Tex e dois de seus pards por AMoreira

Antonio Carlos S. Moreira, popularmente conhecido por AMoreira nesta fotografia troca o pincel pelo copo de cerveja

Natural da cidade brasileira de Niterói, no Rio de Janeiro e nascido no dia 18 de Setembro do longínquo ano de 1949,  AMoreira teve como primeira formação profissional, desenhador arquitectónico, e paralelamente a isso, fez o curso de “Desenho Artístico e Publicitário” na Escola Pan-americana de Arte, tentando fazer carreira como ilustrador.

Como essa carreira não foi avante, formou-se em Ciências Contábeis, com Pós-Graduação em Engenharia Financeira, e hoje em vez de ser um desenhador profissional, trabalha na área da contabilidade, mas para nosso gáudio, não deixa de nos brindar com a sua arte, sempre que possível, como é o caso desta magnífica ilustração de Tex e os seus pards Kit Carson e Kit Willer, mas para conhecer melhor o autor de mais esta belíssima arte  que apresentamos de seguida, leia a entrevista que AMoreira concedeu em exclusivo, ao nosso blogue.

Tex e dois de seus pards por AMoreira

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Desenho EXCLUSIVO de BRUNO BRINDISI para a Revista nº 4 do Clube Tex Portugal e devidamente DEDICADO aos amigos do clube português

Por José Carlos Francisco

Depois de ENRIQUE BRECCIA ter enviado propositadamente DUAS magníficas ilustrações para duas belíssimas capas para a Revista nº 4 do Clube Tex Portugal (que em breve iremos divulgar) e de Dante Spada ter também ele feito em rigoroso exclusivo para a mesma revista uma fantástica ilustração dedicada aos amigos do clube português, temos também neste quarto número da revista portuguesa devidamente autorizada pela Sergio Bonelli Editore, um atento Tex fumador desenhado magistralmente por Bruno Brindisi igualmente em EXCLUSIVO para a revista do Clube português, desenho esse também devidamente dedicado aos amigos do Clube, como vos damos a conhecer já de seguida:

Desenho EXCLUSIVO de BRUNO BRINDISI para a Revista nº 4 do Clube Tex Portugal e devidamente DEDICADO aos amigos do clube português

Mas as colaborações dos autores do Ranger não se ficam por aqui, pois  também o argumentista Moreno Burattini tem um novo texto nesta edição que também contará com apresentação de uma página (a lápis) da autoria de Alessandro Nespolino, página essa que somente quem adquirir a revista do Clube é que poderá apreciá-la já que não será divulgada ao público em geral.

E é assim também um enorme motivo de orgulho poder contar neste quarto número com colaborações em exclusivo de autores texianos… e mais uma vez CINCO autores, que certamente tornam a Revista também imensamente cobiçada na Itália e no Brasil, não esquecendo que neste número teremos a publicação (a cores) da história “A Presa“ escrita por Mauro Boselli e desenhada (magistralmente) por Fabio Civitelli.

Bruno Brindisi, desenhador de Tex que colabora na revista nº 4 do Clube Tex Portugal

Recordamos que a revista do Clube Tex Portugal é exclusiva para os sócios que têm direito a um exemplar gratuito podendo adquirir mais exemplares se o desejarem, pelo que se alguém que não seja sócio desejar um exemplar, deve contactar um sócio do Clube com quem tenha alguma familiaridade para que este adquira então o exemplar desejado, mas não demore muito a fazê-lo porque a tiragem é limitada e há o grande risco desta edição número 4 esgotar-se, tal como aconteceu com as já míticas revistas nº 1 e 2 e está prestes a acontecer também com a revista nº 3.

Quem ainda não é sócio e queira fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser vistos aqui – e ter então direito à revista gratuita é necessário pagar uma jóia de inscrição de 5,00 € e uma quota mensal de 2,00 € (2,50 € se não for residente em Portugal).

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As Leituras do Pedro: Tex Platinum #1

As Leituras do Pedro*

Tex Platinum #1 – “O Caçador de fósseis”
António Segura (argumento)
José Ortiz (desenho)
Mythos Editora
Brasil, Fevereiro de 2016
135 x 180 mm, 354 p., pb, capa mole
R$ 24,90 / 9,00 €

Pode a forma sobrepor-se ao conteúdo e a discussão em torno dela fazer esquecer o que é – deve ser – mais importante?
Sim e sim.

Tex Platinium, a nova colecção da Mythos Editora, veio de alguma forma demonstrá-lo. Associando-me à discussão levantada em fóruns e blogues – com o conforto dos 7500 km de distância e a relativa ignorância da real situação editorial naquele país, em geral, e das vendas das edições da Mythos, em particular – parece-me que esta foi uma oportunidade perdida.

