José Carlos Francisco, Pasquale Del Vecchio e Dorival Vitor Lopes na arte caricatural de «Jim Halley»

«Jim Halley» o artista brasileiro que esteve nos dias 15 e 16 de Novembro de 2014, em São Paulo, participando do Comic Con Brasil onde Pasquale Del Vecchio foi a estrela texiana presente, fez a pedido do Fã Clube Tex Brasil, com sede em Alagoinhas, Bahia, uma caricatura mostrando o consagrado desenhador italiano Pasquale Del Vecchio em São Paulo na companhia do português José Carlos Francisco, representante da Mythos Editora em Portugal, e do editor de Tex no Brasil, Dorival Vitor Lopes, caricatura essa que damos a conhecer de seguida:

José Carlos Francisco, Pasquale Del Vecchio e Dorival Vitor Lopes na arte caricatural de «Jim Halley»

Jim fez a caricatura e posteriormente foi convidado para participar do evento em São Paulo, representando Laranjeiras do Sul. Conforme Halley confidenciou ao jornal Correio do Povo do Paraná, entre as centenas de pessoas que pediam autógrafos a Pasquale houve um momento muito especial, que foi a entrega da caricatura ao artista, que em retribuição fez para ele um desenho exclusivo mostrando Tex ‘A grande estrela da Bonelli Comics‘. “Foi uma experiência gratificante”, afirmou Jim. Quem também recebeu a magnífica caricatura foi o português José Carlos Francisco, momento esse que registamos para a posteridade e que contou também com a presença de Jessé Machado dos Reis, presidente do Fã Clube Tex Brasil:

«Jim Halley», José Carlos Francisco e Jessé Machado dos Reis aquando da entrega da caricatura em nome do Fã Clube Tex Brasil

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Alessandro Bocci, do blogue do Tex para o staff do Ranger

Por José Carlos Francisco

Alessandro Bocci com os seus estudos de Tex e Carson

Alessandro Bocci é um consagrado desenhador de Dampyr que desenhou inclusive a primeira aventura de Harlan Draka, seu verdadeiro nome, ambientada em Portugal (Dampyr nº 75, “O Esposo da Vampira“) e onde revela um grande rigor, dos cenários até o cão de Vitorino Rocha, um cão dos montes e cuja trama trata das obsessões pessoais de um director de cinema que, por trás de seu trabalho de direcção, esconde a existência secreta de uma vampira, uma sua antiga antepassada e que durante a realização do filme no castelo de Trás-os-Montes o director consegue arrastar toda a trupe a um clima de terror até revelar sua verdadeira intenção: devolver à vida a estirpe vampiresca da sua família e tornar-se ele mesmo um vampiro graças à intervenção da antepassada (que, nesse meio tempo, recuperou suas forças graças ao sangue dos membros da equipa) num plano genial mas que acaba por ser arruinado porque Harlan e Kurjak faziam parte da equipa!

O Tex de Alessandro Bocci

Um dos grandes sonhos de Alessandro Bocci era desenhar Tex, conforme o próprio nos confidenciou em entrevista exclusiva ao nosso blogue: “Desenhar Tex… eu gostaria muito, mas jamais me foi proposto, infelizmente! Eu entendo que desenhar Tex não é simples como parece, é preciso entrar em certos mecanismos gráficos que exigem muita aplicação e atenção, além de boa familiaridade com o género faroeste.” E nessa entrevista Bocci foi mais longe e fez um autêntico apelo à Sergio Bonelli Editore: “Aproveito para lançar um pedido à Bonelli: deixem-me fazer um teste para uma história de Tex!“.

O Carson de Alessandro Bocci

Mauro Boselli, responsável máximo de Tex na actualidade, ao tomar conhecimento deste pedido, aliado ao facto de conhecer bem as qualidades artísticas de Bocci, resolveu dar a oportunidade a Alessandro Bocci convidando-o para fazer um teste, teste esse onde Bocci saiu-se muito bem a ponto de recentemente ter sido convidado para, finalmente, desenhar uma história de Tex, história essa que será escrita por Jacopo Rauch para depois ser publicada num dos futuros Color Tex.

