Tex Speciale a colori (Tex Especial a cores) retorna à grande e (novamente) a cores

A partir deste dia 29 de Janeiro, durante quatro semanas, retorna aos quiosques italianos o Tex Speciale, a prestigiosa Collezione Storica a Colori do grupo editorial Rebubblica/L’Espresso, que repropõe os Texoni (Tex Gigante), pela primeira vez a cores!

Tex Speciale 26

4 imperdíveis álbuns de grande formato em exclusivas edições a cores realizadas pelos mais importantes desenhadores de banda desenhada a nível mundial. Em cada volume, para além de uma explosiva e fascinante história completa, anedotas e curiosidades do mais importante mito da banda desenhada italiana.

Arte de Ernesto Garcia Seijas, a cores

Quinta-feira, 29 de Janeiro, a corrida da Collezione Storica a Colori – em colaboração com os periódicos “la Repubblica” e o “l’Espresso“ – continua de onde tinha sido interrompida em Fevereiro de 2012. Está já à venda (por 6,90 €, mais o preço do quotidiano ou do semanário) nos quiosques italianos o número 26 de Tex Speciale (Tex Especial), a colecção que repropõe a cores os populares prestigiosos “Texoni” (Tex Gigante).

O primeiro compromisso é com uma história assinada por Claudio Nizzi e desenhada pelo mestre argentino Ernesto Garcia Seijas, “Le iene di Lamont” (“As Hienas de Lamont“).

Com a morte do pai, a jovem Katie Evans volta a Lamont, no Montana, e é recebida por Vera, a sua madrasta que havia sido enfermeira de seu pai, e que agora tornou-se herdeira e toma conta do rancho Círculo T. Tex e seus pards, no rasto de dois ferozes assaltantes, descobrem que eles podem estar escondidos nas terras dos Evans e, ao chegar à fazenda para investigar, acabam por descobrir um complô armado para tomar de Katie o que é seu por direito. Diante de injustiças evidentes, Tex não costuma ficar parado, e quem trama contra uma jovem inocente deve se preparar para enfrentar os colts do Ranger!

Segue a lista oficial das edições a publicar neste retorno:

Lista oficial das edições a publicar neste retorno

Nº 26, dia 29 de Janeiro de 2015: Le iene di Lamont (As Hienas de Lamont); Claudio Nizzi e Ernesto Garcia Seijas.

Nº 27, dia 5 de Fevereiro de 2015: La cavalcata del morto (A cavalgada do morto); Mauro Boselli e Fabio Civitelli.

Nº 28, dia 12 de Fevereiro de 2015: I pioneri (Os pioneiros); Mauro Boselli e Andrea Venturi.

Nº 29, dia 19 de Fevereiro de 2015: L’orda del tramonto (A horda do crepúsculo); Pasquale Ruju e Corrado Roi.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

As Leituras do Pedro: Cassidy & Demian #1

As Leituras do Pedro*

Cassidy & Demian #1
Cassidy: Ajeitando as coisas
Pasquale Ruju (argumento)
Maurizio di Vincenzo (desenho)

Demian: Vingança!
Pasquale Ruju (argumento)
Luigi Piccatto e Giorgio Sommacal (desenho)
Mythos Editora
Brasil, Janeiro/Fevereiro de 2014
160 x 210 mm, 226 p., pb, capa mole, bimestral
R$ 24,90 / 12,00 €

Chegou este mês às bancas portuguesas o primeiro número de uma nova colecção Bonelli da editora Mythos.

Colecção dupla, pois em cada volume há histórias de Cassidy e de Demian, que deveria ter 18 volumes – correspondentes ao integral das duas colecções em Itália – mas que a Mythos cancelou ao fim de cinco meses por vendas insuficientes.

Introdução

Cassidy e Demian têm alguns aspectos em comum, a começar desde logo pelo argumentista, Pasquale Ruju.

Ambos são também aquilo a que poderíamos chamar ‘bandidos simpáticos’ pois os respectivos códigos de conduta levam a que o leitor simpatize com eles e torça a seu favor contra os seus inimigos, mesmo que eles sejam as forças da lei.

