia livros de bolso de faroeste, então foi fácil me agradar das histórias. Também gostei demais dos desenhos, achei tudo uma combinação perfeita no fim das contas. As histórias são dinâmicas, tem bons diálogos, acção e até umas pitadas de humor que me fizeram apreciar o conjunto instantaneamente.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Fernanda Bender: Ele não possui superpoderes ou usa roupas chamativas. É um homem comum, mas dotado de grandes valores e de palavra. Seu senso de justiça aliado a uma personalidade forte acabam inspirando quem lê, justamente por ele ser apenas um ser humano como todos nós. Aliás, isso é que torna a sua coragem ainda mais notável.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção?E qual a mais importante para si? Fernanda Bender: Comecei a colecionar TEX faz pouco tempo, então tenho pouquíssimas revistas. Creio que no momento umas dez. Gosto de todas, mas a Edição Histórica nº 60 marcou-me bastante pela história de peso e reflexão que traz.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Fernanda Bender: Por enquanto apenas as revistas.
Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir? Fernanda Bender: Seria maravilhoso ter alguma miniatura dele ou uma camiseta estampada.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Fernanda Bender:Das poucas que li, gostei muito de “A Volta do Mestre”, pois nela há a presença de duas personagens históricas e muitas surpresas ao longo da narrativa. Quanto a artistas que desenham ou roteirizam, realmente não sei dizer no momento.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Fernanda Bender:Tudo me agrada nas histórias de TEX. Gosto muito de ver Tex e Carson interagindo, sempre com diálogos espirituosos e por vezes engraçados. Não há nada que eu não tenha gostado até o momento.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Fernanda Bender: Justamente o facto de ele ser apenas um homem de carne e osso que honra a sua palavra e vive a vida em defesa da justiça, fazendo o que é necessário para obtê-la. Ele é íntegro e impõe não só medo, mas respeito em seus adversários. Também acho óptima a maneira directa com que ele lida com os bandidos, na base do soco ou do tiro mesmo, e além de tudo ele possui raciocínio rápido e inteligente. Tex coloca-se no meio do fogo cruzado, arrisca a pele… é um homem de atitude e bravura admiráveis.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Fernanda Bender:Converso online com alguns leitores de Tex. Do meu convívio mesmo, ninguém lê. Depois que passei a registar as minhas leituras em um blogue pessoal, fui encontrando outros que também são fãs do ranger, podendo assim trocar ideias e opiniões.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Fernanda Bender: Espero que mais pessoas possam conhecer estas revistas e apreciar tanto a leitura quanto eu. Tex vem encantando gerações e creio que continuará assim por muito tempo.
Prezada pard Fernanda Bender,agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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O consagrado desenhador brasileiro Mike Deodato Jr., um dos mais famosos no mercado americano nos últimos anos, sendo inclusive um dos artistas de ponta da gigante Marvel Comics, editora para quem trabalha em regime de exclusividade, tem desde há vários anos a ambição de vir a desenhar Tex, um sonho que o próprio autor brasileiro confessou recentemente ao blogue português do Tex em entrevista exclusiva que pode ser lida clicando AQUI!
Kit Carson por Mike Deodato
Kit Carson por Mike Deodato
Kit Carson por Mike Deodato
E segundo apuramos, esse sonho pode mesmo vir a tornar-se realidade, porque se no passado Mike Deodato Jr. teve que recusar um convite do próprio Sergio Bonelli, devido precisamente ao contrato de exclusividade com a Marvel Comics, soubemos que esse contrato termina este ano e a partir de 2015 Mike Deodato Jr. estará livre para desenhar Tex.
Jack Tigre por Mike Deodato
Jack Tigre por Mike Deodato
Jack Tigre por Mike Deodato
Há inclusive rumores que o apreciado artista brasileiro tem conversado com os responsáveis por Tex na Sergio Bonelli Editore, tendo inclusivamente sido convidado a fazer alguns estudos de Tex e seus pards, estudos esses que damos hoje a conhecer aos nossos leitores e que esperamos que sejam somente o início de uma colaboração profissional com a Sergio Bonelli Editore!
Kit Willer por Mike Deodato
Kit Willer por Mike Deodato
Kit Willer por Mike Deodato
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