O Tex de Alessandro Bocci

Entretanto Bocci já começou a fazer uns estudos de Tex e Carson para essa aventura que irá começar a ser desenhada muito em breve, estudos esses que damos hoje a conhecer aos nossos leitores e que muito orgulham todo o staff do blogue português do Tex, porque com uma pontinha de orgulho constatamos que o blogue do Tex também é uma rampa de lançamento para os profissionais da editora Bonelli chegarem a Tex!

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As críticas do Marinho: Furia Comanche – (Tex italiano 645 e 646)

Por Mário João Marques


Wasape é um terrível guerreiro comanche que semeia o caos e o terror junto de colonos e rancheiros. Capturado por Tex, Wasape é julgado e condenado à morte por enforcamento, mas contra toda a lógica consegue sobreviver e fugir. Wasape torna-se assim num guerreiro imortal aos olhos de muitos, sobretudo junto dos seus, acreditando que ele possa conduzir os comanches na senda da glória. No entanto, Tex acha que Wasape só conseguiu sobreviver ao enforcamento e fugir graças à ajuda de alguém e por isso rapidamente se dirige a Fort Worth para, juntamente com Carson, investigar o sucedido.

Para o bem ou para o mal muitos julgarão que os fins justificam os meios. Ruju parece acreditar nesta ideia e assina aqui uma aventura que é uma prova eloquente do maquiavelismo que muitas vezes domina a política e os jogos de poder. Furia Comanche baseia-se num complot político maquiavélico e tem um enredo bem elaborado: possibilitar que um guerreiro comanche, sedento de ódio pelos brancos, sobreviva a um enforcamento e possa fugir, de modo a espalhar o caos e a violência e, desta forma, justificar um casus belli e um novo tratado político, o qual visará permitir aos brancos apoderarem-se das terras dos índios, confinando-os a meras reservas.

Wasape é na realidade um guerreiro fanático, um criminoso sanguinário, nunca hesitando em dizimar os brancos do modo e da forma mais cruel. No fundo, é a personagem ideal para poder ser utilizada por políticos corruptos e negociantes sem escrúpulos a seu bel-prazer e em proveito dos seus próprios intentos. Neste sentido, a aventura assume um cariz marcadamente bonelliano, porque foca no essencial um ponto fulcral que o autor trouxe para a série: a luta contra o poder corrupto, a luta contra tudo o que de alguma forma possa ser aproveitado de forma ilícita para prejudicar os mais fracos, reduzindo-os a um papel secundário.

Por si só, Wasape representará os comanches? Terá esse poder e essa capacidade? A verdade é que quando Tex afirma que os índios não são todos iguais, está a deixar uma mensagem de tolerância, considerando ser um erro acreditar que as acções fanáticas e de ódio de uns (poucos) possam ser interpretadas como sendo de todos os índios. Trata-se, no entanto, de uma postura difícil de compreender e mesmo de aceitar por todos os que perderam entes queridos, amigos e familiares na mão e por obra de fanáticos.

Apesar da luta entre Tex e Wasape dominar toda a aventura, numa espiral de crescente violência e confronto psicológico, a verdade é que essa luta nasce e é fomentada pelo conflito que os brancos urdiram com o intuito único de favorecer os seus interesses. Terá Ruju pretendido colocar Tex apenas, e uma vez mais, em confronto com o poder instituído corrupto, ou terá querido ampliar o âmbito e o alcance do enredo, assumindo aqui a sua própria crítica a todos os poderes políticos, sobretudo aos actuais, quando confrontados com um conflito presente de religiões e civilizações?


Ruju tem vindo a provar ser um valor seguro na série, não só por estas ideias fortes que consegue transmitir nos seus argumentos, mas também pelo equilíbrio com que articula e organiza as aventuras ou pela capacidade de alternância da acção entre diferentes ambientes e personagens. Creio, no entanto, que um dos melhores atributos do autor residirá no modo e na forma como consegue construir personagens fortemente caracterizadas para enfrentar Tex, sendo a personagem de Wasape mais uma prova desta habilidade do autor, uma vez que, ao tornar-se num guerreiro imortal, pelo menos aos olhos de alguns, a personagem de Wasape assume contornos fantásticos e uma força que vai para além do racional.