Raymond Cassidy é um assaltante famoso que, durante um golpe, é ferido pelos seus próprios companheiros de assalto e, após uma fuga atribulada, acaba à beira da morte, no meio de um bosque. Surge então um estranho músico, velho, negro e cego, que lhe concede mais 18 meses – o tempo da colecção… – de vida para “resolver” o que até aí deixou para trás.

Quanto a Demian, é uma espécie de justiceiro que se move na sombra e enfrenta a mafia marselhesa, aplicando os seus conceitos de Bem e de Mal.

Desenvolvimento

Com dois números já lidos, confesso a minha preferência por Cassidy, uma leitura mais directa e dinâmica que tem como atractivo extra o toque de sobrenatural que está na base da narrativa.

A forma como Cassidy aplica o conceito de “resolver as coisas”, díspar daquele que levou o velho cego a prolongar a sua vida, torna mais interessante o conteúdo de cada história, sempre num registo duro e violento, que decorrem em ritmo acelerado e condimentadas com sucessivos flashbacks que ajudam a entender opções e relações que o protagonista vai assumindo ao longo delas.

Os flashbacks são outro ponto comum às duas mini-séries, pois Ruju também os utiliza de forma equilibrada em Demian para colocar o leitor a par do seu passado. Aqui, as histórias decorrem a um ritmo mais pausado – a informação disponibilizada ao leitor é maior e exige mais atenção – revelam-se por isso mais consistentes e estruturadas, com as cenas de acção a receberem menos protagonismo.

Se ambas as séries se lêem bem, ambas são bons exemplos das propostas Bonelli vocacionadas para proporcionar um bom momento de distracção e um intervalo ligeiro no ritmo quotidiano.

A reter

– A opção pelo formato original italiano, que a Mythos devia utilizar mais vezes.

– A utilização das capas de ambas as séries (na capa e contracapa) de cada volume – embora pudesse ter sido interessante que cada série se começasse a ler a partir da respectiva capa.

– O tom ligeiro mas bem conseguido dos dois registos.

Menos conseguido

– A falta de adesão dos leitores (brasileiros) a Cassidy & Demian, o que levou a Mythos a cancelá-la ao fim de apenas cinco números. Como pequena compensação fica o facto de as histórias serem auto conclusivas, podendo ser lidas independentemente.

– O preço elevado da edição em Portugal e no Brasil – consequência do formato? – que certamente (ajuda a) explica(r) o afastamento dos leitores.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Os mais recentes mini-pósteres de Claudio Villa

Por José Carlos Francisco


Uma das rubricas de maior sucesso do blogue português do Tex, desde a sua criação, é a Galeria Tex Nuova Ristampa, rubrica onde reproduzimos, com a devida autorização de Claudio Villa, todos os mini-pósteres de sua autoria, e na devida ordem em que são publicados na Itália, algo inédito e exclusivo em toda a Internet mundial.


Mini-pósteres esses onde segundo confissão ao nosso blogue, Claudio Villa afirma «Procurei “encontrar” o Tex mais autêntico: a Lenda. Aquele Tex que está no coração de cada leitor desde a primeira história lida e por quem foi “capturado”. E imagem após imagem o retrato de Tex fica cada vez mais claro no papel. Com a convicção de que o leitor que está dentro de mim guia o lápis do desenhador que trabalha.».


Hoje no blogue do Tex vamos apresentar alguns dos últimos mini-pósteres realizados por Claudio Villa, mas não finalizados como costumamos publicar na nossa galeria, mas sim ainda na fase de esboço ou na  na fase da pintura do próprio Villa, mini-pósteres aleatórios que nos mostram uma fase diversa mas ao mesmo tempo mostram a qualidade intrínseca do Maestro Claudio Villa!


(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Vídeo: Cabeleireiro brasileiro colecciona revistas de Tex Willer

Cabeleireiro colecciona revistas de cobói justiceiro

Por Elton Rodrigues [1]

Ademilson com parte de sua colecção de Tex

Cabelos, faroeste e histórias aos quadradinhos. Aparentemente esses três itens parecem não ter nenhuma relação. Mas basta conhecer o rio-pretense Ademilson da Silva, 50 anos, para qualquer pessoa mudar de opinião. Cabeleireiro de profissão, ele é fã assumido e coleccionador de revistas. Mas não é qualquer revistinha. Tem de ser da personagem Tex, um dos mais famosos cobóis dos quadradinhos. Todos os meses, além de pagar as contas, trabalhar e honrar todos os compromissos normais, ele não deixa de passar em uma banca de revistas. Rotina que faz há 40 anos. Em quatro décadas de paixão pelas revistas, ele conseguiu ler e reunir todas as 540 edições disponíveis.