Actualmente, sem renegar as suas origens populares, Tex é alvo de edições cuidadas um pouco por toda a parte: na sua Itália ‘natal’, assistimos à republicação em livro de relatos clássicos e ao lançamento de uma colecção em formato álbum – forma de (finalmente!) cativar alguns autores franco-belgas?; em Portugal, a Polvo lança a colecção Romance Gráfico Tex; França e Espanha acolhem igualmente o ranger em edições similares; no próprio Brasil, a reedição a cores dos Tex Gigantes parece ser um sucesso e a nova colecção Tex Graphic Novel parece querer palmilhar o mesmo caminho.

Por isso, tudo indicava que o formato italiano seria o ideal para esta Tex Platinum que, para mais se propõe republicar (numa primeira fase?) as histórias já conhecidas de Tex Anual. Seria (mais?) uma justificação para os fãs do ranger duplicarem a edição que já possuem, agora num formato maior, mais consentâneo com a fruição da leitura, e a (melhor?) forma de chegar àqueles que, menosprezando o formatinho, são potenciais leitores das histórias do herói criado por Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini há quase 70 anos.

Mais a mais, sendo uma edição experimental como de alguma forma está implícito no final da breve introdução aos autores, o risco não seria assim tão grande e os benefícios poderiam ser maiores. Escrevo eu…

Mas, para não ser réu da minha acusação inicial, vamos então a O Caçador de Fósseis, uma banda desenhada originalmente publicada em Itália, em 1997, no MaxiTex #2 – de que a edição actual herdou a capa, até agora inédita no Brasil.


Da autoria do espanhol António Segura, revela uma trama mais complexa do que é habitual em Tex, desde logo porque são vários os acontecimentos paralelos que narra.

Por um lado, há a perseguição a Four Bears, um índio educado por brancos mas que (por isso?) mantém aceso o seu ódio pelos brancos. Do incêndio no rancho onde vivia, até à sedição de parte da tribo onde nasceu, decorre um longo percurso – semeado de vítimas – sempre com Tex e Carson no seu encalço. Durante o qual, conhecemos a sua história – os seus  motivos e a justificação para ser quem é?

Por outro, há a competição, nada saudável, entre os grupos de Edward Cope e Charles Sutter, paleontólogos apostados em descobrir fósseis de dinossauros em território índio. Para além da nota distintiva que acrescenta à trama principal, o cruzamento entre ambos os relatos, embora necessária para o desfecho da primeira, acaba por ser pouco mais que tangencial. Na verdade, facilmente Segura poderia ter separado as duas e ter escrito duas histórias regulares em lugar desta mais longa (350 páginas!).

A par disto, que já não é pouco, Segura introduz ainda duas personagens marcantes e relevantes para a narrativa: Salomon, o velho alcoólico pesquisador de ouro, e Red Barnum, um caçador de recompensas em fim de carreira e em busca de redenção. Referenciando quase como anedota, posso acrescentar que consegue ainda mostrar até onde chega o amor de mãe e criar uma intriga romântica!

Tudo, sem descaracterizar Tex e Kit Carson, nem o principal das aventuras do ranger: cumprir a lei, executar a justiça, exercer o direito de vingança.

Ao lado de Segura está José Ortiz, seu companheiro de muitos anos e de muitas criações gráficas, com um traço magnífico, duro e realista, assente em contrastes acentuados de branco e negro e numa planificação que sucessivamente ‘esquece’ a norma Bonelli vigente das seis vinhetas por página e que, para concluir voltando ao ponto de partida, poderia ser melhor admirado se Tex Platinum tivesse assumido o formato italiano…

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

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Massimo Rotundo e os desenhos feitos na passagem pela 3ª Mostra do Clube Tex Portugal, em Anadia

Por José Carlos Francisco (texto), Orlando Santos Silva e Marco Guerra (fotos)

Massimo Rotundo a desenhar para os seus fãs, em Anadia

No decurso da 3ª Mostra do Clube Tex Portugal, Massimo Rotundo brindou dezenas de Texianos presentes com desenhos feitos no momento por si, para gáudio de todos os presentes no evento bairradino.

Mas os desenhos realizados por Massimo Rotundo não se ficaram apenas pelos produzidos no decorrer do evento, isto porque Rotundo foi muito assediado pelos seus fãs na tentativa de conseguirem um desenho original de sua autoria feito na hora e com a respectiva dedicatória, levando a que o autor italiano tivesse por vezes que os realizar em condições inapropriadas, mas a todos Massimo Rotundo sempre respondeu positivamente, apesar de em alguns casos o cansaço do autor ser bem visível no seu rosto, fazendo um belíssimo desenho a cada Texiano e sempre com um sorriso encantador no rosto dando uma verdadeira lição de profissionalismo e de humildade, confirmando porque Rotundo foi tão admirado pelos seus fãs portugueses.

O blogue do Tex mostra de seguida, a todos os interessados, alguns desses fantásticos desenhos que esperamos sejam do agrado de quem acessa o blogue.


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