Por seu lado, Garcia Seijas parece ter cimentado o seu lugar na série, sendo esta a sua sexta aventura, mantendo um ritmo de publicação que apraz registar. O autor parece ter abandonado em definitivo a caracterização de um Tex muito sorridente. Quando do seu primeiro trabalho sublinhámos esse ponto que nos parecia de menor qualidade, já que a composição do ranger não se coadunava com a imagem mais dura, incisiva e cínica do ranger bonelliano. Aquele Tex assemelhava-se muito aos cowboys dos velhos seriados clássicos americanos, onde os heróis adoptavam sempre uma postura mais romântica. Seijas vai definindo e aperfeiçoando o seu Tex, compreendendo da melhor forma os genes do herói, desenhando-o mais de acordo com as características que lhe deram fama.

No resto, Seijas está à vontade e o seu desenho, isento de falhas, assume mesmo contornos épicos em cenas onde o fanatismo de Wasape se torna mais presente e intenso: os ataques aos rancheiros, mas principalmente toda a cena do ataque nocturno a Sootsville, dominada pelas presenças de Tex e Wasape no meio de toda a violência, de tanta pólvora e de tanto tiroteio, cada um preparando a melhor forma de atacar o adversário.

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As páginas CENSURADAS do Tex Gigante de Joe Kubert

Por José Carlos Francisco (texto) e Giorgio Rizzi (imagens)

Capa do livreto da SAF Comics contendo as páginas de Joe Kubert censuradas

Joe Kubert, nome mítico dos comics americanos e senhor de uma carreira muito preenchida, em que abordou os mais diversos géneros, com destaque para “Sargento Rock”, “Enemy Ace” e “Tarzan”, também teve uma participação especial em Tex, numa história (O Cavaleiro Solitário) de 224 páginas publicada originalmente na Itália, em 2001, para a série Tex Gigante,  e que segundo reza a lenda levou seis anos a desenhar, mas tanta demora deveu-se a uma boa causa, conforme testemunha João Miguel Lameiras no diário “As Beiras”: “Pois Kubert interrompeu este Tex para escrever e desenhar “Fax from Sarajevo”, uma história documental que relata o drama real de Ervin Rustemagic, editor e amigo de Kubert, que se viu cercado com a família em Sarajevo, durante a guerra na ex-Jugoslávia e que apenas conseguiu sair com vida, graças ao esforço de uma série de autores que representava, como Joe Kubert, Hermann e Hugo Pratt.

Mas, voltando ao “Cavaleiro Solitário”, em termos gráficos temos um Joe Kubert igual a si próprio, com o pouco pormenor e os cenários apenas sugeridos ou inexistentes, a serem compensados por uma planificação extremamente dinâmica e que escolhe sempre os ângulos de maior impacto dramático e por um traço cheio de força e personalidade, que adapta como uma luva às cenas de acção desta história de vingança sangrenta.“.

Contracapa do livreto da SAF Comics contendo as páginas de Joe Kubert censuradas

Mas o pouco pormenor de Joe Kubert foi inclusive posto em prática, de forma propositada na roupagem, ou melhor na falta dela, ao desenhar cenas de nudez (e violência porque estamos na presença de uma tentativa de estupro) quando no início da aventura a jovem Lena banha-se no riacho da fazenda dos Colter, cenas essas que nunca foram vistas porque foram CENSURADAS pela Sergio Bonelli Editore já que as diversas edições publicadas em vários países onde o Tex Gigante de Joe Kubert viu a luz do dia trazem as páginas da versão censurada.

Mas hoje, finalmente, com a imprescindível colaboração de Giorgio Rizzi, o blogue português do Tex mostra ao mundo as páginas tal como elas foram desenhadas por Joe Kubert, páginas essas publicadas há vários anos atrás num raríssimo (e valiosíssimo) livreto da SAF Comics e que somente alguns felizardos em todo o mundo o possuem:

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TEX SEM FRONTEIRAS: “Somente as montanhas não se encontram”

Por G. G. Carsan*

G. G. Carsan e Silvio Raimundo

Mais de Dez Anos Depois –  O Encontro de G. G. Carsan e Silvio Raimundo, dois texianos determinados.

Férias significam aventuras e missões fora das nossas amadas revistas de banda desenhada. Unindo o útil ao agradável, quando voltava para casa depois de uma dessas, resolvi passar na aldeia de um velho trapper dos grupos de conversa, o pard Silvio Introvabili Raimundo. Um pard inteligente, sensível, amigão, abnegado… pudera, é texiano, kenparkeriano, zagoriano e outras milongas mais. Tem participações no Blogue do Tex, em chats, sites especializados como Universo HQ, etc).