“Quando estou muito estressado, vou logo ler. É relaxante e desestressa. Isso para mim é uma terapia, esqueço todo o resto quando mergulho nas histórias“, disse. O mergulho no mundo Tex começou aos 10 anos de idade, quando ganhou a sua primeira revista do cobói do pai, que havia viajado a São Paulo. Gostou tanto da história que passou a comprar mais exemplares. Na época, trabalhava como office-boy e usava parte do dinheiro para comprar as revistas. “Minha mãe não queria que eu comprasse mais, então fazia hora extra no trabalho para pagar a banca. Eles têm um jeito diferente de contar as histórias“, explica.

Ademilson não parou mais. Casou-se, teve três filhos e continuou mantendo o hábito de todos os meses comprar e ler a história mais recente. Só deixa de ler quando o enredo do mês actual só termina na edição seguinte. “Às vezes, ficava até chateado porque começava a ler em um mês, aí a história ficava pela metade. Por isso, agora espero chegar o do próximo mês para ler completo“, disse.

Cuidados

As revistas são cuidadosamente guardadas em caixas, organizadas por número da edição. O mais apreciado, claro, é o primeiro exemplar, de 30 de Setembro de 1948. Outros predilectos são os de edições comemorativas, como o de número 500. Além da edição especial, a editora lançou um exemplar que traz as imagens de todas as capas já publicadas. “Vejo as capas e lembro das histórias. Meus filhos perguntam-me como consigo lembrar de histórias que li há 10, 15 anos atrás. Não sei explicar, deve ser porque sempre gostei muito“, disse.

Exemplares da colecção de Ademilson

Sem espaço

Por causa da paixão pelas revistas, as brigas por espaço em casa são constantes. Afinal são caixas e caixas. Não só de Tex. O cabeleireiro ainda tem 250 exemplares de revistas do Conan e outras centenas do Tarzan e Epopeia Tri. “Sempre gostei muito de faroeste e super-herói. Já li exemplares de diferentes personagens, mas o que mais me chamou a atenção foi o Tex. Tem uma que é muito boa. Ladrões de gado raptam o filho dele e demoraram quatro edições para conseguirem salvá-lo. Por causa dessa e outras histórias que comprei todas. O difícil é achar espaço para guardar“, disse. As revistas são guardadas em caixas de papelão o que incomoda a mãe, com quem mora. “Quando ela soube que eu ia dar entrevista sobre a colecção, falou que seria bom para atrair algum comprador, mas eu falei para ela: – e quem disse que eu quero vender?“.

Justiceiro do Velho Oeste

Tex foi criado pelos italianos Giovanni Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini. O cobói é uma das personagens de western mais antigas e populares da história dos quadradinhos. Há versões traduzidas em diversas línguas. A personagem que dá nome à revista é um policial justiceiro do Velho Oeste americano. Forte e rápido no gatilho, Tex sempre é chamado para missões especiais. É um justiceiro que vai ao encalço dos assassinos e criminosos.

No começo, as histórias eram publicadas no formato de tiras, com no máximo três quadradinhos. Cada semana saía uma edição com 32 páginas e uma aventura levava várias semanas para chegar ao fim. Hoje, as revistas têm textos mais longos e mais elaborados. As ilustrações se mantêm nos tons preto e cinza, excepto na capa e algumas edições especiais . No enredo, um cenário típico do Velho Oeste americano, principalmente no Estado do Texas, que mostra a cultura dos índios, a vida dos pioneiros das cidadezinhas e muita ação, com tiros, cavalgadas e perseguições.

Veja de seguida o vídeo da reportagem:

[1] Texto de Elton Rodrigues apresentado no Diário Web em 2 de Janeiro de 2015.
Adaptação a cargo de José Carlos Francisco.
Copyright: © 2015, Elton Rodrigues

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)