Nos velhos tempos, com uma pintura de sua autoria

Há mais de dez anos que a gente teclava, moramos a menos de 300 km um do outro e nada de se conhecer pessoalmente. Aí, no caminho, enviei sinais de fumaça e fomos nos comunicando toda vez que eu passava por uma montanha (cidade com sinal da Oi).

O nosso encontro foi na tarde do dia 21 de Dezembro de 2014, quando cheguei em Belo Jardim, no Estado de Pernambuco com a minha turma, vindos de Exú, onde fomos acalmar umas pessoas nervosas e visitar Luiz Gonzaga, o rei do baião.

Fomos ao seu apartamento, mostrou-me a sua estante recheada só dos clássicos. A leitura do Sílvio vai de Sandman até Luluzinha, passando por Astérix e Flash Gordon, isso nos quadradinhos, pois ele já leu o Padre Antonio Vieira e Camões. Vi as suas telas e quadros nas paredes – sim, ele é artista plástico nas horas vagas, com viés caricaturista, como veremos adiante. Fizemos fotos, tivemos uma conversa apressada e depois fomos almoçar num restaurante ali perto de sua morada. Nada de cervejas ou bifes de três dedos e nem conversas longas, pois eu estava de passagem e precisava voltar à aldeia urgentemente – e dirigir de estômago pesado e alcoolizado é proibido para quem pretende chegar a algum lugar.

G. G. Carsan e Silvio Raimundo em família

Foi um prazerzão enormíssimo conhecer pessoalmente esse pard. Um dos poucos da velhíssima guarda de 1998-2000 quando começamos a teclar (fase pré-grupos) (não é Jose Ricardo Lima, Joe Fabio Mariano Oliveira, José Carlos Francisco, Levi Trindade, Gervásio Sant’Ana), que se mantinha eremita e eu ainda não havia dado um abraço e matado a curiosidade.

Ele superou todas as expectativas, mostrando-se um ‘cabra bom da gota’, como havia passado nas centenas de mensagens. Em nosso rápido encontro, falamos pouco, é verdade, e havia a conversa com a sua esposa, com a minha esposa, com os meus acompanhantes, com o seu filho. E entre uma palavra e outra, passou um filme muito bom das nossas antigas conversas. O Silvio na empresa que trabalha, a Moura; o Silvio amigo do Zé Ricardo e as viagens e aventuras deles; o Sílvio que raspou a cabeça em sinal de força e motivação a um amigo em tratamento de cancro; o Sílvio que me desenhou um Zé Carioca caracterizado de Tex cuja arma era uma máquina fotográfica (sou fotógrafo); o Silvio de matérias e entrevistas em nosso meio; o Sílvio família com seus filhos grandalhões… Um pard realmente fantástico.

Zex Carsan, a homenagem de Sílvio Raimundo a G. G. Carsan

Agora ele ficou devendo uma visita na Aldeia e vamos aguardar o período de caça e das tais cervejas e bifes. Creio que seja um encontro para breve, ou quem sabe para mais longos 10 anos.

Fazendo um flashback, temos que: Bem, o Silvio Raimundo sempre foi um sujeito bom de se lidar. Para começar chegou até nós com um apelido bastante intuitivo: Introvabili. Esta palavra bonita e misteriosa, em italiano, donde vem, significa algo que não se pode definir. Entenderam? Aí chegaram até nós as suas sacadas inteligentes sobre quadradinhos e suas tacadas politizadas e socialistas quando se agregou no grupo Yahoo ‘Amigos do Tex’, existente até hoje, agora via Facebook… mas não temam, os arquivos ainda existem no banco de dados do Yahoo, com as mais de 20 mil mensagens trocadas entre os pards, onde fui buscar esta do Sílvio, de 31 de Junho de 2003:
“Caras, hoje eu tô cá gota!!!
No tempo que eu morava em Sampa, tinha um programa de rádio que eu adorava ouvir com o meu pai, não lembro do nome, mas, lembro do
radialista, era um tal de Zé Bétio, o programa era de música caipira, mas, aquelas de verdade, de raiz, não essa chatice de hoje que essas duplas goianas cantam (se alguém daqui gosta, me desculpe a forma rude de me expressar),algum paulista daqui sabe algo acerca desse programa, ou do radialista?
Quando vim para o NE, tinha um outro programa que eu ouvia com o meu pai, esses vocês não conhecem, mas, o cara que mais cantava lá, e que eu me apaixonei pelas suas simples e belas “cantigas” era o sr. Luiz “Lua” Gonzaga, o cidadão que tornou o NE conhecido no eixo Sul/Sudeste, era fantástico, ele cantando falava das coisas do NE que eu tanto conheço, então, eu me punha a imaginar as cenas, parecia história em quadrinhos.
Inté.
”

G. G. Carsan e o seu livro dedicado a Silvio Raimundo

Naqueles dias, reportei-me ao Silvio com a seguinte escrita:
“Introvabili,
tu és mais rodado que pneu de caminhão… tens mais histórias do que o “homem da cobra”… és um poço de “info and news”…
Lembro-me do Zé Bétio, um sujeito à carioca, que (hum… a memória está meio enferrujada)… parece um pouco com o Paulo Betti, ator global, porém mais envelhecido, e portanto parece um pouco contigo também (mais jovem)…
mas não é do meu tempo ouvir seus programas no rádio… seria na extinta Tupi ou na Rádio Nacional nos idos de 50 do último século?“

São histórias de um tempo que não volta mais. As novas tecnologias como Orkut, Facebook e Zapzap engoliram essa ferramenta. As nossas conversas eram extra-Tex no grupo, pois no grupo do herói não eram permitidos assuntos extras e nós tínhamos muito a nos falar. Lembram? Nossa, de receita de bolo, festas de fim de ano, viagens espectaculares, trabalho, clima, TV, filmes, até banda desenhada… falamos de tudo. Para que todos possam captar com clareza o que significou esse grupo durante bons anos, reproduzo uma mensagem de 2009 que enviei:”Informo que aqui se pode falar de tudo e que esse grupico foi criado para tratarmos de off-topic lá do Bonellihq. Estávamos lá falando de HQ e de repente surgia algo mais na conversa e o JR dava um ‘no permit’. Aí criamos esse grupo. E já houve mês que em cerca de 20 pessoas trocarmos mais de 700 mensagens – uma loucura. Assuntos mais recorrentes: receitas, nosso lugar, política, Tex, cuidados com saúde, golpes na net, clima-tempo, você sabia que…
Quem já está aqui?
Levi Trindade (Panini), Nilson Farinha (Zagor), Mariola James (fora-da-lei), JR (Bonellihq), Aval (Tex e Cagor), Vander (sebista), Cavaleiro (cavalheiro), Naranjo (UHQ), Gervasio (TexBR), Amora (artista), Joe (vampiro), JF (blogTex), Nanda Kid (fora-da-lei), Gianni (Kit Carson), Afra No (selva cruel), Neimar (Gremio), AryCanab (radialista), GG (photo-man), Jesus (Zona Franca), Silvio (KP). Oscar Kern (in memoriam).
Para conhecer melhor os amigos, enviar-lhes-ei o boca-maldita Preferências Pessoais * – versão 2009.
“ (*) Um questionário.

A dedicatória de G. G. Carsan a Silvio Raimundo

G.G.Carsan

O Silvio sempre demonstrou uma predilecção por Ken Parker. Para ele, era Berardi e Milazzo no Céu. O resto na Terra, incluindo Tex. Continua assim. Mas seria praticamente impossível essa amizade, essa minha determinação de ir conhecer o pard se não fosse o factor Tex em nosso meio. Dedico a Tex este encontro mais de 10 anos depois.

Certamente muitos pards têm histórias parecidas para contarem e se vêem, nesta, bem representados. Aliás, é comum entre os texianos iniciarem os contactos via Internet e só tempos depois se conhecerem, como aconteceu com quase todos os citados, alguns ainda sem encontrar com os demais.

Termino com o meu abraço fraternal a esse pard precioso.

* G.G.Carsan, 49 anos, paraibano, fã, coleccionador e divulgador, começou aos 7 anos a ler Tex e nunca mais parou. Realizou 6 exposições em João Pessoa, escreveu várias aventuras para Tex (algumas publicadas na Internet), palestras em vários Estados e plateias e dois livros sobre a personagem no Brasil.